Arquivo diários:27/03/2020

Sob pressão, fábrica de ventiladores pulmonares é invadida na Grande SP

Vice-prefeito de Cotia levou 35 equipamentos da Magnamed, segundo a empresa. Sócios tentam captar 100 milhões de reais

A Magnamed, fabricante paulista de ventiladores pulmonares, um dos equipamentos mais necessários em meio à pandemia do coronavírus, foi invadida na tarde desta sexta-feira. Acompanhado de funcionários da guarda municipal, o vice-prefeito e secretário de segurança pública de Cotia, Almir Rodrigues, entrou na fábrica da companhia e, segundo a Magnamed, levou 35 ventiladores pulmonares já vendidos e ainda não testados.

Em nota, A Magnamed afirmou que os equipamentos não estão prontos para entrar em operação. “Colocá-los [os equipamentos] em funcionamento significa por em risco os pacientes que, porventura, forem tratados em UTIs que possuam esses ventiladores”, disse a empresa.

A prefeitura afirmou que a ação foi amparada em decisão judicial que garante o fornecimento dos equipamentos para estado e município. Diz ainda que tentou, sem sucesso, contatar a empresa.

Segundo o Secretário Municipal de Assuntos Jurídicos e da Justiça de Cotia, Victor Marques, profissionais de engenharia da Magnamed que estavam presentes no momento do confisco disseram que os aparelhos estavam aptos para uso. Ainda segundo Marques, o município vai pagar os respiradores à empresa.

O episódio revela uma crescente pressão política sobre a Magnamed, uma das mais tradicionais fabricantes de equipamentos médicos do país, com equipamentos exportados para 40 países. A companhia foi fundada por um trio de engenheiros filhos e netos de imigrantes japoneses — Tatsuo Suzuki, Wataru Ueda e Toru Kinjo — e tem como investidores os fundos KPTL e Vox. A expectativa era faturar 58 milhões de reais em 2020, com 60% da receita vinda de dentro do Brasil — números que devem crescer agora com a crise de saúde no país.

Em outros países, como a Espanha, hospitais privados e fabricantes de equipamentos médicos chegaram a ser estatizados para garantir a oferta no período de crise. Os sócios da Magnamed vem buscando uma forma de expandir a produção com a injeção de recursos. Estão levantando um pacote de 100 milhões de reais para aumentar a produção a ponto de poder fornecer metade dos ventiladores necessários para o país durante a emergência.

A que ponto chegamos! Bolsonaro acusa Doria de “fraudar” número de mortes em SP

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (27) que o número de mortes no Estado de São Paulo pelo novo coronavírus “está fraudado” e teria por objetivo atender a interesses políticos do governador paulista, João Doria (PSDB).

Bolsonaro lançou dúvidas sobre as mortes em São Paulo e usou como justificativa a edição de um decreto estadual que, em suas palavras, passou uma orientação na qual, se uma pessoa não tiver uma causa mortis identificada, a morte seria registrada como novo coronavírus.

“Tem um estado aí que orientou via decreto que, em última análise aí, se não tiver uma causa concreta do óbito, bota aí coronavírus para colar. A gente lamenta isso aí, é uma atitude incorreta”, disse ele, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, no programa televisivo Brasil Urgente.

 

Coronavírus: Justiça proíbe Bolsonaro de adotar medidas contra isolamento

A Justiça Federal proibiu, na tarde desta sexta-feira (27), o governo federal de adotar medidas contrárias ao isolamento social como forma de prevenção da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Também suspendeu a validade de dois decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que classificaram igrejas e casas lotéricas como serviços essenciais, o que permitia seu funcionamento mesmo com proibições de aglomerações em estados e municípios. A medida tem efeito imediato e vale para todo o Brasil.

A decisão liminar atende pedido feito pelo MPF (Ministério Público Federal). Nela, o juiz federal Márcio Santoro Rocha, da 1ª Vara Federal de Duque de Caxias, determina que o governo federal e a prefeitura de Duque de Caxias “se abstenham de adotar qualquer estímulo à não observância do isolamento social recomendado pela OMS”. sob pena de multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão.

UOL

Itália tem 969 mortos num dia

Um retrato atualizado continuamente sobre como governos respondem à pandemia que já deixa mais de 580 mil infectados

Desde que os primeiros casos começaram a ser reportados na China em dezembro, o coronavírus já infectou mais de 580.000 pessoas. Nas últimas três semanas, o número de casos de coronavírus fora do território chinês já ultrapassou a quantidade de pessoas infectadas no país onde o surto da covid-19 começou. Com mais de 82.000 casos, os Estados Unidos, agora o novo epicentro da doença, têm mais contaminados do que o país asiático, que registra pouco mais de 81.000.

 

Contrariando o ministro da Saúde, Bolsonaro prega o fim do isolamento

O presidente Jair Bolsonaro voltou a pedir nesta sexta-feira (27) o fim da isolamento social como método para conter o avanço do novo coronavírus e afirmou que “infelizmente” alguns brasileiros irão morrer com ao contrair a doença.

“Infelizmente algumas mortes terão, paciência, acontece, e vamos tocar o barco. As consequências, depois, dessas medidas equivocadas, vão ser muito mais danosas do que o próprio vírus”, disse o presidente em entrevista ao programa Brasil Urgente, da Band. Bolsonaro afirmou ainda que a população tem de retomar o trabalho.

Virou campanha eleitoral: Bolsonaristas fazem carreata pedindo fim do isolamento

Manifestantes percorrem Avenida 9 de Julho e Radial Leste e criticam medidas do governo João Doria como forma de combate ao coronavírus; atos também acontecem no interior do Estado
Ricardo Galhardo, Paulo Favero, Renata Okumura e José Maria Tomazela

SÃO PAULO E SOROCABA – Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro fizeram uma carreata pela Avenida 9 de Julho, em São Paulo, no início da tarde desta sexta-feira, 27, pedindo a reabertura do comércio e o fim das medidas de isolamento tomadas pelo governo estadual como forma de combate ao novo coronavírus.
Segundo entregadores de aplicativos que trabalham na região, eram cerca de 50 carros, vários deles com bandeiras do Brasil, tocando buzinas, entoando gritos de apoio a Bolsonaro e ofensas ao governador João Doria (PSDB).

Ministério da Saúde recua e volta a defender o isolamento

País tem 92 mortes e 3.417 pessoas infectadas pelo coronavírus
André Borges e Emilly Behnke

O Ministério da Saúde evitou nesta sexta-feira (27) fazer comentários sobre o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro, que divulgou uma campanha para defender o retorno das pessoas às suas atividades, quando o número de mortes no País chega a 92 pessoas, além de registrar 502 novos casos de contaminação nas últimas 24 horas, chegando a 3.417 pessoas.
“Nós não vamos fazer nenhuma análise do discurso do presidente”, disse o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis. Por outro lado, Gabbardo reforçou a orientação de que as pessoas devem permanecer em isolamento.

“Idosos devem ficam em isolamento. Familiares dessas pessoas devem ficar em isolamento. Todos nós devemos reduzir a circulação para evitar aglomerações. Essas medidas em nada foram modificadas e devem continuar sendo as mesmas”, comentou.

Vereadora Nina solicita ao Governo do Estado medidas emergenciais de ajuda para os motoristas de aplicativos em Natal


Categoria sofre com a diminuição drástica do número de corridas solicitadas na capital potiguar

A disseminação do novo Coronavírus no país e o período de quarentena que envolve fechamento de escolas, shoppings e comércio, fizeram com que os motoristas por aplicativo tenham um desafio duplo: precisam se proteger da doença e contornar a queda na suas rendas, devido a diminuição do número de corridas solicitadas. Preocupada com a situação, a vereadora Nina (PDT) conversou com o presidente da Associação dos Motoristas Autônomos por Aplicativos do RN (AMAPP-RN), Evandro Henrique, para encontrar medidas de apoio voltadas à categoria. Os profissionais contam com uma lei de regulamentação municipal da atividade, que foi uma iniciativa da parlamentar.

Entre as solicitações enviadas ao Governo do Estado nesta sexta-feira (27), estão a isenção do IPVA 2020 para os veículos usados pelos motoristas para fazerem o transporte por aplicativo, além da isenção do ICMS sobre o GNV durante todo o período da pandemia. Ainda foi solicitada a liberação de vouchers da Potigás, para abastecimento de GNV pelos motoristas por aplicativos e taxistas.

De acordo com a parlamentar, outras categorias, inclusive os taxistas, também serão favorecidas. “É um momento crítico para a economia local. A isenção do ICMS pelo Governo do Estado diminuirá o valor do combustível para todos. Cidadãos, taxistas, motoristas de aplicativo serão beneficiados nesse momento de crise”, destacou Nina.

“A realidade dos motoristas por aplicativos é dramática. Atendendo às solicitações, a governadora irá contribuir de forma significativa para que milhares de profissionais possam minimizar suas dificuldades e enfrentar essa situação”, destacou o presidente da AMAPP-RN, Evandro Henrique.

Como brasileiro e desprovido de tendência ideológica assista o vídeo de Ciro Gomes

Qualquer pessoa que assistir este vídeo de Ciro Gomes que não seja radical e não esteja a serviço de correntes políticas ideológica, perceberá a força dos argumentos dele e a gravidade da situação.
O vídeo é longo, mas vale a pena assistir.
Dentre alguns pontos que ele defende são:

Unidade nacional nas medidas de controle e combate à pandemia;

Imediata compra de respiradores fabricados na China para equipar leitos de hospitais; o Ceará já comprou uma quantidade suficiente para suportar à demanda.

Aquisição de insumos químicos para fabricar no Brasil os testes de infecção;

Uma política de transferência de renda para autônomos e pequenos empreendedores capaz de mantê-los no isolamento social financiada pelo limite do teto de gastos que dispõe de um reserva de aproximadamente R$ 2.3 trilhões.

Criteriosamente estabelecer regras para apoiar e salvaguardar o funcionamento de empresas prestadoras de serviços essenciais.

Apesar das críticas ao presidente Bolsonaro, ele defende que este não é o momento do embate político, à hora é de união para tomar as providências necessárias que já estão atrasadas.

Manter o presidente Bolsonaro na Presidência da República, pois a estabilidade política, econômica e social não pode ser abalada pelo jogo político.

Assista: