Arquivo diários:04/03/2021

Prefeitura de Natal imuniza 4.416 idosos acima de 80 anos e abre mais uma sala de vacinação

vacina 80 Natal (RN) imuniza 4.416 idosos acima de 80 anos e abre mais uma sala de vacinação

As salas de vacinação e unidades de drive-thru disponibilizadas pela Prefeitura de Natal (RN) nesta nova etapa de imunização dos idosos de 80 anos e mais, tiveram uma procura acima da média no primeiro dia. Até o final desta quarta-feira (3), Natal (RN) havia vacinado 4.416 idosos que compareceram a uma das estruturas disponíveis  na capital.

A Secretaria Municipal de Natal fez o monitoramento dos pontos de vacinação de maior fluxo de público. Caso da zona Leste, que teve uma demanda superior aos outros Distritos Sanitários da capital.  “Para suprir esta demanda e evitar filas, nós abrimos às 12h três pontos fixos para pedestres no Palácio dos Esportes, que será mantido durante essa etapa de vacinação”, informou o secretário George Antunes, da SMS Natal.  O secretário adiantou que já nesta quinta-feira (04) será aberta mais uma sala de vacinação na Unidade Básica de Saúde das Rocas.

Como houve uma procura maior também na Unidade Básica São João e Candelária, a Prefeitura vai destinar espaços alternativos para evitar aglomeração. “Para o segundo dia de vacinação vamos montar tendas exclusivas para vacinação dessa faixa etária, evitando assim aglomeração em nossas UBS”, acrescentou Rayanne Araújo, Secretária Adjunta da SMS Natal.

Na última semana, a cada 100 mortes no mundo por Covid, 13 foram no Brasil

Blog do Primo: mesmo com o brasileiro enfrentando essa situação dramática, o Presidente Bolsonaro vai pescar, andar de jetski, desestimula o uso de máscaras, provoca aglomerações, dificulta compra de vacinas e seu filho Flávio Bolsonaro compra mansão em Brasília. O mais impressionante é que ainda existem brasileiros apoiando Bolsonaro.

Na contramão de alguns países do mundo, que já apresentam quedas expressivas nos casos de Covid-19 e nas mortes em decorrência da doença, o Brasil vive um cenário aterrorizante. Além da vacinação, que caminha a passos lentos, e da falta de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), a alta no número de óbitos tem preocupado – só nos últimos sete dias, 9.314 brasileiros perderam a batalha contra o novo coronavírus e 460.755‬ foram contaminados.

Com as 1.910 mortes registradas na quarta-feira (3/3), o país está, desde o dia 21 de janeiro, com média móvel de óbitos acima de mil – são 42 dias seguidos, a maior sequência desde o início da pandemia. Os números, que falam por si, são ainda mais preocupantes, tendo em vista o panorama global: na última semana, a cada 100 mortes no mundo por Covid-19, pelo menos 13 foram registradas no Brasil. No ranking, perdemos apenas para os americanos, responsáveis por 28% dos falecimentos da semana.

Os dados divulgados fazem parte de um levantamento do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, que acompanha diariamente o avanço do novo coronavírus no Brasil.

Segundo o médico intensivista Otavio Ranzani, pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Saúde Global (ISGlobal), o país está na pior fase da pandemia. “Eu e tantos outros dissemos que isso seria o mais provável: um colapso generalizado e mais rápido do que o visto na primeira onda. É o que está acontecendo. A pandemia só vai passar depois de termos muita gente vacinada. Não temos tratamento direto para o vírus. O tratamento é não pegar, nem transmitir, e vacinar”, assinala o especialista, que é referência nas redes sociais sobre o assunto.

Em entrevista ao Metrópoles, Tarcísio Marciano da Rocha Filho, professor do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB) e um dos membros de um grupo de pesquisa interdisciplinar que abarca várias universidades brasileiras para estudar o avanço da Covid-19 no país, também ressaltou a preocupação com os índices do Brasil. “O número real de óbitos por Covid-19 é bem superior ao anunciado oficialmente, chegando a mais de 365 mil mortes. E isso é uma progressão por baixo”, salienta. Ele frisa ainda que, “na conta, por exemplo, não colocamos os falecimentos pelas sequelas da doença, que são mais comuns do que se imagina”.

Taxa de transmissão do vírus

De acordo com estudo do Imperial College London, a taxa de transmissão da Covid-19 no país indica que a doença está fora de controle. No último boletim, publicado em 2 de março, esse índice chegou a 1.13 – o panorama mostra que, para cada 100 pessoas doentes, 113 poderão ser contaminadas.

O índice Rt, desenvolvido pela instituição britânica, é traçado a partir de um modelo matemático que usa o número de mortes confirmadas pela Covid-19 em uma semana para prever quantas pessoas correm o risco de serem infectadas nos sete dias seguintes.

METRÓPOLES

Bolsonaro aparece com aprovação abaixo de 30% e tem evangélicos como principal base

Rogério e Fábio Faria são os potiguares mais ligados e ministros do Presidente Bolsonaro.

No pior momento da pandemia e ainda sem a retomada do pagamento do auxílio emergencial, a aprovação do presidente Jair Bolsonaro aparece abaixo do patamar de 30% da população, segundo pesquisa do IPEC (Inteligência, Pesquisa e Consultoria). O levantamento, realizado entre 18 e 23 de fevereiro, aponta que 28% dos entrevistados consideram a gestão Bolsonaro ótima ou boa, enquanto 39% avaliam como ruim ou péssima. Segundo os dados do IPEC, o eleitorado evangélico é a principal base de apoio a Bolsonaro, que tem avaliação positiva de 38% neste segmento. A margem de erro é de dois pontos.

Em levantamentos de institutos como Datafolha e Ibope em 2020, o nível de aprovação geral do governo Bolsonaro quase sempre ultrapassava um terço da população. Em dezembro, apesar do aumento de mortes em decorrência da Covid-19 após as eleições municipais, o presidente manteve 37% de aprovação. Já no fim de janeiro, primeiro mês após o fim do pagamento das parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial, o Datafolha apontou queda nas avaliações positivas, com 31% considerando o governo ótimo ou bom, e rejeição na casa de 40%. A retomada do auxílio, agora em quatro parcelas de R$ 250 cada, faz parte da PEC Emergencial no Senado.

O IPEC, instituto formado por executivos que deixaram o Ibope após o encerramento das atividades com pesquisas de opinião pública, aponta ainda neste levantamento que, para 87% dos brasileiros, há alguma expectativa de pagamento do auxílio emergencial “até a situação econômica voltar ao normal” — o que pressupõe um prazo maior do que os quatro meses do planejamento do governo federal. Segundo a pesquisa, 72% concordam totalmente com esta visão; 15% concordam em parte.

91% do nordeste

O maior clamor por uma disponibilização prolongada do auxílio vem do Nordeste, onde 91% concordam total ou parcialmente que o benefício deve ser pago até que o cenário econômico esteja em normalidade. As regiões Norte/Centro-Oeste e Sudeste aparecem com 87% de concordância parcial ou total neste item, enquanto o Sul tem 80%.

No recorte por renda, 93% dos que têm renda mensal de até um salário mínimo — parcela da população à qual o benefício é majoritariamente destinado — concordam, ao menos de forma parcial, que o auxílio deve durar até uma normalidade econômica. Ontem, a divulgação do PIB de 2020 pelo IBGE apontou que o país não se recuperou do impacto da pandemia da Covid-19, fechando o ano com um rombo de 4,1%. Na última semana, Bolsonaro afirmou que o benefício “custa caro” e representa “um endividamento enorme”, ao justificar que a União não poderia pagar o auxílio indefinidamente.

Para a cientista política Luciana Veiga, professora da Unirio, o cenário atual de baixa aprovação, na medida em que traz preocupações para Bolsonaro em seu projeto de reeleição em 2022, pode estimular o presidente a tentar um prolongamento do benefício, contrariando suas próprias declarações e as projeções da área econômica, comandada pelo ministro Paulo Guedes. A especialista observa que, segundo a pesquisa do IPEC, nos estratos de menor remuneração e no Nordeste a avaliação do governo como regular fica acima da média nacional.

— O que Bolsonaro faz com o auxílio não é conquistar eleitores que não gostam dele, mas sim trazer o que está nesse bloco do regular. É um eleitor muito prático, menos apegado a questões ideológicas, e que pode oscilar a depender do impacto do governo federal em sua vida. É aí que entra o auxílio. Por outro lado, este eleitor também é mais pressionado pelo cenário da Saúde, já que depende da rede pública — avaliou Veiga.

A CEO do IPEC, Márcia Cavalari, afirma que a análise dos resultados deve levar em consideração o contexto à época da realização das pesquisas. O levantamento do IPEC, que ouviu 2.002 pessoas presencialmente em 143 municípios, ocorreu nos dias que se seguiram à primeira ameaça de Bolsonaro de trocar o comando da Petrobras por insatisfação com aumentos nos preços de combustíveis, o que gerou reação negativa do mercado, com forte queda no valor das ações da empresa. O anúncio da demissão de Roberto Castelo Branco da presidência da petroleira ocorreu no dia 19, durante a realização da pesquisa.

— Esta é uma das possíveis hipóteses para que a rejeição ao governo seja mais alta entre os eleitores com maior remuneração do que entre os mais pobres. Para o segmento de menor renda, a troca pode não ter soado tão ruim, por conta do discurso de baratear o combustível — afirmou Márcia.

Entre os eleitores que declaram renda mensal superior a cinco salários mínimos, 47% disseram considerar o governo ruim ou péssimo, enquanto 24% consideram ótimo ou bom. Entre os mais pobres, com renda de até um salário mínimo, o nível de aprovação é semelhante (26%), mas o percentual dos que rejeitam o governo é bem menor: 38%.

Acenos conservadores

A parcela evangélica do eleitorado apresenta, na pesquisa do IPEC, um desenho inverso em relação à avaliação geral do governo. Neste segmento, é o percentual de avaliações como ótimo ou bom que se aproxima da faixa de 40% dos entrevistados — e não a rejeição, como ocorre no recorte mais amplo da pesquisa. Entre os evangélicos, 27% consideram o governo ruim ou péssimo. É a menor taxa de rejeição registrada em todo o levantamento.

Para a cientista política Luciana Veiga, a situação se explica pelo fato de Bolsonaro se manter “sem inconsistências” na defesa da chamada pauta de costumes ao longo do mandato — o que difere, segundo a especialista, do comportamento oscilante em outras bandeiras, como a agenda econômica liberal e a pauta anticorrupção. Nos dois primeiros anos de governo, Bolsonaro procurou fazer acenos recorrentes a lideranças evangélicas que atuam em igrejas espalhadas pelo país, e que já o haviam apoiado durante as eleições de 2018. O presidente tem prometido que indicará um evangélico para a próxima vaga que se abrirá no Supremo Tribunal Federal (STF), em julho, com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.

O GLOBO

Namorada do empresário que vendeu mansão a Flávio Bolsonaro é juíza e auxiliou ministro do STJ


O Globo
RIO – O empresário Juscelino Sarkis, que vendeu ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em janeiro, a mansão de R$ 6 milhões no Lago Sul , em Brasília, é namorado da juíza Cláudia Silvia de Andrade, da Justiça de Goiás, que trabalhou no gabinete do ministro João Otávio de Noronha enquanto ele esteve na presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entre 2018 e 2019. A informação foi revelada pelo “Jornal Nacional”, da TV Globo, nesta quarta-feira. Na semana passada, Noronha proferiu votos favoráveis ao filho do presidente Jair Bolsonaro em dois recursos apresentados por advogados à Quinta Turma do STJ. A defesa tenta atrasar e anular o caso das “rachadinhas”.

Juíza com o namorado que vendeu a mansão

Assista:   Vídeo exibe imagens internas da mansão de R$ 6 milhões comprada por Flávio

De acordo com o “JN”, Cláudia integrou uma equipe de seis auxiliares do gabinete de Noronha enquanto ele presidiu a Corte. Ela e Juscelino Sarkis têm um relacionamento, registrado em fotos dos dois juntos, compartilhadas nas redes sociais. Sarkis era o proprietário do imóvel de 2,4 mil metros quadrados que Flávio adquiriu no início do ano, no chamado “Setor de Mansões Dom Bosco”, uma das áreas mais nobres da capital federal.

Flávio foi denunciado em outubro do ano passado pelo Ministério Público (MP) do Rio, junto a outras 16 pessoas, por um esquema de desvio de salários de ex-funcionários de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Entre as suspeitas, promotores sustentam que o político utilizou dinheiro ilícito em transações imobiliárias — a mansão é o 21º imóvel negociado em 16 anos .

Em julgamento na terça-feira passada, 23, os cinco membros da Quinta Turma do STJ julgaram um pedido de habeas corpus da defesa do parlamentar para anular a quebra de sigilo fiscal e bancário dele e de mais cem pessoas e empresas suspeitas de ligação com o caso das “rachadinhas”. João Otávio Noronha abriu voto divergente do relator da ação, o ministro Félix Fischer, e se posicionou favoravelmente ao pedido dos advogados de Flávio.

Seguido por outros três ministros do colegiado, o voto de Noronha prevaleceu e duas decisões do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, proferidas em abril e junho de 2019, foram anuladas por falta de fundamentação. Sem a quebra de sigilo, as investigações do MP podem demorar ainda mais a serem concluídas e até voltar à estaca zero .

Na mesma sessão da Quinta Turma, Noronha também concordou com outro pedido da defesa de Flávio, cujo julgamento ainda não foi finalizado. O magistrado vê irregularidades no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que embasa a apuração da promotoria fluminense e acredita que o documento precisaria ser anulado.

Em agosto do ano passado, Noronha concedeu prisão domiciliar a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, e à mulher de Queiroz, Márcia de Oliveira Aguiar. Em junho, os dois haviam sido alvos de ordens de prisão presos, em regime fechado, sob suspeita de tentar obstruir as investigações.

Procurado pelo “JN”, João Otávio Noronha afirmou que desconhece a negociação do imóvel em Brasília e afirmou que a juíza Cláudia Silvia de Andrade não trabalhou em casos relativos a Flávio Bolsonaro. O empresario Juscelino Sarkis disse que a venda da mansão foi feita através de corretores, sem que ele próprio conhecesse previamente o comprador. O empresário tambem informou que a namorada não esteve envolvida na transação imobiliária.