Onde Rogério Marinho passa, deixa o rastro do desmantelo e descontentamento

Rogério Marinho conhecido como “deputado saco preto”

Onde Rogério Marinho passa o desmantelo impera. Passou pela Prefeitura de Natal na gestão de Wilma de Faria sendo acusado pelo falecido empresário Edson Texeira de cobrar propina e fazer caixa dois para eleição de Márcia Maia.Sua passagem pela Presidência da Câmara Municipal de Natal rendeu processos de improbidade e peculato. No ABC F.C. o ex-deputado foi praticamente expulso pela torcida. Agora, na Secretaria da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho é responsável pela maior crise levando ao colapso no atendimento e concessões dos benefícios previdenciários.

Foi relator da Reforma Trabalhista alegando modernizar nossa legislação, mas sua atuação destruiu direitos e aumentou o desemprego levando o trabalhador brasileiro a informalidade. Como articulador da Reforma da Previdência, o resultado é desastroso para aposentados e pensionistas .

Para completar, o Tribunal de Contas da União (TCU) cobrou dele um raio-x dos pedidos atrasados de benefícios do INSS e o custo operacional para acabar com a fila.

Em requerimento despachado nesta sexta, 24, o tribunal deu prazo de cinco dias para que os ministérios da Economia, Casa Civil e Defesa, além do INSS, entreguem informações detalhadas sobre a contratação de militares da reserva para reforçar o atendimento da população. O atraso já atinge quase 2 milhões de pedidos. O TCU quer saber em quanto tempo o INSS vai reduzir esse estoque.

O pedido faz parte de recurso apresentado pelo Ministério Público junto ao TCU, que quer a suspensão imediata da contratação de militares da reserva para compor o quadro do INSS.

A área técnica do TCU vai fazer uma radiografia do estoque da fila. Para isso, o tribunal fará uma diligência no INSS. O órgão terá que entregar indicadores de tempestividade e produtividade no atendimento e na análise de requerimentos dos benefícios dos últimos cinco anos.

O INSS será obrigado a mostrar o fluxo de requerimentos, tempo médio de análise, concessão e outros indicadores para fazer uma avaliação do atual estoque dos pedidos atrasados. Além desses dados, o órgão terá que enviar um detalhamento dessas solicitações, com dados sobre tempo de atraso, faixa de renda de quem fez o pedido, Estado de origem e complexidade de análise do benefício. A ideia é mapear a gravidade dos atrasos. O custo operacional também terá que ser enviado.

Uma lista com 30 pedidos diferentes de informações foi apresentada aos três ministérios e ao INSS. Essas informações servirão de base para o TCU decidir sobre o pedido de cautelar. O relator é o ministro Bruno Dantas, que já avisou ao secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, que o governo precisa incluir civis na contratação.

O TCU negocia uma solução com o governo para estender a contratação temporária também para servidores civis aposentados. Uma reunião está marcada para a próxima terça-feira.

Até o condomínio onde Rogério Marinho morou foi pichado por manifestantes constrangendo os demais moradores. Pessoas preferem não ser vizinhos dele.
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