CPI mista da Petrobrás fará novo pedido para ter acesso à delação de ex-diretor, diz o Estadão

RICARDO BRITO – AGÊNCIA ESTADO

01 Outubro 2014 | 11h 24

Após ministro do Supremo ter homologado cláusulas de acordo com Paulo Roberto Costa, comissão que investiga a estatal tenta novamente conseguir a íntegra de depoimento

Complicados na delação

Brasília – O presidente da CPI mista da Petrobrás, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou nesta quarta-feira, 1º, que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso à íntegra da delação premiada feita pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. O ex-diretor deve deixar a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) nesta quarta-feira para cumprir pena em regime domiciliar no Rio de Janeiro após o ministro do STF Teori Zavascki ter homologado as cláusulas do acordo.

Ex-jogadora de vôlei, a musa Leila revela o que a fez entrar na política

Leila afirma que muitos eleitores que a encontram durante a campanha dizem para ela não seguir pelo caminho da política (André Violatti/Esp. CB/D.A Press)

Matheus Teixeira

Leila afirma que muitos eleitores que a encontram durante a campanha dizem para ela não seguir pelo caminho da política

Ontem foi o aniversário de 43 anos de Leila Barros. Mas a ex-jogadora de vôlei não separou o dia para comemorações. Repetiu uma rotina que segue há cerca de três meses: ir para às ruas pedir votos. Situação que ela não imaginava até 2012, quando a ideia de que poderia usar a força de ídolo do esporte — e, por que não, musa — para fazer algo mais pela cidade que deixou quando tinha 17 anos. A caminhada diária pelo Distrito Federal mostrou que a empreitada é difícil, segunda ela, pela resistência da população quanto aos políticos.

Na Rodoviária do Plano Piloto, por exemplo, ela sentiu na pele como a abordagem é complicada, mesmo para alguém que tem a imagem ligada a vitórias pela Seleção Brasileira de vôlei. “As pessoas estão enojadas da política. Veem alguém fazendo campanha e não dão a mínima atenção, até fogem para evitar o contato”, relata. Ela, então, faz questão de se apresentar como a atleta conhecida que é. “O eleitor não dá atenção para o político que está entregando o panfleto. Aí eu chamo a pessoa e digo quem sou. Então, elas olham novamente e tomam um susto ao me reconhecer”, conta a candidata a deputada distrital pelo PRB.

As situações inesperadas são frequentes. “Muitos me dizem: ‘Não vai por esse caminho da política’. Outros me perguntam onde estão meus seguranças. Eu nunca andei com guarda-costas e não é agora que vou andar. Outro dia, uma senhora me viu, jogou-se no chão e repetiu o gesto que eu fiz quando conquistei o Grand Prix (de 1998). É muito legal ver que as pessoas gostam de mim.”

Prefeito do PMDB esclarece que os R$ 27 mil foi proveniente da venda de um carro

joci pf

O prefeito de São Vicente, Joci Lins, desmentiu as especulações de que teria sido preso. “Fui parado numa blitz de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no posto de Macaíba”. No momento da abordagem, Joci portava a quantia de R$ 27.500, proveniente do recebimento de venda de um veículo. Após prestar os esclarecimentos, Joci foi liberado e retornou a cidade de São Vicente.

Policia Federal está prendendo prefeitos e quem está levando dinheiro de Natal para o interior

PF

O prefeito do PMDB do município de São Vicente, Josi Lins, que apoia o candidato ao governo, Henrique Alves foi preso sob acusação de transportar ilegalmente R$ 25 mil..

A prisão aconteceu na noite de ontem em Macaíba pela PRF que montou um esquema para monitorar transporte de dinheiro com objetivo de combater crimes eleitorais..

O prefeito suspeito foi prestar esclarecimentos..

 

 

Depois de fazer campanha para Aécio Neves, o empresário, Nevaldo Rocha é condenado a pagar horas extras a costureira

Nevaldo Rocha dirigindo o carrinho com Aécio Neves e José Agripino e Rogério Marinho pendurado no para-choques 

Do portal do TST:

Tempo usado para ginástica laboral não conta como intervalo intrajornada

A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou A Guararapes Confecções S.A. a pagar horas extras a uma costureira que tinha apenas 50 minutos de intervalo intrajornada e praticava ginástica laboral pelo período de 10 a 15 minutos diariamente.

A decisão da Turma ocorreu no julgamento de um recurso de revista de uma costureira contra decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), que julgara seu pedido improcedente, por somar aos 50 minutos o tempo gasto com a ginástica laboral, considerando-o como parte do intervalo.

No recurso ao TST, a trabalhadora alegou que só usufruía de 50 minutos de intervalo e que a concessão parcial do tempo destinado a repouso e alimentação gera o direito ao pagamento total do período correspondente.

No entendimento da ministra Delaíde Miranda Arantes, relatora do recurso no TST, o tempo da ginástica laboral não pode ser computado como intervalo intrajornada.

Para ela, “empregado e empregador estão cumprindo determinação legal necessária para a realização de suas atividades de forma segura e livre de acidentes ou doenças”.

Em seu voto, a ministra esclarece que a Constituição da República prevê, no artigo 7º, inciso XXII, a “redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança”.

A ministra Delaíde também se vale da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para destacar que a obrigatoriedade do empregador de “cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho” e de instruir seus empregados quanto às precauções a tomar para evitar acidentes e doenças ocupacionais (artigo 157).

Ainda baseada na CLT, Delaíde ressaltou a obrigação do empregado de “observar as normas de segurança e medicina do trabalho” (artigo 158, inciso I) e a regra de que o período em que o empregado esteja à disposição do empregador é considerado como de serviço efetivo (artigo 4º).

Com base nesses dispositivos, a ministra admitiu que “não se pode concluir que a prática de ginástica laboral é do interesse particular do empregado” e acatou o recurso da costuteira.

O desespero dos blogueiros babões

Os blogueiros de aluguel que foram contratados pelos candidatos estão numa pior…

Mais de 300 blogs no RN estão chupando o dedo pelo fato de não terem recebido a grana de um determinado candidato ao governo do Estado..

A desculpa é a greve dos bancários..

mesmo com atrasa, esses blogs estão proibidos de falar na possibilidade de haver segundo turno..

Os posts divulgam apenas que o candidato Henrique Alves tem 39% e Robinson Faria, 31%, os blogs não fazem menção que a diferença de Henrique Alves para os demais candidatos é de apenas 1%, ou seja, para ter segundo turno basta Robinson e os demais candidatos crescerem 1%, segundo pesquisa do Ibope..

Os blogueiros de aluguel devem puxar o freio de mão com relação a sua babação, pois havendo um segundo turno eles receberão o atrasado do primeiro e um extra pelo segundo turno..

Fora isso, só vão pegar um pingo de solda no segundo ano de governo, sob alegação que o governador eleito pegou um Estado quebrado..

Justiça Eleitoral: confira o que fica proibido de quinta a domingo

Os candidatos só têm até às 22 horas deste sábado para fazerem carreatas, caminhadas, passeatas e a distribuição de material gráfico

Agência Brasil
Com a proximidade do primeiro turno das eleições no domingo (5/10), a Justiça Eleitoral tem algumas regras que não podem ser esquecidas por candidatos, partidos políticos e coligações.

Segundo a Lei Eleitoral, nesta quinta-feira (2/10) é o último dia para a exibição da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. É também o prazo final para os candidatos fazerem reuniões públicas de campanha, comícios e para a utilização de aparelhagem de som fixa, entre as 8h e a meia-noite.

Quinta-feira também é a data limite para a realização de debates políticos na televisão ou no rádio. Debates iniciados no dia 2 podem se estender, no máximo, até as 7h do dia 3 de outubro. Também até amanhã, partidos políticos e coligações terão que indicar à Justiça Eleitoral o nome das pessoas autorizadas a expedir as credenciais dos fiscais e delegados de partido que estarão habilitados a acompanhar os trabalhos de votação.

Sexta-feira (3/10) será a data limite para que se faça a divulgação paga, na imprensa escrita, a reprodução na internet do jornal impresso, de propaganda eleitoral. Ainda nesta sexta-feira, os presidentes de mesa que não tiverem recebido o material destinado à votação deverão comunicar a falha ao juiz eleitoral.

No sábado (4/10), termina a propaganda eleitoral com uso de alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8h e as 22h. Carreatas, caminhadas, passeatas e a distribuição de material gráfico também só poderão ser feitos até as 22h deste sábado.

Desde terça-feira (30/9), até 48 horas depois do encerramento da votação, nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou ainda por desrespeito a salvo-conduto. A proibição de prisão de candidatos está em vigor desde o último dia 20. No entanto, quem concorre a cargo eletivo pode ser detido ou preso em caso de flagrante delito.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a competência para proibir a venda de bebidas alcoólicas no dia da votação é da Secretaria de Segurança Pública de cada estado, município ou do Distrito Federal.

Primo Memeia chegou aos 55

Hoje é o aniversário de uma das grandes figuras de Natal…

O intelectual, escritor, promotor de eventos, carnavalesco e agitador cultural, Dickson Medeiros(Memeia) vai comemorar seu natalício ao lado de familiares e amigos..

Primo, Memeia chegou aos 55 anos… Quem desejar felicita-lo pode ligar no 9976-9365..

 

Primo Memeia com sua mãe a querida comadre Geralda, matriarca desta família maravilhosa 

 

Praia do Cagão, segundo o natalense Marcos Pedroza

Marcos Pedrosa

Você conhece a futuro Praia do Cagão ?
A Praia do Cagão é fruto do vergonhoso e criminoso projeto de 2 arquitetas da SEMOV para a orla de Natal. No trecho do Chaplin Recepções até a Praia do Forte.
Este projeto que representa agressão a Natal e aos seus habitantes tem 25 kioks e 15 sanitarios publicos em um intervalo de apenas 600 metros.
Dai o nome Praia do Cagão.
Quem vai manter estes monumentos da sujeira limpos e asseados, Carlos Eduardo, o prefeito, Raniere Barbosa da SENSUR, Fernando Bezerril da Secretaria de Turismo ou Tomaz Neto da Secretaria de Obras – SEMOV ?
Com certeza os frequentadores da orla vão armazenar merda na barriga durante toda a semana e usar os sanitarios publicos da Praia do Cagão.
Pestigiar esta fantastica obra de poluição e mal gosto.
Isso só acontecer em Natal onde os politicos do momento e seus secretarios pensam pequeno e de forma medíocre.
Essa gente não quer bem a Natal, pois quem quer cuida com carinho.
A orla merece um projeto fruto de um concurso internacional de arquitetos como fez o Rio de Janeiro, afinal Natal tem no turismo uma enorme fonte de rendas e trabalho para sua população.
Abaixo a PRAIA DO CAGÃO.

Lascou e encruou: Pesquisa do Ibope, Dilma subiu, Marina caiu e Aécio estacionou

Em uma semana, a presidente Dilma Rousseff (PT) ampliou de 9 para 14 pontos porcentuais sua diferença em relação a Marina Silva (PSB), que está menos distante de Aécio Neves (PSDB), segundo a mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. No 2.º turno, Dilma aparece numericamente à frente da principal adversária, mas ainda no limite de margem de erro (42% a 38%).

Henrique Alves e Wilma visitam senadora de 1960 e recebem apoio de empresários de Mossoró

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Edite Souto, casada com o milionário Soltinho com empresários apoiando Henrique Alves

 Henrique e Wilma receberam importante apoio da classe salineira. Foi durante uma reunião da casa de Edith Souto, uma das tradicionais “senadoras”, grupo de mulheres mossoroenses que apoiavam Aluízio Alves, inclusive dando guarida na época da cassação. Na época, quando Henrique se lançou candidato a deputado federal pela primeira vez, teve importante apoio dessas mulheres.

Casada com Francisco Souto, presidente do Sindicato da Indústria da Extração do Sal, conhecido por “Soutinho”, Edith reuniu empresários da categoria e amigos em sua casa para reforçar o engajamento na reta final da campanha de Henrique e Wilma. “Mais do que tradição, Henrique tem experiência para governar. Vamos nos unir para conseguir essa vitória no dia 5”, destacou durante o encontro.

“Estou na minha casa. Quantas vezes eu subi e desci essas escadas. Mossoró tem muito a ver com minha vida pública. Agora, volto aqui para receber o apoio dessa importante categoria para a economia local”, disse Henrique, que na semana passada visitou o Distrito Industrial de Mossoró e se comprometeu a levar investimentos ao setor. Ainda em Mossoró, Henrique e Wilma participaram de uma caminhada pelos bairros Santo Antônio e Bom Jardim.

Lideranças do Acordão de São José de Campestre abandonam Henrique Alves para apoiar Robinson Faria

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O sentimento de vitória dos apoiadores da campanha de Robinson Faria (PSD) aumenta em todo o Rio Grande do Norte. Em São José de Campestre, o grupo de vereadores do PMDB – liderados pelo ex-prefeito Júnior Paiva (PSDB) – anunciou apoio a Robinson.

“O povo de Campestre saberá agradecer tudo que Robinson já fez pela região, votando nele para governador. A vitória está chegando em Campestre e em todo o Rio Grande do Norte”, declarou o ex-prefeito Júnior Paiva.

Além do ex-prefeito os vereadores Xixico Cardoso (PMDB), vereador Nenem Borges (PCdoB), sobrinho do ex-prefeito Zeca Borges (PMDB) e o suplente de vereador Alderi declararam apoio ao candidato.

Robinson agradeceu o apoio e reafirmou o compromisso com o desenvolvimento social e econômico da região. “Vamos fazer história no Estado. Serei o melhor governador que o Rio Grande do Norte já teve”

Juiz concede prisão domiciliar a ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, concedeu hoje (30) prisão domiciliar ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. A decisão foi tomada em troca das informações prestadas por ele no acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF), na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Isso poderá mudar o rumo da campanha em razão das visitas que ele receberá….

Geraldo MagelaPaulo Roberto Costa está preso na Superintendência da PF, em CuritibaPaulo Roberto Costa está preso na Superintendência da PF, em Curitiba


Conforme o juiz, caberá a Polícia Federal (PF) fiscalizar o cumprimento das normas da prisão domiciliar. Costa está preso na Superintendência da PF em Curitiba e deverá ser transferido para o Rio de Janeiro, onde tem residência.

O benefício foi solicitado pela defesa de Costa para assinar o acordo de delação, no qual ele citou nomes de políticos que receberam propina do suposto esquema investigado na operação

MPF fez mais uma denuncia contra Micarla e Miguel Weber na Operação Assepcia

Micarla com seu aliado Rogério Marinho

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) apresentou uma nova denúncia relativa às irregularidades descobertas pela Operação Assepsia, que investigou ilegalidades cometidas na contratação da Associação Marca pela Prefeitura do Natal, durante a gestão de Micarla de Souza. Na denúncia, a ex-prefeita e outros 14 envolvidos são apontados como responsáveis por crimes como fraude e dispensa indevida de licitação, além de falsidade ideológica.

O esquema desbaratado pela Operação Assepsia funcionou de meados de 2010 até 2012 e, além das fraudes em procedimentos licitatórios, foram registradas diversos outros crimes que resultaram em quatro outras denúncias já apresentadas pelo MPF à Justiça Federal.

A nova ação inclui entre os denunciados o marido da ex-prefeita, Miguel Weber; o ex-secretário de Saúde Thiago Trindade; o procurador do Município Alexandre Magno de Souza; e o empresário Tufi Soares Meres, citado como líder do “braço empresarial” do esquema.

A denúncia assinada pelo procurador da República Fernando Rocha descreve que as negociações entre o grupo ligado à Prefeitura e os envolvidos ligados a Tufi Meres tiveram início antes mesmo da contratação da Marca, selecionada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para administrar os ambulatórios médicos especializados (AMEs) de Nova Natal, Brasília Teimosa e Planalto, além da unidade de pronto-atendimento (UPA) de Pajuçara.

Casal acusado pelo Procurador Federal, Fernando Rocha

Os dois processos de escolha, tanto para administração dos AMEs quanto da UPA, apresentaram diversas irregularidades e foram direcionados para a seleção da Marca, que repassava recursos do poder público a vários envolvidos, através da subcontratação de empresas, e ainda preenchia vagas de trabalho nas unidades de saúde com indicados da ex-prefeita, de secretários e de políticos.

Terceirização – Antes da seleção da Marca, a Prefeitura contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para elaborar um “trabalho técnico” que resultou na indicação de um modelo de gestão terceirizada de unidades de saúde. Leonardo Carap, coordenador encarregado pela FGV dos trabalhos desenvolvidos em Natal, tornou-se o principal elo entre Tufi Meres e o Município.

Carap chegava a enviar a Tufi Meres conteúdo de documentos e estudos de caráter confidencial. Ele foi, ainda, o responsável pela ida de Thiago Trindade, Alexandre Magno e Carlos Fernando Bacelar ao Rio de Janeiro, em agosto de 2010, quando os representantes da SMS conheceram de perto o trabalho da organização social e os demais integrantes do esquema, ligados ao grupo de Tufi Meres.

Leonardo Carap era remunerado por seus serviços de “intermediação de negócios” através de repasses da Salute Sociale (empresa do grupo de Tufi Meres) para suas contas e de sua empresa: Qualimed Planejamento. De maio a novembro de 2011 foram feitos repasses de R$ 321.099,43.

De acordo com o MPF, todo o trâmite do chamamento público que resultou na contratação da Marca foi definido por Micarla de Souza e Miguel Weber pelos menos dois meses antes da deflagração formal do processo e antecipadamente noticiado a servidores (Thiago Trindade, Alexandre Magno, Thobias Bruno e Carlos Bacelar) e particulares (Tufi Meres, Rosimar “Rose” Bravo, Antônio Carlos Júnior, Jonei Lunkes e Leonardo Carap).

Contratação - As negociações se concretizaram em outubro de 2010, com o processo de seleção de uma organização para gerenciar os AMEs. Os termos do edital, bem como a formação da comissão julgadora (composta por Carlos Fernando, Maria do Perpétuo e Elizama Batista) foram definidos por Alexandre Magno e Jonei Lunkes, este um “consultor” que trabalhava clandestinamente na SMS, sem vínculo formal, recebendo R$ 22 mil mensais através de subcontratação à Marca.

Em e-mail enviado ao ex-secretário e a Annie Azevedo, Carlos Bacelar e Rose Bravo, Alexandre Magno deixa claro o cronograma da seleção que irá “oficializar” a contratação da Marca. Em 3 de setembro, mais de um mês antes, ele já explica aos destinatários quais passos serão dados e detalha o procedimento, chegando a esclarecer que “O pessoal do RJ seguiu para visitar as unidades acima e deve retomar com relatório de custos”. No item “Outras providências”, o procurador é ainda mais específico quanto às tarefas a serem adotadas: “b. Qualificar a Marca”

A qualificação da Marca como organização social foi publicada em 14 de outubro de 2010. A ata da sessão que declarou a entidade vencedora da chamada foi publicada dia 22, cinco dias úteis depois. Para o MPF, o prazo reduzido só reforça o “jogo de cartas marcadas”. Maria do Perpétuo Socorro e a servidora Elizama Batista, membros da comissão julgadora ao lado de Carlos Fernando Bacelar, subscreverem a ata da sessão de 18 de outubro de 2010, que nunca aconteceu.

Cerca de uma mês após ganhar o contrato dos AMEs, a SMS lançou novo processo seletivo para entregar a uma OS a gestão da UPA de Pajuçara. O edital e o termo de referência , publicados em novembro de 2010, foram elaborados por Jonei, Alexandre e Thobias Gurgel. O Ipas “sagrou-se vencedor”, mas decidiu “por motivos de força maior” desistir do contrato, cedendo espaço à Marca.

“Não há como deixar de reconhecer que os agentes públicos encarregados da condução da seleção (…) e os representantes da Marca combinaram previamente o resultado do certame, inclusive ajustaram a desistência do primeiro licitante convocado”, ressalta a ação do MPF.

Micarla de Souza – Em mensagens trocados por Tufi Meres com seu “braço direito” Rose Bravo, o empresário reconhece a necessidade de levar ao conhecimento do “marido”, forma pela qual se referia a Miguel Weber, a ocorrência de atrasos nos pagamentos à Marca. Na mensagem, ele afirma ser necessário Miguel saber que “as coisas não andam conforme combinado por lá” e que os dois “comandados (Francisco de Assis Rocha Viana e Antônio Luna, então gestores financeiros da SMS e da Secretaria de Planejamento) estavam atrapalhando”.

A denúncia do MPF reforça que Micarla de Souza “ostentou efetiva participação em todas as etapas da cadeia delitiva”, incluindo a contratação da FGV; a indicação de apadrinhados políticos para ocupar postos de trabalho nas unidades de saúde geridas pela Marca; até a negociação e definição de valores do contrato de gestão hospitalar.

Para o MPF, na primeira fase do esquema a participação de Micarla e Miguel Weber ocorreu de forma mais discreta, enquanto Thiago Trindade e Alexandre Magno deliberavam na “linha de frente” com os representantes do grupo chefiado por Tufi Meres. Porém, após a exoneração do secretário, em 2011, o casal assumiu “as rédeas do negócio” e convocou Francisco de Assis Viana e Antônio Carlos Luna para auxiliarem na continuidade do esquema instalado na SMS.

Em uma troca de e-mais com Miguel Weber, que sequer pertencia aos quadros da Prefeitura, Tufi Meres envia a ele uma lista de pessoas contratadas nas unidades administradas pela Marca, com o registro dos respectivos “padrinhos” (políticos e secretários municipais em sua maioria) e a listagem das vagas ainda abertas.

Miguel Weber explica que “gostaria que pudessemos participar desse processo”, referindo-se a contratações e demissões nas unidades, e acrescenta: “Inclusive eu preciso de mais uma vaga de enfermeira e dentista”. Já em mensagem a Rose Bravo, Tufi Meres afirma sobre Miguel Weber: “Estamos lidando com um crápula”.

As investigações apontaram que todas as negociações envolvendo a contratação e os pagamentos da Marca passaram pelo crivo do casal Micarla e Miguel Weber. O marido da ex-prefeita, em troca de mensagens, chega a indicar valores e percentuais de ajuste dos contratos.

Envolvidos – Além de tornar-se elo entre integrantes do esquema, Alexandre Magno elaborou a lei permitindo a “qualificação de entidades sem fins lucrativos como organizações sociais” e “pavimentou caminhos e conferiu blindagem jurídica para que empresas privadas, utilizando-se da roupagem de organização social, firmassem contratos de gestão (…)e efetuassem desvio de verbas”.

O procurador do Município e Thiago Trindade indicaram Thobias Bruno Gurgel; Carlos Fernando Bacelar e Annie Azevedo Cunha para cargos de chefia da SMS, para poderem auxiliar na montagem e funcionamento do esquema. Eles deram suporte operacional, administrativo e gerencial. Do grupo de apoio a Tufi Meres, além de Rose Bravo estão incluídos Mônica Nardelli e Antônio Carlos Oliveira Júnior, o Maninho, esposo de Rose Bravo.

Além das penas referentes aos crimes específicos (ver lista abaixo), o MPF requer para todos os denunciados a inabilitação para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, pelo prazo de cinco anos. A ação penal tramita na Justiça Federal sob o número 0003238-80.2014.4.05.8400.

Detalhamento das denúncias

Dispensa indevida de licitação (art 89 da Lei 8.666), fraude ao caráter competitivo de procedimento licitatório (art 90 da Lei 8.666); e falsidade ideológica (art 299 do Código Penal)

Micarla Araújo de Souza Weber; Miguel Henrique Oliveira Weber; Thiago Barbosa Trindade; Alexandre Magno Alves de Souza; Thobias Bruno Tavares Gurgel; Carlos Fernando Pimentel Bacelar Viana; Annie Azevedo Cunha Lima; Tufi Soares Meres; Rosimar Gomes Bravo de Oliveira; Antônio Carlos de Oliveira Júnior, “Maninho”; Leonardo Justin Carap; e Jonei Anderson Lunkes.

Dispensa indevida de licitação e falsidade ideológica

Mônica Simões Araújo e Nardelli.

Falsidade ideológica

Maria do Perpétuo Socorro Lima Nogueira; e Elizama Batista da Costa.

Com a greve dos bancos, Dona Dinorá está escondida e só reaparecerá no segundo turno

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A galera que apoia o candidato a governador, Henrique Eduardo Alves está numa situação difícil…

Com a greve dos bancos, Dona Dinorá ficou escondida…. Ninguém sabe onde ela está….

Nos escritório de campanha ela não aparece mais…  Mas, um informante do soldado Vasco me disse que ela só está indo visitar os municípios onde Henrique está perdendo…

Enquanto isso nos municípios que Henrique Alves está ganhando, conforme as pesquisas que a coordenação da dispõe, ela não aparece, assim, a turma que está apoiando Henrique já começou a fazer corpo mole, cuidando apenas da eleição dos deputados..  A turma sabe que se não tiver segundo turno, mais nunca irão ver Dona Dinorá..

Soube também que tem muita gente com algemas no interior procurando Dona Dinorá, pegando ela com a mala, a confusão será grande…