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Bolsonaro chama Globo de “lixo” e sugere que emissora erra de propósito para prejudicá-lo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar a Globo e a chamou de “lixo” em vídeo compartilhado em sua conta no Twitter. No material, o chefe do Executivo aponta dois textos idênticos lidos no Jornal Nacional e no Jornal da Globo de 22 de maio a respeito da reunião ministerial de 22 de abril.

“[…] O presidente não disse em que circunstâncias ou em qual investigação e afirmou que pediu ajuda ao então ministro Moro para ser blindado, mas não foi atendido”, informou o apresentador William Bonner no Jornal Nacional e o repórter Vinícius Leal no Jornal da Globo.
Em seguida, o vídeo mostra Bolsonaro dizendo aos jornalistas: “Moro, eu não quero que me blinde”. E, na sequência, os dois jornalistas se retificam falando o mesmo texto.

“Uma correção: agora há pouco, nós dissemos erroneamente que o presidente Bolsonaro tinha pedido ao então ministro Moro para ser blindado, mas como nós mostramos na voz do próprio presidente, foi o contrário, ele disse a Moro que não queria ser blindado, mas o ministro tinha a missão de não deixar que ele fosse chantageado”, disseram Bonner e Vinícius Leal.

O vídeo sugere que a emissora errou de propósito para confundir os telespectadores sobre as provas que incriminariam Bolsonaro na gravação da audiência, segundo apontou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

“Qual o limite da Globo?”, escreveu o presidente na rede social.

 

Oposição quer unificar pedidos de CPI contra Bolsonaro

Articulação surgiu após a revelação de novas mensagens trocadas pelo presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Sérgio Moro
Jussara Soares

Após a revelação de novas mensagens trocadas pelo presidente Jair Bolsonaro e o então ministro Sérgio Moro, a oposição quer unificar pedidos de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso. A medida é uma tentativa de ganhar força e pressionar para a criação do colegiado para investigar a suposta interferência do chefe do Executivo na PF. Há ainda 35 requerimentos de impeachment de Bolsonaro.

Neste domingo, 24, o líder do Cidadania na Câmara, Arnaldo Jardim (SP), contou que o partido vai trabalhar ao longo da semana para que outros autores de pedidos de abertura de CPI se unam em um só. Segundo ele, isoladamente os pedidos estão enfraquecidos. Um dos pedidos de CPI mais avançados é o encabeçado pelo Cidadania, que tem como foco a investigar as acusações feitas pelo ex-ministro Moro. “Os pedidos estão andado paralelo. Cada um tem sua força, mas isoladamente estão fragilizados. Nossa intenção é que haja uma ação mais coordenada entre as diferentes iniciativas para buscar concretizar uma proposta única e que posta ter adesão”, disse Jardim.

Clima belicoso: oficiais da reserva defendem Heleno e falam em guerra civil

Nota assinada por 90 oficiais prega a desobediência: “Aprendemos, desde cedo, que ordens absurdas e ilegais não devem ser cumpridas”

Ricardo Galhardo

Um grupo de 90 oficiais da reserva do Exército divulgou no sábado (23) uma nota de apoio ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, na qual, em tom de ameaça, atacam o Supremo Tribunal Federal (STF), a imprensa e falam em “guerra civil”.

“Faltam a ministros, não todos, do stf (sempre grafado em letras minúsculas), nobreza, decência, dignidade, honra, patriotismo e senso de justiça. Assim, trazem ao País insegurança e instabilidade, com grave risco de crise institucional com desfecho imprevisível, quiçá, na pior hipótese, guerra civil”, diz o texto.

A nota faz parte de uma escalada verbal por parte de apoiadores do presidente Jair Bolsonarodesde que o decano do STF, ministro Celso de Mello, autorizou a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 abril e despachou para a Procuradoria-Geral da República (PGR) três notícias-crime, em ato de praxe, para Augusto Aras se manifestar sobre os pedidos feitos por deputados da oposição de apreensão dos celulares do presidente e de seu filho Carlos Bolsonaro.

Na sexta-feira, o ministro Augusto Heleno, que também é general da reserva, divulgou nota em resposta à decisão de Celso de Mello na qual fala em “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

A manifestação de Heleno provocou fortes reações de setores democráticos da sociedade que enxergaram na nota ameaça de golpe.

No texto divulgado neste domingo os oficiais da reserva, ex-colegas de turma de Heleno na Academia das Agulhas Negras, se referem aos “ministros” do STF – entre aspas – nos seguintes termos: “bando de apadrinhados que foram alçados à condição de ministros do stf (sic), a maioria sem que tivesse sequer logrado aprovação em concurso de juiz de primeira instância”.

Em tom policialesco, o texto adverte: “Alto lá, ‘ministros’ do stf!” e diz que os autores do texto se mantém calados “em nome da paz no País”.

Sem citar nomes, os militares sugerem que ministros são delinquentes e que, por culpa do STF, que decidiu contra a prisão após condenação em segunda instância, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está livre.

“Juiz que um dia delinquiu – e/ou delinque todos os dias com decisões arbitrárias e com sentenças e decisões ao arrepio da lei -facilmente perdoa (…) Vemos, por esta razão, ladrão, corrupto e condenado passeando pela Europa a falar mal do Brasil. Menos mal ao País fizeram os corruptos do mensalão e do petrolão, os corruptos petistas e seus asseclas que os maus juízes que, hoje, fazem ao solapar a justiça do país e se posicionar politicamente, como lacaios de seus nomeadores, sequazes vermelhos e vendilhões impatrióticos”.

Os militares aposentados também ecoam o discurso de Bolsonaro ao usar termos pesados como “canalha” para se referir à imprensa. “Temos acompanhado pelo noticiário das redes sociais (porquanto, com raríssimas exceções, o das redes de TV, jornais e rádios é tendencioso, desonesto, mentiroso e canalha, como bem assevera o Exmº. Sr. presidente da República), as sucessivas arbitrariedades, que beiram a ilegalidade e a desonestidade”.

Por fim, a nota prega a desobediência. “Aprendemos, desde cedo, que ordens absurdas e ilegais não devem ser cumpridas”. Na decisão que retirou o sigilo sobre a reunião do sia 22 de abril, Celso de Mello adverte que a desobediência a ordem judicial é crime e pode levar ao impeachment.

Leia a íntegra da nota:

SOLIDARIEDADE AO GENERAL AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA

Nós, oficiais da reserva do Exército Brasileiro, integrantes da Turma Marechal Castello Branco, formados pela “SAGRADA CASA” da Academia Militar das Agulhas Negras em 1971, e companheiros dos bancos escolares das escolas militares que, embora tenham seguido outros caminhos, compartilham os mesmos ideais, viemos a público externar a mais completa, total e irrestrita solidariedade ao GENERAL AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, não só em relação à Nota à Nação Brasileira, por ele expedida em 22 de maio de 2020, mas também em relação a sua liderança, a sua irrepreensível conduta como militar, como cidadão e como ministro de Estado.

Alto lá, “ministros” do stf!

Temos acompanhado pelo noticiário das redes sociais (porquanto, com raríssimas exceções, o das redes de TV, jornais e rádios é tendencioso, desonesto, mentiroso e canalha, como bem assevera o Exmº. Sr. presidente da República), as sucessivas arbitrariedades, que beiram a ilegalidade e a desonestidade, praticadas por este bando de apadrinhados que foram alçados à condição de ministros do stf, a maioria sem que tivesse sequer logrado aprovação em concurso de juiz de primeira instância.

Assistimos, calados e em respeito à preservação da paz no país, à violenta arbitrariedade de busca e apreensão, por determinação de conluio de dois “ministros”, cometida contra o General Paulo Chagas, colega de turma. Mas o silêncio dos bons vem incentivando a ação descabida dos maus, que confundem respeito e tentativa de não contribuir para conturbar o ambiente nacional com obediência cega a “autoridades” ou conformismo a seus desmandos. Aprendemos, desde cedo, que ordens absurdas e ilegais não devem ser cumpridas.

Desnecessário enumerar as interferências descabidas, ilegais, injustas, arbitrárias, violentas contra o Exmº Sr. Presidente da República, seus ministros e cidadãos de bem, enquanto condenados são soltos, computador e celular do agressor do então candidato Jair Bolsonaro são protegidos em razão de uma canetada, sem fundamentação jurídica, mas apenas pelo bel-prazer de um ministro qualquer.

Chega!

Juiz que um dia delinquiu – e/ou delinque todos os dias com decisões arbitrárias e com sentenças e decisões ao arrepio da lei – facilmente perdoa.

Perdoa, apoia, põe em liberdade e defende criminosos, mas quer mostrar poder e arrogância à custa de pessoas de bem e autoridades legitimamente constituídas. Vemos, por esta razão, ladrão, corrupto e condenado passeando pela Europa a falar mal do Brasil. Menos mal ao país fizeram os corruptos do mensalão e do petrolão, os corruptos petistas e seus asseclas que os maus juízes que, hoje, fazem ao solapar a justiça do país e se posicionar politicamente, como lacaios de seus nomeadores, sequazes vermelhos e vendilhões impatrióticos.

O cunho indelével da nobreza da alma humana é a justiça e o sentimento de justiça. Faltam a ministros, não todos, do stf, nobreza, decência, dignidade, honra, patriotismo e senso de justiça. Assim, trazem ao país insegurança e instabilidade, com grave risco de crise institucional com desfecho imprevisível, quiçá, na pior hipótese, guerra civil. Mas os que se julgam deuses do Olimpo se acham incólumes e superiores a tudo e todos, a saborear lagosta e a bebericar vinhos nobres; a vaidade e o poder lhes cegam bom senso e grandeza.

Estamos na reserva das fileiras de nosso Exército. Nem todos os reflexos são os mesmos da juventude. Não mais temos a jovialidade de cadetes de então, mas mantemos, na maturidade e na consciência, incólumes o patriotismo, o sentimento do dever, o entusiasmo e o compromisso maior, assumido diante da Bandeira, de defender as Instituições, a honra, a lei e a ordem do Brasil com o sacrifício da própria vida. Este compromisso não tem prazo de validade; ad eternum.

Brasília, 23 de maio de 2020.

Assinam (o nome aparece em ordem alfabética):

Adonai de Ávila Camargo Coronel de Infantaria

Alvarim Pires do Couto Filho Coronel de Infantaria

Álvaro Vieira Coronel Engenheiro Militar

Alzelino Ferreira da Silva. Coronel Comunicações

Amaury Faia Coronel de Infantaria

Anquises Paulo Stori Paquete Coronel de Infantaria

Antônio Carlos Gay Thomé Coronel Engenheiro Militar

Antônio Carlos da Silva Portela General de Brigada

Antônio Ferreira Sobrinho Coronel de Artilharia]Augusto Cesar Lobão Moreira Promotor de Justiça

Carlos Alberto Dias Vieira Engenheiro

Carlos Alberto Zanatta Coronel Engenheiro Militar

Carlos Augusto da Costa Brown Coronel de Infantaria

Carlos Soares Coronel Engenheiro Militar

Celso Bueno da Fonseca Coronel de Cavalaria

Chacur Roberto Jorge Major de Material Belico

Cláudio Eustáquio Duarte Coronel de Infantaria

Dalton Domingues Coronel do Quadro de Material Bélico

Décio Machado Borba Júnior Coronel Infantaria

Édson Pires dos Santos Coronel de Infantaria

Edu Antunes Coronel de Infantaria

Eduardo de Carvalho Ferreira Coronel do Quadro de Material Bélico

Eduardo José Navarro Bacellar Coronel de Comunicações

Eliasar de Oliveira Almeida Coronel de Artilharia

Emilio Wagner Kourrouski Coronel de Cavalaria

Ênio Antonio Alves dos Anjos Coronel de Comunicações

Fernando Francisco Vieira Major de Artilharia

Fernando Freire Coronel de Infantaria

Francisco José da Cunha Pires Soeiro Coronel Engenheiro

Fernando Ruy Ramos Santos Coronel de Intendência

Francisco de Assis Alvarez Marques Coronel de Artilharia

Gabriel Cruz Pires Ribeiro Coronel de Comunicações

Genino Jorge Cosendey Coronel de Engenharia

Gilberto Machado da Rosa Coronel de Engenharia

Ivanio Jorge Fialho Coronel de Intendência

Jeová Ferreira Rocha Coronel do Quadro de Material Bélico

Johnson Bertoluci Coronel de Engenharia

João Cunha Neto Coronel de Infantaria

João Henrique Pereira Allemand Coronel de Comunicações

João Vicente Barboza Coronel de Infantaria

Jorge Alberto Durgante Colpo Coronel de Artilharia

Jorge Cosendey Coronel de Engenharia

José Benedito Figueiredo Coronel de Artilharia

José Carlos Abdo Coronel de Engenharia

José Eurico Andrade Neves Coronel de Cavalaria

José Rossi Morelli Coronel de Engenharia

Josias Dutra Moura Coronel de Intendência

Julio Joaquim da Costa Lino Dunham

Juarez Antônio da Silva Coronel de Infantaria

Lincoln Ungaretti Branco Coronel de Infantaria

Luiz Antônio Gonzaga Coronel de Artilharia

Luiz Dionisio Aramis de Mattos Vieira Coronel de Cavalaria

Manoel Francisco Nunes Gomes Coronel de Infantaria

Márcio Visconti Coronel de Cavalaria

Marco Antônio Cunha Coronel de Infantaria

Marino Luiz da Rosa Coronel de Comunicações

Nelson Gomes Coronel de Engenharia

Moacir Klapouch Coronel de Intendência

Nilton Nunes Ramos Coronel de Infantaria

Nilton Pinto França Coronel de Artilharia

Norberto Lopes da Cruz Coronel de Infantaria

Osiris Hernandez de Barros Coronel de Cavalaria

Pascoal Bernardino Rosa Vaz Coronel de Cavalaria

Paulo Cesar Alves Schutt Coronel de Infantaria

Paulo César Fonseca Coronel de Infantaria

Paulo Goulart dos Santos Coronel de Infantaria

Paulo Sérgio de Carvalho Alvarenga Coronel do Quadro de Engenheiros Militares

Paulo Sérgio do Nascimento Silva Coronel de Infantaria

Pedro Sérgio Chagas da Silva Coronel do Quadro de Material Bélico

Pedro Paulo da Silva Coronel de Infantaria

Renato César do Nascimento Santana Coronel de Infantaria

Roberto Barbosa Coronel de Infantaria

Ronald Wall Barbosa de Carvalho Engenheiro e empresário

Rubens Vieira Melo Coronel de Artilharia

Rui Antônio Siqueira Coronel de Infantaria

Sebastião Célio de Aquino Almeida Coronel de Intendência

Sérgio Afonso Alves Neto Coronel de Artilharia

Sérgio Antônio Leme Dias Advogado e professor.

Siloir José Soccal Coronel de Intendência

Téo Oliveira Borges Coronel de Infantaria

Tércio Azambuja Coronel de Cavalaria

Tiago Augusto Mendes de Melo Coronel de Artilharia.

Túlio Cherem General de Exército

Vanildo Braga Vilela Coronel de Engenharia

Vicente Wilson Moura Gaeta Coronel de Intendência

Waldir Roberto Gomes Mattos Coronel de Infantaria

Walter Paulo General de Brigada

Willard Faria Familiar Coronel de Infantaria

Zenilson Ferreira Alves Coronel de Artilharia

Espalha vírus: Presidente Jair Bolsonaro cita abuso de autoridade e participa de ato contrariando recomendações


João Conrado Kneipp
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez uma postagem na manhã deste domingo (24), a respeito da nova lei que trata sobre abuso de autoridade, sancionada por ele em setembro do ano passado após tramitação no Congresso.

No Facebook, o presidente destacou o artigo 28 da Lei 13.869/2019 discorrendo sobre o abuso de autoridade ao “divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado”.

A infração ao artigo, conforme prevê a lei, seria punida com pena detenção, de 1 a 4 anos, e multa.

Logo após as postagem, o presidente deixou o Palácio da Alvorada de helicóptero, desembarcou na Vice-Presidência e chegou à praça dos Três Poderes, em Brasília, onde ocorreu uma manifestação em defesa do governo.

Bolsonaro estava de máscara como orienta a Organização Mundial de Saúde (OMS) por conta do surto do novo coronavírus, mas a retirou na caminhada, contrariando regras do Distrito Federal. A multa em caso de descumprimento é de R$ 2 mil.

O presidente voltou a causar aglomeração na frente do Palácio do Planalto. Desta vez, não desceu a rampa do palácio, como em outros atos.

Os manifestantes portavam faixas contra o Congresso e o Judiciário.

Cercado de seguranças, o presidente estava acompanhado do ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ).

Senador Kajuru critica reunião ministerial e sinaliza ruptura com Bolsonaro


O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) fez duras críticas à reunião ministerial de 22 de abril e indicou sua ruptura com o governo Bolsonaro. O vídeo teve sua divulgação liberada na última sexta-feira (22) pelo ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal).
“É triste ver o vídeo do presidente com ministros onde o foco não foi a saúde de um Brasil em pandemia! Também inaceitável a confissão de interferência! Cada poder tem que falar”, escreveu o senador em sua conta no Twitter.

A “confissão de interferência” se refere à suposta interferência de Bolsonaro na chefia da PF (Polícia Federal) do Rio de Janeiro, como acusou ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O vídeo, segundo o ex-juiz, comprovaria sua fala sobre o presidente.

A crítica sinaliza a vontade de Kajuru de se distanciar do governo e de Bolsonaro, de quem antes era um defensor ferrenho. Quando estava no PSB, por exemplo, o senador defendeu a flexibilização do porte de armas, bandeira de Bolsonaro, e desagradou o presidente do partido, que pediu sua desfiliação.

Nas últimas semanas, Kajuru se posicionou contra Bolsonaro na discussão acalorada com o governador de São Paulo, João Doria, e na demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde.

Bronca: Paulo Marinho procura o celular de Bibiano dizendo que renunciará suplência do senador Flávio Bolsonaro


Em entrevista à GloboNews, o empresário Paulo Marinho disse que tenta recuperar um celular de Gustavo Bebianno com conversas da época da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, em 2018.

Segundo Marinho, o aparelho está nos Estados Unidos.

“Esse celular tem registros de conversas dele durante um ano e meio de convívio da campanha, entre ele e todas as pessoas que participaram da campanha”, disse.

“Eu não posso te dizer o que tem, até porque eu não tenho conhecimento, mas eu quero resgatar esse telefone, até para saber o que tem ali.”

Paulo Marinho afirmou ainda que não tem interesse em assumir o mandato do senador.

“Eu queria te dizer o seguinte – até apontando, olhando para a câmera para os seus telespectadores: se o senador Flávio Bolsonaro renunciar ao mandato dele de senador hoje, na próxima semana, no dia seguinte, eu renuncio do meu.”

O ANTAGONISTA

Bolsonaro é aconselhado a buscar Toffoli para minimizar fala de Weintraub

Antagonista
Aliados de Jair Bolsonaro aconselharam o presidente a procurar Dias Toffoli para minimizar a declaração de Abraham Weintraub na reunião ministerial do dia 22 de abril, diz a Folha.
“O receio do presidente foi manifestado nesta sexta e neste sábado (23) a assessores presidenciais e aliados. Ele teme que o episódio seja usado como justificativa para que o Judiciário imponha novas derrotas ao Executivo, seja no curso da investigação, seja em processos em tramitação no Supremo.”
Ontem, como publicamos, Celso de Mello enviou as falas de Weintraub aos outros ministros do STF para que “adotem medidas que julgarem pertinentes”.
O decano considerou “gravíssima aleivosia” a declaração do ministro da Educação de que “botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”.