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Maia diz que Bolsonaro não tem coragem de demitir Mandetta e mudar política contra coronavírus


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (3) que, apesar dos ataques, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não tem coragem de demitir o ministro Luiz Henrique Mandetta(Saúde) e mudar a política de enfrentamento ao coronavírus.
As declarações foram feitas durante videoconferência promovida pelo jornal Valor Econômico com o banco Itaú e que contou com a participação de Mário Mesquita, economista-chefe do banco.

“Terrorismo”, diz Bolsonaro sobre foto de covas abertas

Ao falar com apoiadores, presidente voltou a criticar medidas adotadas para estimular o isolamento social, como o fechamento de comércios
Emilly Behnke

O presidente Jair Bolsonaro chamou de “terrorismo” a imagem que mostra funcionários abrindo dezenas de novas covas no cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo. Bolsonaro tem afirmado considerar que há “histeria” em relação à pandemia de coronavírus e, ao falar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, na manhã desta sexta-feira, 3, voltou a criticar medidas adotadas para estimular o isolamento social, como fechamento de comércio e escolas, por causa dos efeitos negativos na economia. Reportagem do Estado mostra que, na Vila Formosa, sepultamentos diários tiveram aumento de 45% e a Prefeitura contratou 220 coveiros para compensar afastamentos na cidade.
“Esse vírus é igual uma chuva, vai molhar 70% de vocês, certo? Isso ninguém contesta. Toda a nação vai ficar livre de pandemia quando 70% (da população) for infectado e conseguir os anticorpos. Ponto final”, afirmou. Ele disse, contudo, que uma “pequena parte da população”, os mais idosos, iriam “ter problema sério”. “Sabemos que vai ter morte, ninguém nega isso.”

Segundo o dado mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de covid-19 ultrapassam 1 milhão no mundo, com mais de 50 mil mortes. Só no Brasil foram 299 mortes até a quinta-feira, 2, segundo o Ministério da Saúde. O isolamento social é considerado por organismos de saúde a forma mais eficaz de se conter a propagação do vírus.

Questionado por um apoiador sobre a imagem que mostra mais de 150 covas rasas abertas no cemitério de São Paulo, Bolsonaro respondeu apenas que considerava “terrorismo”. Ontem [quinta-feira], em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente já havia feito críticas ao prefeito Bruno Covas (PSDB), citando sua proximidade com o governador João Doria (PSDB), de quem é adversário. “Precisa disso?”, questionou o presidente.

Segundo funcionários, a alta demanda de sepultamentos por causa do coronavírus tem exigido a abertura de cerca de 90 covas por dia, o dobro do habitual. Já a Prefeitura afirma que são abertas 100 covas a cada três dias, o padrão, independentemente da pandemia. Segundo o município, as sequências de novas valas servem para “auxiliar na agilidade dos sepultamentos e cada necrópole tem dinâmica própria”.

Aos apoiadores na saída da residência, Bolsonaro disse que “a sociedade não aguenta ficar dois, três meses parada” e que “vai quebrar tudo”. “Você sabe o meu posicionamento. Não pode fechar dessa maneira (o comércio), E atrás disso vem desemprego em massa, vem miséria, vem fome, vem violência”, declarou.

Primando por Parnamirim: Siderley de volta ao PV para voltar à Câmara Municipal

O ex-vereador de Parnamirim Siderley Bezerra voltou ao Partido Verde para voltar à Câmara Municipal.
O empresário Siderley assinou nesta sexta-feira (3) sua ficha de filiação no PV tendo como abonador o presidente do Diretório Municipal de Parnamirim o também empresário SANTANA.

Siderley no exercício do mandato foi considerado um dos vereadores mais atuante de Parnamirim, ele ultimamente estava afastado da Câmara em razão de exercer a Diretoria de Registro de Veículos do DETRAN/RN.

 

Villas Bôas: “Ninguém tutela o Bolsonaro”

Ex-comandante do Exército diz se preocupar com panelaços, mas acredita que presidente vai sair da crise “por cima”
Tânia Monteiro

Na manhã da última segunda-feira, um comboio de carros blindados estacionava em frente a uma casa no Setor Militar Urbano, em Brasília. O presidente Jair Bolsonaro chegava para uma visita inesperada ao general da reserva Eduardo Villas Bôas. O encontro durou poucos minutos, mas foi o suficiente para Bolsonaro receber o apoio público de uma figura que tem forte influência nas Forças Armadas.

Em entrevista na quinta-feira, 2, ao Estado, Villas Bôas avaliou que Bolsonaro acha que “todo mundo” está contra ele. O ex-comandante do Exército afirmou que o panelaço e a economia preocupam, mas disse acreditar que, ao final, o presidente sairá por cima, e o Brasil vai se recuperar.

Na manhã de segunda-feira, o presidente esteve na casa do senhor. À tarde, o senhor publicou no Twitter um post de apoio a ele. Ele pediu seu apoio?

Eu já estava pensando em me manifestar. Ele pediu o meu apoio e eu achei oportuno me posicionar e dizer às pessoas qual é a lógica da sua atuação. Pode-se discordar do presidente, mas sua postura revela coragem e perseverança nas suas próprias convicções. Mas ele não pediu isso explicitamente.

Mas o presidente mudou o discurso na última terça-feira.

Não foi por minha causa. Mudou por ele. Por ele, eu acho.

Mudar o tom do discurso e falar de forma mais conciliatória foi positivo?

Esta é a linha ideal.

Panelaços mostram que ele perdeu apoio?

Particularmente me preocupo com os panelaços. Pode significar perda de apoio. Isso psicologicamente é negativo.

A atuação dele na pandemia compromete uma reeleição?

Está muito cedo para falar de reeleição. Mas panelaços podem demonstrar uma perda de apoio, embora estejam concentrados nos grandes centros.

O presidente está isolado politicamente? Ele se sente isolado?

Não sei. Isso muda muito conforme as circunstâncias.

A decisão do presidente de não endossar o discurso do Ministério da Saúde pró quarentena vai custar caro a ele?

Acho que essa percepção é temporária. Eu acho que ao final, ele vai sair por cima.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que apoiava o presidente, disse que o gabinete do ódio, formado inclusive pelos filhos de Bolsonaro, atrapalha o governo. O grupo e os filhos atrapalham o presidente?

Não comento.

Os filhos do presidente têm uma desconfiança muito grande em relação aos militares, particularmente em relação ao vice Hamilton Mourão. Isso mudou?

Não tem motivo para ter qualquer desconfiança do Mourão. Mourão tem sido um ponto de equilíbrio. Ele é leal ao presidente.

As pessoas criticam o que chamam de radicalismo do presidente. A democracia em algum momento foi ameaçada?

O presidente tem uma maneira de ser que pode colocar as pessoas na defensiva. Mas, em nenhum momento, ele feriu a Constituição. Ele é um democrata. Um aspecto importante é que as pessoas não estavam acostumadas a ver, com tanta contundência, alguém se contrapor ao pensamento que predominava.

Há uma tutela branca no presidente Bolsonaro pelos ministros mais próximos agora, como Braga Netto, da Casa Civil, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo?

Ninguém tutela o presidente.

Como avalia a guerra entre governadores e o presidente?

Cada um tem de fazer a sua parte e não tem de ficar polemizando. A virtude sempre está no meio. Mas tem havido muito oportunismo político. Não quero nominar. Estou falando em geral.

Depois da pandemia, qual a postura que o presidente tem de adotar em relação aos outros Poderes?

Conciliação. Precisamos buscar harmonia.

Como o País vai sair dessa crise? Como se reconstrói um país depois de uma pandemia, com tanta morte e tanto problema econômico?

Eu creio que, talvez não em aspectos concretos como a economia em geral, mas psicologicamente, vamos sair fortalecidos. Certamente teremos problemas na economia, mas sairemos fortalecidos psicologicamente. Assim como nas guerras, vamos sair com disciplina social, espírito de solidariedade, sentimento pelo País e respeito às instituições.
Estadão

Outra: Bolsonaro diz que governadores que determinaram isolamento têm ‘medinho’ do coronavírus

Bolsonaro e Rogério Marinho

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar governadores e as medidas de isolamento criadas para evitar a disseminação do novo coronavírus. O presidente disse duvidar que eles saíssem às ruas, porque têm “medinho” da doença, que se aproxima de 300 mortes no Brasil e já infectou quase 8.000 pessoas.

“Eu fui em Ceilândia e Taguatinga no fim de semana e fui massacrado pela mídia. Duvido que um governador desses [de São Paulo, João] Doria, [de Santa Catarina, Carlos] Moisés, vá no meio do povo. Tá com medinho de pegar vírus?”, disse Bolsonaro.

Depois de adotar um tom mais brando em pronunciamento oficial na última terça-feira, dizendo que o país vive “o maior desafio” da atual geração, o presidente voltou a minimizar os impactos do novo coronavírus, que já matou 50 mil pessoas pelo mundo e tem mais de um milhão de casos confirmados.

Ele voltou a criticar as medidas de distanciamento e pediu a normalização dos empregos. “Não pode deixar de trabalhar. Vamos cuidar dos idosos… Você cuida do seu pai, eu cuido da minha mãe. Por quê? A segunda onda que vem em função do desemprego vai ser terrível”, disse.

Mais uma: Bolsonaro diz faltar humildade a Mandetta, mas não o demitirá ‘na guerra

Bolsonaro admite que vem ‘se bicando’ com o ministro da Saúde: “Em alguns momentos, acho que teria que ouvir mais o presidente”

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou hoje que não pretende demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em meio à pandemia do coronavírus. Mas admitiu que os dois vêm se “bicando”

“Não pretendo demiti-lo no meio da guerra, mas em algum momento ele extrapolou. Sempre respeitei todos os ministros. A gente espera que ele dê conta do recado. Não é uma ameaça para o Mandetta. Nenhum ministro meu é ‘indemissível’, como os cinco que já foram embora”, afirmou Bolsonaro em entrevista à rádio Jovem Pan.

“Em alguns momentos, acho que o Mandetta teria que ouvir mais o presidente. Ele disse que tem responsabilidade, mas ele cuida da saúde, o (Paulo) Guedes da economia e eu entro no meio. O Mandetta quer fazer valer muito a vontade dele. Pode ser que eles esteja certo, mas está faltando humildade para ele conduzir o Brasil neste momento.”

Ainda segundo Bolsonaro, “aquela histeria, aquele clima de pânico, contagiou alguns lá [dentro do Ministério da Saúde]”. “Já está no momento de todo mundo botar o pé no chão”, cobrou.

Flávio Dino propõe que Bolsonaro entregue o governo a Mourão

Governador do Maranhão foi a reunião do Conselho da Amazônia, presidido por Mourão


Guilherme Amado

O governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB, saiu há pouco de uma reunião com o Conselho da Amazônia, sob a presidência de Hamilton Mourão, e decidiu tornar pública a percepção que vinha consolidando nas últimas semanas: a de que Jair Bolsonarodeveria entregar o governo ao vice.
Disse Dino à coluna:

“Tivemos uma reunião com diálogo técnico, respeitoso, sensato. Claro que Mourão não é do meu campo ideológico. Mas, se Bolsonaro entregar o governo para ele, o Brasil chegará em 2022 em melhores condições”.

Governador do Distrito Federal endurece medidas contra Covid19 e estende quarentena até 31 de maio

Tudo continua fechado: escolas, comércio, parques, shoppings, museus etc


Diário do Poder
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, assinou decreto nº 40.583, há instantes, estendendo de 5 de abril para 31 de maio a suspensão de aulas, o fechamento do comércio e a proibição de quaisquer eventos que estimule a aglomeração de pessoas, incluindo missas e cultos. O decreto já foi publicado em edição extra do Diário Oficial, esta noite.

Ele decretou a suspensão de atividades educacionais em todas as escolas, universidades e faculdades, das redes de ensino pública e privada, no âmbito do Distrito Federal.

Os eventos proibidos são aqueles que dependam de licença do Poder Público. Também estão cancelados eventos esportivos no Distrito Federal, atividades coletivas de cinema e teatro, o funcionamento de academias esportivas e de ginástica, e a visitação a museus, zoológico, parques ecológicos, recreativos, urbanos, vivenciais e afins, além o funcionamento de boates e casas noturnas.
Comércio fechado

Ibaneis também proibiu o atendimento ao público em shopping centers, feiras populares e clubes recreativos. No caso dos shoppings, ele abriu exceção para funcionamento de laboratórios, farmácias, clínicas e consultórios médicos, odontológicos e veterinários.

No caso das feiras permanentes, só está permitida a comercialização exclusiva de gêneros alimentícios, seja para consumo humano ou animal, sendo vedados o funcionamento de restaurantes e praças de alimentação, o consumo de produtos no local e a disponibilização de mesas e cadeiras aos frequentadores.

Continuarão fechadas ao atendimento ao público todas as agências bancárias e cooperativas de crédito no DF, públicas e privadas, excetuando-se os atendimentos referentes aos programas bancários destinados a aliviar as consequências econômicas do novo Coronavírus, bem como os atendimentos de pessoas com doenças crônicas.
Também a realização de cultos, missas e rituais de qualquer credo ou religião está proibida , assim como estabelecimentos comerciais, de qualquer natureza, inclusive bares, restaurantes, lojas e afins, inclusive, quiosques, foodtrucks e trailers de venda de refeições. Ficam fechados igualmente os salões de beleza, barbearias, esmalterias e centros estéticos, além do comércio ambulante em geral.

O que está liberado
Em seu decreto, o governador libera o funcionamento normal de clínicas e consultórios médicos e odontológicos, laboratórios e farmácias, além clínicas veterinárias, mas somente para atendimento de urgências.

Também continuarão abertos supermercados, hortifrutigranjeiros, minimercados, mercearias, açougues, peixarias, comércio estabelecido de produtos naturais, bem como de suplementos e fórmulas alimentares, sendo vedado, em todos os casos, a venda de refeições e de produtos para consumo no local.

Podem continuar funcionando padarias e lojas de panificados, apenas para a venda de produtos, para além lojas de materiais de construção e produtos para casa, incluídos os home centers, postos de combustíveis, lojas de conveniência e minimercados em postos de combustíveis, sendo vedados o consumo de produtos no local e a disponibilização de mesas e cadeiras.

Petshops e lojas de medicamentos veterinários ou produtos saneantes domissanitários estão autorizados a funcionar normalmente, além de toda a cadeia do segmento de veículos automotores. As empresas de tecnologia também podem abrir, mas não as lojas de equipamentos e suprimentos de informática.

Funerárias, lotéricas e correspondentes bancários, serviços delivery de lavanderias e floriculturas estão autorizadas a funcionar, tanto quanto quaisquer operações de entrega em domicílio, pronta entrega em veículos e retirada do produto no local, sem abertura do estabelecimento para atendimento ao público em suas dependências.

Afrouxando Bolsonaro diz que avalia nova reunião com governadores

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que avalia a realização de uma reunião com governadores para discutir a volta paulatina das atividades nos estados que adotaram medidas de isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus.
Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da TV Band, Bolsonaro disse que há interesse de sentar à mesa com governadores para decidir como será realizada essa volta.
Mais uma vez, o presidente defendeu que é preciso tratar da saúde e da vida, mas não se pode esquecer do emprego. Ele avaliou que a atual situação leva a uma perda de receita dos Estados e provocou na entrevista.

Bolsonaro sanciona o coronavoucher de R$ 600

Jair Bolsonaro sancionou o projeto que garante auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, o “coronavoucher”, e de R$ 1.200 para mães responsáveis pelo sustento da família.

A intenção da ajuda é amenizar o impacto da crise do novo coronavírus sobre a situação financeira da população que teve sua renda reduzida ou a perdeu.

A decisão será publicada em edição extra do Diário Oficial.