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Advogado ressalta “oportunismo” de Carlos Eduardo Alves

Resultado de imagem para Evandro BorgesNa condição de cidadão acompanho a trajetória política de diversos detentores de cargos públicos, para tentar conhecer melhor, o posicionamento e a dar qualidade à capacidade de interpretar os fatos correntes do contexto político local e nacional, para opinar como mínimo de qualidade e de conhecimento, principalmente, em averiguar as mudanças e transformações que estão passíveis de ocorrerem.

Neste sentido, juntando diversos fatos políticos vai se aos poucos formando uma opinião, avaliando o passado e o presente dos agentes políticos e dos candidatos a representação popular de cargos importantes da República, tanto da União, como também, aos cargos políticos de direção dos Estados, dentre os cargos, um dos mais importante é o cargo de Governador.

O candidato do PDT desde o início de sua trajetória política tentou se diferenciar da família Alves, com posições e propostas apresentadas na Assembleia Legislativa, na sua participação como líder do Governo Garaibaldi Filho, e no seu apoio incondicional a Vilma de Faria, figurando inicialmente na condição de Vice-Prefeito, e depois fazendo o contraponto a Micarla de Souza.

A saudosa Governadora assumiu as bandeiras do Partido Socialista Brasileiro, aliando-se a Miguel Arraes e depois a Eduardo Campos, construindo um PSB no Estado, e contando com o apoio do candidato do PDT, auxiliando as pretensões do ora candidato, que sempre se mostrou de difícil diálogo, principalmente com os Vereadores e com os mais diversos segmentos sociais.

A postura em relação à Presidência da República no atual momento é um “divisor de águas”, com uma candidatura que desperta o ódio, a falta de base democrática, de ausência de pluralidade e de convívio, do incitamento a violência praticada pelos seus partidários e de total afronta as minorias, chegando aos raios do fascismo, portanto para os democratas com um mínimo de comprometimento com a democracia representativa, não se pode pactuar.

O apoio a Ciro candidato oficial do PDT já foi um tanto tímido, e no segundo turno sair para apoiar Jair significa um oportunismo sem tamanho, uma profunda contradição pelo passado que tentou construir, inclusive chegando apoiar Fátima Bezerra para Prefeita de Natal, postura esta, de ordem política, rejeitada nas eleições de sete de outubro, com uma brutal renovação saída das urnas.

O candidato do PDT indiscutivelmente não é afeito ao diálogo, que digam os Vereadores, os sindicalistas dos servidores públicos, que conseguiram uma data base judicial, mesmo assim o candidato não respeitou, imagine um Estado em crise profunda com um possível Governador que não se dispõe a efetuar o diálogo, de buscar uma grande concertação, que envolva os parlamentares estaduais e federais, e os segmentos econômicos e sociais.

O apoio a Jair do candidato do PDT, inclusive contrariando orientação nacional do seu Partido, é oportunista, eleitoreira, retrograda, contra a fidelidade partidária, que deve merecer o desprezo dos eleitores e cidadãos do Estado, está apenas, nos marcos da política do passado, rejeitada de forma veemente nos resultados das urnas de sete de outubro último.

Advogado Evandro Borges

“Bancada dos parentes” resiste no Congresso

8.out.2018 - Jair Bolsonaro e os filhos Flávio (esq.) e Eduardo (dir.) são exemplos das "bancadas de parentes"
Jair Bolsonaro e os filhos Flávio (esq.) e Eduardo (dir.) são exemplos das “bancadas de parentes”… –

Jean-Philip Struck

O Congresso registrou uma renovação recorde nestas eleições, mas a chamada “bancada dos parentes”, que reúne deputados e senadores que usam as relações familiares para se elegerem, não deu sinais de perda de força. Algumas dinastias políticas saíram perdedoras, mas outras foram reforçadas ou tiveram revezamento entre gerações. Nas bancadas de vários estados, os rostos até podem ser novos, mas os sobrenomes são os mesmos.

Segundo um levantamento preliminar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), já foram identificados 138 deputados e senadores que pertencem a clãs políticos entre os 567 novos parlamentares – um aumento de 22% em relação a 2014. O número de membros da “bancada dos parentes”, no entanto, é seguramente muito mais alto, já que a pesquisa ainda está em andamento e considerou apenas relações de primeiro grau.

Neste ano, houve até mesmo casos de dinastias que fizeram campanha com um discurso antissistema, aproveitando a onda contra a política tradicional. Foi o caso de Eduardo e Flávio Bolsonaro (ambos no PSL), eleitos para a Câmara e o Senado, respectivamente. Eles são filhos do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), ele próprio um veterano de mais de duas décadas na Câmara. Puxado pela popularidade do pai, Eduardo acabou obtendo a maior votação da história para deputado federal no país: mais de 1,8 milhão de votos.

Em Pernambuco, o deputado mais votado foi João Campos (PSB), filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014. A prima do político, Marília Arraes (PT), que, por sua vez, é sobrinha de uma ex-deputada federal e neta do também ex-governado Miguel Arraes, foi a segunda mais votada.

Na Bahia, o segundo mais votado para a Câmara é filho do senador Otto Alencar (PSD). No Piauí, Iracema Portella (PP), filha de um ex-governador e de uma ex-deputada federal conseguiu mais um mandato na Câmara, enquanto seu marido, Ciro Nogueira (PP), foi reeleito para o Senado.

No Rio Grande do Norte, metade das vagas para deputado federal foram ocupadas por parentes – um eleito é filho do atual governador. No Ceará, um dos deputados federais mais votados é filho do atual presidente da Assembleia Legislativa. No Pará, o clã dos Barbalho garantiu tanto a reeleição do seu chefe, o senador Jader Barbalho (MDB), quanto de dois outros membros para a Câmara – a ex-mulher do senador e um primo.

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Porta com Haddad está enferrujada e fechadura enguiçou, diz FHC

17.out.2018 - FHC durante discurso na zona oeste de São Paulo

Luís Adorno e Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou  que um possível apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT), que disputa o segundo turno das eleições presidenciais “enguiçou”. Ele negou apoio aos dois candidatos.

“Essa porta [com Fernando Haddad] está enferrujada. E eu acho que a fechadura enguiçou. A população hoje, cada um, vota à vontade. O peso que os partidos têm hoje é relativo. As pessoas estão tomando hoje posição independentemente de apoio”, afirmou FHC.

“É muito difícil tomar uma decisão nesse momento diferente de dizer: olha, cada um vai fazer o que achar melhor. Vai coincidir com o que eu penso? Não sei, acho que não”, complementou.

FHC disse que a porta com Haddad “já devia estar” aberta, mas que “depois que emperra, fica difícil”. “Você fica pensando assim: meu Deus, por que agora? Vamos ver. Daqui a pouco vai ser necessário também. Ganhe quem ganhar, o Brasil vai precisar de coesão. Não dá para governar meio a meio”, afirmou

Cid grava vídeo para explicar bronca no PT e reafirma voto em Haddad. Bolsonaro usa imagens na TV

“Que não fique nenhuma dúvida: nesse segundo turno, Haddad é o melhor para o Brasil. Votarei no Haddad no dia 28”, diz CidEleito senador em 7 de outubro, o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT) gravou e divulgou para a campanha do PT um vídeo (veja abaixo) em que tenta desfazer o mal estar causado com outra aparição, veiculada nas redes sociais desde a noite de segunda-feira (15), em que desfere pesadas críticas ao PT em pleno palanque de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila (PCdoB), sua vice na corrida eleitoral. Depois da polêmica causada, Cid declara voto em Haddad em segundo turno em cerca de 20 segundos de filme.

Como este site mostrou ontem (terça, 16), o irmão do presidenciável Ciro Gomes (PDT), terceiro lugar no primeiro turno, cobrou um mea culpa do PT e disse que o partido perderá “feio” o segundo turno presidencial por não admitir que fez muita “besteira”.

Na ocasião, Cid foi vaiado por militantes petistas e reagiu chamando-os de “babacas”. “É por isso que vocês vão perder”, vociferou. Ele também responsabilizou o PT pelo crescimento de Jair Bolsonaro (PSL), que passou com Haddad para o segundo turno com uma vantagem de quase 17 pontos percentuais, cerca de 18 milhões de votos.

O vídeo tem sido longamente explorado por Bolsonaro em seu programa eleitoral de rádio e TV. No vídeo divulgado nesta quarta (17), Ciro critica a atitude do ex-capitão do Exército. “Com tudo o que penso e diante de tudo o que falei, não é correto o que fez o outro candidato, usando imagens minhas meditadas, sem minha autorização”, diz o ex-governador cearense. “Que não fique nenhuma dúvida: nesse segundo turno, Haddad é o melhor para o Brasil. Votarei no Haddad no dia 28.”

Veja o vídeo:

Além do vídeo, Cid já acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que as imagens em que esbraveja contra o PT tenha veiculação proibida por Bolsonaro. A Corte recebeu a reclamação nesta terça-feira (16) e ainda não decidiu sobre a questão. A expectativa é que a campanha do deputado se antecipe a uma decisão do TSE e não mais volte a explorar a aparição de Cid em sua propaganda gratuita de rádio e TV.

Pesquisa IBOPE confirma pequisa SETA apontando maioria estimada de 130 mil votos a favor de Fátima

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (17) o resultado da primeira pesquisa do instituto sobre o segundo turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado no sábado (13) e no domingo (14) e tem margem de erro de 3 pontos, para mais ou para menos.

Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes:

  • Fátima Bezerra (PT): 54%
  • Carlos Eduardo (PDT): 46%

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no 2º turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

G1/RN

Em propaganda na TV, PT associa Bolsonaro à ditadura e à tortura

UOL
Em seu programa eleitoral na TV na noite desta terça (16), a campanha de Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência, associou seu adversário Jair Bolsonaro (PSL)à tortura e à ditadura militar (atenção: as imagens do vídeo acima são fortes).

“Você sabe o que é tortura?”, questiona o locutor. Em seguida, enquanto o vídeo mostra cenas do filme Batismo de Sangue, que reproduzem práticas de tortura utilizadas durante a ditadura militar no Brasil, o locutor afirma que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, “maior ídolo de Bolsonaro”, foi “o torturador mais sanguinário do Brasil”.

O vídeo traz, então, um depoimento de Amelinha Teles, militante que foi presa e torturada nas dependências do DOI-CODI.

“Eles colocam muitos fios elétricos descascados dentro da vagina, colocam dentro do ânus. Você grita de dor e você perde o equilíbrio e cai no chão. Eles vêm em cima de você, mesmo, para te estuprar”, relata.

Amelinha afirma ainda que o momento de “maior dor” sofrido por ela foi quando Ustra levou seus dois filhos até a sala de tortura onde ela estava “nua, vomitada e urinada”.

A propaganda lembra que Bolsonaro já homenageou Ustra no Congresso Nacional e traz declarações em vídeo em que o deputado diz ser “favorável à tortura”.

Em seu voto a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, o deputado federal declarou: “Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”.

O locutor então afirma que Bolsonaro “nunca escondeu que é contra a democracia e defendeu a morte até de inocentes”.

“Através do voto, você não vai mudar nada nesse país. Você só vai mudar, infelizmente, quando um dia nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro”, diz o deputado, em uma entrevista em vídeo, antes de concluir: “se vai morrer alguns inocentes, tudo bem”.

O vídeo ainda mostra imagens do deputado federal ensinando uma criança a fazer um gesto de arma com as mãos e diz que seguidores de Bolsonaro “espalham o terror pelo Brasil”.

 

Ku Klux Klan motiva bate-boca entre Haddad e Bolsonaro no Twitter

Os dois candidatos à Presidência que disputam o segundo turno trocaram mensagens no Twitter sobre um possível apoio da organização Ku Klux Klan a Jair Bolsonaro (PSL). “Meu adversário também está compondo com aliados e somando forças. Hoje ele recebeu o apoio da Ku Klux Klan…”, provocou o candidato do PT, Fernando Haddad.

“Recuso qualquer tipo de apoio vindo de grupos supremacistas. Sugiro que, por coerência, apoiem o candidato da esquerda, que adora segregar a sociedade” rebateu Bolsonaro. “Explorar isso para influenciar uma eleição no Brasil é uma grande burrice! É desconhecer o povo brasileiro, que é miscigenado”, completou, na mesma rede social.

O bate-boca entre os presidenciáveis foi provocado pelo fato de o ex-líder do KKK David Duke ter feito comentários sobre o candidato do PSL em seu programa de rádio nos Estados Unidos e também em sua conta no Twitter.

Um dos mais conhecidos defensores da supremacia branca, apoiador de Donald Trump, Duke compartilhou no Twitter um vídeo antigo de Bolsonaro, com legendas em inglês, no qual o deputado discursa, em comissão da Câmara, contra a educação de gênero na escola pública.

No vídeo, Bolsonaro diz que “canalhas e covardes estão emboscando crianças nas escolas” com um suposto programa de governo (do PT à época) que previa a “desconstrução da heteronormatividade” e “a esculhambação da família”. A postagem de Duke tem o seguinte título: “Bolsonaro prestes a conquistar a presidência do Brasil em 28 de outubro. (Você) precisa assistir!”

No seu programa de rádio, o ex-KKK, depois de elogiar Bolsonaro como candidato forte e nacionalista, diz que ele “é branco como um europeu”. Afirma ainda que Bolsonaro “está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali”, dando como exemplo “bairros negros do Rio de Janeiro”.

Debate

Além de discutirem no Twitter sobre a KKK, os presidenciáveis trocaram farpas sobre a realização de debates no segundo turno da disputa presidencial. Em resposta a uma publicação de Bolsonaro, que chamou Haddad de “fantoche de corrupto”, o candidato petista chamou o adversário para o debate. “Tuitar e fazer live é fácil, deputado. Vamos debater frente a frente, com educação, em uma enfermaria se precisar”.

Bolsonaro respondeu dizendo que “quem conversa com poste é bêbado”. “Existe um que está preso por corrupção e você vai toda semana na cadeia visitá-lo intimamente além de receber ordens”, escreveu o candidato do PSL. Haddad respondeu com a foto de uma bancada de debate vazia e a frase: “Te espero aqui, deputado”.

Agência Brasil

Caciques derrotados querem eleger Carlos Eduardo Alves, diz Thalita Moema

Em caso de vitória do candidato a governador Carlos Eduardo (PDT), os compromissos a pagar estarão em uma lista enorme, em troca do apoio ao governo.
No seu palanque apenas deputados, senadores derrotados, que buscarão um cargo de secretário de estado no RN.
Ao lado de Carlos Eduardo, Beto Rosado, Rogério Marinho, José Agripino, Sandra Rosado, Larissa Rosado, Jaco Jácome, Garibaldi, Antônio Jácome, Henrique Alves e Walter Alves.
O senador Garibaldi, não fará campanha para Carlos Eduardo, ficando totalmente isento e também não tem nenhum interesse em assumir nada.
O único deputado eleito, Walter Alves, tá fora também de campanha no 2º turno, está viajando com o senador e família, voltarão na semana da votação.
Os demais, deverão ser alojados nas secretarias do RN. O ex-preso Henrique Alves, deverá assumir o Turismo, como confirmou uma fonte do blog, ligada a organização da campanha do candidato a governador. Será um time e tanto dos secretários de Estado que foram demitidos pelo povo e serão empregados no Governo. Sandra Rosado é vereadora em Mossoró.
Também deverão ficar de fora Álvaro Dias e o filho Adjuto Dias, que foram passados pra trás na eleição do 1º turno.
www.thalitamoema.com.br

Juristas, professores, magistrados e ex-ministros lançam manifesto por Haddad

Resultado de imagem para Haddad

ESTADÃO/Ricardo Galhardo

Um grupo de mais de mil advogados e juristas, entre eles ex-ministros, magistrados, procuradores, professores de direito e expoentes do universo jurídico brasileiro assinaram um manifesto em defesa da candidatura à Presidência, nas eleições 2018, de Fernando Haddad (PT), que será apresentado em um ato na quinta-feira, 18.

Eles argumentam que em um momento de “ameaça à democracia” setores da sociedade devem colocar de lado diferenças pontuais em nome de um interesse maior.

“Pensamos diferentemente sobre tantos temas. Temos crenças, valores, ideias sobre tantos assuntos, mas em alguns pontos chegamos no mesmo lugar e isto é inegociável”, diz o texto.

O documento é assinado pelos ex-ministros da Justiça José Carlos Dias (governo Fernando Henrique Cardozo), Eugenio Aragão, José Eduardo Cardozo e Tarso Genro (governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence (advogado de Lula na Lava Jato), o ex-presidente da OAB Marcelo Lavenère Machado, o ex-procurador-geral de Justiça Antônio Carlos Biscaia e os advogados Pedro Dallari, Belisário dos Santos Jr, Celso Antônio Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari, Pedro Serrano e Marco Aurélio de Carvalho (coordenador Jurídico do PT).

Sem citar nominalmente o candidato Jair Bolsonaro (PSL) eles justificam o apoio a Haddad dizendo ser contra a “violência física ou simbólica”.

“Por isso, nós juristas e demais profissionais subscritores do presente manifesto, defensores da democracia e radicalmente contrários a violência física ou simbólica como forma de reprimir opiniões contrárias, declaramos apoio ao candidato à Presidência da República Fernando Haddad, independentemente de eventuais diferenças programáticas, pelo fato de ser o único, nesse segundo turno, capaz de garantir a continuidade do regime democrático e dos direitos que lhe são inerentes, num ambiente de paz, de tolerância e de garantia das liberdades públicas”, diz o texto.

Leia a íntegra do manifesto:

“PELA DEMOCRACIA, TODAS E TODOS COM HADDAD!

‘O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons’ (Martin Luther King)

Todos os povos têm momentos de união em torno de temas civilizatórios. A união se dá em torno de assuntos que transcendem para além dos interesses individuais, corporativos e partidários. Parece que no Brasil é chegado esse momento. Pensamos diferentemente sobre tantos temas. Temos crenças, valores, ideias sobre tantos assuntos, mas em alguns pontos chegamos no mesmo lugar e isto é inegociável. Este lugar, este ponto sobre o qual não discordamos, é algo chamado democracia, que engloba a preservação daquilo pelo qual todos nós lutamos há tantas décadas – a dignidade das pessoas, o respeito aos direitos humanos e a justiça social.

Os avanços civilizatórios são como degraus. Subimos um a um. Unimo-nos para ajudar a todos nessa subida. Tolerância, solidariedade, direitos iguais e respeito às diferenças. É isso que nos move e é o combustível de todos os povos e nações que vivem e convivem em democracia. A democracia não existe sem pluralismo político, social e moral, algo inevitável numa sociedade complexa como a nossa. A democracia só aceita disputas entre adversários, não entre inimigos, só admite a política, não a guerra, formas pacíficas de disputa, não violentas.

A democracia só existe limitada pelos direitos dos indivíduos e das minorias, para que não se torne uma ditadura da maioria. Democracia é a paz com voz! Neste momento difícil da história do Brasil, nós, brasileiras e brasileiros de todos os credos, raças, etnias, profissões, filiações políticas, orientações sexuais e de gênero, damo-nos as mãos para pedir paz e, mais do que tudo, a preservação da democracia. Que reflitamos para saber o que queremos para o futuro de nosso país. Rejeitamos o rancor e a divisão entre brasileiros. Temos a Constituição mais democrática do mundo, que diz que nosso Brasil é uma República que visa a erradicar a pobreza, fazer justiça social, reduzir desigualdades regionais, incentivar a cultura e promover a solidariedade. Este é o nosso desejo neste momento de crise. O respeito às leis, à Constituição e aquilo que não se pode tocar nem ver: a democracia.

Por isso, nós juristas e demais profissionais subscritores do presente manifesto, defensores da democracia e radicalmente contrários a violência física ou simbólica como forma de reprimir opiniões contrárias, declaramos apoio ao candidato à Presidência da República Fernando Haddad, independentemente de eventuais diferenças programáticas, pelo fato de ser o único, nesse segundo turno, capaz de garantir a continuidade do regime democrático e dos direitos que lhe são inerentes, num ambiente de paz, de tolerância e de garantia das liberdades públicas.”

Bolsonaro tem 59%; Haddad, 41%, aponta o IBOPE

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (15) o resultado da primeira pesquisa do instituto sobre o segundo turno da eleição presidencial.

O levantamento foi realizado na sábado (13) e domingo (14), e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.

Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes:

Jair Bolsonaro (PSL): 59%
Fernando Haddad (PT): 41%

Sobre a pesquisa

A pesquisa Ibope foi contratada pela TV Globo e O Estado de S.Paulo. A coleta dos dados aconteceu entre os dias 13 e 14 de outubro com 2506 eleitores em 176 municípios. Ela foi calculada com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança: 95%
O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos. Ela teve o registro BR‐01112/2018 no TSE


G1