Fábio Faria colado no Presidente Bolsonaro

Blog do Primo: Indiscutivelmente, Fábio Faria é o político do RN que tem mais intimidade e prestígio com o Presidente Bolsonaro

O Globo
Pouco mais de seis meses depois de tomar posse no comando do Ministério das Comunicações, Fábio Faria conseguiu sem alarde algo que o tornou ainda mais próximo do presidente Jair Bolsonaro: virou um ministro “palaciano”.

No início do ano, ele ganhou uma sala no segundo andar do Palácio do Planalto, um abaixo do gabinete presidencial.

Faria ainda mantém o espaço de trabalho na sede da pasta, mas tem despachado com frequência no novo endereço. A interlocutores, ele alega que o fato de estar tão perto de Bolsonaro só significa mais trabalho, não mais poder, apesar do simbolismo.

O espaço fica ao lado do gabinete do chefe da Secretaria de Comunicação, Fabio Wajngarten, seu subordinado, com quem Faria teve atritos nos últimos meses. Recentemente, eles acertaram as contas e, segundo interlocutores, estão em um bom momento na relação.

Em comum, os dois provocam ciúmes no entorno mais próximo de Bolsonaro, principalmente entre os assessores que ficam no terceiro andar do Planalto. Tanto Faria quanto Wajngarten gozam da liberdade de entrar no gabinete do presidente sem aviso prévio, influência que é malvista por aliados mais antigos.

Há outros quatro ministros que trabalham no Planalto: Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral). A chegada de Faria é justificada internamente como o resultado do maior volume de demandas do presidente sobre a comunicação do governo, em especial por conta da crise gerada pelo atraso no início da vacinação contra a Covid-19.

Faria já costumava aparecer no Planalto com frequência para conversar com o presidente, com quem almoçava pelo menos uma vez por semana.

Em janeiro, ele e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já haviam sido acionados para garantir interlocução do governo brasileiro com a Embaixada da China no país, já que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, não conversava com o representante diplomático chinês em Brasília, Yang Wanming.

Quando os dois milhões de doses de vacinas importadas da Índia chegaram ao Brasil, Faria fez questão de acompanhar o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no evento. A participação rendeu comentários no Planalto de que ele queria “aparecer demais”, como um “pavão”.

Do Globo

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