O homem do sapato branco já entrou na Câmara Municipal de Natal

O soldado Vasco ficou sabendo que o homem do sapato branco que andava nos corredores da Assembleia Legislativa, conforme o blog noticiou, foi visto agora passeando na Câmara Municipal de Natal.

Depois que o misterioso homem do sapato brando entrou na Assembleia, nunca mais os deputados tiveram sossego.

Segundo o soldado Vasco, ele está abismado com tudo que já viu.

Luiz Estevão se entrega à polícia em Brasília

Luiz Estevão foi condenado a 31 anos de prisão / Agência Senado/Divulgação
Luiz Estevão foi condenado a 31 anos de prisão / Agência Senado/Divulgação

O ex-senador Luiz Estevão se entregou à Polícia Cívil de Brasília, na manhã desta terça-feira – ele se dirigiu ao IML (Instituto Médico Legal) para a realização de exames, sob escolta, antes de ser levado à prisão.

Pouco antes, em conversa com a BandNews FM, o ex-parlamentar garantiu que “estava calmo” e adiantou que, caso a polícia não aparecesse, ele iria se entregar voluntariamente às autoridades em Brasília. A informação inicial era de que ele iria para a Polícia Federal, porém, Estevão se encontra agora no Departamento de Atividades Especiais da Polícia Civil do Distrito Federal.

Estevão foi condenado a 31 anos de cadeia por fraudes na construção do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do estado de São Paulo, além de corrupção ativa, estelionato, peculato, formação de quadrilha e uso de documento falso.

A prisão foi determinada porque o STF (Supremo Tribunal Federal) entendeu que as punições já podem ser executadas se forem mantidas pela segunda instância.

Patrocinador ganha exposição de graça e some do Corinthians após 3 meses

Corinthians apresentou novo parceiro, mas a marca da empresa sumiu das propriedades do clube                     “Corinthians anuncia primeiro patrocinador para 2016”.

Foi assim que, no último dia 2 de dezembro, a pouco conhecida empresa Klar foi apresentada pelo Corinthians em evento no CT Joaquim Grava. De acordo com o material divulgado pelo clube, a parceria com o grupo teria dois anos de duração. Mas, na prática, nada disso aconteceu até o momento e, ao que tudo indica, nunca irá acontecer.

Há três meses, o Corinthians fechou sua participação no Campeonato Brasileiro diante do Avaí com a marca Klar na manga da camisa. Na volta das férias, viajou para os Estados Unidos, onde trabalhou por duas semanas. O nome da mesma empresa foi exposto nas placas de publicidades do Omni Resort, em Orlando, onde o elenco corintiano treinou quase todos os dias. Tudo isso sem render um só real ao clube.

Há algumas explicações para o fato, todas elas fornecidas de maneira extraoficial. No Corinthians, ninguém dá entrevistas para falar a respeito da parceria com a Klar.

A primeira delas é que a parceria foi apresentada sem que um contrato estivesse, de fato, assinado. Corinthians e Klar formalizaram apenas um pré-contrato e, uma semana depois, a relação entre as partes azedou. Tudo porque Marcelo Prado, presidente da empresa, afirmou publicamente estar interessado na compra dos naming rights da Arena, o que gerou dor de cabeça para a direção corintiana. 

Outra justificativa apresentada é que a Klar encontra dificuldades para lançar seus produtos no mercado. Em dezembro, a empresa afirmava que seus produtos de limpeza chegariam às prateleiras dos supermercados no mês seguinte, mas ainda não conseguiu cumprir a expectativa. Na segunda-feira, o site da empresa havia saído do ar, inclusive. Torcedores corintianos questionaram o grupo na internet. 

Por fim, o marketing do Corinthians esperava que a Klar assumisse espaço da Tim no uniforme corintiano. Entretanto, para surpresa do departamento, a empresa italiana subiu valores e renovou seu vínculo recentemente para preencher o número da camisa. Com a venda de outra propriedade para um site de palpites online, a empresa ficou sem lugar no uniforme: ao clube, a Klar recusou investir no espaço master ou nas mangas, o que seria bem mais caro.

Em contato com a reportagem no mês de fevereiro, o presidente Marcelo Prado disse que a empresa fecharia contrato com seis grandes clubes do Brasil em breve e ainda discutia sua presença na camisa do Corinthians. A Klar se mantém como patrocinadora do Pinheiros, na Superliga Feminina, e também na Stock Car.

Kassab mantém apoio ao governo Dilma

Kassab afirma que PSD mantém apoio ao governo Dilma

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, presidente licenciado do PSD, garantiu que o seu partido segue firme no apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff, que atravessa momento político delicado, com alguns partidos anunciando afastamento. Kassab visitou nesta quarta-feira (7), ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes, as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), na zona portuária, que está sendo totalmente reformada para os Jogos Olímpicos.

“[O PSD] continua firme. Nós ajudamos a eleger este governo e estamos nos esforçando para que seja um bom governo. Todos sabem das dificuldades no campo da economia, mas estamos firmes e solidários à presidenta”, disse Kassab.

Desembargadores Bento Herculano e Maria do Perpétuo Wanderley são convocados para o TST

Os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte (TRT-RN), Bento Herculano e Maria do Perpétuo Wanderley, foram convocados para atuar no Tribunal Superior Trabalho (TST).

Os magistrados vão auxiliar o vice-presidente do TST, ministro Emmanoel Pereira, na sede do tribunal, em Brasília.

O ato de convocação começa a valer a partir desta quarta-feira (9) com vigência até 19 de dezembro deste ano.

Fonte: www.jurinews.com.br

Crispiniano emite nota

Sobre sua opinião política partidária em defesa do seu partido e do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma, o jornalista e presidente da Fundação José Augusto emitiu nota reconhecendo que passou do tom. Quem conhece Crispiniano sabe que ele é um cidadão civilizado, cordial e com raízes democráticas. Uma pena que o momento tenso que vive o Brasil leve pessoas de todos os lados a exacerbarem suas opiniões.

Confira a nota:

“Nota à imprensa sobre postagem no Twitter

Reconheço que atuei em tom acima do normal nas redes sociais em resposta ao excesso de provocações e de manipulação que ora atingem o partido a que dediquei a minha vida e os meus sonhos desde um ano antes de ser ele oficialmente fundado.

Minha relação com a imprensa, instituição com que convivo por dentro, há quatro décadas, sempre foi cordial e civilizada, mesmo tendo que exercitar por todas estas décadas, diariamente a mensagem de Evelyn Beatrice Hall, tão confundida como sendo de Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você está dizendo, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.

Quero isentar da minha atitude pessoal, a Fundação José Augusto, pois a postagem foi feita do meu computador pessoal, na minha conta pessoal do Twitter, durante um final de semana, da minha residência, portanto, fora do expediente. Nada a ver com a instituição. Todos os profissionais de imprensa que se interessam pelas notícias da cultura são testemunhas de como são bem tratados naquela instituição pública.

Quero deixar claro, que se carreguei nas tintas foi uma atitude isolada, pessoal, longe, porém do intuito de incitar quem quer que seja à violência. E afirmo peremptoriamente que em momento algum tratou-se de posição partidária, pois estive em reunião do PT na última sexta-feira (04.03.2016) e nada ouvi neste sentido por parte dos dirigentes e demais lideranças da sigla. Tampouco incitei ninguém a nada durante aquela reunião, pois sequer inscrevi-me para falar.

Tampouco tem sentido querer comprometer o governo Robinson Faria ou a pessoa do governador, pois, dentro deste governo, que é democrático e de coalisão, existem divergências ideológicas naturais e nunca questionamos a postura correta do governador, quando qualquer colega de equipe diverge do PT.

Espero que a democracia prevaleça para todos e que a verdadeira incitação à violência e agressão à democracia por parte de tantos, todos os dias, seja tão criticada quanto estou sendo.

Quanto aos que se preocupam com alguma suposta atitude da minha parte em relação aos atos públicos dos adversários do PT no próximo dia 13, que fiquem tranquilos, pois nunca marquei presença em nenhum dos que aconteceram, desde 2013. Meu mau gosto nunca me obrigou a tanto. E não será agora que irei me ocupar de assisti-los. Como das outras vezes, os tratarei com meu mais distanciado respeito.

Retiro toda e qualquer palavra ou frase que possa parecer incitação à violência e reitero todas as minhas preocupações e repulsa ao momento de agressão e ódio ao PT, ao Governo democrático de Dilma Rousseff, à democracia brasileira em geral e às conquistas dos milhões de brasileiros que melhoraram sensivelmente de vida nos últimos 13 anos.

Ao retirar as palavras inadequadas e desagradáveis a quem se sentiu ofendido, considero encerrado o assunto.

Saudações democráticas a todos

Crispiniano Neto”

Blog do BG: http://blogdobg.com.br/#ixzz42HFKjjCP

As semelhanças e diferenças entre a polarização política no Brasil e na Venezuela

"As lideranças de Lula e Chávez são diferentes", analisa o escritor Tyszka
“As lideranças de Lula e Chávez são diferentes”, analisa o escritor Tyszka

Claudia Jardim
De Bangkok para a BBC Brasil

Enfrentamento entre manifestantes e insultos racistas. De um lado as cores nacionais apropriadas como símbolo opositor, de outro, camisetas e bandeiras vermelhas. Meios de comunicação acusados de “golpistas” e um líder político capaz de despertar amor e ódio. Não fosse o verde-amarelo e o idioma usado nas palavras de ordem, a cena poderia representar a Venezuela.

A crescente polarização no Brasil entre governistas e opositores teve os ânimos acirrados na sexta-feira, após a operação da Polícia Federal contra Luiz Inácio Lula da Silva. A reação do ex-presidente e de manifestantes pró e anti-PT leva analistas políticos venezuelanos ouvidos pela BBC Brasil a traçarem paralelos entre os dois países.

Para o cientista político Carlos Romero, professor da Universidade Central da Venezuela, o menor grau de politização da sociedade brasileira, se comparada à venezuelana, “afasta” do Brasil o risco de uma polarização tensa e violenta que marca com frequência o embate político no país vizinho. “A disputa ideológica nesses anos politizou os venezuelanos”, afirmou.

A divisão social inerente à história da Venezuela se aprofundou com a chegada ao poder do líder venezuelano Hugo Chávez, morto há três anos. Defensor do socialismo, Chávez desapropriou terras para a reforma agrária, aumentou o controle do Estado sobre a a exploração petrolífera, enfrentou os meios de comunicação e quem mais atacasse a “revolução bolivariana”.

Sua retórica imediatamente seduzia as classes populares, beneficiárias da redução da desigualdade social – e repelia com a mesma força as classes média e alta.

O mito Lula foi construído sobre outras bases, destaca Romero. O ex-presidente optou pela conciliação entre os diferentes setores da sociedade brasileira, “não politizou”, mas ainda assim não pôde evitar a polarização.

“A elite nunca está disposta a ceder [para reduzir a brecha social], mas [os programas sociais] foram impostos pelo Estado nos anos ‘dourados’ do governo Lula mesmo assim”, afirmou. “A corrupção [no governo], no entanto, não pode ser atribuída como responsabilidade da elite brasileira ou dos setores privados na Venezuela.”

Lula x Chávez

Após a ação coercitiva que o levou ao posto da PF no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para depor, o ex-presidente disse que as acusações contra ele são fruto do incômodo das classes mais altas pelas políticas sociais que promoveu no país.

“Ter acesso a universidade, emprego, ao mínimo para comer, isso incomodou muita gente e tem que destruir esse avanço dos [que vêm] debaixo.”

Lula anunciou que voltará a rodar o país junto aos movimentos populares e pediu para seu partido, o PT, “levantar a cabeça”.

O escritor venezuelano Alberto Barrera Tyszka disse que a reação de Lula lhe recordou do tom polarizado presente nos discursos de Hugo Chávez.

“O Brasil pode estar caminhando a um processo forte de polarização, mas de todas maneiras será diferente da situação vivida na Venezuela. As lideranças de Lula e Chávez são diferentes”, acrescentou Barrera, autor de “Chávez Sem Uniforme” e da ficção “Pátria o Muerte” (“Pátria ou Morte”, na tradução do espanhol), que conta as consequências da polarização na Venezuela.

“Chávez polarizou o país antes de ter uma definição ideológica. Se propôs como um herói destinado a mudar a história (…) não tenho certeza de que Lula tenha esse mesmo perfil”, afirmou.

O cenário venezuelano, no entanto, poderia se reproduzir no Brasil caso as investigações da Operação Lava Jato levarem à condenação e prisão do ex-presidente. “[Uma eventual prisão] pode acentuar a polarização e os riscos de manifestações violentas”, afirmou Carlos Romero.

De acordo com pesquisa do Instituto Vox Populi divulgada no fim de semana, 56% dos entrevistados disseram ser contrários a que a Operação Lava Jato inclua o ex-presidente nas investigações. Num universo de 15 mil entrevistados, 57% disse acreditar na inocência de Lula.

Clayton de Souza/Estadão Conteúdo

Manifestantes a favor e contra Lula brigam em frente ao edifício do ex-presidente

Crise econômica

Há exatos três anos de sua morte, Hugo Chávez se mantém como o ícone de adoração e repúdio na sociedade venezuelana, que enfrenta uma das piores crises econômicas dos últimos anos. Queda dos preços do petróleo –único motor da economia–, corrupção, acusações de sabotagem por setores empresariais antichavistas e ineficiência da administração do presidente Nicolás Maduro compõem o cenário da crise e de uma sociedade, até agora, irreconciliável.

De um lado estão os revolucionários; e de outro, os antichavistas.

A crise econômica brasileira é outro ponto de encontro entre ambos países. Em meio à crise política, o IBGE anunciou a queda de 3,8% do PIB em 2015, a pior retração em duas décadas.

“O retrocesso das economias também se expressa em desemprego e desânimo, e, ao mesmo tempo, no aprofundamento da polarização”, afirmou Carlos Romero, ao considerar que aqueles que deixaram de ser beneficiados por programas sociais podem ter mudado de lado.

A temperatura da disputa nas ruas no Brasil tende a subir nos próximos dias com o avanço da Operação Lava Jato e a realização de manifestações a favor de Lula e de setores pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Para o analista político, a saída para melhorar as condições de vida da população sem polarizar a sociedade seria a conquista de um projeto político que convença a maioria da população, hipótese cada vez mais distante da realidade política tanto do Brasil como da Venezuela.

“Em nenhum dos casos se conseguiu um projeto hegemônico. Sempre a metade do país esteve contra.”

*Claudia Jardim foi colaborada da BBC Brasil em Caracas, onde cobriu a política venezuelana durante 11 anos. Há quatro meses ela produz reportagens sobre o Sudeste Asiático em Bangcoc, na Tailândia.

Sérgio Moro intima Lula para novo depoimento

Josias de Souza

Lula foi intimado para prestar novo depoimento em inquérito relacionado à Operação Lava Jato. Dessa vez, será inquirido não como investigado, mas como testemunha de defesa do amigo José Carlos Bumlai, preso em Curitiba. Caberá ao juiz Sérgio Moro conduzir o interrogatório.

Em vez de ser conduzido coercitivamente pela Política Federal, Lula agora terá de comparecer em horário pré-determinado pelo juiz da Lava Jato: 9h30 da próxima segunda-feira (14). O ex-presidente não precisará viajar a Curitiba. Falará desde São Paulo, por videoconferência.

Nota do Governo do Estado:”O posicionamento de Crispiniano Neto é pessoal e não representa, de maneira alguma, o pensamento do governo”

o Governo do Estado deixou claro, em nota,  que o presidente da Fundação José Augusto falou como cidadão no seu perfil na rede social do Twitter.

Confira a nota:

O posicionamento de Crispiniano Neto é pessoal e não representa, de maneira alguma, o pensamento do governo. O jornalista é responsável pelas opiniões pessoais que emite em suas redes sociais;

O Governo do Estado não concorda nem compactua com qualquer declaração que possa ser interpretada como incitamento à violência, assim como agressão ou insinuação relacionada ao cerceamento do trabalho da imprensa;

Estão sendo tomadas as providências para que, no protesto previsto para o dia 13 de março, seja garantida a presença policial e consequentemente, a segurança dos manifestantes e de todas as pessoas envolvidas neste ato democrático, incluindo a imprensa;

Expostas as considerações acima, o Governo do Estado convoca a todos, nesse momento de grande acirramento de ânimos, a darem as mãos em um pacto por mais tolerância e paz.

Folha de São Paulo: STF começa a publicar decisão sobre rito do impeachment

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a publicar nesta segunda-feira (7) o resultado do julgamento que definiu o rito do processo de impeachment presidente Dilma Rousseff no Congresso.

O texto, que traz o resumo da sessão, foi divulgado no Diário da Justiça Eletrônico. Nesta terça (8), será publicado um complemento do acórdão com a íntegra dos votos revisados dos ministros.

É a partir da publicação de todo o teor do acordão que as partes podem recorrer, em até cinco dias, da decisão do Supremo, questionando eventuais omissões, contradições e obscuridades.

No início de fevereiro, no entanto, o comando da Câmara chegou a apresentar recurso ao STF pedindo a revisão dos principais pontos do julgamento sobre a tramitação do processo da petista. Alguns ministros diziam que a tendência era que o recurso fosse negado, uma vez que a Câmara antecipou etapas.

Agora, o ministro Luís Roberto Barroso vai decidir se leva para votação o recurso da Câmara antes do documento com o resumo da sessão ou se pede para a Câmara se manifestar se quer ou não apresentar um novo questionamento ao tribunal.

No julgamento de 2015, o STF anulou a comissão pró-afastamento que havia sido formada na Câmara e deu mais poder ao Senado no processo. A maioria dos ministros entendeu que não cabe votação secreta, como havia definido Cunha, para a eleição da Comissão Especial que ficará encarregada de elaborar parecer pela continuidade ou não do pedido de destituição de Dilma na Câmara.

Editoria de Arte/Folhapress
Placar STF novo
O STF também fixou que o Senado não fica obrigado a instaurar o impeachment caso a Câmara autorize (com aval de 342 dos 513 deputados) a abertura do processo. Para os ministros, a Câmara autoriza, admite o processo, mas cabe ao Senado decidir sobre a instauração.

Com isso, a partir da instauração do processo por maioria simples (metade mais um, presentes 41 dos 81 dos senadores) no plenário do Senado, a presidente da República seria afastada do cargo, por até 180 dias, até o julgamento final. A perda do mandato dependeria de aprovação de 54 dos senadores. A palavra final para o afastamento de Dilma ao Senado agrada ao Planalto.

Em mais de 50 páginas de recurso, a Câmara crítica o julgamento do Supremo. “Nunca na história do Supremo Tribunal Federal se decidiu por uma intervenção tão profunda no funcionamento interno da Câmara dos Deputados, restringindo, inclusive, o direito dos parlamentares.”

“Os fatos e a história não podem ser manipulados e propositadamente direcionados para conclusões errôneas, precipitadas e graves. Talvez não se tenha notado ainda a relevância dessa decisão não só quanto ao processo de impeachment em si, mas ao futuro institucional da Câmara dos Deputados, e do próprio Legislativo”.

Cunha ainda justificou a decisão de ingressar com a ação antes da divulgação do resultado e apontou que a medida representa a “defesa da liberdade da Câmara em praticar seus atos internos, sem interferência do Poder Judiciário”.

“É importante registrar que a interposição desde logo dos embargos de declaração se justifica porque a matéria decidida é inédita, relevantíssima do ponto de vista institucional, e acarretou uma guinada na jurisprudência dessa Corte quanto à intervenção em matéria interna corporis de outro Poder da República”.

Leia a matéria completa na Folha de São Paulo

Procuradores estão procurando provas da palestras de Lula

O Ministério Público Federal cobrou de empresas de diversos ramos que apresentem provas de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ministrou realmente as palestras pelas quais foi pago.

A força-tarefa da operação investiga o motivo dos repasses de R$ 30,7 milhões ligados ao ex-presidente, feitos por grandes construtoras investigadas na Lava Jato por suspeita de desvio de recursos da Petrobras.

Segundo a Procuradoria, grandes empreiteiras são responsáveis por 47% do dinheiro pago à LILS, empresa de Lula responsável pelas palestras. As construtoras também representam 60% do dinheiro doado ao Instituto Lula.

As investigações acharam indícios de que o ex-presidente teria simulado contratos de palestras para receber dinheiro da empreiteira OAS. Entre os exemplos está uma que teria sido dada no Chile, em novembro de 2013, pelo valor de US$ 200 mil.

Sem dar detalhes, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima confirmou à Folha que empresas estão sendo convocadas a provar que as palestras aconteceram.

Algumas já apresentaram documentos e material que apontariam que as palestras foram ministradas de fato, e outras pediram mais prazo.

A Receita Federal, que colabora com a força-tarefa, apontou que, na lista de 28 empresas que pagaram por falas de Lula, há bancos, indústrias de alimentos e do setor de transporte. Segundo o órgão, algumas fizeram pagamentos para mais de uma palestra no mesmo ano.