Arquivo diários:05/11/2019

Cayla Rodrigues, representante do PT de Tangará, faz visita ao gabinete do Senador Jean Paul Prates

O PT Tangará através dos representantes Cayla Rodrigues e Kelis Valentim, estiveram hoje no gabinete do Senador Jean Paul Prates (PT-RN), onde foram recepcionados pelo assessor José Adriano Gadelha que juntos conversaram sobre algumas demandas para o município de Tangará em diversas áreas.

Adriano Gadelha reforçou a importância do trabalho do Jean Paul junto ao Senado e a importante parceria que se forma a partir desse encontro com o município de Tangará para o fortalecimento do Partido, bem como, para o atendimento das demandas socilitadas.

Cayla Rodrigues é um dos nomes ventilados para disputar à prefeitura de Tangará.

INCONTINÊNCIA VERBAL Gilmar será o relator de ação contra Eduardo por apologia ao AI-5

Por Rafa Santos

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado relator da notícia-crime apresentada contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

A ação foi motivada pela entrevista em que o parlamentar defendeu “um novo AI-5” para lidar com a “radicalização dos movimentos de esquerda”.

A petição assinada por 18 parlamentares pede que o líder do PSL na Câmara e filho do presidente Jair Bolsonaro seja processado por improbidade, incitação e apologia ao crime.

A declaração dada para o canal da jornalista Leda Nagle no YouTube foi amplamente repudiada por políticos, membros do Poder Judiciário, operadores de Direito e representantes da sociedade civil.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, chegou a afirmar que a declaração de Eduardo Bolsonaro era “repugnante” e passível de punição.

Uma das reações veementes foi do próprio ministro Gilmar Mendes. Ele publicou uma nota em seu perfil no Twitter em que critica duramente a defesa do Ato Institucional da ditadura.”O AI-5 impôs a perda de mandatos de congressistas, a suspensão dos direitos civis e políticos e o esvaziamento do Habeas Corpus. É o símbolo maior da tortura institucionalizada. Exaltar o período de trevas da ditadura é desmerecer a estatura constitucional da nossa democracia”, escreveu o magistrado.

Após a forte reação, Eduardo gravou uma série de vídeos em que, só no último, se desculpou por suas declarações. O que não impediu que a notícia-crime fosse protocolada no STF por parlamentares da oposição.

MP pode convocar porteiro de Bolsonaro para novo depoimento

Funcionário foi acusado de mentir sobre quem permitiu acesso de Élcio Queiroz a condomínio no dia do assassinato de Marielle Franco
Caio Sartori e Roberta Jansen

Acusado pelo Ministério Público de mentir sobre quem permitiu a entrada de Élcio Queiroz no condomínio Vivendas da Barra no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), o porteiro do local pode ser convocado pelas promotoras a prestar novo depoimento. Em duas oportunidades, ele teria dito às promotoras que, em 14 de março de 2018, Queiroz teve sua entrada no condomínio liberada pela casa 58, que pertence ao presidente Jair Bolsonaro.

Fachada do condomínio Vivendas da Barra, onde mora Bolsonaro e Ronnie Lessa, acusado de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco
Fachada do condomínio Vivendas da Barra, onde mora Bolsonaro e Ronnie Lessa, acusado de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco
Foto: Wilton Junior / ESTADÃO CONTEÚDO

A informação foi revelada semana passada pela TV Globo. A liberação teria sido anotada no livro da portaria, segundo a reportagem. O porteiro teria declarado ainda que, o acesso foi liberado por “seu Jair”. Na época deputado, Bolsonaro estava na Câmara dos Deputados, em Brasília, naquele dia.

O MP apresentou um áudio do sistema de comunicação interno do condomínio, em que Ronnie Lessa, da casa 65/66, autoriza a entrada de Queiroz. Com base nele, promotoras disseram que o porteiro mentiu. Peritos criminais questionaram a validade do áudio como prova porque ele foi analisado apenas por técnicos do MP e em menos de 2h30. “O material está à disposição do juízo”, informou o MP. “Caso queira, a defesa pode requerer nova perícia.”

Em depoimento dado em 4 de outubro, a que o Estado teve acesso, Queiroz confirmou que esteve na casa do amigo naquela noite. Lessa, que também foi interrogado, contou que os dois ficaram bebendo em sua casa, foram a um bar próximo ver um jogo de futebol e beberam até “três, quatro da manhã”. As promotoras não questionaram quem liberou a entrada de Queiroz. Élcio e Lessa negaram ter matado a vereadora e seu motorista, Anderson Gomes.

Quando lhe perguntaram se conhecia alguém no condomínio além de Lessa, Queiroz respondeu, após pensar por um instante: “Não, só conheço ele (Lessa)”. Em seguida, interrompeu a promotora e acrescentou, em tom de brincadeira: “E o presidente da República, né?” Quando Queiroz esteve no condomínio, já era público que o então presidenciável morava ali.

Foi a primeira vez em que os dois suspeitos confirmaram que estiveram juntos em 14 de março. Isso se deu, porém, após o MP descobrir que Lessa havia recebido de sua mulher, em janeiro deste ano, pelo celular, uma foto da planilha que comprova que Élcio foi à casa do amigo por volta das 17h. Os dois estavam soltos, e Elaine, hoje também presa, pedia ao marido que falasse com o Élcio sobre o registro. Só após o interrogatório o MP apreendeu a planilha e os áudios de comunicação interna no condomínio.

Pesquisas

“A gente se vê muito, mas não temos uma rotina. Naquele dia (14 de março), com certeza nos encontramos, ele foi na minha casa. Chegou umas cinco. Ficamos bebendo e depois saímos porque tinha jogo do Flamengo”, disse Lessa.

O MP perguntou a Queiróz por que ele fez pesquisas sobre parlamentares do PSOL na internet, como o ex-deputado Jean Wyllys e o deputado Marcelo Freixo, amigo e padrinho político de Marielle.

“Primeiro porque o Jean é deputado pelo Rio, né…”, respondeu. Ao ser questionado sobre outros parlamentares do Estado, Queiroz respondeu que havia feito várias buscas, mas não lembrava os nomes. Quanto a Freixo, disse que despertava interesse por ter sido candidato a prefeito. Ele afirmou que concorda com pautas da esquerda e que é contra a reforma da Previdência. Queiroz comentou que trabalhou na Prefeitura de Nova Iguaçu, durante a gestão de Lindbergh Farias (PT). “O melhor patrão que tive.”

Lessa, por sua vez, alegou que buscou na internet informações sobre lideranças de movimentos de direitos humanos, ONGs, e endereços que seriam frequentados por Marielle por causa de matérias jornalísticas. O rastreamento das movimentações online de Lessa também revelou a busca por um rastreador, uma placa antirradar e uma caixa para enterrar armas. O acusado alegou que comprou o rastreador para a bicicleta do filho. Afirmou ainda que comprou a placa por curiosidade e explicou que a caixa teria sido usada para guardar uma arma.

Secretária de Saúde solta nota de esclarecimento sobre Cirurgias ortopédicas no Hospital Deoclécio Marques

Natal (RN), 4 de novembro de 2019

Cirurgias ortopédicas no Hospital Deoclécio Marques

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informa que o Hospital Deoclecio Marques não deixará de realizar cirurgias ortopédicas.

No último dia 31 de outubro, foi encerrado o contrato que previa a realização de procedimentos pela Coopmed nessa unidade de saúde. Ressalta-se que não havia a possibilidade de renovação, pois o contrato já estava em excepcionalidade, e que as negociações com a cooperativa já vinham sendo realizadas.

Existe, atualmente, um processo licitatório para contratação de empresa para realização de plantões de ortopedia. Além disso, também está em tramitação chamada pública para contratação de empresa para realização de procedimentos cirúrgicos, incluindo ortopedia.

Até que os processos sejam concluídos, uma equipe de ortopedistas estatutários da Sesap realizará as cirurgias no Hospital Deoclécio Marques. Está vigente o contrato com prestadores da rede privada para realização de cirurgias ortopédicas.

Os serviços de ortopedia dos Hospitais Walfredo Gurgel, Deoclécio Marques e Ruy Pereira funcionarão de forma integrada para atendimento da demanda, com reorganização dos fluxos de atendimento.

Destaca-se, ainda, que está prevista a nomeação de 134 novos médicos servidores, sendo 42 ortopedistas.

Prefeito Álvaro Dias além de Potiguar do Seridó agora é também Cidadão Natalense

 

O Prefeito de Natal, Álvaro Dias, potiguar do Seridó, receberá o Título de Cidadão Natalense nesta terça-feira (05/11), às 18 h, na Câmara Municipal do Natal, em Sessão Solene por proposição do vereador Kleber Fernandes.

Natural de Caicó, distante 282 km da capital potiguar, Álvaro Costa Dias se formou em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e aos 24 anos, ingressou na política quando filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), assumindo a vice-prefeitura de Caicó em 1988. Em 1990, 1994 e 1998 foi eleito deputado estadual.

Em 2002, concorreu ao cargo de deputado federal e foi eleito com quase 140 mil votos. Em 2006, voltou a ser deputado estadual onde permaneceu até 2016, quando aceitou o convite para ser o vice-prefeito da capital potiguar na chapa liderada por Carlos Eduardo Alves. No dia 06 de abril de 2018, com a renúncia de Carlos Eduardo para disputar as eleições de outubro, Álvaro Dias tornou-se prefeito de Natal.

O chefe do executivo municipal tem sido bem avaliado pela população em pesquisas de opinião pública pelo seu esforço contínuo de modernizar Natal.

Gaeco e Delegacia de Combate à Corrupção prende 11 vereadores de Santa Rita ao desembarcarem de falso congresso em Gramado

O Gaeco e as Delegacias de Repressão ao Crime Organizado e Combate a Corrupção,  prenderam 11 vereadores da cidade de Santa Rita (PB) que retornavam de Gramado após participarem de um falso congresso. O caso foi registrado ainda na madrugada desta terça-feira (05) após deixarem o Aeroporto Castro Pinto.

Veja a lista dos vereadores presos:

1 – Anesio Alves de Miranda Filho  – Presidente da Câmara
2 – Brunno Inocencio da Nóbrega Silva
3 – Carlos Antônio da Silva
4 – Francisco de Medeiros Silva
5 – Diocélio Ribeiro de Sousa
6 – Francisco Morais de Queiroga
7 – João Evangelista da Silva
8 – Ivonete Virgínio de Barros
9 – Marcos Farias de França
10 – Sérgio Roberto do Nascimento
11 – Roseli Diniz da Silva

Além dos vereadores, o contador Fábio Cosme também foi preso. A operação Natal Luz teve apoio da Polícia Civil de Sergipe e do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul.

Deputados do PSL defendem quebra de sigilo de gastos do cartão corporativo de Bolsonaro

Com o partido em pé de guerra, integrantes do PSL passaram a defender a quebra do sigilo do cartão corporativo de Jair Bolsonaro. Deputados argumentam que falta isonomia ao presidente, que critica a sigla e exige a devassa nas contas do partido, mas mantém em segredo o detalhamento de gastos com alimentação e transporte. Essa ala da legenda lembra que, quando deputado, Bolsonaro reivindicava transparência no uso da verba presidencial. Agora, parece ter se esquecido do assunto.

No PSL, há quem estude recorrer ao Ministério Público Federal para pedir formalmente a descrição dos gastos do Palácio do Planalto.

O governo fornece dados sobre a despesa total da Secretaria de Administração da Presidência da República, que inclui o gabinete pessoal e órgãos vinculados, mas preserva a divulgação de informações consideradas de segurança do mandatário.

As últimas declarações de Bolsonaro, de que deverá mesmo deixar o PSL e migrar para uma sigla nova, irritaram dirigentes do partido que até a última semana tentavam compor com ele. A ala do “deixa disso” prega agora a expulsão do presidente.

Esses integrantes da legenda vão levar a reivindicação a Luciano Bivar, que comanda o PSL. Vão argumentar que o dirigente não deve se furtar a atender uma solicitação que parta da maioria de seu grupo para não correr o risco de perder apoio.

PAINEL / FOLHA

Janaína Paschoal diz que vê risco de Bolsonaro não terminar mandato e que Eduardo e Carlos Bolsonaro “acreditam na ditadura”

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A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) afirmou nesta segunda-feira que existe o risco de o presidente Jair Bolsonaro não concluir seu mandato por conta de maus aconselhamentos e de erros da sua família. Para Janaína, “ou ele (Bolsonaro) melhora” ou será necessário “construir uma alternativa”.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Janaína disse que não vê nenhuma acusação que atinja Bolsonaro ou algum de seus filhos, mas que erros políticos podem enfraquecê-lo a ponto de ele não conseguir manter sua sustentação no cargo até 2022.

“Acho que há [risco]. Não pela prática de crimes, mas ele se circulou de pessoas que não o aconselham bem” disse Janaína e emendou “tem situações em que ele cria conflitos onde flagrantemente não precisa. E não é só ele, é a família”.

A deputada não explicou qual seria a alternativa caso Bolsonaro perdesse o cargo. Segundo ela, a retórica contra a democracia e pró-ditadura usada em determinados momentos pelo vereador Carlos Bolsonaro e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro é digna de críticas, mas não é surpresa.

“Eles acreditam nisso mesmo. Eles nunca mentiram, durante a campanha ou quaisquer entrevistas. Mas o país tem instituições fortes o suficientes para que fique claro que não existe espaço para isso. Eles pensam muito com esse saudosismo de 1964” disse a deputada.

Segundo Janaína, não há risco de crescimento de autoritarismo no governo pela falta de apoio do presidente pelos “formadores de opinião”.

Ao longo do programa, a deputada também defendeu a atuação do ministro da Justiça Sérgio Moro. “Não sinto nele um desejo de intervenção para melhorar a situação para o presidente. Não vejo o ministro Moro como um advogado do presidente como no passado recente.”

ESTADÃO CONTEÚDO

Governo Bolsonaro anuncia hoje novas medidas econômicas. Veja quais são

O governo começa a apresentar nesta terça-feira ao Congresso um conjunto de reformas para equilibrar as contas públicas. O pacote é a prioridade da equipe econômica após a aprovação da reforma da Previdência e vem sendo chamado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de “agenda de transformação do Estado”.

O anúncio será dividido em duas partes. Nesta terça-feira, serão apresentadas ao Senado três propostas de emenda à Constituição (PECs). Uma delas prevê medidas emergenciais de ajuste fiscal, como redução de salários e jornada de servidores públicas. Outra, tratará da redistribuição de recursos com estados e municípios. A terceira desvinculará dinheiro hoje preso em fundos públicos, liberando R$ 220 bilhões para abater a dívida pública.

Já na quarta-feira, o governo encaminhará à Câmara dos Deputados a proposta de reforma administrativa. O texto prevê que novos servidores só tenham direito a estabilidade após dez anos: três anos de estágio probatório e sete anos de contrato. Em outra frente, prevê uma reestruturação do plano de carreiras do funcionalismo, acabando com funções como datilógrafo e vidreiro, consideradas obsoletas.

Também chamada de Mais Brasil, a PEC prevê a redistribuição de recursos com estados e municípios. O objetivo da equipe econômica é pôr em prática o princípio do “mais Brasil, menos Brasília”. Ou seja: descentralizar dinheiro que fica em Brasília, irrigando estados e municípios. Essa divisão será feita principalmente por meio da arrecadação de royalties do petróleo. O governo federal quer que, no futuro, estados e municípios fiquem com 70% da arrecadação desses recursos, e a União receba apenas 30%. Hoje, ocorre o inverso: governos locais ficam só com 30%.

A PEC do pacto também vai propor uma desvinculação de recursos públicos. O plano ganhou o apelido de DDD, em referência às três medidas que Guedes planeja para o Orçamento: desvincular, desindexar e desobrigar despesas. Um dos pontos prevê, por exemplo, mudanças na regra que hoje destina percentuais fixos da receita com os gastos com saúde e educação. O projeto deve criar uma regra única para as duas áreas, assim, gestores públicos teriam mais flexibilidade para escolher o que é prioridade.

PEC emergencial

A medida também é conhecida como PEC dos gatilhos, em referência às ações que são engatilhadas a partir do descumprimento de regras fiscais. O objetivo é cortar despesas obrigatórias e, assim, reequilibrar as finanças públicas no curto prazo. Entre as medidas, está a possibilidade de redução de jornadas e salários de servidores públicos.

A proposta que será enviada pelo governo ao Senado é semelhante a outro projeto, de autoria do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), que hoje tramita na Câmara. A estratégia do governo é que os dois textos se encontrem eventualmente, de forma que as medidas sejam complementares.

A principal diferença entre as duas medidas é que a PEC elaborada pelo governo amplia a possibilidade de acionamento de gatilhos a estados e municípios. Assim, governadores também poderão reduzir salários e jornadas de servidores para se ajustarem aos limites de gastos previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Para a União, o acionamento desse gatilho ocorrerá pelo descumprimento da chamada regra de ouro, que proíbe que o governo federal se endivide para pagar despesas correntes.

PEC dos fundos

A proposta busca liberar R$ 220 bilhões, hoje parados em mais de 280 fundos públicos. O objetivo é usar esse dinheiro para abater a dívida pública, hoje em R$ 5,5 trilhões. Esse montante equivale hoje a 79% do Produto Interno Bruto (PIB).

A reformulação irá poupar os fundos constitucionais do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Nesse caso, o dinheiro é usado para investimentos nos estados dessas regiões. A avaliação é que não há clima político para acabar com esses fundos.

Veja o que será apresentado nos próximos dias:

Quarta-feira: PEC da reforma administrativa

Proposta para revisar as regras do funcionalismo público. Entre as principais medidas, o governo quer rever o modelo para conceder estabilidade a novos servidores. Quem entrar a partir da aprovação das novas regras, precisará passar por três anos de estágio probatório e será contratado sem estabilidade por até sete anos. Após dez anos, será servidor estável. Hoje, aprovados em concursos se tornam estáveis após os três anos de estágio.

O governo também planeja uma ampla reestruturação das carreiras. Hoje, existem mais de 2 mil cargos e 117 carreiras no funcionalismo. O plano inclui a extinção de carreiras como datilógrafo, ascensorista e vidreiro. O fim dessas funções, no entanto, só ocorreria após a aposentadoria dos servidores que hoje ocupam esses cargos. Não há previsão de demissão de funcionários públicos.

Em outra frente, o projeto também prevê o fim do que são considerados privilégios para servidores. Funcionários do Judiciário, inclusive juízes, perderão o direito a férias de dois meses. Também está previsto o fim da licença especial de três meses a que servidores têm hoje direito para fazer cursos fora. Além disso, a PEC vai prever o fim da progressão funcional por tempo de serviço. As promoções só ocorrerão por mérito.

Quinta-feira: Pacote de emprego

Para estimular a contratação de jovens e pessoas acima de 55 anos, o governo vai propor uma desoneração da folha de pagamento temporária. Serão zeradas as contribuições para a Previdência Social, o Sistema S e salário-educação dessas faixas etárias. O FGTS deverá cair de 8% para 2%, segundo técnicos a par das discussões. Os benefícios deverão vigorar por dois anos e os empregadores não poderão se aproveitar da nova modalidade de contratação para substituir os funcionários atuais.

Também será anunciado um programa de microcrédito, voltado para a população de baixa renda e desbancarizada (sem acesso às instituições financeiras).  A ideia é copiar o Crediamigo, ofertado pelo banco do Nordeste – que reúne vários empreendedores individuais ou reunidos em grupos solidários que atuam no setor informal e formal.  A abertura de conta é gratuita e o risco de calote é dividido entre os tomadores.

Próximos dias: reforma tributária e programa de aceleração de privatizações

Ainda estão previstas, para os próximos dias, ainda a confirmar, o lançamento de duas medidas da agenda pós-Previdência. A proposta de reforma tributária do governo será fatiada e tocada aos poucos no Congresso. A primeira medida será a unificação do PIS/Cofins, primeiro passo para a criação de um imposto que substituirá tributos federais.

Já para as privatizações, está prevista a criação de um rito acelerado para venda de estatais, chamado de “fast track”, algo como pista rápida, em tradução livre.

O GLOBO

Eles querem salvar o Brasil de férias: PGR se rebela contra redução de ferias de 60 dias para promotores e procuradores e faz ameaças

Ai de quem vive sem horror, pois só o espanto salva a sanidade em tempos de insensatez. Se você acha que já viu tudo, recomenda-se que leia uma nota emitida nesta segunda-feira pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

No texto, o doutor rebela-se contra a idéia de acabar com as férias de 60 dias de promotores e procuradores, mimo usufruído também por juízes. Em defesa de sua corporação, Aras converteu-se numa espécie de cavaleiro do Apocalipse.

“Caso o Parlamento pretenda levar adiante a redução das férias, é provável que tenhamos que discutir, também, a necessidade de se estabelecer jornada de trabalho e férias de 30 dias para os membros dos Poderes Legislativo e Executivo – o que seria o caos na vida nacional”.

A lipoaspiração nas férias dos membros do Ministério Público é discutida no âmbito da reforma administrativa do governo. Consta de proposta de emenda à Constituição relatada pelo líder de Jair Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra.

Aras poderia defender a extinção ampla, geral e irrestrita das férias em dobro. Mas preferiu utilizar seu poder de persuasão na construção de uma tese mosqueteira: “Um por todos, todos por hummmmmmm…”

Dias atrás, ao comentar o flagelo do desemprego, Jair Bolsonaro afirmou: “O pessoal sempre fala em direito, direito, direito… E esquece deveres. O que eu tô sentindo por parte do trabalhador é que eles já falam: ‘Se for possível, menos direito e [mais] emprego”. E Aras: Não ousem tocar nos nossos privilégios.

Admitindo-se que a Procuradoria siga o calendário do Judiciário, o repouso anual não é de 60 dias, mas de 88 dias. Nessa conta, observada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, entram, além das férias, um recesso de final de ano e feriadões prolongados.

Aras alega que promotores e procuradores suam demasiado a camisa. “A carga de trabalho de cada membro torna-se até certo ponto desumana…” E a redução das férias em dobro levaria procuradores a “descumprir prazos, dobrando ou triplicando os 110 milhões de processos que hoje existem”.

A tese do procurador-geral é desconexa e insultuosa. Não faz nexo porque excesso de processos se resolve com mais trabalho, não com mais férias. Insulta a inteligência alheia porque subverte o significado de crueldade. Desumano é não ter um contracheque para encher a geladeira. Ou arrostar a sobra do mês no fim do salário.

Tudo muda no Brasil, exceto a disposição das autoridades de suportar na própria pele todas as vantagens que o déficit público puder financiar. Em situação normal, as férias de 60 dias seriam um absurdo. Num país empregocida, com 12 milhões de pessoas no olho da rua, tornam-se um escárnio.

É verdade que o brasileiro se espanta cada vez menos. Virou um cidadão de poucos espantos. Suprimiu dos seus hábitos o ponto de exclamação. Mas não convém cutucar a sociedade com o pé. Ela pode morder.

JOSIAS DE SOUZA

Depoimento do porteiro foi filmado, diz jornal

Foto: Domingos Peixoto | Agência O Globo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro filmou o depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra que anotou no livro o número 58 (o da casa de Jair Bolsonaro) e disse ter ouvido o o.k. do “seu Jair” quando o PM reformado Élcio Queiroz quis entrar no local.

A Polícia ainda não periciou a voz desse porteiro com a do outro porteiro, que surgiu num áudio divulgado por Carlos Bolsonaro. Como, repita-se, o depoimento foi filmado basta comparar as vozes. Nada que seja muito complicado, aliás.

Queiroz é acusado pela polícia de ser o motorista do carro usado no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Lauro Jardim – O Globo

Amigos lamentam o falecimento de Creso Dantas

Faleceu ontem (4) em Natal, Creso Venâncio Dantas, funcionário aposentado do Tribunal de contas do Estado. Assessor na Prefeitura Municipal de Assu. Ex assessor do Bandern e do Banco de Alagoas.

Prestou consultoria em dezenas de Prefeituras. Deixou um único bem material, uma casa de morada comprada pelo sistema de habilitação. Creso sempre foi um servidor honrado e tido como vítima de perseguições do Ministro Público Estadual. Faleceu sem deixar riquesas.

Ele era pai do jornalista Diógenes Dantas é muito estimado pelos inúmeros amigos. ­

O prefeito de Assu, Gustavo Soares decretou luto oficial pelo falecimento do colaborador Creso Dantas.

Seu amigo e advogado Iran Padilha prestou homenagem fazendo um requerimento a São Pedro para deferir seu ingresso no Céu.