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Impopular, Temer vê reuniões com parlamentares caírem 48% sob eleições

Os candidatos de Temer no RN: Carlos Eduardo Alves para governador e Garibaldi Alves para o Senado

Sem popularidade para aparecer em palanques e limitado pela legislação, o presidente Michel Temer (MDB) viu diminuir em 48,3% as reuniões com parlamentares desde 7 de julho, quando começou o período eleitoral.

Levantamento do UOL verificou que de 1º de janeiro a 6 de julho deste ano, Michel Temer teve 508 audiências com deputados federais e senadores. Entre 7 de julho e 12 de agosto, foram 52 encontros. Considerando-se a quantidade de dias em cada período analisado – 187 e 37, respectivamente – e a média de audiências por dia, os parlamentares diminuíram em 48,3% as idas ao gabinete no Palácio do Planalto.

A reportagem analisou audiências de deputados e senadores com o presidente, sozinhos ou acompanhados, registradas na agenda oficial de Temer disponível no portal da Presidência. Foram desconsiderados encontros para fotos, eventos, reuniões com bancadas e contatos telefônicos realizados no período.

Temer sem força como cabo eleitoral

Embora o período que envolve as eleições tenha começado no início de julho, a campanha oficial teve a largada dada nesta quinta (16) – sem a presença de Michel Temer como cabo eleitoral.

A situação do presidente como fiador de “pupilos” no pleito deste ano se difere drasticamente da de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2010. Naquele ano, Lula era o principal personagem por trás da campanha de Dilma Rousseff (PT) ao Planalto. Lula contava com 87% de aprovação – seu recorde de popularidade –, segundo pesquisa Ibope à época.

Neste ano, o presidenciável do MDB, Henrique Meirelles, por exemplo, tem se apresentado como candidato da “própria história” e cita com frequência o fato de ter comandado o Banco Central durante o governo de Lula. Quando afirma ter sido ministro da Fazenda, nem sempre fala no atual mandatário.

Até os ex-ministros de Temer têm evitado se vincular à presente gestão. Eles costumam defender o trabalho realizado à frente das pastas como bandeira preponderante. No entanto, a maioria exclui o nome do ex-chefe dos discursos.

Envolvido em investigações que apuram supostos esquemas de corrupção e alvo de duas denúncias pela PGR (Procuradoria-Geral da República) a serem retomadas após o fim do mandato, Temer conta com o pior percentual de avaliação do governo de um presidente desde que teve início a série histórica do Ibope, em 1986, no governo José Sarney (MDB).

De acordo com pesquisa Ibope de 28 de junho, 79% dos entrevistados classificaram a atual gestão como ruim ou péssima. Entre os entrevistados, 4% avaliaram o governo Temer como ótimo ou bom, 16% como regular e 1% disseram não saber ou não responderam. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Legislação limita ações da Presidência

Durante o período eleitoral, a Presidência da República fica mais restrita para promover ações governamentais e propagandeá-las. A legislação estabelece que agentes públicos não podem fazer qualquer comunicação que possa configurar “propaganda eleitoral, conduta vedada, abuso de poder político ou econômico, seja nas modalidades expressa, subliminar, disfarçada ou dissimulada”.

O governo também tem de garantir o que a lei chama de “igualdade de oportunidades entre os candidatos”. Ou seja, não pode privilegiar um ou outro concorrente no pleito. Uma foto de Temer com um político que participará das eleições tirada entre 7 de julho até 28 de outubro – data do segundo turno –, portanto, seria irregular.

As ações publicitárias precisam ser autorizadas de forma prévia pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e tratar de atos, programas, obras, serviços e campanhas, além de atender a requisitos como gravidade e urgência. Propagandas de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado no caso de empresas estatais federais, como a Petrobras, estão permitidas.

Embora não seja candidato, para não incorrer em um possível crime eleitoral, a Presidência decidiu reduzir a exposição do presidente Michel Temer na NBR – canal de televisão do governo – e não mais transmitir ao vivo a maioria dos eventos dos quais participa. O presidente abriu uma exceção nesta segunda (13) em uma reunião sobre o decreto de relicitações no Planalto exatamente sob a justificativa de transparência. Investigado no decreto dos portos, ele defendeu não redigir os atos.

A Presidência ainda trocou imagens com a marca da gestão Temer por imagens neutras nos perfis nas redes sociais e criou uma página online com dúvidas frequentes sobre o tema voltada a servidores.

Imagine aqui no RN? Vice de Romário é vítima de assalto em restaurante no Rio

Pauline Almeida

Colaboração para o UOL, no Rio

O deputado federal Marcelo Delaroli (PR) foi vítima de um assalto na noite deste sábado (18), na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Ele e mais dez pessoas de sua comitiva jantavam no Cervantes Bar e Restaurante quando quatro homens, três armados de pistola e um de fuzil, invadiram o local por volta das 22h30. Delaroli é atualmente candidato a vice-governador do Rio de Janeiro na chapa com Romário (Podemos).

“É a sensação que todo carioca passa ultimamente, impotência muito grande, revolta muito grande, muita gente chorando, criancinha chorando, doído demais”, contou o deputado em entrevista ao UOL.

Ele estava acompanhado por assessores e três policiais, um deles o tenente-coronel Sérgio Porto, comandante do 15º Batalhão de Duque de Caxias. O momento mais tenso, segundo o deputado, foi quando um dos policiais – que estava armado – correu para os fundos do restaurante com medo de ser reconhecido.

O policial, que preferiu não se identificar, disse que viu os dois primeiros assaltantes entrarem no restaurante com um fuzil e uma pistola. “Eu consegui sair da mesa e ficar atrás do restaurante. Não tinha como reagir porque era um fuzil e uma pistola, o restaurante estava cheio, preferi me ausentar e comuniquei para vir reforço”, relatou.

Do Blog do Primo: Imagine se um candidato a vice-governador do RN fosse assaltado aqui no RN? Certamente, a oposição do grupo Alves/Rosado/Maia iria fazer um grande estardalhaço contra o governador Robinson Faria. 

 

Bolsonaro diz que Bíblia prega armamento

O GLOBO

O deputado Jair Bolsonaro (PSL), candidato a presidente, explicou ao GLOBO o que ele quis dizer com a frase “Leia o Livro de Paulo”, que pronunciou no final do embate com Marina Silva (Rede) sobre direitos das mulheres e violência, no debate de ontem na Rede TV!

— Paulo fala: “venda suas capas e comprem espadas”. Está na Bíblia — afirmou ele, que não se lembra do capítulo onde estaria a passagem.

Na verdade, a passagem é do Evangelho de Lucas, capítulo 22, versículo 36. No texto, Jesus Cristo diz para seus apóstolos: “Agora, porém, o que tem bolsa, tome-a, como também o alforge; e o que não tem dinheiro, venda a sua capa e compre espada”. Doutor em Teologia Bíblica pela Universidade Gregoriana em Roma, Waldecir Gonzaga chama atenção para o fato de que no mesmo capítulo, mas no versículo 49, Pedro fere, com uma espada, a orelha de um soldado. Jesus, então, coloca a mão na orelha do soldado, cura o ferimento e proíbe o uso de violência entre seus apóstolos. Para Gonzaga, é preciso muita cautela ao interpretar passagens bíblicas.

— A questão mais complicada é esse apelo ao religioso para poder justificar qualquer coisa. Os textos sagrados, as sagradas escrituras, são trimilenares ou bimilenares. Temos, no mínimo, dois mil anos de diferença. Elas precisam ser analisadas dentro do contexto da época e não apenas literalmente. Não condeno o candidato por errar a passagem. Não tenho dúvidas de que o século XXI será o mais religioso depois do periodo medieval. O problema é o mal-uso que estão fazendo da religião. Os governantes precisam pensar antes de falar — explica Gonzaga.

O presidenciável participou, neste sábado, da formação de catetes na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, a 170 km do Rio de Janeiro.

— A Bíblia é nossa caixa de ferramenta. Quando ela (Marina) disse que eu estava errado em falar em armamento, na Bíblia tem essa passagem.

Marina entrou em confronto com Bolsonaro no debate e o criticou por querer ganhar “no grito” e na “violência”. Mencionou também o episódio em que ele ensina uma criança a imitar um revólver com os dedos.

— Você acha que pode resolver tudo no grito, na violência. Nós somos mães, educamos nosso filhos. Você fica ensinando para os jovens que têm de resolver as coisas na base do grito, Bolsonaro — disse Marina no debate.

— É que naquele tempo (da Bíblia) não tinha arma de fogo, se não com toda certeza seria ponto 50 e fuzil — disse Bolsonaro na manhã deste sábado.

Ataque a Lula e bate-boca entre Meirelles e Boulos; veja frases do debate

Do UOL, em São Paulo

Assim como o primeiro, o segundo debate entre os candidatos à Presidência da República, realizado pela RedeTV! em parceria com a Istoé na noite desta sexta-feira (17), teve poucos embates, exceto a discussão entre Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSL) e uma discussão entre Henrique Meirelles (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL).

Entre as afirmações dos candidatos, teve críticas da greve dos caminhoneiros, muitas menções a Jesus, Deus e a Bíblia, e algumas alfinetadas, principalmente a quem já ocupou cargos na política. Confira:

Nelson Almeida/AFP

Você é um deputado, um pai de família. Você, num dia desses, pegou a mãozinha de uma criança e ensinou como é que se faz para atirar. Você sabe o que a Bíblia diz sobre ensinar uma criança? ‘Ensina a criança no caminho em que deve andar e, até quando for grande, não se desviará do caminho.’ É esse o ensinamento que você quer dar ao povo brasileiro? E, numa democracia, o estado é laico.

Marina Silva (Rede), respondendo Bolsonaro (PSL) sobre flexibilização do armamento

Nelson Almeida/AFP

Quero dizer e deixar bem claro, na primeira semana vamos adorar o Senhor. Na segunda semana, vai ter um comunicado: ‘Todos os desempregados do Brasil, compareçam na unidade militar mais próxima da sua residência’.

Cabo Daciolo (Patriota), respondendo sobre sua proposta para aumentar os empregos

Nelson Almeida/AFP

Corria o ano de 95, eu escrevi o livro e propus o IVA [imposto simplificado] (…) e as lideranças de São Paulo ficaram contra. Se você faz o IVA, você passa a cobrar o imposto no destino e São Paulo perde, porque São Paulo tem a maior concentração da indústria brasileira. Eu fico feliz que o estimado amigo tenha evoluído, apesar de, na prática, ter ficado contra todas as vezes.

Ciro Gomes (PDT) em resposta a Geraldo Alckmin (PSDB), após tucano propor a criação do IVA

Nelson Almeida/AFP

Quero dizer aqui sobre os “50 tons do Temer”, que eu acho que 40 desses tons são vermelhos, que são do PT e dos seus aliados, porque foram eles que escolheram o Temer de vice da Dilma. Aliás, escolheram duas vezes. 

Geraldo Alckmin (PSDB), comentando expressão de Guilherme Boulos

Paulo Whitaker/Reuters

Nas escolas, hoje em dia, o que se aprende? Ideologia de gênero, partidarização, análise crítica das questões, nada além disso. (…) O professor hoje em dia está mais preocupado em não apanhar do que ensinar. [Nosso plano] é fazer em grande parte das escolas no ensino fundamental a militarização, ou seja, colocar diretores vindo do meio militar para que essa garotada possa aprender algo para o futuro

Jair Bolsonaro, sobre baixo nível de aprendizagem nas escolas

Nelson Almeida/AFP

O político inelegível não é um preso político, ele é um político preso. E essa encenação de candidatura é uma afronta ao país, é um desrespeito à Justiça, é uma violência ao estado de direito e à legalidade democrática. Não há como admitir esta vergonha nacional de uma encenação de uma candidatura que não pode existir. A democracia exige respeito à lei.

Álvaro Dias (Podemos) comentando sobre o candidato do PT, Lula, que está preso em Curitiba

Paulo Whitaker/AFP

Esta equipe que eu montei quando era presidente do Banco Central criou milhões de empregos para quem de fato trabalha, não é? Não é para apenas para quem faz agitação e procura ocupar terra de outras pessoas que trabalharam duro, não é verdade?

Henrique Meirelles, em tréplica a Guilherme Boulos

Nelson Almeida/AFP

Henrique Meirelles fez uma insinuação a respeito de trabalho. Quero dizer que eu não sou banqueiro. Eu sou professor, escrevo, e ganho minha vida honestamente. Luto ao lado dos sem-teto com muito orgulho há 17 anos, de quem precisa de casa. Estou junto com os sem-teto, com os sem-terra, só não estou junto com os sem-vergonha como alguns aqui estão.

Boulos responde, durante embate com Daciolo, a provocação de Meirelles

Daciolo denuncia Nova Ordem Mundial e pede volta de voto em papel em debate

Rafael Krieger/Colaboração para o UOL

O candidato à presidência Cabo Daciolo, do Patriota, voltou a citar uma teoria da conspiração durante um debate, desta vez na RedeTV!. Depois de alertar sobre a Ursal no primeiro debate na Band, ele denunciou que as urnas eletrônicas estariam beneficiando um “candidato da Nova Ordem Mundial” nas eleições brasileiras.

Ao questionar Guilherme Boulos (PSOL) sobre a credibilidade das urnas eletrônicas, Daciolo, com a Bíblia em mãos, afirmou que o sistema é fraudulento e pediu a volta das cédulas de papel. Depois da fala, o termo “Nova Ordem Mundial” chegou ao topo do ranking dos termos mais comentados no Twitter.

“Tem que haver as cédulas, senão já está tudo escrito lá no final, já está tudo programado, já tem um candidato da Nova Ordem Mundial para entrar no país. E não fique pensando que é teoria da conspiração, não. Por que tinha uma lei federal para colocar o voto impresso e não colocaram? Vamos votar em cédulas para honra e glória do senhor Jesus”.

Ao falar sobre “Nova Ordem Mundial”, Daciolo se referiu à suposta existência de uma organização de setores da elite com o objetivo de comandar um governo global, ideia geralmente associada à maçonaria e aos Illuminati. No debate da Band, o candidato havia alertado sobre a criação de uma União das Repúblicas Socialistas da América Latina, a Ursal. A nova teoria da conspiração voltou a divertir a internet

Da cadeia, Cunha cita Henrique Alves, defende candidatura de Lula e declara apoio a Meirelles

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Eduardo Cunha e seus amigos Alves no RN – aqui seu candidato a senador é Garibaldi Alves e seu governador é Carlos Eduardo Alves

CONGRESSO EM FOCO

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso em desde outubro de 2016 na Operação Lava Jato, divulgou “carta à nação” em que defende o direito de o ex-presidente Lula disputar a eleição de outubro e diz que é, a exemplo do petista, um “troféu político da República de Curitiba”. Cunha afirma que foi condenado sem provas, “baseado exclusivamente na palavra de um delator que ‘ouviu dizer’”, e que é vítima de “arbitrariedades” da Justiça e de uma “perseguição” por ter sido o responsável pelo impeachment da ex-presidente Dilma.

Na carta, ele ataca o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Lava Jato, a quem acusa de manobrar e fazer uma “verdadeira obstrução da prestação do serviço jurisdicional” para impedir sua soltura. Condenado a 15 anos de prisão por corrupção, Cunha tem contra si duas prisões provisórias. Uma delas, determinada por Fachin, é baseada na delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F.

“No STJ, o ministro Rogério Schietti não pauta os meus habeas corpus, embora tenha sido célere para soltar Joesley Batista. O ministro Edson Fachin, do STF, por sua vez, faz uma verdadeira obstrução da prestação do serviço jurisdicional, impedindo o julgamento de diversos habeas corpus, manobrando os processos para obter resultados que atendam ao seu desejo e ao desejo da organização política do Paraná, o seu estado”, critica.

Cunha compara o seu caso ao da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), absolvida no mês passado pelos ministros por falta de provas. “Existem outros casos semelhantes ao meu e querem transformar a prisão provisória em prisão perpétua. Basta ver o julgamento da ação penal da senadora Gleisi Hoffman para verificar que, seguindo a jurisprudência criada por voto unânime da segunda Turma do STF, meu caso é de total absolvição.”

“Os prejuízos causados à Petrobras por essa crise são muito maiores que os valores recuperados. Além disso, os delatores estão livres, ricos, soltos e sem provar nada daquilo que delataram, apenas seus próprios crimes”, diz.

No texto, Eduardo Cunha declara apoio ao candidato do MDB a presidente, Henrique Meirelles, e diz que Lula deve ser candidato, mas derrotado nas urnas por ter feito Dilma sua sucessora. “Lula deve ser cobrado e responder por sua irresponsabilidade de ter imposto ao país um poste sem luz, chamado Dilma Rousseff; que destruiu a economia e a política. O petista não deve ser eleito pelo custo que impôs ao povo com sua desastrada escolha, mas jamais impedido de disputar”, afirma.

Cunha também faz críticas veladas aos presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL): “A título de exemplo, de que adianta ao candidato do PSDB ter uma base de apoio tão extensa, mas com a maioria dos parlamentares sendo contra a reforma da previdência? Imagina outros candidatos que nem base tem para apoiá-los!”

O ex-deputado cassado também pede votos para sua filha mais velha, Danielle Cunha, candidata a deputada federal. “Sua desenvoltura política é notória: jovem, mulher, evangélica, empreendedora, capacitada, com um currículo que fala por si só; ela é muito mais preparada do que eu”, afirmou. Danielle também foi investigada na Lava Jato, suspeita de acobertar crimes do pai. “Os meus adversários podem aguardar que ela dará mais trabalho do que eu dei e defenderá tudo o que eu defendi, do interesse da nação e do povo evangélico, como o combate ao aborto, além das suas próprias propostas que debaterá na campanha”, acrescentou.

Segundo ele, o MDB tem “os melhores nomes” e vai eleger a maior bancada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. “Para os meus adversários e para os responsáveis pelo meu calvário, confio em Deus que vou reverter o quadro e voltarei a participar do cenário político”, escreveu. O texto foi reproduzido na página do Facebook de sua filha Danielle.

Veja a íntegra da “Carta à nação brasileira”, de Eduardo Cunha:

“No momento em que se inicia o processo eleitoral, em que pela primeira vez nos últimos 20 anos não farei parte, venho reforçar as minhas posições, justificar a minha situação e me posicionar no cenário eleitoral.

É notório que sou vítima de uma perseguição, por ter sido o responsável pelo impeachment, que retirou a Dilma e o PT do Governo, e sou, assim como o ex-presidente Lula, um troféu político da República de Curitiba.

Fui condenado sem provas, baseado exclusivamente na palavra de um delator que “ouviu dizer” que eu fui a última palavra da nomeação do Diretor Internacional da Petrobras, fato absolutamente inverídico.

Existem outros casos semelhantes ao meu e querem transformar a prisão provisória em prisão perpétua.
Basta ver o julgamento da ação penal da senadora Gleisi Hoffman para verificar que, seguindo a jurisprudência criada por voto unânime da segunda Turma do STF, meu caso é de total absolvição. Mas meu recurso sequer teve o julgamento concluído na segunda instância, onde falta julgar os embargos infringentes.

Na esteira das arbitrariedades e ilegalidades praticadas contra mim, criaram outras três prisões preventivas, sendo uma delas já revogada pelo ministro Marco Aurélio Mello em uma ação absurda do Rio Grande do Norte, onde Henrique Alves teria sido também preso, solto e não estendida a mim a soltura pelo juiz.

Das duas que restam, uma foi decretada pelo juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, por conta de denúncia baseada apenas na palavra de delatores, juntamente com Henrique Alves; sendo que a dele já foi revogada, mas estranhamente não estenderam a mim.

A última é ainda mais absurda. Se trata de preventiva decretada pelo ministro Edson Fachin, com base na delação da JBS. Fachin determinou o envio à primeira instância de Brasília e já se passaram um ano e três meses sem qualquer denúncia de fato, ou seja, estou preso provisoriamente há 15 meses sem processo.

Curiosamente todos os outros denunciados já foram soltos, inclusive o meliante delator, Joesley Batista, e mais uma vez, não estenderam a decisão a mim.

No STJ, o Ministro Rogério Schietti não pauta os meus habeas corpus, embora tenha sido célere para soltar Joesley Batista. O ministro Edson Fachin, do STF, por sua vez, faz uma verdadeira obstrução da prestação do Serviço Jurisdicional, impedindo o julgamento de diversos habeas corpus, manobrando os processos para obter resultados que atendam ao seu desejo e ao desejo da organização política do Paraná, o seu estado.

Com relação ao cenário eleitoral, todos sabem que sou o maior adversário do PT e o principal responsável por sua queda. Mas ainda assim, como defensor da democracia, acredito que Lula tem direito de ser candidato, pois quem deve julga-lo é a população.

Os prejuízos causados à Petrobras por essa crise são muito maiores que os valores recuperados. Além disso, os delatores estão livres, ricos, soltos e sem provar nada daquilo que delataram, apenas seus próprios crimes.
Será possível ter estômago para assistir, por exemplo, Joesley Batista solto e o Ministro Edson Fachin não julgar a rescisão de sua frágil e escandalosa delação, pedida pelo Ministério Público?

Lula deve ser cobrado e responder por sua irresponsabilidade de ter imposto ao país um poste sem luz, chamado Dilma Rousseff; que destruiu a economia e a política. O petista não deve ser eleito pelo custo que impôs ao povo com sua desastrada escolha, mas jamais impedido de disputar.

A situação do país é muito difícil e a eleição não acabará com a crise. Qualquer candidato que saia vitorioso terá enorme dificuldade de governar, pois dependerá de um Congresso eleito totalmente desvinculado de suas propostas e compromissos.

Chegamos a um momento muito difícil. O Congresso será eleito no pior dos modelos políticos, com voto individual, financiamento público e sem qualquer compromisso com a governabilidade. O eleitor precisa estar atento que alguns dos candidatos a presidente, se eleito forem, correm o risco de não durarem um ano de governo.

A título de exemplo, de que adianta ao candidato do PSDB ter uma base de apoio tão extensa, mas com a maioria dos parlamentares sendo contra a reforma da previdência? Imagina outros candidatos que nem base tem para apoiá-los!

Nem é preciso muita informação para saber que 2019 será um ano muito difícil. Para o futuro, o país não terá outra alternativa, que não seja a de adotar o parlamentarismo, a semelhança do modelo Francês ou Português, onde o presidente consegue governar, com os partidos sendo obrigados a aderir à um programa de governo.

Apoio com veemência a candidatura da minha filha mais velha, Danielle Cunha, com o número 1530, para deputada federal. Sua desenvoltura política é notória: jovem, mulher, evangélica, empreendedora, capacitada, com um currículo que fala por si só; ela é muito mais preparada do que eu.
Os meus adversários podem aguardar que ela dará mais trabalho do que eu dei e defenderá tudo o que eu defendi, do interesse da nação e do povo evangélico, como o combate ao aborto, além das suas próprias propostas que debaterá na campanha.

O MDB tem os melhores nomes e vai eleger a maior bancada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
O nosso candidato a presidente é o mais preparado; numa eleição repleta de candidatos contumazes, que trocam de legenda, mas não trocam de ambição, e de candidatos sem a menor condição de governabilidade.
Para os meus adversários e para os responsáveis pelo meu calvário, confio em Deus que vou reverter o quadro e voltarei a participar do cenário político.

Eduardo Cunha,
17 de agosto de 2018

Dilma lidera com folga disputa para o Senado em Minas Gerais

Resultado de imagem para Dilma Rousseff em Natal RNOs favoritos para as duas vagas ao senado no estado de Minas Gerais são a a ex-presidente Dilma Rousseff (PT)e o jornalista Carlos Viana (PHS). A pesquisa DataTempo/CP2 realizada entre os dias 8 e 11 de agosto em todas as regiões do Estado confirmou Dilma Rousseff (PT) com 26,8% das intenções de votos dos mineiros e Carlos Viana (PHS), em segundo lugar, com 11,2%.

A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos. Viana está em empate técnico com a professora Vanessa Portugal (PSTU), que somou 8,5% das intenções de voto. Portugal ficou numericamente à frente de Dinis Pinheiro (SD), que somou 5%, e do deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) que chegou a 4,8%.

“Na sequência do levantamento ficaram: Rodrigo Paiva (Novo), com 4,6%, Jaime Martins (PROS), com 4,2%, Kaká Menezes (Rede) e Túlio Lopes (PCB), com 2,5%. Nas duas últimas posições ficaram Duda Salabert (PSOL), com 2,2%, e Edson André dos Reis (Avante), com 0,8%. Eleitores que apontam o voto em branco ou nulo são 32%. Os que não souberam ou não responderam somam 17,2%.”

Lula é político mais citado em debate de candidatos ao governo de SP

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Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

Candidato à Presidência da República pelo PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi, com exceção dos próprios participantes do encontro, o político mais citado no primeiro debate entre candidatos ao governo de São Paulo, na noite desta quinta-feira (16), na TV Bandeirantes.

Com 15 menções diretas no total de quatro blocos de debate, Lula, que está preso desde abril em Curitiba após condenação na operação Lava Jato, ficou à frente do ex-governador e presidenciável pelo PSDB, Geraldo Alckmin, com dez menções.

O terceiro político mais lembrado nas falas dos candidatos foi o presidente Michel Temer (MDB), que teve o nome citado sete vezes. Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência, foi o quarto mais citado, em quatro ocasiões, e o também presidenciável Ciro Gomes (PDT) teve duas citações.

João Maia lança candidatura à Câmara Federal

Nesta quinta-feira (16), o candidato a deputado federal João Maia deu início oficialmente a sua campanha, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Ao lado da primeira dama do município e candidata a deputado estadual pelo Partido da República, Terezinha Maia, o candidato João Maia foi recebido pelo prefeito Paulo Emídio (PR) e por várias lideranças políticas da região. Durante o evento, realizado em São Gonçalo, lideranças foram convocadas para uma grande carreata, que será realizada no domingo à tarde.

O desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda para o Rio Grande do Norte sempre foram a maior bandeira do candidato João Maia (PR), durante dois mandatos na Câmara Federal.

As manifestações de apoio e carinho ao ex-deputado podem ser conferidas por onde ele passa. “Voltando à campanha política emocionado pelo carinho das pessoas e a receptividade da mensagem: A política como caminho para servir ao bem comum”, declara João Maia.

Nesta sexta-feira à noite, o candidato João Maia estará em Assú, no lançamento da candidatura a reeleição do deputado estadual George Soares (PR).

Da assessoria de comunicação