Arquivo mensais:junho 2020

Além do ministro, 75% dos brasileiros contam mentiras no currículo

Do inglês “fluente” ao curso de pós-doutorado não concluído, mentir no currículo é uma prática comum — e arriscada

Mentiras têm mesmo perna curta: pouco após sua nomeação como ministro da Educação, duas instituições onde Carlos Alberto Decotelli disse ter concluído seu doutorado e pós-doutorado questionaram as informações do seu currículo.

Segundo a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, Decotelli esteve na universidade para uma pesquisa de três meses em 2016. Enquanto a Universidade de Rosário, na Argentina, afirmou que ele não teve sua tese de doutorado aprovada.

As revelações chocam, mas não são raridade para quem trabalha com recrutamento. Na verdade, 75% dos currículos enviados às empresas em 2018 no Brasil continham informações falsas, segundo levantamento da DNA Outplacement com base em 6 mil documentos.

Não é todo brasileiro que mente e nem sempre é sobre seu diploma. No entanto, a pesquisa descobriu que até 12% aumentam o grau de escolaridade e 10% adicionam cursos falsos ao documento.

Fonte: Exame

Cai liminar que obrigava Bolsonaro a usar máscara na rua

Desembargadora Daniele Maranhão Costa, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou a decisão

Paulo Roberto Netto

A desembargadora Daniele Maranhão Costa, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), derrubou liminar que obrigava o presidente Jair Bolsonaro a usar máscaras nas ruas do Distrito Federal. A ordem havia sido imposta na semana passada pelo juiz federal Renato Borelli, da 9ª Vara Cível.

‘Me senti intimidado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras’, diz Moro em Live da IstoÉ


Com um discurso cada vez mais apropriado a um candidato à presidência da República, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro participou da live de ISTOÉ nesta terça-feira (30). Moro conversou sobre a saída dele do governo Bolsonaro, falou sobre as recentes incursões da Procuradoria-Geral da República sobre a Operação Lava- Jato, falou sobre o cenário da política nacional e condenou a atuação do governo na crise sanitária que castiga o Brasil.
Aos 47 anos, Moro, que é graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, com mestrado e doutorado na Universidade Federal do Paraná e se especializou em crimes financeiros e tornou-se juiz federal, no bate-papo, ele alegou que deixou o ministério por ter sido coagido a deixar o cargo que ocupava desde a posse presidencial e denunciou as ingerências de Jair Bolsonaro na pasta que ocupava.

“Me senti compelido a sair por conta da interferência na Polícia Federal. A finalidade na troca de comando da instituição não era nada republicana”, acusa Moro.

“Saí por uma questão de princípio e o presidente Bolsonaro já queria que eu saísse”, explica.
Sobre a investigação conduzida pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e as denúncias feitas na saída do cargo, Moro disse: “Me senti intimidado pelo procurador-geral”, revelou.

Como juiz, Sérgio Moro trabalhou em casos como o escândalo do Banestado, a operação Farol da Colina e no Mensalão. Apesar de um currículo importante, ganhou enorme notoriedade nacional e internacional por comandar, entre março de 2014 e novembro de 2018, a Operação Lava Jato – a maior ação contra a corrupção do país.

Nos últimos dias, procuradores ligados ao governo Bolsonaro montaram uma devassa em alguns processos que envolvem a Operação, que arrastou para trás das grades pessoas famosas como o ex-presidente Lula e a cúpula do PT e políticos de quase todos os partidos. “Acho estranho investigarem a Operação”, avalia.

Há cerca de dois meses longe da Esplanada dos Ministérios, o ex-ministro acredita que o governo não endossou sua agenda anticorrupção e criticou Bolsonaro, na live, por ter vetado 25 pontos importantes da lei do pacote anti crime.

Contrariando as expectativas de Moro, entre as mudanças, o presidente manteve a criação do juiz de garantias, que não constava do texto original e foi incluída pela Câmara. “Não foi algo positivo”, avalia Sérgio Moro. “Em 2019, o governo federal ficou em débito no combate a corrupção”, acusa.

Perguntado se uma recorrente história, sustentada pelo presidente da República, de que ele largou a magistratura e foi para Brasília com o objetivo de ganhar em troca uma indicação para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, Moro se defende: “Não troco meus princípios por uma vaga no Supremo”, diz. “Entrei no governo com uma agenda nacional e saí porque a situação ficou insustentável. Faltou confiança de Bolsonaro em mim”, avalia.

“Bolsonaro é afeto às teorias da conspiração e Brasília é um mundo de intrigas”, sentencia.

Quando a pauta da entrevista foi para o campo do enfrentamento à pandemia, Moro foi duro com o ex-chefe: “A postura negacionista de Bolsonaro levou a população a desinformação.” Para ele, faltou uma coordenação nacional para o enfrentamento à crise sanitária.

Sérgio Moro, na live, esquiva quando o assunto são seus projetos futuros, em especial, o político. Ele não nega, mas também não assume, que postula uma possível candidatura à presidência da República. Com um discurso mais de presidenciável de que jurista e utilizando de metáforas do futebol, ele avalia que “a política virou um Fla x Flu e o futuro não está escrito”, conclui.

Senado aprova texto-base do PL das Fake News

Após cinco tentativas e uma sessão de quase quatro horas, o Senado Federal aprovou, na noite desta terça-feira (30), por 44 votos a 32, o texto-base do projeto de lei 2630/20, que busca “instituir a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”, conhecido como projeto das Fake News.

Segundo o texto, o objetivo é “o fortalecimento do processo democrático por meio do combate ao comportamento inautêntico e às redes de distribuição artificial de conteúdo”.

Na noite de segunda-feira (29), o relator do projeto, senador Angelo Coronel (PSD-BA), apresentou um novo relatório que abrandou mais o conteúdo da matéria, facilitando a aprovação do texto.

Um dos pontos sensíveis que foram alterados é o que exigia de todos os usuários a apresentação de um documento de identidade para criar conta em qualquer rede social. Agora, a identificação ocorrerá apenas quando houver “à suspeita de conta inautêntica” ou “nos casos de ordem judicial”.

O recuo aconteceu depois de o Ministério Público Federal (MPF) enviar uma nota técnica ao Senado questionando algumas determinações, que não encontrariam amparo em leis internacionais.

Foi retirado do texto final ainda todos os artigos que faziam alterações na Lei das Eleições, como por exemplo, a possibilidade de perda do direito à veiculação de propaganda em casos de peças “no rádio e na televisão que ridicularizem ou colocarem em risco a credibilidade e a lisura” do pleito.

CNN Brasil

Condomínios de Nova Parnamirim estão ficando tão violento quanto à Favela da Rocinha no RJ

As boas famílias que realizam o sonho de morar em condomínio fechado por segurança e conforto, estão vivendo um pesadelo.
Muitas famílias estão saindo para outras moradias em função da bagunça e confusões frequentes nos condomínios da famosa Cidade dos Bosques e outros condomínios de Nova Parnamirim.
Problemas de som alto de madrugada, pessoas dirigindo em alta velocidade, embriaguês, casa de jogo clandestina, contrabandista de cigarro, gatos doentes invadindo casas, muriçocas, pára-brisa de carro misteriosamente quebrado e agora tivemos  até tiros no Bosque dos Poetas.

No Bosque dos Pássaros até Polícia de madrugada já ocorreu..  Os pais não estão mais deixando suas crianças frequentarem as áreas de lazer com medo de atropelamento e brigas nas piscinas. A violência e desrespeito são mais frequentes por moradores de casas alugadas. Pelo baixo preço dos aluguéis, algumas imobiliárias alugam facilmente os imóveis à pessoas que chegam no RN sem conhecer ou levantar informações dos inquilinos.

Hoje à tarde, no Bosque dos Poetas, um coronel da Polícia Militar para resolver um problema disparou tiros de ar de fogo contra seu vizinho.
O pior é o fato de alguns proprietários de imóveis reclamarem e ainda alguns síndicos e moradores ficarem irados alegando que a divulgação desses fatos violentos desvaloriza os valores dos imóveis. Mas, de fato são poucas pessoas que promovem violências,
O Blog do Primo fica ao lado das boas famílias amedrontadas..

Segundo um proprietário de uma casa na Cidade dos Bosques, se os moradores de bem não tomarem uma providência, os condôminos de Nova Parnamirim ficarão violento igual ao Morro do Alemão no Rio de Janeiro.

Primando por Parnamirim: Presidente do partido da vereadora Nilda é acusado de usar empresa que vende notas fiscais para justificar gastos

Por G1

O presidente do PSL, Luciano Bivar, é acusado de usar empresas que vendem notas fiscais para justificar gastos. O PSL é o partido da pré-candidata a prefeita de Parnamirim, professora e vereadora Nilda.

É numa casa, na periferia do Recife, onde mora a assessora de imprensa do deputado federal Luciano Bivar, presidente do PSL. Marta Patrícia Heitor Lemos é dona da ML Serviços de Comunicação e também é filiada ao PSL. Uma pessoa que disse ser a mãe de Marta informou que a empresária não estava.

Reportagem publicada pela “Folha de S.Paulo”, revela que o presidente do PSL, Luciano Bivar, apresentou a Câmara e ao Tribunal Superior Eleitoral notas fiscais de duas empresas que vendem esse tipo de documento, entre elas a a ML Serviços de Comunicação.

Luciano Bivar já é investigado pela justiça eleitoral de Pernambuco por denúncia de uso de candidatas laranjas na eleição passada, para desvio de R$600 mil do fundo partidário. Ele nega as acusações.

Segundo informações do jornal, confirmadas pela TV Globo, a ML recebeu R$ 50 mil de verbas da Câmara Federal, de 2017 a abril de 2019.

Marta Lemos confirmou para a “Folha de S. Paulo” que emitiu as notas sem prestar os serviços, que teriam sido feitos por uma outra assessora que não tinha empresa no seu nome.

A reportagem diz ainda que a fundação do partido contratou, no Rio de Janeiro, a Associação Pró-Esporte Cultural, que pertence a Gisele Miller do Amaral, candidata a deputada estadual pelo PSL em 2014. A Pró-Esporte recebeu R$ 15 mil para fazer um seminário sobre as eleições naquele ano no Rio.

O jornal cita ainda uma troca de mensagens entre a dona da empresa, Gisele Miller, e uma pessoa que se passou por assessor de um deputado federal. O falso assessor adquiriu uma nota fiscal fria de R$ 8 mil em troca de uma comissão. Na conversa, Gisele Miller teria dito que forneceu notas frias a Luciano Bivar. As notas fiscais foram entregues a Justiça Eleitoral na prestação de contas do uso do fundo partidário.

A procuradoria regional eleitoral em Pernambuco disse que vai analisar as denúncias. As notas fiscais apresentadas pelo deputado federal são reembolsadas pela câmara dentro da cota de despesas do dia a dia do mandato como passagens aéreas, consultoria e divulgação parlamentar.

O deputado Luciano Bivar disse que vai comprovar todo o serviço prestado por Marta Lemos, que ela tem uma condição financeira frágil, que caiu numa cilada quando aceitou vender notas frias e que por isso será demitida. O Jornal Nacional não conseguiu contato com Marta Lemos nem com Giselle Miller do Amaral.

Educação e Saúde no Brasil é piada: Carlos Decotelli deixa Ministério da Educação após falhas no currículo


Nomeado para o Ministério da Educação, o professor Carlos Decotelli entregou nesta terça-feira (30) sua carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Decotelli teve a nomeação publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (25), mas não chegou a tomar posse, que estava marcada para esta terça-feira (30) e já havia sido adiada.

O nomeado para o Ministério da Educação havia marcado uma reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) nesta terça, mas cancelou sem informar o motivo – o encontro era avaliado como uma sinalização da permanência de Decotelli na pasta. Em seguida, às 14h30, se reuniu com Bolsonaro.

Decotelli teve a nomeação articulada pelos ministros militares do Planalto. As incoerências no seu currículo, no entanto – instituições disseram que ele não tinha concluído etapas que ele dizia ter concluído – deixaram os ministros constrangidos. Decotelli chegou a alterar o próprio currículo na plataforma Lattes após as contestações.

Apesar da perda de apoio, a ala militar teme que a pasta volte a um nome ideológico, como era o caso dos ministros anteriores -Ricardo Vélez Rodriguez e Abraham Weintraub.

Incoerências

Bolsonaro anunciou Decotelli para a Educação no dia 25 por meio de suas redes sociais. Na ocasião, o mandatário escreveu que o nomeado é “bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina e Pós-Doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha”.

A primeira incoerência foi anunciada pelo reitor da Universidade Nacional de Rosario, da Argentina, que negou que Decotelli tenha obtido o título.

Em seguida, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou que Decotelli não possui título, apenas que realizou pesquisa de três meses na instituição.

Já a FGV também negou que Decotelli tenha sido professor de qualquer das escolas da fundação – informação que o nomeado colocou em seu currículo, sendo docente da FGV entre 2001 e 2018. A instituição também apurará suspeita de plágio em dissertação feita por Decotelli para a conclusão de curso de mestrado.

Decotelli nega que cometeu plágio, assumiu que não defendeu a tese de doutorado na Universidade de Rosário, mas que concluiu os créditos do curso, além de ter explicado que a pesquisa de conclusão na Universidade de Wuppertal está registrada em cartório na cidade alemã.

R7

Primando por Parnamirim: PT e governadora Fátima Bezerra, senador Jean Paul Prates e senadora Zenaide Maia manifestam apoio total à candidatura de Maurício Marques


Por deliberação do Partido dos Trabalhadores, com respaldo da governadora Fátima Bezerra, foi decidido que o PT vai apoiar à candidatura do ex-prefeito de Parnamirim Maurício Marques.
A pré-candidata Josiane Bezerra do Partido dos Trabalhadores Josiane retirou sua candidatura pregando a união do partido em favor de Maurício Marques.
O anúncio da decisão que causou muitas alegrias aos simpatizantes da candidatura de Maurício Marques foi feito pelo líder religioso padre Murilo, amigo da governadora Fátima Bezerra.
Confira o áudio:

 

 

Pandemia aniquilou 7,8 milhões de postos de trabalho no Brasil

DIEGO GARCIA

A pandemia da Covid-19 destruiu 7,8 milhões de postos de trabalho no Brasil até o mês de maio, levando a taxa de desemprego a 12,9%, informou nesta terça-feira (30) o IBGE. Isso fez com que a população ocupada tivesse caído 8,3% na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro, indo para 85,9 milhões de pessoas.

Pela primeira vez na história da Pnad Contínua, menos da metade das pessoas em idade para trabalhar está empregada. Isso nunca havia ocorrido antes na pesquisa, que começou em 2012. Dentre os postos de trabalho perdidos, 5,8 milhões são de empregos informais.

No trimestre anterior, terminado em fevereiro, a taxa de desocupação havia fechado em 11,6%. Maio foi o segundo mês completo com medidas de isolamento social impostas em todo o país como forma de conter o avanço do Covid-19, o que vem afetando a economia brasileira. Especialistas já dizem que o Brasil vive depressão econômica.

O primeiro óbito conhecido pelo novo coronavírus no país ocorreu no dia 17 de março. A partir daí, com o avanço da doença, o país promoveu o fechamento de bares, restaurantes e comércio como forma de combater a pandemia. Em abril, os efeitos econômicos começaram a ser sentidos com mais intensidade, já que as medidas restritivas duraram do começo ao fim do mês. O impacto continuou em maio.

Diante desse cenário, economistas ouvidos pela agência de notícias Bloomberg esperavam desemprego de 13,2% no trimestre encerrado em abril. A projeção era parecida com a de especialistas pela Folha.

Nesta segunda (29), dados do Caged também mostraram que o mercado de trabalho brasileiro fechou mais 331,9 mil vagas em maio. Desde o início das medidas de restrição da pandemia do coronavírus (em março), o total dos postos fechados chega a 1,4 milhão.

Na semana passada, a primeira divulgação mensal da Pnad Covid-19, edição extraordinária da pesquisa do IBGE criada para medir os efeitos do novo coronavírus sobre a população e o mercado de trabalho, já havia mostrado que 9,7 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em maio.

Outra indicação é que os brasileiros mais afetados pela doença são os pretos, pardos, pobres e sem estudo. Além de relatarem incidência maior dos sintomas da Covid-19, pessoas desses grupos também sentiram de maneira mais forte os impactos econômicos provocados pela pandemia, que fechou estabelecimentos e suspendeu operações industriais.

Em paralelo aos impactos econômicos sentidos diretamente no aumento do desemprego, o Brasil vem acompanhando o Covid-19 se alastrar. Nesta segunda, o país registrou 727 novas mortes pela Covid-19 nesta segunda-feira (29), e 25.234 novos casos da doença. Com isso, o país atinge a marca de 58.385 óbitos causados pelo novo coronavírus e 1.370.488 registros da infecção.

 

RN perde o estimado Hélio Rocha


Faleceu nesta terça-feira(30), o agropecuarista Hélio Rocha, aos 79 anos.

Hélio sempre foi uma pessoa estimada de muitos amigos irradiando alegria, ele fazia tratamento para debelar um câncer de pulmão.

Hélio Rocha era irmão do advogado José Rocha outra pessoa querida por todos . Deixa 03 filhos, esposa e 2 netos

Em nome da sua filha, advogada Claudinha Rocha o Blog do Primo manifesta sentimentos de profundo pesar.

Governador do Amazonas é alvo de buscas da PF por fraudes na saúde

Sinara Peixoto, da CNN, em São Paulo
O Ministério Público Federal e a Polícia Federal cumprem, nesta terça-feira (30), mandados de prisão temporária contra 8 pessoas, além de buscas e apreensões em 14 endereços de pessoas ligadas ao governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC).

As medidas foram determinadas pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e incluem o bloqueio de bens no valor de R$ 2,9 milhões.

Lima é alvo de buscas e bloqueio de bens. São apuradas suspeitas de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, peculato, delitos da lei de licitações, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro.

De acordo com a investigação, uma organização criminosa instalada no governo do Amazonas atuaria com o objetivo de desviar recursos públicos destinados a atender as necessidades da pandemia de Covid-19.

Os investigadores identificaram compras superfaturadas de respiradores, direcionamento na contratação de empresa, lavagem de dinheiro e montagem de processos para encobrir os crimes praticados. Os crimes teriam participação direta do governador.

No esquema identificado pelo MPF e pela PF, o governo do estado comprou, com dispensa de licitação, 28 respiradores de uma importadora de vinhos. Neste contrato a suspeita de superfaturamento é de, pelo menos, R$ 496 mil.

Os equipamentos vendidos pela importadora foram adquiridos de uma empresa fornecedora de equipamentos de saúde por R$ 2,480 milhões e revendidos, no mesmo dia, por R$ 2,976 milhões ao estado.

Em nota publicada nesta terça pelo MPF, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo diz que as investigações permitiram, até o momento, “evidenciar que se está diante da atuação de uma verdadeira organização criminosa (…) instalada nas estruturas estatais do governo do estado do Amazonas”.

“Os fatos ilícitos investigados têm sido praticados sob o comando e orientação do governador do estado do Amazonas, Wilson Lima, o qual detém o domínio completo e final não apenas dos atos relativos à aquisição de respiradores para enfrentamento da pandemia, mas também de todas as demais ações governamentais relacionadas à questão”, destaca a subprocuradora.

Quem é o Homem-Pateta que está aterrorizando crianças pela internet

Felipe Demartini

Desde a última semana, autoridades e jornais vêm veiculando alertas sobre o Homem-Pateta, um perfil cujo nome é Jonathan Galindo e que viria assustando crianças na internet e promovendo desafios que envolvem o suicídio como objetivo final. O aviso, feito inicialmente pela Polícia Civil de Santa Catarina, é para que os pais monitorem o uso da internet pelos filhos e, principalmente, com quem eles se comunicam, buscando as autoridades e auxílio psicológico caso necessário.

O alerta publicado no dia 17 de junho foi dado pelo Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do Tribunal de Justiça do estado (TJSC) e teria sido publicado após avisos de pais e professores. A ideia é que os perfis que se identificam como Jonathan Galindo e utilizam imagens uma versão antropomórfica do Pateta, da Disney, surgiram em 2017 em países de língua espanhola e estão chegando apenas agora ao Brasil, buscando contato com crianças por meio de mensagens diretas ou ligações de vídeo e áudio, por onde também exibem seu conteúdo perigoso, voltado para “causar desconforto, medo e, em alguns casos, tentar provocar o suicídio”.

O aviso logo foi reproduzido em sites de notícias, principalmente naqueles focados em educação infantil, enquanto alertas semelhantes também eram dados por forças policiais de outros estados. Conforme levantamento do site e-Farsas, a Polícia Civil de Campo Grande (MS) também falou no assunto, enquanto o jornal Tribuna do Paraná também publicou reportagem sobre o caso. Entretanto, algo em comum: não existem boletins de ocorrência registrados sobre o tal Homem Pateta nem casos confirmados, enquanto as autoridades dizem estar realizando um trabalho de prevenção baseado em informações de pais e professores.

A divulgação, claro, fez com que o caso ganhasse corpo. Uma pesquisa rápida no Facebook revela dezenas de perfis com o nome de Jonathan Galindo e imagens do Homem-Pateta, além de páginas que compartilham publicações sobre essa figura misteriosa e de aparência incômoda. O mesmo também vale para outras redes sociais, enquanto no YouTube, começam a surgir diversos relatos sobre encontros com essa figura e histórias de terror que, no intuito de assustar, acabam também demonstrando que a história se trata de um grande rumor.

Origens

<em>Vídeo de YouTuber mexicano explorando as publicações de Jonathan Galindo é um dos primeiros registros sobre a história macabra que circula até hoje (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)</em>

Os primeiros relatos sobre a existência de um perfil desse tipo datam de 2017. Uma publicação de 9 de janeiro daquele ano, do YouTuber mexicano Rey Del Random, fala sobre um perfil que não deixará as pessoas dormirem e faz um passeio pelas imagens perturbadoras do perfil, à época, com uma grafia diferente: Jhonatan Galindo. No momento em que essa reportagem é escrita, o vídeo acumula quase 230 mil visualizações e acabou dando origem a vários outros, com números semelhantes ou até maiores.

A história, também, foi aumentando a cada postagem nova. Alguns criadores afirmam ter entrado em contato direto com Galindo, que seria uma pessoa deformada por um acidente químico — daí o uso da maquiagem inspirada no Pateta. Em outros, vinha a ideia de que ele seria um sequestrador de crianças, algo potencializado por algumas das publicações vistas por estes YouTubers, com fotos de crianças e adolescentes segurando um papel com o nome deste homem misterioso escrito. Em todos os casos, porém, algo em comum: nenhuma confirmação oficial.

Uma pesquisa rápida, porém, ajuda a revelar a verdade, pelo menos, quanto às imagens utilizadas. O personagem é obra de um cineasta e artista de efeitos visuais chamado James Fazzaro e começaram a surgir na internet no final de 2011 como uma forma de demonstrar o uso de prótese e maquiagens para a criação de personagens e divulgar sua empresa, a JMF Filmworks. A criatura que ficou conhecida como Homem-Pateta, na realidade, começou sua carreira na internet como Tony the Toon em um fórum voltado à cultura furry, que reúne entusiastas da personificação de animais de forma antropomórfica, com expressões e atitudes humanas, andando em duas patas e outras características do tipo.

<em>O Homem-Pateta é um personagem do cineasta e artista de efeitos visuais James Fazzaro, com uma personalidade e traços que foram se tornando mais sombrios com o tempo (Imagens: Divulgação/James Fazzaro)</em>

Fazzaro seguiu com personagens desse tipo, mas optou por um rumo mais realista e um tanto sombrio com seu personagem seguinte, Garry the Goof. Aqui, saem as roupas coloridas e a maquiagem pesada para entrada de uma aparência um pouco mais decrépita, que também conversava com a história criada para ele, que tem duas personalidades: à noite, ele é um gentleman, que passia por aí cumprimentando a vizinhança e usando ternos vistosos. Durante o dia, porém, o personagem é funcionário de uma empresa de controle de pragas e, apesar do sorriso sempre presente, é citado como alguém que odeia sua vida e todas as pessoas que conhece.

Essa aparência perturbadora e sombria deu origem a um segundo personagem, Larry LeGeuff, que o artista dar indícios de ser o verdadeiro Garry. Entre 2012 e 2014, foram publicadas a maioria das fotos que são usadas, hoje, nos perfis de Jonathan Galindo, retratando um personagem com a barba por fazer e roupas velhas, que fuma sem parar e é viciado em bebida. O ambiente doméstico, também, foi substituído por galpões e porões, enquanto ele aparecia portando ferramentas de forma ameaçadora.

Fazzaro não publica em seu site oficial desde janeiro de 2014, onde fazia críticas de filmes a que assistia. Seu currículo no site IMDb, entretanto, o mostra ativo na indústria do cinema até o ano passado, quando atuou como operador de câmera em duas produções independentes, uma minissérie de sete episódios chamada Disconnected e o filme de terror religioso Schism, ambos inéditos no Brasil. No Facebook, ele permanece ativo e, em uma publicação recente, criticou a recente viralização de Larry LeGeuff, que levou terceiros a tentarem tomar crédito por seu trabalho.

Histórias de terror

As imagens de teor perturbador circularam por anos na internet, sempre destacadas de seu contexto original. Para chegarem às redes sociais, foi um pulo, com o perfil original usado por Rey Del Random sendo apenas o primeiro de muitos. Essa conta, inclusive, é atualizada até hoje, atualmente fazendo piadas com a viralização do conteúdo e o envolvimento de forças policiais, além de convidar os seguidores para chamadas de vídeo e áudio via Instagram ou Messenger.

<em>Variações da história de Jonathan Galindo, no melhor estilo "aconteceu comigo" começaram a surgir entre YouTubers de língua espanhola antes de chegarem ao Brasil (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)</em>

Vários “fakes dos fake”, claro, também surgiram, com a história, finalmente, ganhando corpo entre YouTubers de língua espanhola como o criador colombiano chamado Pipelon. Seu canal é especializado em pegadinhas e desafios, mas o relato de um suposto contato direto com Jonathan Galindo pelo Facebook Messenger angariou mais de um milhão de visualizações muito rapidamente. Nas cenas, ele afirma não apenas ter recebido ameaças do personagem, como também ter tido seu dispositivo hackeado só de falar com ele, com direito a fotos não autorizadas sendo enviadas como prova.

O conteúdo angariou público rapidamente e, no momento dessa publicação, já tem mais de 1,3 milhão de visualizações. O assunto se tornou uma série no canal de Pipelon, onde ele relata estar sendo perseguido pelo Homem-Pateta, com direito a avistamentos em sua própria casa.

A história finalmente explodiu pelas mãos do influenciador mexicano Carlos Name, que tem mais de 1,7 milhão de seguidores devido a seus trabalhos com maquiagem e marcas, além de contar histórias de terror pelos Stories. Foi por lá que ele contou a história de Jonathan Galindo, agora, com novas facetas: ele seria um homem de cerca de 40 anos com problemas psicológicos que perseguia mulheres e crianças.

<em>Um dos grandes responsáveis pela viralização da história de Jonathan Galindo foi um influenciador chamado Carlos Name, que conta histórias de terror no Instagram e chegou a se maquiar como o personagem misterioso (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)</em>

Antigas nuances também ressurgiram aqui, com Name afirmando que um contato pelo Facebook seria suficiente para que o Homem-Pateta surgisse na casa das pessoas e que ele usaria a maquiagem devido às deformações de seu rosto. Em uma série de stories, ele chegou a demonstrar um encontro com Galindo do lado de fora de sua residência.

A exposição lá fora, claro, chamou a atenção de YouTubers brasileiros, que rapidamente começaram a publicar conteúdos sobre a história e também alertas quanto ao suposto contato do perfil de Galindo com crianças por meio do Facebook. Foi na chegada ao Brasil, também, que a pronúncia original, como “Jhonatan”, saiu para dar espaço ao mais reconhecível “Jonathan”.

<em>No Brasil, o mistério de Jonathan Galindo também virou série nos canais de vários criadores de conteúdo, que repercutiam histórias internacionais e adicionavam novas ideias a elas (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)</em>

A busca pelo termo nas pesquisas do YouTube brasileiro traz diversos resultados, com um dos canais mais ativos na disseminação da história sendo o de Diogo Gomez. Em uma série, ele conta a história do encontro entre Carlos Name e Galindo, além de relatar conversas diretas com o próprio personagem. Seis conteúdos sobre a história haviam sido postados até a publicação desta reportagem, e juntos, eles acumulam quase um milhão de visualizações.

Não existem indícios dessa relação, mas se tivéssemos de apostar, diríamos que a conexão entre o alerta feito pela Polícia Civil caminha lado a lado com a disseminação dos vídeos sobre Galindo no Brasil. Diante de tais postagens, crianças e adolescentes, logicamente, ficariam interessados em contatar o personagem, seja para criar conteúdos próprios, gerar assunto entre os amigos ou simplesmente ver se a história é real.

Criando perigo

O fato de existir todo um contexto por trás da história de Jonathan Galindo e de não existirem ocorrências oficiais registradas sobre casos relacionados a ele, porém, não faz com que o alerta das autoridades deva ser deixado de lado pelos pais e responsáveis. Isso se deve à similaridade da história com outras duas, bem recentes e que devem estar ainda frescas na memória dos brasileiros.

O primeiro deles, com alcance internacional, envolvia Momo, um suposto espírito que se comunicava com as pessoas pelo WhatsAppe parecia saber tudo sobre elas. A imagem perturbadora era de uma estátua do artista japonês Keisuke Aisawa, enquanto o que surgiu como mistério acabou sendo usado como uma armadilha para roubar dados pessoais e financeiros ou exibir conteúdo assustador para crianças, além de as incitar à automutilação e suicídio por meio de vídeos de desafio.

<em>Caso Jonathan Galindo lembra outros desafios que viralizaram e geraram temor no país, como o de Momo ou do jogo da Baleia Azul (Imagem: Reprodução/Canaltech)</em>

O YouTube chegou a negar o caso, apenas para ver uma proliferação de clipes com Momo, que apareciam em meio a conteúdo infantil ou desenhos animados com mensagens suicidas e aterrorizantes. Enquanto autoridades e psicólogos infantis emitiam alertas, o site começou a desmonetizar vídeos relacionados à situação, como forma de reduzir seu alcance o interesse na criação de conteúdos desse tipo, até que a história acabou esfriando e morrendo. Diante da repercussão negativa, Aisawa também anunciou que destruiria a estátua que criou, originalmente, para um festival de monstros inspirado no folclore japonês.

Outro caso similar é o da Baleia Azul, que surgiu na rede social russa VK e rapidamente chegou ao Brasil por meio do WhatsApp. No jogo, os chamados “administradores” propõem uma série de desafios a jovens, que entram em contato com eles, normalmente, de forma involuntária. As tarefas envolvem automutilação e atos de violência, com o suicídio sendo a fase final — ameaças à família e entes queridos dos envolvidos eram feitas para forçar a realização dos atos dentro do tempo especificado.

Filipp Budeykin, de 21 anos, foi apontado pelas autoridades russas de ser o criador do jogo da Baleia Azul. Ele está preso desde novembro de 2016, acusado de aliciamento de menores e de envolvimento no desaparecimento ou suicídio de pelo menos 15 jovens no país. Ele aguarda julgamento após ter se declarado culpado, afirmando ter criado o desafio como uma forma de “limpar a sociedade”.

Jonathan Galindo não existe, assim como suas imagens perturbadoras, que são obras de um artista americano de efeitos visuais. A popularidade do caso, entretanto, não torna irreais os indícios de que jovens estariam sendo contatados diretamente em nome dele, com criminosos podendo muito bem utilizar essa trama intrincada e assustadoramente instigante para aplicar golpes ou, pior ainda, gerar atos de violência contra terceiros ou os próprios interlocutores.

Sendo assim, por mais que o alerta das autoridades não seja necessariamente baseado em evidências, é importante dar atenção a ele e observar o comportamento dos filhos, bem como o que eles andam fazendo internet afora. Se você está sendo assediado por um destes perfis, procure ajuda e orientação de pessoas em quem confie e interrompa o contato de forma imediata, bloqueando perfis e impedindo o acesso destes indivíduos às suas contas ou informações pessoais.

Caso precise de ajuda ou necessite de apoio emocional, você pode entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188 ou pelo chat disponível no chat disponível no site da instituição, que disponibiliza aconselhamento gratuito e anônimo por meio de voluntários treinados.

Fonte: Canaltech

Covid-19: Brasil tem 58.314 mortes e 1.368.195 casos confirmados, dizem secretarias de Saúde


O número de casos do novo coronavírus no Brasil subiu para 1.368.195 e o total de mortes chega a 58.314. Os dados, divulgados na noite desta segunda-feira (29), constam no painel atualizado pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), um sistema próprio de informações que reúne dados de contaminados e de óbitos em contagem paralela à do governo.
Nas últimas 24 horas, foram registrados mais 24.052 casos novos e 692 óbitos, segundo os dados divulgados pelo Conass. No domingo, o país tinha 57.622 mortes e 1.344.143 casos confirmados de Covid-19, de acordo com o conselho.

Cresce medo sobre o coronavírus, mas isolamento cai, diz Datafolha


Yahoo Notícias
Os brasileiros estão com cada vez mais medo (47%) de serem infectados pelo novo coronavírus. Pelo menos é isso que mostra pesquisa Datafolha realizada nos diss 23 e 24 de junho. Mais de 2 mil pessoas foram ouvidas por telefone. A margem de erro é de dois pontos.
Em março, 36% disseram ter muito medo de pegar a doença, que já matou mais de 58 mil brasileiros.
Os brasileiros estão com cada vez mais medo (47%) de serem infectados pelo novo coronavírus. Pelo menos é isso que mostra pesquisa Datafolha realizada nos diss 23 e 24 de junho. Mais de 2 mil pessoas foram ouvidas por telefone. A margem de erro é de dois pontos.

O mesmo estudo indicou que diminuiu a parcela das pessoas que se dizem completamente isoladas e que não saem de casa por nada. Esse índice foi de 18% no começo de abril, chegou a 21% no mesmo mês, mas caiu para 12%.

Essa queda no isolamento total se dá pelo relaxamento da quarentena que muitos governadores e prefeitos vêm adotando mesmo com a pandemia fora de controle.

A pesquisa que os mais pobres se isolam mais que os mais ricos. Entre os entrevistados com renda de até dois salários mínimos, 14% relataram estar em isolamento total. Esse número chega a 8% entre os que têm renda mensal de mais de 10 salários.