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Novo ministro defende tirar Bolsa Família de aluno agressor

BRASÍLIA – Defensor do enfrentamento ao chamado “marxismo cultural”, o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, diz que ficará vigilante a “tudo que sair” da pasta, como livros didáticos, e estará atento a “sabotagens”. Ele nega, porém, que haverá perseguição no MEC. “Não sou caçador de comunistas”, disse em entrevista exclusiva ao Estado. Ele afirmou que trabalhará para entregar o que está no plano de governo e não fará, por ora, mudanças no Fies ou no Prouni. “Chega de solavanco.”

Tema do programa de Bolsonaro, a disciplina nas escolas é alvo de preocupação. Ele defende que professores agredidos em sala de aula chamem a polícia e que os pais sejam processados e, “no limite”, percam o Bolsa Família e a tutela das crianças infratoras. “Temos de cumprir leis ou caminhamos para barbárie. Hoje, há muito o ‘deixa disso’, ‘coitado’. O coitado está agredindo o professor”, disse, frisando que ainda não há medidas previstas para enfrentar o problema.

O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub
O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub
Foto: Adriano Machado / Reuters

Weintraub diz que o cronograma do Enem será cumprido e que Bolsonaro não lerá previamente as questões da prova. “Se sair um Enem todo errado, sou o culpado e tem de me dar reprimenda ou me tirar do cargo.”

TERRA

Reunião da CCJ da Câmara dos Deputados foi marcada por tumulto e suspeita de deputados armados

A reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados desta terça-feira (9), destinada à leitura do parecer sobre a admissibilidade da reforma da Previdência, foi marcada por tumultos e bate-bocas entre aliados do governo e oposicionistas.

Iniciada por volta das 14h40, a reunião transcorreu em clima tenso e se arrastou por diversas horas em razão dos recursos regimentais apresentados pela oposição como parte da estratégia para atrasar a leitura do parecer.

Ela chegou a ser interrompida por 15 minutos após uma confusão entre os parlamentares (leia abaixo mais detalhes sobre o tumulto).

Apesar da articulação da base do governo Jair Bolsonaro para tentar acelerar a reunião, o relator da proposta, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), só conseguiu ler o seu parecer, favorável à tramitação da PEC, depois de mais de quatro horas.

Tumulto

O tumulto que suspendeu a reunião ocorreu quando Freitas se preparava para fazer a leitura do relatório.

Naquele momento, deputados contrários à matéria foram até a mesa do presidente da comissão, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR), em protesto porque ele não queria deixar que apresentassem mais uma questão de ordem, alegando que tinha caráter protelatório.

Parlamentares governistas, então, cercaram a mesa e começou o tumulto. No meio da confusão, o deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE) começou a gritar que havia um parlamentar armado entre eles, em referência ao líder do PSL, Delegado Waldir (PSL-GO).

O Regimento Interno da Câmara proíbe expressamente o “porte de arma de qualquer espécie nos edifícios da Câmara e suas áreas adjacentes, constituindo infração disciplinar, além de contravenção, o desrespeito a esta proibição”. Pelo artigo 271 do regimento, apenas integrantes da segurança podem portar arma.

Diante da confusão, a reunião foi suspensa. Deputados governistas disseram à imprensa que Waldir portava apenas um coldre (artefato utilizado para guardar a arma na cintura). Parlamentares da oposição, porém, alegaram que ele teria entregado a arma a aliados. Continue lendo Reunião da CCJ da Câmara dos Deputados foi marcada por tumulto e suspeita de deputados armados

100 dias de Bolsonaro tem metas não atingidas e atrasos

Por Último Segundo

Esta quarta-feira, 10 de abril, completa a marca dos primeiros 100 dias de governo de Jair Bolsonaro. É também data de avaliação, uma vez que as  35 metas definidas no início do mandato serão avaliadas. E a análise não será das mais positivas para o presidente.

Logo que assumiu, Bolsonaro definiu com sua equipe ministerial uma lista de “tarefas” a serem realizadas neste primeiro marco do governo. As metas englobavam os mais diversos temas e tinham variados graus de dificuldades. Chegado o prazo, o saldo mostra que alguns ministérios, como o da Economia e o da Justiça, conseguiram concluir seus objetivos com alguma facilidade, enquanto outros sofreram com atrasos e problemas ao longo do caminho.

Em entrevista na última semana, o presidente chegou a afirmar que conseguiria entregar cerca de 95% das metas estipuladas, e que os outros 5% ficariam bem próximos da conclusão. Porém, em uma análise mais profunda e minuciosa dos temas, é possível comprovar que os números são bastante diferentes, e pesam contra o parecer dado pelo presidente.

Por um lado, conseguiu concretizar algumas de suas propostas de campanha, como o decreto da flexibilização do porte de arma , uma das principais vertentes da campanha eleitoral, e o Projeto de Lei Anticrime , que foi desenvolvido e agora encontra-se nas mãos dos deputados para uma primeira avaliação.

Porém, diversos pontos sofreram com atrasos e problemas, o que fez com que muitas das metas não pudessem ser realizadas ou fossem entregues parcialmente, como é o caso do Centro de Testes de Tecnologia de Dessalinização, que ainda não entrou em sua fase de testes, e a reestruturação da Empresa Brasileira de Comunicação, chamada por Bolsonaro de “TV Lula”.

Vejam a avaliação de todas as metas definidas: https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2019-04-10/100-dias-de-bolsonaro-atrasos-e-paralisacoes-deixam-metas-longe-do-esperado.html

Perigo: Bolsonaro fala sobre gestão e Mourão sobre regime

Se governo falhar, a conta irá para as Forças Armadas, diz Mourão

O Antagonista

Em Boston, o general Hamilton Mourão foi questionado se a presença de tantos militares no governo não poderia comprometer a imagem das Forças Armadas. Ele respondeu:

“Se o nosso governo falhar, errar demais – porque todo mundo erra –, mas se errar demais, não entregar o que está prometendo, essa conta irá para as Forças Armadas. Daí a nossa extrema preocupação.”

Câmara desarquiva proposta que reduz número de deputados

A Câmara desarquivou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 431) que reduz o número de deputados federais de 513 para 394 (119 a menos) e de senadores de 81 para 54 (corte de 27 cadeiras). A economia pode chegar a R$ 3,4 bilhões por legislatura, aponta o autor, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB).

A proposta foi apresentada no ano passado, mas travou na Comissão de Constituição e Justiça. Apenas com a redução do número de parlamentares federais e, tomando-se como referência os valores das verbas indenizatórias e não indenizatórias pagas pela Câmara, estima-se que o Congresso reduzirá seus gastos em, no mínimo, R$ 1,3 bilhão por legislatura.

Sucessor de Vélez na Educação também é fã de Olavo e gosta de “xingar comunista”

CONGRESSO EM FOCO

 

O novo titular do Ministério da Educação, Abraham Weintraub, de 48 anos, já deixou clara sua proximidade com as ideias do escritor Olavo de Carvalho, conhecido pela influência que vem exercendo na pasta e responsável pela indicação de seu antecessor, Ricardo Vélez Rodríguez, demitido nesta segunda-feira (8) em meio a uma crise de gestão. Assim como Vélez, já deu declarações polêmicas.

“Quando ele (um comunista) chegar para você com o papo ‘nhoim nhoim’, xinga. Faz como o Olavo de Carvalho diz para fazer. E quando você for dialogar, não pode ter premissas racionais”, disse em um evento no fim do ano passado, conforme relato feito à época pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Nesse dia, Abraham defendeu o combate ao “marxismo cultural nas universidades”. E disse que é preciso vencer o comunismo e evitar outras ameaças, como ataques islâmicos, para que o Brasil seja um dos países mais pacíficos do mundo. “Dá para ganhar deles. É Olavo de Carvalho adaptado”, disse Abraham.

O agora ministro da Educação estava até então como secretário-executivo da Casa Civil, o número dois, abaixo apenas de Onyx Lorenzoni. A função foi dada a ele justamente por ser um cargo-chave nas negociações com o Congresso da reforma da Previdência, trabalho que ele e seu irmão Arthur Weintraub, de 42 anos, já haviam começado a desenvolver ainda na pré-campanha eleitoral e que continuaram na equipe de transição para o novo governo. Arthur é assessor especial da Presidência da República.

O novo ministro da Educação e seu irmão foram apresentados a Bolsonaro, no Congresso, por Onyx em abril de 2017. Os dois então passaram a prestar consultoria para o então deputado em assuntos econômicos, principalmente previdenciários, no qual são especialistas.

Abraham Weintraub se formou em ciências econômicas pela Universidade de São Paulo (USP) em 1994. É mestre em administração na área de finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e professor de Ciências Contábeis na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Seu irmão é professor de Ciências Atuariais na mesma instituição

Em entrevista ao Estadão, em agosto de 2018, os dois classificaram como “rotulação pobre” o conceito de direita e esquerda. “Somos humanistas, democratas, liberais, lemos a Bíblia (Velho e Novo Testamento) e a temos como referência”, afirmou.

Os irmãos são avessos a entrevistas e só falaram com o jornal sob a condição de que suas respostas, enviadas por e-mail, fossem publicadas na íntegra. Eles disseram ser perseguidos e alvo de ameaças desde que seu vínculo com Bolsonaro se tornou público.

Abraham fez carreira no Banco Votorantim, onde atuou por 18 anos. Começou como office-boy e virou, ao logo dos anos, economista-chefe e diretor. Após ser demitido, passou para a Quest Corretora, da qual era sócio. Depois de deixar a iniciativa privada passou a se dedicar como professor da Unifesp, assim como o irmão mais novo. Os dois também fundaram o Centro de Estudos em Seguridade, que presta consultoria a empresas e publica uma revista sobre Previdência

Se fosse presidente, escolheria ‘outras pessoas’ para trabalhar comigo, diz Mourão

Foto: Adnilton Farias/VPR

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou neste domingo (7) que, se estivesse no lugar de Jair Bolsonaro, teria escolhido outras pessoas para trabalhar com ele no comando do governo.

Durante encerramento da Brazil Conference, nos EUA, o vice fez um balanço dos cem primeiros dias do governo Bolsonaro —completos na quarta-feira (10)— e foi questionado sobre o que faria diferente caso fosse o presidente.

Em um primeiro momento, Mourão disse que agradecia a pergunta, mas que sua parceria com Bolsonaro era total. “Quando ele toma uma decisão, eu acato.”

Questionado mais uma vez sobre possíveis mudanças na condução do país até aqui, o vice então respondeu: “Talvez pela minha personalidade, eu escolhesse outras pessoas para trabalhar comigo”.

Para Mourão, a grande participação de militares no governo Bolsonaro cria um risco de associação caso o governo falhe.

“Se nosso governo falhar, errar demais, não entregar o que está prometendo, essa conta irá para as Forças Armadas, daí a nossa extrema preocupação”.

O vice respondia à pergunta da plateia —formada por estudantes, professores e pesquisadores— sobre o papel dos militares no Planalto e a percepção do presidente Ernesto Geisel (1974-1979) de que governar não era tarefa das Forças —Geisel iniciou a transição do regime militar para o civil.

Sobre a comparação, Mourão declarou: “O general Geisel não foi eleito, eu fui”.

Nesse momento, o vice-presidente foi ovacionado pelo público. Uma pessoa, porém, gritou “ditadura nunca mais” e foi rapidamente retirada do auditório por seguranças.

Apesar de afirmar que a conta de um eventual fracasso do governo vai para o colo dos militares, Mourão tentou minimizar o peso da farda na gestão de Bolsonaro.

Ele disse que o presidente é “mais político do que militar”, pois está no Congresso há quase 30 anos e que os auxiliares no comando de pastas importantes, como o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), com o general Augusto Heleno, e a Secretaria de Governo, com o general Santos Cruz, já estavam na reserva.

Sob críticas de aliados de Bolsonaro por sua postura muitas vezes antagônica à do governo, Mourão fez questão de dizer que sua parceria com o presidente é total e que, quando o chefe do Planalto toma uma decisão, ele a acata.

Nas últimas semanas, Mourão tem se colocado do outro lado do tabuleiro nas principais polêmicas do governo.

Na mais recente, enquanto Bolsonaro e seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, insistiam na ideia de que o nazismo foi um movimento de esquerda, Mourão disparou: “De esquerda é o comunismo, não resta nenhuma dúvida”.

Como mostrou a Folha, o roteiro incomodou aliados de Bolsonaro, que avaliam os compromissos como reforço da tese de que o vice está tentando se firmar como figura plural e dissonante de Bolsonaro.

“Bolsonaro é tão criticado e, muitas vezes, tão pouco compreendido: a visão do presidente é muito clara, ele está trabalhando para as próximas gerações e não para as próximas eleições, ele tem firme em sua mente que, em 1º de janeiro de 2023, quando entregarmos o bastão para quem nos suceder, o país estará com as reformas prontas”, disse Mourão, diante de um auditório lotado composto por estudantes de Harvard, empresários e autoridades como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador do Rio, Wilson Witzel, chamado de “dileto amigo”.

Mourão advertiu para o uso das redes sociais para disseminar o ódio. O vice-presidente tem sido alvo de diversos ataques do guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, e os filhos do presidente frequentemente usam as mídias sociais para atacar opositores.

“A revolução tecnológica dos últimos anos não trouxe exclusivamente benefícios, a velocidade da disseminação das informações favorece o conhecimento, mas também permite que operadores fora do sistema se aproveitem dessas plataformas para fins destrutivos, muitas vezes violentos e para semear o ódio”, afirmou.

“O Brasil e a Nova Zelândia foram palco recente dessa violência planejada e organizada nas mesmas redes sociais onde pessoas de bem trocam informações, compartilham experiências e imagens e cultivam relações de qualidade. Este é o nosso primeiro recado : não ao ódio.”

E o general apontou a crise ambiental e o protecionismo comercial como alguns dos principais desafios enfrentados pelo mundo hoje. Indagado, Mourão disse textualmente que o Brasil não irá abandonar o Acordo de Paris sobre o clima. “O Brasil tem uma responsabilidade enorme, não vamos sair do Acordo de Paris e vamos nos sujeitar ao que ali está colocado.”

Durante a campanha, Bolsonaro chegou a dizer que faria como o americano Donald Trump e abandonaria o acordo do clima, mas, depois, voltou atrás. Continue lendo Se fosse presidente, escolheria ‘outras pessoas’ para trabalhar comigo, diz Mourão

Mourão é aplaudido de pé: “Geisel não foi eleito, eu fui

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, foi aplaudido em pé em Harvard ao responder pergunta sobre o papel dos militares na política brasileira. Em uma pergunta sobre o histórico dos militares no Brasil e uma comparação feita com o general Ernesto Geisel, Mourão rebateu: ” O general Geisel não foi eleito, eu fui“.

Foto: Reuters

Nessa hora, enquanto a plateia se levantava para aplaudir o vice-presidente, um manifestante gritou “ditadura nunca mais” e foi retirado pelos seguranças do evento. Mourão participa da Brazil Conference, evento organizado pelos alunos brasileiros de Harvard e do MIT. Na plateia, além de alunos e professores de Harvard, estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Ele minimizou o papel dos militares no governo Bolsonaro e disse que os integrantes das Forças Armadas que fazem parte do governo já estavam na reserva quando foram convocados para o Executivo. “O presidente Bolsonaro é mais político do que um militar, mas carrega dentro de si, obviamente, toda formação que nós tivemos”, disse Mourão. Ele disse que foi convocado por Bolsonaro na “décima hora” para a vice-presidência. “Positivo, é assim que funciona a coisa”, brincou Mourão, sobre aceitar o convite.

“Os companheiros que conheciamos das Forças (Armadas) foram convocados, mas são todos da reserva, estão afastados”, disse Mourão.

O vice-presidente afirmou ainda que se o governo “errar demais”, a “conta” irá para as Forças Armadas. “Daí a nossa extrema preocupação e as palavras que o presidente falou no dia 28 de outubro quando fomos eleitos. Ele olhou para mim e disse assim: nós não podemos errar”, disse Mourão.

PSDB e PSD declaram apoio à reforma da Previdência

O PSD e o PSDB apoiam uma reforma da Previdência para o país, mas devem manter a independência em relação ao governo federal. Os presidentes dos dois partidos estiveram hoje (4) no Palácio do Planalto para uma primeira rodada de diálogos do presidente Jair Bolsonaro em busca de apoio à aprovação da reforma enviada ao Congresso em fevereiro.

De acordo com o presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, para o partido, a reforma precisa ser justa com todos os trabalhadores, combater privilégios e acabar com o déficit fiscal.

Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente do PSDB,  Geraldo Alkimim fala com a imprensa
Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente do PSDB, Geraldo Alkimim fala com a imprensa – Antonio Cruz/ Agência Brasil

“O PSDB tem uma postura de independência em relação ao governo, não há nenhum tipo de troca, não aceitamos cargos no governo e votamos com aquilo que entendemos que é importante para o Brasil. Essa é a primeira das reformas estruturantes que o Brasil precisa, mas dentro desse foco de justiça social e fiscal”, disse Alckmin, reiterando que o partido não participará da base aliada de Bolsonaro.

Alckmin afirmou que, apesar de apoiar a reforma, o PSDB é contra mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago a idosos e na aposentadoria rural. “Se há diferença de idade na área urbana, por que não na área rural?”, questionou.

Almoço

Assim com Alckmin, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, avaliou como positiva a postura do presidente de dialogar com os partidos. Ao deixar o Palácio do Planalto, Kassab afirmou o compromisso do seu partido com a reforma no sistema de aposentadorias, mas disse que a tradição do PSD é de manter independência em relação ao governo.

“Em relação às bancadas, o partido não fechará questão [não orientará a votação de seus membros], mas haverá um esforço intenso no sentido de mostrar aos parlamentares a importância das reformas para o Brasil. Independência significa total condição de apoiar os projetos que estão sintonizados com o nosso programa e o que pensam os parlamentares”, disse, ressaltando que não houve oferta de cargos em troca de apoio.

Ao deixar a reunião, o líder do PSD no Senado, Otto Alencar (BA), disse que a bancada do partido é contra as alterações no BPC e na aposentadoria rural, além da instituição do sistema de capitalização sem contribuição patronal e sem piso salarial para o trabalhador.

O Presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, fala aos jornalistas após reunião com o presidente Jair Bolsonaro.

O Presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, fala aos jornalistas após reunião com o presidente Jair Bolsonaro. – Antonio Cruz/ Agência Brasil

Além de Alckmin e Kassab,  Bolsonaro conversou com os presidentes do PRB, deputado Marcos Pereira (ES), e do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Em seguida, ele almoça com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do DEM. Nesse almoço, também está prevista a presença do presidente do DEM, ACM Neto, que é prefeito de Salvador. Ao chegar, Caiado disse que defende que o DEM faça parte da base aliada do governo.

No fim da tarde, Bolsonaro ainda se reúne com o presidente nacional do MDB, o ex-senador Romero Jucá (RR).

Agencia Brasil