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Bolsonaro nega ter falado ‘paraíba’ como crítica a nordestinos

Após fala polêmica sobre governadores do Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro negou neste sábado (20) que tenha usado o termo “paraíba” para criticar nordestinos e disse que as críticas foram direcionadas a dois governadores: Flávio Dino (PC do B), do Maranhão, e João Azevedo (PSB), da Paraíba.

“Falaram agora que eu estou criticando o Nordeste, você viu? Dois governadores, o do Maranhão e da Paraíba que são intragáveis”, afirmou o presidente.

Nesta sexta (19), foi divulgado um vídeo em que Bolsonaro fala sobre “governadores de paraíba” e cita o governador do Maranhão. “Não tem que ter nada para esse cara [Dino]”.

Os governadores do Nordeste reagiram e cobraram explicações. À coluna Painel, Dino afirmou: “Só sei que sou o pior dos gestores na visão dele, o que para mim é uma honraria.”

Bolsonaro respondeu atacando Dino e Azevedo e partidos de oposição.

“Eles [gestores do Nordeste] são unidos. Eles têm uma ideologia. Perderam as eleições e tentam o tempo todo através das desinformações manipular eleitores nordestinos”, declarou, em provável referência ao apoio dos governadores nordestinos ao candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad.

Para tentar argumentar que a relação com o Nordeste é boa, Bolsonaro disse que sua esposa, Michelle Bolsonaro, é filha de cearense.

“A maldade está no coração de vocês. Eu tenho tanta crítica ao Nordeste que eu casei com uma filha de cearense”.

O presidente também criticou a imprensa e disse que havia exagero na repercussão que sua fala teve.

“Eu fiz uma crítica ao governador do Maranhão e da Paraíba. Vivem me esculhambando. Obras federais vão para lá. Dizem que é deles. Não são deles, é do povo. A crítica foi a esses dois governadores. Nada mais além disso. Uma crítica em três segundos. Em três segundo vocês da mídia fazem uma festa”.

Folhapress

Deborah Secco responde à declaração de Bolsonaro: “Fiquei triste e chocada”

Crédito: Reprodução/Instagram

Da Redação IstoÉ

A atriz Deborah Secco, protagonista de “Bruna Surfistinha”, respondeu à declaração do presidente Jair Bolsonaro de que não pode “admitir que com dinheiro público se façam filmes como esse” ao basear a decisão de transferir o Conselho Superior de Cinema para a Casa Civil. Em áudio enviado por sua assessoria de imprensa, a atriz comentou a frase.

“Fiquei muito triste e um pouco chocada do filme ter sido colocado nesse lugar. Temos que falar sobre tudo para que, através da arte, possamos debater sobre a realidade. Não podemos nos calar vendo tudo isso”, afirmou Secco.

“A história retrata uma história real, não só da Bruna, mas de outras mulheres que se encontram nessa situação. Queria muito que nenhuma mulher tivesse que se vender para sobreviver, mas essa não é a realidade nosso país”, completou a atriz.

Lançado em 2011, o filme “Bruna Surfistinha” teve orçamento de cerca de R$ 4 milhões e usou recursos captados na Lei do Audiovisual, sendo a maior bilheteria daquele ano, visto por mais de 2 milhões de pessoas nos cinemas.

Bolsonaro: não podemos financiar mais ‘Bruna Surfistinha’

Foto: Gabriela Biló / Estadão

O presidente Jair Bolsonaro usou o evento de comemoração de 200 dias de seu governo, em Brasília, na tarde desta quinta-feira, para criticar o uso de dinheiro público para financiar filmes que, segundo ele, contrariam o “respeito as famílias.

“Agora há pouco, o Osmar Terra (ministro da Cidadania) e eu fomos para um canto e nos acertamos. Eu não posso admitir que, com o dinheiro público, se faça um filme como o da Bruna Surfistinha. Não dá. Não temos problema com essa opção ou aquela. O ativismo é que não podemos permitir, em respeito com as famílias. É uma coisa que mudou com a chegada do governo”, disse o presidente, se referindo à obra que narra a história de uma ex-garota de programa e que foi estrelado por Deborah Secco.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, confirmou que a direção da Agência Nacional do Cinema (Ancine) será transferida para Brasília. O restante dos funcionários, segundo ele, ficariam no Rio de Janeiro.

Nesta quinta-feira, Bolsonaro assinou a transferência do Conselho Superior de Cinema, responsável pela política nacional de audiovisual, do Ministério da Cidadania para a Casa Civil. O objetivo é que o Palácio do Planalto tenha mais influência sobre o órgão. Oficialmente, o intuito é “fortalecer a articulação e fomentar políticas públicas necessárias à implantação de empreendimentos estratégicos para a área”.

No evento, o presidente focou mais em questões ideológicas e deixou de lado medidas econômicas. Ele voltou a falar da suspensão do vestibular que reservava 120 vagas para transgêneros e pessoas não-binárias, o que, para ele, é algo que não pode acontecer. Ele disse que por ser um vestibular “exclusivo” significa que “não tem espaço para quem for heterossexual”.

Bolsonaro também disse que não sabia o que era “não-binário,” foi pesquisar, mas não ia comentar em respeito aos presentes. A categoria de pessoas que não se definem exclusivamente como homem ou mulher é contemplada em glossário da Organização das Nações Unidas (ONU). “Não podemos preservar um concurso público que tem esse comportamento. Tenho de levar avante as bandeiras que fizeram o povo acreditar em mim”, afirmou Bolsonaro

Ranking que lista Styvenson como melhor senador do RN e 5° melhor do Brasil é chamado de ‘conto do vigário’ pelo site The Intercept Brasil

Um levantamento divulgado esta semana pelo Ranking dos Políticos indicou Styvenson como o melhor parlamentar do Rio Grande do Norte e o quinto melhor senador do Brasil.

De acordo com matéria publicada no site The Intercept Brasil, há quase sete anos, tem circulado na internet um conto do vigário chamado Ranking dos Políticos. É um site que ranqueia os congressistas eleitos para a Câmara e o Senado e virou referência em avaliação da atuação parlamentar de candidatos em períodos eleitorais. A página é bonita, as ferramentas são excelentes, fáceis de usar, e tem uma boa base de dados sobre a atuação dos políticos. É possível, por exemplo, consultar os processos judiciais de todos os parlamentares e filtrar por partido ou estado. O site passa a impressão de credibilidade e independência, mas a sua principal função, o ranking que classifica os parlamentares do melhor para o pior, não passa de uma armadilha liberal para a massa incauta de eleitores que busca informações na internet para escolher seu candidato.

Logo na entrada do site, uma mensagem anuncia a independência do grupo: “O Ranking existe para fornecer informações sobre quem é quem no Congresso Nacional. Não temos rabo preso com ninguém. Não somos filiados a nenhum movimento, grupo ou partido. Não temos relação com o Governo. Temos apenas três bandeiras: Anti-Corrupção, Anti-Privilégios, Voto Consciente.” No Twitter, o caráter isentão é reforçado: “Nosso objetivo é oferecer informação para ajudar de forma objetiva as pessoas a votarem melhor”.

Mas isso não é verdade. Há outras bandeiras que movem os criadores do ranking. E o empunhamento ou não dessa bandeiras influi diretamente no posicionamento dos políticos dentro do ranking. A ideologia do site só fica clara para os visitantes que se dispuseram a perder tempo vasculhando-o em busca de informações que deveriam estar claras para quem acessa apenas o ranking. Em letras miúdas no fim da página “Sobre“, o ranking afirma que tem “firmes valores e princípios a respeito de temas econômicos” e que levanta bandeiras (perceba que já não são mais apenas aquelas três bandeiras em destaque na página inicial) que foram “conquistadas pela civilização nos últimos séculos” como a “livre iniciativa, na propriedade privada, no regime de mercado”. Não fica claro para quem não se aprofunda no site que há um viés liberal impregnado nos critérios adotados pelos seus criadores e aplicado por conselheiros ligados ao mercado e ao grande empresariado.

O ranking diz se basear nos ‘gastos, na assiduidade, na fidelidade partidária nos processos judiciais e na qualidade legislativa”. É nesse último quesito que está engodo. Quem define os critérios de qualidade é um conselho “totalmente independente, e composto por profissionais com reconhecida capacidade analítica e boa reputação no mercado”.

Fonte: Blog do Xerife Robson Pires

Bolsonaro dá como certa aprovação pelo Senado de Eduardo como embaixador

O presidente Jair Bolsonaro já dá como certo que o nome do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), “vai ser aprovado” pelos senadores como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O presidente deixou de lado as medidas econômicas e usou parte do discurso na cerimônia de 200 dias de governo para defender a nomeação do filho para o cargo em Washington.

Em certo momento, Bolsonaro chegou a dizer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que poderia indicar Eduardo para assumir o lugar do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), assim ele comandaria todas as embaixadas.

“Vamos supor um caso hipotético, Davi, eu não acredito nisso, até porque a sabatina (na Comissão de Relações Exteriores, do Senado), vai ser feita com rigor, eu tenho certeza disso, e ele (Eduardo) vai ser aprovado. Mas eu poderia dizer para o Ernesto ‘vou te indicar para a Embaixada dos EUA e colocar meu filho como ministro das Relações Exteriores’”, declarou Bolsonaro.

Em sua fala, o presidente destacou a proximidade do filho com o presidente dos EUA, Donald Trump. Afirmou, ainda, que “não existe satisfação melhor do que conversar com muita dignidade com o homem mais poderoso do mundo, Donald Trump”. O presidente citou críticas feitas durante visita oficial ao presidente dos EUA, na qual Eduardo participou da reunião privada com Trump, e não Ernesto.

“Eduardo é uma pessoa comunicativa que se aproximou da família do presidente norte-americano. Tanto é que numa reunião reservada na Casa Branca, em que estávamos eu, ele e a intérprete, mais ninguém, Trump fez questão de convidar Eduardo para entrar e assistir reunião”, disse o presidente. “A amizade que ele (Trump) tem, a sua família, pelo meu filho, não tem preço. O trabalho mais importante que um embaixador tem é ser cartão de visita.”

Estadão Conteúdo

PDT suspende Tabata Amaral e mais sete deputados que votaram pela reforma

A deputada Tabata Amaral (SP) e outros sete parlamentares do PDT foram suspensos do partido por terem votado a favor do texto-base da reforma da Previdência no primeiro turno da análise da proposta na Câmara. Eles responderão a processo administrativo na Comissão de Ética do partido, que prevê uma decisão em até 60 dias.

A executiva nacional do PDT se reuniu nesta quarta-feira, 17, para debater a situação dos dissidentes, que contrariaram a orientação da legenda e apoiaram mudanças na aposentadoria. “Por decisão da maioria, os deputados também estão com suas representações partidárias suspensas até que o processo seja concluído, o que pode demorar até 60 dias”, informou a sigla. A possibilidade de punição aos “infiéis” foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com o presidente do PDT, Carlos Lupi, a decisão do diretório nacional é soberana e representa todas as instâncias partidárias. “O diretório nacional decidiu. Temos uma proposta (de reforma da Previdência) paralela que Ciro (Gomes, candidato derrotado do partido à Presidência em 2018) está nos ajudando a levar a todos os cantos do Brasil e que achamos que seja uma reforma justa. Todos tiveram todas as instâncias partidárias para discutir, apresentar propostas”, disse Lupi.

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Prefeito Álvaro Dias sanciona a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa

Álvaro fez o que Carlos Eduardo Alves nunca fez

Estamos iniciando um novo momento na cidade com a sanção desta lei que moderniza, facilita e cria um ambiente de negócios favorável para atração de investimentos, geração de emprego e ampliação de recursos para a administração municipal executar os programas que a cidade precisa para se desenvolver”. Com essas palavras o prefeito de Natal, Álvaro Dias, celebrou a sanção da Lei Geral da Micro e Pequena empresa. A solenidade ocorreu na manhã desta quarta-feira (17) no salão nobre do Palácio Felipe Camarão.

A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa foi desenvolvida com o objetivo de reduzir a informalidade e gerar novas oportunidades de negócios em um ambiente propício ao desenvolvimento e a empregabilidade. Isto é, incentivar a abertura e a regularização desses empreendimentos. Além de criar uma rede municipal de políticas de desenvolvimento para promover discussões acerca das políticas públicas de desenvolvimento econômico na cidade.

A nova lei vai propiciar ainda uma modernização nas vistorias e fiscalizações. Entre os pontos a serem incluídos está a simplificação das normas do alvará de funcionamento provisório, que poderá passar a ser definitivo, em alguns casos, e o alvará definitivo que será facilitado, permitindo o início de operação do estabelecimento imediatamente após o ato de registro. A medida também vai compatibilizar e integrar procedimentos em conjunto com outros órgãos, garantindo-se a linearidade dos processos e evitando a duplicidade de exigências, por exemplo. E ainda permitir que o registro e a legalização em vários aspectos sejam simplificados, racionalizados e uniformizados pelos órgãos envolvidos na abertura, alteração e fechamento de empresas.

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Guedes elogia ideia de PEC paralela para incluir Estados e municípios

Foto: Divulgação
O ministro da Economia, Paulo Guedes, elogiou na terça-feira, 16, a possibilidade de que o Senado Federal crie uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) separada para incluir Estados e municípios na legislação da nova Previdência. Isso evitaria que a reforma tenha que voltar para a Câmara dos Deputados, alongando o tempo de tramitação e aumentando o risco de que mais modificações sejam feitas.Guedes afirmou que a inclusão de Estados e municípios geraria economia de R$ 350 bilhões. “Nós estamos falando do Brasil, não é só da União. Se voltam R$ 350 bilhões via Senado, isso é bom para o Brasil, porque Estados e municípios também participam desse ajuste que o sistema previdenciário precisa. Temos que esperar e eu confio no Congresso”, disse em entrevista à imprensa.

Guedes completou: “Agora vai entrar em campo o Senado, que tem a possibilidade não apenas de ratificar esta vitória, como também de estender e dar uma nova dimensão, que poderia ser Estados e municípios”.

Estadão Conteúdo