Arquivo diários:30/10/2018

Procuradoria pede explicações sobre funcionária fantasma de Bolsonaro

Por Luísa Martins e Isadora Peron | Valor

BRASÍLIA  –  A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu esclarecimentos ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o caso da suposta funcionária fantasma do gabinete de Jair Bolsonaro (PSL) – deputado que foi eleito presidente da República neste domingo (28).

O órgão investiga o caso desde setembro, em procedimento que tramita em segredo de justiça. Bolsonaro poderá ser responsabilizado por improbidade administrativa.

Em janeiro, o jornal “Folha de S. Paulo” revelou que Bolsonaro usou verba de seu gabinete para pagar o salário de uma assessora chamada Walderice Conceição, conhecida como Wal. Porém, a suposta funcionária vende açaí e cupuaçu em Angra dos Reis (RJ).

Em agosto, depois de novamente flagrada em seu pequeno negócio na praia, ela foi exonerada. Bolsonaro tem negado irregularidades, alegando que ela estava de férias em janeiro, mas sem dar explicações sobre o mês de agosto.

Walderice era secretária do gabinete do deputado na Câmara há 15 anos, com salário de, em média, R$ 1,4 mil. Em tese, precisaria cumprir jornada exclusiva de oito horas diárias.

Se eventualmente condenado por improbidade, Bolsonaro pode ter seus direitos políticos suspensos e perder a função pública. No entanto, depois de diplomado presidente, ele não pode ser responsabilizado por crimes cometidos fora do cargo.

Bolsonaro vai criar superministério da Economia

Crédito: POOL/AFP

Os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente serão fundidos no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), assim como as pastas da Fazenda, do Planejamento e da Indústria e Comércio – formando este último o superministério da Economia. A decisão foi anunciada hoje (30), após reunião na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio de Janeiro.

O coordenador de economia da campanha de Bolsonaro, Paulo Guedes, apontado como futuro ministro da Economia, confirmou a criação do superministério, enquanto o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), indicado para Casa Civil, reiterou sobre a fusão do Meio Ambiente com a Agricultura.

Guedes e Onyx conversaram com os jornalistas após reunião, onde trataram sobre a formatação do governo e o início dos trabalhos da transição. Amanhã (31) Onyx deverá ir a Brasília para se reunir com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que coordena a equipe de transição do governo Temer.

Redução de ministérios

Onyx afirmou que o objetivo é reduzir de 29 ministério para 15 ou 16. Guedes acrescentou que a junção das pastas é importante para dar agilidade às decisões.

“Nós vamos salvar a indústria brasileira. Está havendo uma desindustrialização há mais de 30 anos. Nós vamos salvar a indústria brasileira, apesar dos industriais brasileiros”, disse Guedes.

Guedes disse que o governo pretende simplificar e reduzir drasticamente o número de impostos. “Será uma abertura gradual. E a razão do Ministério da Indústria e Comércio estar próximo da Economia é para justamente existir uma mesma orientação econômica em tudo isso. Não adianta a turma da Receita ir baixando os impostos devagar e a turma do Ministério da Indústria e Comércio abrir muito rápido. Isso tudo tem que ser sincronizado, com uma orientação única.”

Previdência

Ambos confirmaram também que o próprio presidente eleito que vai conduzir a discussão sobre a reforma da Previdência. “A reforma da Previdência, quem comanda essa decisão é o presidente. O professor Paulo Guedes e toda equipe estão conversando com o presidente, que vai nos sinalizar”, disse Onyx.

Ontem (29) Bolsonaro, em entrevistas a emissoras de televisão, afirmou que pretende vir a Brasília na próxima semana quando se reunirá com o presidente Michel Temer e também pretende agilizar o debate sobre a reforma da Previdência.

Para Guedes, quanto mais rápido o processo avançar, melhor. “Do ponto de vista econômico, quanto mais rápido melhor. Nós estamos atrasados, essa reforma podia ter sido feita lá atrás. Agora, existe um cálculo político”, observou.

Em seguida, o futuro ministro da Economia acrescentou: “Acho que, na parte econômica, nós devemos avançar o mais rápido possível. O nosso Onyx, corretamente, não quer que uma vitória nas urnas se transforme em uma confusão no Congresso”.

“Ele não foi eleito por milagre”, diz Fernanda Montenegro sobre Bolsonaro

 

Resultado de imagem para Fernanda MontenegroRodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

Depois de manter-se discreta durante a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), Fernanda Montenegro falou pela primeira vez sobre o próximo presidente do Brasil, eleito em segundo turno no último domingo (28).

“Eu não posso falar sobre o futuro. Eu posso falar sobre o presente. Ele não está lá por um milagre. Os brasileiros votaram mais nele do que no outro candidato. A pergunta é: corresponderá este homem a este voto de credibilidade que a maioria deu a ele?”, analisou a atriz de 89 anos ao UOL nesta quarta (30), durante entrevista sobre os 20 anos do filme “Central do Brasil”.

Na visão de Fernanda, que foi ameaçada de morte durante a ditadura militar, quem votou no candidato do PSL não quer exatamente a volta do autoritarismo, mas, sim, que a sociedade melhore. “Não acredito que quem deu um voto a ele exija que ele vire um fascista enlouquecido, porque se isso acontecer, haverá uma reação. Senão estaríamos em um regime militar até hoje. Demorou muito para acabar [a ditadura], mas acabou.”

“Eu não quero falar de Bolsonaro, eu quero falar sobre este voto de credibilidade para que todo um atendimento social exista. Que a saúde exista, o saneamento básico, a creche, os empregos existam. [Ele] Está chegando ao poder porque existem milhões de desempregados”, complementou a atriz.

Petrobras reduz em 6,2% preço da gasolina nas refinarias

A Petrobras anunciou hoje (30), no Rio de Janeiro, a redução de 6,2% no preço da gasolina.

O litro do combustível passará a ser negociado a R$ 1,8623 nas refinarias da estatal a partir desta quarta-feira(31), 12 centavos a menos do que o preço atual.

No mês, a gasolina teve uma queda de preço acumulada de 15,96%, já que, em 30 de setembro, o litro do combustível era negociado a R$ 2,2159, ou seja, 35 centavos a mais do que o preço que será aplicado a partir de amanhã.

Hoje o óleo diesel já sofreu uma redução de preço de 10,07% e passou a ser vendido a R$ 2,1228 por litro.

Agência Brasil

Grande maioria do eleitorado de Ceará-Mirim refutou o testado e aprovado Carlos Eduardo Alves

Resultado de imagem para Vergonha gifVergonhosa a derrota do candidato Carlos Eduardo Alves em Ceará Mirim, 18 mil votos de maioria para candidata Fátima Bezerra..

A grande maioria não quis testar e desaprovaram o ex-prefeito de Natal.

Fátima obteve 73,58% dos votos apurados e Carlos Alves apenas 26,42%.

Fátima Bezerra              28.739 VOTOS 

Carlos Eduardo Alves 10.321 VOTOS

 

Babões buchudinhos colocaram Carlos Eduardo Alves numa roubada

Qual foi o babão buchudinho que botou na cabeça de Carlos Eduardo Alves que ele, apoiando Bolsonaro, “viraria” o resultado do 1o Turno e seria eleito Governador , derrotando Fátima Bezerra ? A tal Onda Bolsonaro falhou e feio no RN.

Dos 167 municípios do Estado, Haddad venceu em 164 municípios e Bolsonaro em apenas em 3, Natal, Parnamirim e Carnaúba dos Dantas, neste , quase sem vantagem, 50.12% x 49.88%.. a maioria de Haddad sobre Bolsonaro no RN foi 478.465 votos ( 63.41 % X 36.58% ). Um outro detalhe, a Onda Carlos Alves puxou o Capitão Bolsonaro para baixo.

No 1o Turno, sem o apoio do PDT e de Carlos Eduardo Alves, havia vencido em 5 municípios, Natal, Parnamirim, Carnaúba dos Dantas , Mossoró e Parelhas

Fátima do PT terá apoio de pelo menos metade dos deputados estaduais

Eleita governadora do Rio Grande do Norte neste domingo (28), Fátima Bezerra (PT) ainda não sabe se terá maioria na Assembleia Legislativa quando começar seu mandato, em 1º de janeiro de 2019. Dos 24 deputados que irão compor o parlamento estadual em 2019, metade esteve com a petista desde o início da campanha ou passou a apoiá-la no segundo turno.

Dos demais, oito eleitos fizeram campanha a favor de outros candidatos derrotados ao governo e até então permanecem como oposição e quatro declararam que irão manter uma postura de independência ou de neutralidade.

Confira a lista:

Apoio

Isolda Dantas (PT)

Francisco do PT (PT)

Kleber Rodrigues (Avante)

Eudiane Macedo (PTC)

Ubaldo Fernandes (PTC)

Sandro Pimentel (Psol)

Ezequiel (PSDB)

Raimundo Fernandes (PSDB)

Galeno Torquato (PSD)

Vivaldo Costa (PSD)

George Soares (PR)

Souza (PHS)

Oposição

Coronel Azevedo (PSL)

Dr. Bernardo (Avante)

Gustavo Carvalho (PSDB)

Tomba Farias (PSDB)

Hermano Morais (MDB)

Getúlio Rêgo (DEM)

Albert Dickson Oftamologista (PROS)

José Dias (PSDB)

Independência ou neutralidade

Kelps (Solidariedade)

Allyson Bezerra (Solidariedade)

Nelter Queiroz (MDB)

Cristiane Dantas (PPL)

G1 RN

Abstenção é histórica, mas voto deve continuar obrigatório, dizem especialistas

CONJUR

Por Sérgio Rodas

No segundo turno das eleições presidenciais, vencidas por Jair Bolsonaro (PSL), 42 milhões de pessoas, ou 30% do eleitorado, preferiram não votar em ninguém. Considerando os votos em Fernando Haddad (PT), candidato derrotado, 89,5 milhões de pessoas não votaram no presidente eleito, que venceu o pleito com 40% do total de votos.

É a terceira vez desde 1988 que o presidente eleito não alcança metade dos eleitores. A primeira foi a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e a segunda, a reeleição de Dilma Rousseff, em 2014. São dados que apontam para a má vontade do eleitor com o processo eleitoral, mesmo que o modelo atual seja o mais inclusivo da história do país — até a Constituição, havia restrições a analfabetos. Ainda assim, o fim da obrigatoriedade do voto é tema que divide especialistas