Arquivo diários:22/11/2019

Com Libertadores, Flamengo pode ser primeiro time bilionário do Brasil

A final da Libertadores, principal campeonato de futebol da América do Sul, colocará frente a frente dois times com bons resultados dentro e fora de campo, no sábado, em Lima, no Peru.

De um lado, o argentino River Plate, atual campeão continental, que em pesos dobrou seu faturamento nos últimos dois anos, para 2,1 bilhões de pesos, ou 58 milhões de dólares. De outro está o Flamengo, time com maior receita das Américas, que faturou 140 milhões de dólares em 2018 e que até setembro deste ano já acumula 167 milhões de dólares.

Os dois clubes conseguem um feito raro no continente: gastam menos do que arrecadam. O River teve um custo com futebol de 29 milhões de dólares ano passado (50% da receita), ante 90 milhões de dólares do Flamengo (65% da receita). “Até pouco tempo atrás, especialmente no Brasil, o time campeão gastava tanto que fechava no vermelho. O Flamengo está conseguindo aumentar as despesas e as receitas”, diz o consultor Amir Somoggi, fundador da consultoria SportsValue.

Segundo cálculos de Somoggi, os bons resultados em campo podem, num ciclo virtuoso, impulsionar o balanço do Flamengo a ponto de colocar o clube num novo patamar: o primeiro bilionário do futebol brasileiro. Líder do campeonato nacional, o Flamengo deve embolsar 60 milhões de reais com o título; na Libertadores, mesmo o vice campeonato lhe garante 13 milhões de dólares (o troféu vale 19 milhões). Com os quase 30 milhões de dólares de premiação, o faturamento já embolsado este ano e o terceiro trimestre por vir, o clube carioca pode fechar o ano perto dos 250 milhões de dólares — ou mais de 1 bilhão de reais.

Fonte: Exame

Juíza proíbe lançamento de livro sobre a vida de Suzane von Richthofen

Suzane von Richthofen tem tentado impedir publicação de livro na Justiça

 

Rafha Santos/CONJUR

A juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté (SP), suspendeu o lançamento, a divulgação e a comercialização do livro “Suzane, assassina e manipuladora”.

O livro tem produção da editora Matrix e foi escrito pelo jornalista Ullisses Campbell, que disse ter pesquisado a vida da detenta durante três anos.

A decisão foi proferida no último dia 12 de novembro e atende a pedido dos advogados da detenta. Ao analisar o caso, a magistrada afirmou que Suzane von Richthofen não foi entrevistada pelo autor e que a obra apresenta informações sigilosas do processo. Ela também ponderou sobre o fato da obra não ser de interesse público e causar danos morais irreparáveis a reclamante.

Essa não foi a primeira tentativa de Suzane de impedir o lançamento do livro. No dia 9 de outubro deste ano, seus representantes ingressaram com a ação na Vara Única do Foro de Angatuba (SP).

A defesa de Suzane pediu tutela de urgência, para coibir a promoção do livro. A juíza Larissa Gaspar Tunala indeferiu o pedido por entender que a ação não apresentava requisitos processuais para concessão do pedido.

A negar provimento, a magistrada fez menção ao entendimento exarado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) nº 4815, que trata da permissão para publicações de biografias não autorizadas.

No dia 1º deste mês, Suzane entrou com Agravo de Instrumento no Tribunal de Justiça de São Paulo e o caso foi distribuído para 9ª Câmara de Direito Privado. O pedido foi negado pelo desembargador relator Piva Rodrigues.

No entendimento do magistrado, a decisão de primeira instância restou satisfatoriamente fundamentada e solidamente lastreada em precedente recente análogo julgado pela Corte Suprema. No dia 19 deste mês, o colegiado negou provimento a ação em votação unânime.

Também participaram do julgamento os desembargadores Galdino Toledo Júnior e José Aparício Coelho Prado Neto.

Em paralelo a esses pedidos, Suzane teve êxito com o “pedido de providências” à Corregedoria dos Presídios, apreciado pela juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani.

Os advogados do autor, Alexandre Fidalgo e Juliana Akel Diniz, alegam que a a decisão representa clássica hipótese de censura prévia, rechaçada pela Constituição Federal e pelo STF, notadamente no julgamento da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 130.

Presidente municipal do PSOL é assassinado no Acre

Patrik Camporez

O presidente do PSOL no município de Xapuri, no Acre, Josimar da Silva Conde, de 47 anos, foi assassinado na tarde desta quarta-feira, 20. Seringueiro, Conde foi candidato a vice-prefeito e um dos fundadores do partido no município de Xapuri.

Ainda não há detalhes sobre o assassinato da liderança. Informações preliminares dão conta de que a morte envolveria conflitos de terras da região. Xapuri é a cidade do ambientalista brasileiro Chico Mendes, conhecido internacionalmente pela luta em defesa da Amazônia e do povo que nela vive.

O diretório estadual do PSOL no Acre confirmou a morte do líder do partido, nesta quinta-feira, por meio de uma nota divulgada nas redes sociais. “O Partido manifesta seu pesar frente ao brutal assassinato do presidente municipal do PSOL em Xapuri (Acre), Josimar da Silva Conde. Sua trajetória e dedicação foram muito importantes para a construção dos ideais de sociedade justa e livre que acreditamos. Expressamos nossas condolências à família e ao povo de Xapuri pela perda que também nós sentimos. Desejamos força e conforto neste momento de sofrimento”, afirma a manifestação.

Witzel promete processar Bolsonaro: “Passou dos limites”

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel respondeu, nesta quinta-feira (21), as acusações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro de que estaria manipulando as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco. Irritado com as falas do capitão da reserva, o ex-juiz prometeu processar Bolsonaro. “Ele está acusando um governador de manipular a polícia do seu Estado. A polícia do Rio é independente. Infelizmente, o senhor Jair Bolsonaro passou dos limites”, disse Witzel, em entrevista ao jornal O Globo.

“Eu vou tomar providencias judiciais contra ele, vou iniciar uma ação penal para que ele responda pelos seus atos tentando me acusar de fatos que eu não pratiquei”, completou o governador. Ainda segundo Witzel, a família do presidente não deveria estar preocupada com as investigações caso não tivesse nada a esconder.

“Se o Flávio Bolsonaro está sendo investigado, se esse processo da Marielle tem um fato que envolve a casa do presidente, isso não compete a mim, e sim ao Ministério Público, que tem independência, à Polícia Civil, que no nosso governo ganhou independência. Quem não deve não teme”, provocou o governador.

Entenda as acusações de Bolsonaro contra Witzel

No início de novembro, pouco depois de um porteiro citar o presidente da República como a pessoa que liberou a entrada de um acusados do homicídio de Marielle Franco no condomínio, Bolsonaro já havia falado que o governador do Rio estava por trás da investigação. Na época, o presidente já havia rompido com boa parte do PSL.

“(Witzel) Não podia ter acesso a um processo em segredo de Justiça. Mais do que isso, né? A minha convicção é de que ele agiu no processo para botar meu nome lá dentro”, afirmou o presidente, que foi a uma concessionária da Honda buscar uma moto que adquiriu.

Bolsonaro também acusou o delegado da Polícia Civil responsável pelo caso Marielle de ser “amiguinho” do governador. Ele disse ainda que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi acionado e entrou em contato com o procurador-geral da República, Augusto Aras, para tratar do caso. “Eu não trato isso com o Aras. Não tem cabimento, o tratamento com Aras foi via ministro da Justiça”, afirmou.

“Está requisitado, está tudo deferido, é a Polícia Federal com o assessoramento do MP Federal lá da seção do Rio de Janeiro. Vamos ouvir o porteiro, vamos ouvir aí o delegado também, o delegado que é muito amiguinho do governador, e logicamente que gostaria que o governador também participasse, né?”, disse o presidente.

Bolsonaro se disse vítima de perseguição e reiterou que não estava em sua casa no condomínio Vivendas da Barra no dia 14 de março de 2018. “Eu estava aqui (em Brasília), não estava lá. E outra, nós pegamos antes que fosse adulterado, pegamos lá toda a memória da secretária eletrônica, que é guardada há mais de anos, a voz não é minha. Não é o seu Jair. Agora, o que eu desconfio, que o porteiro leu sem assinar ou induziram ele a assinar aquilo. Induziram entre aspas, né? Induziram a assinar aquilo”, afirmou.

Nesta quinta-feira, o presidente voltou a citar o nome de Witzel. “Esse é o trabalho, em parte, desse governador que tem obsessão de ser presidente da República. Dizem alguns que no seu gabinete ele usa a faixa presidencial”, afirmou Bolsonaro.

Gugu Liberato segue internado após acidente nos EUA

Informações que circularam ontem, quinta-feira davam conta do falecimento do apresentador, que sofreu um acidente doméstico

A assessoria de imprensa de Gugu Liberato informou, na noite desta quinta-feira (21), que o apresentador da Record TV não está morto, ao contrário do que alguns veículos de imprensa divulgaram durante a tarde. Segundo o comunicado, Gugu se encontra vivo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital onde está internado, nos Estados Unidos, “sendo acompanhado pela equipe médica .

A nota também informou que o hospital vai divulgar o primeiro boletim médico sobre o estado de saúde do apresentador nesta sexta-feira (22), “primeiramente à família”. Os familiares de Gugu chegaram a Orlando — onde ocorreu o acidente — por volta das 19h30 desta quinta.

O apresentador foi encaminhado ao hospital na quarta (20), após sofrer um acidente doméstico em sua casa na Flórida, onde moram seus filhos com a mãe, Rose Miriam. Apesar de morar no Brasil, Gugu visita os filhos nos EUA com frequência.

Atualmente o apresentador comanda o reality show Canta Comigo, que vai ao ar às quartas-feiras e já está totalmente gravado, com final prevista para o dia 4 de dezembro. Ele também estava escalado para participar da gravação do especial Família Record e do reality de casais Power Couple.

Confira a nota na íntegra:

Nesta quarta-feira, 20, o apresentador Gugu Liberato sofreu um acidente (uma queda) em sua casa em Orlando e encontra-se internado em observação.

Gugu está na Unidade de Terapia Intensiva e vivo, sendo acompanhado pela equipe médica local. As informações que circulam sobre uma suposta morte do apresentador são inverídicas. 

Os familiares de Gugu chegaram a Orlando por volta das 19h30 desta quinta-feira e irão conversar pessoalmente com a equipe médica.

De acordo com os procedimentos do hospital, somente amanhã, sexta-feira, um boletim médico será divulgado primeiramente à família. 

Assim como todos os familiares, amigos, fãs e profissionais de imprensa, estamos confiantes em sua recuperação e agradecemos as manifestação de apoio.

Prefeito Álvaro Dias e milhares de fiéis louvam Nsa. Sra. da Apresentação em Missa na Pedra do Rosário

O Prefeito de Natal, Álvaro Dias, esteve presente ao nascer do sol nas proximidades da Pedra do Rosário, Passo da Pátria, participando da Celebração à padroeira de Natal, Nossa Senhora da Apresentação.

“Me sinto muito feliz em estar presente nessa belíssima celebração, quero dizer e exaltar a importância de Nossa Senhora da Apresentação para todos os Natalenses e para o povo do Rio Grande do Norte. Todos os dias, ela está presente em nossas vidas, guiando e iluminando para trilharmos os melhores caminhos. Que ela possa continuar abençoando a vida de todos nós”, disse o prefeito Álvaro Dias.

Além do chefe do executivo municipal, outras autoridades públicas e milhares de pessoas estiveram presentes acompanhando a missa.

HISTÓRIA

Conta a tradição que na manhã de 21 de novembro de 1753, pescadores encontraram na margem direita do Rio Potengi, na confrontação da Igreja do Rosário, um caixote que estava encalhado numa pedra. Quando abriram-no, encontraram uma imagem da mãe de Jesus com um menino no colo.

A referida imagem tinha uma mão estendida, aparentando sustentar alguma coisa. Logo, deduziram que fosse um rosário. Avisado sobre a novidade daquela descoberta, o vigário da Paróquia, Pe. Manoel Correia Gomes Pressurroso, se dirigiu ao local e, incontinenti, conduziu o vulto para a Matriz, ciente de que se tratava de um ícone de Nossa Senhora do Rosário.

Entretanto, como 21 de novembro é, no calendário litúrgico da Igreja Católica, o dia em que se festeja a apresentação da Mãe de Jesus no Templo, deram à imagem que apareceu no Rio Potengi o nome de Nossa Senhora da Apresentação.

Dentro dos festejos em honra de Nossa Senhora da Apresentação que acontecem no período de 11 a 21 de novembro, no 21 de novembro, é tradicionalmente realizada às 5 horas da manhã, a “Missa da Pedra do Rosário”, à beira do Rio do Potengi, local onde a imagem apareceu.

Em homenagem à padroeira, o dia 21 de novembro é feriado municipal em Natal.

Prefeito de São Gonçalo, Paulo Emídio, entrega nova iluminação da RN-160

Mais de 8 quilômetros da RN-160 foram iluminados por LED pela Prefeitura de São Gonçalo do Amarante/RN. Nesta quinta-feira (21), o prefeito Paulo Emídio, o Paulinho, entregou oficialmente a benfeitoria.

A ação faz parte do programa Luz pela Paz que está substituindo as lâmpadas antigas por luminárias de LED na iluminação pública da cidade. A expectativa é que 70% do município esteja com a nova iluminação até final de 2019.

“Foram instaladas 300 luminárias que deram mais luminosidade e consequentemente mais segurança a quem trafega na rodovia. Os serviços também incluíram implantação, retirada e relocação de postes, além de braços e cabeamento”, destacou Paulo Henrique, secretário de Operações e Iluminação Pública.

Bancos anunciam mutirão para renegociação de dívidas em dezembro

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, assinaram hoje (21) um acordo de cooperação técnica para promover ações coordenadas na área de educação financeira e de renegociação de dívidas. O acordo foi assinado no início da tarde de hoje, em São Paulo.

A primeira ação do acordo será a realização de um mutirão para renegociação de dívidas, marcado para ocorrer entre os dias 2 e 6 de dezembro. Neste mutirão, participarão os bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Banrisul. Uma novidade será que a renegociação de dívidas poderá ser feita nas próprias agências, de forma personalizada. Ao todo, 261 agências bancárias participarão do mutirão.

As agências deverão ficar abertas até as 20h para isso. A lista com as agências participantes da ação serão divulgadas na próxima segunda-feira (25), no site Papo Reto, da Febraban.

Galvão Bueno permanece na UTI após infarto

O estado de Galvão Bueno é estável. Familiares do narrador da Globo confirmaram na noite desta quinta-feira que o procedimento de cateterismo para a desobstrução de uma artéria foi bem sucedido e ele está consciente. Galvão permanecerá na UTI pelo menos essa noite e a família aguarda pelo laudo médico para saber o que ocasionou o mal-estar.

O dono da voz mais marcante das transmissões esportivas chegou a Lima na quarta-feira para narrar a final da Copa Libertadores da América entre Flamengo e River Plate, que ocorre no sábado. Galvão saiu para jantar com a esposa Desiree e, na manhã desta quinta-feira, enquanto o casal passeava em um mercado típico da cidade de Lima, capital do Peru e local da partida, o profissional de 69 anos sentiu dores no peito.

Ontem, o Grupo Glogo disse que ele deveria permanecer por quatro dias em observação no hospital e que ele estava “consciente e disposto após quadro de infarto”.

Recentemente, Galvão Bueno já havia apresentado problemas de saúde, inclusive no ar. No primeiro jogo da semifinal da Libertadores entre Grêmio e Flamengo, o narrador estava com a voz prejudicada e não conseguiu narrar os gols das duas equipes no empate por 1 a 1. Depois da partida, ele pediu desculpas aos milhões de torcedores que estavam assistindo.

Veja

Alcolumbre manobra para atrasar votação de PEC da 2ª instância

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), lançou mão de uma manobra para atrasar a votação de uma proposta que autorize a prisão de condenados em segunda instância. O argumento de Alcolumbre é construir um texto em consenso com a Câmara e não apressar a análise de um projeto diferente.

A estratégia foi elaborada em reunião nesta quinta-feira, 21, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deputados e senadores na residência de Alcolumbre. O líder do DEM no Senado, Rodrigo Pacheco (MG), foi escalado para escrever outro projeto sobre a prisão em segunda instância depois de os senadores já terem costurado um texto com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Nesta quinta-feira, 21, Pacheco e Moro se reuniram em Belo Horizonte para conversar sobre o assunto.

“Posso garantir que não haverá nenhum tipo de engavetamento de proposta alguma em relação a isso. O que vai se estabelecer é um acordo de vontades, que é um anseio da sociedade e uma necessidade do país”, afirmou Rodrigo Pacheco após reunião de senadores.

O líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), admitiu que a proposta sobre prisão em segunda instância pode ser adiada para ano que vem. “É melhor o Brasil ter um dispositivo legal consolidado no começo de 2020 do que tentar atropelar um processo legislativo e levar a população brasileira à mesma dúvida que a matéria já aprovada na Constituição levou o Supremo Tribunal Federal”, afirmou o líder do governo após reunião com senadores. “Isso que pode ser visto como atraso, protelação, mas também pode ser uma grande oportunidade para o entendimento estratégico”, acrescentou Gomes.

Veja

Ex-policial volta a negar que tenha citado casa de Bolsonaro ao visitar condomínio

O ex-policial Élcio de Queiroz, acusado de ser cúmplice do assassinato de Marielle Franco, foi ouvido mais uma vez pela Polícia Civil sobre a história do porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro —que disse em depoimentos que o próprio presidente autorizara o suspeito a entrar no local.

Élcio voltou a repetir que nunca citou a casa 58, de Bolsonaro, para o funcionário quando visitou o condomínio. Na quarta (20), ouvido pela Polícia Federal, o porteiro disse que errou ao atribuir ao presidente a autorização para entrada.

As perguntas integraram depoimento sobre a morte de Marielle dado por Élcio há algumas semanas, na penitenciária de Porto Velho. O outro suspeito, Ronnie Lessa, também foi ouvido.

Mônica Bergamo/Folha de S.Paulo

Supremo sinaliza excluir antigo Coaf de julgamento

Em discordância com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, a maioria dos ministros da Corte sinalizou que pretende retirar a Unidade de Inteligência Financeira (UIF), antigo Coaf, do julgamento sobre a necessidade de autorização judicial para o compartilhamento de dados sigilosos entre órgãos de controle e o Ministério Público. Logo, o debate deve ficar restrito, apenas, à necessidade de anuência de um juiz para que investigadores tenham acesso a informações da Receita Federal. Paralisado nesta quinta-feira, 21, após dois votos, o julgamento deve ser retomado quarta-feira.

Caso essa posição seja confirmada, volta a correr a investigação sobre um suposto esquema de “rachadinha” – quando funcionários de um gabinete devolvem parte do salário para o político – que envolve o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A investigação teve início depois que o antigo Coaf comunicou o Ministério Público (MP-RJ) sobre movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz – o caso foi revelado pelo Estado.

Os ministros argumentam que o julgamento deve excluir a UIF e ficar restrito à Receita porque o caso examinado é um processo de sonegação fiscal envolvendo donos de um posto de gasolina em Americana (SP). A defesa dos empresários acusa a Receita de extrapolar suas funções ao passar dados sigilosos sem aval da Justiça.

O processo ganhou repercussão geral, ou seja, o entendimento do Supremo deve ser aplicado para outros casos nos diversos tribunais do País. Toffoli, no entanto, resolveu colocar também em discussão o compartilhamento de dados da UIF.

Para o procurador-geral da República, Augusto Aras, Toffoli ampliou o escopo do caso levado a julgamento, incluindo também a UIF, quando a discussão inicial tratava apenas da Receita. Foi nesse processo que o presidente do Supremo suspendeu, em julho, todos os procedimentos de investigação apoiados em dados fiscais e bancários compartilhados sem o aval prévio da Justiça, o que beneficiou Flávio.

“Eu tenho muita dificuldade em enfrentar esse tema (UIF), que não foi suscitado em nenhum momento nesse RE (recurso extraordinário)”, disse o ministro Ricardo Lewandowski, na sessão desta quinta.

A ministra Rosa Weber reforçou a posição do colega, ao afirmar que tem “perplexidade” em discutir, nesse processo sobre Receita, a atuação do antigo Coaf. “Pelo visto ele só surgiu aqui em sede extraordinária. Não se diz uma linha a respeito (da UIF no caso)”, observou.

Na avaliação do ministro Marco Aurélio Mello, a maioria do tribunal deve se posicionar contra a ideia de se debruçar sobre a atuação da UIF no compartilhamento de informações. “Não vamos tirar o que não está. Não vamos é incluí-lo. Não faz (sentido). Cada dificuldade em seu dia”, disse o ministro a jornalistas, depois da sessão.

Divergência. Até agora, votaram apenas os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ambos trataram tanto da Receita quanto da UIF, embora tenham divergido. Como o julgamento só será retomado na próxima quarta-feira, Toffoli conta com o tempo para tentar convencer os colegas.

No único voto desta quinta, Moraes não acompanhou propostas feitas por Toffoli para restringir compartilhamentos de informações fiscais e bancárias por parte da Receita e da UIF com o Ministério Público Federal.

Moraes votou que a Receita não pode ser privada de encaminhar ao MPF dados que são importantes para a deflagração de investigações criminais. Segundo o ministro, não faz sentido, portanto, impedir o envio de dados fiscais detalhados quando há indício de crime. O presidente do STF havia proposto que o Fisco não pode encaminhar ao Ministério Público dados detalhados de Imposto de Renda e extrato bancário.

Toffoli havia estabelecido, também, que a UIF não pode enviar ao MPF relatórios de inteligência financeira (RIFs) contra “cidadãos sem alerta já emitido de ofício pela unidade de inteligência ou sem qualquer procedimento investigativo formal”.

Estadão Conteúdo