Arquivo diários:28/05/2018

Bolsonaro é autor de projeto que pune com até 4 anos de cadeia quem obstrui vias públicas

Presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), autor de projeto que pune com prisão quem interditar vias públicas

Ranier Bragon
Folha de São Paulo/BRASÍLIA

Autor de um mensagem nas redes sociais prometendo revogar qualquer multa aplicada a caminhoneiros pelo governo de Michel Temer, Jair Bolsonaro (PSL) é autor de projeto que, em sentido contrário, pune com até quatro anos de cadeia aqueles que impedirem ou dificultarem o trânsito de veículos e pedestres nas vias públicas.

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O projeto foi apresentado em agosto de 2016 na Câmara dos Deputados.

“A proposição é pautada na necessária preservação dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos, vítimas de ações irresponsáveis daqueles que desprezam as liberdades do outro quando da busca de suas demandas sociais”, escreveu Bolsonaro na justificativa do projeto.

Diretor da PRF defende prisão em flagrante de quem impedir caminhoneiro de voltar à atividade

Natália Cancian
Folha de São Paulo/BRASÍLIA

O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Renato Dias, disse nesta segunda-feira (28) que há caminhoneiros sendo coagidos por “falsas lideranças” fora do setor de transporte e que policiais podem efetuar a prisão em flagrante de quem tentar “ameaçar a ordem” e impedir motoristas que quiserem retomar as atividades.

Segundo Dias, o comando nacional da PRF tem orientado às polícias regionais que se desloquem para os pontos onde ainda há aglomeração de caminhoneiros.

“Muitos caminhoneiros estão decididos a retomar as atividades e voltar com sua carga, mas observamos que em alguns pontos alguns estão sendo coagidos por falsas lideranças, que não são do segmento do transporte”, disse.

Ele evitou, no entanto, afirmar quais seriam essas lideranças e diz que os casos estão sendo levantados pelo serviço de inteligência da PRF.

De acordo com Dias, a orientação é que policiais garantam escolta a todos os motoristas que queiram retomar as atividades após o acordo firmado com o governo.

Líder diz que ’46 centavos é ofensa’ e que protesto segue pelo menos até 4ª

Paralisação de caminhoneiros na rodovia Régis Bittencourt, em Embu das Artes (SP)

Bruno Freitas

Do UOL, em São Paulo

Apesar do acordo anunciado pelo governo na véspera, alguns caminhoneiros continuam mobilizados em rodovias do país nesta segunda-feira (28). É o caso da Régis Bittencourt, no sentido Curitiba, na altura do km 279, perto de Embu das Artes (SP).

Líderes do movimento, que não quiseram se identificar, falam em mais de 7.500 caminhões estacionados e prometem continuar no local pelo menos até quarta-feira (30). Eles já estão parados nesse ponto da estrada desde terça passada (22), um dia após a greve se espalhar pelo país.

“Vamos continuar por enquanto, até porque 46 centavos é uma ofensa para a gente. Não adianta nada no nosso trabalho”, disse uma liderança, que preferiu não informar seu nome.

Greve virou de ‘gente que quer derrubar o presidente’, diz entidade

Agência Brasil

O presidente da Associação Brasileira doas Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que entre 70% e 80% dos caminhoneiros que participavam das manifestações nas rodovias do país já “levantaram acampamento” nos pontos de obstrução.

Lopes explica que as manifestações que ainda ocorrem em alguns pontos de rodovias não estão relacionadas às reivindicações de caminhoneiros, mas a “gente que quer derrubar o presidente Michel Temer”. Lopes diz ter ouvido relatos de que parte do movimento dos caminhoneiros estaria sendo usada politicamente por defensores da intervenção militar.

“Nas conversas com a base, fiquei sabendo de pontos com envolvimento com intervencionistas, mas estamos trabalhando para evitar esse uso político do nosso movimento. Faremos denúncia publica sobre os pontos onde isso está ocorrendo. Se essas pessoas forem penalizadas por autoridades, com multas ou o que for, elas não terão a ajuda da Abcam”, disse à Agência Brasil o representante dos caminhoneiros.

Senado aprova urgência para projeto de reoneração da folha

Por Fabio Murakawa | Valor

BRASÍLIA  –  O plenário do Senado aprovou nesta segunda-feira (28) requerimento para dar regime de urgência ao projeto de lei que desonera a folha de pagamento de alguns setores da economia. O governo tem interesse na aprovação da matéria, como forma de compensar, em parte, a baixa de R$ 0,46 no preço do litro do diesel prometida aos caminhoneiros.

A aprovação foi feita de maneira simbólica, depois de os senadores votarem seis medidas provisórias que trancavam a pauta da Casa.

Sob regime de urgência, o texto pode ir diretamente a plenário, sem a necessidade de um parecer das comissões.

Líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR) afirmou que ainda não está certa a votação do mérito da matéria nesta semana. Isso ainda depende de conversas com o governo, disse ele. Tampouco o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), cravou uma data para a votação.

Um tema que ainda precisa ser solucionado é o que fazer com o dispositivo, incluído no texto pela Câmara dos Deputados, que zerou a cobrança do PIS/Cofins sobre o diesel até dezembro. O governo estima que a medida tenha um impacto de R$ 13,5 bilhões no Tesouro.

Até agora, a hipótese mais provável é que o Senado aprove o texto sem alterações em relação ao que veio da Câmara. E que o presidente Michel Temer vete o dispositivo que zerou o PIS/Cofins.

Produtores de aves e ração reclamam de bloqueios e prejuízos

Por Agência Brasil  Brasília

O transporte de aves e ração para avicultura e suicultura ainda sofre com o bloqueio de rodovias pelos caminhoneiros. Em pelo menos 22 estados, os caminhões com as cargas são impedidos de passar em 22 pontos. O alerta é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A ABPA informou também que a mortandade aumenta nos polos de produção pelo país. Desde o início da greve, são quase 70 milhões de aves mortas por falta de alimentação. Cerca de 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos ainda estão em risco de morte como consequência direta dos bloqueios, pois estão recebendo alimentação insuficiente.

De acordo com a entidade, os animais mortos são colocados em composteiras nas próprias propriedades, mas o sistema já está no limite. “O risco ambiental e de saúde pública é crescente”, adverte a associação em comunicado

MPF denuncia militares que executaram em SP opositores da ditadura

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil  São Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o tenente-coronel reformado Maurício Lopes Lima e o suboficial Carlos Setembrino da Silveira pela morte e a ocultação dos cadáveres de dois opositores do regime militar em 1970. Os militares participaram da operação que culminou na execução sumária de Alceri Maria Gomes da Silva, membro da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), e Antônio dos Três Reis de Oliveira, integrante da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Segundo o MPF, o crime ocorreu na casa onde os militantes moravam, no bairro do Tatuapé, na zona Leste da capital paulista.

“Não cabe prescrição ou anistia neste caso, pois as execuções foram cometidas em um contexto de ataque generalizado do Estado brasileiro contra a população civil e, por isso, são considerados crimes contra a humanidade. A coordenação centralizada do sistema semiclandestino de repressão da época é comprovada por diversos testemunhos e papéis, entre os quais um relatório de abril de 1974, assinado pelo então diretor da CIA, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, William Colbym e revelado recentemente”, diz nota do MPF.

Na época, Alceri e Antônio eram procurados pelas forças de repressão por causa de suas atividades de resistência à ditadura. Segundo o MPF, os agentes os encontraram a partir de informações obtidas na sessão de tortura de outro militante, que também morava no local e havia sido capturado horas antes. As vítimas estavam escondidas em um alçapão e foram executadas com tiros de metralhadora. Antônio morreu na hora com disparos na cabeça, e Alceri, alvejada nas costas, não chegou com vida ao hospital.

De acordo com a denúncia do MPF, Maurício Lopes Lima foi o comandante da ação. Ele já havia  confirmado, em recentes entrevistas à imprensa, sua participação no episódio. O suboficial Carlos Setembrino da Silveira, que também integrava a equipe de buscas do Destacamento de Operações de Informações do II Exército em São Paulo (DOI), jogou uma granada no alçapão para expulsar os militantes de seu interior e facilitar a execução deles.

O MPF destaca que os restos mortais de Alceri e Antônio jamais foram encontrados. “As vítimas foram enterradas como indigentes, com o intuito de não serem localizados os seus corpos”, diz a denúncia do MPF. “É evidente que o crime de ocultação de cadáver, do qual os denunciados participaram, visava evitar questionamentos acerca da forma como as vítimas haviam sido mortas – ou seja, executadas, sem qualquer possibilidade de reação.”

Além da ocultação do cadáver das vítimas, O MPF acusa Maurício e Carlos de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe (a manutenção do regime ditatorial) e sem possibilidade de defesa. A Procuradoria requer ainda que os envolvidos tenham a aposentadoria e demais proventos cassados, assim como medalhas e condecorações pela atuação no sistema de repressão.

Faça um tour virtual no luxuoso avião que levou a Seleção Brasileira à Europa

Airbus A340-300 conta com um interior luxuoso, com apenas 100 poltronas

Reprodução/CBF TV Redação /Superesportes

O público acompanhou, nesse domingo, o embarque da Seleção Brasileira rumo à Londres, onde dará continuidade aos preparativos para a Copa do Mundo na Rússia. O avião que levou a delegação roubou a cena no pátio do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, por sua imponência. Mas, já pensou em entrar dentro da aeronave?
Superesportes detalha todos os componentes internos do avião. Fabricado pela Airbus, o modelo A340-300 conta com apenas 100 poltronas. Ou seja, os jogadores e comissão técnica contaram com muito espaço e comodidade nas oito horas que estiveram na aeronave rumo à Londres. Geralmente, aviões comerciais do mesmo modelo possuem cerca de 270 lugares.
A operadora do avião é a Air X, cuja sede fica na ilha de Malta. A empresa faz somente voos fretados, como o da Seleção Brasileira. Por isso, a aeronave conta com poltronas de primeira classe, contendo até mesmo um sofá.
 Todos os detalhes do avião, como o salão e a cabine do piloto, podem ser vistos, de uma maneira interativa, por meio do link.
Reprodução/Jetpano.net

Aquecimento da pré-candidatura de Lula tem atos no RN e em todo Brasil

Várias mobilizações pela liberdade e pelo direito de o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, ser candidato nas eleições de 2018 aconteceram simultaneamente em todo Brasil. No Rio Grande do Norte, mais de 30 cidades realizaram ou ainda vão realizar atos do tipo. Natal, Mossoró, Caicó, Areia Branca, Caraúbas e Angicos foram uma delas.
Vítima de uma perseguição jurídico-midiática, Lula é mantido como preso político em Curitiba porque é o nome preferido da parcela mais expressiva da população brasileira.
Atendendo ao chamado da direção Nacional do Partido dos Trabalhadores, os atos no Rio Grande do Norte foram plurais e de vários formatos, ocupando pontes, ruas, praças, feira-livres e até barcos.
Na cidade de Santa Cruz, a mobilização contou com a participação de um boneco gigante de Lula confeccionado pelo grupo Avoante da cidade de Currais Novos/RN, que em parceria com o bloco carnavalesco “Os Lulas e as Marisas” disponibilizou o boneco diversas atividades na cidade.
Outra manifestação que chamou atenção foi o passeio organizado pelo Comitê em Defesa da Democracia de Areia Branca, com a participação de militantes do PT, PC do B e defensores da liberdade e da candidatura do ex-presidente Lula, na Balsa de Democracia, que navegou pela foz do rio Apodi-Mossoró.
Em Natal, capital do estado, a mobilização de deu nos arredores da Ponte Newton Navarro, no lado da Redinha. A pré-candidata o governo do RN pelo PT, Fátima Bezerra participou de alguns desses atos,
Algumas cidades ainda vão realizar mobilizações em outros dias da semana, conforme a capacidade local de mobilização.