Lula diz que está ‘perdoando os golpistas’ e trará democracia de volta

O ex-presidente Lula, durante evento do PT na praça da Estação, no centro de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Termina a caravana de Lula pelo Estado de Minas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que está “perdoando os golpistas” e que é perseverante para “virar o jogo e trazer a democracia de volta”.

“Estou perdoando os golpistas que fizeram essa desgraça no país”, disse em referência a Juscelino Kubitschek, que perdoava os militares após tentativas de derrubá-lo.

Lula discursou em Belo Horizonte, onde encerrou nesta segunda (30) sua caravana por Minas Gerais. Durante oito dias, ele percorreu 20 cidades pelo interior do Estado.

Afirmando ter convicção de que é possível recuperar o país, ex-presidente voltou a defender um referendo revogatório e a democratização dos meios de comunicação.

“Se o PT não tiver alternativa, se a esquerda não tiver alternativa, eu posso voltar a ser candidato”, afirmou.

A defesa da ascensão da classe média e dos programas na área de educação pautaram o discurso do petista.

Lula também criticou as medidas do presidente Michel Temer (PMDB), afirmando que ele “praticou um aborto no futuro do país”.

Disse ainda que se houve corrupção na Petrobras, a solução não é “destruir a empresa porque quem paga é o Brasil”.

O petista voltou a atacar as denúncias de corrupção contra ele e dizer que quer um pedido de desculpas. “Eu e Marisa [Letícia, sua mulher] não nascemos para roubar.”

Presente no ato em BH, a ex-presidente Dilma Rousseff foi bastante aplaudida aos gritos de “volta, querida”.

Dilma afirmou que a Justiça está sendo usada como “forma de combate político sem fundamento”. Ela disse ser uma contradição uma “presidente correta e honesta, que não cometeu crime nenhum, ser afastada por um impeachment fraudulento” enquanto políticos “golpistas” governam.

“Vamos barrar esse golpe parlamentar comprado com dinheiro da corrupção, que está desorganizando o país e levando o caos entre os Poderes”, disse.

Funaro chora ao falar de delação e diz que Temer sabia de esquema do PMDB

À Justiça Federal, o corretor de valores e delator Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB, afirmou que o presidente Michel Temer (PMDB) tinha conhecimento do suposto esquema de propina na Caixa Econômica e disse que o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) distribuía dinheiro de propina a aliados.

Funaro prestou depoimento na 10ª Vara Federal de Brasília. O delator é réu no processo em que Cunha e Alves são acusados de participar de um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal para liberação de recursos do FI-FGTS, fundo de investimento da estatal.

Em um momento da audiência, realizada na sexta-feira (27), o corretor falou com voz embargada, aparentando segurar o choro. “Minha irmã foi presa, meu irmão foi quase preso. Minha vida se transformou num inferno. Não tive outra opção”, disse.

“Eu não quero mais passar por isso. Faz um ano e meio que não vejo meu pai”, afirmou o delator. “Não tenho coragem de pedir para ele vir me visitar.”

Questionado pelo representante do Ministério Público Federal sobre quem do PMDB tinha conhecimento do esquema da Caixa, Funaro citou o presidente Michel Temer, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

“Esse grupo maior do PMDB na Câmara sabia desse esquema que envolvia Fábio Cleto?”, perguntou o procurador Anselmo Lopes.

“Geddel com certeza [sabia], o Lúcio, irmão do Geddel, com certeza, Henrique Alves, Michel Temer, Moreira Franco, Washington Reis”, respondeu Funaro.

Funaro também apontou a participação do ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) no esquema na Caixa.

“Entreguei pra ele [Alves] mesmo, nas mãos dele em São Paulo”, disse. “Eu tenho certeza que ele [Cunha] repassou dinheiro para o Henrique Alves”, afirmou o delator, respondendo a perguntas do juiz Vallisney de Oliveira.

Funaro afirmou ter entregue em uma ocasião cerca de R$ 150 mil reais pessoalmente a Alves num hotel em São Paulo e disse também ter emprestado um avião particular para que um funcionário do ex-ministro levasse uma mala com cerca de R$ 5 milhões de reais que seria utilizado na campanha de Alves ao governo do Rio Grande do Norte.

A defesa de Henrique Alves afirma que não há provas contra o ex-ministro.

A denúncia contra Cunha e Alves teve como base as investigações da Operação Sepsis. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), entre os anos de 2011 e 2015, o então deputado Eduardo Cunha atuou em um esquema de cobrança de propina a empresas beneficiadas pela Caixa Econômica Federal e ao FI-FGTS.

O esquema teria contado com a participação de Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Loterias da Caixa Econômica Federal que posteriormente assinou um acordo de delação premiada.

Além de Cleto, Cunha e Alves, também foram denunciados no processo o corretor Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB, e o empresário Alexandre Margotto.

Cleto, Funaro e Margotto, réus nesse processo, firmaram acordos de colaboração premiada com a Justiça.

Eduardo Cunha tem negado o envolvimento em qualquer prática ilegal. A defesa de Henrique Alves afirma que não há provas contra ele. A defesa de Temer e Moreira Franco negam a participação no suposto esquema de propina do PMDB.

Em manifestação na Câmara dos Deputados, o advogado de Temer, Eduardo Carnelós, e o do ministro Moreira Franco, Antonio Sergio Pitombo, criticaram a denúncia apresentada contra o grupo do PMDB na Câmara e afirmaram não haver provas de irregularidades.

Em nota, o advogado Gamil Föpel, que representa Geddel e Lúcio Vieira Lima, afirmou que as declarações de Funaro são “vazias e inverídicas”, que o ex-ministro –atualmente preso em Brasília– “jamais participou de qualquer irregularidade na gestão da Caixa e nem em qualquer outro órgão público que tenha integrado”, e que o deputado federal tem “conduta proba e lícita”.

A reportagem não conseguiu entrar em contato o deputado Washington Reis (PMDB-RJ).

Questionada a respeito das declarações de Funaro, a Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou, por meio de nota, que “o presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos, ainda mais partindo de um delator que já mentiu outras vezes à Justiça”.

 

Câmara omite Cunha e Henrique Alves da galeria de ex-presidentes

Vazio duplo: atualização da galeria de ex-presidentes da Câmara parou no petista Marco Maia

POR FÁBIO GÓIS

CONGRESSO EM FOCO

Presos em desdobramentos da Operação Lava Jato, os ex-deputados peemedebistas Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Eduardo Alves (RN), ambos do PMDB, até hoje não constam da galeria de fotos de ex-presidentes da Câmara fixada na parede contígua à entrada principal do plenário. E não foi por falta de tempo para a inclusão das respectivas fotografias: Henrique Alves comandou a Casa até janeiro de 2015. Já Cunha – que, em maio de 2016, foi afastado das funções pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – deixou definitivamente o posto em setembro do ano passado, quando foi cassado por seus pares.

A fotografia mais recentemente fixada na galeria é a do deputado Marco Maia (PT-RS), que presidiu a Câmara no período imediatamente anterior à gestão Henrique Alves, entre 2011 e 2012. Estão no painel, por exemplo, nomes como os dos também peemedebistas Michel Temer, presidente da Câmara entre 2009 e 2010, e Ulysses Guimarães, principal líder político da Assembleia Nacional Constituinte, colegiado que concebeu a Constituição de 1988. Relativa ao período republicano (1889 em diante), a linha do tempo é completada em outro quadro de fotos, posicionado na parede oposta e referente ao período do Brasil imperial.

Não há qualquer menção, no conjunto de normas da Casa, sobre os procedimentos de atualização das galerias. A responsabilidade pela instalação, que tem caráter histórico e permanente, é da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Câmara – que passou a ser chefiada por um deputado, de maneira inédita, justamente na gestão Cunha, segundo projeto de resolução aprovado em plenário em março de 2015. Na ocasião, o escolhido foi Cléber Verde (PRB-MA), então aliado do peemedebista que tirou a chefia do órgão das mãos de um servidor de carreira. O deputado Márcio Marinho (BA) mantém o nicho administrativo nas mãos do PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

A manutenção da galeria presidencial, em tese, seria responsabilidade do departamento correspondente. Já o abastecimento do conteúdo, como indica o próprio site da Câmara, cabe ao Centro Cultural da Câmara, departamento subordinado à Secom. De natureza administrativa, a questão não é assunto para deputados ou para o arcabouço normativo do Regimento Interno da Câmara, que concentra questões pertinentes ao processo legislativo.

“Ao Centro Cultural Câmara dos Deputados compete tratar dos aspectos relacionados ao planejamento, coordenação, orientação, direção, supervisão, produção, curadoria e controle dos assuntos relativos:  à historiografia parlamentar e à história da arte; à museologia e à museografia; às exposições históricas e institucionais que tratam das atividades da Câmara dos Deputados e da produção legislativa […]“, diz texto sobre a estrutura da Secom.

 

Galeria de fotos está instalada na parede ao lado da entrada principal do plenário

 

Servidores da cúpula do Congresso comentam o assunto entre si e especulam sobre as razões da desatualização, uma vez que não há qualquer posicionamento formal. Um deles, ouvido informalmente pelo Congresso em Foco, diz que se trata de um caso de “desleixo funcional”. Outro servidor pesquisou sobre a manutenção da galeria e constatou que a mais recente atualização foi, como demonstra a foto, a que exibe Marco Mais como último presidente.

A secretaria foi procurada pela reportagem para explicar a não fixação das fotos e prometeu encaminhar à redação um posicionamento oficial da Câmara. Este site publicará a manifestação da Casa tão logo ela seja apresentada.

Encrencados

Cunha e Henrique Alves estão entre os membros do chamado “quadrilhão do PMDB”, apelido dado pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot ao grupo de políticos do partido acusados por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo relatório da Polícia Federal, Temer tinha “poder decisório” no grupo, que ocupava altos postos na administração pública, em diretorias de estatais como Caixa Econômica Federal e Furnas Centrais Elétricas.

Condenado a mais de 15 anos de prisão, Cunha mantinha dinheiro ilícito em contas secretas na Suíça, como revelou uma das frentes de investigação conduzidas no âmbito da Lava Jato. Acusado de mentir na CPI da Petrobras, em 2015, onde depôs voluntariamente seis dias após seu nome aparecer entre os investigados da operação, o peemedebista respondeu por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara.

Com base na denúncia da PGR e na descoberta das contas secretas na Suíça, o Psol e a Rede entraram com representação pedindo a cassação do mandato de Cunha. Em seu depoimento à CPI da Petrobras, Cunha negou possuir contas no exterior. Pelas regras da Casa, mentir ou omitir dados sobre declaração de renda é considerado quebra de decoro parlamentar. O peemedebista está preso desde outubro de 2016.

Já Henrique Alves, preso desde junho passado, foi alvo da operação Sépsis, que apurou irregularidades na Caixa Econômica Federal. Ainda sob investigação, ele é suspeito de participar de esquema de superfaturamento nas obras do estádio Arena das Dunas, em Natal (RN). Como este site mostrou no dia da prisão, o deputado exerceu o mandato de deputado federal por 44 anos ininterruptos e, entre outras acusações, responde por enriquecimento ilícito.

Só uma vereadora compareceu à missa celebrada pelo aniversário de Raniere Barbosa

A missa celebrada para comemorar o aniversário do vereador e presidente da Câmara Municipal de Natal, Raniere Barbosa, afastado judicialmente por suspeita de integrar uma organização criminosa que supostamente desviou recursos da Prefeitura de Natal, não foi das mais concorridas.

Dos seus 28 colegas vereadores apenas a vereadora Eubiane Macedo compareceu..

Nem o vereador Cícero Martins, seu grande defensor foi rezar pelo seu colega investigado e acusado pelo Ministério Público.

A vereadora presente fez questão de registrar em rede social sua presença e amizade por Raniere.

 

Defesa recorre ao STF para evitar transferência de Cabral para presídio federal

Agência Brasil

A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral recorreu hoje (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar a sua transferência para o presídio federal em Campo Grande.

Na petição, os advogados pedem que Cabral continue preso na unidade prisional de Benfica, no Rio de Janeiro, e afirmam que a transferência pode colocar a segurança do ex-governador em risco. O mesmo pedido já foi rejeitado por todas as instâncias da Justiça.

“Aliado a tudo isso está o fato de que o presídio federal eleito para receber o paciente, em Mato Grosso do Sul, abriga dez criminosos oriundos do Rio de Janeiro, dentre os quais certamente estão alguns dos meliantes para lá transferidos por iniciativa ou provocação do próprio paciente”, argumenta a defesa.

 

Leilões do pré-sal arrecadaram R$ 198 bi acima do projetado, diz ministério

Leilões do pré-sal arrecadaram R$ 198 bi acima do projetado, diz ministério

Estadão Conteúdo

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Márcio Felix, afirmou que a segunda e terceira rodadas de partilha da produção, realizadas na última sexta-feira, 27, vão gerar uma arrecadação R$ 198 bilhões superior à esperada. Em palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV), ele não informou, no entanto, se a arrecadação é exclusiva ao lucro óleo, que representa o ganho do governo com a produção em 30 anos de produção.

Número semelhante foi apresentado no evento pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone. Ele disse que a projeção era de arrecadação de R$ 400 bilhões, mas com o ágio médio superior a 200% sobre o lucro óleo, a arrecadação passará para R$ 600 bilhões.

Em sua palestra, Felix informou ainda que nos próximos dias o governo vai fechar uma nova agenda de melhorias regulatórias para o crescimento do setor. Entre elas, citou o fim das discussões com a Petrobras sobre a cessão onerosa, para que o excedente seja leiloado. “A ANP deve se pronunciar nos próximos dias sobre a cessão onerosa”, afirmou.

Ele informou também que o governo vai “enfrentar a discussão sobre o desenvolvimento do não convencional (folhelho) no Brasil”. ONGs ambientais resistem a esse tipo de projeto e têm recorrido à Justiça para evitá-lo no País.

Mais bronca para os Alves: Procuradoria vê fraude em obra de cidade de 27 mil habitantes para Henrique Alves

Resultado de imagem para Aluízio Dutra
Aluízio Dutra e Henrique Alves

Estadão Conteúdo

O Ministério Público Federal, no Rio Grande do Norte, suspeita de fraude em licitação de obras da cidade de Nísia Floresta, a 50 quilômetros de Natal. Recursos federais teriam sido desviados em favor de empresas de parentes da mulher do ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB – Governos Dilma e Temer/Turismo). Nísia Floresta tem uma população estimada em 27 habitantes, segundo o IBGE.

Na quinta-feira, 26, a Polícia Federal vasculhou o gabinete do secretário municipal de Planejamento e Finanças da Prefeitura e também o setor de licitação.

Laurita Arruda e Andressa de Azambuja Alves Steinmann, mulher e filha do peemedebista, foram alvo de buscas da Operação Lavat, desdobramento da Manus – que, em 6 de junho, prendeu o ex-ministro.

Três assessores de Henrique Alves foram presos pela Polícia Federal – Aluízio Henrique Dutra de Almeida, Norton Domingues Masera e José Geraldo Moura Fonseca Jr.

Monitoramento telefônico apontou, segundo a Procuradoria da República, “tratativas de Aluízio Dutra, possivelmente no interesse de Henrique Alves, para direcionamento de licitações referentes a obras do município de Nísia Floresta, baseadas em recursos federais, em favor de empresa de parentes de Laurita Arruda”.

O Ministério Público Federal define Dutra como “o principal auxiliar de Henrique Eduardo Lyra Alves no Rio Grande do Norte”.

“No decorrer do monitoramento telefônico, verificou-se a atuação de Aluízio Dutra de Almeida no direcionamento de licitações do município de Nísia Floresta em favor da empresa Conarte Projetos, Construções e Serviços Ltda., constituída em nome de Rafael Vieira Arruda Câmara e Rodrigo Vieira Arruda Câmara, primos da esposa de Henrique Alves, Laurita Silveira Dias Arruda Câmara”, afirmou o Ministério Público Federal em manifestação à Justiça.

“Verificou-se, tanto a partir da análise do celular de Henrique Alves apreendido na “Operação Manus como em interceptações telefônicas, que Aluízio Dutra realiza operações de compra e venda de imóveis no interesse de seu patrão, com provável finalidade de ocultação patrimonial.”

Segundo os investigadores, no celular de Henrique Alves, apreendido na Manus, “já haviam sido encontradas mensagens que tratavam da atuação do ex-parlamentar na liberação de recursos federais, especialmente do Ministério do Turismo, para o município de Nísia Floresta”.

O Ministério Público Federal apontou que “dados obtidos em afastamento de sigilo telemático confirmaram forte atuação de Aluízio Dutra de Almeida perante Nísia Floresta, tendo-se constatado vários e-mails dele tratando de obras e licitações envolvendo recursos federais em tal município”.

A Procuradoria destacou “uma das conversas de Aluízio Dutra”. O diálogo teria ocorrido com “o pregoeiro de Nísia Floresta, Domiciano Fernandes da Silva, um dia antes de uma das licitações, para repasse de orientações”.

“Duas conversas foram por ele travadas com o engenheiro do município, George Ricardo França Farias, para falar sobre empresas que participariam de uma das licitações. Outros diálogos foram por ele mantidos com Jair de Medeiros Rodrigues, sócio de uma das empresas participantes de uma dessas licitações, a Práxis Construtora Ltda., para ajuste espúrio e simulação de competição”, destacou o Ministério Público Federal.

Gasolina sobe em 14 Estados e cai em 12 e no Distrito Federal, diz ANP

O valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros subiu em 14 Estados brasileiros na semana passada, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

Em outros 12 Estados brasileiros e no Distrito Federal houve queda nos preços médios do combustível de petróleo. Na média nacional, houve uma leve queda na semana passada nos postos, de 0,21%, para R$ 3,878 o litro, por conta de recuos em São Paulo e no Rio de Janeiro, grandes mercados consumidores.

Em São Paulo, maior consumidor do País e com mais postos pesquisados, o litro da gasolina caiu 0,49% na semana passada, de R$ 3,692 para R$ 3,674, em média.

No Rio de Janeiro, o combustível saiu de R$ 4,233 para R$ 4,229, em média, entre os períodos, baixa 0,09%.

Em Minas Gerais houve alta média no preço gasolina de 0,81%, de R$ 3,955 para R$ 3,987 o litro.

Maconha entra na mira do setor de bebidas alcoólicas

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Também quer vender maconha

Kristine Owram

A gigante das bebidas alcoólicas Constellation Brands está fazendo uma incursão no ramo da maconha, decisão que estabelece precedente em um setor que se manteve praticamente à margem do boom da erva no Canadá e nos EUA.

A Constellation pagará cerca de 245 milhões de dólares canadenses (US$ 191 milhões) por uma participação de 9,9 por cento na Canopy Growth, empresa canadense que comercializa produtos de maconha medicinal. O acordo desencadeou a maior alta em quase um ano para a Canopy, que é negociada na Bolsa de Valores de Toronto com o código WEED.

A legalização da maconha no Canadá e em um número cada vez maior de estados dos EUA está abrindo um enorme mercado potencial — o que coincide com a desaceleração da demanda por bebidas alcoólicas. Ainda assim, a maconha continua sendo proibida na esfera federal nos EUA, razão pela qual as empresas do país devem avançar com cautela.

A Constellation, que tem sede em Victor, Nova York, afirma não ter planos de vender cannabis nos EUA nem em outros mercados enquanto a erva não for legalizada “por todas as esferas do governo”. Por enquanto, a empresa se limita a identificar mercados com potencial de crescimento, disse o CEO Rob Sands, cuja empresa comercializa a cerveja Corona, a vodca Svedka e outras marcas.

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Inventor diz ter esquartejado jornalista sueca em submarino

A jornalista sueca Kim WallDo UOL, em São Paulo

O inventor Peter Madsen admitiu que foi ele quem esquartejou a bordo de seu submarino a jornalista sueca Kim Wall, desaparecida em meados de agosto e cujos restos apareceram no mar Báltico, informou nesta segunda-feira (30) a polícia dinamarquesa.

Madsen também mudou seu depoimento sobre a morte de Wall, que segundo ele tinha sido provocada pela queda acidental da escotilha do submarino, e assegura agora que ela morreu por intoxicação de monóxido de carbono enquanto ele estava na cobertura do navio.

A polícia dinamarquesa localizou de forma separada nos últimos meses partes do corpo de Wall, vista pela última vez na noite de 10 de agosto a bordo do Nautilus, submarino de fabricação caseira no qual iria entrevistar Madsen, que está em prisão preventiva sob as acusações de homicídio e tratamento indecente de cadáver.

Kim Wall era uma jornalista freelancer que trabalhava entre Nova York e a China. Ela embarcou em 10 de agosto no submarino “Nautilus”, ao lado do próprio inventor Peter Madsen, para fazer uma reportagem.

Seu namorado denunciou o desaparecimento em 11 de agosto. No mesmo dia, Madsen foi resgatado pelas autoridades dinamarquesas em Öresund, entre a costa da Dinamarca e da Suécia, antes do naufrágio do submarino.

A polícia acredita que o inventor provocou o naufrágio do “Nautilus” de modo deliberado. A embarcação foi erguida à superfície e examinada pela perícia.

Em um primeiro momento, Madsen afirmou que a jornalista havia desembarcado na ilha de Refshaleoen, em Copenhague, na noite de 10 de agosto.

10.ago.2017 – Imagem que seria da jornalista Kim Wall ao lado de um homem na torre do submarino particular “UC3 Nautilus”, em Copenhague

Depois de ser detido, ele mudou sua versão e afirmou que Wall havia falecido em um “acidente” e que ele jogou o corpo no mar, na baía de Koge.

Segundo esta versão, ele subiu na ponte, segurando a porta da escotilha de acesso à torre em que Kim Wall estava de pé. Ao escorregar de repente, ele soltou a escotilha de 70 kg que caiu na cabeça da jovem. De acordo com seu relato, o corpo do jornalista estava intacto quando o jogou no mar.

A acusação alega que Madsen matou Kim Wall para satisfazer uma fantasia sexual, depois desmembrou e mutilou seu corpo.

A necrópsia do torso não estabeleceu as causas da morte. Por outro lado, revelou mutilações múltiplas infligidas na genitália da vítima.

Filmes de mulheres decapitadas

Filmes “fetichistas” em que mulheres “reais” eram torturadas, decapitadas e queimadas foram encontrados em um disco rígido em seu estúdio, segundo  a Procuradoria dinamarquesa.

Jens Noergaard Larsen/ Scanpix Denmark e Scanpix/ AFP

Peritos policiais examinam submarino particular UC3 Nautilus

“Este disco rígido não me pertence”, reagiu Peter Madsen, sugerindo que muitas pessoas tinham acesso ao estúdio.

Ele assegurou que não houve relações sexuais entre eles e que seus contatos foram puramente profissionais.

Madsen foi acusado em um primeiro momento de “homicídio por negligência”, antes de ter a acusação reclassificada no dia 5 de setembro para assassinato e ataque à integridade de um cadáver.

A jornalista colaborou com The Guardian e New York Times e era graduada pela Escola Superior de Jornalismo da Universidade de Columbia.

O Nautilus foi inaugurado em 2008. Com 18 metros de extensão, era naquele momento o maior submarino privado do mundo.

Temer recebe alta e vai para a casa

O presidente Michel Temer (PMDB), de 77 anos, deixou o hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, por volta do meio-dia desta segunda-feira, 30. Ao sair, Temer disse que “foi tudo bem”, e que agora vai trabalhar de casa, em São Paulo. No entanto, por recomendação dos médicos, o peemedebista deve permanecer em repouso até quarta-feira, 1, quando está previsto o retorno a Brasília.

temer

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

Cláudio Santos aciona a Justiça, diz o primo Xerife

Por Robson Pires

Embora não tenha lançado em caráter oficial sua candidatura a senador ou a governador, o desembargador Cláudio Costa passou a ser hostilizado nas redes sociais por internautas e fakers que tentam denegrir sua imagem perante a opinião pública.

Cláudio Santos acionou a justiça: “as agressões à minha pessoa e à minha família, de pessoas inescrupulosas e paga pelos canalhas de sempre, serão resolvidas na Justiça. A democracia não comporta esse comportamento ilícito, ainda mais originário de lacaios a serviço do poder dominante”.