Arquivo diários:02/08/2019

Nova tragédia! Neta de ‘Bobby’ Kennedy morre de overdose

A jovem Saoirse Kennedy Hill, neta do líder democrata norte-americano Robert “Bobby” Kennedy, morreu aparentemente vítima de uma overdose, publicou nesta sexta-feira (2) a imprensa dos Estados Unidos.

Neta de "Bobby" Kennedy morre de possível overdose
Neta de “Bobby” Kennedy morre de possível overdose
Foto: Ansa / Ansa
O jornal The New York Times disse que Saoirse tinha 22 anos de idade. Citando fontes da família, o diário informou que o serviço médico de emergência foi chamado à residência da jovem, em Cape Cod, que chegou a ser levada para um hospital, mas não resistiu. Quando estava no Ensino Médio, Saoirse chegou a escrever um artigo para o jornal de sua escola no qual relatava sua luta contra a depressão.

“Nossos corações estão partidos com a perda de nossa amada Saoirse”, afirmou a família Kennedy em um comunicado. “Ela lutava pelos direitos humanos e pela valorização das mulheres. Trabalhava com comunidades indígenas para construir escolas no México”, contaram os familiares.

A morte de Saoirse é mais uma tragédia na família Kennedy. Seu avô “Bobby” Kennedy foi assassinado durante sua campanha pela indicação à candidatura à Presidência dos EUA em 1968, apenas cinco anos depois do seu irmão, o presidente John F. Kennedy, ser alvo de um atentado fatal em Dallas.

Bobby Kennedy teve 11 filhos, sendo que dois morreram: um de overdose, em 1984, e outro em um acidente de esqui, em 1997.

Já o filho do o presidente Kennedy, John F. Kennedy Jr., morreu em um acidente de avião que ele mesmo pilotava em julho de 1999.

Avião faz pouso de emergência em estrada movimentada nos EUA

Um avião monomotor KR-2 fez um pouso de emergência no meio de uma estrada movimentada nos arredores de Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução

Imagens e vídeos do pouso inusitado, que ocorreu ontem (1), circularam na web nesta sexta-feira (2). O piloto, mesmo com veículos passando a uma curta distância, conseguiu fazer o pouso sem causar danos nem vítimas.

“Um pequeno avião pousou na Pacific Ave, provavelmente depois de ter ficado sem combustível. O avião já foi retirado da estrada, o tráfego foi restabelecido”, informou m um comunicado o gabinete de xerife do Condado de Pierce.

Deputados do PT pedem que CNMP afaste Dallagnol da “lava jato”

Por Fernanda Valente/CONJUR

Os deputados do PT Gleisi Hoffmann (PR), Paulo Pimenta (RS) e Paulo Teixeira (SP) pediram que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) afaste o procurador Deltan Dallagnol da operação “lava jato”.

Fernando Frazão/Agência
Deltan
extrapolou limites do poder de atuação do MPF, dizem deputados

A representação disciplinar foi protocolada nesta quinta-feira (1º/8), depois que o jornal Folha de S. Paulomostrou que Deltan Dallagnol tentou envolver o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, aos casos de corrupção alvos da operação. As informações foram divulgadas nesta quinta, em parceria com o site The Intercept Brasil.

Citando trechos dos diálogos divulgados, os deputados afirmam que a postura de Dallagnol desonra a instituição à qual ele pertence. “Os diálogos revelados são estarrecedores, desmonstram a violação sistemática da Constituição Federal”, dizem.

A representação diz que Dallagnol “atuou de modo inconstitucional, extrapolando os limites do poder de atuação do Ministério Público Federal”. Os deputados apontam ainda a Lei Orgânica do Ministério Público, que estabelece que os membros devem observar as normas que regem seu exercício e velar por suas prerrogativas institucionais e processuais.

Eles pedem para que seja aberta uma investigação e de processo administrativo disciplinar contra Dallagnol, além de apurar os fatos narrados pela reportagem e aplicação de penalidade. “Como membro do Ministério Público o Reclamado deveria manter uma ilibada conduta pública e particular. O reclamado agride diversos dispositivos legais, ofende a própria instituição do Ministério Público”, sustentam os parlamentares.

Mais uma! Jornalista pede demissão da Globo e é a 14ª a deixar o canal em 2019

Como diz o narrador Galvão Bueno: “Virou passeio!”. Mais um nome forte do jornalismo da Globo pediu demissão da emissora pegando todos de surpresa. É o 14º profissional que disse adeus ao canal só neste ano. 

Em seu perfil no Twitter, Wanessa Andrade, da GloboNews, revelou a sua saída do Grupo Globo após uma década. “Depois de 10 anos, fecho um ciclo na Rede Globo. 2 anos e meio na GloboNews. Foram anos maravilhosos! Agora parto para realizar outro sonho. Em breve, conto os detalhes!”, avisou.

Amigos da Globo reagiram com a notícia. O jornalista Guga Chacra foi o primeiro que se manifestou. “Fará enorme falta. Boa sorte em Portugal”, desejou o ex-colega, assim como o comentarista Gerson Camarotti: “Muito sucesso!”.

A saída de Wanessa Andrade engrossa a lista de nomes que saíram da Globo nos primeiros sete meses de 2019. Os últimos que partiram para novos rumos na carreira foi Victor Bonini, repórter da emissora em São Paulo, e o apresentador Dony De Nuccio, do “Jornal Hoje”.

A lista começou com Sérgio Aguiar, da GloboNews, hoje na Record, e em seguida vieram Fernando Rocha e Mariana Ferrão, ambos do “Bem Estar”. Maurício Kubrusly, André Azeredo, Cris Dias, Ivan Moré, Mauro Naves, Márcio Canuto, e o casal Phelipe Siani e Mari Palma. O dois assinaram, dias após a sua saída do canal, com a CNN Brasil.

Mossoró (RN) recebe concerto de música nesta sexta (2)

Em comemoração aos seus 83 anos, a Banda de Música Artur Paraguai irá se apresentar gratuitamente no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, localizado na Avenida Rio Branco, no “Corredor da Cultura de Mossoró”.

O concerto acontece às 19h no dia 02 de agosto (sábado) e terá participação especial de Dayane Nunes e de alunos das turmas de canto lírico da Escola de Artes. A Sinfônica foi criada em agosto de 1936 e é composta, atualmente, por vinte e sete músicos e um regente.

Nota Fiscal Potiguar entrega R$ 277 mil para pessoas físicas e instituições

O Programa Nota Fiscal Potiguar fez nesta quinta-feira, 01, a entrega de sua primeira premiação. A governadora Fátima Bezerra disse que “a criação e a execução do programa expressam o compromisso da administração com o povo do Rio Grande do Norte, contribui para a cidadania fiscal e valoriza o comércio local”.

A premiação, no valor total de R$ 277 mil, beneficiou seis contribuintes, seis instituições beneficentes indicadas pelos sorteados e outras instituições que pontuaram durante o mês.

Os prêmios para pessoa física são no valor de R$ 50 mil, R$ 30 mil, R$ 20 mil, R$ 10 mil e dois de R$ 4 mil. Dos seis sorteados, cinco são de Natal e um do município de Baraúnas. O primeiro sorteio foi realizado no dia 19 e a relação publicada no Diário Oficial do Estado: Gleiciane Rocha Cabral de Freitas, Paula Augusta Barbosa Rodrigues, Judymaykson Gleydson Silva, Maria Suelange Feitosa, Silvério Riberio de Medeiros e Alaíde Propino Menezes Continue lendo Nota Fiscal Potiguar entrega R$ 277 mil para pessoas físicas e instituições

Grupo de trabalho vai definir distribuição de serviços do Hospital de Canguaretama

Reunião realizada hoje na governadoria com representantes de municípios do Agreste definiu a criação de grupo de trabalho para as tratativas com relação à interdição do Hospital Regional de Canguaretama realizada pela Vigilância Sanitária. Além disso, a governadora Fátima Bezerra anunciou que, dentro do projeto de abrir policlínicas regionais, a unidade do Agreste será instalada em Canguaretama.

O grupo de trabalho é formado por representantes de Canguaretama, de municípios da microrregião do Agreste, da Associação dos Municípios do Litoral Agreste Potiguar (Almap) e da coordenadoria de Hospitais e Unidades de Referência (Cohur). Na próxima semana, ele discutirá a questão dos servidores do hospital e distribuição de serviços para manter o pronto atendimento, definirá a regulação para encaminhamento dos pacientes e outras questões como transporte sanitário.

“A busca de soluções para resolver esse problema deve ser de forma coletiva, compartilhada. Reitero que não será a governadora sozinha que solucionará. Temos que andar de mãos dadas. Não é o governo querendo transferir a responsabilidade para as prefeituras. Ao contrário. A ideia é racionalizar as coisas para superarmos as limitações orçamentarias, financeiras”, pontou a governadora Fátima Bezerra.

Segundo o secretário de Saúde, Cipriano Maia, será construída uma proposta para o hospital nesse novo contexto, pensando a regionalização da saúde, o acesso dos usuários da região aos serviços de media e alta complexidade e o fortalecimento da pactuação com os municípios da região. A proposta, explica ele, é de primeiro abrigar o pronto atendimento, ter leitos de retaguarda para pronto atendimento e a possibilidade de leitos cirúrgicos com reabertura do centro cirúrgico desde que isso atenda necessidade da microrregião.

“Temos na região um hospital que faz atenção materno-infantil que é São José de Mipibu, o Hospital de Santo Antônio que faz cirurgias eletivas e teve investimentos do Banco Mundial, e nós precisamos organizar a atenção hospitalar da região em função dessa realidade. Já temos um hospital em Nova Cruz, que é do município, e em Goianinha. Vamos ver qual o perfil deste Hospital de Canguaretama dentro do novo contexto. Não podemos estar pensando o serviço isoladamente, mas o contexto da atenção regionalizada que é o grande objetivo”, explicou Cipriano Maia.

Na reunião estiveram presentes a prefeita de Canguaretama, Fátima Marinho, além de outros seis gestores, vereadores, secretários municipais de Saúde, os deputados estaduais George Soares, Kleber Rodrigues e Francisco do PT.

Basta de ilegalidades, diz o advogado Kakay, sobre os crimes de Dallagnol

Basta!

“até quando , Catilina, abusarás da nossa paciência , … não vês que tua conspiração foi dominada pelo que a conhecem ? “

Cícero 

Há mais de três anos tenho corrido o país denunciando os inúmeros abusos da força-tarefa da Lava Jato e do chefe dessa força-tarefa, o então juiz Sérgio Moro, hoje Ministro da Justiça. À época, havia relativamente pouco eco ao que eu dizia, pois a imprensa estava contaminada. Mas era interessante notar que, mesmo com o expressivo apoio incondicional da imprensa à operação, em todos os lugares nos quais estive as minhas críticas eram de alguma forma ouvidas e faziam as pessoas pensarem sobre os enormes excessos e abusos cometidos por aqueles que então tinham a unanimidade do país.

Eu sempre ressaltei, quando fazia minhas críticas, a grande importância da Operação Lava Jato, operação que desvendou um grau de capilaridade de corrupção que nenhum de nós poderia imaginar, nem o jornalismo investigativo, nem a Polícia Federal séria, nem o Ministério Público digno, nem a advocacia criminal. Porém, como trabalhamos desde o primeiro momento na Operação, sabíamos que existiam excessos evidentes e que cresciam no dia a dia: o uso demasiado das prisões preventivas, a destruição de um importante instituto que é a delação premiada, o uso indevido da mídia para pressionar o Poder Judiciário, a espetacularização do processo penal e a instrumentalização de parte do Ministério Público Federal e parte do Judiciário, comandada por este ex-juiz que pretendia não o Supremo Tribunal Federal, mas, sim, a Presidência da República, para atingir objetivos políticos, e não para fazer aquilo que nós advogados, procuradores e juízes sérios pretendemos e devemos fazer.

Reconheço, porém, que há uma diferença enorme entre tudo aquilo que sabíamos existir e o fato de ler e ouvir esses excessos sendo cristalizados, materializados. A matéria de hoje da Folha de São Paulo e do Intercept é chocante. É a prova incontestável de que este senhor, tido por chefe da Operação Lava Jato, mas que servia a um outro chefe, o ex-juiz responsável pela Operação, instrumentalizava, de forma vergonhosa, o poder do Ministério Público. Imagino a reação da quase totalidade dos membros do MP, que é séria e trabalha dentro dos limites constitucionais, ao se deparar com o fato de que um procurador com atuação em primeira instância explicita que coordenava uma investigação contra um ministro do Supremo Tribunal Federal, chegando a pedir ao chefe de gabinete do então Procurador-Geral que fornecesse o endereço da residência do Ministro para poder, certamente, encetar uma investigação que ele coordenava.

O que é o mais grave, quase humilhante, é ver este senhor, certamente junto com seus asseclas, ter a ousadia de se insurgir contra esposas de Ministros do Supremo. Aqueles Ministros que tiveram a coragem de conceder decisões garantindo direito constitucional não só foram perseguidos em conluio, em compadrio com parte da mídia, como também as suas esposas foram investigadas de forma absolutamente criminosa e vergonhosa.

Mais do que nunca, mostra-se adequada a decisão do Supremo Tribunal Federal quando determinou a paralisação das investigações que foram usadas com o ilegal, inconstitucional e abusivo uso dos órgãos estatais como COAF, Receita Federal, pois agora fica claro, para aqueles que não queriam ver, sem a menor sombra de dúvidas: procuradores, como esse que agora está exposto, usavam o COAF de forma agressiva para fazer uma perseguição pessoal, uma persecução criminal baseada no interesse pessoal, político, de um procurador chefe da força-tarefa. O que é a força-tarefa? Qual o seu sentido? Por que existir uma “equipe” que é privilegiada na imprensa, na divisão financeira interna do MP? Alguns procuradores são ungidos por um projeto político?

247

Reinaldo Azevedo diz que Deltan deve ser preso e dividir cela com Delgatti

O jornalista Reinaldo Azevedo escreve em sua coluna desta sexta-feira (2) na Folha de S.Paulo que o procurador Deltan Dallagnol tem de dividir cela com o hacker Walter Delgatti; Dallagnol pode ser afastado da Operação Lava Jato a qualquer momento pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ou pelo Supremo Tribunal Federal

247 – O jornalista Reinaldo Azevedo escreve em sua coluna desta sexta-feira (2) na Folha de S.Paulo que o procurador Deltan Dallagnol tem de dividir cela com o hacker Walter Delgatti; Dallagnol pode ser afastado da Operação Lava Jato a qualquer momento pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ou pelo Supremo Tribunal Federal.

Azevedo opina que as revelaçoes do site The Intercept sobre o comportamento de Deltan Dallagnol e Sergio Moro demonstram que a “Lava Jato se transformou naquilo que estava destinada a ser desde o começo: aparelho policial de um Estado paralelo”.

“Deltan Dallagnol tem de dividir a cela com Walter Delgatti. Ambos são hackers – o segundo, em sentido estrito; o primeiro, em sentido derivado. Um recorre a seus conhecimentos técnicos para roubar dados de celulares; o outro se aproveita de sua condição para cometer abuso de autoridade e roubar institucionalidade”, escreve o colunista.

“Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal, cada um por seu turno e, às vezes, em ações conjugadas, têm ignorado princípios básicos do Estado de Direito. Não é difícil evidenciar que prisões preventivas têm servido como antecipação de pena”.

“Infelizmente, procuradores, policiais e juiz parecem não se contentar em fazer a parte que lhes cabe na ordem legal. Mostram-se imbuídos de um sentido missionário e doutrinador que vai muito além de suas sandálias” (…)

Fux proíbe destruição de mensagens hackeadas e pede cópia do inquérito

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, atendeu nesta quinta-feira (1) a um pedido do PDT e proibiu a destruição de provas colhidas com hackers presos pela Polícia Federal no mês passado, no âmbito da Operação Spoofing, que investiga a invasão de telefones e obtenção de dados de autoridades.

Em sua decisão, Fux apontou que há “fundado receio de que a dissipação de provas possa frustrar a efetividade da prestação jurisdicional”. O ministro também determinou que lhe seja enviada uma cópia do inteiro teor do inquérito relativo à Operação Spoofing, incluindo as provas já colhidas.

“A formação do convencimento do plenário desta Corte quanto à licitude dos meios para a obtenção desses elementos de prova exige a adequada valoração de todo o seu conjunto. Somente após o exercício aprofundado da cognição pelo colegiado será eventualmente possível a inutilização da prova por decisão judicial”, observou Fux, em sua decisão.

Ao acionar o Supremo, o PDT ressaltou uma nota oficial do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, uma das autoridades hackeadas, que afirmava que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, lhe havia informado que o material obtido com os hackers “vai ser descartado para não devassar a intimidade de ninguém”.

Reação. A hipótese de destruição das mensagens levantada por Moro gerou reação de ministros do Supremo. O ministro Marco Aurélio Mello disse que órgão administrativo não poderia ordenar destruição de material. “Isso aí é prova de qualquer forma. Tem de marchar com muita cautela”, disse na semana passada.

Dois outros ministros questionaram reservadamente também o fato de Moro ter acesso ao inquérito, quando apenas o juiz e o delegado deveriam ter conhecimento do conteúdo. Para eles, não era responsabilidade do ministro da Justiça entrar em contato com as autoridades que tiveram o telefone invadido.

Alvos. O Estado informou nesta quinta-feira que o senador Cid Gomes (PDT-CE) também foi alvo de Walter Delgatti, apontado pela Polícia Federal como chefe do esquema dos hackers que tentou ou acessou centenas de mensagens trocadas pelo Telegram por autoridades, entre elas o presidente Jair Bolsonaro.

A reportagem apurou que o hacker detinha em seu poder os números de telefone de parte da cúpula do governo Bolsonaro – entre eles o do general Ramos, que acabou de ser nomeado ministro para Secretaria de Governo, e do vice-presidente Hamilton Mourão, além do general Augusto Heleno (GSI).

ESTADÃO

Após requisitar mensagens, STF articula afastamento de Deltan da Lava Jato

Dallagnol planejou ataque ao presidente do STF

Depois de requisitar à Polícia Federal as mensagens hackeadasde autoridades, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) articulam o afastamento do procurador da República Deltan Dallagnoldo comando da Lava Jato, em Curitiba.

Nos bastidores, eles buscam os caminhos para que isso ocorra. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tem sido pressionada a determinar essa medida a partir de Brasília. Nesta quinta-feira (1º), ela chamou uma reunião de emergência para discutir o assunto.

Pessoas próximas a ela dizem, porém, que Dogde não estaria disposta a se indispor com os colegas de Ministério Público Federal. Com isso, o destino de Deltan na Lava Jato teria de ser decidido pelo STF.

A decisão, segundo a articulação em curso no tribunal, pode caber a Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news, relatado por ele.

Na noite desta quinta, Moraes determinou que as mensagens apreendidas pela PF com os suspeitos de terem hackeado celulares de autoridades, como o ministro da Justiça, Sergio Moro, sejam encaminhadas ao Supremo no prazo de 48 horas.

Assim, o caso dos hackers também passa a estar sob a alçada do Supremo.

A reação do STF se deu no dia em que mensagens publicadas pelaFolha, em parceria com o site The Intercept Brasil, revelaram que, em 2016, Deltan incentivou colegas a investigar Dias Toffoli, hoje presidente do Supremo.

De acordo com relatos feitos à Folha, os ministros criticaram duramente a atuação de Deltan, que, na avaliação deles, passou a usar a operação de combate à corrupção como instrumento de intimidação.

Conforme as mensagens, Deltan buscou informações sobre as finanças pessoais de Toffoli e sua mulher, Roberta Rangel, e evidências que os ligassem a empreiteiras envolvidas com o esquema de corrupção na Petrobras.

A Constituição determina que ministros do STF não podem ser investigados por procuradores de primeira instância, como Deltan e colegas.

“Diante de notícias veiculadas apontando indícios de investigação ilícita contra ministros desta corte [STF], expeça-se ofício ao juízo da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília solicitando cópia integral do inquérito e de todo o material apreendido” na operação, determinou Moraes no pedido à PF.

A Justiça Federal decretou nesta quinta a prisão preventiva, sem prazo para vencer, dos quatro suspeitos presos temporariamente desde a semana passada.

Conforme a Folha antecipou, Moro informou a autoridades alvos dos hackers que as mensagens, obtidas pelo grupo preso, seriam destruídas.

A comunicação provocou a reação de ministros do STF e de especialistas em direito, que afirmaram que a decisão de destruir ou não o material não cabe ao ministro da Justiça, mas ao Judiciário.

“Há fundado receio de que a dissipação de provas possa frustrar a efetividade da prestação jurisdicional, em contrariedade a preceitos fundamentais da Constituição, como o Estado de Direito e a segurança jurídica”, escreveu.

O ministro foi citado em uma das mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil, que as publica desde junho.

Conforme as mensagens, Deltan relatou a colegas uma conversa em que o ministro teria declarado que a força-tarefa poderia contar com ele “para o que precisar”.

Numa conversa com Deltan, o então juiz Moro escreveu: “In Fux we trust [em Fux nós confiamos]”.

FOLHAPRESS

Perícia da PF conclui que hackers atacaram 1.162 telefones

A perícia feita pelaPolícia Federal nos aparelhos eletrônicos apreendidos com o hacker Walter Delgatti Neto, o “Vermelho”, detectou que o grupo criminoso fez ataques a 1.162 números telefônicos distintos, valor ainda maior do que o estimado inicialmente pela PF, que era de aproximadamente mil alvos.

As novas provas obtidas na investigação foram consideradas um indício de que Vermelho não agiu sozinho, como ele havia dito no depoimento. Segundo o laudo pericial, foram realizadas 5.812 ligações consideradas suspeitas, através do sistema BRVOZ, usado pelo grupo para simular ligações com mesma origem e destino e, dessa forma, invadir o Telegram das autoridades.

O próprio Delgatti havia confirmado em depoimento ter realizado as invasões ao Telegram do ministro da Justiça Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol, mas os ataques eram muito mais extensos do que ele havia admitido, aponta a PF. Por isso, a PF considera que existem “incongruências” ainda pendentes de esclarecimento.

A perícia da PF também encontrou no computador de Delgatti diversos documentos indicativos da prática de fraudes bancárias, como informações de cartões de crédito de terceiros e extratos bancários.

Delgatti e os outros três investigados tiveram a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal. Os outros são Danilo Marques e o casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Oliveira.

Sobre os demais presos, o juiz Ricardo Leite escreveu que a perícia da PF nos telefones celulares apontou indícios que Suelen “tinha conhecimento e auxiliava as fraudes bancárias praticadas pelo marido, em contradição ao que fora afirmado em seu interrogatório policial”.

Os investigadores também apontam que há elementos que indicam que tanto Gustavo como Danilo tinham conhecimento dos crimes de Walter e participação direta em fraudes bancárias e estelionato.

A defesa de Gustavo e Suelen afirmou que só irá comentar amanhã, após tomar conhecimento dos fatos. As defesas de Delgatti e de Danilo não foram localizadas.

O GLOBO