Certas aposentadorias no Brasil são um afronta, diz ex- secretário da Previdência Jaime Mariz

Jaime Mariz não tem dúvida que a população precisa ser muito bem esclarecida sobre a necessidade da reforma previdenciária antes que seja tarde demais
José Aldenir / Agora Imagens
Agora RN
Segundo Mariz, a situação é tão grave que a Previdência Social no Brasil gasta mais de cinco vezes num único ano o que gasta isoladamente o país com Educação e Saúde

O secretário de Políticas de Previdência Complementar do Ministério da Previdência na gestão do ex-Ministro da pasta, Garibaldi Alves, e da ex-presidente Dilma Roussef, o seridoense Jaime Mariz, não tem dúvida que a população precisa ser muito bem esclarecida sobre a necessidade da reforma previdenciária.

“É fundamental que as pessoas saibam o que está em questão nessa reforma que é da maior importância para o Brasil”, afirmou Mariz durante o programa “A Hora é Agora”, pela 97,9 FM, apresentado por Renato Dantas deixando claro o caráter “perdulário” (gastador) da Previdência brasileira, Jaime Mariz afirmou que em nenhum país desenvolvido do mundo uma aposentadoria pública paga o que se paga no Brasil, coisa de US$ 10 mil nos casos de alguns segmentos do serviço público.

Ou seja, em média R$ 7.600,00 por mês para aposentados do Executivo; R$ 24.000,00 para aposentados do Poder Judiciário e R$ 26.000,00 para aposentados do Poder Legislativo – contra R$ 1.202,00 dos trabalhadores da iniciativa privada.

“É a maior transferência de pobres para ricos de que se tem notícia no mundo”, arrematou. “Uma afronta à Constituição Federal e ao Regime Próprio da Previdência”, acrescentou.

Mariz lembrou que em 2060, o Brasil terá triplicado seu número de idosos e que o sistema previdenciário no atual regime de repartição simples é uma bomba relógio com hora para explodir.

Segundo ele, a reforma é para as novas gerações e não pode mais servir como um privilégio de algumas castas no País. E acrescentou que as pressões tem crescido na medida em que a população envelhece e os benefícios desproporcionais consomem 80% do Produto Interno Bruto, gerando despesas financeiras absurdas para o Governo Federal. No Caso, R$ 400 bilhões/ano, quatro vezes o valor de um Plano Marshal, aquele criado pelos Estados Unidos para recuperar a Europa no pós-Segunda Guerra.

De acordo com o especialista, a situação é tão grave que a Previdência Social no Brasil gasta mais de cinco vezes num único ano o que gasta isoladamente o país com Educação e Saúde.

“Isso é grave quando se sabe que nos EUA, por exemplo, que tem a mesma idade do Brasil enquanto Nação e o dobro de idosos daqui, gasta a metade da nossa Previdência e, ao contrário daqui, investe do dobro na Educação”, lembrou

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