Brasileira que organizava atos para Bolsonaro em Nova York joga a toalha: “foi só mais um que se vendeu”


DCM

Pitta Macedo, uma mineira que mora em New Jersey, Estados Unidos, e organizou manifestações em favor de Jair Bolsonaro em Nova York, é mais uma bolsominion arrependida.

“Há um tempo atrás eu me vestia, com orgulho, e convencia amigos e familiares que a gente tinha a esperança de um país melhor, que esse cara faria tudo diferente, mas foi só mais um que se vendeu, e mentiu !! Hoje luto contra minha decisão de 2018!”, escreveu no Facebook.

Ela, que é seguida por quase 57 mil pessoas, foi apoiada pela maioria dos que comentaram sua postagem, feita ontem.

E Bolsonaro já ganhou um novo apelido entre os eleitores arrependidos: “Minto”.

“Tua ficha demorou a cair mesmo eu te avisando. Mas fico feliz de enxergares tudo que vejo tão claramente. Sofremos uma fraude eleitoral. O MINTO enganou todos nós! É amigo do centrão e dos bandidos condenados na lava jato”, destacou Ana Cláudia, que apareceu naquele vídeo da campanha de 2018 em que se dizia “robô de Bolsonaro”.

Ruth Lea Kay, que apesar do nome é brasileira e mora nos Estados Unidos, também se disse bolsominion arrependida.

“Verdade, foi nesta luta pelo Brasil, que nós nos conhecemos em NYC. Tantas lutas pra dar em nada! Este safado não tinha tabuleiro na testa!”, comentou, na postagem em que Pitta lembra que organizou atos em favor de Bolsonaro.

“Olhando a boiada passar”, escreveu.

Hoje, ela voltou a atacar o antigo ídolo.

“O silêncio dos Bolsonaros sobre os cheques que o Queiroz depositou na conta da primeira dama é ensurdecedor e constrangedor”, afirmou.

Ms se engana quem acredita que, se voltasse no tempo e pudesse votar de novo em 2018, ela escolheria Fernando Haddad no segundo turno.

A ativista é fechada com Moro e a Lava Jato, e provavelmente por isso é que apoiou Jair Bolsonaro, o candidato que a força-tarefa de Curitiba favoreceu, com a investigação dirigida a Lula e ao PT, como mostra o mais recente capítulo da Lava Jato.

E a decepção será enorme quando constatarem que, se Bolsonaro tem Queiroz, Moro tem Carlos Zucolotto Júnior, o primeiro amigo do ex-juiz.

Segundo o advogado Rodrigo Tacla Durán, Zucolotto vendeu facilidades em acordo de delação premiada e tomou 612 mil dólares (quase 3,5 milhões de reais) de um acerto de 5 milhões de dólares.

Os sinais de que Moro não é o Messias que Bolsonaro fingiu ser está nas mãos da próprio esposa dele, Rosângela Moro, que já apareceu em público com bolsa de R$ 15 mil.

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