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Conta de energia ficará mais barata em janeiro, com bandeira amarela substituindo a vermelha

As contas de luz ficarão mais baratas em janeiro de 2021. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta quarta-feira, 23, que acionará bandeira amarela no próximo mês, com custo adicional de R$ 1,343 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Os consumidores vão continuar pagando um adicional, mas o valor será inferior ao vigente em dezembro. Neste mês foi acionada bandeira vermelha 2, patamar mais alto do sistema, com cobrança de R$ 6,243 a cada 100 kWh.

Segundo a agência reguladora, a previsão de chuvas para o mês que vem sinaliza elevação no nível dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN), o que possibilita o aumento na produção de energia nas usinas hidrelétricas.

A agência, no entanto, reforça ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício de energia.

As bandeiras tarifárias foram criadas em 2015 para sinalizar ao consumidor o custo da geração de energia elétrica no País. Na prática, as cores e modalidades – verde, amarela ou vermelha- indicam se haverá ou não cobrança extra nas contas de luz.

Neste ano, o sistema voltou a vigorar em 1º de dezembro. O mecanismo havia sido suspenso em maio por conta da pandemia do novo coronavírus, mas as condições atuais de geração não permitiram manter as contas sem cobrança adicional.

No sistema atual, na cor verde, não há cobrança de taxa extra, indicando condições favoráveis de geração de energia no País. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,343 a cada 100 kWh consumidos.

Já a bandeira vermelha pode ser acionada em dois níveis, dependendo da quantidade de termelétricas acionadas. No primeiro nível, o adicional é de R$ 4,169 a cada 100 kWh. No segundo nível, a cobrança extra é de R$ 6,243 a cada 100 kWh.

Estadão Conteúdo

Mais uma: Guedes prepara projetos para elevar arrecadação de impostos no curto prazo

Rogério Marinho e Paulo Guedes

Para elevar a arrecadação no curto prazo, o Ministério da Economia prepara um projeto para permitir a cobrança de uma taxa pela valorização de imóveis declarados no IR (Imposto de Renda).

A medida faz parte de um pacote que o ministro Paulo Guedes (Economia) tem chamado de quinta etapa da reforma tributária do governo, cuja meta é elevar as receitas públicas por meio de mudanças na legislação.

O Congresso ainda não aprovou nenhuma etapa da reforma tributária.

Hoje, não é possível atualizar, na declaração anual do IR, o preço do imóvel de acordo com o valor de mercado. Mas, no momento da venda, é necessário pagar uma taxa sobre a valorização do bem (sobre a diferença entre o preço de quando foi comprado e o valor pelo qual foi vendido).

As alíquotas variam entre 15% e 22,5% sobre o ganho de capital, também conhecido como lucro imobiliário. Por exemplo, se imóvel foi comprado em 2001 por R$ 100 mil e vendido em 2020 por R$ 500 mil, a cobrança será sobre a diferença (R$ 400 mil), ou seja, a valorização do bem.

A ideia de Guedes é permitir uma atualização do valor do imóvel e já cobrar uma taxa de 4% ou 5% sobre o aumento do preço do imóvel. A alteração no preço de mercado do bem não deve ser obrigatória.

Isso representaria mais receita para os cofres públicos nos próximos anos. Para o contribuinte, seria vantajoso para quem comprou o imóvel há muitos anos e pretende vender o bem.

Integrantes do Ministério da Economia afirmam que, apesar da redução na alíquota, a medida ajudaria a elevar a arrecadação federal, pois as regras atuais têm brechas para a isenção do tributo sobre o lucro imobiliário, por exemplo, ao usar o dinheiro obtido com a venda para comprar outro imóvel no país.

Os cálculos sobre potencial de arrecadação dessa medida ainda estão sendo finalizados.

Em maio do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que enviaria ao Congresso um projeto de lei capaz de gerar mais receita que a reforma da Previdência, que estava em discussão na Câmara.

Depois, a Receita Federal confirmou estudos de um projeto de reavaliação do valor de imóveis para aumentar a arrecadação federal.

Porém, segundo membros do Ministério da Economia, o impacto da medida nas contas públicas está muito distante do efeito das novas regras de aposentadoria e pensão, que deve cortar cerca de R$ 800 bilhões em dez anos em despesas públicas.

A ideia avançou nas últimas semanas e a pasta de Guedes já trabalha com uma prévia do projeto a ser enviado ao Congresso.

O texto deve prever ainda um regime de regularização de bens imóveis. O objetivo é permitir que quem comprou imóvel de forma lícita, mas não o declarou ou fez a declaração com incorreções, poderá, também de forma voluntária, acertar as contas com a Receita. A alíquota nesse caso deve ser de 15%.

Em outra frente, o governo quer ampliar as renegociações com devedores, permitindo o pagamento —com desconto— de débitos com a União.

Chamado de “passaporte tributário”, o projeto visa encerrar discussões judiciais concedendo redução no montante devido por empresas.

Guedes avalia que grandes companhias têm poder econômico para adiar o pagamento à União e, por isso, o programa buscaria incentivar a quitação da dívida no curto prazo.

Não está nos planos do ministério abrir um novo Refis —parcelamento do débito com desconto. A empresa que aderir ao “passaporte tributário” teria de buscar um financiamento em bancos, por exemplo, para quitar a dívida de uma só vez.

Esse pacote de medidas arrecadatórias tem sido classificado por Guedes a aliados como a quinta fase da reforma tributária. Mas pode ser anunciado antes de outros itens da reforma.

Até hoje, o governo apresentou formalmente apenas a primeira etapa da proposta.

Membros do Ministério da Economia mantêm conversas com congressistas para que as próximas fases sejam incluídas direto no relatório da reforma, em elaboração pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Apesar do plano para elevar receitas em 2021, o principal desafio da equipe econômica no próximo ano é cortar despesas para não deixar o teto de gastos estourar. Essa regra, prevista na Constituição, impede o crescimento das despesas acima da inflação.

Com a entrada de mais dinheiro nos cofres públicos em 2021, a contabilidade do governo federal melhora, mas não alivia a pressão sobre o teto de gastos.

Esse pacote de projetos deve ser apresentado ao Congresso no início do próximo ano. O Ministério da Economia aguarda o resultado da eleição para o comando da Câmara e do Senado, marcada para 1º de fevereiro.

MEDIDAS EM ESTUDO

  1. Permitir a cobrança de uma taxa pela valorização de imóveis, com desconto na alíquota
  2. Permitir a regularização de imóveis comprado de forma lícita, mas com omissões na declaração
  3. Ampliar a renegociação de dívidas de empresas com a União, concedendo desconto para encerrar disputas judiciais

FOLHAPRESS

5 coisas que você não deve fazer na hora de usar o Pix

André Lourenti Magalhães

O Pix, novo serviço de pagamentos do Banco Central do Brasil, foi lançado em novembro e já conquistou os consumidores do país. Segundo pesquisa do IBOPE, divulgada em dezembro, o método de transferências bancárias já ganhou a preferência dos brasileiros com relação a DOC e TED.

As vantagens oferecidas trazem contexto para a preferência: o Pix permite transferências entre diferentes bancos ou instituições de pagamentos; os pagamentos são concluídos em poucos segundos e dados como o número do CPF, do celular ou do endereço de e-mail podem ser usados para localizar a conta de outra pessoa. No entanto, é muito importante tomar alguns cuidados ao usar a plataforma, protegendo-se de fraudes e outros possíveis problemas

Abaixo, veja uma lista sobre o que não fazer na hora de usar o Pix.

1. Realizar operações fora do app do banco

Aplicativos possuem uma área destinada ao Pix (Imagem: André Magalhães/Captura de tela)
Aplicativos possuem uma área destinada ao Pix (Imagem: André Magalhães/Captura de tela)

Todo procedimento do Pix deve ser feito com o usuário logado na plataforma do banco ou instituição financeira. Isso vale desde o cadastro de chaves até os pagamentos: sempre é necessário realizar essas ações pelo aplicativo, depois de acessá-lo com login e senha. Portanto, ao receber uma página externa da Web ou app de terceiros para cadastro ou pagamentos, não forneça seus dados, pois há o risco de fraude.

Para aumentar a segurança nesses casos, algumas dicas são a inclusão da biometriapara acesso ao app e evitar acessar sua conta bancária no aparelho de outras pessoas.

2. Informar dados do cartão de crédito

Pix não exige uso de cartão de crédito (Imagem: Rupixen/Pixabay)
Pix não exige uso de cartão de crédito (Imagem: Rupixen/Pixabay)

Todos os pagamentos do Pix estão associados às contas bancárias, e não a cartões de crédito ou débito. O único dado que precisa ser fornecido para uma transferência é a sua chave cadastrada. Senhas e informações sobre internet banking ou o cartão de crédito não possuem relação com o Pix e, caso sejam solicitados, são fortes indicadores de uma fraude.

3. Usar QR Codes desconhecidos

Preste atenção aos QR Codes (Imagem: Matheus Bigogno/Captura de tela)
Preste atenção aos QR Codes (Imagem: Matheus Bigogno/Captura de tela)

Tome muito cuidado ao escanear um QR Code. É comum encontrar códigos maliciosos, que podem baixar malwares ou redirecionar para páginas que possam coletar seus dados. Verifique todas as informações que são disponibilizadas e de onde o QR Code surgiu, incluindo o nomes e o valor de quem vai receber o pagamento. Se quiser evitar essa experiência, uma alternativa é solicitar outra chave do Pix da pessoa ou empresa que realiza a cobrança.

O mesmo vale para códigos de barras. A recomendação do Banco Central é de que contas e faturas possam apresentar duas formas diferentes para o pagamento: o tradicional código de barras para boletos e um QR Code para o Pix. Não é possível utilizar o Pix para pagamentos que não incluam o código QR.

4. Pagar por transferências

Bancos não podem cobrar taxas em até 30 transferências de Pessoa Física por mês (Imagem: André Magalhães/Captura de tela)
Bancos não podem cobrar taxas em até 30 transferências de Pessoa Física por mês (Imagem: André Magalhães/Captura de tela)

Para pessoas físicas, o Pix possui um limite de até 30 transações isentas de cobrança de tarifas por mês. O usuário é cobrado apenas em casos de Pessoas Jurídicas ou ao ultrapassar esse limite de pagamentos mensal. Caso sua instituição financeira tenha realizado uma cobrança indevida, é importante contestar.

5. Cadastrar a mesma chave em bancos diferentes

Portabilidade é opção para esses casos (Imagem: André Magalhães/Captura de tela)
Portabilidade é opção para esses casos (Imagem: André Magalhães/Captura de tela)

Se você quer usar o Pix por duas instituições diferentes, não é possível repetir a mesma chave. Ou seja: se em um banco você cadastrou seu CPF como chave, é necessário cadastrar endereço de e-mail, telefone celular ou código aleatório em uma segunda instituição. Entretanto, caso tenha cadastrado por acidente, não há motivo para desespero: o Pix permite fazer a portabilidade de chaves entre contas.

6. Transferir sem conferir dados

Confira os dados de quem vai receber (Imagem: André Magalhães/Captura de tela)
Confira os dados de quem vai receber (Imagem: André Magalhães/Captura de tela)

Não é possível desfazer uma transferência pelo Pix. O que pode ser feito nessas situações é tentar localizar a pessoa que recebeu por engano e tentar convencê-la a retornar o dinheiro. Portanto, preste muita atenção na hora de pagar. Após digitar uma chave, o Pix informa o nome completo do destinatário. Certifique-se de que é a pessoa certa e evite transtornos.

Fonte: Canaltech

Incerteza sobre taxas atrasa adesão ao Pix entre pequenas empresas

Apesar de o Pix estar operante desde 16 de novembro, são poucos os pequenos e médios empresários que já oferecem o método de pagamento aos seus clientes ou que começaram a adaptar os seus sistemas à modalidade.

“Ainda existe muita dúvida com relação às taxas e tarifas que serão cobradas no Pix”, afirmou o gerente executivo da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), Daniel Sakamoto.

Dos cinco maiores bancos, apenas Bradesco e Itaú informaram qual será o custo do Pix para contas de pessoas jurídicas depois de um período promocional de isenção (1,40% e 1,45%, respectivamente). Entre as seis maiores adquirentes, apenas duas já anunciaram o custo da cobrança por Pix por meio da maquininha, que variam de 0,99% (Mercado Pago) a de até 1,89% (PagSeguro).

A maioria das instituições concedeu de três a seis meses de isenção para os empresários que querem oferecer o Pix como meio de pagamento.

“Não sabemos quanto vão cobrar da gente. Enquanto não definirem tarifas, não temos como saber se vamos adquirir. Tem empresa que cogita cobrar 1,49% por Pix, que é mais caro que o débito. Isso precisa ser definido. Como usar algo que não sabemos o custo?”, questiona Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (associação dos restaurantes).

Apesar da incerteza quanto a cobrança no futuro, os valores já divulgados são menores do que os cobrados para transações de crédito ou débito, que variam de 1,69% a 6,40%.

 

BANCOS ESPERAM ADESÃO MAIOR NO PRÓXIMO ANO

O setor bancário aponta que existe um volume significativo de companhias que estão em processo de adaptação para adotarem o Pix.

“Ainda estamos em um processo de adesão, de conhecimento do próprio produto. A percepção também é de um consumidor ainda tímido no uso da solução”, afirma o gerente executivo da diretoria de meios de pagamentos do Banco do Brasil, Gustavo Milaré.

Para o diretor de digital cash management do Itaú BBA, Marcos Cavagnoli, parte do motivo pelo qual as companhias ainda não aderiram completamente à nova modalidade é a proximidade do final de ano.

“Vemos muitas empresas se movimentando na direção de implementar o Pix, mas com processos que só iniciam em janeiro ou fevereiro, depois desse congelamento de investimentos e implementações tecnológicas”, afirmou.

Dados do BC apontam que 44 milhões de pessoas e quase 3 milhões de empresas fizeram o cadastro, que começou em 5 de outubro.

“O número de operações que nós temos diários hoje, eu, honestamente, que era mais otimista aqui, achava que ia levar alguns meses, talvez mais de um ano, e a gente atingiu em algumas semanas”, disse Roberto Campos Neto, presidente do BC, na última quinta-feira (10).

“A tendência é de crescimento. As pessoas podem esquecer a carteira, mas dificilmente esquecem o celular. Tínhamos uma projeção bem no início que considerava que o Pix teria cerca de 15% a 20% de participação nas transações dentro de 5 a 10 anos, mas acredito que pode ser muito mais rápido do que isso”, afirmou o diretor de carteira digital do Mercado Pago, Rodrigo Furiato.

Segundo o superintendente no departamento de produtos e serviços do Bradesco, José Henrique Simões Camargo, outro fator que também deve impulsionar a modalidade a partir do ano que vem é a criação de novos produtos a partir do Pix.

“Quem vai determinar o uso e o crescimento desse sistema é o consumidor final. Mas a partir de 2021, outras novidades devem surgir com o Pix, como o saque no varejo. São movimentos que dão velocidade à adesão do sistema”, disse Camargo.

Pesquisa do banco digital BS2 em parceria com o Opinion Box mostra que entre as principais vantagens do Pix percebidas pelos empresários estão o menor custo (49%), praticidade e recebimento ágil de pagamento (47%), realização de pagamentos a qualquer hora do dia (45%) e nos fins de semana (38%).

“À medida que os empreendedores enxergarem as vantagens que o Pix pode trazer para o seu negócio, eles não só tendem a aderir como a priorizá-lo”, afirma Breno Guelman, gerente da área voltada a empresas do BS2.

FOLHAPRESS

Fim do auxílio emergencial e aprovação da independência do Banco Central ajudarão a controlar inflação, diz Guedes

O fim do auxílio emergencial ajudará no controle da inflação, disse hoje (11) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em audiência pública virtual no Congresso Nacional, o ministro também citou a aprovação do projeto de lei que concede autonomia ao Banco Central (BC) como fator que reduzirá as pressões sobre os índices de preços.

“Nós achamos que esse aumento de inflação vai se dissipar. Primeiro, porque o presidente da Câmara [dos Deputados, Rodrigo Maia] vai aprovar o Banco Central independente, que vai impedir que essa alta transitória de preços prossiga. E, segundo, porque a própria suavização do auxílio emergencial, na medida em que ele desce e recai no Bolsa Família. Essa explosão de preços de construção civil, de alimentos, se acalma um pouco”, declarou o ministro.

Guedes criticou a demora na aprovação de medidas que reduzam os gastos públicos e flexibilizem o orçamento. As reformas do pacto federativo e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, paradas no Senado há um ano. Entre as reformas fiscais, dois projetos, um que desvincula recursos parados em fundos públicos e outro que institui um plano de recuperação fiscal para estados, aguardam votação na Câmara.

Segundo Guedes, a equipe econômica fez sua parte enviando as propostas ao Congresso. Agora, cabe aos parlamentares destravar a pauta e votar os textos. “É completamente insensato, quase desonesto, ficar cobrando coisas que já estão entregues. É muito fácil disfarçar desentendimento político passando a conta para quem já fez a sua parte. Não cobrem da economia. Quem faz o timing das reformas é a política. Não adianta devolver a conta para a economia”, declarou.

O ministro também pediu empenho na aprovação da reforma tributária, que tramita em uma comissão mista especial do Congresso. Segundo Guedes, o debate está interditado por causa de acordos entre parlamentares da Mesa Diretora e partidos de esquerda. Ele também disse que acordos entre legendas de esquerda estão atrapalhando o cronograma de privatizações. “Como é que eu vou privatizar se não entra na pauta?”, questionou.

Agência Brasil

Balança comercial do RN fecha com superávit de mais de R$ 500 milhões

A balança comercial do RN fecha com superávit de mais de R$ 500 milhões em 11 meses, de janeiro a novembro de 2020. O valor é considerado 33% menor do que registrado no mesmo período no ano passado. As exportações deste ano somaram U$ 262,96 milhões, tendo uma queda de 13,2%, já que ano passado chegaram a U$ 303,04 milhões. Dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

As importações cresceram 7% e resultaram em U$ 164,63 milhões. Em 2019, as importações em 2019 totalizaram U$ 153,85 milhões.

Dólar cai 10,8% em 38 dias

Depois de começar novembro a R$ 5,74, o dólar+0,15% iniciou um forte movimento de queda e encerrou o pregão de segunda-feira (7) cotado a R$ 5,12 – desvalorização de 10,80% em 38 dias. O deslocamento da moeda continua em dezembro: o patamar atual é o menor desde 22 de julho, quando o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,11.

Alguns fatores externos e internos explicam este cenário. Em escala global, a confirmação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial americana tirou grande parte da tensão do mercado global e aumentou o apetite ao risco de investidores. Com isso, houve uma busca forte dos estrangeiros por mercados emergentes ainda descontados, mas que possuem boas perspectivas.

Já no ambiente doméstico, o Brasil sinalizou avanço nas reformas, privatizações e manutenção do teto de gastos, o que mostrou controle nos gastos públicos do País e impulsionou ainda mais o fluxo positivo de capital internacional na bolsa local.

Neste cenário, a bolsa brasileira ficou entre as que mais receberam aportes em dólar. Segundo dados da B3 de novembro, o saldo de investimento estrangeiro foi positivo em R$ 31,5 bilhões, valor recorde na contagem mensal desde o início da série histórica, em 1995.

Na prática, como a oferta de dólar no País aumentou, o preço recua. “Quanto mais moeda americana temos dentro do Brasil, menor é a sua cotação”, diz Bruno Madruga, sócio da Monte Bravo Investimentos.

Dólar a R$3,80 em 2021?

Para especialistas do mercado consultados pelo E-Investidor, o saldo de investimento estrangeiro deve continuar positivo até o final de dezembro – até o dia 3, o montante era de R$ 2,616 bilhões. Ao que tudo indica, a moeda americana deve continuar perdendo força frente ao real. “É factível o dólar chegar na casa dos R$ 4 em virtude do forte fluxo de entrada no País”, diz Madruga.

Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora de Câmbio, projeta que a cotação pode chegar até R$ 4,80 ainda neste ano se o Brasil encaminhar as reformas e as privatizações. E vai além. Segundo ele, a moeda americana pode cair até R$ 3,80 em 2021. “Isso só será possível com o controle total da pandemia e das contas públicas”, diz.

ESTADÃO CONTEÚDO

WhatsApp lança “carrinho de compras” no Brasil

O WhatsApp lançou na última 3ª feira (8.dez.2020) uma ferramenta para facilitar a compra por meio do aplicativo. O novo “carrinho de compras” permite que o usuário tenha acesso a um catálogo de produtos e envie o pedido diretamente ao vendedor, sem ter que conversar com o estabelecimento, como era necessário até agora.

A ideia é oferecer um catálogo, que pode ser atualizado, com as opções dos produtos que estejam no estoque das lojas. Ao clicar no novo ícone (um carrinho de supermercado), o usuário pode fazer sua escolha sem ter que perguntar o que está disponível. Dessa forma, o empreendedor também tem o processo agilizado, já que não precisa responder às mensagens dos clientes sobre cada produto.

Mas, atenção: o novo ícone substitui o botão de chamada de voz. Se o usuário quiser fazer uma chamada de voz, precisará tocar no botão de chamadas para selecionar as opções de ligação de voz ou vídeo.

No futuro, o WhatsApp quer transformar a ferramenta em uma loja completa e permitir pagamento feito dentro do próprio aplicativo.

Hoje, mais de 13 milhões de pessoas utilizam catálogos comerciais todos os meses no país, segundo o próprio WhatsApp.

PODER 360

Pressão sobre preços é a maior desde o fim da hiperinflação no início do Plano Real


Os preços de insumos que servem de base para a cadeia produtiva brasileira registram a maior alta desde o início do Plano Real. A pressão desse aumento é tal que está espalhando a inflação, antes concentrada no produtor, por vários setores da economia, chegando ao consumidor de forma cada vez mais intensa.

De acordo com levantamento feito pelo economista Andre Braz, do Ibre FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o preço das matérias-primas brutas, como soja, milho, carnes e minério de ferro, acumula alta de 68% nos 12 meses encerrados em outubro, aumento inédito desde o fim do período de hiperinflação.

Entre os motivos dessa alta estão a desvalorização cambial e o aumento do preço desses itens em dólar, no mercado externo. Pesam ainda o desabastecimento de alguns produtos por causa do aumento das exportações e do rápido aquecimento da demanda, após a paralisação de diversas cadeias produtivas por causa da pandemia.

Nem todo esse aumento já chegou ao consumidor, apesar de ser possível identificar reajustes elevados nos preços de muitos alimentos e bens industriais, como eletrodomésticos e eletrônicos.

Os alimentos, por exemplo, acumulam alta no IPA (índice de preços no atacado da FGV) de 25%, sendo que metade desse aumento já bateu no IPC (índice de preços ao consumidor da FGV). O arroz, produto cuja alta provocou até reação por parte do governo, subiu quase 120% no atacado e 62% no varejo, o que mostra o risco de continuidade desses repasses.

A inflação vai continuar a subir até maio do próximo ano, quando deve ficar acima de 6% em 12 meses. Depois cairia, para fechar o ano entre 3,55% e 4,5%, a depender de alguns fatores: a estabilidade ou valorização do real, o fim do ciclo de alta de preços de commodities no exterior e o fim do desequilíbrio entre oferta de demanda, que colocariam a inflação no patamar inferior desse intervalo, abaixo da meta de 2021, de 3,75%, com limite de 5,25%.

FOLHAPRESS

Gás de cozinha fica mais caro e acumula alta de 22% no ano

O gás de botijão usado para cozinhar vai ficar mais caro outra vez. A Petrobras anunciou que vai aumentar em 5% em média os preços do gás do tipo GLP vendido em suas refinarias a partir desta quinta-feira.

O reajuste vem menos de um mês depois do último aumento e poucos dias após a entrada em vigor da bandeira vermelha no sistema elétrico, que vai aumentar as contas de luz em dezembro.

Com esse aumento do preço médio do GLP praticado pela Petrobras será equivalente a R$ 33,89 por botijão de 13 quilos.

O último reajuste foi também de 5% no dia 4 de novembro. No ano, o GLP acumula alta de 21,9% nas refinarias, que vendem o combustível para as distribuidoras.

De acordo com a Petrobras, com base em dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na última semana de novembro, a parcela da companhia correspondia a 43% do preço final ao consumidor.

Os 57% restantes se referem às margens do restante da cadeia, composta por distribuidores e revendedores, além de impostos.

Em nota, a Petrobras informou que a fixação dos preços do GLP em suas refinarias “segue a dinâmica de commodities em economias abertas”. Ou seja, usa como referência o preço do combustível no mercado internacional somado aos custos de importação do GLP, que envolve também logística de transporte.

O GLOBO