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Não é brincadeira: Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, é transferido para UTI para tratamento de Covid-19

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que está afastado desde que que contraiu Covid-19, preside reunião de gabinete no dia 29 de março — Foto: Andrew Parsons / 10 Downing Street / AFP

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi transferido para a UTI de um hospital em Londres na tarde desta segunda-feira (6), onde recebe tratamento para Covid-19.

Ele está consciente e não faz uso de respirador artificial. Segundo a emissora Sky News, a transferência foi uma medida preventiva, para o caso de ele precisar do aparelho.

Mais cedo, ele tinha dito em uma rede social que estava no hospital, sob conselho médico, para fazer testes de rotina, mas que estava bem disposto.

“Eu gostaria de agradecer a equipe brilhante do sistema de saúde pública por cuidar de mim e dos outros nesse período difícil. Vocês são o melhor do Reino Unido”, ele disse em uma rede social.

Ainda nesta segunda, o ministro da Habitação, Robert Jenrick, tinha afirmado que Johnson deveria voltar em breve a seu gabinete.

“Ele permanecerá no hospital enquanto precisar, mas ouvi dizer que ele está indo bem e estou ansioso para que ele volte ao gabinete o mais rápido possível”, afirmou Jenrick à rádio BBC.

“Esta não é uma internação de emergência e, portanto, certamente espero que ele volte ao número 10 em breve”, acrescentou, referindo-se ao número da residência oficial do primeiro-ministro na Downing Street.

O líder conservador, de 55 anos, anunciou em 27 de março que testou positivo para o coronavírus e que permaneceria sete dias em isolamento em sua residência em Downing Street.

Johnson continua liderando reuniões por videoconferência mesmo depois do diagnóstico, e muitos consideraram que a falta de repouso fez com que na sexta-feira continuasse apresentando febre.

No domingo, seu médico decidiu enviá-lo ao hospital para novos exames como uma “medida de precaução”.

Segundo o jornal “The Times”, Johson está no hospital St Thomas de Londres, perto de Westminster.

G1

Rainha Elizabeth II faz pronunciamento inédito diante do surto de coronavírus

Equipe HuffPost

A rainha Elizabeth II, 93, disse ao povo britânico, em pronunciamento realizado neste domingo (5), que o espírito nacional dos britânicos é admirável e pediu que a população supere o tempo de “dor” e de “enormes mudanças” que a pandemia do coronavírus impôs ao país.

O discurso de domingo foi extremamente raro, já que a rainha geralmente só fala à nação em sua mensagem anual do dia de Natal na televisão. Elizabeth, vestida com a cor da esperança, pediu aos britânicos que mostrassem a determinação de antepassados ​​e demonstrassem sua força no presente.

“Vamos nos encontrar novamente”, disse ela em referência direta à música britânica mais famosa dos anos de guerra da década de 1940, quando era adolescente. “Dias melhores voltarão.”

A transmissão ocorreu horas depois que as autoridades disseram que o número de mortos na Grã-Bretanha pelo vírus aumentou em 621 nas últimas 24 horas, contabilizando 4.934 mortes, com expectativa para um cenário de piora.

Juntos, estamos enfrentando esta doença e quero garantir que, se permanecermos unidos e resolutos, vamos superá-la.Rainha

“Juntos, estamos enfrentando esta doença e quero garantir que, se permanecermos unidos e resolutos, vamos superá-la”, disse a monarca direto de sua casa em Windsor Castle, onde está hospedada.

Em teste, remédio antiparasita mata coronavírus em 48 horas

Estudo da Monash University descobriu eficiência de antiparasita em laboratório; ainda faltam estudos e testes em seres humanos para concluir eficácia

Um estudo na Austrália observou que um remédio antiparasita, usado geralmente para tratar verminoses, foi capaz de inibir o crescimento do novo coronavírus Sars-CoV-2 em cultura de células, controlando o microorganismo em 48 horas.

O estudo foi liderado pela Monash University e feito em parceria com o Doherty Institute of Infection and Immunity, e foi publicado na revista Antiviral Research, da Elsevier, no último dia 3.

Os cientistas observaram que uma dose único da droga Ivermectin foi capaz de combater o SARS-CoV-2. Atualmente, a Ivermectin está disponível no mercado em todo o mundo.

“Nós descobrimos que mesmo uma dose única pode essencialmente remover todo o RNA viral em 48 horas e que mesmo em 24 horas há uma redução significativa”, disse a doutora Kylie Wagstaff, que liderou o estudo.

Os cientistas alertam que, apesar do potencial de efetividade do medicamento observado em laboratório, ele ainda não pode ser usado com segurança em seres humanos infectados com o novo coronavírus, tampouco em casos de automedicação. O estudo precisa ser continuado com testes clínicos e testes em humanos para concluir a efetividade da droga em doses seguras para humanos.

Em outros estudos, o Ivermectin já se mostrou eficiente contra outros vírus, como HIV, Dengue, Influenza e Zika vírus.

Outros estudos

Na Universidade Tsinghua, de Pequim, um grupo de cientistas chineses isolou vários anticorpos que diz serem “extremamente eficientes” para impedir a capacidade do novo coronavírus de entrar nas células, o que pode ser útil tanto para tratar como para prevenir a Covid-19.

Já um novo estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, traz um projeto de vacina contra o novo coronavírus que já foi avaliado pela comunidade científica. A pesquisa mostra avanços promissores na criação de uma vacina contra o vírus ao atacar as células ACE-2, às quais o novo coronavírus se liga ao corpo humano para se reproduzir e atacar o organismo, causando sintomas como febre, dores no corpo e dificuldade de respirar.

Em ritmo de desaceleração, Espanha registra mais 674 mortes

Jessica Jones

A taxa de novas infecções e mortes por coronavírus na Espanha diminuiu novamente neste domingo, com o país, um dos mais atingidos pela pandemia, iniciando sua quarta semana de isolamento quase total.
No entanto, o número de 674 pessoas que morreram nas últimas 24 horas caiu em relação às 809 de sábado e bem abaixo do recorde diário de 950 da quinta-feira, informou o Ministério da Saúde.

O número total de infecções registradas aumentou para 130.759 em relação às 124.736 de sábado.

“Os dados da semana e hoje confirmam a desaceleração das infecções”, disse o ministro da Saúde, Salvador Illa, em entrevista coletiva.

“Os dados confirmam que o confinamento está funcionando.”

Ele afirmou que um milhão de kits de testes chegariam à Espanha no domingo e na segunda-feira e atuariam como “triagem rápida” em locais como hospitais e asilos, parte de um esforço para identificar a verdadeira extensão da pandemia de Covid-19.

O diretor da Organização Mundial da Saúde para a Europa, Hans Kluge, tuitou sobre a Espanha: “Otimismo cuidadoso como resultado de medidas ousadas, abordagens inovadoras e decisões corajosas”.

EUA têm mais de 300 mil infectados

Os Estados Unidos já têm mais de 300 mil casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e mais de 8 mil mortes por Covid-19, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, que compila dados sobre a pandemia em todo o mundo.

O total registrado nos EUA pelo Centro de Sistemas, Ciência e Engenharia da instituição neste domingo (5) é de 312.249 casos e 8.291 mortes.

O número de pessoas infectadas nos Estados Unidos dobrou em apenas cinco dias, já que o país ultrapassou a marca de 150 mil casos na última segunda-feira e a de 200 mil na quarta.

O estado americano com mais mortes, segundo a Johns Hopkins, é o de Nova York, com 3.107, sendo que 1.905 foram registradas na cidade homônima. Porém, segundo o governador Andrew Cuomo, foram confirmadas 3.565 mortes em todo o estado.

R7

Argentina bloqueia mil respiradores comprados pelo Ministério da Saúde

O governo da Argentina bloqueou a exportação de 1.000 respiradores pulmonares comprados pelo Brasil para instalação em leitos de UTI nos estados para combate ao coronavírus, disse neste sábado, 4, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo. “Argentina fez o que também fizemos (bloquear exportações). Não é uma crítica. Fechou porque ela vai precisar”, disse Gabbardo. Segundo o secretário, uma empresa contratada pelo Brasil para trazer estes equipamentos agora busca novos fornecedores.

O Ministério da Saúde promete a instalação e o custeio de 2 mil leitos de UTI nos Estados. Já foram enviados kits para montar 540. Cada unidade da federação escolhe onde instalar esses leitos com os produtos enviados pelo governo federal.

Gabbardo lembrou que o Brasil também está controlando a exportação de insumos usados contra a covid-19, além de determinar que a produção nacional seja direcionada ao governo.

Segundo o secretário, o governo contratou a produção de 17 mil respiradores com a indústria nacional. A expectativa é de que os produtos sejam entregues em várias parcelas durante 90 dias.

Além destes, há um contrato de R$ 1,01 bilhão para compra de 15 mil respiradores com uma empresa de Macau, uma região administrativa da China. Gabbardo disse que os respiradores devem ser entregues de forma fracionada daqui a 15 dias.

Os respiradores são essenciais para tratar casos graves da covid-19. O Brasil tem 65.411 respiradores nos hospitais públicos e privados, dos quais 61.772 estão em uso e o restante, parado.

A corrida global por equipamentos para a saúde tem feito o SUS perder contratos que estavam fechados para a compra destes produtos. Uma compra de 600 respiradores para estados do Nordeste, assinada pela Bahia, está retida nos EUA. O governo do Maranhão também perdeu contratos e afirma que, por ora, desistiu de tentar trazer produtos da China, como revelou o jornal O Estadão de S. Paulo.

Estadão

Bolsonaro está colhendo o que semeou com a China, afirma Rubens Ricupero

Cônsul da China escreve carta aberta demolidora a Eduardo Bolsonaro

Foi divulgada, nesta sexta-feira (3), uma demolidora carta aberta de Li Yang, cônsul-geral da China, dirigida ao Deputado Federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

O tom chinês, usualmente moderado, vai, pouco a pouco, subindo a escala, mostrando que a China tem paciência, mas paciência tem limite. Eduardo Bolsonaro, em tuíte do dia 1° de abril, repetiu o que Trump fez algumas vezes, chamando o Covid-19 de “vírus Chinês”. Em determinado momento, Li Yang pergunta ao filho do presidente: “Você é realmente tão ingênuo e ignorante?”, e emenda“.

(…) você deveria saber que os vírus que causam pandemia são inimigos comuns do ser humano, e a comunidade internacional nunca chama os vírus pelo nome de um país ou região para evitar a estigmatização e a discriminação contra qualquer grupo étnico específico. A Organização Mundial da Saúde seguiu esta regra do direito internacional para chamar o novo coronavírus de ‘Covid-19’. Além disso, ainda está por confirmar a origem deste vírus (…) O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos já reconheceu que, durante a chamada ‘epidemia de gripe’ nos Estados Unidos, no ano passado, algumas pessoas teriam morrido por Covid-19. Isso justifica que, muito provavelmente, os Estados Unidos foram a fonte de Covid-19. Mas podemos batizar o Covid-19 como ‘vírus norte-americano’? Não! Do mesmo modo, ninguém no mundo pode chamar o Zika como ‘vírus brasileiro’, apesar do fato da epidemia de Zika ter acontecido e ainda acontecer casos frequentemente no Brasil.”

A lição de moral aplicada pelo diplomata chinês é ampla.

Será que você recebeu uma lavagem cerebral dos Estados Unidos?”, indaga o cônsul para logo adiante lembrar que “Por dois anos consecutivos, dois terços do superávit do comércio exterior do Brasil vieram da China, o seu maior parceiro comercial! (…) O Brasil não deve tornar-se um vassalo ou uma peça de xadrez de um outro país, senão o resultado seria uma derrota total num jogo com boas cartas, como diz um provérbio chinês.”

O que vem a seguir é um recado claro, que certamente não é dirigido apenas à família Bolsonaro:

Deputado Eduardo, há pelo menos uma semelhança entre a cultura confucionista chinesa e a cultura cristã brasileira que é a crença em que sempre existe a causalidade em tudo, razão pela qual temos que pensar nas consequências antes de fazer qualquer coisa (…) A China nunca quis e nem quer criar inimizades com nenhum país. No entanto, se algum país insistir em ser inimigo da China, nós seremos o seu inimigo mais qualificado! Felizmente, mesmo com todos os seus insultos à China, você não conseguirá tornar a China inimiga do Brasil, porque você realmente não pode representar o grande país que é o Brasil. Porém, como é um deputado federal, as suas palavras inevitavelmente causarão impactos negativos nas relações bilaterais.”

A carta termina com um apelo. Apelo este que todos, a começar pelo autor da missiva, sabem que não tem chance de ser ouvido: “seja um verdadeiro brasileiro responsável, ao invés de ser usado como arma pelos outros”.

Leia, a seguir, a íntegra do texto. Vale a pena.

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Coronavírus: EUA são acusados de ‘pirataria’ e ‘desvio’ de equipamentos que iriam para Alemanha, França e Brasil

Autoridades alemãs dizem que 200 mil máscaras teriam sido desviadas para os EUA após determinação de Trump; casos semelhantes afetam outros países


Os EUA foram acusados de redirecionar para si mesmos um conjunto de 200 mil máscaras que tinha como destino original a Alemanha, em um ato descrito como “pirataria moderna”.
Autoridades em Berlim disseram que o embarque das máscaras, produzidas nos EUA. teria sido “confiscado” em Bangcoc, na Tailândia.
As máscaras modelo FFP2, que haviam sido encomendadas pela polícia de Berlim, não teriam chegado a seu destino final. Andreas Geisel, ministro do interior da Alemanha, disse que as máscaras foram “desviadas” para os EUA.
Casos semelhantes, incluindo o que vem sendo descrito como “roubo” de contratos pelos norte-americanos, que estariam fazendo propostas financeiras mais altas do que as já assinadas entre países e fornecedores, também foram reportados pela França e pelo Brasil.

A 3M, empresa americana que produz as máscaras, foi proibida de exportar seus produtos médicos para outros países após o presidente Donald Trump recorrer a uma lei da época da Guerra da Coreia, que aconteceu nos anos 1950.

Na sexta-feira, Trump disse que havia recorrido à regra para fazer com que empresas norte-americanas garantissem mais produtos médicos para a demanda interna dos EUA.

“Precisamos destes ítens imediatamente para uso doméstico. Precisamos tê-los”, disse Trump em sua conversa diária sobre o coronavírus com a imprensa na Casa Branca.
Ele disse também que autoridades americanas estocaram aproximadamente 200 mil máscaras modelo N95, 130 mil máscaras cirúrgicas e 600 mil luvas. Trump não informou em que locais ou países elas foram postas à disposição dos EUA.

O ministro alemão disse que o desvio de máscaras foi um “ato de pirataria moderna”, em um gesto de pressão para que o governo Trump cumpra regras comerciais internacionais.

“Não é assim que se lida com parceiros transatlânticos”, disse o ministro. “Mesmo em momentos de crise global, não é correto usar métodos do ‘velho oeste’.”

Os comentários do ministro Geisel ecoaram reclamações de outras autoridades que também reclamaram sobre as práticas de compras e desvios adotadas pelos EUA.

Na última sexta-feira, uma carga de 600 respiradores artificiais encomendada por estados do Nordeste de um fornecedor chinês não pode embarcar do aeroporto de Miami, onde fazia escala, para o Brasil.


Em nota enviada à imprensa brasileira, a Casa Civil da Bahia informou que “a operação de compra dos respiradores foi cancelada unilateralmente pelo vendedor”

O valor final da compra, de R$ 42 milhões, ainda não havia sido pago pelo governo baiano. A suspeita é de que os EUA tenham oferecido um valor mais alto pelos produtos – uma prática apontada, por exemplo, pelo governo francês.

Naquele país, líderes regionais dizem que estão tendo muita dificuldade para garantir equipamentos médicos, já compradores dos EUA têm “furado a fila” ao oferecer valores de compra mais altos que os já assinados.

A presidente da região da Île-de-France, Valérie Pécresse, comparou a disputa por máscaras com uma “caça ao tesouro”.

“Encontrei um estoque de máscaras disponíveis e os americanos – não estou falando do governo americano – ofereceram o triplo do preço e se propuseram a pagar adiantado”, disse Pécresse.

À medida que a pandemia de coronavírus piora, a demanda por suprimentos médicos fundamentais, como máscaras e respiradores, aumenta em todo o mundo.

Nova York relata dia mais mortífero da covid-19 e pede ajuda

Nathan Layne e Maria Caspani

O Estado de Nova York bateu seu recorde diário de mortes do novo coronavírus, já que computou mais 562 óbitos nas últimas 24 horas e chegou a um total de 2.935, de longe a maior cifra de qualquer Estado norte-americano, disse o governador Andrew Cuomo nesta sexta-feira.

Cuomo alertou que as pessoas “morrerão no curto prazo” devido à falta de ventiladores e leitos hospitalares e pediu que recursos de todo o país sejam enviados a Nova York para ajudar com a crise crescente do Estado – o epicentro do surto nos Estados Unidos.

“Nova York está em crise. Ajudem York. Depois… vão para o próximo lugar à medida que isso se espalha pelo país”, disse Cuomo em um briefing diário sobre a crise de saúde pública. “É assim que derrotamos essa droga de vírus à medida que ele marcha pelo país.”

Cuomo disse que conversou com Jack Ma, cofundador do Alibaba Group, e que está recebendo ajuda da gigante chinesa de comércio eletrônico para o envio de materiais da China, a maior produtora mundial de equipamento de proteção pessoal (PPE), atualmente escasso para profissionais médicos.

O governador, que emergiu como uma voz de projeção nacional na reação ao coronavírus, disse que assinará um decreto para tirar ventiladores e PPE de instalações estaduais que os têm e não precisam deles para lidar com a doença.

“Se quiserem me processar por emprestar seus ventiladores de sobra para salvar vidas, deixem que me processem”, disse Cuomo ao ser indagado se a determinação pode ser contestada legalmente. “Não deixarei as pessoas morrerem.”

Pesquisadores australianos testam antiparasita para matar coronavírus

Foto: Reprodução/Universidade de Pittsburgh

Pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália, anunciaram nesta sexta-feira (3) a descoberta de que um remédio antiparasita disponível ao redor do mundo pode ser capaz de matar o novo coronavírus, causador da covid-19.

Segundo o estudo, quando testado em laboratório, a Ivermectina foi capaz de acabar com qualquer material genético do vírus em 48 horas.

O líder do estudo, Dr. Kylie Wagstaff confirmou que, além da eliminação total em 48 horas com uma única dose, o remédio mostrou, também, eficácia na redução da carga viral nas primeiras 24 horas.

O pesquisador alertou, ainda, que os testes foram realizados in vitro, sendo necessários testes em humanos para garantir a eficácia da droga:

“A Ivermectina é amplamente usada e é vista como uma droga segura. Nós precisamos descobrir agora se a dosagem que é possível de se utilizar em humanos será eficaz”.

Apesar de desconhecer o mecanismo exato de como a Ivermectina atua no coronavírus, o líder do estudo acredita que, baseando-se em estudos anteriores com outros tipos de vírus, ela faz com que vírus pare de “reduzir” a habilidade da célula de se livrar dele.

A droga já havia mostrado eficácia em testes in vitro contra outros tipos de vírus, como os da dengue, da zika, do influenza e até mesmo do HIV.

O próximo passo é definir uma correta dosagem para humanos, garantindo a segurança do paciente, ao mesmo tempo em que o vírus ainda seja afetado. Só a partir daí é que será possível iniciar os testes clínicos.

R7

Itália tem quase 120 mil casos e 15 mil mortes em pandemia

País registrou 766 óbitos óbitos nas últimas 24 horas, seis a mais que na quinta

O número de casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2) na Itália chegou a 119.827, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira, 3, pela Defesa Civil. Isso representa um aumento de 4% em relação ao dia anterior, repetindo a menor cifra desde o início da disseminação dos contágios pelo país, que já havia sido registrada em 31 de março.

De acordo com as autoridades sanitárias da Itália, o país já atingiu o “pico” da pandemia, mas este se apresentará na forma de um “platô”, ou seja, a curva de contágios ainda levará um tempo para começar a cair.

A tendência de desaceleração é verificada há cerca de 15 dias, devido às medidas de confinamento impostas pelo governo. No entanto, como as UTIs italianas seguem saturadas, a diminuição no ritmo de contágio ainda não se reflete no número de mortes, que oscila a cada dia.

Também há questionamentos à mensuração feita pela Defesa Civil, já que a maior parte das regiões testa apenas pessoas que vão ao hospital. O próprio chefe do órgão, Angelo Borrelli, já admitiu que o número real de casos pode ser 10 vezes maior que o balanço oficial devido aos assintomáticos ou indivíduos com sintomas leves que não são rastreados.

Não é gripezinha: EUA registram 1.169 mortes em um dia, novo recorde global


WASHINGTON E ROMA(ANSA)

Com 1.169 vítimas em apenas 24 horas, os Estados Unidos bateram um triste recorde durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2): ultrapassaram a Itália como o país que mais registrou mortos em apenas um dia.

No dia 27 de março, a Defesa Civil italiana anunciou que tinham sido registradas 969 mortes – 919 no dia e outras 50 mortes do dia anterior que não haviam sido contabilizadas. A Itália também foi ultrapassada no número total de contágios pela Espanha, chegando a 117.110 contaminados pela Covid-19 contra 115.242. Madri anunciou que foram 932 mortes nas últimas 24 horas. O balanço dos números do coronavírus na Itália é sempre realizado às 13h (horário de Brasília). Segundo o Instituto Superior de Saúde (ISS) da Itália, o país conseguiu entrar no chamado “platô” de casos, após atingir o pico. Os números, apesar de ainda continuarem muitos altos, estabilizaram e devem começar a cair em breve.

As três nações são as mais afetadas pela pandemia mundial. Os EUA são os que mais registram casos, com 245.573 casos, seguidos pela Espanha e pela Itália. A Alemanha vem na quarta colocação, 84.794 contaminações, de acordo com o Centro John Hopkins.

Já no ranking das mortes, os italianos continuam liderando, com 13.915 falecimentos, seguido pela Espanha, com 10.935, e pelos EUA, com 6.058. A França está na quarta posição, com 5.387 vítimas.

No mundo, os números de casos ultrapassaram a barreira do 1 milhão (1.018.948) de contágios confirmados e 53.211 mortes pela Covid-19. (ANSA)