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Quem são os agentes do FBI que atuaram na Lava Jato

Natalia Viana, ,

São de dois tipos os agentes do FBI que atuaram na Lava Jato em solo brasileiro. Alguns são figuras públicas, dão entrevistas e aparecem cada vez mais frequentemente em eventos elogiando o trabalho da força-tarefa e dando conselhos a corporações sobre como seguir a lei americana.

Outros tiveram atuação temporária e são conhecidos por apelidos ou nomes tão comuns que é muito difícil encontrar algo sobre eles em fontes abertas na internet. Essa é uma prática comum nos escritórios do FBI no exterior, para evitar a exposição de agentes que realizam operações secretas ou controversas em território estrangeiro. Hoje, a agência mantém escritórios em embaixadas de 63 países e sub-escritórios em 27. Em 2011, o FBI empregava 289 agentes e pessoal de apoio nesses escritórios no exterior.

Embora as duas maiores investigações de casos de corrupção originados na Lava Jato pelo Departamento de Justiça (DOJ) americano já tenham terminado, com os acordos bilionários da Odebrecht e Petrobras, o FBI ainda tem muito a fazer para investigar corrupção no Brasil, nas palavras do atual chefe do FBI no país, David Brassanini, em palestra no 7º Congresso Internacional de Compliance, em maio de 2019, em São Paulo. A cooperação foi descrita como “fluida, sem problemas e transparente”, pois seus agentes já tinham familiaridade com a cultura e a sociedade brasileiras. “A habilidade de desenvolver e entender as peculiaridades locais é grande. Não só a questão da língua, mas em entender realmente como o Brasil funciona, entender as nuances”, afirmou. Brassanini relatou também, no mesmo evento, que agentes do FBI vêm a São Paulo “toda semana para tratar de diferentes casos que envolvem FCPA e lavagem de dinheiro”.

Com base em documentos da Vaza Jato entregues ao The Intercept Brasil e apuração em fontes abertas, a Agência Pública localizou 12 nomes de agentes do FBI que investigaram os casos da Lava Jato lado a lado com a PF e a Força-Tarefa, além da agente Leslie Backschies, que hoje comanda o esquadrão de corrupção internacional do FBI. E descobriu que essas investigações viraram símbolo de parceria bem sucedida e levaram à promoção diversos agentes americanos. Segundo um ex-promotor do Departamento de Justiça americano contou à Pública, a presença de agentes do FBI no Brasil foi fundamental para o governo americano concluir suas investigações sobre corrupção de empresas brasileiras.

Com base na lei americana Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), o Departamento de Justiça investigou e puniu com multas bilionárias empresas brasileiras alvos da Lava Jato, entre elas a Petrobras e a Odebrecht.

Embora haja policiais lotados legalmente na embaixada em Brasília e no consulado em São Paulo, é proibido a qualquer polícia estrangeira realizar investigações em solo brasileiro sem autorização expressa do governo brasileiro, já que polícias estrangeiras não têm jurisdição no território de outros países.

A colaboração do FBI com a Lava Jato teve início em 2014 e foi fortalecida em 2015 e 2016, quando o foco da operação eram Odebrecht e Petrobras. Em 2016, a Odebrecht aceitou pagar a maior multa global de corrupção até então: US$ 2,6 bilhões a Brasil, Suíça e EUA. A parcela devida às autoridades americanas, no valor total de US$ 93 milhões, foi paga à vista. Hoje, a empresa está em processo de recuperação judicial.

Em 2018, a Petrobras aceitou pagar a maior multa cobrada de uma empresa pelo Departamento de Justiça americano: US$ 1,78 bilhão.

“O que ocorre no Brasil está mudando o modo como olhamos os negócios e a corrupção no mundo inteiro”, afirmou um dos maiores defensores da cooperação com os Estados Unidos, George “Ren” McEachern, em entrevista à Folha de S. Paulo em fevereiro de 2018, sob o título “Curitiba mandou a mensagem de que o Brasil está ficando limpo”.

George “Ren” McEachern, ex-agente do FBI, supervisionou as investigações da Lava Jato em nome do Departamento de Justiça americano

“Ren” McEachern chefiou a Unidade de Corrupção Internacional do FBI até dezembro de 2017 e supervisionou o grosso das investigações da Lava Jato em nome do Departamento de Justiça americano. Segundo os documentos vazados ao The Intercept Brasil e analisados em parceria com a Agência Pública, ele esteve na primeira delegação de investigadores americanos que esteve em Curitiba em outubro de 2015, sem autorização do Ministério da Justiça, conforme revelamos nesta reportagem.

Ren nunca escondeu sua participação nos casos ligados à Lava Jato. “Você precisa compartilhar informações [com outros países]. Porque agora todos os negócios são globais. Uma empresa que paga propina no Brasil paga também em outros países”, disse à Folha em fevereiro de 2018. Pouco antes, Ren deixara o FBI para passar ao setor privado. Na empresa de consultoria Exiger, ele viaja o mundo para ensinar métodos de “compliance” a leis anticorrupção para empresas evitarem investigações como as que ele liderava no FBI.

Em 2015, “Ren” foi o grande responsável pela ampliação do foco do FBI em corrupção internacional, com a abertura de três esquadrões dedicados a isso, em Nova York, Washington e Los Angeles. No seu perfil no site da Exiger, é descrito como aquele que “desenvolveu e implementou uma nova estratégia global proativa no FBI para investigar crimes financeiros complexos e temas de corrupção. Essa nova estratégia foi coordenada proximamente com o DOJ e a SEC [a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA]. Além disso, representou um aumento de quase 300% em novos recursos anticorrupção para o FBI”. O plano misturava investigações proativas por parte de polícias dedicadas a decifrar a corrupção internacional com tecnologia e análises de ponta sobre temas financeiros.

“Por volta de 2014, 2015, o FBI estava buscando maneiras de ser mais proativo nas investigações sobre corrupção internacional”, disse ele em uma conferência em Nova York sobre “o mundo após a Lava Jato”, em novembro de 2019. “Então começamos a olhar para países que poderiam convidar agentes do FBI até o país para analisar investigações de corrupção que tivessem um nexo com os Estados Unidos, em jurisdições como FCPA e lavagem de dinheiro”.

Foi assim que o FBI se engajou na Lava Jato.

“O timing foi simplesmente perfeito”, disse ele. “Nós estávamos ajudando em casos que tinham uma conexão com os EUA, mas eles [os procuradores da Lava Jato] eram realmente muito avançados e estavam usando técnicas muito sofisticadas e inteligentes”.

Uma das maiores lições que Ren diz ter adotado após a parceria com a Lava Jato foi a criação de equipes com agentes especializados que trabalham “proativamente” em casos de corrupção internacional. O caso da Petrobras, segundo ele, marcou um nível sem precedentes de “compartilhamento de inteligência, compartilhamento de evidência certificada”. “Aquilo foi uma grande mudança”, diz.

Fora do FBI, a agenda de “Ren” está cheia de eventos sobre “compliance” contra corrupção – muitos deles financiados por empresas que vendem ou compram tais serviços. Desde 2015, ele esteve em simpósios em Hong Kong, Polônia, China, Noruega, Holanda, Espanha, Inglaterra e Brasil. Entre os patrocinadores destes eventos estão a consultoria PriceWaterhouse Coopers, a associação de importadores e exportadores de armas Fair Trade Group, o conglomerado de mídia Warner Brothers, as médico-farmacêuticas Pfizer e Johnson&Johnson e a fabricante de armas militares Raytheon.

No Brasil, o ex-agente especial foi palestrante no 4o Annual International Compliance Congress and Regulator Summit, financiado pela agência de notícias Thomson Reuters em São Paulo em maio de 2016. Aproveitou a vinda ao país para dar uma palestra a 90 membros do Ministério Público Federal de São Paulo. Na ocasião, enalteceu a cooperação internacional e explicou que, no Brasil, o FBI “oferece suporte técnico a investigações, em relação a criptografia, telefonia móvel e dados em nuvem, com um analista cibernético sediado em Brasília”.

O escritório do FBI fica na embaixada americana, na capital brasileira.

Procurado pela Pública, Ren afirmou que decidiu não falar mais publicamente sobre sua carreira no FBI e seu trabalho no Brasil.

Convite de palestra com agentes do FBI sobre o mundo depois da Operação Lava Jato

Agentes quase anônimos

Quando veio na primeira delegação para negociar com os delatores das Lava Jato, em outubro de 2015, Ren estava acompanhado pela tradutora Tania Cannon e por outros agentes do FBI. Um deles, Jeff Pfeiffer, veio de Washington, onde é lotado desde 2002 e trabalha em casos de corrupção, segundo seu perfil no LinkedIn.

Formado em contabilidade e administração, o agente foi designado dois anos depois, em 2017, como assistente do procurador Robert Mueller na investigação sobre interferência russa nas eleições americanas. Pfeiffer investigou o chefe da campanha de Donald Trump, Paul Manafort, acusado de esconder contas bancárias no exterior, fraude bancária e conspiração para lavar mais de 30 milhões de dólares, além de tentar obstruir a Justiça, segundo o policial afirmou perante um tribunal em 2019.

Outro agente que esteve na comitiva de 2015 foi apresentado oficialmente à Lava Jato como Carlos Fernandes, um nome tão comum que é impossível encontrar referências a ele.

O FBI ainda enviou para Curitiba dois membros do escritório em Brasília, o adido legal Steve Moore e o adido-adjunto David F. Williams.

Williams aparece algumas vezes em comunicação direta com procuradores da Lava Lato nos diálogos vazados ao The Intercept Brasil. Foi ele quem atendeu ao pedido feito, em setembro de 2016, pelos procuradores Paulo Roberto Galvão de Carvalho e Carlos Bruno Ferreira da Silva, para verificar se o FBI conseguiria quebrar o sistema MyWebDay através do qual os funcionários da Odebrecht administravam as propinas pagas em diversos países, conforme revelamos na reportagem “o FBI e a Lava Jato”.

Olimpíadas de 2016 e Copa do Mundo em 2014

Já Steve Moore foi o chefe do escritório do FBI no Brasil entre agosto de 2014 e agosto de 2017, comandando a equipe de agentes lotados em São Paulo e Brasília. De acordo com sua página do LinkedIn, aposentou-se em 2018, após 22 anos trabalhando no FBI, onde obteve “extensa experiência internacional em fraudes internacionais complexas, corrupção, FCPA, antitruste, AML, investigações internas sensíveis, e investigações cibernéticas”. No seu perfil profissional ele declara ter “experiência significativa” em planejamento de segurança para megaeventos.

Essa experiência foi adquirida no Brasil. Steve chegou ao país no final da Copa do Mundo e coordenou o FBI durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, desenvolvendo uma relação próxima com alguns agentes da polícia federal. Certa feita, questionado pelo jornal USA Today sobre como o FBI treinava uma polícia que “há muito tempo é maculada com corrupção e laços com organizações criminosas em todo o país”, ele respondeu que trabalhava com brasileiros “cuidadosamente selecionados e treinados pelos EUA há muitos anos”, reduzindo o risco de informações sensíveis caírem em mãos erradas. “A chave para isso é que nós trabalhamos proximamente com a Polícia Federal brasileira e compartilhamos informações com as suas unidades especializadas”, afirmou ao jornal.

Tudo indica que foi Moore quem escreveu o memorando que iniciou a Operação Hashtag, deflagrada pela PF apenas 15 dias antes da Olimpíada. A Operação Hashtag acabou com a prisão de oito suspeitos de planejar um atentado que jamais chegou a ser planejado, conforme mostrou uma reportagem da Agência Pública. As prisões demonstraram força do governo de Michel Temer (MDB) logo após o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Um dos suspeitos morreu linchado no presídio, acusado de terrorista.

Na época, o FBI deu a dica à PF, mas não detalhou como obteve as informações – se foram investigações realizadas dentro ou fora do território nacional.

O memorando de 6 de maio de 2016 vazado ao Blog do jornalista Fausto Macedo não traz o nome de Steve Moore, mas descreve a autoria: “adido legal do FBI”. O documento traz nomes e detalhes sobre os suspeitos que seriam depois investigados pela PF e gerariam a única condenação até hoje pelo crime de terrorismo no Brasil.

Também presente na comitiva sigilosa do FBI a Curitiba, em Outubro de 2015, “Chris” Martinez voltava ao Brasil depois de um período de ausência, já que ela também atuou na Copa do Mundo. Christina Martinez – seu nome completo – ocupou o cargo temporário de Especialista em Treinamento e Relações Cívicas, em Brasília, no período anterior à Copa do Mundo de 2014.

Christina foi a responsável pelo programa de treinamento do FBI, ministrado com outras agências americanas, a 837 policiais das 12 cidades-sede. Os cursos iam de investigação digital a relacionamento com a mídia e como lidar com protestos, segundo revelou a Agência Pública em 2014. Antes disso, entre outubro de 2010 e março de 2013, ela foi assistente de operações do Adido Legal na embaixada em Brasília, função que ocupava quando visitou, em março de 2012, centros de treinamento da Polícia Militar de São Paulo, ao lado de Leslie Rodrigues Backshies, hoje chefe da Unidade de Corrupção Internacional do FBI.

Christina Martinez também tem uma página no LinkedIn, onde lista sua experiência em realizar treinamentos em nome do FBI há mais de 17 anos – além do Brasil, teve cargos temporários na Cidade do México e em Buenos Aires. Antes de vir ao Brasil pela primeira vez, Chris havia sido técnica do FBI em vigilância eletrônica em local não especificado durante mais de 8 anos.

Christina Martinez (quarta pessoa da esquerda para à direita) e agentes do FBI visitaram o Grupamento de Radiopatrulha Aérea (GRPAe) da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP)

Outro integrante da comitiva que foi à sede da Força-Tarefa da Lava Jato em Curitiba em outubro de 2015 foi Mark Schweers. Mark retornou no ano seguinte, em julho de 2016, em uma nova comitiva do DOJ ao Brasil para conduzir interrogatórios em Curitiba e no Rio de Janeiro. Na sede da Procuradoria da República, no centro do Rio, essa comitiva interrogou os ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa durante nove horas cada. Em Curitiba, inquiriram o doleiro Alberto Yousseff ao longo de seis horas.

Mark Schweers não tem página no LinkedIn. A única referência a um agente do FBI com o mesmo nome encontrada pela reportagem refere-se a um agente especializado em investigar gangues em Oklahoma nos anos 90.

Além dele, participaram dos interrogatórios no Rio de Janeiro em julho de 2016 uma agente cujo nome está registrado como Becky Nguyen. Trata-se de nome comum, de origem vietnamita. Há pelo menos três pessoas com o mesmo nome nas redes sociais – nenhuma é a agente do FBI.

Duas intérpretes, Tania Cannon e Elaine Nayob, também participaram das comitivas que vieram ao Brasil em 2015 e 2016. Tânia esteve nas duas. Na sua página do LinkedIn, ela se descreve como tradutora e intérprete do Departamento de Justiça americano.

Patrick Kramer, herói de inteligência na guerra do Golfo, também atuou na Lava Jato

Os documentos entregues ao The Intercept mencionam ainda dois agentes especiais do FBI que atuaram proximamente com investigadores brasileiros a partir do consulado em São Paulo em 2016: June Drake e Patrick T. Kramer.

Patrick T. Kramer, agente do FBI, durante uma palestra no Brasil

Há pouca informação sobre a agente June. Segundo os diálogos vazados, o adido do FBI David Williams buscou mais informações com June para discutir a possibilidade do FBI ajudar a quebrar a criptografia do sistema MyWebDay, que reunia contabilidade de propinas da Odebrecht. “Através de explicações adicionais fornecidos pelo Patrick e June (do FBI em São Paulo) eu acho que entendemos bem a situação e já passei a pergunta para alguns peritos de ciber no FBI. Carlos, se você gostaria de fazer uma reunião em Brasilia comigo (ou nosso Adido Steve Moore, dependendo da data da reunião) nos podemos encontrar rapidinho para conversar mais”, escreveu o adido legal, por email, ao procurador Carlos Bruno Ferreira da Silva, em setembro daquele ano.

Já a trajetória de Patrick T. Kramer revela um super agente que desde muito jovem atuou em missões de inteligência e investigações complexas. A se considerar o seu perfil público no LinkedIn, sua vida daria um filme.

Durante os anos universitários, Patrick se graduou em espanhol e estudou português do Brasil na Universidade de San Diego, na Califórnia. No final da década de 80, começou sua carreira como marinheiro da II Força Expedicionária, tendo atuado na Operação Tempestade no Deserto, na Arábia Saudita, durante a Guerra do Golfo nos anos de 1990 e 1991, como oficial de comunicação. Nos anos seguintes, fez parte da 300ª brigada de Inteligência Militar e do Special Forces Group (Airborne) em Camp Williams, Utah, capitaneando uma equipe de análise linguística em espanhol para apoiar investigações anti-narcóticos.

Em 2002, já no FBI, investigou cartéis de drogas mexicanos próximos à fronteira do Texas. Depois, debruçou-se sobre membros de gangues em Porto Rico. A partir de 2008, passou a investigar crimes financeiros como fraudes e lavagem de dinheiro, e em 2010 assumiu durante dois meses uma posição temporária na capital da Geórgia, ex-integrante da União Soviética. Pouco antes, estudara russo na Universidade de San Diego.

Promovido, Patrick passou a ser supervisor do FBI em Washington, onde coordenou investigações sobre fraudes em seguros de saúde, tornando-se especialista no tema.

Em 2016, o agente foi enviado para uma posição temporária durante 6 meses como adido-adjunto no consulado de São Paulo, “facilitando e coordenando” temas para a Unidade de Corrupção Internacional do FBI chefiados por Ren McEachern. Neste cargo, ele “conduziu extensiva coordenação e relacionamento com a Polícia Federal brasileira, Minstério Público Federal, a Unidade de Corrupção e o Departamento de Justiça americano temas de preocupação mútua no aprofundamento dos interesses do Brasil/EUA”, segundo sua descrição no LinkedIn. Era responsável pelo “gerenciamento, coordenação, implementação e execução de estratégias operacionais e investigativas sob responsabilidade do adido legal de Brasília”.

Sua passagem foi tão bem sucedida que em junho do ano passado ele retornou ao país, mas desta vez como adido legal na embaixada em Brasília, cargo que ocupa até o momento. Patrick passou os primeiros meses fazendo contatos com agentes de segurança. Foi convidado a falar, por exemplo, no dia 29 de agosto de 2018 na inauguração da nova sede da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), no Lago Sul, em Brasília.

No dia 19 de outubro do mesmo ano, participou do II Seminário Nacional dos Agentes de Segurança do Poder Judiciário Federal, em Maceió.

Patrick Kramer no II Seminário Nacional dos Agentes de Segurança do Poder Judiciário Federal

E no dia 28 de outubro visitou, ao lado do assessor Jurídico do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América, Rodrigo Dias, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça, órgão responsável por assinar os acordos de cooperação jurídica com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O objetivo do encontro foi apresentar uma nova lei americana, recentemente promulgada, Cloud Act, que prevê acordos bilaterais com países para a troca de informações coletadas no ambiente virtual.

Colaboraram: Monica Cordero e Bill Conroy.

Danny Hicks, ator de Homem-Aranha 2, morre semanas após pedir ajuda na internet

Danny Hicks na cena do trem, momento emblemático de Homem-Aranha 2 (reprodução)

Rafael Monteiro
Danny Hicks morreu aos 68 anos no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (30). O ator, conhecido por Homem-Aranha 2 e outros papéis em filmes do diretor Sam Raimi, havia pedido ajuda aos fãs na internet em junho, dizendo que tinha recebido estimativa de vida pelos médicos e precisava de apoio financeiro para bancar todo o valor do tratamento contra o câncer que o acometia.

“Eu fui diagnosticado com câncer no estágio 4. Eu tenho aproximadamente de um a três anos para viver. Mas eu tenho que te dizer: com certeza, vivi muita coisa nesses meus 68 anos. Não tenho que pedir nenhum troco de volta, com certeza. E não muitos arrependimentos. Ok, tenho que ir”, escreveu ele na ocasião no Facebook.

Quem é o Homem-Pateta que está aterrorizando crianças pela internet

Felipe Demartini

Desde a última semana, autoridades e jornais vêm veiculando alertas sobre o Homem-Pateta, um perfil cujo nome é Jonathan Galindo e que viria assustando crianças na internet e promovendo desafios que envolvem o suicídio como objetivo final. O aviso, feito inicialmente pela Polícia Civil de Santa Catarina, é para que os pais monitorem o uso da internet pelos filhos e, principalmente, com quem eles se comunicam, buscando as autoridades e auxílio psicológico caso necessário.

O alerta publicado no dia 17 de junho foi dado pelo Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do Tribunal de Justiça do estado (TJSC) e teria sido publicado após avisos de pais e professores. A ideia é que os perfis que se identificam como Jonathan Galindo e utilizam imagens uma versão antropomórfica do Pateta, da Disney, surgiram em 2017 em países de língua espanhola e estão chegando apenas agora ao Brasil, buscando contato com crianças por meio de mensagens diretas ou ligações de vídeo e áudio, por onde também exibem seu conteúdo perigoso, voltado para “causar desconforto, medo e, em alguns casos, tentar provocar o suicídio”.

O aviso logo foi reproduzido em sites de notícias, principalmente naqueles focados em educação infantil, enquanto alertas semelhantes também eram dados por forças policiais de outros estados. Conforme levantamento do site e-Farsas, a Polícia Civil de Campo Grande (MS) também falou no assunto, enquanto o jornal Tribuna do Paraná também publicou reportagem sobre o caso. Entretanto, algo em comum: não existem boletins de ocorrência registrados sobre o tal Homem Pateta nem casos confirmados, enquanto as autoridades dizem estar realizando um trabalho de prevenção baseado em informações de pais e professores.

A divulgação, claro, fez com que o caso ganhasse corpo. Uma pesquisa rápida no Facebook revela dezenas de perfis com o nome de Jonathan Galindo e imagens do Homem-Pateta, além de páginas que compartilham publicações sobre essa figura misteriosa e de aparência incômoda. O mesmo também vale para outras redes sociais, enquanto no YouTube, começam a surgir diversos relatos sobre encontros com essa figura e histórias de terror que, no intuito de assustar, acabam também demonstrando que a história se trata de um grande rumor.

Origens

<em>Vídeo de YouTuber mexicano explorando as publicações de Jonathan Galindo é um dos primeiros registros sobre a história macabra que circula até hoje (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)</em>

Os primeiros relatos sobre a existência de um perfil desse tipo datam de 2017. Uma publicação de 9 de janeiro daquele ano, do YouTuber mexicano Rey Del Random, fala sobre um perfil que não deixará as pessoas dormirem e faz um passeio pelas imagens perturbadoras do perfil, à época, com uma grafia diferente: Jhonatan Galindo. No momento em que essa reportagem é escrita, o vídeo acumula quase 230 mil visualizações e acabou dando origem a vários outros, com números semelhantes ou até maiores.

A história, também, foi aumentando a cada postagem nova. Alguns criadores afirmam ter entrado em contato direto com Galindo, que seria uma pessoa deformada por um acidente químico — daí o uso da maquiagem inspirada no Pateta. Em outros, vinha a ideia de que ele seria um sequestrador de crianças, algo potencializado por algumas das publicações vistas por estes YouTubers, com fotos de crianças e adolescentes segurando um papel com o nome deste homem misterioso escrito. Em todos os casos, porém, algo em comum: nenhuma confirmação oficial.

Uma pesquisa rápida, porém, ajuda a revelar a verdade, pelo menos, quanto às imagens utilizadas. O personagem é obra de um cineasta e artista de efeitos visuais chamado James Fazzaro e começaram a surgir na internet no final de 2011 como uma forma de demonstrar o uso de prótese e maquiagens para a criação de personagens e divulgar sua empresa, a JMF Filmworks. A criatura que ficou conhecida como Homem-Pateta, na realidade, começou sua carreira na internet como Tony the Toon em um fórum voltado à cultura furry, que reúne entusiastas da personificação de animais de forma antropomórfica, com expressões e atitudes humanas, andando em duas patas e outras características do tipo.

<em>O Homem-Pateta é um personagem do cineasta e artista de efeitos visuais James Fazzaro, com uma personalidade e traços que foram se tornando mais sombrios com o tempo (Imagens: Divulgação/James Fazzaro)</em>

Fazzaro seguiu com personagens desse tipo, mas optou por um rumo mais realista e um tanto sombrio com seu personagem seguinte, Garry the Goof. Aqui, saem as roupas coloridas e a maquiagem pesada para entrada de uma aparência um pouco mais decrépita, que também conversava com a história criada para ele, que tem duas personalidades: à noite, ele é um gentleman, que passia por aí cumprimentando a vizinhança e usando ternos vistosos. Durante o dia, porém, o personagem é funcionário de uma empresa de controle de pragas e, apesar do sorriso sempre presente, é citado como alguém que odeia sua vida e todas as pessoas que conhece.

Essa aparência perturbadora e sombria deu origem a um segundo personagem, Larry LeGeuff, que o artista dar indícios de ser o verdadeiro Garry. Entre 2012 e 2014, foram publicadas a maioria das fotos que são usadas, hoje, nos perfis de Jonathan Galindo, retratando um personagem com a barba por fazer e roupas velhas, que fuma sem parar e é viciado em bebida. O ambiente doméstico, também, foi substituído por galpões e porões, enquanto ele aparecia portando ferramentas de forma ameaçadora.

Fazzaro não publica em seu site oficial desde janeiro de 2014, onde fazia críticas de filmes a que assistia. Seu currículo no site IMDb, entretanto, o mostra ativo na indústria do cinema até o ano passado, quando atuou como operador de câmera em duas produções independentes, uma minissérie de sete episódios chamada Disconnected e o filme de terror religioso Schism, ambos inéditos no Brasil. No Facebook, ele permanece ativo e, em uma publicação recente, criticou a recente viralização de Larry LeGeuff, que levou terceiros a tentarem tomar crédito por seu trabalho.

Histórias de terror

As imagens de teor perturbador circularam por anos na internet, sempre destacadas de seu contexto original. Para chegarem às redes sociais, foi um pulo, com o perfil original usado por Rey Del Random sendo apenas o primeiro de muitos. Essa conta, inclusive, é atualizada até hoje, atualmente fazendo piadas com a viralização do conteúdo e o envolvimento de forças policiais, além de convidar os seguidores para chamadas de vídeo e áudio via Instagram ou Messenger.

<em>Variações da história de Jonathan Galindo, no melhor estilo "aconteceu comigo" começaram a surgir entre YouTubers de língua espanhola antes de chegarem ao Brasil (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)</em>

Vários “fakes dos fake”, claro, também surgiram, com a história, finalmente, ganhando corpo entre YouTubers de língua espanhola como o criador colombiano chamado Pipelon. Seu canal é especializado em pegadinhas e desafios, mas o relato de um suposto contato direto com Jonathan Galindo pelo Facebook Messenger angariou mais de um milhão de visualizações muito rapidamente. Nas cenas, ele afirma não apenas ter recebido ameaças do personagem, como também ter tido seu dispositivo hackeado só de falar com ele, com direito a fotos não autorizadas sendo enviadas como prova.

O conteúdo angariou público rapidamente e, no momento dessa publicação, já tem mais de 1,3 milhão de visualizações. O assunto se tornou uma série no canal de Pipelon, onde ele relata estar sendo perseguido pelo Homem-Pateta, com direito a avistamentos em sua própria casa.

A história finalmente explodiu pelas mãos do influenciador mexicano Carlos Name, que tem mais de 1,7 milhão de seguidores devido a seus trabalhos com maquiagem e marcas, além de contar histórias de terror pelos Stories. Foi por lá que ele contou a história de Jonathan Galindo, agora, com novas facetas: ele seria um homem de cerca de 40 anos com problemas psicológicos que perseguia mulheres e crianças.

<em>Um dos grandes responsáveis pela viralização da história de Jonathan Galindo foi um influenciador chamado Carlos Name, que conta histórias de terror no Instagram e chegou a se maquiar como o personagem misterioso (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)</em>

Antigas nuances também ressurgiram aqui, com Name afirmando que um contato pelo Facebook seria suficiente para que o Homem-Pateta surgisse na casa das pessoas e que ele usaria a maquiagem devido às deformações de seu rosto. Em uma série de stories, ele chegou a demonstrar um encontro com Galindo do lado de fora de sua residência.

A exposição lá fora, claro, chamou a atenção de YouTubers brasileiros, que rapidamente começaram a publicar conteúdos sobre a história e também alertas quanto ao suposto contato do perfil de Galindo com crianças por meio do Facebook. Foi na chegada ao Brasil, também, que a pronúncia original, como “Jhonatan”, saiu para dar espaço ao mais reconhecível “Jonathan”.

<em>No Brasil, o mistério de Jonathan Galindo também virou série nos canais de vários criadores de conteúdo, que repercutiam histórias internacionais e adicionavam novas ideias a elas (Imagem: Reprodução/Felipe Demartini)</em>

A busca pelo termo nas pesquisas do YouTube brasileiro traz diversos resultados, com um dos canais mais ativos na disseminação da história sendo o de Diogo Gomez. Em uma série, ele conta a história do encontro entre Carlos Name e Galindo, além de relatar conversas diretas com o próprio personagem. Seis conteúdos sobre a história haviam sido postados até a publicação desta reportagem, e juntos, eles acumulam quase um milhão de visualizações.

Não existem indícios dessa relação, mas se tivéssemos de apostar, diríamos que a conexão entre o alerta feito pela Polícia Civil caminha lado a lado com a disseminação dos vídeos sobre Galindo no Brasil. Diante de tais postagens, crianças e adolescentes, logicamente, ficariam interessados em contatar o personagem, seja para criar conteúdos próprios, gerar assunto entre os amigos ou simplesmente ver se a história é real.

Criando perigo

O fato de existir todo um contexto por trás da história de Jonathan Galindo e de não existirem ocorrências oficiais registradas sobre casos relacionados a ele, porém, não faz com que o alerta das autoridades deva ser deixado de lado pelos pais e responsáveis. Isso se deve à similaridade da história com outras duas, bem recentes e que devem estar ainda frescas na memória dos brasileiros.

O primeiro deles, com alcance internacional, envolvia Momo, um suposto espírito que se comunicava com as pessoas pelo WhatsAppe parecia saber tudo sobre elas. A imagem perturbadora era de uma estátua do artista japonês Keisuke Aisawa, enquanto o que surgiu como mistério acabou sendo usado como uma armadilha para roubar dados pessoais e financeiros ou exibir conteúdo assustador para crianças, além de as incitar à automutilação e suicídio por meio de vídeos de desafio.

<em>Caso Jonathan Galindo lembra outros desafios que viralizaram e geraram temor no país, como o de Momo ou do jogo da Baleia Azul (Imagem: Reprodução/Canaltech)</em>

O YouTube chegou a negar o caso, apenas para ver uma proliferação de clipes com Momo, que apareciam em meio a conteúdo infantil ou desenhos animados com mensagens suicidas e aterrorizantes. Enquanto autoridades e psicólogos infantis emitiam alertas, o site começou a desmonetizar vídeos relacionados à situação, como forma de reduzir seu alcance o interesse na criação de conteúdos desse tipo, até que a história acabou esfriando e morrendo. Diante da repercussão negativa, Aisawa também anunciou que destruiria a estátua que criou, originalmente, para um festival de monstros inspirado no folclore japonês.

Outro caso similar é o da Baleia Azul, que surgiu na rede social russa VK e rapidamente chegou ao Brasil por meio do WhatsApp. No jogo, os chamados “administradores” propõem uma série de desafios a jovens, que entram em contato com eles, normalmente, de forma involuntária. As tarefas envolvem automutilação e atos de violência, com o suicídio sendo a fase final — ameaças à família e entes queridos dos envolvidos eram feitas para forçar a realização dos atos dentro do tempo especificado.

Filipp Budeykin, de 21 anos, foi apontado pelas autoridades russas de ser o criador do jogo da Baleia Azul. Ele está preso desde novembro de 2016, acusado de aliciamento de menores e de envolvimento no desaparecimento ou suicídio de pelo menos 15 jovens no país. Ele aguarda julgamento após ter se declarado culpado, afirmando ter criado o desafio como uma forma de “limpar a sociedade”.

Jonathan Galindo não existe, assim como suas imagens perturbadoras, que são obras de um artista americano de efeitos visuais. A popularidade do caso, entretanto, não torna irreais os indícios de que jovens estariam sendo contatados diretamente em nome dele, com criminosos podendo muito bem utilizar essa trama intrincada e assustadoramente instigante para aplicar golpes ou, pior ainda, gerar atos de violência contra terceiros ou os próprios interlocutores.

Sendo assim, por mais que o alerta das autoridades não seja necessariamente baseado em evidências, é importante dar atenção a ele e observar o comportamento dos filhos, bem como o que eles andam fazendo internet afora. Se você está sendo assediado por um destes perfis, procure ajuda e orientação de pessoas em quem confie e interrompa o contato de forma imediata, bloqueando perfis e impedindo o acesso destes indivíduos às suas contas ou informações pessoais.

Caso precise de ajuda ou necessite de apoio emocional, você pode entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188 ou pelo chat disponível no chat disponível no site da instituição, que disponibiliza aconselhamento gratuito e anônimo por meio de voluntários treinados.

Fonte: Canaltech

Primando por Parnamirim: tudo acertado entre Taveira e Airene do PCDB

Airene e Carlos Augusto Maia aderiram ao prefeito Taveira em troca do apoio para deputado Federal e estadual.
E caso Taveira não seja reeleito, como ficará?

Segundo o soldado Vasco está tudo acertado entre o prefeito Rosano Taveira é o tabelião Airene Paiva do PC do B que será seu candidato à vice-prefeito nesta eleição.
Airene Paiva tentou ser candidato numa composição com a vereadora Nilda, mas não prosperou. Nilda afastou-se do candidato comunista sem dá explicações. Airene estava publicando vídeos promovendo sua pré-candidatura e ultimamente deixou de publicar.
Segundo o soldado Vasco, a acordo entre o prefeito Taveira e Airene também visa o apoio de Taveira à candidatura do comunista à Câmara dos Deputados e do ex-deputado Carlos Augusto Maia a deputado estadual  em 2022.

Em nota de repúdio, vereadora Nina se pronuncia sobre atitude tomada por senador potiguar

Do Blog do Primo: Parabenizamos a vereadora Nina Sousa por corajosa e oportunamente defender uma mulher vítima de um surto demagógico do seu arrogante e machista senador da República.  A humilhada irmã do senador não cometeu nenhum crime, o problema dela é ser humilde e desempregada e irmã de um senador. Mesmo preenchendo todos os critérios, o senador, achando ser dono da vida dela, de forma humilhante determinou que sua irmã devolvesse o auxílio de R$ 600,00.
O senador Styvenson não deveria ter vergonha de sua honesta e honrada irmã pelo fato dela precisar do auxílio emergencial, seria motivo de vergonha se ela estivesse ostentando roupas  Dolce & Gabbana, Louis Vuitton, andando de Mercêdes ou fazendo cruzeiros nas Ilhas Gregas depois que ele foi eleito senador. Outro surto de demagogia barata é dizer que não arranjar um emprego público para irmã. O senador precisa saber que ajudar uma irmã encaminhado para um emprego compatível com sua capacidade técnica, onde ela trabalhe dando expediente normal não é desonestidade. Desonesto é nomear fantasmas e fazer rachadinha, feio é humilhar uma irmã publicamente nas redes sociais. Sempre digo: a pessoa, sendo político ou não,  que não ajuda sua família, não serve para ajudar ninguém. O Blog do Primo parabeniza a vereadora Nina sugerindo ela a desenvolver esforço para conseguir um digno emprego para irmã do senador, nós homens e mulheres do RN ficaremos gratos.

Nota de Nina

Durante seu pronunciamento nesta terça-feira (23) na sessão ordinária remota da Câmara Municipal de Natal, a vereadora Nina (PDT) se posicionou, através de uma nota de repúdio oral, a respeito da recente publicação que o senador Styvenson Valentim (PODEMOS) fez em suas redes sociais.

“Eu vi uma cena lamentável: um homem colocar ao lado dele uma mulher, de forma obrigada, chorando, dizendo a todo momento não ter cometido nenhuma prática ilícita. E aquela mulher que estava ali, ao lado do senador, era vulnerável por ser mulher, vulnerável pela vergonha que estava sendo exposta, vulnerável também porque, como ela enfatizava, preenchia os requisitos para ter acesso ao auxilio”, enfatizou Nina.

A vereadora ainda alertou para o fato de que, se o parlamentar tivesse um homem ao lado, a discussão não teria chegado a esse patamar. “O mais triste nessa história toda é que o senador só fez isso porque ela era mulher. Nenhum homem assistiria aquela cena patética calado”. Ao final, Nina fez um pedido. “Por favor, tire esse vídeo do ar. Se o senhor quer fazer o correto, denuncie. Desmoralizar e humilhar não são caminhos para se cobrar ou buscar justiça”.

Vídeo disponível em

 

Covid-19: hospital de campanha em Manaus encerra atividades após 71 dias

O prefeito da cidade de Manaus (AM), Arthur Virgílio Neto, anunciou que o hospital de campanha do município encerrou suas as atividades na terça-feira, 23. Em mensagem gravada para suas redes sociais, o político afirmou que o equipamento público recebeu 757 pacientes, com cerca de 81% de recuperados e mortalidade por volta de 19%.

Ao todo, o Hospital de Campanha Gilberto Novaes (instalado provisoriamente em uma escola) funcionou por 71 dias e teve a missão de desafogar o sistema de saúde da região, em colapso por conta da pandemia do novo coronavírus.

O Amazonas foi um dos estados mais afetados pelaCovid-19, com 65.073 casos confirmados e 2.686mortes, segundo o boletim mais atualizado do Ministério da Saúde.

Veja

‘Continue dando festa que te vejo no meu plantão’, diz médica aos desobedientes

O RN deve ser o único lugar mundo onde o isolamento social decorrente de uma pandemia vira uma farra.


Médica Thamine Mesquita desabafa em rede social sobre a gravidade da Covi-19, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Em três horas de atendimento no Centro de Atenção Integral em Saúde (Cais) de Campinas, em Goiânia, a médica de urgência e emergência Thamine Mesquita do Vale assinava o terceiro pedido de internação para paciente com coronavírus. Ela decidiu desabafar sobre a gravidade da doença e postou uma foto em sua rede social com um alerta: “Continue fazendo festa que eu te vejo aqui no plantão”.

Cerca de 60 a 70 pessoas com sintomas de Covid-19 procuram diariamente atendimento médico no Cais de Campinas, como explica a médica. Destes casos suspeitos, aproximadamente 10 acabam sendo internados.

Na manhã desta quarta-feira (17), todos os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para tratar casos suspeitos e confirmados de Covid-19 em hospitais públicos da capital estavam lotados.

“A coisa está bem feia. Só no Cais Campinas tem cerca de 60 a 70 atendimentos só de Covid-19 e pedimos internação para cerca de 10 pessoas e, às vezes, é preciso de internação para outras especialidades, porque tem acontecido casos de Covi-19 junto com outras doenças. Não é momento para fazer festa e esquecer que está acontecendo uma pandemia que está tirando tantas vidas”, desabafa a médica.

Repercussão na internet

A foto mostrando que três internações já haviam sido solicitadas ainda de manhã foi postada na terça-feira (16) e, logo depois, viralizou. A médica diz que não esperava tanto impacto na internet.

“Fiquei impressionada com a repercussão”, comenta Thamine Mesquita.

A médica disse se sentir frustrada ao sair nas ruas e ver as pessoas sem máscara de proteção facial e com poucos hábitos de higiene pessoal.

“Nós, como profissionais de saúde, após observar o que acontece com os doentes, ficamos frustrados de não ter apoio da população que fica dizendo que somos heróis. É muito ruim sair de casa e ver pessoas sem máscaras, como se estivesse tudo normal. Estão morrendo mais de 1 mil pessoas por dia por conta de uma doença”, pondera.

G1

Bolsonaro reclama de boneco com faixa presidencial em manifestação

João Conrado Kneipp
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reclamou, nas redes sociais, da presença de um boneco com faixa presidencial em uma das manifestações pró-democracia e contra seu governo, realizadas no domingo (7), em diversas cidades pelo país.
No Twitter, o presidente postou, na manhã desta segunda-feira (8), uma imagem de um boneco usando a faixa presidencial e pendurado de cabeça para baixo em uma árvore. O ato postado por Bolsonaro aconteceu no Largo da Batata, na capital paulista. O presidente ainda escreveu: “essa é a turma que respeita a Democracia e Instituições”.

 

 

 

Guru Olavo de Carvalho detona Bolsonaro pregando que ele é “cobarde e vai cair”


Olavo de Carvalho usou o YouTube na madrugada deste domingo para se dizer vítima de uma agenda de propagação de fake news a seu respeito.

No vídeo, o escritor afirmou que Jair Bolsonaro nunca agiu para defendê-lo dos ataques e que o presidente apenas se “aproveitou” dele.

“E esse seu Bolsonaro, o que ele fez para me defender? Bosta nenhuma. Você não é meu amigo. Você simplesmente se aproveitou. Enfia a condecoração no cu. Não quero mais saber. Você não está agindo contra os bandidos. Você presencia o crime em flagrante e não faz nada contra eles. Isso se chama prevaricação. Quer tomar um processo de prevaricação de minha parte? Se esse pessoal não consegue derrubar o seu governo, eu derrubo. Continue covarde e eu derrubo essa merda de governo aconselhado por generais covardes ou vendidos.”

Para assistir o vídeo só é clicar aqui: https://www.oantagonista.com/brasil/olavo-a-bolsonaro-continue-covarde-e-derrubo-essa-merda-de-governo/

O ANTAGONISTA

Dr. Enildo Alves rebateu tese de colega para o uso de Invermectina

O médico e ex-vereador Enildo Alves voltou a contestar a tese do deu colega médico infectologista Fernando Suassuna em defender aplicação de cloroquina e cloroquina em pacientes diagnósticos com Covid17.
professor de Hematologia da UFRN e diretor do Banco de Sangue do Hospital das Clínicas do  Hospital Onofre Lopes, Enildo chega a afirmar que é uma irresponsabilidade abordar dessa forma o uso da cloroquina associada à Ivermectina. O que ele fala também vai de frente com o que tem defendido médico oftalmologista Albert Dickson em relação ao medicamento.

Segundo Enildo, a Ivermectina não pode ser tratada como a cura para a Covid-19. “Não há certeza, nenhuma medicação que cura a Covid, aqueles testes são in vitro, em laboratório”.

Para Enildo, outra medicação pode ajudar mais. “O Remdesevir, por exemplo, bastante usado nos EUA, reduz o tempo da doença em 15 ou 10 dias e atenua os sintomas, mas não cura e não evita a doença”, afirmou.

“Eu digo com segurança, o melhor tratamento para Covid é o isolamento social, ficar em casa, não ir para a rua, ficar 16 dias em casa a até a doença desaparecer e não contaminar mais ninguém”, disse.

O médico disse ainda “respeito bastante a opinião de Suassuna, mas Ivermectina não cura, pode ajudar mas muito pouco”, completou.

Além de contestar a Ivermectina, Enildo condena o uso da Cloroquina e também acredita haver sub notificação do número de casos de coronavírus no Brasil.

Secretário de Saúde de Natal alerta para o avanço e gravidade da pandemia e cobra providências do Governo do Estado

Hospital de Campanha da Prefeitura de Natal já está com 70% de ocupação  e com seus 20 leitos de UTI ocupados. Caso seja mantido aceleração da pandemia o sistema vai colapsar.

O Secretário de Saúde Natal (RN) George Antunes, endossou coro daqueles que cobram com urgência a instalação de um Hospital deCampanha por parte do Governo do Estado. Ele alega que a demanda de novos pacientes vem crescendo e teme que a capacidade do Hospital Municipal de Campanha se esgote no começo da próxima semana. Com 100leitos clínicos e mais 20 de UTI, o HC de Natal já tem uma ocupação de 70%.

ALERTA DO SECRETÁRIO

“Argumentamos a necessidade e a urgência do Governo do Estado para abrir um Hospital de Campanha, porque se não fizer isso, vai ficar o município de Natal tendo de abrir leitos todos os dias e não estamos recebendo pacientes só de Natal. Nossas UPAs estão lotadas de pacientes de todos os lugares”, afirmou. E complementou: “Pode até ser no João Machado, contanto que abra mais leitos de internação”.

DECRETO

Na avaliação do titular da saúde de Natal (RN), foi positivo o novo decreto do EStado, com medidas mais rígidas, mas ele insiste que o Executivo estadual precisa abrir seu Hospital de Campanha. Segundo ele, o decreto “deu uma tranquilidade maio” e “a preocupação diminuiu, mas existe aquele estado de alerta”, disse.

TN

Será que o Brasil merece isso? Apoiadora pede mensagem de conforto sobre mortos na pandemia e Bolsonaro diz: “é o destino”


No dia em que o Brasil deve superar a marca dos 30 mil mortos pela pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que lamenta o número de óbitos no país, mas que “é o destino” das pessoas.
A declaração inusitada ocorreu nesta terça-feira (02) quando uma apoiadora pediu ao presidente que enviasse uma mensagem de conforto para as “inúmeras famílias enlutadas” em razão da pandemia de Covid-19 no Brasil.

Moleca atrevida: Sara Winter diz que se recusa a depor à PF: “Não vou nessa bosta”

“A PF acabou de sair da minha casa, entraram ILEGALMENTE, NÃO SE IDENTIFICARAM e vieram deixar uma intimação pra depor daqui a 2 dias, EU NÃO VOU! Vão me prender? Me tratar como bandido? Vão ter q se prestar a isso!”, escreveu em sua conta no Twitter.
A organizadora do movimento 300 do Brasil também gravou um vídeo em que diz se recusar a obedecer a intimação. “Eu vou incorrer em crime de desobediência porque eu me nego a ir nessa bosta. Eu não vou!”, grita nas imagens.

Na quarta-feira (27/3), Sara foi um dos alvos de operação da PF determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga o disparo ilegal de fake news e ameaças dirigidas à Corte. Na ocasião, Sara gravou um vídeo ameaçando Moraese dizendo que gostaria de trocar soco com o ministro.

Sara Winter mudou-se para Brasília e se tornou uma das lideranças do grupo 300 do Brasil, que acampou em frente ao STF. O grupo já foi chamado de “milícia armada” pelo Ministério Público do Distirto Federal e Territórios, que recomnedou ao Governo do Distrito Federal a proibição de o grupo continuar se reunindo no local.

Deputado Girão participa de ato contra o STF em Brasília (DF); vídeo

Deputado Girão em manifestação contra o Poder Judiciário. Reação desrespeitando o isolamento social. Será que ele vai contrair o coronavírus? Tomara que não!