Arquivo diários:28/08/2020

Witzel insinua que Bolsonaro estaria envolvido no afastamento: ‘Mais um circo sendo realizado’

 

Wilson Witzel fez pronunciamento em frente ao Palácio Laranjeiras e não abriu espaço para perguntas dos jornalistas (Foto: Bruna Prado/Getty Images)

Anita Efraim

Afastado na manhã desta sexta-feira, 28, o governador Wilson Witzel (PSC) fez um pronunciamento em frente ao Palácio Laranjeiras. Witzel classificou as operações contra si de “mais um circo sendo realizado”. O governador afastado ainda insinuou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria envolvimento com a decisão.
“Bolsonaro já declarou que quer o Rio de Janeiro, já me acusou de perseguir a família dele. Mas, diferentemente do que ele imagina, aqui a Polícia Civil é independente, o Ministério Público é independente. E eu me preocupo muito com essa questão politica que hoje estamos vivenciando”, afirmou.
Witzel deu a entender a subprocuradora Lindora Araújo, que acusou o governador de ser chefe da organização criminosa, tem ligações com o presidente Jair Bolsonaro. Isso, para ele, teria influenciado o Superior Tribunal de Justiça, a determinar o afastamento.

“O senhor presidente da República, com todo respeito, fez acusações contra mim levianas, porque acredita que eu vou ser candidato à presidente.”

Ainda direcionando suspeitas sobre Bolsonaro, Witzel questionou: “Eu estou incomodando prendendo miliciano?”

Witzel ainda garantiu que não teme qualquer revelação que venha a aparecer. “Eu reafirmo que eu não tenho absolutamente medo de delação, porque essa delação desse canalha do Edmar é uma delação mentirosa”, disse, em referência a Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do estado.

Nem Sérgio Cabral: ex-juiz e governador Witzel recebeu R$ 274,2 milhões em propina, diz PGR

Reprodução

Na denúncia apresentada ao STJ, a PGR sustenta que Wilson Witzel embolsou uma fortuna em propina nesses 2 anos e quase 9 meses de governo. A grana, argumenta o MPF, foi paga por empresas liagadas a Mario Peixoto, que está preso.

Sustentam os procuradores:

[…] de agosto de 2019 a abril de 2020, em pelo menos 21 oportunidades, com o auxilio de sua mulher e de Lucas Tristão, o governador solicitou, aceitou e recebeu vantagens indevidas no valor de 274,2 milhões[…].

Lauro Jardim

Mesma pesquisa que convenceu Fátima Bezerra em 2008 convenceu o prefeito Álvaro Dias

Pesquisa em 2008 revelou que Carlos Alves elegia até um poste, mas sua candidata a prefeita Fátima Bezerra perdeu

Um dos fortes argumentos que foi utilizado que convenceu  o prefeito de Natal Álvaro Dias aceitar a indicação de Aila Ramalho Pereira por Carlos Eduardo Alves para ser sua vice-prefeita foi uma pesquisa revelando que o ex-prefeito garantiria à vitória de Álvaro .
No, passado, mais precisamente na eleição de 2008, também mostraram uma pesquisa idêntica revelando que o então bem avaliado prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves garantiria à vitória da candidata à prefeita Fátima Bezerra.
Em 2008 o resultado das urnas não foi igual da pesquisa, ou seja, Carlos Eduardo Alves não garantiu à eleição de Fátima que perdeu para borboleta Micarla de Sousa. Agora como no passado, Álvaro como Fátima comeu a corda e aceitou.
Analistas políticos garantem que não existe mais transferências de votos.

Preso por corrupção, Pastor Everaldo “batizou” Bolsonaro e Wilson Witzel


Leonardo Sakamoto

Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, foi preso, na manhã desta sexta (28), em meio a uma investigação sobre o desvio de recursos públicos da saúde no Estado do Rio de Janeiro, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Apontado como chefe do esquema, o governador Wilson Witzel (PSC) foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Entre os fatos marcantes da carreira política de três décadas de Everaldo – quinto colocado na eleição presidencial de 2014 e acusado pela operação Lava Jato de receber R$ 6 milhões da Odebrecht para ajudar uma mão a Aécio Neves (PSDB) em um debate presidencial na TV – estão o “batismo” religioso e político de duas figuras que já foram aliados e hoje se odeiam publicamente: Jair Bolsonaro (sem partido) e o próprio Witzel.

O primeiro batismo é metafórico. Foi Everaldo quem acabou trazendo Witzel à política, “inventando” a candidatura de um desconhecido juiz que, colado à imagem de Jair Bolsonaro e empunhando o discurso do “a polícia vai mirar na cabecinha e… fogo!“, acabou por desbancar o favorito Eduardo Paes (DEM) e levar o Palácio Guanabara. Depois, estranhou-se com sua criatura, mas daí é outra história.

O segundo é literal e metafórico. Everaldo foi quem batizou o então deputado federal Jair Bolsonaro, em uma cerimônia nas águas do rio Jordão, em Israel, no dia 12 de maio de 2016.

A data, muito provavelmente, não foi escolhida ao acaso. Na manhã daquele dia 12, o plenário do Senado Federal autorizou a abertura do processo de impeachment do mandato de Dilma Rousseff (PT) por 55 votos contra 22. Com isso, ela foi afastada do cargo, dando lugar a Michel Temer (MDB). Bolsonaro celebrou o fato nas redes sociais.

Jair Messias continua católico. Mas seu processo de aproximação com os evangélicos teve na cerimônia conduzida por um pastor-político da Assembleia de Deus, em Israel, um de seus momentos simbólicos. O que ajudou a pavimentar seu caminho até a Presidência da República. Bolsonaro, que durante muito tempo pregou no deserto sendo desdenhado pela imprensa, foi construindo a imagem falando em cultos e recebendo cobertura simpática em programas de rádio e TV ligados às igrejas.

Vale lembrar que sua esposa, Michelle “Por-que-Queiroz-depositou-R$ 89 mil-na-sua-conta?” Bolsonaro é evangélica.

O presidente disputou à eleição de 2018 pelo PSL. Mas foi filiado ao PSC nos dois anos anteriores. Dois meses antes de afundar nas águas do Jordão, foi estrela de outra cerimônia, dessa vez em um lotado auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, para sua filiação ao partido, no dia 2 de março de 2016. No evento, ele foi lançado como pré-candidato à Presidência da República nos discursos dos presentes, inclusive o do pastor Everaldo.

Pode se dizer que Everaldo é uma pessoa de visão. Mas nem tanta. Pois participar de um esquema de desvios de recursos da saúde em meio a uma pandemia de coronavírus que jogou os holofotes do país para a covid é um erro estratégico até para o mais fisiológico dos políticos.

Em tempo: agentes da Polícia Federal estão cumprindo mandados de busca e apreensão e de prisão contra políticos e empresários envolvidos no esquema. Ou seja, mais novidade vem aí.

PGR denuncia Witzel, primeira-dama e mais 7; MPF cita ‘caixinha da propina’

Deputado coronel Azevedo batendo continência para o suspeito governador Witzel

Do UOL, em São Paulo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou hoje denúncia contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), a primeira-dama Helena Witzel e mais sete suspeitos de integrarem um esquema de pagamentos de propina que teria como elo comum o escritório de advocacia de Helena.

A denúncia vem no mesmo dia em que Witzel foi afastado do cargo pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, foi preso, também por determinação do STJ. O afastamento do governador tem validade inicial de 180 dias.

Segundo a investigação do MPF (Ministério Público Federal), que tem a PGR como um de seus braços regionais, o esquema de propina atuava principalmente no direcionamento de licitações de OS (organizações sociais) que atuam na área da Saúde.

Um dos episódios investigados, inclusive, é a contratação da Iabas para administrar hospitais de campanha idealizados para ajudar no combate à pandemia do novo coronavírus. Das sete unidades prometidas por Witzel, apenas duas foram entregues, e com atrasos.

Para o MPF, o episódio foi mais um dentro do esquema de “caixinha de propina” que foi organizado durante o governo de Witzel. O direcionamento de licitações era garantido pelas organizações sociais por meio do pagamento mensal a agentes políticos e servidores públicos da Saúde fluminense.

Na denúncia, além de Witzel e Helena, a PGR também cita Lucas Tristão, Mário Peixoto, Alessandro Duarte, Cassiano Luiz, Juan Elias Neves de Paula, João Marcos Borges Mattos e Gothardo Lopes Netto.

Correu? Senador Jean-Paul Prates desafiou Carlos Eduardo Alves para debate, ex-prefeito não respondeu

Carlos Eduardo Alves

O senador Jean-Paul Prates que é pré-candidato a prefeito de Natal desafiou ao ex-prefeito da capital, Carlos Eduardo Alves para um debate sobre a  venda de alguns ativos da Petrobras no RN.

Jean-Paul quer discutir com o ex-prefeito, com participação da população, sobre a relevância da empresa no Rio Grande do Norte e seu papel no futuro do estado.
Carlos Eduardo Alves , não respondeu..

Correu??

STJ afasta Witzel do cargo e tenta prender Pastor Everaldo por suspeitas de irregularidades na saúde

Vice Cláudio Castro assume. Determinação faz parte de investigação sobre supostos desvios nos contratos emergenciais para a Covid-19.

Por Arthur Guimarães, Leslie Leitão e Marco Antônio Martins, Bom Dia Rio.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta sexta-feira (28), o afastamento imediato do governador Wilson Witzel (PSC) do cargo por irregularidades em contratos na saúde.

O vice, Cláudio Castro, assume o governo do RJ.

A ordem de afastamento é decorrência das investigações da Operação Placebo, em maio, e da delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde.

O STJ também expediu mandados de prisão contra o Pastor Everaldo, presidente do partido, e Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico.

Havia mandados de busca e apreensão contra a primeira-dama, Helena Witzel, e no Palácio Guanabara — sede do governo.

Às 6h20, carros da Polícia Federal (PF) chegaram ao Palácio Laranjeiras — residência oficial do governo do RJ — para notificar Witzel do afastamento.

Paralelamente, equipes chegavam à residência de Everaldo, uma cobertura no Recreio.


A Operação Placebo

Em maio, Witzel e a mulher foram alvo de mandados de busca e apreensão da PF, expedidos pelo STJ.

A PF buscava provas de supostas irregularidades nos contratos para a pandemia. A Organização social Iabas foi contratada de forma emergencial pelo governo do RJ por R$ 835 milhões para construir e administrar sete hospitais de campanha.

Padre no interior de SP é punido após abençoar casamento entre dois homens: ‘Sua má conduta incentivou a cultura gay’


João de Madri
O padre Vicente Paula Gomes foi punido pela Diocese de Assis, no interior de São Paulo, por ter celebrado uma união homoafetiva entre dois homens no ano passado. A entidade católica publicou um documento, na quarta-feira (26), que determina as penitências ao padre. O religioso, porém, estava afastado de suas funções desde dezembro de 2019.
“Enquanto sacerdote e pároco, sua má conduta na ação celebrativa incentivou a cultura gay, gerando escândalo”, descreveu a diocese no documento referindo-se ao Ofício Prot. N. 89/20, de julho de 2020, que diz respeito a “Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramento”.

De acordo com o documento, que foi publicado pelo G1, o casamento foi celebrado em uma chácara de Assis no ano passado. Durante a cerimônia, o padre chegou a defender o direito do casal ser considerado uma família e abençoou a união.

“Achamos que lar basta ter um homem e uma mulher. Família não é só isso. Nuclear uma família significa criar condições para uma vida digna. Por isso, é com alegria que estou aqui”, disse o padre durante a cerimônia.