Arquivo diários:15/08/2020

“Bolsonaro levou o povo a um precipício”, diz Mandetta

Em entrevista para o jornal britânico The Guardian, Luiz Henrique Mandetta acusa presidente de conduzir economia para a catástrofe’

Em entrevista ao jornal The Guardian, Mandetta acusou o presidente brasileiro de desempenhar um papel “fundamental” na condução do Brasil para uma catástrofe. “Bolsonaro jogou política com a vida dos cidadãos em um momento de crise global”, disse ele.

O Brasil hoje tem mais de 105 mil mortes relacionados a covid-19. Atrás somente dos Estados Unidos, tanto em número de casos e óbitos.

Mandetta, que insinuou que vai desafiar Bolsonaro para a presidência em 2022, tornou-se um nome familiar nos estágios iniciais da pandemia deste ano. Ele arrancou elogios da esquerda e da direita por seus alertas acessíveis e baseados em ciência sobre a ameaça do coronavírus durante conferências diárias de imprensa.

Fernanda Paes Leme conta que quebrou vibrador de tanto usar: “Parou de funcionar”

Giselle de Almeida
Com bom humor, Fernanda Paes Leme contou como dribla a carência na quarentena, em uma entrevista ao vivo no Instagram. Solteira, a atriz e apresentadora falou sobre masturbação e o uso de brinquedos eróticos na intimidade. Seu primeiro vibrador, que pifou depois de tanto uso e precisou ser substituído, foi presente de um antigo namorado.
“Eu tive um namorado que morava em Nova York, e a gente namorava a distância. Até legal falar isso, porque tem tantos homens que têm esse problema com vibrador, acham que é uma ameaça para a relação. Achei maravilhoso”, contou, numa live com a revista “Glamour” no Instagram, na noite da última sexta-feira (14).

O acessório tem até nome – Terceiro, por ser o terceiro elemento da relação. O apelido, no entanto, ficou para os brinquedinhos que chegaram depois.

“Aquele lá quebrou de tanto eu usar. Ele parou de funcionar”, contou Fernanda. “Esse que eu tenho agora quem me deu foi a Ingrid Guimarães, rainha dos vibradores por conta do filme ‘De Pernas Para o Ar’ em que ela é dona de um sex shop. Ela mandou um kit para a minha casa para divulgar o terceiro filme”.

Segundo Ingrid, o item em questão seria “um dos melhores do mundo”. “Eu falei: ‘Só tem um perigo. Eu vou usar e vou lembrar de você. Tudo certo para você?’. Aquele momento quem você goza e agradece: ‘Obrigada, Ingrid Guimarães’”, disse a atriz, aos risos.

A propaganda da amiga não era enganosa, garante Fernanda, que tem aproveitado bastante o brinquedo nesse período de isolamento social. “Ele é um sugador de clitóris. É um bafo. Indico. O Terceiro tem me ajudado muito na quarentena. De um lado na minha tomada é o carregador do celular e o carregador do vibrador”, contou.

Durante a conversa descontraída, a atriz ainda incentivou o público a perder a inibição e explorar a própria sexualidade. “Mulheres, não tenham vergonha de se tocar, de se conhecer. Muitas de vocês estão sozinhas em casa, aproveitem esse momento. Mesmo se não estiver sozinha, se estiver com o parceiro ou a parceira… Vai nessa! Porque a vida já não está fácil. Se a gente ficar sem sexo e sem gozar, vai ficar pior ainda”, argumentou.

Instagram poderá pedir RG para garantir que você não é um robô

O Instagram anunciou na quinta-feira (13) que vai começar a solicitar uma confirmação de autenticidade para usuários que demonstrarem um padrão de comportamento não autêntico. A medida da empresa visa evitar bots na rede social e vai atingir apenas alguns usuários da plataforma.

De acordo com o Instagram, a análise será necessária para verificar se a conta realmente pertence a um usuário ativo, ou seja, para fins pessoais ou profissionais, controlados pelo próprio. Contas que apresentem incoerência em aspectos como localização da conta e tags e sinais de automação serão submetidas ao processo de autenticação.

Na análise, dados solicitados para a identificação, como RG, passaporte ou título de eleitor, ficarão retidos pelo Instagram por 30 dias, e depois serão deletados caso a investigação não precise prosseguir. A empresa afirmou que tem todos os padrões de segurança para o armazenamento das informações.

Caso uma conta reportada se recuse a colaborar com a análise, o Instagram pode diminuir a visibilidade do usuário ou até desativar a conta na rede.

ESTADÃO

Guedes admite estudar prorrogação de auxílio emergencial mas com ‘moderação’

Sob pressão para gastar mais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu a possibilidade de prorrogar novamente o auxílio emergencial e investir mais também em obras inacabadas, desde que com “moderação”, e debaixo do teto de gastos.

A ideia agrada ministros da chamada ala política do governo, em um momento de boa popularidade de Bolsonaro e eleições municipais. Mas a conta é difícil.

De acordo com integrantes da equipe econômica, para estender os meses de pagamento do benefício aos mais carentes dentro do mesmo patamar de R$ 600, não seria possível liberar dinheiro para todas as obras defendidas pelos ministros da Infraestrutura, Tarcísio Gomes e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Caso contrário, a ideia de esticar o auxílio só sairia do papel se o valor fosse reduzido. A sugestão é gastar com equilíbrio nos dois. “O Brasil não vai sair do buraco cavando mais fundo. É uma insensatez”, afirma a equipe.

Nesta sexta-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro conversou com o ministro da Economia sobre ter sido mal interpretado ao fazer uma declaração do tipo “fura teto”, durante transmissão na internet. Bolsonaro passou com Guedes os tópicos de uma nota, que o presidente divulgou na internet, em defesa do limite de gastos.

A equipe de Guedes vê Bolsonaro diante de uma encruzilhada: gastar mais ou se manter na linha da austeridade. A primeira opção é tachada de “caminho de Dilma”, uma referência à ex-presidente ‘impeachmada’. “Dobre à direita, este é o caminho da prosperidade”, afirma um dos mantras da equipe sobre qual direção escolher.

CNN Brasil

Primando por Caicó e Parnamirim: prefeitos espertos e seus arrumadinhos

Jogo de cartas marcadas, eles são candidatos sabendo que vão perder para ganhar no futuro, diz o soldado Vasco ao Blog do Primo.
Sabidos:Batata com cabelo de maionese e Taveira com óculos de Zorro

A esperteza política está ultrapassado o limite da perfeição. Alguns prefeitos que são candidatos à reeleição estão escolhendo seus adversários.
Segundo o soldado Vasco, grande e segura fonte do Blog do Primo, alguns prefeitos estão arrumando candidatos  fracos pela oposição para fazerem uma marmelada na eleição. Em Parnamirim o prefeito Taveira está mandando incentivar e estruturar à candidatura da vereadora Nilda que por influência de Taveira poderá receber o apoio da vice-prefeita Elienai Cartaxo. Taveira tem medo da candidatura de Maurício Marques e trabalha para dividir o eleitorado de oposição.
Em Caicó, está claro o interesse do prefeito Batata na candidatura pela oposição camuflada de Dr. Tadeu. Batata já teria acertado os ponteiros com Dr. Tadeu que será candidato para dividir a oposição que numa eleição de apenas um turno favorecerá  à reeleição do rejeitado Batata. Segundo o experiente soldado Vasco, Batata acertou com Dr. Tadeu apoiá-lo para prefeito em 2024 e ambos apoiarem Adjuto Neto papra deputado.
Vivaldo está velho, é fácil de ser descartado.
Para o arrumadinho ficar mais claro, Batata nomeou Dr. Tadeu para atender como médico numa Unidade de Saúde de um bairro populoso e importante eleitoralmente em Caicó.
Alguém já viu um arrumadinho deste em política?
O prefeito nomear o adversário na véspera da eleição e o adversário aceitar??

Vasco disse ao Blog do Primo Batata está com medo da candidatura do empresário Arthur Maynatd que é o verdadeiro candidato de oposição em Caicó. Arthur Maynatd é o nome novo e recebe votos tanto dos antigos seguidores das bandeiras verdes  e vermelha.
Como dizia Dinarte Mariz: “Em política só não vi vaca voar”.

Filha de Belchior é presa após confessar assassinato em SP

Namorada da jovem também foi presa pelo crime; alegação é de que vítima era pedófila.

Carol Kossling

Isabela Menegheli Belchior, de 26 anos, se apresentou espontaneamente nesta quinta-feira, 13, e confessou a participação em um homicídio em São Carlos, no interior paulista, cometido no ano passado. A defesa, no entanto, entrou com pedido de liberdade provisória nesta sexta-feira, 14, por não concordar com o tipo de crime atribuído à jovem, que é filha do cantor Belchior, morto em 2017. A companheira de Isabela, Jaqueline Chaves, de 31 anos, também cumpre prisão preventiva em Franca pelo crime.

A vítima é o metalúrgico Leixer Buchiwieser dos Santos, mas há diferentes versões sobre o episódio. Segundo Veridiana Trevisan, advogada de defesa de Isabela, Jaqueline teria marcado um encontro com a vítima em um bate-papo online em agosto de 2019 e receberia R$ 500 por programa. No fim da conversa, Santos teria oferecido quantia maior caso Jaqueline fosse acompanhada de uma criança ou uma grávida. Após insistir na oferta, Santos disse depois que seria uma brincadeira. Os dois marcaram o encontro e, segundo a defesa, foram até a casa onde Jaqueline e Isabela viviam.

Lá, Santos teria insistido para que a sobrinha de Isabela presenciasse o ato sexual. Isso fez com que a filha de Belchior entrasse em desentendimento com o pai e o tio da criança, que também moravam na casa. Após agressões, Isabela teria pegado a faca que estava na cozinha, quando deu o primeiro golpe. Os dois homens, diz a advogada, estão desaparecidos.

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Ainda segundo a defesa, eles achavam que a vítima estava viva e o levaram, em seu próprio carro, para zona rural da cidade. Depois, deixaram Santos perto da pista e foram para o lado oposto da cidade e pediram para que Jaqueline, que estava com a mãe da criança, levasse gasolina para incendiar o automóvel.

Um dia após Isabela Menegheli Belchior, de 26 anos, se apresentar espontaneamente e confessar a participação num crime de homicídio que aconteceu em São Carlos, no interior de São Paulo, em 2019, sua defesa entrou nesta sexta-feira, 14, com pedido de liberdade provisória. Atualmente, ela e a companheira Jaqueline Chaves, de 31, cumprem prisão preventiva em presídio feminino da Região de Franca.

Em um caso que apresenta diferentes versões até o momento, a advogada de defesa da filha do cantor Belchior, Veridiana Trevisan, confirma que sua cliente está disposta a responder pelas suas ações no caso do homicídio do metalúrgico Leizer Buchiwieser dos Santos. Mas considera que se trata de um homicídio qualificado, com pena de 12 a 30 anos, e não como foi denunciada, por latrocínio, com reclusão de 20 a 30 anos. Isabela recebeu a penalidade maior porque, segundo a investigação, um cartão da vítima foi usado para saque após sua morte.

“O que queremos deixar claro é que não houve extorsão e, na realidade, Isabela e os outros envolvidos queriam dar um corretivo na vítima pelo envolvimento dele com crianças, pois ele era assíduo na prática de pedofilia. Inclusive, já apareceram outras testemunhas sobre isso. Além disso, em nenhum momento elas colocaram a criança em risco, no imóvel ou em contato com a vítima”, explicou a advogada ao Estadão.

Segundo a defesa, que informou em entrevista estar falando pela sua cliente, todo o caso aconteceu em 24 horas, no dia 26 de agosto de 2019. Juntas em união estável há mais de quatro anos e num relacionamento aberto, sua companheira, Jaqueline, entrou em uma sala de bate-papo do portal Uol para marcar um programa com Leizer Buchiwieser dos Santos. Ela receberia R$500 como pagamento.

No fim da conversa, ele teria oferecido um valor maior se Jaqueline levasse uma criança ou uma mulher grávida no encontro. O pagamento por isso elevaria a quantia a R$ 1 mil. Jaqueline achou Santos estivesse brincando, mas ele disse que não e insistiu. Depois, ele teria confirmado ser brincadeira. Os dois marcaram um encontro quando ele saísse do trabalho num posto de gasolina no bairro Jardim Tangará, onde Isabela e a companheira residiam.

Após o encontro, segundo a defesa, Jaqueline e Santos foram à residência do casal. Ele insistiu para que a sobrinha de Isabela presenciasse o ato sexual. A filha de Belchior e o irmão de Jaqueline, pai da criança, Estefano Rodrigues, que na época residia na mesma casa que elas, e seu outro irmão, Bruno Thiago Dornellas Rodrigues, entraram em desentendimento. Partiram, então, para agressões físicas. Isabela teria intervido e pegado uma faca que estava na cozinha, quando deu o primeiro golpe. Os demais ela não se recorda, segundo a advogada, de quem partiram, se de Bruno ou Estefano, que estão foragidos.

Ainda segundo a defesa, eles achavam que a vítima estava viva, porém amarram suas mãos e levaram, em seu próprio carro, para zona rural da cidade e deixaram Santos perto da pista. Depois foram para o lado oposto da cidade e pediram para que Jaqueline, que estava com a mãe da criança, levasse gasolina para incendiar o automóvel.

Defesa de companheira de Jaqueline tem outra versão

Já a advogada de Jaqueline, Fabiana Carlino Luchesi, apresenta outra versão para o episódio. Ela confirma apenas o início da conversa na sala virtual e que ambas acusadas sentiram “nojo” pela conversa da vítima de envolver criança ou mulher grávida em ato sexual. Segundo ela, não houve extorsão. Ela afirma ainda que Jaqueline não faria mais o programa, mas que, ao passar na frente do posto de gasolina onde teria marcado o encontro, junto com Isabela e a sobrinha de três anos, teria visto o carro da vítima no posto e parado no local para xingá-lo.

Depois disso, teria deixado Isabela em casa e partido para comer um lanche com a sobrinha. Santos, porém, teria seguido o veículo e entrado na casa das duas, onde teria iniciado uma briga com Isabela e os dois irmãos de Jaqueline, quando teria ocorrido o crime. Jaqueline teria recebido uma ligação de Isabela para levar gasolina e, só depois, teve conhecimento dos fatos.

Polícia vê brechas em alegações das denunciadas

O delegado Gilberto De Aquino, da Delegacia de Investigações Gerais de São Carlos, responsável pelo caso, acredita que tudo teria tomado outro desfecho. “Elas deveriam ter comunicado o fato (suposto pedido para encontrar uma criança) à polícia e seria aberta investigação com apuração de provas. Poderíamos ter descoberto outros crimes cometidos por ele. Assim, ele poderia estar preso ou em tratamento, pois pedofilia é uma doença”, afirma Aquino. Para o policial, elas tiveram uma escolha e optaram por fazer algo ilícito.

Na versão da polícia, outro fator que não bate com o relato das advogadas das denunciadas é o encontro com a vítima, que, segundo o delegado, aconteceu no posto de gasolina entre Isabela e o metalúrgico, quando ela foi tentar extorqui-lo pelos seus atos de pedofilia. Após não conseguir nada, ele teria a seguido até a casa das duas, onde teria se envolvido na briga com os demais moradores.

Homem com máscara no queixo é preso após cometer ato racista contra guarda em MG

Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (14) após realizar um ato racista contra um guarda civil de Contagem, na Grande Belo Horizonte. Ele se negava a obedecer aos pedidos do oficial, se exaltou e cometeu o ato criminoso. As informações são do Estado de Minas.
O episódio se passou dentro de uma agência bancária no centro de Contagem. De acordo com o veículo, o guardava orientava os frequentadores do local para que não se aglomerassem em frente à agência e ressaltava a obrigatoriedade do uso de máscaras, equipamento necessário para diminuir a chance de transmissão do novo coronavírus.
O detido teria sido o único presente a se recusar a usar a máscara de forma correta (cobrindo boca e nariz). Ele teria dito ao profissional que “não obedecia guardas”. O oficial ressaltou que a atitude do homem estava colocando as pessoas em risco.

Iniciou-se uma discussão que acabou com o ato discriminatório. “Vocês são uma palhaçada, eu não tenho que respeitar você”, disse segundo o Estado de Minas, se dirigindo a um guarda negro enquanto passava a mão no própria pele, que é branca.

Logo após o gesto, o homem foi conduzido por uma viatura até uma delegacia sem apresentar resistência. O homem, que alega ser idoso e ter problemas de saúde, não foi detido em uma cela. Já sob custódia, ele teria voltado a se irritar e chamado os guardas de “vagabundos”

Gilmar Mendes concede habeas corpus e Queiroz vai permanecer em prisão domiciliar


O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu habeas corpus determinando que Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), permaneça em prisão domiciliar.

Um dos argumentos centrais do magistrado é o de que os fatos narrados para determinar a detenção, de 2018 e 2019,​ não têm atualidade e por isso não justificariam a permanência do PM aposentado no cárcere.

Com isso, a decisão do ministro Felix Fischer, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que na quinta (13) determinou que Queiroz deixasse a prisão domiciliar e voltasse para o regime fechado, fica anulada.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro já havia emitido mandato de prisão para o ex-assessor de Bolsonaro. Ele perde a validade.

A decisão de Gilmar Mendes se estende à mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar.

O magistrado determinou ainda o uso de tornozeleiras e proibiu que eles saiam do país.

“Além de recair fundadas dúvidas sobre a contemporaneidade dos fatos invocados para justificar a segregação dos pacientes, a suposta conveniência para fins de instrução criminal e de garantia da ordem pública parecem se referir muito mais a conjecturas, como as de que o​ paciente teria influência em grupos de milícias e no meio político”, diz o magistrado.

Ele afirma ainda que, “mesmo que os fatos imputados aos pacientes sejam da mais alta gravidade _como de fato o são”, a Justiça não observou a possibilidade de aplicar outras medidas cautelares ao casal.

“A decisão atacada parece padecer de ilegalidade por não ter sopesado se, no caso concreto, outras medidas cautelares diversas da prisão não seriam menos invasivas e até mesmo mais adequadas para garantir a regularidade da instrução penal”, completa.

Ele escreve ainda que é preciso considerar “o grave quadro de saúde do paciente, que deve ser compreendido dentro de um contexto de crise de saúde que afeta gravemente o sistema prisional”.

O ex-assessor da família Bolsonaro foi preso em 18 de junho, depois de ser encontrado na casa de Frederick Wassef, então advogado de Jair Bolsonaro, em Atibaia (SP).

Ele é pivô do escândalo das rachadinhas, em que funcionários de gabinetes de deputados estaduais do Rio de Janeiro são investigados por dividir seus salários com os parlamentares.

Queiroz e integrantes da família dele trabalhavam nos gabinetes de Flávio Bolsonaro quando o filho do presidente exercia mandato parlamentar no estado (de 2003 a 2019), e também de Jair Bolsonaro, na época deputado federal.

Os investigadores descobriram, entre outras coisas, que funcionários do gabinete de Flávio depositavam dinheiro de seus salários em uma conta de Queiroz. O Ministério Público do Rio de Janeiro suspeita que os valores coletados por ele foram usados para bancar despesas pessoais de Flávio e família, um crime tecnicamente denominado peculato.

Há documentos que mostram que Queiroz pagou contas de Flávio Bolsonaro em dinheiro vivo. Fez ainda depósitos na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presidente da República diz que o ex-assessor apenas devolvia dinheiro emprestado a ele.

Os procuradores citam também uma suposta ligação de Queiroz com milícias do Rio de Janeiro.

Detido no fim de junho, Queiroz ficou preso em regime fechado por pouco tempo: em 9 de julho, o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio de Noronha, determinou que ele fosse transferido para prisão domiciliar.

Ele atendeu ao pedido da defesa, que apontava riscos em razão da Covid-19.

Noronha estendeu ainda o benefício à mulher de Queiroz, Márcia, que estava foragida, argumentando que ela precisaria cuidar do marido.

Levantamento da Folha nas edições do Diário da Justiça da semana pré-recesso revelou que o ministro rejeitou 133 de 137 pedidos (97%) para que detentos pudessem deixar as cadeias e cumprir medidas alternativas durante a crise sanitária.

Mônica Bergamo – Folha de S. Paulo

Agronegócio ajudou a segurar PIB durante a pandemia, diz ministra Tereza Cristina

Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Com safra recorde de grãos e aumento nas exportações, o agronegócio brasileiro foi essencial para segurar a atividade econômica durante a pandemia do novo coronavírus, disse hoje (14) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ela destacou a safra recorde deste ano e o Plano Safra como elementos que fizeram o setor crescer, enquanto o restante da economia sofria nos últimos meses.

“O agronegócio foi o motor da economia e conseguiu não deixar nosso PIB [Produto Interno Bruto] cair [mais que o previsto]. Foi gerador de riquezas para o mercado interno, para as exportações e para o emprego. O agro brasileiro não deixou de empregar. Alguns setores até aumentaram o emprego durante este período difícil da pandemia”, ressaltou a ministra.

Tereza Cristina atribuiu a safra recorde de grãos 2019/2020, estimada em 253 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ao investimento em pesquisa e desenvolvimento e à boa chuva na maior parte dos estados no início do ano. Segundo ela, a articulação com o Ministério da Infraestrutura, no início da pandemia, foi essencial para impedir problemas de logística e evitar desabastecimentos.

“Nós precisávamos organizar o abastecimento do nosso mercado interno e também não descumprir os contratos internacionais. O ministro Tarcísio [de Freitas], da Infraestrutura, foi fundamental porque a colheita não pode esperar. O produto precisa ser colhido naquele momento e tivemos um problema de logística e de cuidado com as pessoas nessa pandemia. Montamos um grupo, fizemos um planejamento e, até agora, tudo tem dado certo”, declarou.

Exportações

A ministra ressaltou que as exportações do agronegócio cresceram 10% no primeiro semestre (em relação aos seis primeiros meses de 2019) e totalizaram US$ 61 bilhões. “O Brasil é o celeiro do mundo. Alimentamos nossos 212 milhões de habitantes e exportamos para alimentar mais de 1 bilhão de pessoas no mundo”, declarou.

Para Tereza Cristina, a abertura de novos mercados foi imprescindível para manter o crescimento das vendas externas e diversificar a pauta, reduzindo a dependência da soja e das carnes. Segundo ela, o Brasil passou a exportar alimentos para 51 novos mercados apenas em 2020 como resultado de negociações com parceiros comerciais. Desde 2019, 89 novos mercados foram abertos para o agronegócio brasileiro.

Entre os produtos que passaram a ser exportados, estão laticínios (queijo, iogurte e leite em pó) para a China, castanha de baru e chá-mate para a Coreia do Sul, peixes para a Argentina, castanha para a Arábia Saudita e gergelim para a Índia.

Outro fator que, segundo a ministra, deve impulsionar as exportações brasileiras é o reconhecimento de quatro estados – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia- e de regiões do Amazonas e do Mato Grosso como áreas livres de febre aftosa sem vacinação. Ela explicou que, em maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deverá ratificar a decisão do Ministério da Agricultura, o que liberará a carne bovina desses estados para exportações sem vacinação, valorizando o produto brasileiro no mercado internacional.

Plano Safra

Em relação à safra de 2020/2021, que começa a ser plantada neste semestre, a ministra ressaltou que o Plano Safra deste ano destina R$ 236 bilhões em crédito subsidiado para os produtores rurais. Segundo Tereza Cristina, neste ano, o plano privilegia os pequenos e médios produtores, que tradicionalmente têm mais dificuldade de acesso ao crédito, e projetos de sustentabilidade e de tecnologia da informação no campo.

Agência Brasil