Arquivo diários:29/03/2020

Bolsonaro desmoralizado pelo Twitter

Com o Twitter apagando um post do Presidente Bolsonaro ficou claro seu comportamento abusivo e inadequado.
Para o Blog do Primo essa atitude do Twitter revelou a total desmoralização do Presidente da República.
Bolsonaro estava insuflando a população à desrespeitar as orientações da Organização Mundial da Saúde para que todos permaneçam em isolamento social.

Pesquisadores da USP desenvolvem ventilador pulmonar de baixo custo e fácil produção

Uma equipe de engenheiros da Poli (Escola Politécnica) da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveu um ventilador pulmonar de baixo custo para ajudar no combate a Covid-19, doença causada pelo coronavírus.

O Inspire, como foi chamado o aparelho hospitalar, foi elaborado para ajudar a suprir a demanda devido à pandemia. A coordenação ficou sob os cuidados da direção da Poli, mas uma equipe multidisciplinar foi envolvida no projeto com pesquisadores nas áreas de engenharia biomédica, mecânica, mecatrônica, energia, eletrônica e de produção. A proposta dos pesquisadores é suprir uma necessidade dos hospitais caso haja falta de ventiladores pulmonares no Brasil em meio ao aumento de casos da Covid-19.

O protótipo está pronto e deve entrar em fase de produção. Mais informações no site da Poli.
R7

Com base em lei de 1950, montadoras dos EUA produzirão respiradores artificiais

Por João Ozorio de Melo/CONJUR

Com muita relutância, o presidente dos EUA, Donald Trump, recorreu nesta sexta-feira (27/3) a uma antiga lei de “emergência nacional” para obrigar a General Motors (GM) a fabricar produtos necessários para o combate à epidemia da Covid-19.

Trump havia assinado um decreto em 18 de março, nomeando produtos “essenciais para a defesa nacional”. Mas, resistiu a aplicar seu próprio decreto, até ceder a pressões de parlamentares e governadores da situação e da oposição — além da comunidade médica.

O instrumento jurídico em questão é a Lei da Produção para a Defesa (Defense Production Act), de 1950, promulgada pelo então presidente Harry Truman durante a Guerra da Coreia. É uma lei que autoriza o Executivo a interferir no sistema de produção do país em defesa dos interesses nacionais (ou da segurança nacional), em casos de esforço de guerra ou de emergências.

Sob essa lei, o governo pode obrigar empresas (sem assumir seu controle) a aceitar e dar prioridade a contratos para a produção de produtos essenciais, geralmente escassos em situações de guerra ou de outras emergências. Pode controlar a cadeia de suprimento e, quando for o caso, determinar como a distribuição dos produtos deve ser feita.

No caso do combate à epidemia de coronavírus, o produto — entre os mais importantes — que caberá à GM fabricar (e também à Ford e outras indústrias) será o respirador artificial — o nome do produto em inglês, ventilator, significa, em termos médicos, “um aparelho de respiração artificial” ou “respirador artificial”, e não deve ser traduzido como “ventilador”. Respiradores artificiais podem cumprir a função de respirar quando o paciente não consegue fazê-lo naturalmente.

Outros produtos essenciais
Mas existem outros produtos indispensáveis, que fazem parte da lista de “essenciais para a defesa nacional”, como equipamentos de proteção pessoal para médicos e enfermeiros que tratam de pacientes contaminados, máscaras respiradoras N95, máscaras cirúrgicas, roupas de proteção médica, luvas etc. E kits de teste de coronavírus para todo mundo.

O governo também está recorrendo a essa lei para proibir a estocagem para fins de manipulação de preços — ou mesmo o simples aumento inexplicável de preços — dos produtos necessários para o combate à epidemia da Covid-19. Tais práticas podem resultar em multas financeiras e penas de prisão.

E a Administração já a usou em outras ocasiões para racionamento do consumo de produtos, controle do crédito ao consumidor, requisição de materiais, necessidade de produtos críticos de infraestrutura e questões de segurança nacional.

O Executivo também pode, com base nessa lei, alocar bens, serviços e instalações. Pode reservar, por exemplo, o fornecimento de matérias-primas para as indústrias que estão fabricando produtos essenciais para a defesa, determinar para quem os produtos prontos serão distribuídos e em que quantidade.

Em situações de desastres naturais, a Agência Federal de Gestão de Emergências já usou a lei para garantir o suprimento de água potável e alimentos em regiões afetadas, bem como para a produção de “casas manufaturadas”.

O ex-presidente Bill Clinton a usou para garantir suprimento de gás natural à Califórnia. O presidente Trump já a usou para impulsionar a produção de elementos de terras raras, drones pequenos e sensores para detectar submarinos.

O governo também pode dar incentivos especiais às indústrias envolvidas, como empréstimos diretos, garantias de empréstimos, compra e transporte de equipamentos para elas e isentá-las de restrições antitruste, para que possam trabalhar juntas para atender às necessidades emergenciais do país — o que a GM e a Ford poderão fazer.

Uma restrição: durante o prazo do projeto, as empresas não podem se envolver em transações de fusão ou aquisição com empresas estrangeiras — provavelmente, por uma questão de segurança nacional.

Algumas empresas se anteciparam à aplicação da lei, tomando a iniciativa (e aproveitando a oportunidade que o mercado oferecia) de aumentar a produção de bens essenciais. A GM aumentou significativamente sua capacidade de produzir máscaras N95. A General Eletric (GE) também entrou no jogo. Mais notoriamente, destilarias e cervejarias passaram a produzir álcool em gel.

A questão que ficou no ar, por algum tempo, é: por que Trump desistiu de implementar o decreto que assinou para ativar a Lei da Produção para a Defesa? Segundo o Washington Post, Trump cedeu ao lobby da Câmara de Comércio dos EUA, que o convenceu de que aplicar a lei significava “nacionalizar as empresas — uma coisa que só um país socialista, como a Venezuela, faria”. Mas, na verdade, o governo nunca assume o controle das empresas, o que só ocorreria em um verdadeiro processo de nacionalização, diz o jornal.

Trump estende quarentena até 30 de abril

O presidente americano Donald Trump anunciou neste domingo, 29, que os Estados Unidos vão utilizar um novo tipo de teste contra o coronavírus que fica pronto em cinco minutos.

Trump desmentiu uma informação dada por ele mesmo de que os EUA voltariam ao normal na Páscoa, no dia 12 de abril. O presidente agora afirma que os americanos terão de permanecer em casa até o dia 30 de abril.

“É provável que o pico da epidemia aconteça em duas semanas. Nada seria pior do que declarar vitória antes do momento correto. Essa seria nossa maior derrota. Portanto, nas próximas duas semanas, e durante esse período, é muito importante que todos sigam as diretrizes”, disse.

Em seguida, ele rejeitou a ideia de que pode flexibilizar as medidas de isolamento social antes do prazo em determinados pontos dos EUA.

“O quanto melhor fizermos isso, mais rápido esse pesadelo irá embora”.

Também neste domingo, o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, o médico Anthony Fauci, que é conselheiro de Trump, afirmou que o coronavírus pode causar entre 100.000 e 200.000 mortes no país.

Durante a entrevista, o presidente americano disse que começara nesta semana o emprego massivo de exames contra o coronavírus. Segundo o político republicano, serão realizados até 50.000 testes por dia.

Segundo Trump, o novo kit foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador da saúde e da alimentação, em quatro semanas.

Em média, uma aprovação do tipo chega a demorar 10 meses.

“Na sexta-feira, o FDA autorizou um novo teste desenvolvido pelo laboratório Abbott, que fornece resultados extremamente rápidos em menos de cinco minutos”, explicou.

Os Estados Unidos vêm se tornando epicentro da pandemia de coronavírus no mundo. O país registra atualmente mais de 120.000 casos confirmados e 2.100 mortes provocadas pela Covid-19.

Segundo a Casa Branca, todas as regiões metropolitanas do país podem enfrentar surtosda magnitude do que vem acontecendo em Nova York.

Somente no último sábado 28, a cidade registrou 237 mortes e 7.195 novos casos. O avanço da doença já sobrecarrega os hospitais nova-iorquinos. Segundo o prefeito, Bill de Blasio, a cidade tem suprimento médico para atender os pacientes vítimas do coronavírus somente até o final desta semana.

VEJA

Sírio-Libanês afasta cerca de 90 funcionários com coronavírus, o hospital tem mais casos confirmados que o RN

Não é brincadeira, temos que ficar em nossas casas

Enquanto o RN tem 68 casos confirmados, o Hospital Sírio-Libanês, o melhor equipado sendo referência e excelência para o Brasil, localizado em São Paulo, divulgou que 90 de seus funcionários foram afastados por estarem infectados com coronavírus. O hospital informou que testes estão sendo realizados com frequência entre a equipe para o cuidado com os colaboradores e para não colocar os pacientes em risco.

Janaina Paschoal discute com Zambelli e chama Bolsonaros de “malucos”

Janaina Paschoal e Carla Zambelli, ambas deputadas pelo PSL, discutiram nas redes sociais neste domingo (29). O tema da discussão foram as medidas defendidas por Bolsonaro para enfrentar a covid-19, doença causada pelo surto do novo coronavírus.

Em post provocador, Janaína convidou os colegas de partido a distribuírem cestas básicas para os moradores da periferia, e também provocou os colegas sobre a “gripezinha”, como Jair Bolsonaro tem tratado a covid-19.

“Gente, vocês que acham que estamos enfrentando uma gripezinha, saiam da frente do computador, parem de seguir e xingar quem pensa diferente. Vão trabalhar como voluntários nos hospitais, auxiliando na triagem dos doentes!”, escreveu.

“Quero ver Eduardo, Flávio, Carlos, Gil Diniz, Douglas Garcia, Carla Zambelli e cia, distribuindo cestas básicas nas comunidades! Eles não estão no grupo de risco, defendem isolamento vertical! Bora provar que é só uma gripezinha! Ficar no computador chamando carreata é fácil!”, completou.

Carla Zambelli fez questão de reagir à provocação da deputada. “Estou trabalhando em uma PEC q reduz temporariamente salários de servidores para usar na crise, estou trabalhando 18h por dia e em nenhum momento chamei ou incentivei carreata. Defendo o governo pq acredito nas pessoas q o conduzem. E acho q seu tom está começando a conter ódio”, rebateu.

Janaína respondeu novamente: “Carla, sabe o tanto que gosto de você. Mas não votei em uma Deputada para dizer amém a uma família de malucos. Votei em alguém para me representar. Eu apoio os Ministros, cujo trabalho vem sendo prejudicado pelo chefe”.

por fim, Zambelli citou as precauções individuais que tem tido com o coronavírus e disse que a deputada estava “fora de si”. Meu marido é policial e está trabalhando todo dia, chega em casa e troca a farda no banheiro externo da casa p poder me cumprimentar, o mesmo eu faço quando preciso sair. Não acho q é hora de todos voltarem ao normal, mas tenho preocupações SÉRIAS com possível desabastecimento”, afirmou.

“Janaína, te rogo: CHEGA! É momento de união, pare um pouco e pense na instabilidade que seus comentários causam. Veja a condução do Mandetta, do Paulo Guedes já q vc não suporta mais JB, deixe os ministros trabalharem, pq estão dando um show. Reflita, vc está fora de si”, finalizou.

 

 

Brasil tem 136 mortes por Covid-19; número de casos chega a 4.256

O número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil subiu para 136 neste domingo (29), informou o Ministério da Saúde. Até sábado (27), eram 114 óbitos. O país registra, também, 4.256 pessoas infectadas com o Covid-19.

A taxa de mortalidade do coronavírus no Brasil é de 3,2%. O levantamento aponta que cerca de 90% dos casos de mortes são de pessoas acima de 60 anos. Em 84% das mortes, pacientes apresentaram ao menos um fator de risco – o mais comum, segundo o ministério, é de cardiopatia, seguida de diabetes e pneumopatia.

R7

Em ritmo de operação de guerra, prefeito Álvaro Dias monta Hospital de Campanha de Natal


Tem sido uma verdadeira operação de guerra a instalados do Hospital de Campanha da Prefeitura de Natal para atender em condições humanizadas  e resolutividade natalenses infectados pelo coronavírus.

O prefeito Álvaro Dias está transformando o prédio do Hotel Parque da Costeira no hospital. Como o hotel estava fechado há 180 dias, problemas diversos surgiram que provocam ações imediatas da equipe coordenada pelo médico-cardiologista, professor Joca Marinho que auxilia voluntariamente o prefeito  Álvaro Dias.  O secretário de Saúde, George Antunes tem redobrado seus esforços para preparar a rede municipal para atender e regular a demanda apresentada.


Problemas hidráulicos, elétricos, higienização e adaptações do espaço físico são enfrentados com grande velocidade, pois o hospital tem que ficar pronto antes do aumento dos casos do Covid-19 serem diagnósticos.

Ambiente onde funcionará a sala de reanimação e UTI
Álvaro Dias visita o futuro hospital duas vezes ao dia e com Dr. Joca Marinho acelera providências

O volume de providências é imenso, para se ter ideia 150 pessoas foram destacadas para fazer a limpeza que foi realizada em apenas 2 dias de trabalho.
Além dos problemas relatados todas as fechaduras do prédio estavam sem chaves que tiveram que ser feitas num momento que os prestadores de serviços de Natal estão em quarentena.

O prefeito Álvaro Dias está visitando o hospital diariamente e ao lado do Dr. Joca Marinho autorizando compra de equipamentos necessários, 200 camas foram compradas em São Paulo que deveram chegar em Natal, o transporte dos equipamentos comprados está sendo tentado junto à Força Aérea encurtar o tempo do translado.

Deputados criticam ‘passeio’ de Bolsonaro: “Irresponsável”

Líderes políticos de partidos de direita e de esquerda criticaram a saída do presidente neste domingo

O passeio do presidente Jair Bolsonaro por Brasília, na manhã deste domingo, 29, foi alvo de críticas por parlamentares das mais diversas bancadas do Congresso Nacional. Para os deputados, a situação foi compreendida como “irresponsabilidade”, “provocação a Mandetta” e até mesmo “crime de responsabilidade”. A saída de Bolsonaro pelo comércio, falando com populares, aconteceu um dia depois do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçar medidas de isolamento e pedir que o presidente não menosprezasse a gravidade da pandemia do novo coronavírus em suas manifestações públicas.
O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) foi um dos parlamentares a classificar a atitude do presidente como “irresponsabilidade”. Ramos também entendeu o “rolezinho” do presidente como uma “clara provocação” ao ministro da Saúde. “O “rolezinho” do presidente além de uma irresponsabilidade é um péssimo exemplo é uma clara provocação ao ministro Mandetta que tem sido uma voz de lucidez no governo no combate ao coronavírus. Lamentável”, escreveu.

Oposição ao presidente, a bancada do PT no Congresso também se manifestou. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), chamou Bolsonaro de “Capitão Corona” e disse que o presidente afrontava todos os procedimentos orientados pelos organismos de saúde. Outro rque se manifestou foi o deputado federal José Guimarães (CE), que afirmou que o ato de Bolsonaro configura “crime de responsabilidade ao ameaçar a saúde pública”.

Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também se dirigiu a Bolsonaro chamando-o de “Capitão Corona”. Freixo foi mais um a considerar a aparição pública do presidente como uma irresponsabilidade e lamentou o que classificou como falta de “bom senso” e “caráter”.

Presidente nacional do Cidadania, o deputado federal Roberto Freire (SP) também criticou Bolsonaro. Freire compartilhou uma série de postagens que censuravam o passeio do presidente. Em uma delas, um seguidor o perguntava: “Gente, sou só eu que está vendo essa loucura? Num lado bolsonaro estimula saída as ruas – único caso no mundo – . No outro, todos pregando o isolamento social, inclusive do gov que Jair preside. Onde isso vai parar?”. Em resposta, o deputado comentou: “Surreal, mas, infelizmente no Brasil, por malefício de Bolsonaro, é real”.

O deputado Alexandre Frota (PSDB) disse que Bolsonaro estaria “espalhando mais o vírus” por Brasília. Marcando a conta oficial do presidente na mensagem, o deputado parabenizou-o ironicamente pela “falta de responsabilidade com o povo brasileiro.”

Enquanto a Espanha endurece restrições em meio ao aumento do número de mortos por COVID-19, Bolsonaro vai na contramão


A Espanha se preparava para entrar em sua terceira semana em isolamento quase total, neste domingo (29), quando o governo aprovou um fortalecimento de medidas para conter a disseminação do coronavírus. A COVID-19 matou 838 pessoas no último dia e número total de óbitos no país já chega a 6.528.

Perdendo apenas para a Itália em vítimas fatais, a Espanha também viu as infecções subirem de 72.248 para 78.797 em relação ao dia anterior.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez, em discurso televisionado ao país na noite de sábado, anunciou que todos os trabalhadores não essenciais devem ficar em casa por duas semanas, na mais recente medida do governo na luta contra o coronavírus.

Ele disse que os trabalhadores receberão seus salários habituais, mas terão que compensar as horas perdidas posteriormente. A medida vai durar de 30 de março a 9 de abril.

No domingo, a ministra do Trabalho, Yolanda Diaz, afirmou que a medida é “flexível” e que os trabalhadores serão remunerados, mas espera-se que os dias sejam compensados antes de 31 de dezembro.

“Precisamos reduzir a mobilidade ao nível dos domingos”, disse ela, acrescentando que, considerando o feriado da Páscoa, as medidas abrangem oito dias úteis.

Ela repetiu os pedidos do primeiro-ministro Sánchez para que a União Europeia reaja, dizendo: “precisamos de uma Europa na qual os direitos dos trabalhadores sejam reforçados”.

Os sindicatos elogiaram as medidas e os grupos empresariais CEOE e CEPYME disseram que vão cumprir a nova regra, mas que “ela gerará um enorme impacto sem precedentes na economia espanhola, especialmente em setores como a indústria”.

A desaceleração “pode levar a uma crise mais profunda da economia que pode se tornar social”, alertaram em comunicado.

CNN Brasil