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Presidente Bolsonaro felicita vitória da esquerda na Bolívia

Luis Arce

RICARDO DELLA COLETTA
O presidente  Jair Bolsonaro felicitou a vitória de Luis Arce nas eleições presidenciais bolivianas na noite desta sexta (23), tornando-se o último país entre os que fazem fronteira com a nação andina a parabenizar o novo líder boliviano.
Ex-ministro de Evo Morales, Arce comandou a volta do MAS (Movimento ao Socialismo) ao poder na Bolívia, em um resultado eleitoral que incomodou o Palácio do Planalto.
O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia chancelou oficialmente nesta sexta-feira (23) a vitória de Arce nas eleições realizadas no último domingo (18). Com 55,2% dos votos, o aliado de Evo Morales conquistou a Presidência já no primeiro turno, derrotando o ex-presidente Carlos Mesa, de centro-esquerda, que obteve 28,9%.

Em nota, o Itamaraty felicitou o resultado eleitoral e saudou “as forças políticas do país pelo respeito à vontade popular expressa nas urnas”.

“O governo brasileiro afirma sua disposição de trabalhar com as novas autoridades bolivianas com vistas à implementação de iniciativas de interesse comum e no âmbito dos laços de amizade, vizinhança e de cooperação que unem os dois países e seus povos”, disse a chancelaria.

Apesar da nota, o Brasil foi o último país entre os vizinhos da Bolívia a fazer o gesto a Arce. Argentina, Peru, Paraguai e até mesmo o Chile –que não tem relações diplomáticas com a Bolívia –parabenizaram Arce dias atrás, depois que institutos de pesquisa e até mesmo opositores já reconheciam a vitória do MAS.

O Itamaraty não havia se manifestado sobre o assunto, mas internamente interlocutores diziam que a hancelaria esperaria o resultado oficial.

A postura do Brasil diverge da adotada quando a atual presidente Jeanine Añez assumiu o poder. Em novembro de 2019, ela se autodeclarou presidente na esteira da crise sucessória aberta com a renúncia do de Evo.

Na ocasião, o Brasil foi um dos primeiros países a reconhecê-la como presidente legítima da Bolívia.

Na nota divulgada nesta sexta, o Itamaraty elogiou Añez e disse que seu governo teve uma atitude “democrática e construtiva”. Arce, por sua vez, considera que Añez não foi eleita de forma democrática.

A data da posse de Arce ainda será definida, mas deve ocorrer no início de novembro.

O MAS também conquistou a maioria nas duas Casas do Legislativo boliviano.

Além dos vizinhos da Bolívia, os latino-americanos Lenín Moreno, do Equador, Andrés Manuel Lopez Obrador, do México, e Luis Lacalle Pou (Uruguai) também parabenizaram o esquerdista.

O ditador venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Evo Morales, publicou uma mensagem nas redes sociais comemorando a vitória do MAS.

Na Bolívia, adversários de Arce já haviam reconhecido a vitória após divulgação da pesquisa de boca de urna na madrugada de segunda (19). A sondagem previa 52,4% para o candidato do MAS, contra 31,5% de Mesa.

Eleições na Bolívia: Esquerda volta ao pode pelo voto popular


BBC

As primeiras projeções da contagem de votos das eleições presidenciais da Bolívia apontam uma vitória do ex-ministro Luis Arce, candidato do partido do ex-presidente Evo Morales, o Movimiento al Socialismo (MAS).

A boca de urna do instituto Ciesmori divulgada pela emissora Unitel deu a Arce 52,4% dos votos, muito mais do que previam as pesquisas eleitorais, no patamar de 40%. O ex-presidente Carlos Mesa, adversário de Arce pela coligação Comunidad Ciudadana (CC), estava nas projeções com 31,5%.

Em terceiro lugar aparecia Luis Fernando Camacho, conhecido como o “Bolsonaro boliviano” e um dos líderes da revolta que contribuiu para a queda de Morales em 2019, com 14,1% dos votos.

Segundo as regras eleitorais da Bolívia, um candidato pode ser eleito no primeiro turno se tiver 50% dos votos mais um, ou atingir o patamar 40%, com dez pontos percentuais a mais que o segundo colocado.

Diversos candidatos mais à direita do espectro político chegaram a desistir de concorrer para tentar evitar uma vitória no primeiro turno, a exemplo da atual presidente, Jeanine Áñez.

A notícia foi divulgada no país depois da meia-noite (horário local), em meio a uma contagem oficial extraordinariamente lenta, que causou incertezas e tensões após um dia de votação que transcorreu com tranquilidade.

“Recuperamos a democracia e recuperamos a esperança”, disse Arce, visivelmente emocionado. “Vamos construir unidade.”

E completou: “Vamos construir um processo de mudança (…) aprendendo com os nossos erros”.

O país sul-americano foi às urnas no domingo para refazer as eleições canceladas há um ano em meio a denúncias de fraude.

O pleito anterior desencadeou uma profunda crise política que resultou na renúncia e fuga do país de Evo Morales e na chegada à Presidência interina da então senadora Jeanine Áñez.

Quem é Luis Arce Catacora?

A trajetória política de Arce está intimamente ligada à de Evo Morales, de quem foi ministro da Economia durante grande parte dos 14 anos em que o então presidente esteve no poder.

Artífice da política econômica de Morales, ele é visto como o responsável pelas reformas que levaram ao crescimento econômico da Bolívia por uma década.

Nascido em 1963 em La Paz em uma família de professores, Arce estudou economia na Bolívia, fez mestrado no Reino Unido e, ao retornar ao país, passou a trabalhar como funcionário público no Banco Central da Bolívia (BCP), onde atuou em diversas posições.

Em paralelo, ele também deu aulas em universidades da Bolívia, dos Estados Unidos e da América Latina, como Harvard, Columbia e a Universidade de Buenos Aires.

Após a ascensão de Morales ao poder, foi nomeado em 2006 para titular do então Ministério da Fazenda, que três anos depois se tornaria o Ministério da Economia e das Finanças Públicas.

Sua gestão é considerada um dos pilares que levaram o país sul-americano não só ao boom econômico mas também à redução da inflação e, principalmente, da pobreza.

À frente do ministério, ele promoveu medidas de incentivo ao mercado interno, equilíbrio cambial e políticas de industrialização ligada aos recursos naturais do país.

Uma de suas medidas mais importantes, e também controversas, foi uma série de “nacionalizações” de empresas privadas, principalmente do setor de hidrocarbonetos, algo que Arce considerava um das bases da economia boliviana nesses anos.

Em 2017, ele renunciou ao cargo por causa de um câncer renal. Voltaria ao posto após um longo tratamento no Brasil e só deixaria novamente o ministério com a renúncia de Morales há quase um ano, no conturbado processo eleitoral.

Em janeiro deste ano, o MAS o nomeou como seu candidato à Presidência, numa chapa composta também pelo ex-chanceler David Choquehuanca. O pleito estava previsto inicialmente para maio, mas a pandemia causou dois adiamentos, até finalmente ser realizada ontem.

A indicação do nome de Arce para a chapa presidencial gerou críticas dentro de seu próprio partido, por ele ser oriundo da classe média urbana, e não das organizações sindicais e camponesas que compõem grande parte da base de apoio do MAS.

Horas de incerteza

Durante as mais de nove horas de urnas abertas, os veículos de imprensa destacaram que o processo eleitoral transcorreu sem grandes incidentes.

Mas a votação não foi singular apenas por sua tranquilidade, por ter sido realizada no meio de uma pandemia ou por causa dos adiamentos anteriores. Foi também por causa da demora para divulgação dos resultados.

Na noite anterior à votação, o Tribunal Superior Eleitoral da Bolívia anunciou que não utilizaria um novo sistema de contagem rápida, e dava como certo o atraso nos resultados.

O presidente do TSE, Salvador Romero, explicou que tomou a decisão porque os testes realizados no sistema não davam confiança à contagem.

“O TSE realizou, ao longo das últimas semanas, testes e simulações do Direpre (sigla para novo sistema de Divulgação de Resultados Preliminares). E queremos informar ao país que os resultados dos testes não nos permitem ter certeza da divulgação completa dos dados que oferecem confiança ao país”, disse.

Conflitos na votação anterior com Morales

A votação em outubro de 2019 era muito mais apertada que a atual.

Os problemas começaram na própria noite das eleições, quando o Supremo Tribunal Eleitoral (STE) suspendeu a rápida contagem dos votos no momento em que a apuração estava 83% concluída. As projeções indicavam que haveria um segundo turno entre o presidente boliviano e Mesa.

No dia seguinte, a apuração foi retomada com 95% dos votos contabilizados e indicando que Morales venceria no primeiro turno por uma margem estreita, mas com mais de dez pontos percentuais de vantagem sobre Mesa, o que seria suficiente para lhe garantir um quarto mandato.

A paralisação do processo de contagem rápida e a retomada com um patamar muito maior para Morales alimentaram suspeitas que levaram a oposição a acusar os resultados de fraudulentos.

As crescentes dúvidas sobre a lisura do processo levaram diversos bolivianos às ruas. A OEA (Organização dos Estados Americanos) e a União Europeia pediram que fosse realizado um segundo turno.

Mas Morales, o primeiro presidente indígena do país, insistiu que havia vencido as eleições e, em resposta às manifestações da oposição, pediu aos seus apoiadores que “defendessem a democracia” nas ruas e impedissem um “golpe de Estado”.

Críticos e apoiadores de Morales passaram a se enfrentar nas ruas, e os confrontos deixaram mortos e centenas de feridos.

Num espaço de três semanas, Morales se declarou vencedor das eleições, denunciou um golpe de Estado, perdeu apoio das Forças Armadas e das polícias e renunciou à Presidência da Bolívia. “Houve um golpe civil, político e policial”, afirmou durante o pronunciamento em rede nacional no qual anunciou sua renúncia.

Dois dias depois, a senadora Jeanine Áñez assumiu a Presidência, e sua posse foi endossada pelo Tribunal Constitucional da Bolívia.

Não se sabe se Morales, que atualmente vive na Argentina, voltará à Bolívia com a vitória de seu aliado.

Vacina contra covid-19: os problemas que levaram a Johnson & Johnson a interromper pesquisa

SeringaA empresa Johnson & Johnson anunciou na segunda-feira (12/10) que suspendeu temporariamente os testes clínicos da vacina contra covid-19 “devido a uma doença inexplicada” em um participante do estudo.

A enfermidade da pessoa está sendo analisada e avaliada por um conselho independente de segurança e monitoramento de dados, bem como pelos médicos e clínicos da empresa, disse a Johnson & Johnson em um comunicado.

“Interrompemos temporariamente a administração de novas doses em todos os nossos ensaios clínicos da vacina candidata, incluindo o ensaio de fase 3 ‘ENSEMBLE’, devido a uma doença inexplicada em um participante do estudo”, afirma o texto da empresa.

A pausa significa que a inscrição online para voluntários, em um ensaio clínico com 60 mil pacientes, foi fechada.

A farmacêutica não quis fornecer mais detalhes, argumentando que devem “respeitar a privacidade deste participante”.

“Estamos aprendendo mais sobre a doença com este participante, e é importante ter todos os dados antes de compartilhar informações adicionais”, acrescentou o comunicado.

Testes

A Johnson & Johnson, que apresenta seus resultados financeiros nesta terça-feira (13/10), disse que essas interrupções são normais em grandes testes com dezenas de milhares de pessoas.

Ele acrescentou que a “pausa da pesquisa” no fornecimento de doses da vacina candidata é diferente de uma “parada regulatória” exigida por autoridades de saúde.

“A interrupção do estudo, onde o patrocinador pausa o recrutamento ou dosagem, é um componente padrão de um protocolo de ensaio clínico”, disse a Johnson & Johnson.

A vacina candidata da empresa é um vetor recombinante que usa um adenovírus humano para gerar uma proteína nas células.

O ensaio, projetado para testar se a fórmula pode prevenir a covid-19 sintomática após um regime de dose única, tentava angariar até 60 mil voluntários em cerca de 215 centros de pesquisa clínica, tanto nos Estados Unidos como no exterior.

A decisão da multinacional americana é semelhante à adotada pela AstraZeneca no mês passado, quando esta interrompeu os ensaios clínicos na fase final também por conta de uma doença não explicada de um participante do Reino Unido. A empresa retomou os testes logo em seguida, depois que se verificou que não elo entre a vacina e a enfermidade.

Os estudos foram retomados no Reino Unido, Brasil, África do Sul e Índia, mas nos Estados Unidos eles ainda estão aguardando revisão regulatória.

Trump defende republicanos que instalaram urnas falsas na Califórnia

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, defendeu nesta quarta-feira, 14, os republicanos da Califórnia que instalaram mais de 50 urnas falsas rotuladas de “oficiais”, uma prática considerada ilegal pelas autoridades estaduais e pela Justiça. “Lutem com vontade, republicanos duros”, escreveu Trump no Twitter, com link para um artigo sobre a ordem de remoção das urnas não autorizadas.

O secretário de Justiça da Califórnia, Xavier Becerra, deu ao Partido Republicano até quinta-feira para remover as caixas falsas, que são etiquetadas como “urna oficial” ou “urna eleitoral” e foram colocadas perto de igrejas, lojas de armas e escritórios do partido em condados de Los Angeles, Orange e Fresno nas últimas duas semanas.

“Enganar os eleitores é errado, independentemente de quem o esteja fazendo”, disse Alex Padilla, o secretário de Estado da Califórnia, em teleconferência com repórteres, acrescentando que as urnas falsas “não são permitidas pela lei”.

Hector Barajas, porta-voz do Partido Republicano da Califórnia, disse que o partido continuará a distribuir as caixas, agora sem nenhum rótulo que as identifique como local oficial de depósito de voto. Ele admitiu que os republicanos eram responsáveis pelas caixas somente depois de ser bombardeado por perguntas de repórteres na segunda-feira.

Segundo Barajas, as ações eram legais porque a lei estadual não restringe a “coleta de votos”, uma prática que permite a terceiros recolher cédulas dos eleitores. “Não há nada em qualquer lei ou regulamento que indique que as caixas de coleta de organizações privadas não são permitidas”, disse.

Califórnia é um reduto do Partido Democrata, que deve garantir os 55 votos do Estado para Joe Biden no colégio eleitoral. Nos últimos anos, o Partido Republicano perdeu tanto espaço entre os eleitores locais que se tornou a terceira força política – atrás de democratas e independentes. A ideia das urnas é aumentar a votação republicana nas disputas para representantes locais, onde o partido tem mais chances de eleger candidatos. / NYT e REUTERS 

ESTADÃO CONTEÚDO

Itália proíbe festas e impõe uso de máscaras dentro de casa

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou hoje novas restrições para conter um novo surto de Covid-19, que inclui proibição de festas, inclusive ao ar livre.

Máscaras serão obrigatórias dentro de casa na presença de visitas.

Bares devem fechar à meia-noite e não poderão servir pessoas em pé a partir das 21h, para impedir aglomerações nas calçadas.

O Antagonista

SpaceX e Vingin Galact têm estudos para desenvolver base de lançamento no RN, diz empresário

Uma base de lançamentos de foguetes no Rio Grande do Norte pode estar nos planos de uma gigante norte-americana: a Space X, empresa de sistemas aeroespaciais e de serviços de transporte espacial. Trata-se de um prospecto da indústria aeroespacial junto ao Governo Federal e que pode se concretizar em uma parceria público-privada.

A proposta é desenvolver o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizada no município de Parnamirim, que se tornou a primeira base aérea de foguetes da América do Sul em 1965. O local opera o lançamento de foguetes de pequeno e de médio porte. Desde a fundação da plataforma, pelo menos 400 lançamentos já foram realizados no local.

A informação privilegiada é do empresário Alex Garcia, CEO da HIMNI.com, empresa americana especializada em inteligência artificial, desenvolvimento de softwares e hardwares customizados que teve acesso ao projeto. “As conversas estão acontecendo, a empresa mostrou interesse em investir R$ 200 bilhões no Brasil nesse projeto. As probabilidades são grandes”, disse.

O interesse da empresa americana, ao prospectar a possibilidade de desenvolver a área, é o  privilégio geográfico da base militar no Rio Grande do Norte, próxima da Linha do Equador, com pouca chuva e uma grande área de impacto representado pelo oceano e condições de ventos favoráveis. “O foco é no turismo espacial, então aquela região pode desenvolver muito”, afirmou o empresário. O local, inclusive, também tem foco nesse setor atualmente.

O diálogo sobre o projeto está sendo traçado pelo empresário Richard Brenson, CEO da VinginGalactic, braço da SpaceX e quem está à frente das conversar com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Por ser uma pauta em desenvolvimento, e que ainda é objeto de prospecção junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o projeto ainda não foi publicizado.

Europa enfrenta efeito rebote do coronavírus

A Europa voltou a registrar nesta semana números preocupantes de novos casos de covid-19, enquanto governos locais tentam conter o avanço do coronavírus sem causar ainda mais danos à economia já fragilizada.

Dos 350 mil novos casos registrados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em todo o mundo na sexta-feira (9), 109,7 mil foram em território europeu. O continente também contabilizou, entre quinta e sexta, 950 mortes.

Após um verão com ares de que o pior já havia passado, a chegada do outono — quando naturalmente a incidência de doenças respiratórias aumenta — algumas regiões da Europa já tiveram que adotar restrições na expectativa de frear a transmissão do coronavírus.

Espanha

Nesta semana, o Ministério da Saúde notificou 241 mortes por covid-19 em 24 horas — entre quinta-feira e sexta-feira. O número representa o dobro do registrado entre quarta e quinta: 126.

O país teve ainda 12.788 novos casos notificados na sexta-feira, totalizando desde o início da pandemia 861.112, com 32.929 óbitos.

A Espanha voltou a figurar no topo da lista de países com maior número de casos de covid-19 no mundo, na sétima posição, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

Quase 40% dos novos casos foram registrados na região da Madri, instada pelo governo central a impor medidas mais duras de contenção do vírus.

O estado de alarme durará 15 dias e terá as mesmas restrições de mobilidade e outras limitações que vigoravam até quinta-feira, antes de serem anuladas por um tribunal de Madri que considerou violar as liberdades dos cidadãos.

Itália

País que se tornou o retrato da crise da covid-19 no Ocidente, logo no início da pandemia, no fim de fevereiro, a Itália registrou na sexta-feira 5.372 novos casos: maior número para um único dia desde 28 de março.

Essa também é a sétima maior cifra de novos casos em 24 horas desde o início da crise. O recorde é detido por 21 de março, com 6.557.

De acordo com o boletim atualizado do Ministério da Saúde, a Itália soma agora 343.770 diagnósticos positivos e 36.111 óbitos causados pelo novo coronavírus, após um acréscimo de 28 vítimas em um dia, seis a mais que na quinta-feira.

Em seis dias, a Itália já superou o número de novos casos da semana passada: são 21.020 diagnósticos positivos desde domingo (4), contra 14.650 da semana passada inteira. Agora o país acumula 12 semanas seguidas de aceleração na pandemia.

Nesta semana, o governo italiano impôs a obrigação do uso de máscara também em locais ao ar livre.

Inglaterra

O número diário médio de casos de covid-19 na Inglaterra dobrou em uma semana, mostrou um levantamento de infecções do ONS (Escritório de Estatísticas Nacionais) na sexta-feira, aumentando o temor de que a epidemia esteja voltando a crescer exponencialmente.

Segundo a estimativa do ONS, os casos novos de covid-19 na Inglaterra estavam em cerca de 17.200 por dia na semana encerrada em 1º de outubro — na semana anterior essa média foi de 8.400 por dia.

A especificação dos números diários do ONS mostrou que, em 1º de outubro, os casos estimados haviam subido para 21.300.

Aproximadamente 224,4 mil pessoas da Inglaterra tiveram covid-19 na última semana, ou uma em 240, um aumento de 92% de infecções na comparação com a semana anterior.

França

A França registrou o recorde de 20.339 novos casos em 24 horas, informou a Agência Nacional de Saúde Pública, na sexta-feira.

O país também teve 62 mortes por covid-19 no período.

Em meio a uma aumento preocupante de novos casos de covid-19, o governo francês anunciou ontem a abertura de 4.000 leitos hospitalares adicionais.

Os números de novas infecções estavam novamente em níveis recordes, com 18.129 casos em 24 horas.

Desde o início da pandemia, 691.977 pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus na França, segundo os registros oficiais, sendo que 32.630 perderam a vida.

Portugal

Portugal registrou na sexta-feira, segundo a DGS (Direção Nacional de Saúde), mais 1.394 casos de infecção pelo novo coronavírus, marca superada apenas pela do dia 10 de abril, que foi de 1.516, recorde desde o início da pandemia da covid-19.

Com a quantidade de novos positivos notificados, o total de casos no país subiu para 83.928. Destes, segundo o balanço oficial, 29.702 seguem sendo considerados ativos.

Além disso, em 24 horas, a DGS contabilizou mais 12 mortes por consequência da covid-19, o que eleva a quantidade desde o princípio da propagação do novo coronavírus para 2.062.

Desde 15 de setembro, Portugal está em estado de contingência, com a adoção de algumas medidas de restrição, que vigorarão, pelo menos, até a próxima quarta-feira.

Alemanha

O número de novas infecções na Alemanha ultrapassou 4.500 por dia na sexta-feira, a maior marca desde meados de abril.

No total, em 24 horas, foram registradas 4.516 infecções, notificou o Instituto Robert Koch, órgão do governo que faz o monitoramento.

O número total de casos desde o início da pandemia subiu para mais de 314 mil, com 9.589 mortes, 11 das quais reportadas entre quinta e sexta. O número de pacientes recuperados é de 271 mil.

A progressão das últimas semanas levanta preocupações de que o pico das infecções no auge da primeira onda na Alemanha seja atingido em breve.

Entre o final de março e o início de abril,  ocorreram cerca de 6.000 novos casos por dia. Em junho havia caído para 300 ou 350, mas a partir de julho voltaram a subir continuamente.

R7

Bolsonero

Estátua do &squot;Bolsonero" no Pantanal

Em uma área devastada pelas queimadas no Pantanal, ativistas do Greenpeace Brasil ergueram uma estátua de quatro metros de “Bolsonero” e escreveram a mensagem “Pátria queimada, Brasil”.  “Com essas ações queremos não apenas chamar a atenção para a destruição sem precedentes do patrimônio ambiental dos brasileiros, como também apontar as causas e seus responsáveis. O Brasil está, literalmente, em chamas, graças à política incendiária do atual governo que, em vez de apresentar ações coordenadas e efetivas de proteção ao meio ambiente e à vida das pessoas, segue tocando a melodia desvairada do seu projeto de destruição, queimando a biodiversidade brasileira e fragilizando a já combalida economia do país”, diz Tica Minami, diretora de programas do Greenpeace Brasil.

ANSELMO GOIS

Vacinas são patrimônios da humanidade e devem ser sempre criadas para o bem comum, não apenas para o sucesso financeiro de um país específico, diz Papa

Foto: reprodução

O papa Francisco voltou a cobrar nesta quarta-feira (07/10) que as vacinas devem ser sempre criadas para o bem comum e não apenas para o sucesso financeiro de um país específico.

Em uma entrevista publicada pelo site Vatican News, o pontífice disse que a saúde é um “bem comum” e que nenhum laboratório pode ser proprietário de uma possível vacina contra o novo coronavírus.

“A vacina não pode ser propriedade do laboratório que a encontrou ou de um grupo de países aliados só por isso. A vacina é um patrimônio da humanidade, de toda a humanidade, é universal porque a saúde é um bem comum, como nos ensina a pandemia [do novo coronavírus]. É um patrimônio comum, pertence ao bem comum e esse deveria ser o critério”, disse o líder católico.

Ao falar sobre a pandemia, Francisco voltou a dizer que a humanidade “não vai sair como antes” da crise sanitária e econômica, ressaltando que “ou vamos sair melhores ou piores”.

“A maneira com que sairemos disso depende das decisões que tomamos durante toda a crise”, acrescentou.

Essa não é a primeira vez que o pontífice se manifesta sobre a vacina anti covid-19 e sua posterior distribuição. Em agosto, o religioso afirmou que “seria triste” se a imunização fosse primeiro para os ricos e não para os mais vulneráveis. Cerca de um mês depois, o líder católico alertou para o “surgimento de interesses particulares […] para se apropriar de possíveis soluções, como no caso das vacinas, para depois vendê-las aos outros”.

O Papa também foi questionado sobre a realização das celebrações e audiências religiosas sem a presença do público por conta da segurança dos fiéis, no ápice da pandemia.

“Foi como falar com fantasmas. Mas, compensei essa ausência física com o telefone e com as cartas. Isso me ajudou muito a medir sobre como as famílias e as comunidades estavam vivendo”, disse ainda.

UOL com informações da ANSA

Trump tem alta de hospital após três dias internado com Covid-19

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve alta do Hospital Walter Reed, em Washington, após três dias internado ao testar positivo para a Covid-19.

Trump seguirá em tratamento na Casa Branca. Ele deixou o hospital andando e usando máscara de proteção individual e foi transportado por helicóptero de volta à sede do governo americano.

O presidente dos EUA está sendo tratado com doses dos medicamentos Remdesivir e dexametasona, que têm eficácia comprovada para casos graves da Covid-19.

Donald Trump foi internado no Hospital Walter Reed na sexta-feira (2), horas depois de confirmar o resultado positivo para o novo coronavírus e após sentir febre.

Durante a sua internação, o presidente dos EUA chegou a receber oxigênio suplementar duas vezes.

‘Não está fora de perigo’

A equipe médica que atende Trump concorda com a alta, mas pondera que “ele não está totalmente fora de perigo ainda”.

“Apesar de ele não estar completamente fora de perigo ainda, a equipe e eu concordamos que todas as avaliações, e mais importante, seu estado clínico, apoiam sua volta para casa de maneira segura”, disse o médico Sean Conley.

Trump continuará o tratamento para a Covid-19 na Casa Branca, onde segue recebendo doses dos medicamentos Remdesivir e dexametasona, que têm eficácia comprovada em casos graves da doença.

O grupo de médicos disse que o presidente não tem nenhuma reclamação em relação a seu sistema respiratório e que não sente febre há 72 horas.

Debate

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja participar do próximo debate presidencial agendado para o dia 15 de outubro, disse o diretor de comunicações da campanha, Tim Murtaugh, à CNN.

Questionado pela CNN sobre os planos de debate, Murtaugh disse: “É intenção do presidente debater”.

Campanha

A internação de Trump a apenas um mês das eleições presidenciais norte-americanas do dia 3 de novembro.

Pesquisa Reuters / Ipsos divulgada neste domingo (4) mostrou que, após o diagnóstico do atual presidente, o candidato da oposição, o ex-vice-presidente democrata Joe Biden, ampliou a sua vantagem para 10 pontos percentuais.