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Memória do Blog do Primo

Blog do Primo resgata Café Filho, único potiguar e primeiro Presidente da República evangélico do Brasil

João Café Filho nasceu em Natal (RN) no dia 3 de fevereiro de 1899, filho de João Fernandes Campos Café e de Florência Amélia Campos Café. Mudou-se para Recife em 1917, passando a trabalhar como comerciário para custear os estudos na Academia de Ciências Jurídicas e Comerciais. Retornou a Natal sem concluir seus estudos superiores mas, mesmo assim, baseado na sua experiência prática junto aos tribunais, prestou concurso para advogado do Tribunal de Justiça, obtendo êxito.

A atividade regular de Café Filho no campo do jornalismo começou em 1921, quando fundou o Jornal do Norte, impresso nas oficinas de A Opinião, órgão oposicionista. Disputou, sem êxito, uma cadeira de vereador em Natal no ano de 1923. Mudou-se para Recife em 1925, tornando-se diretor do jornal A Noite, onde passou a escrever reportagens e propaganda política. Viajou para a Bahia e, durante o ano de 1927, viveu nas cidades de Campo Formoso e ltabuna.

Mudou-se para o Rio de Janeiro no início de 1929, tornando-se redator do jornal A Manhã. Durante a Revolução de 1930 Café Filho transferiu-se para o Rio Grande do Norte, onde foi nomeado chefe de polícia. Fundou em abril de 1933 o Partido Social Nacionalista (PSN) do Rio Grande do Norte, organizado para concorrer às eleições de maio seguinte para a Assembléia Nacional Constituinte. Afastado da chefia de polícia, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como inspetor no Ministério do Trabalho até julho de 1934.

Com o fim dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte e a fixação da data de 14 de outubro para a realização de eleições para a Câmara Federal e as assembléias constituintes estaduais, Café retornou ao Rio Grande do Norte e foi eleito deputado federal para a legislatura iniciada em 3 de maio de 1935.

Com o desgaste do Estado Novo, Getúlio Vargas adotou no início desse ano uma estratégia reformista que visava garantir para o próprio governo o controle da transição em curso na política nacional. Decidido a concorrer ao parlamento em dezembro, Café Filho viajou para o Rio Grande do Norte a fim de reagrupar seus antigos correligionários em uma nova agremiação. Suspeito de realizar manobras continuístas, Vargas foi deposto por um golpe militar em 29 de outubro de 1945. José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu temporariamente a chefia do governo e as eleições de 2 de dezembro foram mantidas, resultando na vitória de Dutra. O Partido Republicano Progressista (PRP) teve um desempenho muito fraco, elegendo apenas Café Filho e Romeu dos Santos Vergal para a Assembléia Nacional Constituinte, que se reuniria a partir de 5 de fevereiro de 1946.

Quando Vargas foi reeleito em outubro de 1950, Café Filho obteve a vice-presidência. Além disso, também foi reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Em 22 de agosto de 1954 um grupo de oficiais da Aeronáutica liderados pelo brigadeiro Eduardo Gomes, lançou um manifesto, assinado também por oficiais do Exército, exigindo a renúncia do presidente que, mesmo assim, manteve sua posição de permanecer no cargo. No dia seguinte Café Filho discursou no Senado comunicando a negativa de Vargas em aceitar a renúncia conjunta, e seu pronunciamento foi considerado um rompimento público com o presidente.

A situação se agravou com a divulgação, no dia 23, de um manifesto assinado por 27 generais exigindo a renúncia de Vargas. Na madrugada seguinte, Café deixou clara sua disposição de assumir a presidência, ao mesmo tempo que Vargas comunicava a seu ministério a decisão de licenciar-se. Procurado por jornalistas e líderes políticos, Café mostrou-se disposto a organizar um governo de coalizão nacional caso o presidente se afastasse em caráter definitivo. Nas primeiras horas do dia 24, depois de receber um ultimato dos militares para que renunciasse, Vargas suicidou-se. A grande mobilização popular então ocorrida desarmou a ofensiva golpista e inviabilizou a intervenção militar direta no governo, garantindo a posse de Café Filho no mesmo dia.

Procurando diminuir o impacto produzido pela divulgação da Carta Testamento de Vargas, Café Filho emitiu logo sua primeira nota oficial, afirmando seu compromisso com a proteção dos humildes, “preocupação máxima do presidente Getúlio Vargas”.

No início de 1955 recebeu do ministro da Marinha um documento sigiloso assinado pelos ministros militares e por destacados oficiais das três armas, defendendo que a sucessão presidencial fosse tratada “em um nível de colaboração interpartidária” que resultasse em um candidato único, civil e apoiado pelas forças armadas. Tratava-se, indiretamente, de uma crítica à candidatura de Juscelino Kubitschek. O presidente apoiou o teor do documento e, diante dos comentários da imprensa sobre sua existência, obteve a aprovação dos signatários para divulgá-lo na íntegra pelo programa veiculado em cadeia radiofônica nacional A Voz do Brasil. Apesar dessa demonstração da oposição militar à sua candidatura, Kubitschek prosseguiu em campanha e seu nome foi homologado pela convenção nacional do Partido Social Democrático (PSD) em 10 de fevereiro.

Juscelino Kubitschek foi eleito e, com a divulgação dos resultados oficiais do pleito, a União Democrática Nacional (UDN) deflagrou uma campanha contra a posse dos candidatos eleitos, voltando a sustentar a tese da necessidade de maioria absoluta. Os setores mais extremados do partido, liderados por Carlos Lacerda, intensificaram sua pregação favorável à deflagração de um golpe militar. Entretanto, Café Filho e o general Lott reafirmaram seu compromisso com a legalidade.

Na manhã do dia 3 de novembro de 1955 Café Filho foi internado no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, acometido de um distúrbio cardiovascular que forçou seu afastamento das atividades políticas. No decorrer do dia 11 o Congresso Nacional, reunido em sessão extraordinária, aprovou o impedimento de Carlos Luz para assumir o cargo, empossando Nereu Ramos, vice-presidente do Senado em exercício, na presidência da República.

No dia 13, Nereu Ramos visitou Café Filho no hospital, afirmando que permaneceria no governo apenas até sua recuperação. Entretanto, Lott e outros generais decidiram vetar o retorno do presidente por considerá-lo suspeito de envolvimento na conspiração contra a posse dos candidatos eleitos. Mesmo assim, no dia 21 Café Filho enviou a Nereu Ramos e aos presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF) uma declaração de que pretendia reassumir imediatamente seu cargo, o que provocou nova movimentação de tropas fiéis a Lott em direção ao P

Palácio do Catete e a outros pontos da capital. Café Filho dirigiu-se então à sua residência, também cercada por forte aparato militar, que incluía grande número de veículos blindados.

Na madrugada de 22 de novembro, o Congresso aprovou o impedimento de Café, confirmando Nereu Ramos como presidente até a posse de Juscelino em janeiro seguinte. Em 14 de dezembro essa decisão foi confirmada pelo STF, que recusou o mandado de segurança impetrado por Prado Kelly em favor da posse de Café.

Afastado da presidência, trabalhou entre 1957 e 1959 em uma empresa imobiliária no Rio de Janeiro. Em 1961, foi nomeado pelo governador Carlos Lacerda ministro do Tribunal de Contas do Estado da Guanabara, onde permaneceu até aposentar-se em 1969.

Casou-se com Jandira Fernandes de Oliveira Café, com quem teve um filho. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 20 de fevereiro de 1970.

João Café Filho nasceu em Natal (RN) no dia 3 de fevereiro de 1899, filho de João Fernandes Campos Café e de Florência Amélia Campos Café. Mudou-se para Recife em 1917, passando a trabalhar como comerciário para custear os estudos na Academia de Ciências Jurídicas e Comerciais. Retornou a Natal sem concluir seus estudos superiores mas, mesmo assim, baseado na sua experiência prática junto aos tribunais, prestou concurso para advogado do Tribunal de Justiça, obtendo êxito.

A atividade regular de Café Filho no campo do jornalismo começou em 1921, quando fundou o Jornal do Norte, impresso nas oficinas de A Opinião, órgão oposicionista. Disputou, sem êxito, uma cadeira de vereador em Natal no ano de 1923. Mudou-se para Recife em 1925, tornando-se diretor do jornal A Noite, onde passou a escrever reportagens e propaganda política. Viajou para a Bahia e, durante o ano de 1927, viveu nas cidades de Campo Formoso e ltabuna.

Mudou-se para o Rio de Janeiro no início de 1929, tornando-se redator do jornal A Manhã. Durante a Revolução de 1930 Café Filho transferiu-se para o Rio Grande do Norte, onde foi nomeado chefe de polícia. Fundou em abril de 1933 o Partido Social Nacionalista (PSN) do Rio Grande do Norte, organizado para concorrer às eleições de maio seguinte para a Assembléia Nacional Constituinte. Afastado da chefia de polícia, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como inspetor no Ministério do Trabalho até julho de 1934.

Com o fim dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte e a fixação da data de 14 de outubro para a realização de eleições para a Câmara Federal e as assembléias constituintes estaduais, Café retornou ao Rio Grande do Norte e foi eleito deputado federal para a legislatura iniciada em 3 de maio de 1935.

 

Com o desgaste do Estado Novo, Getúlio Vargas adotou no início desse ano uma estratégia reformista que visava garantir para o próprio governo o controle da transição em curso na política nacional. Decidido a concorrer ao parlamento em dezembro, Café Filho viajou para o Rio Grande do Norte a fim de reagrupar seus antigos correligionários em uma nova agremiação. Suspeito de realizar manobras continuístas, Vargas foi deposto por um golpe militar em 29 de outubro de 1945. José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu temporariamente a chefia do governo e as eleições de 2 de dezembro foram mantidas, resultando na vitória de Dutra. O Partido Republicano Progressista (PRP) teve um desempenho muito fraco, elegendo apenas Café Filho e Romeu dos Santos Vergal para a Assembléia Nacional Constituinte, que se reuniria a partir de 5 de fevereiro de 1946.

Quando Vargas foi reeleito em outubro de 1950, Café Filho obteve a vice-presidência. Além disso, também foi reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Em 22 de agosto de 1954 um grupo de oficiais da Aeronáutica liderados pelo brigadeiro Eduardo Gomes, lançou um manifesto, assinado também por oficiais do Exército, exigindo a renúncia do presidente que, mesmo assim, manteve sua posição de permanecer no cargo. No dia seguinte Café Filho discursou no Senado comunicando a negativa de Vargas em aceitar a renúncia conjunta, e seu pronunciamento foi considerado um rompimento público com o presidente.

A situação se agravou com a divulgação, no dia 23, de um manifesto assinado por 27 generais exigindo a renúncia de Vargas. Na madrugada seguinte, Café deixou clara sua disposição de assumir a presidência, ao mesmo tempo que Vargas comunicava a seu ministério a decisão de licenciar-se. Procurado por jornalistas e líderes políticos, Café mostrou-se disposto a organizar um governo de coalizão nacional caso o presidente se afastasse em caráter definitivo. Nas primeiras horas do dia 24, depois de receber um ultimato dos militares para que renunciasse, Vargas suicidou-se. A grande mobilização popular então ocorrida desarmou a ofensiva golpista e inviabilizou a intervenção militar direta no governo, garantindo a posse de Café Filho no mesmo dia.

Procurando diminuir o impacto produzido pela divulgação da Carta Testamento de Vargas, Café Filho emitiu logo sua primeira nota oficial, afirmando seu compromisso com a proteção dos humildes, “preocupação máxima do presidente Getúlio Vargas”.

No início de 1955 recebeu do ministro da Marinha um documento sigiloso assinado pelos ministros militares e por destacados oficiais das três armas, defendendo que a sucessão presidencial fosse tratada “em um nível de colaboração interpartidária” que resultasse em um candidato único, civil e apoiado pelas forças armadas. Tratava-se, indiretamente, de uma crítica à candidatura de Juscelino Kubitschek. O presidente apoiou o teor do documento e, diante dos comentários da imprensa sobre sua existência, obteve a aprovação dos signatários para divulgá-lo na íntegra pelo programa veiculado em cadeia radiofônica nacional A Voz do Brasil. Apesar dessa demonstração da oposição militar à sua candidatura, Kubitschek prosseguiu em campanha e seu nome foi homologado pela convenção nacional do Partido Social Democrático (PSD) em 10 de fevereiro.

Juscelino Kubitschek foi eleito e, com a divulgação dos resultados oficiais do pleito, a União Democrática Nacional (UDN) deflagrou uma campanha contra a posse dos candidatos eleitos, voltando a sustentar a tese da necessidade de maioria absoluta. Os setores mais extremados do partido, liderados por Carlos Lacerda, intensificaram sua pregação favorável à deflagração de um golpe militar. Entretanto, Café Filho e o general Lott reafirmaram seu compromisso com a legalidade.

Na manhã do dia 3 de novembro de 1955 Café Filho foi internado no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, acometido de um distúrbio cardiovascular que forçou seu afastamento das atividades políticas. No decorrer do dia 11 o Congresso Nacional, reunido em sessão extraordinária, aprovou o impedimento de Carlos Luz para assumir o cargo, empossando Nereu Ramos, vice-presidente do Senado em exercício, na presidência da República.

No dia 13, Nereu Ramos visitou Café Filho no hospital, afirmando que permaneceria no governo apenas até sua recuperação. Entretanto, Lott e outros generais decidiram vetar o retorno do presidente por considerá-lo suspeito de envolvimento na conspiração contra a posse dos candidatos eleitos. Mesmo assim, no dia 21 Café Filho enviou a Nereu Ramos e aos presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF) uma declaração de que pretendia reassumir imediatamente seu cargo, o que provocou nova movimentação de tropas fiéis a Lott em direção ao Palácio do Catete e a outros pontos da capital. Café Filho dirigiu-se então à sua residência, também cercada por forte aparato militar, que incluía grande número de veículos blindados.

Na madrugada de 22 de novembro, o Congresso aprovou o impedimento de Café, confirmando Nereu Ramos como presidente até a posse de Juscelino em janeiro seguinte. Em 14 de dezembro essa decisão foi confirmada pelo STF, que recusou o mandado de segurança impetrado por Prado Kelly em favor da posse de Café.

Afastado da presidência, trabalhou entre 1957 e 1959 em uma empresa imobiliária no Rio de Janeiro. Em 1961, foi nomeado pelo governador Carlos Lacerda ministro do Tribunal de Contas do Estado da Guanabara, onde permaneceu até aposentar-se em 1969.

Casou-se com Jandira Fernandes de Oliveira Café, com quem teve um filho. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 20 de fevereiro de 1970.

Café Filho, goleiro do Alecrim Futebol Clube

 

Diretores de associação de cabos e soldados têm patrimônio avaliado em R$ 11 milhões

O motorista estaciona o Volkswagen Tiguan na chácara com piscinas e campo de futebol em Itanhém, litoral paulista, às 12h17 da última quinta (13). O patrão, com uma lata de cerveja na mão, conversa com o caseiro enquanto retira do porta-malas equipamento de jardinagem.

O homem é um cabo aposentado que faz parte de um grupo de cinco policiais militares de São Paulo, integrantes da cúpula da Associação de Cabos e Soldados, que acumularam patrimônio milionário.

São bens estimados em R$ 11 milhões, apesar de os cabos e soldados da PM paulista ganharem um dos piores salários da categoria no país. Os cinco policiais dizem que acumularam o patrimônio trabalhando na PM e fazendo bicos.

O presidente da Associação dos Cabos e Soldados de SP, Wilson de Oliveira Morais (com a cerveja na mão), em sua chácara em Itanhaém; sua renda é de R$ 2.500 mensais seu patrimônio estimado é de R$ 2 milhões
O presidente da Associação dos Cabos e Soldados de SP, Wilson de Oliveira Morais (com a cerveja na mão), em sua chácara em Itanhaém; sua renda é de R$ 2.500 mensais seu patrimônio estimado é de R$ 2 milhões – Bruno Santos/Folhapress

Entre os bens deles estão sobrado na praia, apartamento de alto padrão, chácaras e veículos de luxo, inacessíveis à maioria dos cabos e soldados paulistas, que enfrentam dificuldades financeiras após anos sem reposição salarial.

O homem que desembarcava na chácara é o presidente da associação desde 1995, Wilson de Oliveira Morais, 65.

Além dele, integram o grupo quatro diretores, todos cabos aposentados, cujas aposentadorias líquidas variam de R$ 2.436,10 a R$ 5.678,62, e têm patrimônios estimados de R$ 1,5 milhão a R$ 2,9 milhões.

O levantamento dos bens foi realizado pela Folha nos últimos seis meses. Foram consultados cartórios de imóveis em 11 cidades de São Paulo e da Bahia. A reportagem também foi aos endereços que constam nos documentos.

Os nomes dos cinco foram indicados por colegas de farda como tendo padrão de vida incompatível com seus ganhos.

Além do cabo Wilson, a lista tem o diretor financeiro Edmilson Aparecido da Silva; o presidente do conselho fiscal, Gilson Braga; o diretor jurídico Marcelo Aparecido Camargo; e o vice-presidente da entidade, Antônio Carlos do Amaral Duca.

A Associação de Cabos e Soldados é uma entidade sem fins lucrativos e por isso seus dirigentes não podem receber salários. Criada nos anos 1950 com objetivo de defender os interesses da categoria, tem atualmente cerca de 60 mil sócios que pagam mensalidade de R$ 66,92 —ou 4% do salário-base de um soldado.

O orçamento anual da associação é de cerca de R$ 50 milhões e o patrimônio da entidade supera R$ 150 milhões.

A entidade ajuda PMs vulneráveis; um dos trabalhos da associação é entregar cestas básicas a policiais e ajudar famílias sob risco de despejo por atraso no pagamento de aluguel.

Cabo Wilson tem patrimônio estimado em R$ 2 milhões, entre terrenos, casas, sobrado na praia, apartamentos e chácara. A aposentadoria dele, segundo o Portal de Transparência do governo paulista, é de R$ 2.493,60 líquidos.

Só para pagar o caseiro da chácara, no entanto, ele gasta R$ 1.000 mensais.

A estimativa dos valores de imóveis foi feita com base em relato de corretores, zeladores de prédios, antigos proprietários, consulta a sites especializados e valores de referência informados pelas prefeituras.

Para estipular o valor da chácara de Wilson, a reportagem pesquisou áreas na mesma região e com metragem e estruturas semelhantes, que saem por cerca de R$ 600 mil.

O cabo disse que tem a chácara há quase 30 anos e que ela é considerada quase sem valor, por ficar em área invadida. Ele diz não saber quanto gastou na estrutura do local, já que ela foi feita aos poucos.

À Justiça Eleitoral, quando disputou vaga na Assembleia paulista, o cabo Wilson não declarou a chácara. Em 2018, afirmou que seu patrimônio era de R$ 379.843,87.

Na declaração não é listado o dinheiro de uma casa vendida em 2016 por R$ 380 mil, usado posteriormente para comprar um sobrado na Bahia, como conta o próprio cabo Wilson. À Folha ele não explicou a omissão desse valor.

Quem tem o maior patrimônio entre os cinco é o diretor-financeiro Edmilson Aparecido da Silva, 53, com bens estimados em R$ 2,9 milhões, seguido pelo presidente do conselho fiscal, Gilson Braga, 65, com cerca de R$ 2,8 milhões.

Da Silva, como é conhecido, também tem chácara com piscina. São duas áreas em Ibiúna (SP) que juntas medem 4.000 m². O antigo dono da área diz que um terreno de 4.000 m² ali está avaliado em R$ 360 mil.

O patrimônio estimado de Gilson Braga é composto de recursos provenientes de predinhos construídos e vendidos no litoral, além de casa e apartamento na capital.

Já o diretor jurídico Marcelo Aparecido Camargo, 52, tem bens estimados em R$ 2 milhões, como um apartamento de alto padrão em Osasco, avaliado em mais de R$ 1 milhão.

De 2016 a 2017, ele pagava prestações de três imóveis, que somavam R$ 10.440,73 –quatro vezes a aposentadoria dele, de R$ 2.436,10. Normalmente, financiamentos imobiliários permitem o comprometimento de 30% da renda.

O vice-presidente da associação, Antônio Carlos do Amaral Duca, 58, tem bens estimados em R$ 1,5 milhão, e aposentadoria de R$ 3.413,08. Seu padrão de vida chama a atenção: usa Ford Ranger avaliada em mais de R$ 100 mil.

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DIZ QUE PMS FIZERAM BICOS

A reportagem entrevistou o cabo Wilson na sede da associação, na Barra Funda. O advogado da entidade, Ronaldo Tovani, acompanhou a conversa, interrompida por ele algumas vezes. Ele disse que o cabo Wilson poderia processar a Folha pelas fotos da chácara e disse, sem ser questionado, que queria acompanhar a entrevista com Da Silva, que teria matado 32 pessoas quando atuava na Rota.

“[…] O Da Silva eu quero estar perto, porque o Da Silva tem 32 homicídios que estou defendendo. Enquanto for patrimônio, eu não me envolvo. Mas se ele falar alguma coisa dos homicídios dele, eu tenho que entrar no meio. É do tempo que ele trabalhava na Rota”, afirmou o advogado.

Cabo Wilson diz que seu patrimônio é fruto do trabalho como policial e também dos quatro anos como deputado estadual. Ele nega irregularidades em suas gestões. “Às vezes o pessoal fala: ‘Ah, o Wilson ganhou dinheiro de construtora, o pessoal ajudou, não sei o quê’. Nunca pedi um centavo para ninguém”, diz ele.

Cabo Wilson ainda afirmou que os colegas de diretoria também trabalham e que ter carro novo não é sinal de riqueza. “Hoje todos os policiais fazem bico. Mesmo o salário estando baixo, você chega no pátio de um batalhão e vê os policiais com carro novo.”

Sobre os outros integrantes da diretoria, cabo Wilson disse que todos possuem outros recursos além do salário da polícia, provenientes de bicos.

Ele disse que Da Silva sempre fez bico de segurança, assim como Marcelo Aparecido Camargo. “Fazia um bico em uma farmácia. A esposa dele trabalha também.” Segundo ele, Gilson Braga também fazia bicos. “Qual polícia não faz? Se quer ter padrão de vida melhor, tem que trabalhar.”

Por fim, o presidente da associação afirmou que Antônio Carlos do Amaral Duca tinha renda extra como professor universitário e que foi casado com uma advogada.

A reportagem esteve por dois dias na associação para falar com os outros diretores, mas não conseguiu. O vice-presidente concordou em falar, mas a conversa seria junto com Wilson, com o que a reportagem não concordou.

Em nota, o diretor jurídico disse que é associado “há quase 30 anos e integrante da diretoria nos últimos quatro mandatos”. “Meu patrimônio não tem origem na ACS. Sempre fiz ‘bico’, possuo empresa de segurança e minha esposa trabalha no comércio de sapatos. Tudo o que conseguimos foi com muito esforço, tem origem lícita e está declarado em meu IR.”

FOLHAPRESS

Chuva aumenta na costa do Nordeste

Uma frente fria que se afasta pelo oceano e a intensificação dos ventos úmidos marítimos favorecem a formação de áreas de instabilidade que se espalham entre o litoral da Bahia e de Pernambuco neste começo de semana. As nuvens carregadas de chuva se espalham ao longo da segunda-feira e a previsão é de chuva mais frequente, em alguns momentos de moderada a forte intensidade na costa da BA, de SE, de AL e de PE.

Na região de Salvador o dia ainda começa com sol, mas a tendência é que a nebulosidade fique mais concentrada a partir da tarde, quando são esperadas pancadas de chuva mais persistentes.Uma frente fria que se afasta pelo oceano e a intensificação dos ventos úmidos marítimos favorecem a formação de áreas de instabilidade que se espalham entre o litoral da Bahia e de Pernambuco neste começo de semana. As nuvens carregadas de chuva se espalham ao longo da segunda-feira e a previsão é de chuva mais frequente, em alguns momentos de moderada a forte intensidade na costa da BA, de SE, de AL e de PE. Na região de Salvador o dia ainda começa com sol, mas a tendência é que a nebulosidade fique mais concentrada a partir da tarde, quando são esperadas pancadas de chuva mais persistentes.

Na terça e na quarta-feira estas instabilidades associadas à circulação de vento persistente ainda influencia o litoral destes estados. Há condições para chuva moderada a forte, inclusive nas capitais Salvador, Aracaju, Maceió e Recife. No leste da PB e do RN, no norte do CE, do PI e do MA a previsão é de dias de sol e calor e apenas com pancadas rápidas de chuva. Já em praticamente todas as áreas do interior da Região Nordeste, a presença de uma grande massa de ar seco garante uma semana ensolarada, com temperatura elevada e umidade baixa durante a tarde.

Climatempo

Prefeitura de SP regulamenta patinete elétrico e veta uso em calçadas

Será proibida ainda a circulação em calçadas e em vias onde carros circulam a mais de 40 kmh. SP foi a primeira cidade a ter patinetes elétricos compartilhados.

O meio de transporte que tem se multiplicado nas ruas das maiores cidades brasileiras e provocado discussões sobre segurança passou, nesta segunda-feira (13), a ser regulamentado, em São Paulo.

Desde a chegada dos primeiros, há quase nove meses, a liberdade para circular com eles foi quase total. O uso do patinete elétrico compartilhado foi se multiplicando e começaram os conflitos, principalmente nas calçadas.

“As pessoas não sabem usar, não sabem respeitar, se acidentam. Eu já vi vários acidentes, então está bem complicado ainda”, disse o coordenador de TI Flávio de Matos.

Só que, ainda mais grave que a disputa de espaço, são os tombos, o aumento dos acidentes como o que o Fantástico mostrou no domingo (12).

O bueiro rebaixado derrubou a Amanda. “Na hora, já caí, bati a cabeça, bati o rosto, acabei apagando”, contou.

O amigo dela se assustou, acabou caindo e quebrando a clavícula. “A princípio, vai demorar dois meses para poder voltar à vida normal”, disse.

São Paulo foi a primeira cidade do país a receber os patinetes elétricos compartilhados e vai ser a primeira a criar regras para eles. O uso obrigatório do capacete é uma das exigências de um decreto que a prefeitura divulgou nesta segunda-feira (13).

As normas vão valer por 90 dias até que termine a discussão com empresas e representantes da sociedade para apresentar uma regulamentação mais detalhada e definitiva.

Além de exigir o uso do capacete, será proibida a circulação em calçadas e em vias onde carros circulam a mais de 40 km/h. Algumas empresas já fornecem capacete.

“As multas são aplicadas em cima das empresas que detêm o patinete. Da mesma forma que a gente multa uma empresa dona, locadora de veículos. Aepois a locadora, depois a dona do patinete, pode passar essa multa para o usuário. A gente aposta na micro mobilidade, mas não é porque as pessoas usam, estão gostando, – e a gente precisa respeitar isso -, que nós vamos fazer de qualquer forma”, disse o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB).

O mundo passou a discutir os patinetes compartilhados. Nova York proibiu, Londres libera só para quem tem o seu próprio e Paris criou regras bem rigorosas depois da invasão de mais de 15 mil patinetes.

Marcelo Loureiro, empresário do setor, reconhece que as regras são importantes. “A gente é super a favor da recomendação, da regulamentação porque somente a regulamentação vai poder acalmar os ânimos da discussão que estão acontecendo neste momento”, declarou o gerente nacional de empresa de patinete.

As regras são de responsabilidade das prefeituras. Poderão variar de uma cidade para a outra, mas serão importantes para todas elas.

“Se todo mundo fosse educado naturalmente, eu acho que dava tudo certo”, afirmou a aposentada Ina Rodrigues.

Regras para o uso de patinetes na cidade de São Paulo — Foto: Wagner Magalhães/Arte G1
Regras para o uso de patinetes na cidade de São Paulo — Foto: Wagner Magalhães/Arte G1

Jovem de 20 anos morre eletrocutada em festival de funk

Estudante de odontologia, de 20 anos, Maria Fernanda Ferreira de Lima morreu após ter recebido choque durante um festival de funk no Terreirão do Samba, no centro do Rio de Janeiro. Ela estava na área de produção do evento, por volta das 4h deste domingo, 14, ao lado de amigos, e encostou numa barra de metal energizada.

Maria Fernanda chegou a ser levada ao Hospital Souza Aguiar, próximo de onde aconteceu o acidente. Mas teve quatro paradas cardíacas e não resistiu.

Maria Fernanda Ferreira de Lima
Maria Fernanda Ferreira de Lima

Foto: Facebook

Nas redes sociais, a organizadora do evento, a Puff Puff Bass, publicou nota lamentando a morte. “Infelizmente nessa noite, por volta das 4h, fomos informados pelos nossos brigadistas de incêndio de que havia acontecido um incidente. Logo após, nossos médicos decidiram que o melhor a se fazer era encaminhá-la ao hospital. Repassamos essa informação para o Terreirão do Samba e decidimos, a partir desta ocasião, encerrar o evento”. Os organizadores afirmaram também que zelam “pela integridade” dos seus clientes.

O caso está sendo investigado na 6a Delegacia de Polícia, da Cidade Nova, na região central. Os responsáveis pelo Terreirão do Samba e pelo evento já foram ouvidos.

Estadão

Emparn alerta que alta temperatura do oceano tem contribuído para o mormaço em Natal

Enquanto o interior vem tendo registros de chuvas de maior intensidade, felizmente, colaborando para reposição das reservas hídricas, em Natal, a onda de calor, que vem tirando o juízo de qualquer cidadão, deverá seguir pelo menos até abril.

Em reportagem sobre a onda de calor na capital potiguar, a Tribuna do Norte buscou o chefe do departamento de meteorologia da Emparn, Gilmar Bistrot, para explicar o tormento que vem passando o natalense nestes primeiros meses do ano.

O mormaço, segundo Gilmar Bistrot, tem como principal elemento o aumento da temperatura do Oceano Atlântico, acompanhado da umidade elevada e poucos ventos.

Luz do sol sobre nuvens na Itália formam imagem de Cristo, e registro viraliza no mundo

Foto de “Jesus” foi tirada durante o pôr do sol, em Agropoli, na Itália. Imagem: Alfredo Lo Brutto

Alfredo Lo Brutto não imaginava que uma foto tirada em um fim de tarde, na região da Campania, na Itália, daria tanto o que falar. O clique do chef de cozinha rodou o mundo e ele foi entrevistado pela Rai, uma das maiores redes de rádio e TV da Itália.

Na fotografia, as nuvens e o sol dão a impressão de que a figura de Jesus está surgindo no céu, com os braços abertos, como na estátua do Cristo Redentor.

Alfredo estava na praça Sanseverino, uma das principais da cidade, no último sábado (2), quando resolveu fotografar o pôr do sol. Foi quando notou que as nuvens faziam uma figura que lembrava a imagem de Cristo.

“Assim que vi essa imagem brilhante, senti uma grande necessidade de compartilhá-la”, afirmou Alfredo à Rai.

“Imediatamente reconheci como a imagem do Cristo Redentor, de braços abertos, como se quisesse abençoar toda a cidade de Agropoli”.

O pároco local, Bruno Lancuba, afirmou à Rai que a foto é sugestiva.

“Todos podem interpretar pessoalmente de acordo com a intensidade de sua fé”, disse.

Alfredo disse que sentiu uma mudança muito forte em sua religiosidade.

“Depois desta experiência intensa e dos sentimentos fortes que senti, posso dizer que tenho uma fé religiosa ainda maior”, afirmou.

Reprodução

UOL

20% dos brasileiros já terminaram um namoro antes do Carnaval

Carnaval já está chegando e o Sexlog, maior rede social adulta da América Latina, quis investigar se é sério mesmo que as pessoas terminam relacionamentos antes do Carnaval só pra curtir o feriadão na farra.

E não é pouca gente que teria essa coragem, acredita? De acordo com os dados, 21% dos usuários assumiram que já fizeram isso, com destaque para os cariocas (23%) e mineiros (22%).

Mas nem só de notícia triste é feita a pesquisa! Segundo ela, 74% começaram um relacionamento nessa época e não se arrependeram, dando destaque pra galera do Distrito Federal (79%), Paraná (75,8%) e São Paulo (75,2%). Além disso, 58% dos casados afirmam que se aventuraram e já transaram em lugares inusitados durante a folia.

Irmão do presidente hondurenho preso nos EUA por narcotráfico

Irmão do presidente hondurenho preso nos EUA por narcotráficoAFP

Juan Antonio Hernández, irmão do presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, foi detido nesta sexta-feira em Miami por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, informou o governo em Tegucigalpa.

A nota acrescenta que em 24 de outubro de 2016 o presidente Hernández, “diante de crescentes rumores” de envolvimento do irmão no tráfico de drogas para os Estados Unidos, “deixou claramente estabelecida sua posição de que ninguém está acima da lei”.

O ex-chefe do cartel Los Cachiros Devis Leonel Rivera Maradiaga revelou em março de 2017, a um tribunal de Nova York, ter pago subornos a Juan Antonio Hernández quando era deputado.

O cartel traficou toneladas de cocaína para os Estados Unidos antes de ser desmantelado pela DEA, a agência americana de combate às drogas.