“Emily em Paris”: a nova série da Netflix causou revolta entre os franceses

EMILY IN PARIS 
Rafael Monteiro
“Emily em Paris” foi um sucesso instantâneo no catálogo da Netflix. Após estrear no dia 2, a série original logo se tornou a atração mais vista do serviço no Brasil, virando assunto nas redes sociais daqui e do mundo. Mas um público em específico parece ter se incomodado com os episódios da primeira temporada: o francês.

Como mostraram alguns veículos de imprensa, franceses acusam o programa de reforçar estereótipos do país no exterior. Em entrevista para o New York Times, alguns deles criticaram especialmente a forma como pessoas fumam dentro de escritórios na série e as alusões a campanhas publicitárias com mulheres nuas – algo que não se vê nos últimos 30 anos.
A crítica francesa foi ainda mais severa com “Emily em Paris”. “Entre as principais características dos franceses na série, destacam-se sua preguiça, conservadorismo, sexismo e falta de higiene. A trama tenta empurrar todos os clichês mais banais e ridículos sobre os franceses”, diz o crítico Charles Martin, da revista Première.

“Raramente vimos tantos clichês na capital francesa desde os episódios parisienses de ‘Gossip Girl’ ou o fim de ‘O Diabo Veste Prada’”, também apontou a crítica da RTL. Além disso, a imprensa não gostou nada de ver como Emily, personagem interpretada por Lily Collins, age – com certa superioridade moral, como se quisesse ensinar bons modos para os europeus.

“Uma série que poderia ter sido ótima se não tivesse caricaturado os franceses. Nesta série, os franceses são descritos como arrogantes, sujos, preguiçosos, mesquinhos, amargos… Mas felizmente esta jovem americano chega para nos explicar como funciona a vida. É simplesmente deplorável”, diz um usuário do site francês AlloCiné, onde o filme recebeu a nota média 2.9 (de cinco pontos possíveis).

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