Bolsonaro pede volta de aulas e diz que sindicatos de professores têm interesse que alunos “não aprendam”

Bolsonaro e sue conselheiro Rogerio Marinho

Marcelo Freire

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu nesta quinta-feira (17), durante sua transmissão semanal nas redes sociais, o retorno às aulas dos estudantes brasileiros e criticou os sindicatos.

Apesar de a taxa de mortalidade diária do Brasil continuar acima de 700 – é o terceiro país do mundo com maior número de mortes nos últimos sete dias, atrás apenas de Índia e Estados Unidos –, Bolsonaro afirmou que “é inadmissível” que os estudantes percam o ano letivo.

“A questão de deixar garotada em casa. Nós somos o país com maior número de dias com a molecada sem aula. Só está faltando nós”, disse o presidente. “Hoje mandei mensagem para o ministro Milton [Ribeiro, Educação] para ele se preparar e começar a orientar – já que decisão não é nossa, é de governadores e prefeitos – para que se volte às aulas. É inadmissível perder o ano letivo”, afirmou.

Em seguida, Bolsonaro atacou os sindicatos de professores que se colocaram contrários ao retorno das aulas considerando a situação atual da pandemia, afirmando que as associações têm interesse que os alunos “não aprendam as coisas”.

“O pessoal deve saber como é composta a ideologia dos sindicatos dos professores pelo Brasil quase todo. É um pessoal da esquerda radical, e para eles está muito bom ficar em casa. Por dois motivos: primeiro que, eles, do sindicato, ficam em casa e não trabalham”, atacou.

“E outra: isso colabora para que garotada não aprenda mais coisas, que não volte a aprender, a se instruir”, acusou Bolsonaro, sem detalhar sobre quais associações se referia.

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