Polícia Federal aponta quatro razões para queda de avião que vitimou Eduardo Campos

Por Leandro Melito – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O relatório final da investigação da Polícia Federal sobre o acidente aéreo que vitimou o então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, em agosto de 2014, concluiu que a queda da aeronave pode ter sido causada por quatro fatores e recomendou o arquivamento do inquérito, por não ter havido qualquer infração à legislação penal.

Divulgado hoje (7) à imprensa, o documento aponta que a queda do avião ocorreu, de maneira isolada ou cumulativa, pelas seguintes razões: colisão com pássaros; desorientação espacial por parte dos pilotos; possiblidade de disparo de compensador de profundor; ou uma pane com travamento de profundor em posições extremas.

“Diante das conclusões apresentadas não permitirem a indicação de ter havido qualquer infração a legislação penal, a Polícia Federal recomendou ao Ministério Público o arquivamento do inquérito policial”, diz o documento que foi encaminado ontem (6) ao Ministério Público Federal de Santos, litoral paulista, onde ocorreu o acidente.

Brasília - O Tenente-Coronel Aviador Raul de Souza, apresenta relatório final da investigação do acidente com a aeronave, que vitimou, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O Tenente-Coronel Aviador Raul de Souza apresentou, em janeiro de 2016, o relatório final do Cenipa sobre o acidente – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Polícia Federal também informou que o relatório final do inquérito não confronta outro documento, apresentado no ano passado, pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa): “As investigações são independentes e voltadas a objetivos distintos, cada um com princípios e características peculiares. As conclusões do inquérito policial não confrontam com as do Comando da Aeronáutica. Diversos atos de investigação, inclusive, ocorreram de forma cooperada e harmônica entre os órgãos”.

Os advogados das famílias do piloto Marcos Martins e do copiloto Geraldo Magela da Cunha, que comandavam o avião no qual morreu o então candidato à Presidência da República, contestaram as conclusões do Cenipa, apontou que a falta de capacitação dos pilotos para operar a aeronave foi um dos fatores que contribuiu para a tragédia.

Na segunda-feira, além de encaminhar o documento ao MPF de Santos, a polícia realizou uma apresentação detalhada do inquérito às famílias dos cinco passageiros da aeronave, em Recife. Nesta terça-feira (7) o relatório foi apresentado às famílias do piloto e do copiloto.

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