Facebook lucra com notícias falsas, golpes e até vírus

Do UOL, em São Paulo

A página parece real: remete a uma empresa conhecida, e as fotos de perfil e de capa condicionam a confirmar a veracidade. O endereço do link parece ser o mesmo, e até um anúncio pago e promovido pela rede social aparece na linha do tempo, aumentando a sensação de legitimidade e segurança. Bastou, no entanto, clicar no link relacionado para saber que nada era verdadeiro, tirando o seu impulso. E quem clicou caiu na pegadinha do conteúdo falso.

O exemplo acima aconteceu com um perfil falso no Facebook que usava a marca e o nome do UOL que foi recentemente retirada do ar. A página foi removida pelo Facebook depois que o UOL a denunciou. O golpe tentava fazer com que o internauta clicasse em uma notícia falsa e, assim, baixasse um vírus a partir de um anúncio.

Fraudes relacionadas a lojas virtuais são ainda mais comuns. Em agosto, uma empresa de segurança online divulgou que golpistas estavam usando uma página falsa da empresa Latam que prometia passagens aéreas grátis para impulsionar uma postagem. Quando clicava, o internauta era remetido para um site fora do Facebook, onde era convidado a colocar seus dados bancários e pessoais e instruído a compartilhar a fraude para ganhar o bilhete, que não existia, causando prejuízo ao internauta. Em julho, uma postagem impulsionada com a promoção “Pinguim – Semana de Ofertas” usou expediente parecido para enganar consumidores que achavam se tratar da loja virtual do Ponto Frio. E por aí vai.

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