Arquivos mensais: maio 2016

Grande descoberta: sul-coreanos encontraram a cura da ressaca

Do UOL, em São Paulo

Sul-coreanos criaram um sorvete que promete curar a ressaca

Não é só você que sofre na manhã seguinte de uma noitada com muitos drinques, os sul-coreanos também têm esse problema. E em vez de ficarem se entupindo de comidas gordurosas, eles descobriram a cura a ressaca.

A invenção é um sorvete de grapefruit batizado de Gyeondyo-bar (“aguente firme”, em tradução livre). O segredo é um pequeno fruto típico da Ásia, usado há séculos como erva medicinal e em bebidas justamente para aliviar os sintomas da ressaca.

A Coreia do Sul é o maior consumidor de álcool do continente e, segundo a marca criadora do Gyeondyo-bar, o quitute foi criado justamente pensando na dificuldade que é trabalhar depois de beber muito.

Certamente esperamos por um sorvete assim por aqui.

Rogério Saco Preto chama movimentos de educadores de ‘pelegos’

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realizou nesta terça-feira (31) um Seminário sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelecerá um currículo único para o sistema de ensino brasileiro.

Em seu discurso inicial, na abertura do evento, o deputado Rogério Marinho relatou uma série de falhas identificadas nas duas propostas da Base apresentadas até agora pelo Ministério da Educação (MEC) e fez duras críticas aos “movimentos pelegos que querem impor um pensamento único na sociedade, o que não representa a todos os brasileiros”.

“A Base tem vício de origem, foi elaborada por técnicos que praticam a doutrinação. O primeiro documento do BNCC foi um Frankenstein pedagógico, chegou-se a abrir mão da gramática em português, sob a alegação doutrinária burra de que a língua portuguesa falada de maneira correta seria forma de dominação das elites sobre o povo. É para rir”, disse o deputado saco preto Rogério Marinho.

 

Bradesco emite nota afirmando que nunca contratou grupo investigado

Veja a nota enviada pelo Bradesco:

O Bradesco informa que não houve contratação dos serviços oferecido pelo grupo investigado. Acrescenta que foi derrotado por seis votos a zero no julgamento do Carf.

 O Bradesco esclarece ainda que o presidente da instituição, Luiz Carlos Trabuco Cappi, não participou de qualquer reunião com o grupo citado.

O mérito do julgamento se refere a ação vencida pelo Bradesco em todas as instâncias da Justiça, em questionamento à cobrança de adicional de PIS/Cofins.

Esta ação foi objeto de recurso pela Procuradoria da Fazenda no âmbito do Carf.

O Bradesco irá apresentar seus argumentos juridicamente por meio do seu corpo de advogados.

BOMBA: Polícia Federal pede indiciamento de presidente do Bradesco e outros dois executivos do banco

Grupo está sendo acusado pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro

São Paulo – A Polícia Federal indiciou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e dois executivos do banco no inquérito da Operação Zelotes que investiga compra de decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), mostra a Coluna do Estadão nesta terça-feira, 31. As investigações mostraram que o grupo investigado por corromper integrantes do Carf conversou com executivos do banco a respeito de um “contrato” para anular um débito de R$ 3 bi com a Receita Federal.

A PF já havia apontado em relatório que Trabuco e os outros dois executivos da instituição financeira se encontraram com emissários da organização criminosa para discutir como seria a atuação do órgão. A PF também indiciou o auditor da Receita Federal Eduardo Cerqueira Leite, que teria articulado a reunião entre os integrantes do esquema e o comando do banco.

A conclusão do inquérito relativo ao Bradesco já foi encaminhado pela PF ao Ministério Público Federal, que pode ou não apresentar denúncia à Justiça Federal. Os indiciamentos são pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Coluna do Estadão não conseguiu confirmar quais desses crimes são imputados a Trabuco. O Ministério Público confirmou que recebeu da PF os indiciamentos. Procurado, o Bradesco disse que irá se manifestar ainda nesta terça-feira sobre a conclusão do inquérito.

Primo Bumlai disse ao juiz Moro que tem medo do MST

Bumlai diz que fez empréstimo ao PT por medo de invasão de terras

Bumlai

SÃO PAULO – O pecuarista José Carlos Bumlai afirmou em depoimento ao juiz Sérgio Moro, nesta segunda-feira, que fez um empréstimo de R$ 12 milhões, em seu nome, para o PT, porque temia que suas terras fossem invadidas. O empréstimo foi tomado no Banco Schahin e não foi pago pelo partido. De acordo com as investigações da Operação Lava-Jato, a quitação ocorreu de forma fraudulenta, quando o grupo Schahin obteve um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Petrobras, para operar um navio-sonda.

– Cometi um grande erro, levado pela minha situação. Eu era proprietário de 210 mil hectares de terra produtiva. O PT assumindo o governo federal, éramos um grande alvo para invasões – disse Bumlai, que é amigo do ex-presidente Lula.

Bumlai afirmou que conhecia o então presidente do Banco Schahin, Sandro Tordin, e dois publicitários que atuavam com campanhas políticas – Giovanni Favieri e Armando Peralta. Segundo ele, foi Tordin quem o chamou até a sede do banco, para uma reunião, onde estavam o então tesoureiro do PT Delúbio Soares e o candidato do PDT à Prefeitura de Campinas, Dr Hélio, que era apoiado pelos petistas.

– O Sandro, Giovanni e Armando, que era o chamado trio de ouro no estado, eles tinham vários negócios, inclusive em Campinas. Depois que o Hélio ganhou, teve obras da Schahin lá dentro, porque uma empresa não vive sem obras.

Bumlai afirmou que apenas depois que chegou ao banco é que ficou sabendo que queriam fazer o empréstimo para o PT no nome dele.

– A iniciativa não foi minha – afirmou.

O pecuarista afirmou que, depois que fez o empréstimo, Tordin sugeriu que pedisse a um amigo para que repassasse o dinheiro, porque seria destinado a políticos e era bom que não fosse feito direto da conta de Bumlai. Foi então, afirmou, que recorreu a Natalino Bertin, dono do frigorífico Bertin.

– Acabei colocando nesta gelada – disse.

A quitação do empréstimo foi feita por um contrato no qual Bumlai teria repassado embriões de gado de elite. O pecuarista confirmou, no entanto, que esse contrato foi simulado e o repasse de embriões, nunca concretizado. A opção pelo embrião, de acordo com o Bumlai, foi feita porque não seria cobrado ICMS na transação, ao contrário de um negócio que envolvesse cabeças de gado.

Bumlai disse que sabia que metade do dinheiro seria destinado à campanha de segundo turno para a Prefeitura de Campinas, da eleição de 2004, e que a outra metade serviria a resolver um problema financeiro de Delúbio Soares, que não lhe foi detalhado. De acordo com a Lava-Jato, R$ 6 milhões foram repassados a Ronan Maria Pinto, empresário de ônibus do ABC paulista.

O pecuarista voltou a dizer que a dívida se transformou em problema, pois não podia retirar empréstimos para sua atividade agrícola, e que chegou a dar uma fazenda ao banco para que fosse executada como garantia. O banco não executou.

Bumlai disse que Sandro Tordin lhe contou que o Grupo Schahin estava negociando contratos com o governo e sugeriu que ele procurasse João Vaccari Neto, que se tornou o tesoureiro do PT depois da saída de Delúbio Soares.

Por duas vezes, Vaccari não teria se importado com o problema. Na terceira, o então tesoureiro do PT teria dito que o Grupo Schahin estava negociando “um navio” e que o problema seria resolvido. Tratava-se do navio-sonda Vitória 10000, da Petrobras.

Ao final do depoimento, Bumlai agradeceu a permissão dada pelo juiz Sergio Moro para que se deslocasse para São Paulo para realizar o tratamento após ser diagnosticado com câncer. Além disso, pediu que Moro fosse misericordioso em seu julgamento, afirmando que teria “muita coisa pela frente para enfrentar”.

Leia a notícia na íntegra no site O Globo.

Deputadas e senadoras fazem protesto para denunciar violência contra mulher

Estadão Conteúdo

Brasília – Um grupo de deputadas e senadoras da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher fez uma manifestação no Congresso Nacional. Elas fizeram uma caminhada do Salão Azul, do Senado, até o Salão Verde, da Câmara, segurando cartazes com frases como: “Nenhuma mulher merece ser estuprada”; “O machismo mata” e “Pelo fim da cultura do estupro”.

As cerca de 20 parlamentares, acompanhadas de outras dezenas de mulheres, se revezavam em um megafone para proferir palavras de ordem contra os recentes casos de violência contra mulher no País, em especial o caso de estupro coletivo no Rio.

Styvenson é “um mau caráter”, diz o delegado Albérico Noberto

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Delegado Albérico Noberto

“Toda instituição tem mau caráter como esse cidadão que se acha acima de tudo e de todos, ao ponto de dizer que não esta vinculado a nenhuma instituição, nem mesmo a Policia Militar”.

Do delegado sobre as recentes declarações do Capitão Styvenson Valentim. O homem da Lei Seca.

E que chamou os delegados do Rio Grande do Norte de “preguiçosos”.

Fonte: www.robsonpiresxerife.com

Desmantelo grande: o presidente do Conselho de Ética da Câmara também está sendo processado

José Carlos Araújo

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA), afirmou nesta terça-feira (31) que ele foi alvo de uma representação na Corregedoria da Câmara.

Se a representação for aceita, Araújo deve se afastar do Conselho de Ética.

 

A denúncia acusa Araújo de ter recebido repasses irregulares de um deputado.

“Nós acreditamos que ele [Cunha] continua manejando seus tentáculos dentro dessa Casa. E nós não vamos ser intimidados”, disse Araújo.

A representação contra Araújo traz denúncias de que ele teria feito repasses irregulares a vereadores de Juazeiro (BA) e utilizado um laranja na compra de um terreno, além de ter atentado contra a imagem de um prefeito do interior baiano em pronunciamento numa rádio local.

Araújo convocou a imprensa para receber a intimação da Corregedoria sobre a representação contra ele. Ele nega as acusações e diz “não haver provas” contra ele.

 

Investigadores da Operação Zelotes estão na cola do filho de Lula

Luís Cláudio Lula da Silva, filho caçula do ex-presidente Lula
Luís Cláudio Lula da Silva, filho caçula do ex-presidente Lula

Investigadores da Operação Zelotes afirmam que o filho caçula do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, e sua empresa, a LFT Marketing Esportivo, receberam quase R$ 10 milhões.

Até agora se sabia que Luís Cláudio havia recebido R$ 2,5 milhões da Marcondes & Mautoni, consultoria acusada de comprar medidas provisórias.

Os novos valores apareceram após quebra do sigilo bancário dele e da empresa de 2009 a 2015, informa a Coluna do Estadão, do jornal “O Estado de S. Paulo”.

No final da manhã de terça-feira (31), os advogados de Luís Cláudio afirmaram que “a verdade irrefutável é que Luís Cláudio não recebeu os valores indicados pelo jornal”. “A empresa Touchodow Promocoes e Eventos Ltda. atua na organização do principal campeonato de futebol americano no país e, para tanto, aufere receitas através de patrocínio e venda de ingressos, como qualquer outra do setor. E foi para esta atividade canalizadas as verbas de patrocínio obtidas na legalidade.”

A defesa também criticou o vazamento dos dados sigilosos da investigação, “antes mesmo que os advogados de Luís Cláudio tivessem acesso ao procedimento, em cumprimento à decisão do ministro Dias Toffoli”, e disse que vai recorrer na Justiça.
“O ocorrido será levado ao Supremo Tribunal Federal para que sejam tomadas as medidas necessárias para apuração da autoria do crime praticado. Quem comete ilegalidade é o veículo de imprensa em sua campanha persecutória e difamante.”

Policiais Civis não aceitaram pedido de desculpas e querem processar o capitão Styvenson

Presidente do Sinpol, Paulo Macedo

O sindicato que representa os policiais civis e escrivães anunciou ontem que vai acionar o setor jurídico para ingressar com uma ação de danos morais contra Styvenson em decorrência das declarações consideradas difamatórias pelos policiais civis.

Num áudio que foi largamente compartilhado nas redes sociais, Styvenson Valentim diz que tem policial civil e delegado ganhando demais e trabalhando pouco. “Preguiça, preguiça”.

Paulo Macedo, presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do RN (Sinpol), disse que o pedido de desculpas não foi bem recebido pela categoria. “Pede desculpas com arrogância de sempre”, declarou o sindicalista.

Já a presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva, afirmou que o assunto está sendo tratado entre as instituições e gestores. “Quanto às acusações generalizadas serão apuradas e providências legais adotadas”.

Apesar do Blog do Primo fazer criticas ao comportamento funcional do capitão Styvenson pelo fato dele querer aparecer mais que a própria Lei Seca, reconheço que ele tem sozinho mais prestígio que toda Polícia Civil e os delegados.

Nesta disputa, o capitão ganha de lavagem, a imagem da Polícia Civil junto a sociedade não é boa.

Relator entrega parecer sobre Eduardo Cunha ao Conselho de Ética

Felipe Amorim
Do UOL, em Brasília

O parecer final no processo contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara foi entregue na manhã desta terça-feira (31) pelo relator, deputado Marcos Rogério (DEM-RO).

A conclusão de Rogério sobre as acusações contra o peemedebista, como a eventual punição que será pedida ao conselho, serão mantidas em sigilo até a leitura do parecer. A reunião para a leitura do parecer vai ser convocada para as 14h desta quarta-feira (1°). É esperado que haja pedido de vista, por dois dias. Segundo José Carlos Araújo (PR-BA), presidente do Conselho de Ética, o início da discussão e votação do parecer devem ocorrer na próxima terça-feira (7).

Segundo a “Folha de S.Paulo”, o parecer deve ser pela cassação. Aliados de Eduardo Cunha têm pressionado o relator para que ele defenda uma pena mais branda que a cassação, como a suspensão das prerrogativas parlamentares. Essa possibilidade levaria ao afastamento definitivo de Cunha da presidência da Câmara, mas preservaria seu mandato de deputado.

Odebrecht vai delatar 300 nomes de políticos ao Ministério Público que receberam dinheiro

 Empreiteira oficializou negociação da delação premiada e vai detalhar doações

 

ODEBRRCHT fabrica até misses

A Odebrecht e o Ministério Público Federal assinaram na última quarta-feira (25) o documento da negociação de delação premiada e de leniência no âmbito da Operação Lava Jato. Os procuradores terão acesso a toda contabilidade de caixa dois da empresa, o que pode envolver centenas de políticos e autoridades de outros poderes. Em março, uma única operação de busca e apreensão da empreiteira já tinha revelado uma lista com o nome de mais de 300 políticos.

 

O documento oficializa ainda o compromisso da Odebrecht de detalhar o financiamento de campanhas majoritárias recentes, como da chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB, e também de Aécio Neves (PSDB), em 2014 — o que atingiria os maiores partidos do país. Especulações de que a delação envolveria diretamente a presidente afastada Dilma Rousseff, contudo, não consta na negociação.

 

O Ministério Público pretenderia até convocar o ex-presidente Emílio Odebrecht para darinformações. Ele é pai de Marcelo Odebrecht, que está preso. O número de executivos da empresa que devem delatar pode chegar a 50. As conversas entre a empreiteira e o MPF já vinham ocorrendo há alguns meses, e agora são oficiais. As informações são de Mônica Bergamo para a Folha de S. Paulo

 

 

 

 

Constrangido, vereador Leleu de Caicó, para salvar imagem da Câmara Municipal poderá requerer a CPI do Boga

Depois da baixaria, o ex-assessor do vereador Ivanildo do Hospital(falando no microfone), passou mal (foto sendo atendido).

A clima na Câmara Municipal de Caicó não é dos mais tranquilos, virou até caso de polícia.

O jovem Felipe Costa, ex-assessor do vereador caicoense Ivanildo do “hospital”, está denunciou o antigo chefe de utilizar de empresa fantasma para lavar dinheiro da verba de gabinete..
13239971_727025927439101_9171054661470180179_n“Essa nota fiscal (fot0) que apresento a vocês, é uma prestação de serviço feita ao vereador Ivanildo, que na verdade não passa de uma lavagem de dinheiro, a referida empresa é da noiva do vereador.
Diante da denuncia feita pelo ex-assessor, o vereador Ivanildo fez um pronunciamento afirmando que jovem Felipe Costa estava com raiva e revoltado por que queria ter uma relação homossexual com o edil em seu gabinete.
O clima pegou fogo em plena sessão, e o vereador Leleu disse que era para chamar a polícia e que iria tomar providências para proteger a imagem do Poder Legislativo caicoense.
Comenta-se na cidade que o vereador Leleu Fontes vai pedir uma CPI do Boga para esclarecer suspeitas de condutas impróprias dentro da sede do legislativo municipal.
Segundo o soldado Vasco, pessoas tem visto camisinhas usadas no lixo produzido e recolhido na Câmara. Vereadores e servidores estão indignados com a baixaria que deprecia e macula a imagem da casa.
Durante uma semana só se fala de “boga” e “notas frias” e o assunto vem sendo abafado, mas a briga do vereador com o ex-assessor coloca cada vez sujeira do ventilador.
O vereador Ivanildo do Hospital prestou queixa  contra o seu ex-assessor Felipe Costa sobre calúnia e difamação fazendo um Boletim de Ocorrência.
Pessoas bem informadas, disseram ao soldado Vasco que muita baixaria ainda poderá aparecer.
O vereador Leleu disse que toda Câmara Municipal está constrangida e exige uma providência em respeito a sociedade caicoense.
Confira o pronunciamento do vereador Leleu Fontes:
Confira o vídeo da sessão suspensa em decorrência das denuncias e baixarias:

Acordão do RN está complicado na Lava jato: Sérgio Machado afirma que Agripino pediu dinheiro a empreiteira

Agripino Maia, Henrique Alves, Carlos Eduardo Alves e Felipe Maia

Em novos trechos de gravações divulgados neste pelo jornal Folha de S. Paulo, o senador potiguar José Agripino Maia (DEM) é mais uma vez citado em conversas entre o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB). Nas gravações feitas por Machado em março passado, ele questiona a Renan: “Quem é que nunca pediu dinheiro? José Agripino, Aécio, Arthur, Aloysio”.

Essa não é a primeira vez que o nome do senador do RN é citado em conversas entre Machado e Renan. Na última quinta-feira (26) o Jornal Nacional, da TV Globo, também divulgou gravações em que ambos citam Agripino. Machado diz que o potiguar é alguém que “pode ser parceiro”. “Não é possível que ele vá fazer maluquice”, disse o ex-presidente da Transpetro.

Na mesma conversa, Renan respondeu: “O Zé nós combinamos de botá-lo na roda. Eu disse ao Aécio e ao Serra que no próximo encontro que a gente tiver tem que botar o Zé Agripino e o Fernando Bezerra. Eu acho”.

 

Conversa entre Renan Calheiros e Sergio Machado

MACHADO – Os canais para… porra.

RENAN – O problema do Lu… por que que o Lula saiu [não foi acusado no processo do mensalão]? Porque o Duda [Mendonça, marqueteiro] fez a delação -na época nem tinha [a lei]-, o Duda fez a delação, e disse que recebeu o dinheiro fora. E ninguém nunca investigou quem pagou, né? Este é que foi o segredo.

MACHADO – E o Lula, Renan, durante [inaudível] um tempo não fez. […] Quando chegou no final do governo…

RENAN – Veio, caiu na real.

MACHADO -…botou na real. Aí [inaudível] umas besteiras, como a Marisa diz, besteira. Ele tem 30 milhões em caixa. Como é que não comprou um apartamento, uma porra [inaudível]. Porra, umas merdas, um sítio merda, um apartamento merda.

RENAN – Apartamento bancário!

MACHADO – De bancário, deixa o cara decorar…

RENAN – Da Bancoop.

MACHADO – Duzentos metros quadrados, Renan. Quer dizer, foi uma cagada enorme, e aí ele se fodeu. Porque ele não fez no governo. Ele armou depois, naquela Sete, naquela Sete que armou. Inclusive tentaram [inaudível]. E ali foi o Gabrielli, junto com uma turma, armaram aquilo, foi outra cagada.

RENAN – Outra cagada.

MACHADO – E ela [Dilma] foi louca, ela viu essa porra e achou que dava. Renan, se você está no governo e começa o incêndio, estando ou não no meio, você tem que apagar, tá dando merda. Você não pode deixar o fogo subir. Esses são os caras. Não podemos deixar essa porra para baixo de jeito nenhum. Você acha que o [advogado Eduardo] Ferrão tem força sobre ele [Teori]?

RENAN – Acesso. Nesse primeiro momento é o acesso.

MACHADO – E eu não vou falar nada com o meu pessoal porque não quero ninguém metido nisso.

[…]

MACHADO – Hoje, eu acho que vocês não poderiam ter reconduzido esse bosta, não. Aquele cara ali…

RENAN – Quem?

MACHADO – Ter reconduzido o Janot. Tinha que ter comprado uma briga ali.

RENAN – Eu tentei… Mas eu estava só.

[…]

MACHADO – [Sobre financiamento de campanha] Quantas vezes tive que interromper campanhas honestas para ir encontrar pessoas e dizer, ‘olha, estou desesperado, preciso de dinheiro’? Encontrar 25 pessoas, cinco vão doar, entre essas cinco que vão doar, uma está metida em problema com quem você não devia se associar. Como é que você no meio de eleição, para ganhar ou para perder, tu quer saber de onde é que vem a origem?

RENAN – [inaudível]… A Odebrecht ficou de pagar […].

MACHADO – Quem mais contribuiu para ela [Dilma]?

RENAN – O negócio do João. Só que…[inaudível] Então ela fingia que estava [inaudível] provar que não tem influência nenhuma.

MACHADO – [inaudível]

RENAN – Isso que ia dar problema.

MACHADO – [Inaudível] Isso ia dar problema, esteve com ela e falou isso, e os donos não deram nenhuma importância. Agora, o que está incomodando muito a Odebrecht, que eu soube, isso eu já soube, é que recebeu caixa dois no exterior em todos esses mercados que a Odebrecht apurava e o pessoal está puto com ela.

RENAN – É. E o João Santana soube e continuou fazendo campanha, ganhar dinheiro. Só daquele Eduardo, de Angola, a campanha custou 150 milhões.

MACHADO – É, eu sei. E agora eles estão putos porque agora estão… Vão responder em torno dela, comprovado, comprovadamente. E a Suíça enlouqueceu. Era o país mais seguro do mundo e virou o país mais inseguro do mundo. Então acho que tem que fazer, Renan, um processo… Porque todo político está assim. Não tem nenhum. Quem é que nunca pediu dinheiro? José Agripino, Aécio, Arthur, Aloysio.

[…]

RENAN – Os caras deram uma nota, o UOL, que o Teori estava despachando nesse final de semana…

MACHADO – Foi isso, foi isso, deu o maior rolo do mundo.

RENAN – Não, lá em Alagoas, o cara botou no UOL que estava querendo ver meu caso, que é a pressão que esse filho da puta faz todos os dias… Não sei o quê e tal. Aí veio um cara que trabalha com a gente, ou querendo prestar serviço, ninguém sabe direito disso, disse o seguinte: ‘Olha, eu estou com informações aí, informações seguras, do pessoal da rede hoteleira, que tem 70 policiais da Polícia Federal e que vai fazer busca e apreensão, tal, na sua casa’. Imagina o cara ouvindo uma porra dessas. Você não tem o que fazer.

MACHADO – Não tinha o que fazer. Você tem que estar psicologicamente preparado para essa merda. Aí não adianta tentar falar com ninguém, querer ter informação. Mas essa história foi domingo passado. De norte a sul de leste a oeste. […] Boataria, boataria. […]

RENAN – […] Ninguém sabe, eles vivem nessa obsessão.

[…]

RENAN – Mas você tem ideia do louco que é isso.

MACHADO – Tudo por causa dessa mulher aí. Renan, como esses caras nomeiam oito ministros do Supremo, oito! Para cima do Rio é tudo um bando de fanfarrão. Fux, não sei quem, não sei quem. A Rosa Weber não deu o negócio do Lula, rapaz.

RENAN – Não deu. Falei com o Lula outro dia…

MACHADO – Ele acha que ganha no pleno?

RENAN – Acha que gan… Tem que aguardar essa decisão.

MACHADO – Mas ele foi [inaudível]? Ele perdeu, o negócio dos procuradores, não deram.

RENAN – Aí porque é lobista, tem influência sobre a mulher. Mas toda vez a mulher fica contra. Eu quero é estar perdendo. Esse povo liga ‘presidente… de qualquer maneira tem acesso…’

Conversa entre José Sarney e Sérgio Machado

MACHADO – A Dilma não tem condições. Você vê, presidente, nesse caso do marqueteiro, ela não teve um gesto de solidariedade com o cara. Ela não tem solidariedade com ninguém não, presidente.

SARNEY – E, nesse caso, ao que eu sei, é o único que ela tá envolvida diretamente. E ela foi quem falou com o pessoal da Odebrecht para dar, acompanhar e responsabilizar pelo Santana.

MACHADO – Isso é muito sério. Presidente, você pegou o marqueteiro dos três para o presidente do Brasil. Deixa que o ministro da Justiça, que é um banana, só diz besteira, nunca vi um governo tão fraco, tão frágil e tão omisso. É que estavam dizendo esta semana: a presidente é bunda mole. A gente não tem um fato positivo.

SARNEY – E todo mundo, todo mundo acovardado.

MACHADO – Acovardado.

[…]

SARNEY – O Renan, eu falo com, eu mesmo falo com ele, mas eu prefiro falar assim com o César Rocha. Prefiro falar com o César.

MACHADO – Ninguém sabe que eu lhe ajudei.

SARNEY – Porque o César Rocha, o César, o César Rocha é que é o nosso cúmplice junto com o…

MACHADO – Com o Teori?

SARNEY – Com o Teori. Ele é muito, muito, mas muito amicíssimo lá do tribunal. O César fez muito favor pra ele.

MACHADO – O Teori era do tribunal do César?

SARNEY – Era. o Teori era do tribunal do César.

[…]

MACHADO Você acha que a gente consegue emplacar o Michel sem uma articulação […[ do jeito que esta […]?

SARNEY Sem articulação, não. Vou ver o que está acontecendo. Vou ao Michel hoje.

MACHADO O Michel… eu contribuí para o Michel. Não quero nem que o senhor comente com o Renan. Contribuí com o Michel para a candidatura do menino. Falei com ele até em lugar inapropriado, na base aérea.

SARNEY Mas alguém sabe que você me ajudou?

MACHADO Não, ninguém sabe, presidente.

Conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado

MACHADO Meu amigo, eu acho que o melhor seria (…). Porque ela continuava presidente. E Michel assumia com liberdade de mudar tudo.

JUCÁ Negociava um ou outro cara aqui que ela quisesse proteger.

MACHADO Isso, proteger no governo. Essa conversa [inaudível] só tem a solução do Getúlio, rapaz. Proteger a família do Lula fazendo um acordo com o Supremo. Não é possível que esses m não façam um acordo desses. Sem o Supremo não adianta. Ou corta as asas da Justiça e do Ministério Público ou f. E quando essa coisa baixar, cortar as asas do Ministério Público.

Com informações da Folha de S. Paulo

Misericórdia: cinco ministros de Temer administram contratos de seus doadores de campanha

Helder Barbalho, aqui no RN com seus amigos Henrique Alves e Garibaldi Alves.

Por Fernando Rodrigues

 

Pelo menos 5 ministros do governo Michel Temer serão responsáveis por contratos de empresas que doaram para suas campanhas eleitorais. As empresas têm contratos com os ministérios agora chefiados pelos políticos.

São eles os ministros Maurício Quintella Lessa (Transportes), Raul Jungmann(Defesa), Mendonça Filho (Educação), Helder Barbalho, (Integração Nacional) eBruno Araújo (Cidades).

Nas Cidades, os contratos são do Minha Casa, Minha Vida, supervisionados pelo Ministério e custeados pela Caixa Econômica Federal.

As informações são dos repórteres do UOL Victor GomesAndré Shalders.

Todos os dados utilizados nesta reportagem são públicos e podem ser conferidos por meio do Portal da Transparência (gastos dos ministérios) e do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais de 2014 (para as doações de campanha).

TRANSPORTES
No Ministério dos Transportes, 3 empreiteiras doaram em 2014 ao então candidato a deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR-AL). Em entrevista ao Blog, Quintella elencou como prioridade de sua gestão a duplicação do trecho da BR 101 que liga Alagoas a Pernambuco. A obra é tocada pela OAS, que doou R$ 350 mil à campanha dele, por meio da direção nacional do PR.

No total, a OAS e as empreiteiras Barbosa Mello e Sanches Tripoloni despejaram R$ 600 mil na campanha de Quintella. O dinheiro irrigou as contas do candidato via Direção Nacional do PR. Em 2016, as 3 empresas já receberam R$ 145,14 milhões em contratos com a Valec e o Dnit, subordinados aos Transportes.

Embora possa existir no momento algum conflito de interesses, não há irregularidade nas situações envolvendo Quintella e os demais políticos. As doações e os contratos foram feitos antes de os então candidatos tornarem-se ministros.

INTEGRAÇÃO NACIONAL
O atual titular da pasta, Helder Barbalho, recebeu R$ 530 mil da Queiroz Galvão em 2014. Naquele ano, ele concorreu ao cargo de governador do Pará. Perdeu a disputa. A doação foi feita para a Direção Nacional do PMDB. Hoje, Helder comanda o ministério responsável pela transposição do rio São Francisco, um dos principais projetos da construtora.

Só neste ano a Queiroz Galvão já recebeu R$ 21,14 milhões para tocar as obras do megaprojeto hídrico.

Ao longo da semana passada, Helder teve encontros com representantes das empresas responsáveis pela transposição. O ministro anunciou que ampliará os recursos para o projeto, de R$ 150 milhões mensais para R$ 215 milhões, em média. A obra é prioritária para o governo de Michel Temer e o objetivo é que parte dela seja entregue até dezembro deste ano.

DEFESA
Raul Jungmann (PPS-PE) é hoje o titular da Defesa. Em 2016, a Odebrecht já recebeu R$ 278 milhões para tocar o programa de desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro. A pasta também possui contratos menores com outras 8 subsidiárias da empreiteira.

Em 2014, a Odebrecht doou R$ 384 mil à campanha de Jungmann à Câmara, uma parte diretamente e outra por meio da direção estadual do PPS.

CIDADES
Bruno Araújo (PSDB-PE), hoje ministro das Cidades, recebeu R$ 710 mil de 4 empreiteiras para sua campanha à Câmara em 2014. São elas: Odebrecht (R$ 130 mil), Queiroz Galvão (R$ 80 mil), Ética Construtora (R$ 300 mil) e Sanches Tripoloni (R$ 200 mil).

Com exceção da Ética Construtora, as demais participam ou participaram de contratos do Minha Casa Minha Vida, programa de moradias populares subsidiadas pelo governo federal.

As construtoras não mantêm contratos diretos com o Ministério das Cidades, mas a pasta é responsável pela supervisão e pela gestão do programa. Os pagamentos são feitos pela Caixa Econômica Federal.

EDUCAÇÃO
O atual titular do ministério é o deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE). Em 2014, ele recebeu R$ 100 mil do frigorífico JBS para sua campanha à Câmara. Só neste ano, a empresa ganhou R$ 123 mil em um contrato com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ligada ao MEC.

OUTROS LADOS
Todos os ministérios e políticos citados na reportagem foram procurados pelo Blog.

A assessoria do Ministério dos Transportes informou que as doações feitas por empresas eram legalmente permitidas na época da campanha do deputado Maurício Quintella e que suas contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

A assessoria do Ministério das Cidades disse por telefone que as doações aos então candidatos a deputado foram feitas dentro da lei e são anteriores à posse de Araújo como ministro.

As assessorias do MEC, do Ministério da Integração Nacional e do Ministério da Defesa enviaram notas. Eis as íntegras:

Ministério da Integração:
1) O contrato do Ministério da Integração Nacional com a Construtora Queiroz Galvão foi fechado em 27/9/2013 e prevê a execução das obras civis e eletromecânicas complementares da Meta 3N do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. O valor é de R$ 612,255 milhões com vigência até 30 de outubro de 2016.

2) Na época de sua contratação, Helder Barbalho nem havia sido referendado como candidato do PMDB ao governo do Estado do Pará.

3) Além disso, Helder Barbalho só é nomeado ministro de Estado, primeiramente da Pesca e Aquicultura e depois de Portos em 2015. Sua posse no Ministério da Integração Nacional só ocorre em abril de 2016.

4) Importante ressaltar ainda que todas as doações foram feitas respeitando a legislação eleitoral. Foram devidamente registradas e as contas foram integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral. Todas as informações são públicas e estão disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral.

Ministério da Defesa:
É importante ressaltar que os contratos do Ministério da Defesa com a Construtora Norberto Odebrechet S.A. foram firmados em data anterior a posse de Raul Jungmann como ministro da Defesa. Por isso, é incorreto associar qualquer informação de campanha aos contratos com a Pasta.

No que tange os questionamentos sobre contratos, os pagamentos efetuados pela Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (COGESN), da Marinha do Brasil, à Construtora Norberto Odebrechet S.A. referem-se à implantação de estaleiro e base naval para construção e manutenção de submarinos convencionais e nucleares, dentro do contexto do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

Com relação às despesas realizadas pela Capitania Fluvial do Araguaia-Tocantins (CFAT) e pelo Centro de Intendência da Marinha em Rio Grande (CeIMRG), as mesmas referem-se a contas mensais de água e esgoto daquelas Organizações Militares (OM) e das OM por elas apoiadas, cujos pagamentos foram efetuados, respectivamente, às concessionárias “Companhia de Saneamento do Tocantins – Odebrecht Ambiental Saneatins” e “Odebrecht Ambiental Uruguaiana”, as quais integram o Grupo “Odebrecht Ambiental”.

De mesma forma, os valores especificados para o 4º Batalhão de Engenharia de Construção (R$ 7.316,93); para o 22º Batalhão de Infantaria (R$ 15 mil); para o 22º Grupo de Artilharia de Campo Autopropulsado (R$ 1,5 mil); para o 8º Regimento de Cavalaria Mecanizado (R$ 1 mil); para a 2ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (R$ 8,6 mil); para o 41º Batalhão de Infantaria Motorizada (R$ 19 mil), referem-se a pagamentos de concessionárias de água e esgoto. Como dito anteriormente, as Organizações Militares realizaram esses pagamentos em virtude das concessionárias pertencerem ao Grupo Odebrecht.

Ministério da Educação:
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) possui autonomia administrativa, financeira e pedagógica, garantida pela Constituição Federal. Dessa forma, tem autonomia para firmar contratos nesse montante, independentemente de autorização do MEC.  Assim, sugerimos contato com a instituição, uma vez que cabe à própria UFSCar fornecer as informações sobre seus contratos.

 

Em grupo do WhatsApp, delegado afastado diz ter ‘indícios’ de que não houve estupro

Delegado Alessandro Thiers

Em uma conversa num grupo de WhatsApp composto por cinco delegados, o titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), Alessandro Thiers, desqualificou os depoimentos da adolescente de 16 anos vítima de estupro no morro da Barão, no Rio.

A troca de mensagens foi revelada pelo jornal “Extra” e sua veracidade foi confirmada. Nela, Thiers compara o depoimento que colheu da adolescente, na sexta (27), com a entrevista que ela deu ao “Fantástico”, no domingo (29).

A divulgação das mensagens dirigidas ao grupo de delegados causou grande constrangimento entre os integrantes, entre eles está o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, que negou a veracidade da conversa

Sujou e o ministro da Transparência do governo Temer caiu

O ministro Fabiano Silveira, de Fiscalização, Transparência e Controle, durante cerimônia de posse dos ministros de TemerO ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, pediu demissão do governo Michel Temer.

A decisão foi anunciada em uma carta enviada na noite desta segunda (30) ao presidente interino. Na mensagem, Silveira afirma que optou pela demissão para que “nada atinja” a conduta dele.

Na carta enviada a Temer, Silveira nega qualquer relação com Machado e diz que jamais pensou em interferir nas investigações.

“Pela minha trajetória de integridade no serviço público, não imaginava ser alvo de especulações tão insólitas”, afirmou.

“A situação em que me vi involuntariamente envolvido –pois nada sei da vida de Sérgio Machado, nem com ele tenho ou tive qualquer relação– poderia trazer reflexos para o cargo que passei a exercer, de perfil notadamente técnico”, disse

Governador em exercício do Rio defende pena de morte para estuprador

Estadão Conteúdo

Francisco Dornelles

O governador em exercício do Estado do Rio, Francisco Dornelles (PP), defendeu nesta segunda-feira, 30, a aplicação de pena de morte contra estupradores. Ele deu a declaração ao comentar o caso do estupro de uma adolescente de 16 anos na zona oeste da capital fluminense no fim de semana retrasado.

“Considero o crime de estupro o mais hediondo dos crimes. Se dependesse de mim, seria punido com a pena de morte. É um crime horrendo”, afirmou Dornelles, após participar de evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O governador em exercício informou que teve no sábado, 28, uma reunião com o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso. “Pedi para que o Estado fosse profundo, para tomar todas as medidas pela punição mais violenta possível contra essas pessoas que desonraram o Estado do Rio de Janeiro”, disse Dornelles, que preferiu não comentar sobre o andamento das investigações.

OAB pede ao STF fim de prisões antes do trânsito em julgado

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender prisões de condenados na segunda instância da Justiça antes do fim de todos os recursos. A ação foi protocolada semana passada na Corte e tenta derrubar o entendimento firmado pela Corte em fevereiro, quando a maioria dos ministros decidiu que pessoas condenadas em segunda instância devem começar a cumprir pena antes do trânsito em julgado do processo.

A OAB pede ao Supremo que reconheça a constitucionalidade do Artigo 283 do Código de Processo Penal (CPP), que prevê a decretação de prisão somente em casos em flagrante ou em decorrência de sentença condenatória. O texto da norma diz que “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”.

‘Não existe país com governo corrupto e população honesta’, diz historiador

O atual momento político vivido pelo Brasil reforça a discussão sobre o papel da ética no cotidiano. Para o professor e historiador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Leandro Karnal, esta é a oportunidade de se exercitar esta postura tão cobrada de governos e empresas, estimulada principalmente pelas revelações com as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
“Há um interesse coletivo sobre o tema atualmente. Mas, está faltando, além da crítica à falta de ética em Brasília e das grandes empreiteiras, que nós consigamos pensar na microfísica do poder, ou seja, na falta de ética na escola, nas famílias e nas empresas. Não existe país no mundo em que o governo seja corrupto e a população honesta e vice-versa”, apontou o especialista durante palestra em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná.
Karnal comparou o atual cenário brasileiro, de experiência democrática ainda curta e em aperfeiçoamento, com a revolução francesa no fim do século 18. “Aquilo que a França discutiu com mais violência e com mais sangue naquela época nós estamos discutindo agora, com menos violência e menos sangue, mas com bastante intransigência”, alertou ao falar sobre a polarização nas discussões políticas, entre, por exemplo, grupos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e os contrários.
“A participação das massas não garante a lisura dos processos. Principalmente se lembrarmos que o primeiro plebiscito da história foi quando as massas tiveram que escolher entre Jesus e um ladrão e optaram pelo ladrão. Mas estas discussões são um passo importante para este treinamento difícil e permanente que significa o exercício democrático”, reforçou o historiador. “O ruim deste momento é que pouca gente escuta e muita gente dá opinião.”
Parte desta liberdade, lembra, se deve à democratização do país e à independência do Judiciário e da Polícia Federal. Já que durante a ditadura militar e há até pouco tempo, os escândalos que vinham à tona eram os que envolviam os governos anteriores. “A ética no Brasil era a ética da oposição ou do governo passado. Até então o governo nunca tinha tido um problema com o atual governo. Então nós temos hoje na prisão eminências pardas do poder. Isto é uma novidade.”
Fonte: G1 PR

General nomeado por Temer para o Gabinete de Segurança Institucional não é muito chegado ao MST

Chefe do GSI nomeado por Temer é de ala que vê MST com preocupação

Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional

MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO

Da Folha de São Paulo

Nomeado ministro-chefe do ressurrecto GSI (Gabinete de Segurança Institucional) pelo presidente interino Michel Temer, o general Sérgio Etchegoyen, 64, faz parte de uma ala do Exército que vê com preocupação as manifestações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e de outros grupos.

Etchegoyen é o estrategista responsável pelo Plano de Defesa Nacional e sob seu comando está a Abin (Agência Brasileira de Informação), que será usada para cumprir a missão que o general recebeu: monitorar os movimentos de esquerda.

À Folha, por e-mail, ele afirmou que, até o momento, não distribuiu nenhuma diretriz à Abin sobre esses grupos.

Em junho de 2015, em palestra para a sociedade israelita de Porto Alegre (RS), o militar relatou como generais viam o tema: “Não regulamos ainda o crime de terrorismo no país para não atingir os movimentos sociais. É preciso cuidar da preservação da coesão social e olhar aqueles que saem da legitimidade.”

Militares ouvidos pela Folha afirmam que, sob seu comando, o GSI fará um intenso levantamento de movimentos de esquerda, para evitar que o governo seja surpreendido como nas manifestações de junho de 2013.

‘Estupro está provado’, diz delegada sobre caso no Rio; suspeitos são presos

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda (30), a delegada Cristiana Bento, que assumiu neste domingo (29) as investigações do caso do estupro da adolescente de 16 anos, afirmou não ter dúvida de que o crime aconteceu.

“A minha convicção a é de que houve estupro. Está lá no vídeo, que mostra um rapaz manipulando a menina. O estupro está provado. O que eu quero agora é verificar a extensão desse estupro, quantas pessoas praticaram esse crime”, disse a delegada.

Titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), Cristiana alegou que o processo está em segredo de Justiça, motivo por que não daria acesso às declarações prestadas pela vítima e pelos suspeitos.

Ela afirmou ter pedido a prisão temporária de seis suspeitos de envolvimento no crime “para que possamos investigar com mais calma” e afirmou que já havia indícios suficientes para justificar o pedido. “O vídeo prova o abuso sexual. Além do depoimento da vítima.”

Ex-presidente do PSDB de Minas Gerais é preso

Narcio com Serra

BELA MEGALE
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
JOSÉ MARQUES
DE BELO HORIZONTE

O ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo Anastasia e ex-presidente do PSDB de Minas Gerais Narcio Rodrigues (PSDB-MG) foi preso nesta segunda (30) na operação Aequalis, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais.

Foram cumpridos cinco mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em Uberaba, Frutal e Belo Horizonte.

Segundo fontes da investigação ouvidas pela Folha, há provas de que o tucano se valeu de contratos relacionados ao Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (Hidroex) para captar recursos ilícitos para campanhas eleitorais do PSDB em 2012 e 2014.

A operação teria como foco apurar desvio de recursos na construção do projeto, obra do governo de Minas localizada em Frutal, no Triângulo Mineiro, cidade natal e reduto eleitoral de Rodrigues.

Servidores da CGU dizem que não obedecerão ministro nomeado por Temer

Fabiano Silveira

Servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) anunciaram nesta segunda-feira (30) que não vão cumprir ordens do novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, e dizem que não o consideram como seu chefe. “Ele está ocupando o cargo de maneira ilegítima. Não consideramos Fabiano ministro da CGU”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical), Rudinei Marques, servidor da controladoria.

Temer decide manter ministro flagrado em gravações com Renan e Sérgio Machado

Depois de duas horas de reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o presidente em exercício Michel Temer decidiu manter Fabiano Silveira no cargo de ministro da Transparência, Fiscalização e Controle. Fabiano foi indicado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o governo o manterá à frente do ministério como forma de evitar desgaste com o cacique peemedebista. O ministro foi flagrado em áudios orientando Renan e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado a se defenderem na Operação Lava Jato.

Em protesto contra Fabiano Silveira, os chefes de 23 representações estaduais da CGU e outros 200 ocupantes de cargos de direção e assessoramento superior (DAS) anunciaram a entrega de seus cargos. Eles afirmam que não trabalham com o novo ministro e cobram a imediata saída de Fabiano, flagrado em conversa gravada orientando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado a se defenderem na Operação Lava Jato