‘São ataques totalmente sem nexo’, diz Mourão sobre críticas a militares

O vice-presidente Hamilton Mourão reagiu nesta segunda-feira (6) a uma nova ofensiva iniciada por seguidores do escritor Olavo de Carvalho contra o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Santos Cruz.

Para o general, as críticas feitas desde o domingo (5) nas redes sociais, e que tiveram o apoio dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, são “totalmente sem nexo” e o melhor a ser feito neste momento é ignorá-las.

“Você sabe qual é a minha visão: sem comentários”, disse. “Esses ataques são totalmente sem nexo. Se nós ignorarmos, será muito melhor para todo mundo”, acrescentou.

Nesta segunda-feira (6), o general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, também respondeu aos ataques feitos a militares pelo escritor e se referiu a ele como um “Trótski de direita”.

No mês passado, Mourão sofreu uma série de ataques de seguidores do ideólogo, incluindo o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), que o acusavam de adotar uma postura que não condizia com a do governo.

Nas últimas semanas, o alvo preferencial virou Santos Cruz, em cuja pasta está subordinada a Secom (Secretaria de Comunicação Social), estrutura que virou motivo de disputa entre os olavistas e militares.

No domingo, o general sofreu campanha de detração em razão de entrevista concedida em abril na qual comentou sobre a necessidade de se evitar distorções nas redes sociais.

Um trecho da fala foi pinçado pelo humorista Danilo Gentili, que lançou dúvidas se a fala do ministro abriria caminho para a regulação das mídias sociais.

O que se seguiu foi uma série de posts da família Bolsonaro sobre o assunto e de simpatizantes do presidente, que chegavam a pedir a saída do general do cargo.

No início da noite de domingo, Santos Cruz se reuniu com Bolsonaro. Segundo relatos de assessores presidenciais, no encontro, combinaram de não alimentar ainda mais a polêmica.

No mês passado, Santos Cruz desautorizou pedido feito pela Secom para que as empresas estatais enviassem para avaliação prévia propagandas de perfil mercadológico.

O gesto foi interpretado por assessores palacianos como a primeira crise entre o militar e o empresário Fábio Wajngarten, que assumiu recentemente a Secom na tentativa de melhorar a comunicação do governo.

Folhapress

Facebook Comments
Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *