Sem Lula, PT deve apoiar nome de fora do partido, diz Wagner

Por Cristiane Agostine | Valor

SÃO PAULO  –  O ex-governador e ex-ministro Jaques Wagner (PT-BA) reiterou nesta segunda-feira (9) que se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiver sua candidatura à Presidência impedida pela Justiça, o PT deve apoiar um nome fora do partido.

Para Wagner, se o PT lançar um substituto, estará dando respaldo à uma eventual decisão judicial de barrar Lula.

“Se eventualmente vier uma interdição definitiva, o partido pode olhar para outros candidatos que estão aí. Senão, o candidato da substituição será o candidato imposto pela Justiça do Tribunal Regional Federal da 4ª Região? O candidato do PT é Lula, não tem outro”, disse Wagner, ao chegar à sede do PT em São Paulo para uma reunião do conselho político petista.

 “Não vejo motivo para naturalizar a sentença da interdição, se vier a acontecer. Na minha opinião, nesse caso, o PT não tem candidato e vai olhar quem é que mais se aproxima [do partido]”, afirmou.

Cotado como um eventual plano B do partido, o ex-governador reforçou que é contra que o PT escale qualquer substituto do próprio partido. “O PT tem candidato. Ter outro candidato é aceitar o positivismo ou ativismo judiciário que está entrando na política, hora tirando presidente eleita, hora tentando impedir que o ex-presidente seja reeleito”, afirmou Wagner.

O petista disse que não vai pregar voto nulo. “O voto natural seria em alguém que tenha como programa de governo um programa próximo ao nosso”, disse.

Wagner, no entanto, ponderou que a decisão do PT será aquela que Lula tomar.

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