Consultor do vaticano enviado pelo papa Francisco é impedido de visitar Lula

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Juan Grabois com o papa Francisco

Anna Virginia BalloussierAna Luiza Albuquerque

SÃO PAULO e CURITIBA

Lula ganhou nesta segunda-feira (11) um rosário enviado pelo papa Francisco, por meio de um amigo, o advogado argentino Juan Grabois, segundo a equipe do ex-presidente.

Grabois foi nomeado por Francisco como consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz, órgão integrado em 2016 ao Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Próximo ao papa conterrâneo, ele é conhecido por seu trabalho com movimentos sociais na Argentina, como o Movimento dos Trabalhadores Excluídos, do qual é um dos fundadores.

Em entrevista transmitida por redes sociais do petista, ele contou que sua visita à carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso há 67 dias, foi barrada. A justificativa a ele dada, afirmou, foi o fato de ele não ser um teólogo ou um sacerdote —o ex-mandatário tem recebido encontros de cunho religioso às segundas.

O rosário, segundo Grabois, foi entregue em nome do papa. A Folha entrou em contato tanto com a embaixada brasileira na Santa Sé quanto com a Nunciatura Apostólica do Vaticano no Brasil, mas não obteve resposta.

Outros que ouviram um “não” ao pedir para visitar Lula: Adolfo Pérez-Esquivel, prêmio Nobel da Paz em 1980, e o amigo de longa data do petista, Leonardo Boff.

Na porta da prisão, Grabois disse considerar o momento em que vivemos “um claro caso de perseguição política”.

Em maio, o reitor do Santuário Nacional Aparecida, padre João Batista de Almeida, pediu desculpas após celebrar uma missa pela libertação de Lula e ser chamado de comunista nas redes sociais.

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