Arquivo diários:01/05/2020

“Palavras importam”: estudo revela como Bolsonaro prejudicou isolamento

Após episódios de fortes críticas do presidente contra a quarentena, levantamento identificou queda imediata no isolamento em cidades pró-Bolsonaro
Bolsonaro e o calado senador Styvenson que até agora não atuou positivamente no combate ao coronavírus

As falas do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírusinfluenciaram diretamente a taxa de isolamento em municípios onde ele recebeu mais votos nas eleições de 2018. Essa é a conclusão de um estudo em desenvolvimento liderado por três economistas da Faculdade Getulio Vargas e da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

Para o levantamento, os pesquisadores usaram dados de geolocalização anônimos de 60 milhões de aparelhos celulares e cruzaram com informações do resultado do pleito presidencial, disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

As informações de geolocalização, disponibilizadas pela empresa InLoco, consideram furar o isolamento a pessoa que se afasta da sua residência primária por uma distância acima de 450 metros.

A metodologia revelou que os níveis de adesão à quarentena caíram, em média, até três pontos percentuais em municípios que concentram mais apoiadores de Bolsonaro em dois eventos específicos, que tiveram grande repercussão nacional e internacional, nos dias 15 e 24 de março. Em ambas as situações, o presidente minimizou os impactos da covid-19.

O primeiro foi quando ele participou de manifestações em Brasília em ato pró-governo e contra o Congresso Nacional. Na ocasião, ele tocou em manifestantes, pegou celulares para fazer selfies e abraçou apoiadores. Naquele mesmo dia, o secretário de comunicação de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, havia testado positivo para a covid-19. A atitude do presidente foi destaque em todos os veículos de comunicação naquele dia e tomou conta das redes sociais.

Dez dias depois, Bolsonaro fez um pronunciamento em cadeia nacional onde criticou a quarentena impostas por governadores, além de ter dito que “nada justificava o fechamento de escolas”, já que o grupo de risco da doença são os idosos. Em seguida, ele adotou a postura de que o país precisava voltar à “normalidade” o quanto antes.

Bom exemplo: vereador de Natal Ary Gomes abre mão da verba indenizatória durante à pandemia

Vivendo com simplicidade e bastante humildade, o parlamentar é o primeiro da Câmara Municipal a renunciar integralmente aos 18 mil a que tem direito neste período de pandemia e isolamento quando os gabinetes dos vereadores estão fechados numa demonstração de probidade e zelo pelo dinheiro público.

O vereador Ary Gomes (PDT) abriu mão oficialmente do total da verba indenizatória de R$ 18 mil mensal a que tem direito na Câmara Municipal. O pedido *inédito* foi protocolado no parlamento nesta quinta-feira (30/04), via requerimento, durante a sessão ordinária.

A chamada Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM) provém do duodécimo repassado ao Legislativo conforme determina a Constituição. O valor serve para custeio do gabinete de cada vereador e gastos das atividades relacionadas ao mandato.

Nos últimos meses Ary Gomes vinha devolvendo metade da verba. Desde março último devolve o valor total. Nos últimos 14 meses a economia foi quase 50% do valor total. Agora ele abre mão até o fim de seu mandato de 100% do valor, que poderá ser utilizado pelo Executivo na área da saúde para o combate do Covid-19 em Natal.

Com a ação, *Ary Gomes passa a ser o primeiro e único vereador da Câmara Municipal de Natal a fazer a renúncia total da verba indenizatória*. Vai deixar de retirar dos cofres públicos, só nestes dez meses de 2020, ou seja, até o final do seu mandato, cerca de R$ 180 mil.

“A ausência de uma verba de gabinete não compromete a minha atuação como vereador. Há alguns meses já fazemos a devolução em parte, e agora renunciamos a verba extra de forma definitiva. São recursos que retornam ao município e, por consequência, à população. Vamos manter nosso trabalho na Câmara e também nossos projetos sociais apenas com o valor que recebemos de salário como vereador”, disse ele.

SAIBA MAIS
Instituída pela Lei Nº. 5.294, de 11 de outubro de 2001; alterada pela Lei Nº. 6.485, de 28 de agosto de 2014 e regulamentada como Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM) em junho de 2018 (Lei 6.827), a verba indenizatória é destinada exclusivamente ao ressarcimento das despesas efetuadas pelo Gabinete de cada vereador, no exercício da atividade parlamentar. Pode ser usada em material de expediente, combustível, alimentação, cursos e eventos que tenham relação com a atividade parlamentar e contratação de pessoas físicas e jurídicas para consultoria, dentre outras coisas. Em 2019 o total destinado a cada vereador foi de R$ 216 mil. Ary Gomes não utilizou 48,47% do valor.

Aras enquadra Moro avisando que não admite ser manipulado ou intimidado

Declaração é em resposta a entrevista concedida por Moro à revista Veja sobre suas acusações contra o presidente Jair Bolsonaro

Paulo Roberto Netto, Fausto Macedo e Rafael Moraes Moura

O procurador-geral da República Augusto Aras divulgou nota nesta sexta, 1º, no qual afirma que não admite ser “manipulado ou intimidado por pessoas ou organizações” no inquérito que envolve as acusações do ex-ministro Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro, que está nas mãos do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, reitera que não aceita ser pautado ou manipulado ou intimidado por pessoas ou organizações de nenhuma espécie”, escreveu a PGR. “Ninguém está acima da Constituição!”.

Na noite de quinta, 29, o decano determinou a realização de oitivas com Moro em até cinco dias. Em entrevista à revista Veja, o ex-juiz da Lava Jato disse que apresentaria provas das acusações contra o presidente “no momento adequado”. O ex-ministro é investigado no mesmo processo que Bolsonaro por denunciação caluniosa e crimes contra a honra.

“Entendi que a requisição de abertura desse inquérito que me aponta como possível responsável por calúnia e denunciação caluniosa foi intimidatória. Dito isso, quero afirmar que estou à disposição das autoridades”, afirmou Moro, à revista.

Em nota, Aras afirma que seu dever é o de “averiguar todos os fatos – e as versões que lhes dão os envolvidos – em busca da verdade real”.

“O requerimento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal obedece à consagrada técnica jurídica de apurar fatos, em tese, ilícitos, identificando os responsáveis e a existência ou não de sua materialidade, em busca de formar convicção sobre a ocorrência ou não de crimes”, afirmou.

O PGR afirma que a petição pela abertura do inquérito narra ‘fatos’ e se contém ‘nos limites do exercício das prerrogativas do Ministério Público’ e não tem ‘caráter intimidatório’.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DE AUGUSTO ARAS

A procuradoria-geral da República tem o dever de averiguar todos os fatos – e as versões que lhes dão os envolvidos – em busca da verdade real. O requerimento de inquérito encaminhado ao Supremo Tribunal Federal obedece à consagrada técnica jurídica de apurar fatos, em tese, ilícitos, identificando os responsáveis e a existência ou não de sua materialidade, em busca de formar conviccao sobre a ocorrência ou não de crimes. A petição de inquérito apenas narra fatos e se contém nos limites do exercício das prerrogativas do Ministério Público, sem potencial decisório para prender, conduzir coercitivamente, realizar busca e apreensão, atos típico de juízes – e, só por isso, não tem caráter intimidatório. O procurador-geral da República, Augusto Aras, reitera que não aceita ser pautado ou manipulado ou intimidado por pessoas ou organizações de nenhuma espécie.

Ninguém está acima da Constituição!

Covid-19 se agrava: Calamidade em 25 Estados


A expansão da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, obrigou o governo federal a decretar situação de calamidade pública em 25 unidades da Federação. Somente o Distrito Federal e Goiás não tiveram a situação reconhecida pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento Regional.

Com o aumento expressivo de casos e mortes, houve uma aceleração nos pedidos. Levantamento do Metrópoles mostra que, em abril, 10 estados pediram reconhecimento da crise, levando praticamente todas as unidades federativas a declararem a condição.

Em meados do mês passado, por exemplo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul tiveram a situação reconhecida. Depois, foi a vez de São Paulo, Bahia, Piauí, Amapá, Amazonas, Maranhão e Pará.

As mais recentes a entrarem na lista foram Ceará e Paraíba, nesta quinta-feira (30/04). Esse é um dos reflexos enfrentados no país com o agravamento da crise provocada pelo Coronavírus.

Tirou o braço da seringa: ‘Gostaria que todos voltassem a trabalhar, mas quem decide são governadores’, diz Bolsonaro


Foto: Fotoarena/Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que gostaria que todos os brasileiros voltassem a trabalhar, mas que isso depende dos governadores e prefeitos. Bolsonaro também disse que “brevemente” país voltará à normalidade. Na quinta-feira, o ministro da Saúde, Nelson Teich, disse que a orientação da pasta continua sendo o distanciamento social e que não há uma intenção de flexibilizar as regras.

A declaração de Bolsonaro foi feita à deputada Bia Kicis (PSL-DF), que visitou o Palácio do Alvorada com um grupo de agricultores. Ela pediu a Bolsonaro uma mensagem em referência ao Dia do Trabalho, comemorado nesta sexta:

— Eu gostaria que todos voltassem a trabalhar, mas quem decide isso não sou eu, são os governadores e prefeitos. O Brasil é um país maravilhoso. Eu tenho certeza, que (com) Deus acima de tudo, brevemente voltaremos na normalidade — respondeu Bolsonaro.

Na quinta-feira, em entrevista coletiva, Teich disse estar preocupado com a polarização política em torno da adoção ou não de medidas de distanciamento social. A declaração foi feita após ser questionado se, diante do número de mortos pela doença estar perto de 6 mil, o ministério alteraria a orientação para o distanciamento social.

— O número de mortes adicional é muito triste. Mas não é porque eu tenho uma alteração nesse número de mortes. A política não é em função disso. Temos uma definição clara: o distanciamento permanece como orientação — afirmou o ministro.

O Globo

RN tem 1.297 casos e 56 mortes por coronavírus


O mais recente boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (1º) pela Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte (Sesap) registra 1.297 casos de Covid-19 no RN. São 120 a mais que na quinta-feira(30), quando registrou 1.177 infectados.

O número de óbitos causados pela pandemia continua em 56, não houve mortes registradas nas últimas 24h.

Porém, subiu o número de mortes em investigação, são 19 conforme disse o secretário adjunto da pasta da Saúde Petrônio Spinelli em entrevista coletiva.

O número de curados registra 413 pacientes, na quinta-feira eram 381.

O número de suspeitos chega 4.822. Os casos descartados são 4.185.

Editorial da IstoÉ Dinheiro revela como Rogério Marinho é uma grande vergonha do RN

Por Renato Dantas
Depois de se prestar à retirar direitos dos trabalhadores como relator da Reforma Trabalhista, e comandar à Reforma da Previdência, que foi muito mais uma “Reforma Financeira” para  subtrair  benefícios e garantias dos beneficiários, o ministro Rogério Marinho novamente envergonha o RN sendo alvo de críticas da grande imprensa nacional.
Investigado e réu na Justiça do RN por peculato, improbidade administrativa e corrupção passiva, Rogério Marinho que já foi esquerdista roxo, agora da extrema direita, continua ministro fazendo suas peripécias.
Acho, que apenas num governo como este de Bolsonaro, justifica o famoso no RN “Saco Preto” ser ministro da República.
Confira o editorial:

CORONAVÍRUS: Trump cita Brasil e diz que mortes estão “muito altas”

Presidente norte-americano relacionou a situação do Brasil com a da Suécia, um país que Trump já disse estar pagando um “‘preço alto”.

Beatriz Bulla / Correspondente, Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a chamar a atenção para a situação da pandemia de coronavírus no Brasil. Dois dias depois de falar que há um surto grave no País, Trump disse que o número de mortes no Brasil está “muito alto” e em trajetória vertical.

Foi a terceira vez nos últimos três dias que o americano, tido pelo governo Bolsonaro como principal aliado no cenário político internacional, falou de forma espontânea sobre o avanço do vírus no País. Desta vez, Trump relacionou a situação do Brasil com a da Suécia, um país que o americano já disse estar pagando um “preço alto” por não impor isolamento como outros europeus.

“Você compara as mortes na Suécia com a Dinamarca, Finlândia e Noruega. Você sabe, eu odeio ter que dizer isso, mas as mortes estão substancialmente muito altas na Suécia (…). No Brasil está muito alto. Se você olhar o que está acontecendo graficamente, é muito, muito alto, é quase vertical, não é Debora (Birx)? Muito vertical”, disse Trump sobre as mortes no Brasil