A cada 40 segundos, uma pessoa morre vítima de doença cardiovascular no Brasil

Helena Martins – Repórter da Agência Brasil

Em todo o mundo, cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem vítimas de doenças cardiovasculares, a cada ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a situação não é diferente. A média anual chega a 350 mil, o que corresponde a uma vida perdida a cada 40 segundos; a duas vezes mais que todas as mortes decorrentes de câncer e seis vezes mais que as provocadas por todas as infecções no país.

Apenas entre janeiro e setembro deste ano, foram 240 mil mortes por problemas cardíacos.Para alertar a sociedade, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) promove nesta sexta-feira, 29, Dia Mundial do Coração, a campanha Movidos pelo coração.

O objetivo da campanha é convencer a população a adotar medidas preventivas. Atividades em algumas cidades e ações na Internet promoverão essa sensibilização, que pode ser definitiva na vida de muitas pessoas. Isso porque, segundo o presidente da SBC, Marcus Bolivar Malachias, “a metade dessas mortes poderia ser evitada ou postergada por muitos anos com prevenção e cuidado”.

Praticar atividades físicas; ter uma alimentação balanceada; controlar o colesterol, a pressão arterial e o diabetes; evitar fumar; consumir moderadamente álcool e sal e usar corretamente a medicação indicada pelo médico, quando for o caso, são exemplos do que deve ser feito para evitar doenças arteriais coronárias, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e outros problemas.

Será Serejo?

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Jornalista e cronista Vicente Serejo

Uma pergunta está sendo feita nos corredores da Assembleia Legislativa, todos querem saber quem é o cronista que segundo o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves ” tem uma aposentadoria milionária e ilegal” na Casa.

O homem do sapato branco, informante do soldado Vasco, disse que muitos servidores da Assembleia sugerem que o tal cronista milionário aposentado ilegalmente pode ser o jornalista Vicente Serejo.

O jornalista Serejo aposentou-se neste ano pela Assembleia.

Serejo tem publicado algumas notas cavilosas que provavelmente desagrada Carlos Eduardo Alves, dizem amigos do soldado Vasco.

Sobre Carlos Eduardo Alves e Serejo, o que estou lembrado é um episodio no ano de 2002, que o cronista Serejo atendendo um pedido meu numa visita acompanhado pelo então vive-prefeito Carlos Eduardo, em seu apartamento aceitou redigir o discurso de posse de Carlos Eduardo Alves quando Wilma renunciou à Prefeitura de Natal para disputar o governo do Estado. Discurso este lido em sessão da Câmara Municipal de Natal. O discurso foi redigido na quinta-feira (18) à noite, e pronunciado numa sexta-feira (19),  pela manhã no dia  05 de abril, em razão do prazo de desincompatibilização ter ocorrido no dia 06 de abril que foi um sábado, dia em que não haveria sessão na Câmara Municipal para ler o termo de renúncia..  Esse episódio será relatado no livro que estou escrevendo.

carlos eduardo alves e cronista

 

Juíza corregedora manda retirar grades das celas de cadeia pública

Cadeia pública de Almirante Tamandaré tem capacidade para seis presos, mas abriga 26 detentos  - Foto: TNONLINEA juíza Inês Marchalek Zarpelon, corregedora da Vara de Presídios de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, determinou nesta quinta-feira (28) a interdição total das celas do setor de carceragem da delegacia da cidade, com a retirada das grades de todas as celas, e ainda a transferência de todos os detentos em 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil ao Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen).

Segundo a magistrada, a cadeia pública de Almirante Tamandaré tem capacidade para seis presos, mas atualmente 26 detentos estão encarcerados no local.

“A retirada das grades das celas se justifica para proteger os presos e ainda possibilitar as reformas necessárias”, justificou a juíza. Para a magistrada, “a situação da Delegacia de Polícia local no que se refere a carceragem é flagrantemente desumana”.

A juíza proibiu ainda o ingressos de qualquer preso na cadeia pública do município, até que o uso das celas da delegacia seja feito “em condições legais”.

Ministro do STJ causa polêmica ao fazer enquete sobre intervenção militar

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Og Fernandes, ministro do STJ

Gustavo Maia*

Do UOL, em Brasília

Uma enquete publicada por um ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) causou polêmica nas redes sociais. Og Fernandes perguntou aos seus quase 5 mil seguidores no Twitter se o Brasil deve sofrer uma intervenção militar.

Diante de inúmeras críticas de internautas, ele disse que o seu gesto tinha como objetivo “ouvir a opinião das pessoas”.

“Acalmem-se. De mim não verão qualquer manifestação fora da lei. Obrigado aos [que] entenderam o intuito da enquete”, escreveu Fernandes, quase cinco horas depois.

Até as 22h10, mais de 7,5 mil usuários haviam participado da enquete: 59% haviam respondido que “não” e 41%, que “sim” –opção que ganhou mais apoio ao longo das horas. Alguns disseram que isso nem deveria ser pauta no Brasil, “ainda mais vindo de um magistrado”. Outros defenderam uma eventual intervenção e atacaram os que se opuseram à ideia.

Além de votar, muitos internautas também criticaram a mensagem do ministro. Alguns usuários fizeram outras enquetes para questionar a decisão de Fernandes. Outros usuários expressaram indignação pelo fato de um magistrado fazer tal pergunta em sua rede social.

Após as críticas, o ministro se defendeu no Twitter. Por volta de 21h10m desta quinta, publicou cinco mensagens na rede social para justificar a iniciativa:

“Caros seguidores, verifico que o país está muito polarizado e com os nervos à flor da pele. Faço enquestes em torno de temas no Twitter. Ao levantar o tema que dei RT (retuíte) antes da enquete, verifiquei uma insana busca de intenções no que era um gesto de auscultar os seguidores. Querem minha opinião? Meu dever é cumprir a lei. Sou seguidor da lei, da Constituição e da democracia no Brasil. Faço isso todo dia. Acalmem-se. De mim, não verão qualquer manifestação fora da lei. Obrigado aos (que) entenderam o intuito da enquete. Estamos numa democracia. Ouvir a opinião das pessoas é regra. Como juiz, continuarei a assegurar o direito de expressão”, escreveu Og Fernandes em cinco postagens.

Defesa de Lula pede perícia para atestar a validade dos recibos de aluguel

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IG

O advogado Cristiano Zanin Martins, responsável pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou em uma publicação nesta quinta-feira (28) que os recibos apresentados à Justiça referentes ao pagamento do aluguel de apartamento usado pelo petista foram encontrados em meio aos pertences da esposa do ex-presidente, Marisa Letícia, falecida em fevereiro deste ano.

Segundo o advogado de Lula , dois dos 26 recibos entregues apresentaram erros de datas . No entanto, a defesa argumentou que os documentos são de responsabilidade de quem assina e que os equívocos “não retiram a força probatória dos documentos até porque são justificáveis”.

O advogado do ex-presidente também afirmou que os documentos foram assinados pelo proprietário do imóvel e são referentes a quitação dos aluguéis até dezembro de 2015. “De qualquer forma, se houver qualquer dúvida ou questionamento sobre esses recibos, que seja feita uma pericia avaliando de quem é assinatura, quando os documentários foram feitos, dentre outras coisas”, afirmou Martins.

“A tentativa de transformar os recibos no foco principal da ação é uma clara demonstração de que nem o Ministério Público nem o juízo encontraram qualquer materialidade para sustentar as descabidas acusações”, escreveu a defesa.

Para juristas, carta de Palocci desacompanhada de provas não tem valor jurídico

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A carta foi tratada como uma bomba pela imprensa, afinal Palocci foi uma das principais, senão a principal figura do alto escalão do governo do PT por muitos anos. A acusação dele representa não apenas uma ruptura com o ex-presidente, mas com a grande maioria da base do partido.

“A carta subscrita por Pallocci, se desacompanhada de provas, servirá, uma vez mais, para comprovar apenas os efeitos nefastos que o uso inadequado da delação premiada gera em nosso país”, afirmou Rafael Valim, Professor de Direito Administrativo da Faculdade de Direito da PUC/SP.

Crítico da delação premiada, Leonardo Yarochewsky, Doutor em Direito e Advogado Criminalista, é ainda mais duro e não perdoa nem Palocci, nem os Procuradores pela carta. Ao Justificando, disparou citando Bezerra da Silva, folclórico sambista brasileiro: “Sou do tempo de Bezerra da Silva que já cantou: ‘na hora da dura, você abre o cadeado e dá de bandeja os irmãozinhos pro delegado. Na hora da dura, você abre o bico e sai caguetando, Eis a diferença, mané, do otário pro malandro’. Mas pior ainda são aqueles que se utilizam da fragilidade de quem está preso, está privado da liberdade para obter delação sem prova” – afirmou.

Houve ainda quem visse com desconfiança o fato da carta ser digitada, uma vez que o ex-ministro teoricamente se encontra em uma cela sem acesso a computador. Nas redes sociais, o Advogado Márcio Paixão questionou: “A cadeia em que ele está detido oferece computador com impressora laser aos presos? Para Paixão, a vontade de acreditar no material vindo de quem está encarcerado, sob delação premiada, é maior do que o questionamento ao que de fato foi disponibilizado à imprensa: “Parece que o pessoal gosta de fingir que acredita na sinceridade de qualquer bobagem que circula por aí. Convenhamos” – completou.

Defesa do ex-governador consegue suspender leilão de bens do ex-governador

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Estadão Conteúdo Iate Ferretti 80 do ex-governador Sérgio Cabral

O advogado do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), Rodrigo Roca, obteve na noite desta quinta-feira, 28, a suspensão do leilão de bens de Cabral que estava previsto para acontecer na próxima terça-feira, 3. A decisão foi proferida no Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2).

Na lista de bens que iriam a leilão estão uma casa no Condomínio Porto Belo, em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, uma lancha, três veículos, uma moto aquática e um jetboat.

Roca argumentou que o leiloeiro designado para o pregão, Renato Guedes, estaria impedido de atuar no Estado do Rio de Janeiro por não ter registro na Junta Comercial e nem contar com experiência profissional de pelo menos três anos, como determina resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O advogado ainda alegou que o anúncio do leilão publicado em um jornal indica a participação de outro leiloeiro com condenação transitada em julgado.

“Sem adentrar na análise do mérito do apelo, verifico se a proximidade do primeiro ato de leilão indica que, sem a concessão de efeito suspensivo, o julgamento deixa apelo que ainda será remetido ao MPF (Ministério Público Federal) para parecer, certamente perderia seu objeto”, disse o desembargador Abel Gomes em sua decisão.

Quatro PMs do Bope são condenados por passar informações a traficantes no Rio

Imagem relacionadaA Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) por vazar diariamente informações sobre operações a traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), em troca de propinas semanais de até R$ 10 mil. Todos já estavam presos desde 2015.

O líder do grupo, Silvestre André da Silva Felizardo, teve pena fixada em 80 anos pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar do Rio. Os policiais Maicon Ricardo Alves da Costa, André Silva de Oliveira e Raphael Canthé dos Santos foram condenados a 48 anos de reclusão. Um quinto réu, Rodrigo Mileipe Vermelho Reis, foi absolvido.

Fonte: Estadão Conteúdo

 

Marido de enteada de Jucá é preso por porte de fuzil; veja imagem

ESTADÃO

Andreza Matais

A Polícia Federal prendeu em flagrante o marido da enteada do senador Romero Jucá (PMDB-RR). A mulher dele, Luciana Surita da Motta Macedo, foi alvo da Operação Anel de Giges que focou outros filhos e enteados do líder do governo no Senado. Frederico foi preso por posse ilícita de fuzil 762, pistola 45 sem registro e munição. A PF descobriu o armamento durante busca e apreensão no endereço de Luciana. Ela é filha da prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, ex-mulher de Jucá.

Dois filhos e dois enteados do senador são alvo da operação que tem o objetivo de investigar organização criminosa acusada de peculato, lavagem de dinheiro e desvios de verbas públicas.

 

STF deve atuar com sobriedade e calçar as sandálias da humildade, diz Gilmar

Fausto Macedo
Repórter

Rafael Moraes Moura e Breno Pires

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira (28) acreditar que vai se chegar a uma solução para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi afastado das funções parlamentares e colocado em regime domiciliar noturno por decisão da Primeira Turma do STF. O ministro também afirmou que, da mesma forma que o Legislativo deve atuar com cautela, o STF deve proceder com “sobriedade” e “calçar as sandálias da humildade”.

“Ou o plenário do STF se pronuncia sobre esse tema e passa a ter um juízo definitivo e orienta as Turmas em relação a essa temática, ou o Senado também se manifesta e eventualmente supera a decisão tomada pela Primeira Turma e depois vamos ter de ver os desdobramentos”, comentou Gilmar Mendes.

“Em geral, temos sabido construir soluções, recentemente tivemos aquele conflito no caso do senador Renan (Calheiros, que foi afastado da presidência do Senado por liminar do ministro Marco Aurélio Mello em dezembro do ano passado) e houve um encaminhamento e o tema se pacificou”, prosseguiu Mendes.

STF dará prioridade a ação sobre autorização para afastar parlamentares

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou hoje (28) que dará “prioridade” de julgamento à ação sobre a necessidade de autorização legislativa para que a Corte aplique medidas cautelares contra parlamentares.

“Será muito bom que a ação seja julgada prontamente”, afirmou a ministra, ao anunciar que o assunto será levado a plenário “em breve”. Para isso, resta apenas que o relator, ministro Edson Fachin, conclua seu voto e libere a ação para que seja pautada para julgamento.

Dono da Itaipava diz à PF que usou repatriação para legalizar caixa dois na Suíça

Lula e Walter Faria em inauguração de uma fábrica da Itaipava    (Foto: Valter Pontes/Secom)

Em seu primeiro depoimento à Polícia Federal na Lava Jato, o dono da ItaipavaWalter Faria, afirmou que usou a repatriação junto à Receita Federal para legalizar contas na Suíça usadas como intermediárias do pagamento de propina da Odebrecht no Brasil. O empresário revelou ainda que essas contas eram abastecidas com recursos oriundos de uma contabilidade não declarada, o caixa dois do grupo Petrópolis, por meio de operações com diversos doleiros no Brasil.

Juiz de Mossoró impõe censura afirmando em sentença:”não é a imprensa o meio adequado para se imputar irregularidades a funcionários no cumprimento de suas funções”

O Brasil tem que convocar urgentemente uma Assembleia Nacional Constituinte para estabelecer normas claras nos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo. O juiz entende que não é devido fazer críticas aos servidores públicos através da imprensa, neste caso, não é possível fazer criticas aos detentores de mandatos eletivos, eles também são servidores públicos que obtiveram ingresso por meio de eleição. 

No Brasil, magistrados estão fazendo o que querem, sem limites.. Isso é muito ruim para o estado democrático de direito.. 

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Juiz Edino Jales de Almeida Junior

O juiz Edino Jales de Almeida Junior, da 1ª Vara Cível de Mossoró, condenou o ex-vereador Clayton Jadson Silva Rolim a pagar uma indenização por danos morais no total de R$ 5 mil para o subcomandante do 2º Batalhão da Polícia Militar daquele município, em razão de supostos danos a sua honra e imagem causados por declarações ofensivas feitas na imprensa local no ano de 2014.

O autor moveu ação de indenização por danos morais com pedido de retratação pública contra o então vereador Clayton Jadson Silva Rolim, alegando que exercia a função de Comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar e, atualmente, ocupante do cargo de Subcomandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Mossoró.

|O ofendido afirmou que o réu, então vereador, conhecido por “Soldado Jadson”, no afã de denegrir sua imagem, passou a publicizar, nos veículos de comunicação da cidade de Mossoró, acusações a sua pessoa de maneira diuturna, à época comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, proferindo, no Jornal Gazeta do Oeste, em 16 de outubro de 2014, e no Blog Cabo Heronildes Mangabeira, várias declarações ofensivas.

Assegurou que tais declarações também foram destaque no jornal O Mossoroense, na edição do dia 16 de outubro de 2014, por meio do qual se noticiou que o então vereador relatou casos de supostos abusos de autoridade perpetrados pelo comando do 12º Batalhão da Polícia Militar a um deputado estadual, assim como se veiculou, no grupo  “Rocam Mossoró”, da rede social “whatsapp”, matéria intitulada “Soldado Jadson denuncia perseguição contra diretores da Apram no 12 BPM”.

Afirmou que não possui nenhuma condenação em processo administrativo ou judicial por abuso de autoridade e que o réu, utilizando-se da qualidade de vereador, difundiu informações inverídicas acerca de sua pessoa, as quais, caso verdadeiras, deveriam ter sido denunciados ao Ministério Público, a quem cabe o poder investigatório.

Decisão

Quando analisou a matéria, o magistrado considerou que ficou incontroverso que o vereador de Mossoró, exprimiu opiniões e informações acerca da conduta do autor da ação, à época comandante do 12º BPM, em veículos de comunicação.

Mediante análise das provas anexadas aos autos, ele julgou que, apesar das manifestações contra o autor terem sido proclamadas em jornais e blog, não guardam relação com o mandato de vereador.

“Quando o parlamentar municipal optou por atacar a pessoa do autor, alegando ser autoritário, assediador e perseguidor, em virtude de seu ego ‘militarizado e arcaico’, aplicando punições aos militares que se alimentam antes dele, atacando-o pessoalmente, chamou para si a responsabilidade pelo que declarou, abrindo mão da imunidade, uma vez que não se limitou a tecer críticas, mas emitiu juízos de cunho pessoal sobre a conduta do demandante, atribuindo-lhe, inclusive, a prática de crimes”, explicou.

Segundo o juiz, não é a imprensa o meio adequado para se imputar irregularidades a funcionários no cumprimento de suas funções.

Estas devem ser noticiadas à autoridade competente para que sejam devidamente apuradas. “Nesta senda, resta imperioso, pois, o dever de indenizar à título de danos morais, pois comprovada a desvinculação das assertivas apregoadas com a função pública eletiva do demandado, também sendo perceptível o excesso e a desnecessidade do teor das imputações”, decidiu.

Processo nº 0803178-75.2015.8.20.5106
Fonte: TJRN