Arquivo diários:22/08/2015

Dentadas do prefeito guloso

Um prefeito guloso e bebedor de um município da grande Natal recebeu mimos de certo empresário gastador para colaborar um final de semana alegre com bebericos e tira-gostos apetitosos.

Whisky e picanha foram compradas para saciar o apetite do prefeitão encarnado e grandão.

O soldado Vasco recebeu as fotos dos produtos que foram comprados pelo empresário generoso.

IMG_0704IMG_0703

PT rebate Gilmar Mendes e diz que contas de Dilma foram aprovadas no TSE

Ministro pediu investigação sobre doações de campanha. “Todas as doações que o PT recebeu foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral”, diz o partido

 

Por meio de nota, o comando do Partido dos Trabalhadores reagiu neste sábado (22) ao pedido de investigação das contas de campanha da presidenta Dilma Rousseff feito pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar Mendes. Segundo Mendes, embora o TSE já tenha aprovado com ressalvas os registros petistas, desdobramentos da Operação Lava Jato impõem a apuração de suspeitas de que dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras possam ter abastecido a campanha de reeleição de Dilma, em 2014.

Diante da ação do ministro – que também integra o Supremo Tribunal Federal (STF), onde políticos investigados na Lava Jato serão julgados –, o PT repete o discurso de que o recebimento de recursos doados à campanha de Dilma ocorreu dentro da legalidade. “Todas as doações que o PT recebeu foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral”, diz o partido.

Mais cedo, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, também emitiu nota nos mesmos moldes da que foi divulgada por seu partido. Coordenador da campanha de Dilma em 2014, Edinho também recorreu ao princípio da legalidade ao alegar que “todas as contribuições e despesas da campanha de 2014 foram apresentadas ao TSE, que, após rigorosa sindicância, aprovou as contas por unanimidade”.

Os arrancas rabos do deputado Saco Preto

O deputado federal Rogério Marinho tem espalhado uma série de brigas e baixarias por onde passa.

Deputado ‘Saco Preto’ como é conhecido, começou criando uma confusão na sua passagem pela Prefeitura de Natal quando foi secretário da ex-prefeita Wilma de Faria, o reboliço foi tão grande que 10 pessoas responderam processos e ele acusado de fazer ‘caixa dois’ no popular escândalo do ‘Saco  Preto da URBANA.’

TUMULTO - Diretório Municipal do PSB aprova aliança política com PT e PMDB
Confusão do PSB

Na sua passagem pelo PSB ele foi protagonista de confusão na escolha do candidato a Prefeito de Natal que teve até spray de pimenta no arranca rabo que ele protagonizou.

Ele começou com Wilma e brigou com ela, foi líder do Prefeito Carlos Eduardo Alves e também brigou com ele..

No ABC não tem sido diferente, o cacete tá comendo e o clube fazendo uma campanha medíocre na Série C do campeonato Brasileiro e derrotado no campeonato estadual.

Ele é sabido, não aparece na briga, manda seus babões provocar a confusão e fica rindo do lado de fora..

O soldado Vasco diz que: “Ou o ABC acaba com a gestão de Rogério, ou ele acaba com o ABC.”

 

Documentos mostram envolvimento de tucanos em esquema de Furnas da Lava Jato




Documentos obtidos mostra envolvimento dos tucanos Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin e o ex-presidente Fernando Henrique no esquema de Furnas (Lava – Jato)

Por Mayara Tridente – em Minas Gerais, para o Portal Metrópole

Quem pensa que o mensalão do PSDB é o único esquema de corrupção do partido que está impune, se engana. A sigla está envolvida em pelo menos outro escândalo de desvio de recursos que não foi julgado até agora, apesar de a Polícia Federal ter atestado a autenticidade do documento-chave para a denúncia.
O mensalão tucano, recorde-se, ajudou a financiar a campanha de 1998, quando Fernando Henrique Cardoso se reelegeu ao Planalto e Eduardo Azeredo, do PSDB, foi derrotado na disputa pelo governo de Minas Gerais por Itamar Franco.
Nas eleições de 2002, os tucanos promoveram outra forma de arrecadação de recursos para financiar suas campanhas e as de seus aliados. O esquema previa o repasse de dinheiro por meio de licitações superfaturadas da empresa Furnas Centrais Elétricas S.A.
Na ocasião, Aécio Neves era candidato a governador de Minas, Geraldo Alckmin concorria em São Paulo – ambos foram eleitos – e José Serra disputava com Lula o Planalto.
A chamada Lista de Furnas, como ficou conhecida a estratégia de financiamento montada pelos tucanos, rendeu milhões de reais para financiar campanhas. Denúncia da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro classifica o esquema como criminoso.
O delator do mensalão tucano, Nilton Monteiro, que também é o responsável pelo vazamento de informações sobre a lista, informou à procuradora Andréa Bayão Pereira, autora da ação do MPF, que os recursos eram controlados em um fundo (caixa 2).
A Lista de Furnas, documento de cinco páginas assinado por Dimas Fabiano Toledo, à época diretor de Planejamento, Engenharia e Construção de Furnas e operador do esquema, traz os nomes de mais de 150 políticos beneficiários, assim como uma centena de empresas financiadoras. No alto de cada folha se lê a advertência: confidencial.
“Esses recursos eram controlados em um fundo formado com valores obtidos junto às diversas empresas que mantinham contratos com Furnas” afirma Nilton Monteiro em seu depoimento à procuradora. Ele explica que os empresários que queriam atuar em Furnas tinham de contribuir com esse fundo. “Caso contrário não conseguiriam realizar nenhum contrato na empresa estatal.”
O deputado estadual Rogério Correia (PT/MG), primeiro a entregar uma cópia da Lista de Furnas à Polícia Federal, conta como o esquema funcionava. Ele obteve o xerox do documento com o delator do mensalão tucano. “Quando ele me passou a Lista de Furnas, eu tomei um susto”, relata.
O laudo da Polícia Federal atesta que o documento é autêntico. O pedido de perícia foi feito pelo parlamentar. “Na época o Nilton Monteiro, e até hoje provavelmente, não ficou satisfeito comigo. A intenção dele não era entregar [a lista] à Polícia Federal. Ele tinha aquilo para fazer suas negociações com o lado de lá”, afirma ao se referir às tentativas do delator de arrancar vantagens dos ex-aliados tucanos.
Nilton Monteiro, que trabalhou com o empresário Sérgio Naya, ex-deputado federal por Minas Gerais, operava nos bastidores da política do estado e tinha intimidade com figuras importantes do ninho tucano nas Alterosas.


Desvio de milhões de reais

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, então candidato ao cargo, o ex-governador José Serra, que disputava a Presidência da República, e o senador Aécio Neves, à época candidato ao governo de Minas Gerais, foram os principais beneficiários do esquema de corrupção milionário do PSDB.
Pela lista, Alckmin foi quem mais recebeu recursos: R$9,3 milhões, R$3,8 milhões distribuídos no primeiro turno e R$5,5 milhões repassados no segundo. Serra foi beneficiado com R$7 milhões, R$3,5 vieram no 1º turno e o restante no 2º. Aécio aparece como beneficiário de R$5,5 milhões, quantia repassada em uma única parcela. Alckmin e Aécio foram eleitos, Serra perdeu a eleição para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e o deputado federal José Aníbal (PSDB), que disputavam uma cadeira no Senado pelo Rio e por São Paulo, respectivamente, receberam R$500 mil cada um.
Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas e então candidato ao Senado, recebeu R$550 mil. Já o candidato a outra vaga no Senado por Minas, Zezé Perrella (PSDB/MG), pai do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD/MG), dono da empresa proprietária do hangar preendido  helicóptero pela Polícia Federal, no Espírito Santo, com quase meia tonelada de cocaína, foi beneficiado com R$350 mil.
Ao lado do nome de Zezé Perrella e do montante repassado aparece a informação entre parênteses: autorização de Aécio Neves. Esse é o único caso em toda a lista em que se encontra esse tipo de anotação.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSDB), candidato a deputado federal à época, foi beneficiário de R$250 mil. O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que também disputava uma cadeira na Câmara dos Deputados, recebeu R$100 mil.
Luiz Antônio Fleury Filho, ex-governador de São Paulo, eleito na época deputado federal pelo PTB, também se beneficiou do mesmo valor. Quantia equivalente foi entregue ao filho do ex-delegado da Polícia Federal Romeu Tuma, o ex-deputado federal Robson Tuma (PTB/SP), assim como ao ex-presidente da Força Sindical e ex-deputado federal Luiz Antônio de Medeiros (PL/SP). Ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP) foram destinados R$50 mil.
Antônio Carlos Pannunzio, eleito em 2012 prefeito de Sorocaba, aparece na lista como recebedor de R$100 mil para sua campanha a deputado federal.
O delator do “mensalão” petista, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB/RJ), também foi beneficiado pelo esquema de corrupção tucano. Recebeu R$75 mil. Valdemar Costa Neto, condenado no “mensalão” petista, recebeu R$250 mil do PSDB por meio do desvio fraudulento de recursos. O capitão do Exército e deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PP), crítico dos direitos humanos e árduo defensor da ditadura militar, foi beneficiado com R$50 mil do esquema corrupto desencadeado pelos tucanos. Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, também recebeu R$695 mil, para repassar a comitês e prefeitos do interior do Estado de Minas Gerais.
O deputado Rogério Correia explica que além do laudo da Polícia Federal atestando a veracidade da Lista de Furnas, há também o relatório da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, de janeiro de 2012, que chegou à mesma conclusão por outras vias.

Empreiteiras e bancos

As construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS e Odebrecht são algumas das empreiteiras que financiaram o esquema de corrupção do PSDB. O Banco do Brasil, Bank Boston, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Opportunity e Rural são algumas das instituições financeiras que, segundo a lista assinada por Dimas Toledo, injetaram dinheiro no esquema.
A Alstom e a Siemens, envolvidas mais recentemente no esquema de superfaturamento de trens do Metrô e da CPTM comprados pelo governo tucano paulista, são citadas na lista. As agências de publicidade de Marcos Valério, DNA e SMP&B, também contribuíram.
Petrobras, Vale do Rio Doce, CSN, Mitsubishi, Pirelli, Eletropaulo, Gerdau, Mendes Júnior Siderúrgica, General Eletric e Cemig figuram entre a centena de empresas públicas e privadas que aparecem como financiadoras.
Os fundos de previdência privada dos funcionários da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, respectivamente, Petros, Previ e Funcef também são mencionados. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Firjan, foi outra que destinou recursos para o esquema tucano, de acordo com o documento.
O Tribunal de Contas da União analisou contratos de Furnas e detectou direcionamento em favor de determinadas empresas, além de superfaturamento nas licitações.
Uma auditoria da Controladoria Geral da União, realizada em 2006, constatou falhas no processo licitatório de Furnas: fraudes, desperdícios e abusos, além de projetos antieconômicos e inadequados às necessidades da empresa.
Mesmo com todas as evidências, o processo sobre a Lista de Furnas está parado, segundo o deputado Rogério Correia.
O esquema operado por Dimas Toledo o fazia tão poderoso que Aécio Neves, eleito governador de Minas em 2002, negociou com o então presidente Lula a permanência de Toledo na direção de Furnas.
“O que deixou a bancada do PT bastante insatisfeita, porque Dimas Toledo arquitetava tudo contra o PT, especialmente no sul de Minas”, frisa o deputado Correia.
Curiosamente, o filho de Dimas Toledo, Dimas Fabiano Toledo Jr., deputado estadual em Minas, aparece na lista como tendo recebido R$250 mil.

Gênese do “mensalão” petista

A Lista de Furnas revela financiamento “democrático”. Embora organizada por gente ligada ao PSDB, irrigou as campanhas de uma ampla base de políticos, de vários partidos. Em tese, seriam aqueles que dariam sustentação parlamentar a um eventual governo de José Serra, não tivesse o paulista sido derrotado por Lula em 2002.
Apesar da derrota de Serra, Alckmin e Aécio se elegeram governadores, garantindo a influência política dos tucanos em dois estados-chave da federação.
A “democracia” na hora de destinar verbas de campanha, expressa na Lista de Furnas, não era exatamente uma novidade nos esquemas de Minas Gerais.
Em 1998, mais de 30 candidatos do Partido dos Trabalhadores no estado foram beneficiados com recursos do outro esquema do PSDB, o “mensalão tucano” – que a mídia corporativa já chamou de “mensalão mineiro”.
Relatório da Polícia Federal, de 172 páginas, sobre o mensalão do PSDB aponta que os candidatos do PT receberam R$880 mil pelo esquema.
Rogério Correia é contundente na crítica aos colegas de partido. “Pra acertar contas de campanha, receberam recursos de Eduardo Azeredo, já no esquema do mensalão. Isso teria sido negociado via Walfrido dos Mares Guia… Achei isso lamentável. O PT já começava naquela época a ter uma relação com a instituição onde se confundia com as artimanhas que a institucionalidade coloca, com o cretinismo da institucionalidade”, alfineta.
Para Correia, o PT acreditou que a impunidade que existia para o PSDB iria existir também para o partido. “Isso é uma ilusão. A palavra melhor é ilusão de classes… O PT ‘quebrou a cara’ por uma visão errada do ponto de vista ideológico de setores do partido que acham que a luta de classes acabou… Isso é uma ilusão terrível que tem dentro do PT”, fustiga.
Pela semelhança entre o esquema do assim chamado “mensalão tucano” e o que seria revelado mais tarde, envolvendo o PT, Rogério Correia critica a atuação tanto do Supremo Tribunal Federal, quanto do Ministério Público Federal.
As duas instituições, diz o deputado, deram tratamento diferenciado aos partidos envolvidos. Rogério Correia exemplifica com o caso do publicitário Marcos Valério. No “mensalão” petista, foi julgado em Brasília, apesar de não ter mandato e, portanto, foro privilegiado. O julgamento conjunto teria facilitado a apresentação da tese de uma grande conspiração para comprar apoio político no Congresso, possibilitando assim condenar um número maior de réus, inclusive os acusados de liderarem o esquema: o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoíno e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.
Já no mensalão tucano o tratamento dispensado a Valério foi muito diferente. O absurdo maior é que, segundo Rogério Correia, Valério trabalhou ao mesmo tempo para os dois partidos.
“Operava para o PSDB em Minas e para o PT nacionalmente. O mesmo esquema de caixa dois era usado pelos dois partidos. Olha o absurdo”, afirma.
A opção ideológica do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público Federal é, na opinião de Rogério Correia, o fator que impediu a apreciação do relatório assinado pelo delegado da Polícia Federal Luís Flávio Zampronha de Oliveira, que investigou o mensalão tucano.
O relatório oferece, segundo Correia, provas muito mais contundentes de que, no caso do PSDB, houve uso de dinheiro público para financiar campanhas eleitorais.
O dinheiro saia de estatais mineiras como a empresa de energia Cemig e a de saneamento Copasa.
No “mensalão” petista até hoje se discute se o dinheiro da Visanet, que teria abastecido o esquema, era público ou privado.
Pior que isso foi o tratamento desigual para iguais.
No caso dos tucanos, o processo foi desmembrado. Os políticos que receberam dinheiro do esquema escaparam. Considerou-se que eram beneficiários de caixa dois.
Ficaram para julgamento em Brasília apenas os operadores que tinham foro privilegiado, dentre eles o ex-presidente do PSDB e hoje senador Eduardo Azeredo, que aguarda julgamento.
Também foram denunciados na capital federal o ex-vice governador de Minas e hoje senador, Clésio Andrade, e o ex-ministro do governo Lula Walfrido Mares Guia, que deve ser beneficiado por prescrição por causa da idade.
Rogério Correia refuta a expressão “mensalão”, cunhada por Roberto Jefferson, delator do esquema petista.
Para o deputado mineiro, os dois esquemas envolveram caixa dois para sustentação de campanhas eleitorais – e não para a compra de votos.
“Também eles [base aliada do PSDB] votavam com o governo, sempre votaram com o Azeredo, na Assembleia Legislativa, e com o Fernando Henrique, na Câmara Federal, como é o caso do Aécio Neves. Se é pra dizer que era compra de votos, todos seriam…”, ressalta.
Ele não nutre expectativa em relação à punição de políticos do PSDB.
Lembra que o ex-presidente da Câmara, deputado federal João Paulo Cunha (PT/SP) foi condenado pelo STF tendo como principal prova o fato de que a mulher do parlamentar fez um saque em dinheiro na boca do caixa; já políticos do PSDB que receberam dinheiro do mensalão tucano diretamente em suas contas, com comprovantes de depósito e tudo, ficaram livres do processo

A seguir, os nomes da Lista de Furnas

 
Furnas_Lista05_Nomes
Furnas_Lista06_Nomes

Furnas_Lista07_Nomes

                                            Furnas_Lista06_Nomes
                                           Furnas_Lista07_Nomes
                                              Furnas_Lista08_Nomes

Delator fala em relação de operador do PMDB com Renan, Cunha e Temer

Lava Jato: Júlio Camargo, que acusou presidente da Câmara de exigir propina de US$ 5 milhões, diz que Fernando Baiano era conhecido ‘por representar’ o PMDB

Por Talita Fernandes e Beatriz Bulla, de Brasília

Brasília – Em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República (PGR), o lobista Júlio Camargo – que relatou pagamento de propina ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – afirmou que o lobista Fernando Soares era conhecido por representar o PMDB, o que incluiria, além de Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o vice-presidente da República Michel Temer.

“Havia comentários de que Fernando Soares era representante do PMDB, principalmente de Renan, Eduardo Cunha e Michel Temer. E que tinha contato com essas pessoas de ‘irmandade’”, consta em relatório dos investigadores sobre o primeiro depoimento prestado por Júlio Camargo à PGR, em março. Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, foi responsável por intermediar pagamento de propina combinada com Júlio Camargo para facilitar um contrato de aquisição de navios-sonda pela Petrobras com a coreana Samsung Heavy Industries Co.

Em outro ponto do depoimento, ao mencionar que o PMDB deu apoio ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, Camargo volta a citar de forma vaga os três nomes e também o nome do empresário José Carlos Bumlai. O relatório da Procuradoria aponta dentro do depoimento de Camargo que Bumlai seria amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Na área interna o depoente negociava diretamente com Paulo Roberto Costa. Fenando Soares – era corrente – que representava o PMDB . Depois o PMDB tambcm ‘entrou para fortalecer’ Paulo Roberto Costa. Ambos então ‘ficaram muito fortes’. Fala-se de Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Michel Temer, José Carlos Bumlai (que seria muito amigo do ex-presidente Lula)”, aponta o relatório da PGR sobre o depoimento de Camargo.

Os três depoimentos de Camargo o grupo de trabalho do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, permaneciam em sigilo até hoje, e serviram de fundamento para o oferecimento de denúncia contra o peemedebista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Caçadores de tesouros dizem ter achado trem nazista cheio de ouro

Imagem de arquivo mostra um dos túneis secretos construídos pelos nazistas na Polônia
Imagem de arquivo mostra um dos túneis secretos construídos pelos nazistas na Polônia

DW

Um polonês e um alemão alegam ter encontrado, na cidade de Walbrzych, na Polônia, um trem do Exército nazista carregado de ouro, obras de arte e armas de guerra. Uma lenda local dava conta do sumiço do veículo, que teria desaparecido, no final da Segunda Guerra Mundial, numa montanha no sudoeste polonês, enquanto os alemães fugiam do avanço soviético. Agora, os dois homens exigem 10% do valor do tesouro para revelar o paradeiro exato do trem, que teria de 120 a 150 metros de extensão.

O advogado dos dois homens, Jaroslav Chmielewski, declarou ao portal onet.pl que ambos são “pessoas sérias”. O advogado afirmou que os indícios entregues pelos seus clientes são “muito fidedignos”. “Eles ainda estão um pouco céticos quanto ao fato de se tratar do famoso trem cheio de ouro dos nazistas”, acrescentou, sem deixar de mencionar que essa possibilidade não está descartada.

Historiadores dizem que a existência do trem nunca foi provada. Porém, autoridades locais têm aproveitado todas as chances de recuperar tesouros que vêm sendo procurados há 70 anos por moradores e oficiais. “Acreditamos que o trem foi encontrando e estamos tratando essa informação com seriedade”, disse Marika Tokarska, funcionária do município de Walbrzych à agência de notícias AP nesta quinta-feira (20).

Ela contou que, no último mês, recebeu duas cartas de uma empresa de advocacia que representa os dois homens, que se mantêm anônimos, com algumas informações sobre o conteúdo e o tamanho do trem, além da exigência da percentagem sobre o valor. As autoridades locais declararam estar dispostas a pagar o que foi pedido, caso a localização se confirme.

Porém, a primeira carta incluía algumas referências à topografia da área que indicariam que os clientes de Chmielewski não conhecem bem a região de Walbrzych. Joanna Lamparska, uma autora que já escreveu sobre o trem e a história local, acredita que a alegação é uma farsa. “Tivemos várias histórias como essas nos últimos anos, com pessoas dizendo ter encontrado o trem”, disse a autora à AP. “Mas nunca acharam nada.”

Mesmo assim, o prefeito de Walbrzych já convocou uma reunião com bombeiros, policiais, militares e outras autoridades locais para discutir uma forma de lidar com o trem, caso for realmente encontrado. Além da possibilidade de o veículo estar carregado com explosivos, o gás metano existente no subsolo poderia aumentar o risco de explosões.

Mistério nazista

Lamparska descreve a região como um emaranhado de campos e montes onde os nazistas possuíam uma malha ferroviária secreta e túneis com aberturas camufladas que seguiam por dentro das montanhas.

A história teve início com um minerador polonês, que afirmava ter escutado, logo após o fim da guerra, o relato de colegas alemães que diziam ter visto o trem ser empurrado para dentro das montanhas. De acordo com Lamparska, o minerador passou o resto da vida tentando encontrar o tesouro.

Segundo a lenda, um trem alemão saiu da cidade de Breslau (hoje, Wroclaw, na Polônia) em abril de 1945, seguindo para o oeste em direção a Walbrzych. Em algum ponto da viagem dos 60 quilômetros da viagem, o veículo desapareceu.

Durante a Guerra, Adolf Hitler iniciou a construção de um sistema secreto com vários túneis subterrâneos por baixo das montanhas da região, que na época ainda pertencia ao território alemão. Especula-se que a construção abrigaria um quartel militar, porém, até hoje o projeto continua envolto em mistério.

Agora, o mistério gira em torno da identidade dos dois homens que afirmam ter encontrado o trem. “Pode ser uma história totalmente inventada ou, também, que eles tenham recebido informações diretamente dos alemães”, afirmou o bombeiro Krzysztof Szpalkowski, de Walbrzych, à emissora polonesa TVN24. “Talvez alguns desses homens seja descendente de alguém que participou do caso.”

Após ser denunciado, Cunha pretende encaminhar impeachment de Dilma

Informação é do jornalista Fernando Rodrigues. Uma das estratégias de Cunha seria rejeitar monocraticamente os pedidos de impeachment para que, em seguida, seus aliados ingressem com recursos no plenário da Câmara

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acertou com integrantes de partidos de oposição estratégias para dar seguimento a 10 pedidos de impeachment de Dilma Rousseff protocolados na Casa nos últimos meses. A informação é do blog do jornalista Fernando Rodrigues, hospedado no Portal Uol.

De  acordo com Fernando Rodrigues, “tudo foi discutido de maneira intensa ontem [20], enquanto o Palácio do Planalto, ministros governistas e muitos petistas e simpatizantes comemoravam nas ruas a denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por causa da Lava Jato”. Cunha foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), na tarde desta quinta-feira, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a PGR, ele pediu e recebeu US$ 5 milhões do esquema para viabilizar contratos de aluguel de navios sondas com a Petrobras.

Uma das estratégias de Cunha seria rejeitar monocraticamente, e de forma intencional, os pedidos de impeachment para que, em seguida, seus aliados ingressem com recursos no plenário da Câmara. Assim, todo os deputados se manifestariam sobre um pedido de afastamento da presidente.

Confira a reportagem na íntegra

Época: agência do PT paga mesada de R$ 20 mil a ‘Dilma Bolada’

Dilma e Jeferson em um dos encontros

Com mais de 1,6 milhão de seguidores no Facebook e outros 456 mil no Twitter, o personagem Dilma Bolada, criado pelo publicitário Jeferson Monteiro, recebe R$ 20 mil mensais da agência Pepper Interativa, “espécie de agência parapartidária do PT”, segundo reportagem da revistaÉpoca deste fim de semana. A publicação informa que as provas da remuneração vêm de documentos encaminhados por advogados da própria Pepper ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O perfil é usado em redes sociais para fazer críticas à oposição e defender o governo da presidenta Dilma Rousseff por meio da sátira, com apoio da petista – em agenda informal, mas amplamente explorada na imprensa, ambos se encontraram em ao menos duas ocasiões no Palácio do Planalto, em setembro de 2013 e em outubro de 2014.

Segundo a reportagem, a agência é utilizada “como guerrilha digital a favor do governo e contra os assim declarados inimigos da causa”, e faria tudo o que o PT não pode fazer diretamente, devido a restrições da Justiça Eleitoral, em campanhas eleitorais ou em redes sociais. Com contrato firmado com o PT, a empresa prestou serviço às duas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff, em 2010 e em 2014.

Época lembra que a Pepper está sob investigação, no âmbito do STJ, da Operação Acrônimo, que apura evidências de esquema de lavagem de dinheiro e corrupção no poder público em Minas Gerais e envolve o governador do estado, Fernando Pimentel, e operadores do PT. “Época já mostrou que a dona da Pepper, Danielle Fonteles, é investigada por intermediar pagamentos do BNDES para a mulher do governador Fernando Pimentel, Carolina Oliveira, no período em que ele era ministro de Dilma e chefiava o banco”, diz trecho da reportagem, ressaltando que a mesada “não parece” ser ilegal.

A revista lembra ainda ter revelado que o criador de Dilma Bolada chegou a exigir R$ 500 mil da campanha à reeleição da presidenta para manter o personagem ativo. O perfil chegou a ser retirado do ar, recorda a publicação, mas Jeferson teria mudado de ideia e o recolocou na rede. “Quando Época revelou o caso, Bolada, ou Jeferson Monteiro, desceu do salto, fez um barraco, reafirmou que a personagem ‘não estava à venda’ – e não recebeu um real do tesoureiro João Vaccari, amigo de Dani [Fonteles]. A mesada de R$ 20 mil, intermediada pela Pepper, surgiu logo depois, como ‘agrado’, nas palavras de um alto dirigente petista. Começou a ser paga neste ano. O dinheiro sai das contas do PT, entra na Pepper e segue para a empresa do publicitário”, diz outro trecho da reportagem.

Com a repercussão da matéria deste fim de semana, ataques contra Dilma Bolada já surgem com força na internet. E o próprio Jeferson fez questão de explorar a polêmica nas redes sociais. O publicitário retrucou comentários do pastor Silas Malafaia, oposicionista declarado do governo petista. Chamando Jeferson de “bandido”, o líder religioso fez um registro no Twitter comentando a mesada paga pela Pepper. O acusado rebate, e ainda registra os posts no Facebook, sob a exclamação “FATALITY!”. “@PastorMalafaia, todo o dinheiro que ganho é fruto do meu trabalho e declarado. Bandido é quem extorque em nome de Deus e com isenção fiscal!”, diz o publicitário.

Leia a íntegra da reportagem

Fonte: Congresso em Foco

Época: agência do PT paga mesada de R$ 20 mil a ‘Dilma Bolada'

Dilma e Jeferson em um dos encontros

Com mais de 1,6 milhão de seguidores no Facebook e outros 456 mil no Twitter, o personagem Dilma Bolada, criado pelo publicitário Jeferson Monteiro, recebe R$ 20 mil mensais da agência Pepper Interativa, “espécie de agência parapartidária do PT”, segundo reportagem da revistaÉpoca deste fim de semana. A publicação informa que as provas da remuneração vêm de documentos encaminhados por advogados da própria Pepper ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O perfil é usado em redes sociais para fazer críticas à oposição e defender o governo da presidenta Dilma Rousseff por meio da sátira, com apoio da petista – em agenda informal, mas amplamente explorada na imprensa, ambos se encontraram em ao menos duas ocasiões no Palácio do Planalto, em setembro de 2013 e em outubro de 2014.

Segundo a reportagem, a agência é utilizada “como guerrilha digital a favor do governo e contra os assim declarados inimigos da causa”, e faria tudo o que o PT não pode fazer diretamente, devido a restrições da Justiça Eleitoral, em campanhas eleitorais ou em redes sociais. Com contrato firmado com o PT, a empresa prestou serviço às duas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff, em 2010 e em 2014.

Época lembra que a Pepper está sob investigação, no âmbito do STJ, da Operação Acrônimo, que apura evidências de esquema de lavagem de dinheiro e corrupção no poder público em Minas Gerais e envolve o governador do estado, Fernando Pimentel, e operadores do PT. “Época já mostrou que a dona da Pepper, Danielle Fonteles, é investigada por intermediar pagamentos do BNDES para a mulher do governador Fernando Pimentel, Carolina Oliveira, no período em que ele era ministro de Dilma e chefiava o banco”, diz trecho da reportagem, ressaltando que a mesada “não parece” ser ilegal.

A revista lembra ainda ter revelado que o criador de Dilma Bolada chegou a exigir R$ 500 mil da campanha à reeleição da presidenta para manter o personagem ativo. O perfil chegou a ser retirado do ar, recorda a publicação, mas Jeferson teria mudado de ideia e o recolocou na rede. “Quando Época revelou o caso, Bolada, ou Jeferson Monteiro, desceu do salto, fez um barraco, reafirmou que a personagem ‘não estava à venda’ – e não recebeu um real do tesoureiro João Vaccari, amigo de Dani [Fonteles]. A mesada de R$ 20 mil, intermediada pela Pepper, surgiu logo depois, como ‘agrado’, nas palavras de um alto dirigente petista. Começou a ser paga neste ano. O dinheiro sai das contas do PT, entra na Pepper e segue para a empresa do publicitário”, diz outro trecho da reportagem.

Com a repercussão da matéria deste fim de semana, ataques contra Dilma Bolada já surgem com força na internet. E o próprio Jeferson fez questão de explorar a polêmica nas redes sociais. O publicitário retrucou comentários do pastor Silas Malafaia, oposicionista declarado do governo petista. Chamando Jeferson de “bandido”, o líder religioso fez um registro no Twitter comentando a mesada paga pela Pepper. O acusado rebate, e ainda registra os posts no Facebook, sob a exclamação “FATALITY!”. “@PastorMalafaia, todo o dinheiro que ganho é fruto do meu trabalho e declarado. Bandido é quem extorque em nome de Deus e com isenção fiscal!”, diz o publicitário.

Leia a íntegra da reportagem

Fonte: Congresso em Foco