Superintendente do PR, “madrinha da Lava Jato” e atual diretor são cotados para chefiar PF sob Moro

Permanência: o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, seria uma das opções de Moro

Permanência: o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, seria uma das opções de Moro Eduardo Militão/ UOL, em Brasília

O superintendente no Paraná, a delegada que batizou a Operação Lava Jato e o atual diretor-geral estão entre os cotados para assumir o comando da PF (Polícia Federal) no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Maurício Valeixo, Erika Marena e Rogério Galloro, respectivamente, são os nomes mais lembrados entre aqueles com acesso ao juiz Sergio Moro ouvidos pelo UOL.

A reportagem procurou ainda “pré-candidatos” que saíram da disputa e observadores da própria Polícia Federal. Outros nomes ainda correm por fora, como o superintendente no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi.

Moro ainda não definiu o time na PF e faz silêncio quando questionado sobre o tema. A reportagem procurou os cotados para o cargo, mas não conseguiu entrevista com nenhum deles até o fechamento deste texto.

Maurício Valeixo, que dirige a Polícia Federal no Paraná, tem boa relação com o futuro ministro da Justiça. Foi ele quem coordenou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril, quando se evitou o confronto entre militantes petistas e policiais que executaram a ordem de detenção. Valeixo ainda é do grupo do ex-diretor Leandro Daiello, um dos mais longevos no comando da Polícia Federal. O fato de pertencer à geração de policiais que ingressaram nos anos 90 e ter atuação considerada muito boa faz o delegado ser considerado um forte candidato para o cargo.

Delegada Érika Marena cunhou o nome “Operação Lava Jato”

A delegada Érika Marena também cultiva proximidade com Moro. Foi ela que deu nome à Operação Lava Jato e ajudou a montar a equipe de policiais que iniciou a investigação do maior esquema de corrupção da história recente do país. No Paraná, chefiou a delegacia de combate a crimes financeiros.

Érika chefiava a PF em Santa Catarina, quando a Operação Ouvidos Moucos acabou manchada pelo suicídio do reitor investigado no caso, o professor Luiz Carlos Cancellier. Ainda que a delegada não seja escolhida para a direção, muitos apostam que ela ocuparia um lugar no Ministério da Justiça. Se Bolsonaro colocar uma mulher na chefia da PF deixaria de lado críticas de que privilegia homens em sua equipe.

Galloro é um policial discreto e respeitado por seus pares. Tem uma equipe bem avaliada sob seu comando imediato. Também é do grupo de Daiello. E assumiu a PF num momento de crise, quando Fernando Segovia saiu do cargo por ter avaliado que havia poucos indícios de crime em uma investigação contra o presidente Michel Temer (MDB). Com pouco tempo no cargo, manter Galloro seria um sinal de estabilidade na corporação.

Coaf

Moro resolveu esta semana que vai mesmo levar todo o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para dentro do Ministério da Justiça, apurou o UOL.

Bolsonaro chegou a cogitar levar “uma parte” do órgão, mas a unidade de inteligência financeira deve se mudar inteiramente para baixo do guarda-chuva do juiz em vez de ficar na alçada do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

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