Arquivos diários: 04/06/2017

RN sangrando: homem de 51 anos é executado a tiros nas Quintas, zona Oeste de Natal

RN sangrandoUm homem de 51 anos identificado como Francisco de Souza foi executado na porta de um lava a jato na tarde deste sábado 3, na rua Doutor Mario Negócio, no bairro das Quintas, zona Oeste de Natal. Segundo testemunhas, dois homens em uma moto foram os autores do crime.

De acordo com informações colhidas pela Divisão de Homicídios, o fato ocorreu por volta das 17h. Francisco recebeu cinco disparos de arma de fogo, sendo quatro nas costas e um na cabeça.

O RN precisa que Robinson Faria seja menos marketing, menos discurso e mais espírito público

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Por Neto-QueirozNeto Queiroz *

Minimizando a onda de violência que hoje atinge o Rio Grande do Norte, o governador Robinson Faria justificou dizendo que estamos assistindo a uma guerra de gangues. As facções se aniquilando mutuamente.

Robinson, que se declarou um estudioso da violência a vários anos, busca uma explicação para tirar do colo do seu desgoverno, mais de um milhar de cadáveres frutos da violência no RN nos cinco primeiros meses do ano.

Em outras palavras, o governador quer dizer que não nos preocupemos porque é bandido matando bandido, trata-se de uma limpeza. Os não sei quantos mortos em Alcaçuz foram uma limpeza. Os jovens e adolescentes drogados que atiram uns nos outros é uma limpeza. A quadrilha que acerta contas com a quadrilha concorrente é uma limpeza.

O papel do Estado seria então, pensa o estudioso Robinson, assistir a essa matança, fazendo a limpeza dos corpos para o sepultamento.

Só que o governador está redondamente enganado. Ou talvez nem esteja esganado, apenas se faça para melhor passar. É um discurso de sobrevivência quando nenhum discurso lhe resta.

Precisamos dizer ao governador que ontem em Mossoró foi morto um cidadão de bem, assassinado em sua casa por quatro assaltantes. Que antes de ontem às margens da RN 117, entre Mossoró e Governador foi assassinado um comerciante que estava na sua bodega trabalhando para manter sua família. E que antes disso, dezenas de homens, mulheres e até crianças foram assassinadas sem fazerem parte de facções ou de bandos.

Para o governador que tem seu carro blindado, que tem segurança à porta de casa, que tem equipes de segurança que o acompanham a cada local que vá, tudo ainda vai continuar sendo uma questão de discurso.

Na reunião da FIern, recentemente, o governador durante um enfadonho discurso de mais de uma hora de duração, após receber um bilhetinho pedindo que encerrasse, disse que ainda havia muito por dizer e que se fosse falar de segurança teria mais de uma hora para dizer o quanto seu governo fez nessa área.

Esse é o problema, governador! Discurso tem demais. Mas são discursos que não combinam com a realidade que vivemos.

O Ronda Cidadã é apenas uma peça de marketing.  A chacina em Alcaçuz é real. Depois da crise do sistema prisional e de Alcaçuz, quando se acreditava que nenhuma notícia da violência ainda poderia ser pior, veio a fuga dos 91 da cadeia de Parnamirim. Esse é um governo que não se cansa de ser ruim, de ser negativo, de ser indecente. E não precisa ser vidente para prever que outras notícias piores virão.

Penso que o governador Robinson Faria deveria ao menos ter a honradez de fazer um discurso sincero ao povo potiguar. De reconhecer os erros, de ter consciência de sua incapacidade, ao invés de dizer que precisa de mais de uma hora para falar tudo que seu governo fez pela segurança.

Humildade, coragem para falar a verdade, sinceridade para dizer onde estão os problemas e capacidade para  buscar junto com a sociedade e os movimentos organizados, as soluções para o problema.

É o mínimo que se espera desse governo.

Menos discurso, menos marketing e mais espírito público.

*jornalista em Mossoró há 28 anos, advogado e professor de História.

Protesto em São Paulo com artistas pede saída de Temer e ‘Diretas Já’

Nivaldo Souza

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Artistas de diversas áreas se reuniram neste domingo (4) no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, em ato que pede a saída do presidente Michel Temer (PMDB) e a convocação de eleições diretas para substituí-lo. O ato pelas Diretas Já em São Paulo foi convocado por ativistas e cerca de 30 blocos de Carnaval, entre ele o Acadêmicos do Baixo Augusta e o Tarado Ni Você, que interpreta canções de Caetano Veloso.

Já passaram pelo palco os cantores Criolo, Rael, Chico César, Edgar Scandurra, Emicida, Otto, Paulo Miclos, Péricles, Pitty, Simoninha e Tulipa Ruiz. Além do blocos de carnaval Tarado Ni Você e Acadêmicos do Baixo Augusta. Até às 18h, devem se apresentar Mano Brown e Maria Gadú.

Primeiro a cantar neste domingo, o cantor Chico César defendeu eleições diretas para evitar o que chama de “ataque a direitos conquistados pelo povo”, sob ameaça das reformas implementadas pelo governo Temer, como a trabalhista e a previdenciária. “A bandeira da democracia é nossa, é dos trabalhadores, é do povo”, diz. “O Brasil quer escolher seu presidente e, se possível, já”, afirmou.O cantor também comentou a situação do secretário de Cultura da Prefeitura de São Paulo, André Sturm, que foi gravado ameaçando “quebrar a cara” um líder de movimento cultural da cidade. “Isso é inaceitável. O movimento pede a saída desse secretário já”, disse.

O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, criticou articulações do Congresso para eleger indiretamente o ocupante do Palácio do Planalto em caso de queda de Temer. “Esse Congresso Nacional não tem autoridade moral para eleger o presidente. O que a gente defende é que o povo escolha quem será o presidente”, disse. Ele cobrou a aprovação pelo Congresso da PEC (proposta de emenda constitucional) convocando eleições diretas em caso de afastamento de Temer.

Boulos avalia que o presidente Temer “não tem condições de estar lá (no Planalto), após a delação da JBS implicá-lo diretamente na Lava Jato.

 

A atriz Mônica Iozzi discurso alertando para o fato de o presidente Michel Temer poder escolher em agosto o novo procurador-geral da República, após a saída de Rodrigo Janot. “Ou seja, o criminoso vai escolher o próprio delegado”, disse. “Tão importante quanto o ‘Fora, Temer’ são as Diretas Já”, afirmou. Apesar do discurso de Mônica, a maioria dos artistas optou por não fazer longos discursos. No geral, eles gritam “Fora, Temer ” e “Diretas Já”.

Embora os movimentos sociais sejam coadjuvantes do evento, algumas centrais sindicais e partidos como PSOL e PCO participam do ato. Os deputados Ivan Valente (PSOL-SP) e Paulo Teixeira  (PT-SP) também compareceram.

A atriz e poetisa Elisa Lucinda fez um discurso calcado na questão do racismo, pedindo Diretas Já é uma “vassourinha” nos preconceitos de parte da esquerda brasileira. “A esquerda também é machista, homofóbica e racista. Precisamos passar uma vassourinha na esquerda também”, disse.

A autônoma Pamela Catarine, 22, veio de Embu das Artes para “ver o show e protestar”. Ela diz que quer votar para presidente. O candidato preferido dela é o ex-presidente Lula. “Se ele puder participar, eu voto no Lula”, diz.

RN sangrando: homem de 23 anos é executado na porta de casa em São Gonçalo

Um homem identificado como Romário Pereira da Silva, de 23 anos doi morto a tiros na porta de casa na Avenida principal que divide os municípios de Extremoz e São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Natal. O cunhado da vítima que segurava uma criança de dois anos nos braços também foi atingido.

De acordo com uma testemunha, que preferiu não ser identificada, Romário e o cunhado estavam conversando quando dois criminosos chegaram anunciando um assalto, mas em seguida passaram a atirar, com medo ambos correram, mas foram alcançados pelos atiradores. A criança que estava com uma das vítimas não foi atingida.

Os familiares de Romário não souberam explicar a motivação do assassinato e não acreditam que os criminisos vieram assaltar as vítimas. O outro homem baleado foi identificado como Suélio Oliveira ele foi socorrido e ainda está sob cuidados médicos.

Fonte: Portal BO

‘Abre a alma Rodrigo e ajuda a salvar o Brasil’, diz Requião após prisão de Rocha Loures

Resultado de imagem para Roberto Requião (PMDB)O senador paranaense Roberto Requião (PMDB) comentou a prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil em uma ação controlada da Polícia Federal (PF) após o início da delação premiada da JBS, e pediu que ele “ajude a salvar o Brasil”.Requião se manifestou por meio das redes sociais. No Twitter, ele pediu que o ex-deputado ajude a “salvar o Brasil”.

O senador e Rocha Loures tinham uma relação próxima e o ex-deputado chegou a ocupar o cargo de chefe de gabinete de Requião. “Abre a alma Rodrigo, se reconcilia com sua história, dá exemplo para seus filhos e ajuda a salvar o Brasil”, diz o texto.Capturar

Roberto Requião também comentou sobre a relação com Rodrigo Rocha Loures durante o encontro estadual do PMDB, em Curitiba, e fez críticas severas ao presidente Michel Temer. Durante o discurso, Requião citou a relação próxima que tinha com Rocha Loures enquanto ele era seu chefe de gabinete. “Eu tenho uma dificuldade enorme de entender essa coisa do Rodrigo. Ele sempre foi um sujeito correto e sério. Como ele se envolveu nisso?”, questiona o senador.

“Rodrigo Rocha Loures foi meu chefe de gabinete. Absolutamente correto no Paraná. Foi trabalhar em Brasília entusiasmado. ‘Diga-me com quem andas e direi quem acabaras sendo’. Se ele se envolveu nisso foi pelas companhias”, disse Requião.

Fonte: paranaportal.uol.com.br

Janot fez acordo que perdoa 2 mil anos de prisão para delatores da JBS

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

A delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista lhes valeram o perdão de crimes cujas penas somadas individualmente poderiam alcançar de 400 a até 2 mil anos de prisão. Os relatos dos irmãos e dos diretores do Grupo J&F Investimentos feitos à Procuradoria-Geral da República descrevem 240 condutas criminosas reunidas nos depoimentos dos delatores e em 42 anexos entregues pelo órgão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Levantamento feito pelo Estado mostra que foram relacionados oito tipos de crimes, entre eles 124 casos de corrupção e 96 de lavagem praticados por mais de uma organização criminosa. Especialistas em Direito Penal indicam que, em tese, muitas das condutas delatadas, apesar de autônomas, foram praticadas de forma continuada, como se fossem desdobramentos de um mesmo crime.

É o caso da lavagem de partes de uma mesma propina por meio de ações diferentes para dissimular o dinheiro, tais como o uso de notas frias para encenar relações comerciais, o superfaturamento da compra de imóveis ou o uso de contratos fictícios de honorários advocatícios. Assim, as penas pelos delitos poderiam cair para algo em torno de 230 anos no mínimo e 1,3 mil anos no máximo.

A análise desses dados reacende a polêmica em torno das vantagens concedidas aos Batista nos termos do acordo de delação assinado com o Ministério Público Federal (MPF) – eles não poderão ser processados por nenhuma dessas 240 condutas criminosas, recebendo ainda imunidade em outras investigações em andamento e o perdão judicial caso sejam denunciados em outros processos.

Os empresários pagaram ainda multa de R$ 110 milhões, valor considerado insuficiente por juristas diante das condutas praticadas. Por fim, o grupo é suspeito de usar o acordo com o MPF para lucrar com operações de venda de dólares dias antes da divulgação das delações, suspeita que levou a Justiça federal a decretar o bloqueio de R$ 800 milhões do Grupo J&F.

“São (os Batista) criminosos antigos, reiterados e sem nenhum escrúpulo. A delação premiada não pode ser transformada em um instrumento de impunidade”, disse o criminalista Antônio Claudio Mariz de Oliveira, que defende um dos 1.829 políticos delatados pelos Batista: o presidente Michel Temer.

Além de corrupção e lavagem, os delatores da holding J&F Investimentos relataram financiamentos por meio de caixa 2 de campanhas eleitorais de partidos políticos – o PT e seus integrantes lideram o ranking dos destinatários da propina, concentrando R$ 616 milhões dos cerca de R$ 1,4 bilhão que os Batista confessaram ter pago.

Especialista em combate à lavagem de dinheiro, o promotor de Justiça Arthur Pinto de Lemos Junior, do Grupo de Atuação Especial Contra Delitos Econômicos (Gedec), afirma que tanto a extensão quanto a qualidade da delação fortalecem a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de conceder os benefícios dados aos Batista. “Os ilícitos revelados são todos inéditos, eram desconhecidos até então, e o Ministério Público Federal não ia descobri-los se não fosse a iniciativa dos colaboradores.”

Posto vai vender litro da gasolina a R$ 1,5 em São Paulo

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Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

Para protestar contra a carga tributária que incide sobre os combustíveis, um posto de gasolina de São Paulo vai vender, na próxima terça-feira, 6, o litro da gasolina por R$ 1,484.

O preço é 45% mais barato que o valor médio do combustível na cidade de São Paulo, que na semana passada foi de R$ 3,299 o litro, de acordo com levantamento feito pela Associação Nacional do Petróleo (ANP).

A ideia por trás da promoção é mostrar quanto custaria para o motorista encher o tanque do carro sem o pagamento dos tributos submetidos aos combustíveis: CIDE, PIS, Cofins e ICMS. No caso da gasolina, dizem os responsáveis pela ação, a carga de impostos pode chegar a 55%, dependendo da região do País.

Três partidos convidam Claudio Santos para disputar o governo

Resultado de imagem para claudio santosO ex-presidente do TJRN, desembargador Claudio Santos foi convidado por três partidos político para ser candidato a governador na próxima eleição.

Discreto e prudente, o desembargador tem evitado falar publicamente sobre questões política partidária. O nome o desembargador aparece como favorito das pessoas que procuram um administrador austero, alguém que tenha experiencia na área de segurança pública e com coragem de enfrentar os marajás do serviço público potiguar.

Grupos políticos decepcionados com o governador Robinson Faria e com os caciques Alves e Maia estão vendo em Claudio Santos uma alternativa de renovação politica e administrativa no RN. Cláudio Santos conseguiu em momento de crise economizar R$ 500 milhões em sua gestão no TJRN dos quais R$ 250 deverão voltar aos cofres do Governo do Estado que poderão ser investidos nas secretarias de  Saúde e Segurança.

Como os grandes partidos estão controlados pelos caciques, os pequenos partidos estão tentando atrair o desembargador-coragem como Claudio Santos tem sido chamado. É bom lembrar que Wilma foi eleita governadores em 2002 num partido pequeno com apenas 55 segundos de propaganda eleitoral.

RN sangrando: empresário desaparecido é encontrado morto em matagal

O empresário Francisco Antônio da Nóbrega Júnior, de 37 anos desaparecido desde a manhã da sexta-feira (02), foi encontrado morto na manhã deste domingo (04), em um matagal, na localidade de Pau Brasil, em São José de Mipibu, região metropolitana de Natal. O corpo apresenta marcas de tiros.

De acordo com a polícia local a família já foi informada e reconheceu a vítima. Uma equipe do ITEP (Instituto Técnico e Científico de Perícia) já foi acionada, assim como os policiais de plantão de Divisão de Homicídios. Ainda segundo a polícia o corpo do empresário apresenta marcas de tiros. Após receber a notícia da morte do filho a mãe de Francisco passou mal e teve que receber atendimento médico.

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Fonte: Portal BO

Defesa de Temer diz que Janot age com ‘nítido viés político’

Fausto Macedo, Fabio Serapião e Julia Affonso

Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Michel Temer
Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Michel Temer

O criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira declarou neste sábado (3) que o procurador-geral da República Rodrigo Janot age movido por “nítido viés politico”.

Mariz ficou indignado com afirmação do chefe do Ministério Público Federal de que o ex-deputado e ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, é “um verdadeiro longa manus de Temer”, ou seja, executor de crime ordenado pelo presidente.

“Dizer que o Sr. Rocha Loures é longa manus do presidente constitui mais uma assertiva do procurador-geral desprovida de qualquer apoio nos fatos e, portanto, é uma afirmação fruto do seu desejo de pura e simplesmente acusar o presidente da República dentro de um quadro meramente ficcional”, declarou Mariz.

Na avaliação de Mariz, o procurador-geral ‘tenta impressionar a opinião pública com uma afirmação que apresenta-se não como uma declaração jurídica, mas com nítido viés político’.

Segundo o defensor do presidente, Janot não poderia proceder assim “porque o procurador é o fiscal do cumprimento da lei que tem o compromisso com a verdade dos fatos e com o ideal da Justiça”.

Empresas e escritórios de advocacia do RN citados em delação poderão ter problemas sérios

Empresas do RN são citas em delação da Lava-Jato. Esquema teria beneficiado campanhas políticas em 2014

O diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, entregou, como parte do acordo de colaboração assinado com o Ministério Público Federal (MPF), documentos que indicam que grupos empresariais do Rio Grande do Norte foram utilizados em 2014 para lavar dinheiro que seriam, na verdade, propinas pagas aos candidatos ao Governo do Estado na época Robinson Faria (PSD) e Henrique Alves (PMDB) e ao deputado federal Fábio Faria (PSD), este candidato à reeleição.

 Segundo Ricardo, além dos pagamentos feitos aos candidatos de forma dissimulada por meio de contribuições registradas oficialmente às campanhas, despesas de Robinson, Henrique e Fábio junto a essas empresas, que funcionaram como lavanderias de dinheiro, foram pagas diretamente pela JBS.

 É o caso, por exemplo, da Consult Pesquisa (Consultoria e Pesquisa Técnica LTDA – EPP), que executou diversas sondagens de intenção de voto durante a campanha para o Governo do Estado de 2014. Pelos documentos entregues por Ricardo ao MPF, a empresa forneceu uma nota fiscal no valor de R$ 176 mil por serviços que teriam sido prestados diretamente à JBS S/A.

 Este valor, no caso, seria propina paga indiretamente a Henrique Alves; e a nota, fria, pois não houve serviços prestados diretamente à JBS, segundo o delator. Para fundamentar a acusação de contribuição ilícita, o executivo disponibilizou cópia de uma transferência bancária no valor de R$ 161.656,00 realizada no dia 27 de agosto daquele ano.

 De acordo com Saud, a Consult também teria recebido mais R$ 380 mil. Para justificar o pagamento, o executivo relata o fornecimento de uma nota fiscal emitida em 15 de outubro de 2014.

Ainda envolvendo pagamentos ao peemedebista, Ricardo Saud cita a empresa Alves Andrade e Oliveira Advogados Associados. O escritório de advocacia teria recebido R$ 888.500,00, também via transferência bancária. Em contrapartida, uma nota fiscal avulsa no valor de R$ 1 milhão foi fornecida pelo escritório.

 No caso da Alves Andrade e Oliveira Advogados Associados, o executivo da J&F também apresentou um contrato de prestação de serviços que teria sido assinado pela empresa e a JBS. No documento, o escritório potiguar deveria prestar assessoria jurídica à JBS entre junho de 2014 e maio de 2015.

 Entre os pagamentos efetuados a Henrique, há ainda menções e registros de contatos telefônicos da agência de propaganda Art&C, empresa ligada ao  atual sogro de Henrique Alves.

 Segundo o mesmo delator, empresas potiguares também se envolveram em esquemas ilícitos envolvendo as campanhas de Robinson Faria e Fábio Faria. Nestes casos, Ricardo Saud relata que uma das empresas que disponibilizaram notas fiscais frias – sem ter executado serviços para a JBS – foi o escritório Erick Pereira Advogados S/C.

 O serviço de advocacia, segundo contrato disponibilizado pelo delator, dizia respeito ao “levantamento, análise e sugestões temáticas referentes aos processos trabalhistas, em tramitação até a data da assinatura deste instrumento, no Tribunal Superior do Trabalho”. Por este serviço, a JBS deveria pagar R$ 1,2 milhão. Segundo o delator, na verdade, o dinheiro era para as campanhas de Robinson e Fábio. Para justificar o pagamento, a Erick Pereira Advogados S/C disponibilizou uma nota fiscal pelos honorários advocatícios. O pagamento, de acordo com Saud, aconteceu via transferência bancária.

Outra empresa envolvida no esquema, conforme relatos de Saud, foi a E A Pereira Comunicação Estratégica – ME. Ao Ministério Público Federal, o delator entregou um contrato de prestação de serviço de marketing direto assinado pela empresa com a JBS no dia 4 de setembro de 2014. O pagamento foi de R$ 2 milhões.

 Ricardo Saud aponta também que fez pagamentos dissimulados a empresa Ecoar Agência de Notícias e Marketing Político Ltda EPP. O delator apresenta, neste caso, um contrato de prestação de serviços datado de 1° de agosto de 2014 no qual a Ecoar fica responsabilizada por efetuar uma pesquisa de mercado sobre a qualidade da carne consumida no Rio Grande do Norte.

 Para justificar o pagamento, a Ecoar emitiu uma nota fiscal no valor de R$ 400 mil, quitados via transferência bancária feita pela JBS (Saud disponibilizou cópias da movimentação financeira).

Nesta delação, Ricardo Saud cita também que um valor em espécie foi pago diretamente a Fábio Faria. Neste caso, em que não há maiores especificações sobre a maneira como haveria acontecido, R$ 957.054,56 foram pagos junto ao supermercado Boa Esperança, em Natal.

Fonte: Portal AgoraRN

RN sangrando: agricultor reage a assalto e é morto a tiros em Governador Dix-Sept Rosado

Assaltado e assassinado

Na onda de violência no RN, mais um homicídio foi registrado, desta vez no Sítio Pitombeira, na zona rural de Governador Dix-Sept Rosado, região Oeste potiguar. A vítima é o agricultor Erismar, conhecido como “Mazinho”, que teria reagido ao assalto.
O agricultor estava no comércio do pai, quando os suspeitos chegaram e anunciaram o assalto; Erismar reagiu e foi baleado, vindo a óbito no local.

A Polícia Civil está no local realizando os procedimentos cabíveis. O ITEP foi acionado para remoção do corpo, que será levado para a sede do órgão em Mossoró. Após necropsia, o corpo será liberado para sepultamento.

Boa troca

Após Baby do Brasil, Casagrande apresenta nova namorada

Depois de terminar seu relacionamento com Baby do Brasil, Casagrande apareceu com sua nova namorada, Isabela Johansen, em um festival em São Paulo na noite de sexta-feira (3). Os dois dançaram e trocam carinhos no local.

Com Baby, Casagrande estava sendo chamado de ‘casavelha’

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Empresa oferece cargo para viajar por 40 países com salário de R$ 9 mil

Getty ImagesDo UOL

Veja mais em https://viagem.uol.com.br/noticias/2017/06/03/empresa-oferece-cargo-para-viajar-por-40-paises-com-salario-de-r-9-mil.htm?cmpid=copiaecolaJá imaginou viajar pelo mundo com tudo pago e ainda ganhar um salário para isso? Se você se animou com a ideia, basta se inscrever no projeto World Life Experience. Eles vão selecionar 12 pessoas, sendo 6 homens e 6 mulheres, para viajarem juntos por um ano por 40 países.

Além da oportunidade de conhecer diferentes localidades da Europa a Oceania, todas as despesas são pagas pela empresa, que também oferece um salário mensal de 2.500 euros (aproximadamente R$ 9.160) para cada um dos participantes.

O trabalho dos sortudos será compartilhar as experiências em atividades de lazer, culturais e responsabilidade social em cada um dos países por meio de texto, foto ou vídeo.

Para participar, a organização exige ter entre 20 e 35 anos e, no mínimo, inglês em nível intermediário. As inscrições acontecem na página da World Life Experience até o dia 30 de junho.

Os curadores do projeto são responsáveis por uma pré-seleção dos candidatos e os que passam na primeira etapa precisam pagar 9 euros (aproximadamente R$ 32,97).

Eles, então, passarão por avaliações técnicas como habilidades de comunicação, valores pessoais e perfil psicológico. E o primeiro destino dos participantes selecionados será Lisboa, em Portugal, sede da organização, no dia 15 de setembro.

Mossoroense vence com facilidade na edição 212 do UFC

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A mossoroense Cláudia Gadelha venceu na madrugada deste domingo, luta disputada pela edição 212 do UFC, o maior evento de MMA do mundo, em disputa realizada no Rio de Janeiro.

Tri campeã mundial de jiu-jitsu, Cláudia superou a polonesa Karolina Kowalkiewicz que até então acumulava uma derrota e dez vitórias.

O confronto começou equilibrado com as atletas se estudando. Faltando 2’30” a mossoroense derrubou a adversária e conseguiu encaixar um ajuste de costas que levou à finalização com um mata leão sem muitas dificuldades.

Palhaçada: Ricardo Saud pede a uma pessoa para tirar o nome de José Yunes da delação

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Mentindo, Saud desmoraliza a justiça brasileira

Em uma ligação grampeada pela Polícia Federal, o lobista da J&F Ricardo Saud pede a uma pessoa para tirar o nome de José Yunes, ex-assessor e amigo de Michel Temer, da delação premiada que estava sendo negociada.

A J&F é a controladora da JBS, uma das maiores processadoras de carnes do mundo.

O telefonema entrou no relatório da PF, que destacou em documentos as principais conversas –mais de 3.000 ligações foram gravadas com autorização judicial.

Yunes é um dos melhores amigos de Temer e foi assessor especial de seu governo até dezembro, quando foi citado na delação do ex-executivo Cláudio Melo Filho, da Odebrecht, como intermediário de um pacote com R$ 1 milhão que conteria dinheiro para campanhas do PMDB.

Saud contratou uma pessoa, de nome Rodolfo, para pesquisar endereços de entregas de propina que estariam em sua delação. No diálogo, o delator diz: “Sabe o que eu estava pensando? Naquele relatório… É… Você podia fazer para mim, que eu estou indo hoje para Nova York, para levar ele. Tira aquele negócio tudo que tem do Yunes…”.

Rodolfo responde concordando com a orientação, e Saud continua: “E põe só confirmando que nesse endereço mora… é o escritório de fulano de tal, põe tudo aquilo, amigo do cara, tal…. eu quero mostrar que você foi lá para mim e confirmar que lá era o coronel tal, tal, tal…”.

A referência feita pelo lobista diz respeito ao coronel aposentado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, também amigo de Temer. Ele é apontado pela JBS como receptor de propina de R$ 1 milhão ao presidente.

Papéis apreendidos na casa do coronel reforçam o elo entre os dois.

A Folha ouviu pessoas da JBS que afirmaram que o nome de Yunes chegou a entrar na delação por uma confusão de Rodolfo e por isso saiu.

O ex-diretor da empreiteira disse que Temer pediu apoio financeiro para o partido na campanha eleitoral de 2014 e que mandou entregar no escritório de Yunes parte de uma remessa de R$ 4 milhões que ficariam sob responsabilidade de Eliseu Padilha (PMDB-RS), hoje ministro da Casa Civil.

Em fevereiro, Yunes foi à Procuradoria-Geral da República e afirmou que Padilha pediu que ele recebesse em seu escritório alguns “documentos”, que depois seriam retirados de lá por um emissário. Ele declarou que o pacote foi levado, posteriormente, por Lucio Funaro, apontado como operador do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Yunes afirmou que não sabia do conteúdo do envelope.

As cláusulas das delações firmadas entre o Ministério Público Federal e os executivos da JBS preveem o cancelamento do acordo em caso de omissão de informações.

Em troca do relato dos crimes que cometeu e de que tinha conhecimento, Saud recebeu imunidade e não foi denunciado pela Procuradoria.