Arquivo diários:29/11/2019

Ministro da Educação nega saída do governo

Foto: Agência Brasil

Em meio a boatos de que sairia do governo, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou categoricamente que não deixará o cargo. “Eu não vou pedir demissão e meu relacionamento com o presidente está ótimo”, disse, em entrevista ao iG . Ele afirma que os boatos sobre sua saída são mentirosos e têm o objetivo de desestabilizar seu trabalho.

O comentou ainda o relatório da Comissão Externa de Acompanhamento do Ministério da Educação da Câmara dos Deputados, que, na manhã desta quarta-feira (27).  classificou a gestão da pasta como “insuficiente” , além de emitir 52 recomendações. “São dois parlamentares que querem se promover sem ter feito a lição de casa deles, basicamente é isso”, disse, após desconsiderar o documento.

Weintraub  assumiu o comando da Educação no dia 8 de abril deste ano, após um início de governo conturbado e marcado por polêmicas, que culminaram na demissão precoce do então ministro Ricardo Vélez Rodríguez.  Como seu antecessor, o atual chefe do Ministério da Educação é da ala olavista do governo. Ele é ex-aluno de Olavo de Carvalho e foi indicado por seu professor para o posto.

Otimista, o governista faz uma análise positiva do primeiro ano de governo: “Um ano que começou extremamente duro e com grande parte da mídia atacando e mentindo. A gente conseguiu reverter e terminar o ano em uma direção muito positiva”, garante.

iG

Procurador parlapatão é afastado após dizer que escravidão ocorreu porque ‘índio não gosta de trabalhar’

Foto:Divulgação/MPPA

O procurador do Ministério Público do Pará (MPPA) que disse que a escravidão no Brasil ocorreu porque ‘o índio não gosta de trabalhar’ foi afastado nesta quinta (28).

A decisão foi tomada em sessão extraordinária do colégio de procuradores da entidade, homologou pedido de afastamento do procurador Ricardo Albuquerque. O grupo também decidiu por unanimidade instaurar processo administrativo contra ele, que é ouvidor-geral do MPPA.

Ele ficará longe do cargo até a conclusão da investigação instaurada pela Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para apurar a conduta dele.

Em palestra na terça (26), Albuquerque disse que “esse problema da escravidão aqui no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar. Até hoje”.

“O índio preferia morrer do que cavar mina, do que plantar para os portugueses. E foi por causa disso que eles [colonizadores portugueses] foram buscar pessoas nas tribos lá na África para vir substituir a mão de obra do índio aqui no Brasil”, seguiu ele, em apresentação a alunos de uma universidade que visitavam a sede da procuradoria.

Albuquerque também afirmou que não acha que “tenhamos dívida nenhuma com quilombolas”. “Nenhum de nós aqui tem navio negreiro. Nenhum de nós trouxe um navio cheio de pessoas da África para serem escravizadas aqui no Brasil”.

Em nota divulgada no mesmo dia, o MPPA disse repudiar o teor das declarações do procurador, que não compactua com qualquer ato de preconceito e que o teor das declarações “reflete tão somente a opinião pessoal” dele. As manifestações de Silva foram gravadas e circulam por redes sociais.

Também por meio de nota, o procurador afirmou que o áudio com suas falas está sendo divulgado fora de seu contexto, uma vez que o assunto era o Ministério Público como instituição “e não tinha como escopo a análise de etnias ou nenhum outro movimento dessa natureza”.

“Depois de falar por aproximadamente uma hora e 20 minutos, o procurador de justiça disponibilizou a palavra aos presentes para que, num ambiente acadêmico, respondesse a críticas, comentários ou curiosidades, lamentando que o divulgador ao invés de mostrar sua discordância de maneira dialética e leal, optou por, de maneira sub reptícia, tentar macular o bom nome de uma pessoa preocupada em contribuir com a disseminação do conhecimento de maneira imparcial”, conclui a nota dele.

Folha de SP

Tribunal tendencioso: Ministros do STF e do STJ dizem que TRF-4 ‘errou a mão’ em caso Lula para reafirmar a Lava Jato

A decisão do TRF-4 de não só manter como também ampliar a condenação de Lula no caso do sítio de Atibaia (SP) instalou em setores expressivos do Supremo e do Superior Tribunal de Justiça a percepção de que a corte que revisa atos da república de Curitiba errou a mão. O revés imposto ao petista veio mesmo com precedente do STF favorável à sua tese. Questões técnicas que foram desconsideradas reforçaram a percepção de ministros de que o processo foi usado para reafirmar a Lava Jato.

O TRF-4 entendeu que a defesa de Lula não foi prejudicada pelo fato de ele ter apresentado alegações finais ao mesmo tempo que delatores. O Supremo decidiu, por maioria, que colaboradores seriam uma espécie de assistentes da acusação, o que garantiria ao réu o direito de falar por último, para rebater o que lhe for imputado.

Um ministro do STJ lembra que há menções a acusações de delatores na sentença que condenou Lula na primeira instância —e que foi validada pelo TRF-4. Para ele, isso dá força ao argumento da defesa do petista, que reivindicava que o entendimento do Supremo fosse aplicado.

Se isso ocorresse, o caso deveria voltar à primeira instância para que o petista reapresentasse as alegações finais. Esse ministro diz que, por esse motivo, o próprio STJ pode acabar derrubando a decisão do TRF-4.

O entendimento do TRF-4 está afinado com o que argumentou a força-tarefa da Lava Jato na PGR ao ministro Edson Fachin, do Supremo, em outro caso que envolve Lula, o da compra de um terreno para seu instituto.

Na peça, a PGR cita o sítio e diz que o petista não sofreu prejuízo em sua defesa. Em agosto, Fachin mandou o caso do instituto de volta à primeira instância, por conta da ordem das alegações finais.

PAINEL FOLHA