Arquivo mensais:maio 2018

Exportadores, indústria de bebidas e outros setores vão pagar mais imposto

Do UOL, em São Paulo

O governo federal oficializou nesta quinta-feira (31) uma série de medidas para cumprir o acordo feito para encerrar a greve dos caminhoneiros. Também foram divulgadas as ações do governo para compensar a queda no preço do diesel. Vão pagar mais impostos as empresas exportadoras, a indústria química e produtores de bebidas, como refrigerantes.

Além disso, diversos outros setores, como lojas de sapatos, empresas de transporte aéreo de carga e de passageiros e de manutenção e reparação de aviões, vão pagar mais tributos com o fim da isenção de impostos sobre a folha de pagamento. A volta da cobrança já foi sancionada pelo presidente Michel Temer na noite de quarta-feira (30) e a expectativa é que renda R$ 830 milhões para os cofres públicos.

Uganda impõe taxa a usuários de WhatsApp e Facebook para ‘coibir fofocas’

BBC

O Parlamento de Uganda aprovou uma nova lei que impõe a cobrança de uma taxa de usuários de redes sociais e aplicativos de mensagem.

Serão cobrados 200 shillings (R$ 0,20) por dia de quem usar serviços como Facebook, WhatsApp, Viber e Twitter.

O presidente Yoweri Museveni defendeu a mudança, argumentando que essas plataformas incentivam a disseminação de fofocas.

A medida entrará em vigor em 1º de julho, mas ainda há dúvidas de como será implementada.

Dívida

A lei criou ainda outras taxas, como a cobrança de 1% sobre o valor total de transações financeiras feitas por celular, o que várias organizações civis dizem que afetará os mais pobres, que raramente usam serviços bancários.

Leia também: Ponte poderá desabar

O secretário de Estado de Finanças, David Bahati, disse ao Parlamento que isso é necessário para ajudar o país a pagar sua crescente dívida pública.

Especialistas no tema e ao menos um dos principais provedores de internet do país questionaram como uma taxa diária sobre redes sociais e aplicativos de mensagem será aplicada.

O governo tem dificuldade de garantir que todos os cartões SIM sejam registrados. E dos 23,6 milhões de assinantes de planos de telefonia celular, apenas 17 milhões usam a internet, de acordo com agência de notícias Reuters.

Portanto, não está claro como as autoridades conseguirão identificar quem acessa esses serviços.

Cada gol de Neymar e Messi renderá 10 mil refeições doadas a ONU

Neymar Jr em coletiva no Paris Saint-Germain

Por EFE

Miami – Cada gol que Neymar e o argentino Lionel Messi em torneios oficiais até março de 2020, a partir da Copa do Mundo, representará um “vale” de 10 mil refeições que serão destinadas para estudantes da América Latina e Caribe.

“Juntos marcaremos gols contra a fome”, é o lema da campanha, assinada pelos dois ex-companheiros de Barcelona.

A iniciativa faz parte da campanha #JuntosSomos10, que a Mastercard iniciou em abril do ano passado, quando anunciou Neymar e Messi como os dois garotos-propaganda em uma chamada por doações de alimentos ao Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA).

“Esperamos que, com esse esforço, haja mais crianças que possam ter a chance de ser camisa 10”, diz declaração conjunta dos dois jogadores, publicada no comunicado de lançamento do projeto.

A empresa de pagamentos eletrônicos será a responsável por doar as refeições ao PMA, a cada vez que Neymar ou Messi balançar as redes. O craque brasileiro se disse “feliz” de participar da iniciativa.

“Sabemos que podemos fazer grandes coisas, quando nos unimos, e isso é um exemplo. Juntos, podemos combater a fome”, garantiu o camisa 10 do Paris Saint-Germain e da seleção comandada por Tite.

A expectativa é conseguir arrecadar 10 milhões de refeições, no prazo de dois anos. Além disso, os interessados em doar à PME, pode fazê-lo através do site da campanha “https://www.mastercard.com.br/pt-br/consumidores/experiencias-ofert as/juntossomos10.html”.

Além disso, cada vez que um usuário usar a hashtag #JuntosSomos10 nas redes sociais, a Mastercard doará refeições adicionais.

Perdas com a greve superam R$ 75 bilhões

Cleide Silva, com colaboração de Márcia de Chiara e Mônica Scaramuzzo

As projeções preliminares de diversos segmentos da economia após dez dias de greve dos caminhoneiros apontam para perdas de mais de R$ 75 bilhões. Em alguns casos, os prejuízos ainda podem aumentar mesmo após o fim do movimento, pois, dependendo do tipo de atividade, a retomada poderá levar de uma semana a 20 dias.

Também há preocupação sobre como será a volta das atividades. “Não sabemos ainda, por exemplo, como será precificado o aumento do frete”, afirma José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). “Dá arrepios só de pensar.”

O setor calcula que deixou de gerar, até agora, R$ 3,8 bilhões, e precisará de duas a três semanas para retomar totalmente as atividades.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) estima que as áreas de comércio e serviços deixaram de faturar cerca de R$ 27 bilhões entre os dias 21 e 28.

“São nítidos os transtornos causados pelo desabastecimento generalizado, que pode provocar danos ainda maiores ao País, como aumento do desemprego, falta de gêneros alimentícios, estoques, baixo fluxo de vendas e prejuízo ao desenvolvimento econômico”, diz o presidente da Fecomércio de Minas Gerais, Lúcio Emílio de Faria Júnior.

Os supermercados contabilizam R$ 2,7 bilhões em prejuízos. Para os distribuidores de combustível, as perdas já atingem R$ 11,5 bilhões.

Volta lenta

Com menos bloqueios nas estradas e a volta, lentamente, do abastecimento de combustíveis, algumas empresas estão retomando operações.

Das 167 unidades produtoras de aves, ovos e suínos que estavam paradas em todo o País, 46 reiniciaram atividades nesta quarta-feira, 30, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). As empresas do setor acumulam prejuízos de R$ 3 bilhões e perderam 70 milhões de aves, mortas por falta de ração. Com parte do abastecimento retomado, a mortandade deve acabar.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a cadeia produtiva da pecuária de corte deixou de movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões.

Os produtores de leite perderam R$ 1 bilhão, parte disso com o descarte de mais de 300 milhões de litros de leite. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) calcula que produtores em geral devem levar de seis meses a um ano para se reestruturarem.

O setor têxtil estima perdas de R$ 1,8 bilhão e, até esta quarta, ainda tinha cerca de 70% das empresas paradas ou prestes a parar. A previsão da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) é de que serão necessários pelo menos 20 dias para que a situação seja normalizada.

Carros

Na indústria automobilística quase todas as fábricas estão paradas desde sexta-feira. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, diz que “a maioria retomará a produção, de maneira gradual, a partir de segunda-feira”. As unidades da Fiat em Minas Gerais e da Jeep em Pernambuco voltam a operar nesta quinta-feira, 31.

A Anfavea não divulgou prejuízos, mas, com base na produção média de veículos em abril, cerca de 51 mil veículos deixaram de ser fabricados. O resultado deste mês poderá interromper uma sequência de 18 meses de alta na comparação interanual.

Até terça-feira as vendas do setor tinham caído 11% em relação a abril (para 192,8 mil unidades), mas ainda devem superar o volume de maio de 2017, de 195,6 mil unidades.

A indústria química soma R$ 2,5 bilhões em perda de faturamento e calcula em dez dias o período para retomada de atividades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Petrobras diz que greve foi encerrada em 95% das unidades

Por Rodrigo Polito | Valor

RIO  –  A Petrobras informou há pouco que suas unidades operacionais estão funcionando normalmente e que a greve, iniciada ontem pela categoria dos petroleiros, já foi encerrada em mais de 95% das unidades.

“Onde ainda é necessário, equipes de contingência atuam e a situação caminha para a normalidade e para o encerramento do movimento”, completou a Petrobras, em nota.

A estatal ressaltou que não há impactos na produção nem risco de desabastecimento

Prefeito Álvaro Dias expõe irresponsabilidade perdulária do ex-prefeito, demitindo 182 cargos nomeados sem concurso por Carlos Eduardo Alves

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Prefeito Álvaro Dias acabou com a politicagem do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

O prefeito de Natal, Álvaro Dias demitiu hoje 182 cargos comissionados nomeados pelo ex-prefeito Carlos Eduardo Alves indicados pelos vereadores em troca de apoio político na Câmara municipal de Natal.

Álvaro Dias que tem confessado que não aceita sinecuras em sua gestão, não admitindo que cargos comissionados não trabalhem ou que não sejam capacitados para o exercício das funções, não admitiu manter os protegidos pelo ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

O ex-prefeito Carlos Eduardo Alves montou silenciosamente uma grande trem da alegria com cabos eleitorais indicados pelos vereadores da sua bancada para trabalharem na sua campanha quando disputará o Governo do Estado. Preocupado com a situação precária que está passando a Prefeitura de Natal, o prefeito Álvaro Dias não titubeou, determinou um levantamento nas secretarias e demais órgãos e a imediata demissão dos cargos exercidos até por pessoas que supostamente não davam expediente.

Álvaro Dias tem dito sem reserva que não quer ‘fantasmas’ na sua gestão enquanto for prefeito de Natal.

Segundo uma fonte do Blog do Primo, a folha dos cabos eleitorais de Carlos Eduardo Alves indicados pelos vereadores amigos chaga ao valor de aproximadamente R$ 450 mil por mês, o equivalente a R$ 5.8 milhões por ano, levando em consideração as obrigações previdenciárias nas 13 folhas do ano.

Esses cargos comissionados já estavam sendo treinados para trabalharem na campanha dos senadores Garibaldi Alves e José Agripino e na candidatura da vereadora Nina Souza do PDT para deputada estadual que tem o total apoio do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

Com esse ato do prefeito Álvaro Dias foi revelado como o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves mantinha sua estrutura politica incestuosa com os vereadores de Natal, o vereador Cícero Martins já tinha denunciado o esquema espúrio praticado pelo ex-prefeito para manter o apoio dos vereadores que rezavam na sua cartilha.. Troca de apoio político por vantagens indevidas como nomeações para o serviço público tem sido considerada improbidade administrativa..

Confira  demissões publicadas na Edição Especial Nº 3919 do Diário Oficial de 31/05/18 (CLIQUE AQUI)

Primeira-dama poderá mudar de primado

Resultado de imagem para primeira dama desenhoNo meio político comente-se que uma certa primeira-dama municipal  poderá mudar de posto, a bela está preste a assumir o posto noutro gabinete executivo.

Um poderoso chefe de executivo está ‘apreacando’ a primeira-dama celebrando um verdadeiro convênio sexual..

A primeira-dama está grudada no novo affair, quando o prefeito viaja para assinar convênio em Brasília, ela executa seu convênio no RN..

 

Feminista parlapatona, vereadora Natália Bonavides não presta solidariedade à vereadora Nine Sousa

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feminista apenas para petistas

A vereadora de Natal, Nina Souza que foi covardemente agredida por um estudante no Plenário da Câmara Municipal na sessão de ontem, quenta-feira (30), com palavras de baixo calão e gestos obsceno, não recebeu solidariedade da ‘feminista’ e vereadora Natália Bonavides.

Natália Bonavides é metida a pronunciar discursos feminista, mas na hora que sua colega de Câmara, foi agredida e quase chegando as vias de fatos não manifestou sua postura de feminista.

Nina Sousa recebeu solidariedade de seus colegas independentemente de postura ideológica ou partidária pela atitude covarde e machista que foi vítima..

O feminismo de Natália Bonavides é partidário, se as agressões forem praticadas contra suas adversárias políticas não são atos machistas.

Natália Bonavides agrediu levianamente em discurso na Câmara Municipal o estimado e honrado delegado Maurílio Pinto que após agredido adoeceu sendo internado e falecendo dias depois deixando todo RN consternado.

Analistas políticos garantem que a vereadora petista está atrapalhando à candidatura da senadora Fátima Bezerra ao Governo do Estado com suas posturas e discursos desastrados.

Senador pede ao TCU informações sobre acordo da Petrobras com investidores estrangeiros

Congresso em Foco

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (29) um pedido de informações ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o acordo firmado entre a Petrobras e um grupo de investidores americanos.

O TCU, órgão de controle externo auxiliar do Poder Legislativo, vem acompanhando as providências da Petrobras em relação ao acordo firmado com os investidores no âmbito do processo da Corte Federal de Nova York, nos Estados Unidos.

O acordo, acertado no último mês de janeiro, tem como objetivo encerrar uma ação coletiva movida por investidores americanos por perdas provocadas após a descoberta do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

O requerimento (RQS 325/2018) é do senador Otto Alencar (PSD-BA). Ele lembra que o pagamento de cerca de R$ 10 bilhões por parte da Petrobras terá impacto no resultado da companhia no quarto trimestre de 2017.

Segundo o senador, o valor equivale ao dobro do lucro acumulado pela empresa nos três primeiros trimestres do ano passado e representa também 65% de tudo o que a empresa arrecadou até o momento na segunda fase de seu plano de venda de ativos.

“[Bolsonaro] É um velhaco, deputado há 26 anos, um político profissional”, diz Ciro Gomes

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Ciro Gomes em Natal

Ciro Gomes criticou a ideia do adversário do PSL, o deputado Jair Bolsonaro (RJ), que sinaliza com a possibilidade de escolher militares para metade dos ministérios.  É uma posição imbecil e boçal. Nessas coisas não podemos ser delicados. Fomos delicados com Hitler e veja o que deu. Me sinto irresponsável se não ajudar as pessoas a entender”, disse Ciro.

A eleição de Bolsonaro, de acordo com o pedetista, é uma ameaça real, contundente e grave. Para justificar sua avaliação, o ex-deputado ressaltou o parlamentar fluminense desponta do mesmo “ventre da política” que o ex-governador Sergio Cabral, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e do ex-presidente Alerj Jorge Picciani, todos presos, atualmente. “[Bolsonaro] É um velhaco, deputado há 26 anos, um político profissional”, disse.

Ciro lembrou que o provável adversário na corrida presidencial declarou apoio aos caminhoneiros, mas apresentou no passado um projeto de lei que determina a prisão para quem faz obstrução em rodovias do país. “Primeiro, apoiou as manifestações dos caminhoneiros. Anunciou que revogaria as multas, caso presidente. Depois retirou o apoio”, afirmou Ciro ao apontar a reivindicação mais recente de Bolsonaro pelo fim da greve.

A eleição de Bolsonaro, de acordo com o pedetista, é uma ameaça real, contundente e grave. Para justificar sua avaliação, o ex-deputado ressaltou o parlamentar fluminense desponta do mesmo “ventre da política” que o ex-governador Sergio Cabral, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e do ex-presidente Alerj Jorge Picciani, todos presos, atualmente. “[Bolsonaro] É um velhaco, deputado há 26 anos, um político profissional”, disse.

Ciro lembrou que o provável adversário na corrida presidencial declarou apoio aos caminhoneiros, mas apresentou no passado um projeto de lei que determina a prisão para quem faz obstrução em rodovias do país. “Primeiro, apoiou as manifestações dos caminhoneiros. Anunciou que revogaria as multas, caso presidente. Depois retirou o apoio”, afirmou Ciro ao apontar a reivindicação mais recente de Bolsonaro pelo fim da greve.

Ciro diz que, se eleito, Banco Central será comandado por um acadêmico

Por Fernando Taquari | Valor

SÃO PAULO  –   Pré-candidato do PDT à Presidência, o ex-deputado Ciro Gomes disse nesta quarta-feira que o Banco Central (BC) em sua eventual gestão será comandado por um acadêmico. O pedetista não quis antecipar um nome ao ser questionado pela reportagem do Valor. Ao defender sua posição, o presidenciável declarou que a autoridade monetária não pode ser “espaço de passagem para pessoas interessas em ganhar dinheiro no sistema privado”.

“Chega a ser constrangedor que você tire [alguém] do Bradesco para botar [no BC] um do Itaú, na sucessão de um do Bank Boston. Isso é uma coisa que nenhum país do mundo faz”, declarou Ciro encontro na Associação Brasileira de Biogás e Biometano. “Se for eleito, o Banco Central será administrado por um acadêmico sem pretensão de ganhar dinheiro”, enfatizou. O BC hoje tem no comando o economista Ilan Goldfanj.

Já o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF), segundo o pedetista, serão chefiadas por funcionárias de carreira das duas instituições, cuja a missão primordial será “atuar para agravar a competição” no mercado financeiro. “O Banco do Brasil vai descontar duplicata a custo mais baixo possível. Vai encerrar sua farra, caso eu seja presidente”, prometeu Ciro.

O presidenciável do PDT ainda declarou que, uma vez eleito no primeiro turno, terá maior legitimidade e liberdade para nomear os ministros. Já com uma vitória no segundo turno, explicou, será necessário um ministério de políticos, sobretudo em um sistema presidencialista. “O governo precisa se viabilizar. Isso [nomeação de políticos] se dá pela capacidade [dos políticos] de interagirem”, frisou.

Ciro afirmou que os acordos para composição do governo são aspectos normais da democracia.  “Se houver uma fragmentação absoluta do Congresso, e eu quero cumprir os compromissos com o povo, vou precisar negociar. É da absoluta naturalidade da política que as negociações se façam com participação das pessoas no governo. O que não pode é lotear o governo com bandido”, esclareceu

Vereador Dinarte Torres também rompe com Carlos Eduardo Alves

Resultado de imagem para vereador de Natal, Dinarte TorresO vereador de Natal, Dinarte Torres que exerce liderança política na comunidade de Mãe Luíza decidiu se afastar da candidatura do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves.

Dinarte anunciou que apoiará à candidatura à reeleição do governador Robinson Faria.

Por causa do rompimento, o vereador de Mãe Luíza teve seus indicados para Prefeitura de Natal exonerados pelo prefeito Álvaro Dias..

Dívida Pública Federal aumenta e vai a R$ 3,66 trilhões em abril

Por Fabio Graner e Eduardo Campos | Valor

BRASÍLIA  –  A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,61% em termos nominais na passagem de março para abril, somando R$ 3,658 trilhões. Pelas metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), a DPF deve oscilar entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões.

Segundo nota divulgada pelo Tesouro Nacional, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) registrou alta de 0,48% no quarto mês de 2018, para R$ 3,524 trilhões. Por sua vez, a Dívida Federal Externa somou R$ 134,09 bilhões (US$ 38,52 bilhões), o que representa elevação de 4,02% ante março.

Em abril, as emissões da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 92,152 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 99,188 bilhões, o que resultou em resgate líquido de R$ 7,035 bilhões. Desse total líquido, R$ 6,332 bilhões correspondem a resgate líquido da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 702,9 milhões de colocação de Dívida Pública Federal Externa.

O percentual vincendo da dívida interna em 12 meses ficou em 18,69%, contra 18,48% em março. O prazo médio da dívida interna fechou abril em 4,15 anos, ante 4,12 anos em março.

Considerando a metodologia “Average Term to Maturity”, que permite melhor comparabilidade do Brasil com outros países, a vida média da dívida pública federal passou de 5,67 anos em março para 5,70 anos um mês depois.

Intervenção militar, como foi pedida nos protestos em rodovias, seria golpe e inconstitucional

Wellington Ramalhoso/ UOL, em São Paulo

Caminhoneiros parados na rodovia Régis Bittencourt, na Grande São Paulo, pediram intervenção que equivale a golpeParte dos caminhoneiros que entrou em greve no país passou a pedir intervenção militar e a saída do presidente Michel Temer (MDB), reivindicação criticada por outra parcela da categoria. Caso os militares se animassem com o pedido dos manifestantes e tirassem o emedebista do poder, o país estaria claramente diante de um golpe. De acordo com constitucionalistas, a legislação brasileira não permite intervenções militares que destituam o poder civil.

“Não existe [intervenção militar que não seja golpe]. Toda ação das Forças Armadas no Brasil é regulada pela Constituição e [fica] sob as ordens das autoridades civis. A Constituição permite que as Forças Armadas tenham atuação no campo interno desde que elas sejam convocadas a atuar sob ordens civis”, afirma o professor Oscar Vilhena Vieira, professor de direito constitucional da FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo.

“As Forças Armadas devem obediência às autoridades civis. Qualquer conduta à margem ou acima da autoridade civil seria considerada uma intervenção militar indevida, ou seja, um golpe”, comenta Vilhena.

“Não existe [previsão de] intervenção militar [desse tipo] na Constituição. Isso é sempre uma medida de exceção, uma revolução, um golpe. Qualquer intervenção militar é um golpe de Estado”, corrobora Marcelo Figueiredo, professor de direito constitucional da PUC (Pontifícia Universidade Católica), em São Paulo.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva do Exército Sérgio Etchegoyen, afirmou nesta terça-feira (29) que não há a mínima possibilidade de uma intervenção militar no Brasil e não vê as Forças Armadas cogitando a hipótese. “Não vejo nenhum militar, não vejo Forças Armadas pensando nisso”, declarou em entrevista no Palácio do Planalto.

Os caminhos legais para a saída de Temer seriam a renúncia ou um processo de impeachment. Em qualquer um destes casos, quem assumiria o comando do país seria o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Estado de sítio suspenderia liberdade de reunião

A intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro e a decretação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) durante a greve dos caminhoneiros são medidas previstas na Constituição. Em ambas, as Forças Armadas permanecem sob a autoridade civil, que é o presidente.

Em casos de gravidade ainda maior à instabilidade, o governo pode decretar estado de defesa e estado de sítio para preservar ou restabelecer a ordem pública. Mesmo assim, a Constituição prevê regras para isto. “A decretação depende de requisitos. O presidente tem que consultar o Conselho da República e submeter o decreto ao Parlamento”, explica Oscar Vilhena.

Determinados direitos, lembra Marcelo Figueiredo, ficam suspensos com esse tipo de decreto. Um dos que cai é a liberdade de reunião, o que abre caminho para a repressão mais forte a concentrações e bloqueios como os que os caminhoneiros realizaram nas rodovias do país. Desde a aprovação da atual Constituição, em 1988, o governo não recorreu a estas medidas.

Desilusão e desconhecimento

Para o historiador Carlos Fico, professor titular da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e especialista em ditadura militar e rebeliões populares no Brasil, o pedido dos manifestantes por intervenção é fruto do desconhecimento. “Pelo grau de percepção de política que essas pessoas [que pedem intervenção militar] demonstram, elas não sabem o que estão falando, não sabem o que estão pleiteando. No fundo, elas não têm precisão doutrinária.”

A desilusão com a política, acrescenta Fico, também explica o pedido dos manifestantes. “É uma demanda derivada do desespero com a situação geral do país, com anos de não atendimento das questões básicas dos serviços públicos, como saúde e educação, e do desencanto com a política.”

O pesquisador ressalta que a intervenção militar reivindicada por caminhoneiros e outros manifestantes não deve ser confundida com as medidas constitucionais que preveem o uso das Forças Armadas sob a autoridade civil, mas critica o fato de o governo Temer recorrer com frequência a estes expedientes.

“É grave que um governo tão impopular e discutível como o atual recorra a essas medidas porque elas deveriam ser usadas em situação muito graves. O governo usa essas medidas de maneira banal e você não vê resultados concretos.”

Em meio à crise, Petrobras sobe preço da gasolina em 0,74%; diesel segue em R$ 2,1016

Fabiana Holtz/São Paulo

A Petrobras anunciou que, com o reajuste que entrará em vigor na quinta-feira (31), o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias será de R$ 1,9671, com alta de 0,74% em relação à média atual de R$ 1,9526.

Congelado por 60 dias, o preço médio nacional do litro do diesel A permanece em R$ 2,1016.

Esses são os preços cobrados nas refinarias. Isso não significa necessariamente que as mudanças chegarão ao consumidor final na bomba. Os postos são livres para aplicar ou não o reajuste, e na porcentagem que desejarem