Funcionário de Henrique Alves citado por Funaro pode ser o mesmo que teve mala de dinheiro roubada em 2013

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Henrique Alves e seu inseparável primo Garibaldi Alves

Em 2013, um funcionário do gabinete do então presidente Câmara, Henrique Eduardo Alves, teve uma mala roubada com R$ 100 mil após ser fechado por um carro em um bairro em Brasília.

Wellington Ferreira da Costa relatou à Polícia Civil na época que, depois de seu carro colidir com o veículo que o fechou, foi abordado por pessoas se dizendo ser policiais que levaram a mala.

Poderia ser só uma história antiga, não fosse a coincidência com relatos feitos por Lúcio Funaro em seu acordo de delação premiada, homologada na semana passada por Edson Fachin.

Segundo Funaro, Henrique Eduardo Alves também recebia um percentual nas operações envolvendo a vice-presidência da Caixa comandada por Fábio Cleto, a quem apoiava politicamente. Quem buscava os valores do peemedebista era um funcionário seu chamado “Wellington ou Norton”, segundo relatou o Funaro.

Pode ser só uma coincidência. Mas parece que Henrique Eduardo Alves terá novos esclarecimentos a dar sobre os fatos.

Fonte: O Globo – Juliana

Com presença de Temer, Raquel Dodge toma posse nesta segunda

Agência Brasil

A nomeada procuradora-geral da República, Raquel Dodge, toma posse nesta segunda-feira (18), às 8h. Ela substitui Rodrigo Janot, que deixa o cargo após quatro anos na chefia do Ministério Público Federal (MPF). Inicialmente, a posse estava prevista para às 10h30, mas o horário foi alterado para garantir a presença do presidente da República, Michel Temer, na cerimônia.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Temer presidirá a posse da nova procuradora. A cerimônia acontecerá na sede da PGR, em Brasília.

De unha encravada a depressão: a rotina dos presos da Lava-Jato no Rio

José Lucena/Futura Press/Folhapress - 10/7/2017Por Ítalo Nogueira | Folhapress

RIO DE JANEIRO  –  Luiz Carlos Velloso, Marco Antônio de Luca, Miguel Iskin, Wagner Jordão e Álvaro Novis, presos da Lava-Jato no Rio, estavam sentados no ônibus da Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) aguardando transferência do Complexo Penitenciário de Bangu para a cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, quando um novo detento se juntou ao grupo.

Identificando-se como “Catatau de Gardênia Azul”, ele deu um urro de saudação para os presidiários do outro lado da tela de metal que dividia o ônibus em grupos de seis.

“Quem é que tá aí?”, perguntou um dos detentos para “Catatau”. “São os coroas gente boa da Lava-Jato”, respondeu ele. “Bando de filha da puta! É por causa deles que eu roubei e estou aqui!”, retrucou um deles. Por todo o trajeto, os detentos da Lava-Jato foram ouvindo ofensas.

O contratempo foi um dos momentos de tensão vividos pelos presos no sistema penitenciário do Rio.

A passagem do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e seus supostos comparsas por Bangu foi repleta de suspeitas de regalias. Imagens do circuito interno mostravam livre trânsito deles pela unidade. Para o Ministério Público Federal, os benefícios cessaram em Benfica.

Ainda assim, a vida dentro do sistema para alguns não foi fácil. Um dos que mais sofreram foi Miguel Iskin, preso três dias após uma cirurgia no fêmur. O empresário, acusado de superfaturar equipamentos médicos, tinha dificuldades para realizar movimentos simples, como sentar-se ou trocar de roupa.

Iskin encontrou no empresário Eike Batista uma espécie de escudeiro. O fundador do grupo X passou a auxiliá-lo nas tarefas básicas diárias, como se vestir.

Eike, atualmente em prisão domiciliar, passou a dividir cela com Iskin em Bangu após deixar o espaço que dividia com Wagner Jordão Garcia. Pediu para trocar de cela temendo ser “contaminado” pela depressão profunda do ex-assessor da Secretaria de Obras, responsável por recolher a propina da pasta.

Em Bangu, Eike também teve outras surpresas. Era frequente chegar a ele cartas de amor de presas desconhecidas do presídio feminino Nelson Hungria.

Unha encravada

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Conselho da JBS indica patriarca dos Batista como CEO

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José Batista Sobrinho fundador da JBS

Por Francisco Goes e Graziella Valenti | Valor

RIO E SÃO PAULO  –  O conselho de administração da JBS aprovou na noite de ontem a indicação de José Batista Sobrinho, o patriarca da família Batista, para presidir a gigante de alimentos, em substituição a seu filho, Wesley, preso desde a última quarta-feira.

A indicação deve ser informada ainda hoje em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Batista Sobrinho, o fundador do frigorífico, com mais de 80 anos, terá um mandato de dois anos. Nesse período, a família quer preparar o filho de Wesley, Wesley Batista Filho, hoje com 26 anos, para assumir o negócio.

O BNDES, que vinha pressionando pela saída de Wesley, concordou com a indicação do fundador para diretor-presidente, que foi aprovada por unanimidade no conselho de administração em reunião na noite de ontem. Mas o banco de fomento prefere que haja um processo para selecionar um executivo profissional para o posto depois disso.

Wesley Filho passará a ser diretor estatutário, sem designação específica, compondo um trio de executivos que dará suporte ao fundador Batista Sobrinho. Esse trio contará ainda com Gilberto Tomazzoni, diretor de operações, e André Nogueira, diretor da JBS Global. Gilberto Xandó permanece no conselho de administração, mas sem função executiva na JBS.

A família chegou a se pensar na indicação de Wesley Filho agora, conforme diculgado na última sexta-feira, mas o conselho avaliou que não era o momento.

A indicação dele, na visão do BNDES, representaria a perpetuação do conflito de interesses que o banco já havia identificado e que o levou a pedir o afastamento de Wesley. Já o patriarca é percebido como alguém que atuará no melhor interesse da companhia e que, por sua idade avançada, não se perpetuará na função, preparando uma sucessão.

Após ser proibida em Jundiaí, peça com Jesus trans é ovacionada em Rio Preto

Resultado de imagem para “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do CéuDo G1:

Centenas de pessoas foram ao teatro do Sesc de São José do Rio Preto (SP) para assistir à peça que traz Jesus interpretado por uma atriz transgênero na noite de sábado (16). A apresentação foi realizada um dia depois da Justiça proibir a encenação da peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, no Sesc de Jundiaí.

Ao final da apresentação, que o G1 acompanhou, o público ovacionou a atriz Renata Carvalho e aplaudiu de pé por mais de um minuto.

“A atriz é sensacional. A peça representa a realidade no Brasil. Nós não podemos deixar este assunto passar em branco. São trans, homossexuais e demais grupos que são oprimidos por pessoas conservadoras”, afirma Beatriz Menes Soares.

Antes da peça começar, foram distribuídos pequenos cálices de vinho e uma vela, para promover a ambientação do público.

Com pouco mais de uma hora, o monólogo da atriz retoma os ensinamentos da Bíblia a fim de valorizar mulheres, homossexuais, garotas de programa, negras e transgêneros.

Temer, Padilha e Moreira evitam contato com a família de Geddel

O presidente Michel Temer e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha até queriam fazer um afago na família de Geddel Vieira Lima, preso na Papuda após a Polícia Federal recolher R$ 51 milhões em malas num bunker em Salvador.

Eles temem que qualquer aproximação seja interpretada pelos investigadores da Lava Jato como uma tentativa de obstruir a Justiça. Nunca é demais lembrar que Geddel pode complicar bastante a situação do trio em caso de delação premiada.

Deputado vai propor título de persona non grata para procuradora do Ministério Público do Trabalho

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Deputado Nelter Queiroz (PMDB)

Chega a informação ao Blog do Primo que o deputado estadual Nelter Queiroz vai apresentar nesta semana na Assembleia Legislativa uma proposta para conceder um título de persona non grata à procuradora do Ministério Público do Trabalho Ileana Neiva Mousinho.

O deputado justifica sua propositura levando em consideração o clima de terror que a senhora procuradora está criando no interior do RN em razão de mover uma Ação Civil Pública na Justiça do Trabalho contra o Grupo Guararapes que poderá desativar toda cadeira produtiva das facções de confecções no RN desempregando 4.300 pessoas.

Persona non grata é uma expressão latina, cujo significado literal é “pessoa não agradável”, “não querida” ou “não bem-vinda”.

Outros deputados já estão procurando o deputado Nelter Queiroz para subscreveram à propositura.

Flávio Rocha volta a atacar com força procuradora do Ministério Público do Trabalho:

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Procuradora Ileana Neiva

O empresário Flavio Rocha, através do seu perfil do Instagram voltou a fazer duras criticas à procuradora do Ministério Público do Trabalho, Ileana Mousinho. Flávio Rocha acusa a procuradora de “perseguir” sua empresa e com isso fazer mal aos trabalhadores das facções que estão perdendo empregos.

Flávio disse que a procuradora, por causa da perseguição, obrigou o Grupo Guararapes a abrir novas fábricas em outros estado e países.

 

 
Vídeo dramático de uma costureira mãe de família pedindo para manter seu emprego, demostra o sofrimento e medo que estão passando os trabalhadores das facções:

Alimentos podem ter 1ª deflação anual desde 2006

Estadão Conteúdo

Com as recentes quedas nos preços de alimentos, economistas já preveem que o conjunto de preços de alimentação no domicílio, que representa pouco mais de 16% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), termine 2017 no nível mais baixo desde o Plano Real. A oferta abundante por causa da safra inédita de grãos é a principal explicação.

Depois de fechar com altas de 10,38% em 2015 e de 9,4% em 2016, o segmento de alimentação no domicílio deve terminar o ano negativo, podendo ficar entre -3% e -4%, segundo analistas. A última vez que houve deflação nessa categoria foi em 2006, de -0,13%, o resultado mais baixo da série do IBGE, iniciada em 1994. Esse cenário contraria a estimativa mais otimista do início do ano, de alta de 2%. O câmbio comportado também vem permitindo cenário mais favorável para os preços de alimentos e, em magnitude menor, a recessão e até a crise deflagrada pela JBS.

Para alguns, esse resultado pode fazer o IPCA fechar o ano abaixo de 3%, a banda inferior da meta de inflação (4,5%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo). Essa marca seria a menor desde 1998 (1,65%). A forte deflação esperada para a categoria de alimentos em casa, que recuou 5,19% em 12 meses até agosto, deve influenciar outros preços. O feijão carioca caiu 28% de janeiro a agosto. O arroz, que subiu 16,16% em 2016, já recuou 8,58% neste ano.

Retração

O economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otavio Souza Leal, vê bastante chance de a inflação terminar abaixo de 3% em 2017, embora sua projeção atual seja de 3,10%. Ele estima uma deflação de 3,7% em alimentação no domicílio, número que não tinha em suas planilhas no começo do ano.

Para o economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira, a “inércia boa” trazida pela forte deflação de alimentos no IPCA acumulado em 12 meses deve perdurar nos outros preços da economia, puxando a inflação toda para baixo.

O próprio Banco Central (BC), afirmou, na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês, que “essa queda intensa dos preços de alimentos constitui uma substancial surpresa desinflacionária”. Segundo a ata, o recuo do grupo responde por parcela relevante da diferença entre as projeções de inflação para 2017 e a meta de 4,5%. Em 12 meses até agosto, o IPCA acumula 2,46%.

Dodge escanteia Telles da Lava Jato

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Telles está fora da Lava Jato e deverá ir para uma “missão especial” longe do RN

Raquel Dodge já interferiu com força no Ministério Público Federal do RN, sabendo que o procurador Rodrigo Telles é pessoa de total confiança do grupo de Janot, e que o dito cujo é suspeito de perseguir o senador José Agripino, a nova procuradora-geral da República já passou a caneta afastando Telles.

Segundo uma fonte do soldado Vasco, o procurador Telles poderá ser designado para uma “missão espacial” junto ao Ministério do Meio Ambiente para acompanhar alguns procedimentos em reservas naturais na amazônia, mais precisamente na Reserva Nacional do Cobre e Associados.

A Revista Época, deste final de semana, disse que Agripino  incomodado com a atuação de Telles, pediu a cabeça dele a Janot no começo do ano, segundo o procurador-geral comentou com três interlocutores após o contato do senador.  Recentemente, já escolhida por Temer como substituta de Janot, Raquel Dodge anunciou como seu vice o procurador Luciano Maia, primo de Agripino.

Minuta de portaria a ser publicada por Raquel Dodge trocando a equipe da Lava Jato na PGR (Foto: Reprodução)
Minuta de portaria a ser publicada por Raquel Dodge trocando a equipe da Lava Jato na PGR (Foto: Reprodução)

Até, sexta-feira (17), Telles e Fernando Antonio de Alencar acreditavam que continuariam  na Lava Jato. Souberam que estavam fora em razão do vazamento das portarias com a exclusão deles. Após o vazamento, José Alfredo informou a Telles que “havia resistência” ao nome dele, sem dar detalhes.

“Existem estruturas estatais caras e inúteis; o Ministério Público do Trabalho é pior que isso”, disparou Flávio Rocha comentando matéria do Blog do Primo

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Empresários do Grupo Guararapes Nevaldo Rocha e seu filho Flávio Rocha são os maiores empregadores do RN

O ex-deputado federal e maior empresário do RN, Flávio Rocha, não tem poupado críticas ao Ministério Público do Trabalho no RN. As declarações são motivadas pela iniciativa do Ministério Público do Trabalho em mover uma Ação Civil Pública multando o Grupo Guararapes em R$ 38 milhões alegando ilegalidade na contratação de serviços de confecções aos empresários facciosistas do interior do RN.

Ao comentar post do nosso modesto mais independente Blog do Primo, Flávio classificou o MPT como “caro e inútil”, ainda disse que é uma instituição “nociva” e que “quanto mais Ministério Publico do Trabalho, mais desemprego e menos prosperidade”.

Foi a declaração mais dura já vista contra o MPT no Brasil. Existe um grande movimento no Brasil para acabar com a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho  que são considerados caros e servem apenas para travar a geração de empregos, é o que dizem os partidários da extinção numa reforma legislativa que deverá ser apresentada no Congresso Nacional. O deputado Federal Rogério Marinho tem sido o grande defensor da tese em Brasília. cropped-cropped-cropped-Blog-logo1.png

FR MPU 2 FR MPT 3

“Não posso admitir juiz em filme com tapete vermelho, emitindo nota para imprensa…”, diz ministro do STJ

Publicado no Conjur

O Ministério Público e a polícia usam a imprensa com o intuito claro de criar pano de fundo favorável à acusação em processos e para defender projetos de lei absurdamente imorais, aproveitando-se da sanha acusatória que toma conta do país. Com isso, qualquer um que discorde dos órgãos de acusação é tachado como inimigo, cúmplice de bandido e favorável à corrupção.

A constatação é do ministro Sebastião Reis, do Superior Tribunal de Justiça, que fez duras críticas à omissão das instituições em relação ao que classifica como “vazamentos seletivos” de processos. “Vejo o Ministério Público, que prega e defende a tolerância zero, silenciando quando procedimento sigiloso é tornado público”, afirma.

Em palestra organizada pelo Instituto Victor Nunes Leal, ele afirmou que há um silêncio “assustador” em órgãos que deveriam protestar contra essa atuação, mas se calam e, pior, muitas vezes aplaudem e incentivam esse tipo de procedimento. “Vejo a Ordem dos Advogados do Brasil se calando e em várias oportunidades pedindo que documentos ocultos sejam tornados públicos”, discursou, aplaudido por todos os presentes, entre eles, os ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal Cezar Peluso, Ayres Britto e Sepúlveda Pertence.

Ele lamentou que esse tipo de prática também esteja presente no Judiciário e citou casos em que tornam público um documento porque ele já foi divulgado de forma informal. “É um contrassenso, pois dizem que não adianta preservar como oculto algo que já foi noticiado, mas nenhuma atitude é tomada em relação ao vazamento, [nem para investigar] quem é o responsável ou, ao menos, medidas para complicar, controlar esse tipo de situação”, observou.

A omissão das instituições, apontou, levou o Brasil a uma situação absurda, onde as pessoas precisam ter coragem para defender o que acham justo. A presunção de inocência, segundo ele, acabou. E um dos motivos disso é uso indevido da mídia por instituições. “Quem é exposto na imprensa, independente se de maneira justa ou injusta, do dia para noite está condenado”, lamentou.

Ele acredita que a internet piorou esse quadro: “Os sites nunca mais vão apagar qualquer tipo de investigação que houve contra você. Se digitar o nome da pessoa, vai aparecer. E eventuais desmentidos, conclusões negativas em processo, são divulgadas de forma fria, gélida até a contragosto, sem ocupar o mesmo espaço da ocasião da acusação.”

É estranho um país onde se lê reportagens sobre a aprovação pública dos ministros da corte constitucional, afirmou. Para Reis, isso é prejudicial para o devido processo legal, porque parece que o juiz deve decidir pensando no que a população vai achar da decisão, na repercussão positiva, em vez de exercer a função com consciência e decidir de acordo com o que entende.

Magistrados no tapete vermelho

O ministro, que compõe a 6ª Turma do STJ, responsável por processos criminais, se disse chocado com uma cena que viu no STF recentemente, onde repórteres faziam fila na porta da assessoria para obter informações sobre “alguma dessas famosas lista”.

“Conversando com advogados, eles diziam que não haviam tido acesso e a única forma para conseguir aquilo era pedindo a um repórter, porque no tribunal não era possível. É nesse mundo que vivemos. Essa situação que poucas vozes ousam questionar e quem o faz certamente será massacrado, tachado de bandido”, frisou.

Hoje em dia, não é mais necessário ter coragem para prender alguém, mas para absolver um inocente, criticou. Ao lembrar de seu pai, Sebastião Reis, um dos 70 primeiros juízes federais do país, ele disse que os tempos atuais “são loucos”. “Não estamos mais no tempo dele, quando juízes falavam nos autos e evitavam maior contato com a imprensa”, afirmou.

Reis reconhece que há a necessidade de o magistrado se comunicar com a imprensa, participar de eventos, mas afirmou que é preciso fazê-lo com responsabilidade. “Não posso admitir e concordar com juiz emitindo nota para a imprensa, vídeos na internet, filme com tapete vermelho, dando entrevista para falar não de casos que poderá vir a apreciar, mas de casos que já está examinando naquele momento”, criticou.

E, nesse contexto, há situações em que o magistrado se vê obrigado a “ser parceiro da imprensa” para ter apoio e não ser objeto de critica. “Assim, o juiz começa a decidir de acordo com o que o povo quer ouvir, no que a imprensa quer ouvir, naquilo, vamos dizer, chamado de politicamente correto, mesmo que não seja o que está imposto na lei, não reflita o que está no processo”, pontuou.