GSI descarta suspeita de bomba perto do Palácio do Planalto

Por Isadora Peron, Carla Araújo e Andrea Jubé | Valor

BRASÍLIA  –  O Gabinete Institucional de Segurança da Presidência da República (GSI) descartou agora à noite a suspeita de que houvesse uma bomba próxima à entrada principal do Palácio do Planalto. Segundo a assessoria do órgão, por volta das 19h20, a segurança da Presidência foi informada de que uma mala isolada estava aparentemente abandonada em um ponto de ônibus em frente ao Planalto. O episódio não é inédito: em 2015, durante o governo Dilma Rousseff, o GSI também enfrentou uma suspeita de bomba, na rampa do Planalto.

Conforme determina o protocolo de segurança presidencial, diante de objetos que possam ser considerados como ameaça, há a necessidade de equipamentos especiais e homens treinados para averiguar a situação. A operação de segurança alterou o trânsito no local, com desvios e isolamento.

Depois que os seguranças verificaram que não se tratava de nenhum artefato explosivo, a mala foi encaminhada para a 5ª DP. As autoridades suspeitam que se trata apenas de uma mala esquecida. O dono do objeto ainda não foi localizado. O GSI não soube informar se há documentos de identificação na maleta.

O episódio no Palácio do Planalto acontece dois dias depois de um protesto no Supremo Tribunal Federal (STF) em que manifestantes jogaram tinta vermelha no prédio. Segundo apurou o Valor, a presidente Cármen Lúcia, que está exercendo a Presidência da República e despachando do gabinete do presidente Michel Temer, pediu rápida apuração e punição dos responsáveis pelo ato.

Cármen despachou hoje no Palácio do Planalto, mas saiu da sede do Executivo às 19h, um pouco antes do início da confusão com a suposta bomba.

Há três anos, em junho de 2015, em meio ao clima de pré-impeachment, o esquadrão de bombas da Polícia Militar do Distrito Federal foi acionado para averiguar o conteúdo de três volumes abandonados em frente à rampa do palácio. Na ocasião, a ação foi mais demorada e durou cerca de quatro horas. Ao final, o GSI emitiu nota esclarecendo que não foram encontrados objetos que causassem risco de natureza pessoal ou material.

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