Arquivo diários:10/08/2018

Brincadeira entre Boechat e Ciro repercute nas redes

Ciro Gomes, no primeiro debate da BandEXAME

São Paulo – Realizado na noite desta quinta-feira (9) pela Band, o primeiro debate presidencial foi marcado por um tom ameno, com eventuais faíscas, e também pela atuação, como mediador, do jornalista Ricardo Boechat. Nas redes sociais, usuários divertiram-se com a forma menos rígida e até engraçada com que ele tratou os postulantes à presidência.

Durante o encontro, o apresentador foi flexível quanto ao controle do tempo, pediu a colaboração dos candidatos e os alertou sobre questões que haviam deixado de ser respondidas – uma prática para lá de comum entre políticos.

O momento que ganhou as redes, porém, foi quando o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, pediu para usar em uma resposta a seu opositor, Cabo Daciolo (Patriota), o tempo do qual havia aberto mão em outra. “Eu tinha deixado um minuto para trás”, disse. “Isso é verdade, mas perdeu“, rebateu Boechat, ao que foi possível ouvir Ciro dizer ao fundo “perdeu, playboy”. O jornalista, então, repetiu em alto e bom tom a mesma frase, causando risos da plateia. “Parafraseando o candidato. A frase foi dele”, ressaltou. Sem a concessão, Ciro não pôde terminar seu argumento.

Bombardeios aéreos matam quase 30 civis no norte da Síria

Por AFP

Quase 30 civis morreram, inclusive várias crianças, em bombardeios aéreos nesta sexta-feira (10) contra vários territórios rebeldes do norte da Síria, informou a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Barris de explosivos lançados por helicópteros do regime e bombardeios aéreos realizados pelo aliado russo atingiram a província de Idleb, no noroeste do país, principalmente controlada pelos extremistas e pelos rebeldes, segundo o OSDH.

Estes bombardeios deixaram ao menos 11 civis mortos, de acordo com esta ONG sediada no Reino Unido e que tem uma ampla rede de informantes na Síria.

Na província vizinha de Aleppo, bombardeios contra a localidade de Orum al Kubra, mataram 18 civis, entre eles três crianças, acrescentou a ONG, que não pôde informar se os ataques foram efetuados pelo regime ou pelos russos.

“O balanço pode aumentar (…) Há pessoas presas sob os escombros”, explicou à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Ex-executivas processam Nike por discriminação e assédio sexual

17. Nike

Por AFP

Duas ex-executivas da Nike apresentaram um processo nos Estados Unidos contra a empresa por discriminação, alegando que haviam sido “desvalorizadas e denegridas” ao receber salários inferiores aos de seus colegas homens.

Sara Johnston e Kelly Cahill afirmam em sua ação, apresentada na quinta-feira, que o ambiente de trabalho na companhia era hostil para as mulheres.

“Na Nike, os números contam a história de uma empresa onde as mulheres são desvalorizadas e denegridas. Para muitas mulheres na Nike, a hierarquia da companhia é uma pirâmide impossível de escalar”, acusam as ex-executivas.

“Os árbitros desta política ou destas práticas são um pequeno grupo de diretores de alto escalão que são, em sua maioria, homens”.

E acrescentam: “A Nike julga as mulheres mais severamente que aos homens, o que significa salários mais baixos, bônus menores e poucas opções sobre ações”.

A Nike não respondeu imediatamente a um pedido de comentários da AFP.

A ação foi apresentada em um tribunal do Oregon, o estado do oeste do país onde a marca tem sua sede principal.

A ação judicial chega três meses depois de um êxodo sem precedentes de diretores, incluindo o número 2 da empresa, em consequência de testemunhos de funcionários, em sua maioria mulheres, denunciando um ambiente “tóxico”, marcado pela discriminação, o assédio e o abuso sexual.

A Nike dispõe de um regulamento contra o assédio. Trevor Edwards, presidente da marca Nike e considerado o sucessor do diretor executivo, Mark Parker, tinha a reputação, por exemplo, de humilhar seus subordinados nas reuniões públicas, segundo uma série de testemunhos.

As demandantes pedem a outros funcionários que se unam a sua ação para estabelecer um processo coletivo. Elas pedem uma indenização por danos cujo montante não é especificado e o reembolso de seus gastos com advogados.

Tião Couto conversa com o setor produtivo de Mossoró e região

O candidato a vice-governador pela coligação Trabalho e Superação, Tião Couto (PR), já demonstra a habilidade de se aproximar do setor produtivo para saber das necessidades da classe empresarial. Nesta quinta-feira (9), o candidato a vice na chapa majoritária, que tem Robinson Faria (PSD) como candidato a governador e Geraldo Melo a senador, participou de encontro promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Mossoró em parceria com parceria com o Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (Sindivarejo), Associação Comercial Industrial de Mossoró (Acim) e Mossoró Convention & Visitors Bureau..

Durante o bate papo com os representantes de entidades ligadas ao setor produtivo e empresários da região Oeste, Tião Couto, ao lado do pré-candidato a deputado estadual Jorge do Rosado (PR), explicou como pode contribuir para o fortalecimento da economia do Rio Grande do Norte e criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento empresarial. Compareceram ao encontro o presidente do CDL Mossoró, Wellington Fernandes, o presidente do Sindivarejo Mossoró, Michelson Frota, o presidente da Acim, José Carlos Lins, e o presidente da Sinduscon Mossoró, Sérgio Freire.

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Vai comprar um usado 4×4? Veja no que você mais precisa se ligar

Imagem relacionadaFelipe Carvalho

Colaboração para o UOL

Caçador de carros conta quais são os principais pontos de atenção dos veículos feitos para encarar o off-road

Inúmeras estradas cortam nosso país e muitas delas não são pavimentadas. Enfrentá-las com carros de passeio exige maior atenção por parte do motorista, pois esse tipo de veículo não foi desenvolvido para suportar esse tipo de terreno.

Pneus, suspensão e até a estrutura terão vida mais curta nesse uso severo, além do risco de que a falta de aptidão off-road culmine em acidente.

Senti isso na pele no primeiro dia de 2016, quando passei o réveillon na casa de um cunhado que mora em Tuiuti, interior de São Paulo. Na ocasião, estava dirigindo seu Toyota Etios na estradinha de terra que liga o bairro até a rodovia principal. Havia chovido muito no dia anterior e a estrada estava bem ruim para o coitado enfrentar. Mesmo assim, achei que daria conta do recado até que, em uma curva com ponto cego, me deparei com outro carro vindo no sentido contrário.

No momento que tentei desviar, perdi totalmente o controle e o carro foi deslizando na lama até bater na lateral da estrada. A sensação de não ter controle de volante, acelerador e freio foi terrível, pois me tornei passageiro. Pior que isso foi ter batido o carro dos outros, algo que estragou definitivamente aquela entrada de ano novo.

Hoje meu cunhado tem um Corolla, ou seja, ainda não considerou a compra de um modelo voltado ao off-road, mesmo tendo que enfrentar essa estrada todos os dias e já ter relatado que, às vezes, ele e sua família ficam “presos” em casa por conta das condições da estrada em dias de muita chuva. Ao contrário de muitos que compram veículos off-road sem nunca ter enfrentado uma estrada de terra.

Ou seja: para alguns, a racionalidade passa longe na compra de um carro. Entretanto, para quem precisa de fato precisa de um “jipão” com tração nas quem rodas e está cogitando a compra de um usado ao invés de um zero-quilômetro, vou listar alguns pontos que devem ser observados na avaliação do pretendido.

O que inspecionar

Para a compra valer a pena, é importante saber o histórico de uso e dar preferência por veículos que foram pouco usados em condições fora de estrada. São veículos com peças de reposição caras e, portanto, quanto menos o novo dono tiver que intervir na mecânica, melhor.

Se não houver como levantar o histórico, procure por cantos e frestas de difícil acesso em uma lavagem, tanto na parte externa quanto interna do veículo. Se encontrar sinais de terra, pode ter certeza que esse foi o uso comum desse carro e ele deve ser evitado.

Quanto à estrutura, procure por sinais de corrosão, trincas ou soldas fora do padrão de fábrica. Se atende às condições do assoalho que, mesmo em um carro com maior distância em relação ao solo, pode ter sofrido em situações extremas. Esse são pontos que, na minha visão, descartam a compra por completo.

Os pneus desse tipo de veículo são bem mais caros que o normal, por conta do tamanho e da própria construção dele, sendo mais robustos para enfrentarem irregularidades de uma estrada de terra. Sabendo disso, eles precisam ter um bom tempo de uso pela frente para que você não tenha esse alto custo no curto prazo.

Também recomendo que se atente à aparência, pois podem ter bastante banda de rodagem, mas estarem com a borracha ressecada por conta de pouco uso. Esse ressecamento deixa os pneus inseguros e também devem ser descartados.

As suspensões devem ser analisadas com muita atenção, pois são as que mais sofrem nesses carros. Procure por vazamentos nos amortecedores, folgas em buchas e trincas em bandejas e barras estabilizadoras.

Dê uma geral no visual externo para verificar se o carro está torto, pendendo mais para um dos lados, o que indica fadiga da suspensão. Aproveite para ver se existe vazamento no diferencial. Nesse caso é até bom que o veículo não tenha sido lavado por baixo, o que pode estar maquiando um possível vazamento.

Não são raros os casos de suspensões redimensionadas, algo que pode ser bom em alguns casos extremos. Mas para isso valer a pena, é preciso ter um bom conhecimento para entender se tudo foi feito da maneira correta. Na maioria dos casos, recomendo buscar pelo máximo de originalidade.

Para finalizar a avaliação, faça um test drive e verifique o funcionamento de todos os recursos off-road. Procure por barulhos de folgas em suspensão, algo que pode não ter sido detectado visualmente.

Qual 4×4 comprar

Quanto à escolha dos modelos, felizmente temos em nosso país uma variedade muito grande que possa atender os mais variados bolsos e gostos. Ao longo dos anos como Caçador de Carros, tive a oportunidade de avaliar diversos deles e tenho alguns favoritos.

Para aquele trilheiro raiz, que precisa de algo simples, robusto e compacto, o Suzuki Jimny é imbatível. Se no mercado de novos o preço bate de frente com veículos mais luxuosos e refinados, no de usados é possível comprá-lo por uma fração desse valor, sendo que ele é basicamente o mesmo nos últimos 20 anos.

Se a necessidade for parecida, mas é preciso de mais espaço interno, o Suzuki Grand Vitara ou o Mitsubishi Pajero TR4 são os meus indicados. O primeiro é ainda maior e tem opções com motor V6, porém é mais desconfortável no uso urbano que o TR4. Ambos têm opções de câmbio automático, indicado apenas para quem vai usar a maior parte do tempo no trânsito lento das grandes cidades.

Quem pode partir para veículos maiores e ainda mais robustos, encontra nos grandalhões Mitsubishi Pajero e Toyota Hilux SW4 boas opções. Esses são veículos aptos a enfrentar terrenos ruins sem deixar de lado o conforto dos passageiros. As versões a diesel são as mais indicadas e procuradas, mas dependendo do uso não faz sentido o investimento maior e as versões flex ou à gasolina podem ser mais racionais.

No topo da lista, alguns fabricantes disponibilizam veículos extremamente refinados e bem construídos, com dinâmica de carros esportivos, mas com capacidade off-road invejável. Nesse campo, a inglesa Land Rover domina, mas a bem da verdade é que é cada vez mais raro ver os caros modelos das famílias Discovery e Range Rover na lama.

Porém, ainda existe um forte mercado daqueles jipões mais antigos, insuportáveis no dia a dia, mas que são eficientes nas trilhas de quem busca apenas diversão. O famoso Willys é o mais indicado para isso, mas é bom que você tenha outro veículo mais moderno para usar no cotidiano e não cansar logo.

Após 19 anos, Globo é condenada por causar baque psicológico em escritora

Gabriela Duarte em cena de Chiquinha Gonzaga: minissérie de 1999 é alvo de ação na Justiça - Divulgação/TV GloboUOL – DANIEL CASTRO

Na noite quente de 12 de janeiro de 1999, Dalva Lazaroni de Moraes reuniu amigos influentes dos meios artístico e político em seu apartamento de frente para o mar na avenida Vieira Souto, no Rio de Janeiro, um dos metros quadrados mais caros do mundo. Era estreia da minissérie Chiquinha Gonzaga, e ela, mesmo lutando contra um câncer de mama, queria festejar o fato de o mais famoso de seus quase 30 livros ter inspirado a grande novidade da programação da Globo naquele verão.

A felicidade da escritora, no entanto, virou “frustração, mágoa e constrangimento”, como relatou ao advogado Sylvio Guerra, assim que subiram os créditos da obra estrelada por Regina Duarte e escrita por Lauro César Muniz. Nem seu nome nem o de seu livro (Chiquinha Gonzaga. Sofri e Chorei. Tive Muito Amor) apareceram nas legendas finais.

Dalva, uma pedagoga e advogada que fez carreira política, queria tanto que seu registro sobre a vida da compositora Francisca Edwiges Neves Gonzaga (1845-1935) fosse para a televisão que abriu mão de qualquer remuneração. Ao ceder os direitos da obra, exigiu em contrato apenas que recebesse crédito por isso.

Candidata a governadora do Rio de Janeiro, pelo PV, no ano anterior, a ex-vereadora de Duque de Caxias buscava “o reconhecimento de seu trabalho pela comunidade cultural”, como percebeu o juiz Paulo Assed Estevan, em sentença proferida no último dia 30.

A escritora, na época, procurou a Globo e conseguiu reduzir o prejuízo. Seu nome e o de seu livro começaram a aparecer a partir do 20º capítulo (de um total de 38). A emissora pediu desculpas e se comprometeu, em documento, que eventuais reprises no futuro e versões para o mercado internacional citariam a obra como inspiradora da minissérie.

A escritora Dalva Larazoni de Moraes (Reprodução)

Em 25 de novembro de 2010, Dalva Lazaroni novamente “aguardou com ansiedade”, dessa vez sem festa, a estreia de Chiquinha Gonzaga no canal Viva. Para nova decepção, não havia créditos à sua biografia. Ela foi pesquisar e descobriu que a Globo também não cumprira o prometido nas exibições fora do país, em emissoras de Portugal, França, Japão e Angola.

Dalva, então, dediciu entrar com ação judicial contra a Globo. Uma sequência de recursos impetrados pela emissora, contrários a laudo que atestavam seus relatos, protelou a decisão judicial, e a pedagoga não viveu para comemorar sua vitória. Ela morreu em julho de 2016, dois anos antes de a sentença sair, na semana passada.

No documento, o titular da 31ª Vara Cível do Rio de Janeiro, Paulo Assad Estevam, reconhece a influência do livro de Dalva na minissérie da Globo e registra que a omissão dos créditos, além de causar “grave prejuízo” à imagem da escritora, a fez sofrer um “baque psicológico”.

Ele condenou a Globo a pagar aos herdeiros R$ 150 mil de indenização por danos morais e a inserir os créditos a Dalva e seu livro em todos os capítulos de Chiquinha Gonzaga.

Defensor da escritora, Sylvio Guerra, o advogado das estrelas, vai recorrer da decisão. “É uma sentença muito bem fundamentada, mas o valor não condiz com a realidade, até porque o juiz julgou apenas o dano moral, não apreciou o dano material. Não concordo com esse valor de R$ 150 mil. E faltou também o juiz arbitrar uma multa para caso a Globo não cumpra a determinação de exibir os créditos”, diz.

Procurada, a Comunicação da Globo disse que a emissora não comenta casos sub judice. No processo, a rede confirmou que celebrou um contrato com Dalva Lazaroni, pela cessão de direitos autorais do livro (Chiquinha Gonzaga. Sofri e Chorei. Tive Muito Amor) e admitiu que, “por um equívoco” não inseriu os créditos nos primeiros 20 episódios da minissérie.

Cabe recurso também por parte da Globo.

Ciro mostra como tirar 66 milhões de pessoas do SPC propondo reduzir compulsório para refinanciar dívida de brasileiros

Resultado de imagem para Ciro GomesPor André Guilherme Vieira | Valor

SÃO PAULO  –  O candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, sugeriu a redução do compulsório retido pelo Banco Central das instituições bancárias privadas como medida para viabilizar o refinanciamento de dívidas de milhões de brasileiros.

Segundo o candidato, a ideia é cortar juros sobre juros e multas que incidem sobre dívidas, para retirar o que ele afirmou serem 63 milhões de pessoas em situação de endividamento, inscritas no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC-Serasa).

“Trata-se da questão de entender o volume da dívida que humilha 63 milhões de pessoas. Trata-se de descontar do volume dessa dívida, com a mediação poderosa de um governo que sabe o que está fazendo, e descontar todos os desaforos: juros sobre juros, correção monetária, multas etc. E refinanciar o que sobrar”, explicou.

“Você acha que eu não tenho condição de o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal ou mesmo a rede privada, se eu afrouxar um pouco os compulsórios, de refinanciar R$ 1.400,00 para você limpar o seu nome do SPC?”, indagou a jornalistas em entrevista coletiva.

Ciro disse que, descontados juros e multas, o endividamento médio do brasileiro é de R$ 1400,00. O candidato participou de debate sobre diretrizes e recursos para a Educação promovido pelo instituto Todos Pela Educação, em São Paulo.

A promessa de “limpar o nome dos brasileiros” foi feita por Ciro Gomes na noite de quinta-feira, durante o debate com presidenciáveis promovido pela TV Bandeirantes.

Questionado sobre o fato de a ideia ter se tornado “meme” na internet, com a proliferação de piadas sobre o tema, e de ter ensejado críticas, Ciro ironizou: “Quero que esculhambem mais, quero que transformem isso em um ‘hit’. E já estão conseguindo”.

Durante o evento sobre educação, Ciro foi entrevistado e se irritou quando teve sua fala interrompida pela mediadora enquanto falava sobre a questão de concentração de renda no país. Ela pediu ao candidato que respondesse à pergunta sobre o uso de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb).

“Não me interrompa, por favor. Você acha que existe educação sem falar do critério distributivo? Isso é o velho patrimonialismo brasileiro”, disse.

Ciro voltou a dizer que, se for eleito, pedirá a revogação da Emenda Constitucional nº 95, do teto para os gastos públicos. “O baronato brasileiro vai pedir meu fígado já na eleição”.

Sob pressão, Heineken ameaça fechar fábricas

VALOR

DE SÃO PAULO E DO RECIFE  –  Quando comprou no ano passado a Brasil Kirin, dona da Schin, a Heineken, que fabrica uma das cervejas mais vendidas no país, dobrou de tamanho. E pagou um preço atrativo — 65% menos do que os japoneses da Kirin haviam pago seis anos antes. Mas, junto com as 12 fábricas, que elevaram a capacidade de produção de 20 milhões de hectolitros para 50 milhões, os holandeses herdaram processos judiciais complexos, que se arrastam há anos, e levam o comando da Heineken a avaliar a possibilidade de fechar fábricas no Nordeste.

“Estamos estudando fechar as duas fábricas de Pernambuco. Já comunicamos isso ao governo. A operação no Estado, no último ano, acumula prejuízo de R$ 90 milhões”, diz a vice-presidente de assuntos corporativos da Heineken, Nelcina Tropardi.

O governo do Estado não comentou o assunto. Fechar fábricas é medida extrema que a companhia prefere não tomar, mas poria fim a uma perda de R$ 10 milhões por mês. Atualmente, as outras fábricas da Heineken — são 15 no país — não teriam condições de suprir a produção dessas duas unidades.

Em Pernambuco, a Heineken diz que está amarrada a uma decisão judicial que tabelou seus preços a níveis “absurdamente baixos”, que sequer cobrem os gastos com tributos. Na Bahia, a empresa herdou uma dor de cabeça. Trata-se de um processo judicial que dura mais de 20 anos em área contígua à da maior fábrica da Heineken no Nordeste