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Parlamentar peladona em Tambaba

O Blog do Primo recebeu de uma fonte segura a informação que uma conhecida parlamentar potiguar adepta do naturalismo foi vista pelada e depilada da Praia de Tambaba no litoral paraibano.

Como é proibido fotografar os frequentadores da praia de nudismo, nosso blog não vai revelar o nome da legisladora peladona.

Segundo nossa fonte, ela tem uma pimentinha tatuada na bunda.

Acho Tambaba uma maravilha, também frequentei uma vez..

“Mulher ideal para governo nazista”, diz José de Abreu sobre Regina Duarte

IstoÉ

Após a atriz Regina Duarte ser convida para assumir a secretaria da Cultura do governo de Jair Bolsonaro, o ator José de Abreu tem publicado diversas alfinetadas contra a atriz.

Em uma das postagens no Instagram, José de Abreu compartilhou um trecho de uma entrevista de Regina ao jornal O Estado de S.Paulo e escreveu: “A mulher ideal para participar do governo nazista-homofóbico-miliciano”.

Na entrevista, a atriz fez elogios a Bolsonaro. “Quando conheci Bolsonaro, encontrei um cara doce, um homem dos anos 50, que faz brincadeiras homofóbicas, mas da boca pra fora, um jeito masculino que vem desde Lobato, que chamava o brasileiro de preguiçoso e dizia que lugar de negro é na cozinha. Sem nenhuma maldade”, disse a atriz antes do segundo turno das eleições de 2018.

Em outra postagem, José de Abreu destacou outra frase de uma entrevista de Regina, dessa vez para o Portal Uol: “Nunca é demais lembrar o tanto de respeito que este governo tem pelo seu povo”.

O ator comentou: “Seu povo, o povo dele, não o povo brasileiro: ministros analfabetos, milicianos, corruptos, nazistas, militares e policiais assassinos, torturadores, pedófilos. Realmente, ela está preparada para o cargo: #aceitaregina”.

Mais tarde, José de Abreu compartilhou uma foto da atriz com Bolsonaro e brincou: “Breaking Faking News: Regina Duarte exige a recriação do Ministério da Cultura para participar do governo. ‘Sempre fui a protagonista, não será agora que vou ser a secretária. Quase não tem fala!’”.

“Na verdade o salário de Ministro é 36 mil e de Secretário 15 mil”, concluiu o ator no post.

Só no Brasil: Para Justiça do Trabalho, pizza não é refeição, é lanche

CONJUR

Um restaurante de São Luís de Montes Belos (GO) indenizará um funcionário por não fornecer corretamente a alimentação prevista em convenção coletiva da categoria. A decisão é da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho em Goiás (TRT-18), que manteve sentença condenatória de pagamento do auxílio-alimentação e a respectiva multa.

O ex-funcionário ajuizou a ação trabalhista alegando, entre outros pedidos, que o restaurante não fornecia alimentação e, esporadicamente, o gerente fornecia pedaços de pizza. Ele contou que, algumas vezes, os empregados se reuniam e faziam uma janta improvisada “sem tempo suficiente para comer e sem a qualidade nutricional necessária”.

Contra a condenação, o restaurante recorreu ao tribunal, alegando que a sentença foi injusta ao deferir o auxílio-alimentação, porque a empresa comprovou nos autos que fornecia alimentação aos funcionários.

Ao analisar o caso, o relator, juiz do trabalho convocado Ronie de Sousa, observou que a prova oral constante no processo é farta em demonstrar que a empresa fornecia refeição aos empregados, mas que se tratava de sanduíches ou pizzas comercializadas no local.

“Ocorre que a cláusula da convenção coletiva descreve especificamente qual será a refeição a ser obrigatoriamente concedida aos trabalhadores: arroz, feijão, carne, verdura, salada e uma fruta”, afirmou o relator. Ele ressaltou que, conforme os autos, a empresa não cumpria a disposição coletiva a respeito da alimentação e manteve a sentença condenatória.

‘É Sinhozinho Malta na Presidência e Viúva Porcina na Cultura’, diz Lima Duarte

O ator Lima Duarte, 89, diz que a provável ida da atriz Regina Duarte à secretaria da Cultura é “perfeito para o Brasil de hoje: Sinhozinho Malta na Presidência e Viúva Porcina na Cultura”.
“Claro que é um Sinhozinho Malta, modéstia à parte, sem o charme do próprio. Bolsonaro e charme são duas coisas incompatíveis”, afirma o ator, comparando o seu personagem na novela “Roque Santeiro” (1985) ao atual presidente da República. “Sem o charme, mas com todo o resto [das características do personagem, um coronel da cidade fictícia de Asa Branca].”

“Agora, a Porcina, a Regina, não sei no que ela vai se meter. Não quero emitir opinião dela como pessoa, se vai dar certo, se não vai dar certo. Mas parece que é a dela [participar do governo Bolsonaro]. Que seja feliz”, afirma Lima, que diz mal conhecer Regina. “Depois da novela nós nos vimos muito pouco. Cada um seguiu sua vida para um lado.”

Folhapress

Exportações potiguares crescem 41% em 2019

Com uma soma de US$ 393,17 milhões entre janeiro a dezembro, o Rio Grande do Norte registrou crescimento de 41,8% nas exportações ao longo de 2019, na comparação com o ano anterior. Os dados são da plataforma Comex, do Ministério da Economia. Com importações de US$ 167,82 milhões, o estado encerrou o ano com balança positiva e saldo de US$ 225,35 milhões. As informações são do portal G1.

O produto mais exportado foi o melão, que representou 30% das vendas potiguares para outros países. Ao todo, as frutas representaram resultaram em vendas de US$ 116,95 milhões – um crescimento de 65% em relação ao ano anterior. Entre janeiro e dezembro de 2018, o estado havia exportado US$ 70,79 milhões.

Corporativismo vergonhoso: Associação defende juiz que atacou Bolsonaro falando que país vive “merdocracia neoliberal neofascista”

A Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), principal entidade da classe, saiu em defesa do juiz Jeronimo Azambuja Franco Neto, da 18ª Vara do Trabalho de São Paulo, que usou termos chulos para criticar o governo do presidente Jair Bolsonaro, em uma sentença publicada na semana passada. As informações são da Veja.

Na sentença publicada na última quinta-feira 16, Franco Neto escreveu: “A merdocracia neoliberal neofascista está aí para quem quiser ou puder ver”. E acrescentou: “Creio que as palavras supra bem elucidam o que denomino merdocracia, isso mesmo, o poder às merdas. (…) No aspecto do trabalho, são também exemplos da proliferação neofascista a cadavérica Reforma Trabalhista. (…) E aqui nem preciso lembrar as múltiplas medidas provisórias, melhor designadas de merdas progressivas oriundas do Presidente da República”.

Após 6 mil erros no Enem, inscrição no Sisu é prorrogada até domingo

Abraham Weintraub: “O problema basicamente foi na hora da impressão, que a máquina pulou. Então foi um problema com a impressão da prova. Não foi na hora de contabilizar” (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Agência Brasil

São Paulo — O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estará aberto de terça-feira (21) até domingo, ou seja, por mais dois dias, por causa das falhas ocorridas na correção de algumas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta segunda-feira (20) pela rede social Twitter.

O ministro afirmou que as inconsistências ocorreram em cerca de 6 mil provas dentro das mais de 5 milhões de inscrições feitas para a prova. Segundo o ministro, os problemas foram concentrados em quatro cidades: Alagoinhas, na Bahia, e Ituiutaba, Iturama e Viçosa, em Minas Gerais, no segundo dia de exame.

“O problema basicamente foi na hora da impressão, que a máquina pulou. Então foi um problema com a impressão da prova. Não foi na hora de contabilizar. A pessoa praticamente tem uma nota inteira da segunda prova negativada,” disse Weintraub.

O ministro pediu desculpas pelo ocorrido e garantiu que as inscrições para o Sisu ocorrerão sem problemas. Após o fim do exame, em novembro, o ministro disse que aquela edição do Enem foi “a melhor edição da história”. Desde o início do governo Bolsonaro, o Inep já teve 4 presidentes.

Desmantelo grande: Como o dinheiro desviado pela corrupção em Angola foi parar na Paraíba

Isabel dos Santos é acusada de desviar dinheiro público angolano para a sua fortuna pessoal de bilhões de dólares. Ela teria utilizado a mesma empresa, em um paraíso fiscal, que Castro Paiva (Nuno Coimbra/Agência Pública)

Por Bruno Fonseca, Gabriel Rodrigues e Natalia Viana, da Agência Pública

“Eles não economizaram aqui”, afirma, solícita, uma das vendedoras dos 130 apartamentos do Solar Tambaú, empreendimento imobiliário de luxo à beira-mar em João Pessoa, na Paraíba. “Além dos milhões e milhões que colocaram aqui para comprar o terreno, ainda investiram bastante nos apartamentos. Ele trouxe tudo o ‘top do top’ de construção no mundo”, afirma a jovem vendedora, sobre seu chefe português.

De fato, na construção do edifício não houve um traço de austeridade: os R$ 20 milhões que, estima-se, foram gastos para erguer o condomínio saltam aos olhos nos apartamentos com iluminação controlada pelo celular, esquadrias alemãs e mosaicos italianos. E a 30 quilômetros dali o mesmo investidor angolano teria gasto outros R$ 70 milhões para construir um dos mais luxuosos resorts do litoral paraibano, o Mussulo, cujos mais de cem bangalôs representaram durante anos a pujança do investimento estrangeiro no Nordeste.

A suntuosidade de ambas as construções, contudo, disfarça a origem dos recursos que as tornaram possíveis: uma rota de desvio, sonegação e lavagem de dinheiro internacional, segundo a Polícia Federal (PF). Durante cerca de sete anos, a PF investigou o homem por trás dessa rota: o angolano José Carlos de Castro Paiva, figura de confiança do político que governou Angola por quase 40 anos – José Eduardo dos Santos. Castro Paiva foi durante 25 anos diretor-geral em Londres da poderosa estatal petrolífera angolana, a Sonangol.

Segundo um inquérito da PF obtido pela Agência Pública, Castro Paiva desviou dinheiro sujo do país africano para os empreendimentos imobiliários na costa paraibana. A complexa trama de ocultação de moedas e patrimônio, operada por meio de uma série de empresas em paraísos fiscais, envolveria também a filha do ex-presidente de Angola, Isabel dos Santos, a mulher mais rica da África e alvo da série de reportagens do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) do qual a Pública participa: a Luanda Leaks.

A investigação da PF que apontava indícios de peculato, desvio de verbas, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro contra Castro Paiva foram enviadas ao MPF. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o inquérito corre em sigilo.

De toalha, lavando dinheiro no Brasil

José Carlos de Castro Paiva estava na cama com uma mulher não identificada, usando apenas toalha enrolada na cintura, quando a PF entrou no quarto do hotel onde se hospedara em João Pessoa. Era 2017, cerca de sete anos após as autoridades terem colocado o banqueiro angolano no radar, em busca da origem do dinheiro estrangeiro que financiava empreendimentos milionários na costa da Paraíba.

Foram contatos no setor imobiliário que deram a pista à PF: os mesmos empresários que haviam construído o famoso resort Mussulo, no litoral sul do estado – inaugurado em 2009 –, finalizavam um segundo empreendimento luxuoso, dessa vez na própria capital. Era o Solar Tambaú, prédio de cinco andares no privilegiado ponto da orla da cidade onde grandes letras fincadas no calçadão proclamam “Eu <3 Jampa”. Inaugurado em 2017, o Solar Tambaú tem vista para o ponto de parada obrigatório para qualquer turista que visita a cidade.

O homem por trás de ambos os negócios, Castro Paiva, trazia milhões do exterior por meio de contas estrangeiras em empresas em paraísos fiscais, irrigando os cofres do resort e do Solar Tambaú.

A trama se revelou ainda mais intrincada quando a polícia obteve o mandado de busca e apreensão e surpreendeu Castro Paiva no hotel. Trêmulo e nitidamente envergonhado, o angolano entregou às autoridades o celular com suas prolíficas conversas via WhatsApp.

As mensagens revelaram, além de um estilo de vida regado a champanhe francês Moët & Chandon, a proximidade de Castro Paiva com o ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, com membros do alto escalão do Banco Angolano de Investimentos (BAI), além de um operador financeiro investigado pelo Senado dos Estados Unidos.

E mais: documentos e uma agenda apreendidos revelaram registros de transações financeiras que indicavam um esquema de triangulação de dinheiro que saía de Angola, passava por empresas em paraísos fiscais e aportava no litoral da Paraíba.

De acordo com as investigações, Castro Paiva teria internalizado divisas estrangeiras equivalentes a cerca de R$ 13 milhões para a construção do resort Mussulo em 2009, por meio de uma obscura empresa chamada Mobilware, registrada na ilha caribenha de Dominica. O contrato para a vinda do dinheiro foi fechado com um homem apontado como “laranja” no esquema e o banco Sul Atlântico, com sede em Praia, capital do Cabo Verde.

A Pública procurou Castro Paiva através do Banco Angolano de Investimento e questionou o angolano sobre as acusações da PF e sua relação com o Resort Mussulo e o Solar Tambaú. A reportagem também perguntou a Castro Paiva sobre as denúncias de corrupção em Angola e desvio de dinheiro público das estatais africanas, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem.

Segundo a PF, os milhões terminaram na conta da GBF Empreendimentos Imobiliários e de Turismo, empresa registrada na Paraíba cujo dono de fato seria o português João Carlos Guerra Alves Pina Ferreira.

Segundo o inquérito, Pina Ferreira é um personagem-chave no esquema angolano: empreiteiro residente em João Pessoa, ele seria o sócio majoritário da empresa Mussulo Ltda., para a qual Castro Paiva destinou dinheiro vindo do exterior. Além de ex-diretor da GBF, Pina Ferreira é presidente da JCP Construções e Incorporações, empresa da qual Castro Paiva é conselheiro de administração. Ele teria atuado como gerente operacional tanto na construção do Resort quanto na do Solar.

A reportagem buscou insistentemente Pina Ferreira, que não respondeu às ligações da Pública. Também buscamos o empresário através de suas empresas GBF e JCP, sem sucesso.

Em 2017, cerca de oito anos após a inauguração do resort, mais dinheiro chegaria via Mussulo. Dessa vez, a transação ocorreu por meio da empresa que é proprietária do empreendimento, uma sociedade anônima também de nome Mussulo, porém registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, arquipélago do Caribe pertencente ao Reino Unido.

Desse paraíso fiscal partiram US$ 4 milhões, enviados via Geneva Wealth Capital Management, uma offshore de propriedade de Leonard Cathan, homem apontado pelo inquérito policial como um especialista em transações financeiras para ocultação de patrimônio. Em outras palavras, um profissional em lavagem de dinheiro.

Cathan, que estava na Paraíba com Castro Paiva em 2017, também teve seus documentos apreendidos pela PF. De acordo com o material analisado pelos policiais, ele maneja uma série de empresas offshore em benefício de Castro Paiva, como a Geneva.

A lista de offshores inclui a Investec Bank, registrada em um terceiro paraíso fiscal, as Ilhas Maurício, arquipélago no oceano Índico a cerca de 2 mil quilômetros da costa sudeste do continente africano. Segundo as investigações, a Investec Bank de Cathan era usada também por Isabel dos Santos, filha do então presidente angolano que era tido como um ditador por organizações de direitos humanos.

A reportagem buscou Cathan através da Geneva, mas não obteve resposta até a publicação.

Dinheiro do petróleo angolano roda o mundo em paraísos fiscais

José Carlos de Castro Paiva é um angolano de Golungo Alto, da província de Cuanza-Norte, que começou a carreira no mercado bancário português e passou a atuar no governo de Angola logo após o país ter se tornado independente, em 1975. Em 1976, já ocupava uma cadeira no importante Ministério de Recursos Minerais e Petróleo, de onde subiu posições até ocupar o posto de chefe do departamento de comercialização.

Era uma época de ascensão para a indústria petrolífera nacional: há registros de exportação de petróleo angolano desde o século 18, mas foi a partir da década de 1960 que a produção de fato escalou, culminando com a criação da estatal Sonangol – a Petrobras de Angola – em 1975. O petróleo passou de coadjuvante na economia angolana para representar cerca de um terço do PIB do país. Hoje, Angola é o segundo maior exportador da África, atrás da Nigéria, e faz parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opec).

Os passos seguintes de Castro Paiva, que se tornou um homem de confiança do presidente José Eduardo dos Santos, foram justamente na Sonangol – ele ocupou o cargo de diretor-geral da empresa na filial do Reino Unido entre 1987 e 2012 e, depois, permaneceu como administrador não executivo da estatal. Ao mesmo tempo, a partir de 1999, assumiu posições importantes no Banco Angolano de Investimentos, o primeiro banco privado do país, mas cujo sócio majoritário é a própria estatal de petróleo Sonangol.

A relação entre ambas as empresas é íntima – e problemática. Em 2010, uma investigação do Senado dos Estados Unidos apontou que executivos da Sonangol ocupavam cargos-chave no BAI e que o próprio Castro Paiva detinha 18,5% das ações do banco a partir de empresas offshore com o objetivo de “não atrair atenção indesejada” à sua participação no banco, segundo o Senado americano. Por meio das empresas offshore, Castro Paiva teria alcançado o posto de sócio majoritário do banco.

Foi na Sonangol que Castro Paiva teve ligação direta com Isabel dos Santos, filha mais velha de José Eduardo dos Santos. Segundo investigação do jornalista investigativo Rafael Marques, recursos desviados da filial da Sonangol no Reino Unido – da qual Castro Paiva foi diretor e, em seguida, administrador – chegavam à offshore Investec das Ilhas Maurício: justamente a empresa operada por Leonard Cathan, especialista em transações financeiras que trouxe o dinheiro de Castro Paiva à Paraíba.

Da Investec, o dinheiro da Sonangol seria usado por Isabel dos Santos para remunerar ilegalmente executivos da própria estatal, à época presidida por ela mesma, que apoiariam a sua direção à frente da petrolífera. Um petrolão à angolana.

Com um patrimônio estimado pela Forbes em algo próximo de US$ 2,3 bilhões, Isabel dos Santos entrou para o noticiário financeiro como a primeira mulher bilionária da África e a mais rica do continente. Além de ter dirigido a Sonangol, atuou junto à Sodiam, estatal de diamantes, possui uma joalheria suíça, é dona de uma rede de supermercados e tem participação em empresas como a Unitel (de telecomunicações), a ZAP (canal de TV) e o banco privado BIC.

Mais recentemente, Isabel também tem aparecido no noticiário pela suspeita de ter desviado US$ 1 bilhão – o equivalente a cerca de R$ 4 bilhões – de recursos públicos para a sua fortuna pessoal.

Ao final de dezembro do ano passado, a Procuradoria-Geral da República de Angola confiscou bens e contas bancárias de Isabel, de seu marido congolês, Sindika Dokolo, e de Mário Leite da Silva, presidente do Banco de Fomento de Angola. Já a Polícia Judiciária Portuguesa interceptou uma transferência de 10 milhões de euros que ela tentava enviar à Rússia por meio da Sonangol e da Sodiam, estatal de diamantes. A filha mais velha do ex-presidente angolano deixou de viver no país há um ano, segundo notícias da imprensa.

Em entrevista ao Financial Times em janeiro, Isabel disse estar em um inespecífico “país africano”, enquanto uma reportagem do jornal português Expresso afirmou que ela possui residência fixa em Dubai, nos Emirados Árabes.

Isabel nega todas as acusações.

Um solar de luxo escolhido a dedo pelo dinheiro angolano

As transações financeiras de Castro Paiva na Paraíba, segundo as investigações da PF, não se limitaram “apenas” aos milhões que entraram no resort via paraísos fiscais no Caribe e na costa da África. O angolano recorreu também a uma figura conhecida pelas autoridades internacionais de combate ao desvio de dinheiro: um operador financeiro chamado Theodore Jameson Gilleti, que opera o banco britânico Standard Chartered Bank.

O banco, que foi condenado nos EUA a pagar uma multa de US$ 227 milhões por transações financeiras ilegais, tem forte atuação em Angola – a estatal de seguros do país, a Ensa, detém 40% das suas ações. Gilleti é diretor no BAI.

De acordo com a PF, Gilleti movimenta dólares americanos do BAI para beneficiar os controladores da instituição, como Castro Paiva, além de interceder para liberar limites milionários nos cartões de crédito dos dirigentes do Standard. Segundo as investigações, o americano utilizou o Standard para movimentar R$ 5 milhões da Sonangol para o Mussulo, em 2011. A transação ocorreu por meio de uma conta, no Santander, da empresa Mussulo Ltda, na Paraíba, da qual o empreiteiro Pina Ferreira é sócio.

Além disso, segundo as investigações, Gilleti operou com Castro Paiva para trazer R$ 10 milhões para o Solar Tambaú, em 2012.

A Pública procurou Gilleti através da Standard Chartered. Incialmente, recebemos uma confirmação que a reportagem seria respondida, o que não ocorreu até a publicação.

O metro quadrado mais caro de João Pessoa

A reportagem da Pública esteve no condomínio no final de 2017, anonimamente. Naquela época, segundo a agente de vendas, 40% das unidades haviam sido vendidas. “O povo tem aplicado dinheiro. Eu recebo gente de Brasília, Rio de Janeiro, de São Paulo, que quer se aposentar aqui”, disse.

A jovem explicou que, do terreno aos detalhes de decoração de cada apartamento, tudo foi escolhido a dedo pelos seus “patrões” – o português Pina Ferreira e sua esposa, que tratavam diretamente com os funcionários. “Aqui é o metro quadrado mais caro de João Pessoa”, comemorou.

Mereciam destaque nos apartamentos, por exemplo, mosaicos italianos nas paredes das unidades, minuciosamente planejados por um arquiteto vindo da Europa especialmente para implementar a decoração. As portas, de madeira maciça, são igualmente italianas. Já as janelas receberam vidros duplos e as paredes, fibra de vidro para não aquecerem com o calor paraibano.

Diante de uma janela, a agente interrompeu a visita para compartilhar outro exemplo: as esquadrias, brancas, de alumínio composto inoxidável, que bloqueiam o sol nas horas mais quentes do dia, foram trazidas da Alemanha. “Isso aqui é alemão, três vezes mais caro que o chinês, mas todo mundo usa o chinês. Aí compraram o alemão. Então, ele triplicou o custo do revestimento, ninguém ia saber que ele estava comprando três vezes mais caro”, se gaba a vendedora. “Minha chefe disse: ‘Você diga às pessoas que isso aqui é alemão’”, explicou.

Segundo a vendedora, o terreno do Solar Tambaú pertencia a um antigo casarão, famoso na capital, que ficou abandonado por muito tempo antes de o dinheiro angolano conseguir arrebatá-lo. “Ninguém conseguia comprar porque ninguém tinha cacife”, disse a jovem. Entre os 130 apartamentos, há modelos de 47 a 337 m², além de lojas – entre elas, um estande de tiro.

No térreo, uma enorme piscina azul completa um deque de madeira, onde há um bar e mesinhas redondas ornamentados por vasos com coqueiros. “Tem até som de passarinho artificial quando você chega em um ambiente”, alegra-se.

A reportagem questionou a administração do Solar sobre as acusações de corrupção e a relação com Castro Paiva e Pina Ferreira, mas não obteve resposta.

Hoje em dia o Solar Tambaú está de vento em popa, com boa parte dos apartamentos sendo alugada para temporadas e estadas curtas – com uma vista privilegiada do show que acontece na noite de Réveillon logo em frente.

Resort milionário acumula reclamações e denúncias de golpe

O Mussulo – nome que homenageia uma baía no litoral angolano – teve um destino bem menos glorioso.

Os milhões investidos por Castro Paiva no resort não foram suficientes para assegurar a rentabilidade do empreendimento, o que reforça, segundo as investigações da PF, a acusação de lavagem de dinheiro. Descrito no passado por agências de viagens como “paraibadisíaco”, o Mussulo é uma propriedade de 96 mil metros quadrados com serviço all-inclusive, que dá aos hóspedes direito de comer e beber durante 24 horas, além de frequentar piscinas, sauna e spa. Contudo, de acordo com reclamações de hóspedes e reportagens na imprensa, o resort incluiu outro serviço em seu menu: o calote.

Em 2019, explodiram em sites de consumidores reclamações de turistas que não teriam conseguido se hospedar de fato no resort, apesar de terem feito reservas e pago a hospedagem. Há reclamações de reservas que desapareceram do sistema e mesmo de clientes que compraram pacotes e se depararam com as portas do resort fechadas.

Uma reportagem do Portal Paraíba Agora acusa o resort de continuar vendendo diárias através da internet para, depois, ligar para os hóspedes cancelando ou transferindo a hospedagem para outros hotéis. Segundo a matéria, 60 funcionários foram demitidos ou desligaram-se por vontade própria entre março e setembro de 2019 e há empregados que ainda estão sem receber.

Em um site de hospedagem, um usuário descreve o Mussulo como uma cidade fantasma: “Abandono total. Instalações ótimas, sujeira dominando. Não encontrei uma pessoa sequer para informar sobre o ocorrido”.

A Pública procurou o resort e questionou sobre o fechamento do estabelecimento e sobre as acusações de hóspedes. A reportagem também questionou o estabelecimento sobre as acusações de corrupção envolvendo a operação da Polícia Federal e a relação com Castro Paiva e Pina Ferreira. Não houve um comunicado oficial de fechamento do resort, mas suas redes sociais foram desativadas.

Luanda Leaks

O Luanda Leaks é realizado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), do qual a Agência Pública participa, com mais de 120 repórteres de 20 países. No Brasil, além da Agência Pública, a revista piauí e o Poder360 também integram o projeto.

Usina volta a exportar açúcar pelo Porto de Natal após quase 10 anos

Começando a semana com intensa movimentação, o Porto de Natal recebeu, na manhã desta segunda-feira (20), o Navio “ITHAKI”, de bandeira das Ilhas Marshall, que será carregado com 12 mil toneladas de açúcar refinado para Mauritânia, na África, marcando um projeto-piloto da Usina Estivas.

Desde outubro de 2010, essa usina não exportava pelo Porto de Natal, e pretende reinserir o açúcar potiguar entre os produtos exportados por este terminal, se somando às frutas, minérios, entre outros.

Também estão atracados no Porto de Natal, o Navio CMA CGM “Brasil” e o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”, da Marinha do Brasil

Confira registros das chuvas no final de semana no RN

O Rio Grande do Norte continua recebendo chuvas com grandes volumes. Entre a sexta-feira (17) e a segunda (20), o estado chegou a registrar chuvas acumuladas de até 130 milímetros. As regiões Leste e Agreste potiguares receberam os maiores volumes. Os dados são da Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Norte (Emparn).

O munícipio que recebeu 130 mm de chuva foi Baía Formosa, no litoral Leste. Já o segundo maior foi Lagoa de Pedras, no Agreste, com 72,4mm. Natal atingiu 53,6mm.

Confira o volume de chuvas no fim de semana, por região:

Leste Potiguar

Baía Formosa – 130,0 mm

Espirito Santo – 71,0 mm

Ceará-Mirim – 57,0 mm

Extremoz – 56,2 mm

Natal – 53,6 mm

Montanhas – 36,4 mm

Canguaretama – 35,2 mm

Parnamirim – 33,6 mm

Oeste Potiguar

Caraúbas – 59,5 mm

Alto Do Rodrigues – 35,0 mm

Upanema – 30,7 mm

Carnaubais – 25,0 mm

Campo Grande – 11,6 mm

São Francisco do Oeste – 10,5 mm

Tenente Ananias – 9,0 mm

São Rafael – 8,5 mm

Assu – 5,2 mm

Janduis – 5,0 mm

Ipanguaçu – 4,0 mm

Portalegre – 3,0 mm

Jucurutu – 2,0 mm

Apodi – 1,1 mm

Central Potiguar

Carnaúba dos Dantas – 68,0 mm

Currais Novos – 64,7 mm

Cerro Corá – 39,0 mm

Acari – 38,3 mm

Bodó – 25,0 mm

Caiçara do Rio dos Ventos – 25,0 mm

Jardim de Angicos – 21,0 mm

São Vicente – 20,8 mm

Santana do Matos – 18,1 mm

São José do Seridó – 18,0 mm

Florânia – 14,0 mm

Guamaré – 8,0 mm

Cruzeta – 6,7 mm

Caicó – 6,4 mm

Macau – 6,0 mm

Jardim do Seridó – 4,7 mm

São Bento do Norte – 4,0 mm

Lajes – 2,3 mm

Angicos – 1,4 mm

Pedro Avelino – 1,2 mm

Serra Negra do Norte – 1,1 mm

Agreste Potiguar

Lagoa de Pedras – 72,4 mm

Sitio Novo – 58,0 mm

Coronel Ezequiel – 56,0 mm

Monte Alegre – 53,0 mm

São Paulo do Potengi – 50,0 mm

Vera Cruz – 47,2 mm

Santa Cruz – 42,8 mm

Bom Jesus – 42,3 mm

Barcelona – 40,0 mm

Bento Fernandes – 30,0 mm

Rui Barbosa – 29,3 mm

Tangará – 29,0 mm

São Tomé – 28,6 mm

Santo Antonio – 24,1 mm

João Câmara – 21,5 mm

São Pedro – 21,0 mm

Santa Maria – 13,0 mm

Monte das Gameleiras – 10,0 mm