Justiça determina bloqueio de bens de Crivella e investigados no valor de até R$ 3,1 milhões

Macelo Crivella cm seu amigo potiguar e suplente de deputado federal , preso e investigado pela Polícia Federal na operação Enredados

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

A Justiça Federal em Brasília determinou o bloqueio de bens no valor de até R$ 3,1 milhões do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), e de outros oito investigados, além de uma empresa. A decisão é do juiz da 20ª Vara do Distrito Federal Renato Borelli.

O juiz atendeu a pedido do MPF (Ministério Público Federal) em uma ação civil na qual é investigada a suspeita de irregularidades em contrato do Ministério da Pesca, à época em que Crivella estava à frente da pasta.

A determinação para o bloqueio de bens atinge todos os investigados, ou seja, o juiz determinou que sejam bloqueados bens de todos eles até que se atinja o valor de R$ 3,1 milhões.

UOL procurou a assessoria de imprensa de Crivella, mas ele ainda não se manifestou.

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Na decisão, o juiz disse ver “fortes indícios de irregularidade” ao determinar o bloqueio dos bens e citou relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) que apontou indícios de sobrepreço de R$ 411.595,00 na execução do contrato, além da emissão de notas fiscais sobre serviços que não foram prestados.

O objeto do contrato era a prestação de serviços de instalação de vidros, portas de vidro, colocação de película reflexiva e placas acrílicas para sinalização interna na sede do Ministério da Pesca.

“No caso vertente, tenho que o pleito antecipatório deve ser acolhido, por vislumbrar nos autos elementos concretos que evidenciam a verossimilhança da alegação e o risco de dano irreparável ou de difícil reparação”, escreve o juiz.

“Percebo fortes indícios de irregularidades cometidas no âmbito do contrato nº 6/2013, firmado entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e a empresa Rota Nacional Comércio Serviços e Engenharia”, diz a decisão. A reportagem tentou entrar em contato com a empresa, mas ninguém atendeu ao telefone registrado em nome dela.

O Ministério da Pesca e Aquicultura existiu entre 2003 e 2015 e assessorava direta a Presidência da República na formulação de políticas para o desenvolvimento da produção pesqueira. Crivella comandou o ministério por dois anos, deixando o posto em março de 2014. A pasta foi extinta e incorporada ao Ministério da Agricultura em reforma ministerial de outubro de 2015 da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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