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Moro diz que governo Bolsonaro não fará discriminação de qualquer tipo

Por Agência Brasil/Brasília

Confirmado para o Ministério da Justiça (que agregará a Segurança Pública e parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf) , o juiz federal Sergio Moro disse que o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro não fará discriminação de qualquer tipo. Também afirmou que o novo governo será severo na punição contra os crimes de ódio.

“Eu jamais iria ingressar em um governo se houvesse uma sombra de suspeitas de que haveria alguma política nesse sentido”,  afirmou o juiz federal durante entrevista à Rede Globo na noite de ontem (11). “O governo deve ter uma postura rigorosa contra crimes em geral e também crimes de ódio.”

Girão chama Garibaldi Alves e José Agripino de “zumbis”

Do Blog Diário Político

O General Eliéser Girão (PSL), eleito deputado Federal pelo RN, cumpriu agenda em Brasília esta semana.

Participou de encontros com lideranças e eventos administrativos no Congresso Nacional.

No retorno ao Estado Potiguar, numa avaliação sobre o atual momento político do país, Girão por meio do twitter afirmou com certeza “que a velha política está morta. Os caciques tradicionais não reeleitos parecem zumbis perambulando pelo Congresso e os fichas sujas reeleitos sabem que não irão muito longe.”

Aliado de primeira linha do Presidente eleito Jair Bolsonaro, o ex-secretário de Segurança Pública do RN e do município de Mossoró obteve êxito no pleito deste ano conquistando 81.640 votos para a Câmara Federal.

Deu em Robson Pires: O exame da ‘goma” e os mistérios em torno do processo seletivo de Styvenson

Por Robson Pires, em

Por que o Capitão Styvenson está fazendo seleção para escolher assessores? Será que a equipe que trabalhou com ele na campanha não quis continuar? Por qual razão será essa mudança drástica. Muito estranho.

Em grupos de WhatsApp está rolando a maior malhação. Perguntam se vai ter o exame da ‘goma’.

A turma não perdoa.

Porte de arma para advogados poderá ser liberado

O deputado federal Daniel Vilela, presidente da CCJ da Câmara, garantiu que estará na pauta da Comissão para o próximo dia 20 de novembro projeto acerca do porte de armas para advogados.

PL 704/15 de autoria do deputado Ronaldo Benedet, insere nos direitos dos advogados o porte de arma de fogo para defesa pessoal. Na justificativa, o deputado afirma que “não se pode olvidar que o exercício da profissão do Advogado possui os mesmos riscos daquela desenvolvida por Juízes de Direito e Promotores de Justiça, ainda que figurem em polos diversos nas demandas judiciais” e que “o porte de arma de fogo para defesa pessoal não é obrigação e sim faculdade, podendo o cidadão, no gozo de sua profissão advocatícia, fazer tal requerimento”.

Ódio por Temer e Robinson sumiu

Por Robson Pires

Nada como um dia após o outros. Depois do processo eleitoral, em que o presidente Michel Temer (MDB) teve o bom senso de ficar de fora da disputa e o governador Robinson Faria (PSD) foi humilhado nas urnas, acabou o ódio às duas figuras. O atual presidente e o atual governante do RN foram esquecidos. Os holofotes estão apontados para os eleitos.

Fonte: robsonpiresxerife.com

Superintendente do PR, “madrinha da Lava Jato” e atual diretor são cotados para chefiar PF sob Moro

Permanência: o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, seria uma das opções de Moro

Permanência: o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, seria uma das opções de Moro Eduardo Militão/ UOL, em Brasília

O superintendente no Paraná, a delegada que batizou a Operação Lava Jato e o atual diretor-geral estão entre os cotados para assumir o comando da PF (Polícia Federal) no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Maurício Valeixo, Erika Marena e Rogério Galloro, respectivamente, são os nomes mais lembrados entre aqueles com acesso ao juiz Sergio Moro ouvidos pelo UOL.

A reportagem procurou ainda “pré-candidatos” que saíram da disputa e observadores da própria Polícia Federal. Outros nomes ainda correm por fora, como o superintendente no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi.

Moro ainda não definiu o time na PF e faz silêncio quando questionado sobre o tema. A reportagem procurou os cotados para o cargo, mas não conseguiu entrevista com nenhum deles até o fechamento deste texto.

Maurício Valeixo, que dirige a Polícia Federal no Paraná, tem boa relação com o futuro ministro da Justiça. Foi ele quem coordenou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril, quando se evitou o confronto entre militantes petistas e policiais que executaram a ordem de detenção. Valeixo ainda é do grupo do ex-diretor Leandro Daiello, um dos mais longevos no comando da Polícia Federal. O fato de pertencer à geração de policiais que ingressaram nos anos 90 e ter atuação considerada muito boa faz o delegado ser considerado um forte candidato para o cargo.

Delegada Érika Marena cunhou o nome “Operação Lava Jato”

A delegada Érika Marena também cultiva proximidade com Moro. Foi ela que deu nome à Operação Lava Jato e ajudou a montar a equipe de policiais que iniciou a investigação do maior esquema de corrupção da história recente do país. No Paraná, chefiou a delegacia de combate a crimes financeiros.

Érika chefiava a PF em Santa Catarina, quando a Operação Ouvidos Moucos acabou manchada pelo suicídio do reitor investigado no caso, o professor Luiz Carlos Cancellier. Ainda que a delegada não seja escolhida para a direção, muitos apostam que ela ocuparia um lugar no Ministério da Justiça. Se Bolsonaro colocar uma mulher na chefia da PF deixaria de lado críticas de que privilegia homens em sua equipe.

Galloro é um policial discreto e respeitado por seus pares. Tem uma equipe bem avaliada sob seu comando imediato. Também é do grupo de Daiello. E assumiu a PF num momento de crise, quando Fernando Segovia saiu do cargo por ter avaliado que havia poucos indícios de crime em uma investigação contra o presidente Michel Temer (MDB). Com pouco tempo no cargo, manter Galloro seria um sinal de estabilidade na corporação.

Coaf

Moro resolveu esta semana que vai mesmo levar todo o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para dentro do Ministério da Justiça, apurou o UOL.

Bolsonaro chegou a cogitar levar “uma parte” do órgão, mas a unidade de inteligência financeira deve se mudar inteiramente para baixo do guarda-chuva do juiz em vez de ficar na alçada do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Eunício diz que colegas estão “horrorizados” após conversa com Paulo Guedes: “Povo de rede social”

Eunício. Paulo Guedes falou, Eunício ouviu: "Prensa ninguém vai dar em mim", reagiu o senadorCONGRESSO EM FOCO

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), não teve exatamente uma boa impressão do economista Paulo Guedes em seu primeiro contato com o “guru econômico” de Jair Bolsonaro (PSL) já na condição de ministro do próximo governo. O senador fez uma relato sobre a conversa que teve na última terça-feira (6) com Paulo, na presença de outros senadores, pouco antes da celebração dos 30 anos da Constituição Federal, cerimônia que marcou a volta de Bolsonaro ao Congresso depois das eleições. Dizendo que seus colegas ficaram “horrorizados” com a postura do economista, Eunício saiu dessa conversa com uma certeza:

“Esse povo que vem aí não é da política; é da rede social”.

Segundo Eunício, Paulo Guedes o pressionou para que pautasse logo, para aprovação ainda neste ano, da polêmica reforma da Previdência, proposição que poderia auxiliar o governo Bolsonaro a equacionar o grave desequilíbrio das contas públicas. Para tanto, lembrou Eunício, é necessário que o presidente Michel Temer (MDB) suspenda ou encerre a intervenção federal decretada na segurança pública do Rio de Janeiro no início do ano, uma vez que a reforma é uma propostas de emenda à Constituição. E, como reza a própria Carta Magna, PEC não pode ser votada enquanto qualquer ente da Federação estiver sob intervenção.

A conversa foi relatada por Eunício ao site Buzzfeed, que a reportou ontem (sexta, 9) com exclusividade. Era véspera da sessão plenária em que senadores concederam reajuste para ministros do Supremo Tribunal Federal e chefes da Procuradoria-Geral da República, o que representará mais despesa para o próximo governo e uma sinalização para a gestão Bolsonaro.

>> Paulo Guedes desautoriza futuro chefe da Casa Civil a falar de economia

Eunício disse a Paulo Guedes que obedece à vontade da maioria dos pares, vocalizada pelos líderes de bancada, e por isso não poderia pautar a matéria de qualquer jeito. Lembrou ainda que há prioridades como a votação do orçamento para 2019, que costuma centralizar as atenções dos parlamentares no meio e no fim de cada ano. A conversa começou “em tom ameno” e depois se tornou ríspida, disse o senador.

“Ele olhou para mim e disse que orçamento não é importante, importante é aprovar reforma da Previdência. […] Ele me disse: ‘Vocês não aprovam orçamento, orçamento eu não quero que aprove não’. Mas não é o senhor querer, a Constituição diz que só podemos sair em recesso após a aprovação”, relatou Eunício, acrescentando ter sido interrompido quando falou sobre a impossibilidade de recesso parlamentar sem a aprovação do orçamento.

“Não, eu só quero reforma da Previdência. Se vocês não fizerem vou culpar esse governo. Vou culpar esse Congresso e o PT volta, e vocês vão ser responsáveis pela volta do PT”, bradou o economista, sempre segundo o relato do presidente do Senado.

 

"Horrorizado": sobrou para Fernando Bezerra depois que Eunício deixou Paulo Guedes para falar com a PGR“Horrorizado”: sobrou para Fernando Bezerra depois que Eunício deixou Paulo Guedes para falar com a PGR – Foto: Agência Senado

 

A certa altura da conversa, Eunício deixou a sala ao avistar a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e deixou Paulo Guedes conversando com o atual líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). “Então eu vi a Raquel Dodge lá na frente e saí para conversar com ela, e ele seguiu conversando com o Fernando Bezerra, que saiu de lá horrorizado”, recorda o senador.

O Buzzfeed lembra que “o mal-estar aumentou depois da solenidade” dos 30 anos da Constituição, quando Guedes declarou os jornalistas, na entrada do Ministério da Fazenda, que uma “prensa” tinha que ser dada no Senado para que a reforma da Previdência fosse logo votada. A declaração soou, para além de pressão, como ameaça.

“Ele foi lá para a porta do Ministério da Fazenda e disse que tem que dar uma prensa. Eu digo que aqui ninguém dá prensa. Aqui você convence, discute, ganha, perde. Agora, prensa ninguém vai dar em mim”, rebateu Eunício.

Obsessão

Desde que foi eleito, Bolsonaro – a exemplo do próprio Paulo Guedes e de outros próceres do novo governo, como o deputado e também futuro ministro Onyz Lorenzoni (DEM-RS) – tem falado recorrentemente sobre a importância que ele diz ver na aprovação da Previdência. Diante da alta rejeição da matéria no Congresso, principalmente à primeira versão elaborada pela equipe de Temer, o deputado do PSL passou a dizer que um texto mais palatável deveria ser apreciado antes mesmo de sua posse, em 1º de janeiro de 2019.

Mais recentemente, noticiou-se que o trabalho de reformar a Previdência, um mastodonte de centenas de bilhões de reais, poderia ser iniciado antes do fim do ano por meio de alterações infraconstitucionais, que não requerem apresentação de proposta de emenda à Constituição. No Congresso, o clima é de ânimo zero para votar as matérias, principalmente por parte da atual oposição (PT, PCdoB, PDT, Psol etc).

Coincidência ou não, Bolsonaro desmarcou compromissos que tinha não só com Eunício, mas também com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O compromisso com o senador deveria ter sido realizado ontem (sexta, 9). Com Maia, a agenda da próxima terça-feira (13) foi cancelada, segundo a equipe de transição de governo que o auxilia.

Leia a íntegra da reportagem do Buzzfeed

Bolsonaro apresenta prestação de contas ao TSE

Por Isadora Peron e Luísa Martins | Valor

BRASÍLIA  –  A prestação de contas apresentada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (9) mostra que a campanha dele terminou no azul e com um saldo de R$ 1,5 milhão. Segundo a advogada da coligação, Karina Kufa, eles vão apresentar uma consulta ao tribunal para saber se podem doar o restante à Santa Casa. Por enquanto, o dinheiro está na conta do PSL.

Pelos documentos apresentados ao TSE, Bolsonaro arrecadou cerca de R$ 4,3 milhões e teve uma despesa de R$ 2,8 milhões.

O adversário, Fernando Haddad (PT), ainda não apresentou a sua prestação de contas à Justiça Eleitoral. Dados preliminares, no entanto, mostram que o petista teve um gasto muito maior que o candidato do PSL. Pelo que foi declarado até agora, a campanha de Haddad gastou cerca R$ 36 milhões e arrecadou pouco mais de 32 milhões, um déficit na casa dos R$ 4 milhões.

O prazo final para os candidatos que concorreram ao segundo turno apresentarem suas contas de campanha termina em 17 de novembro.

Esta semana, o TSE pediu à equipe de Bolsonaro para adiantar a apresentação dos documentos, para que a corte pudesse analisá-los antes da diplomação do presidente eleito. Por causa da cirurgia a que Bolsonaro terá que ser submetido em dezembro, a data da cerimônia passou do dia 19 para o dia 10 de dezembro. Para que o candidato eleito seja diplomado pela Justiça Eleitoral, é necessário que as contas estejam julgadas.

A partir de agora, os documentos apresentados por Bolsonaro seguirão para a Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) para uma análise preliminar e emissão de parecer técnico. Em seguida, as contas serão julgadas pelo plenário do TSE, em data ainda não definida.

A partir deste sábado (10), começa o prazo de três dias para eventual impugnação das informações prestadas, que pode ser feita por partidos políticos, candidatos, coligações ou pelo Ministério Público Eleitoral.

Uma obra por semana: Em São Gonçalo, novas ruas são pavimentadas

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante/RN está com obras de infraestrutura em várias comunidades do município. Nesta quinta-feira (8), a Cidade das Flores ganhou mais duas vias pavimentadas, a Rua das Azélias e Rua das Begônias.

Prefeito Paulo Emídio (Paulinho) realizou ato inaugural. “Pavimentar ruas é dar dignidade à população. E, desde que assumimos a prefeitura, estamos lutando para conseguir recursos e levar essa benfeitoria a várias comunidades”, disse o prefeito.

Desde setembro de 2018 que a Prefeitura está entregando à população uma obra por semana. Muitos serviços já foram realizados na área da educação, saúde, infraestrutura, abastecimento de água, esportes, entre outras. De acordo com prefeito Paulinho, o cronograma vai até dezembro de 2019.

Em provocação a Moro, Requião apresenta projeto de lei “Onyx Lorenzoni”

CONGRESSO EM FOCO

O senador Roberto Requião (MDB-PR) apresentou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado um projeto que adiciona, na lei que define o crime de organização criminosa, a hipótese de perdão judicial a quem pede desculpas. A proposta (leia a íntegra) é uma provocação ao juiz Sergio Moro, convidado para ser ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Durante a primeira entrevista coletiva após aceitar o convite para ser ministro, Moro afirmou que tem “grande admiração” por seu futuro colega de Esplanada, o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, lembrando da atuação do deputado, reeleito pelo DEM do Rio Grande do Sul, como relator do projeto de lei que ficou conhecido como “dez medidas contra a corrupção”. Onyx admitiu, no ano passado, ter recebido dinheiro da empresa JBS via caixa dois para pagar contas de sua campanha.