Moleca atrevida: Sara Winter diz que se recusa a depor à PF: “Não vou nessa bosta”

“A PF acabou de sair da minha casa, entraram ILEGALMENTE, NÃO SE IDENTIFICARAM e vieram deixar uma intimação pra depor daqui a 2 dias, EU NÃO VOU! Vão me prender? Me tratar como bandido? Vão ter q se prestar a isso!”, escreveu em sua conta no Twitter.
A organizadora do movimento 300 do Brasil também gravou um vídeo em que diz se recusar a obedecer a intimação. “Eu vou incorrer em crime de desobediência porque eu me nego a ir nessa bosta. Eu não vou!”, grita nas imagens.

Na quarta-feira (27/3), Sara foi um dos alvos de operação da PF determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga o disparo ilegal de fake news e ameaças dirigidas à Corte. Na ocasião, Sara gravou um vídeo ameaçando Moraese dizendo que gostaria de trocar soco com o ministro.

Sara Winter mudou-se para Brasília e se tornou uma das lideranças do grupo 300 do Brasil, que acampou em frente ao STF. O grupo já foi chamado de “milícia armada” pelo Ministério Público do Distirto Federal e Territórios, que recomnedou ao Governo do Distrito Federal a proibição de o grupo continuar se reunindo no local.
Facebook Comments
Facebook

Grupo de hackers expõe dados pessoais de Bolsonaro, filhos e aliados


Um grupo de hackers autodenominado Anonymous Brasil publicou, na noite desta segunda-feira (01), dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). O vazamento ocorreu no twitter e, momentos depois, as informações foram retiradas do ar.
Lá Em links que direcionavam para páginas com as informações, o grupo expôs os CPFs de Bolsonaro e seus filhos, além de telefones, endereços e dados sobre imóveis da família do presidente. Abraham Weintraub, ministro da Educação, e Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, também foram atingidos de forma semelhante pelo grupo.
“Apagamos os documentos com as informações pessoais do Carlos Bolsonaro e do Jair, todos conseguiram salvar? O twitter é automático, esse tira do ar esse tipo de arquivo, por isso retiramos. Vocês podem compartilhar o link pela DM. Quem tiver comenta, quer quiser também”, escreveu o perfil do grupo de hackers.

Além da família Bolsonaro e dos ministros citados, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) também teve seus dados expostos. O próprio parlamentar confirmou a veracidade dos dados compartilhados pelo Anonymous Brasil e afirmou que fará um boletim de ocorrência.

Horas antes de ser alvo do grupo, o deputado estava pedindo fotos e informações de manifestantes que se autodenominassem “antifascistas”. O pedido do parlamentar gerou uma reação negativa nas redes sociais.

Facebook Comments
Facebook

Imagens mostram agressões relatadas por médica no Grajaú

Imagens que circulam em redes sociais mostram as agressões relatadas pela médica Ticyana D’Azambuja, de 35 anos, sofridas na tarde do último sábado no bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio. Fotos mostram o momento em que a profissional de saúde – que vestia calça jeans e blusa preta – era carregada por um homem. Ticyana afirma que foi agredida ao ir até o imóvel para pedir o fim de uma festa que ocorria no local.

De acordo com a médica, uma das imagens mostra o momento em que uma mulher de calça vermelha e top preto puxa os seus cabelos enquanto ela é carregada pelo rapaz. Ainda segundo Ticyana, na mesma foto, um homem de bermuda jeans e blusa amarela foi flagrado enquanto socava seu rosto.

Nessa segunda-feira, Ticyana esteve na 20ª DP (Vila Isabel) para registrar o caso e prestar depoimento. Em seguida, foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, onde passou por exame de corpo de delito. A médica relata que teve o joelho esquerdo quebrado e as mãos pisoteadas.

Em entrevista ao GLOBO, a profissional de saúde relatou que já havia feito diversas denúncias à Polícia Militar sobre as festas que ocorriam na casa, localizada na Rua Marechal Jofre, sem que seus chamados tivessem sido atendidos. No sábado, resolveu descer à rua e, num ato, que classifica como “impensado”, quebrou o espelho retrovisor e trincou o para-brisa de um carro estacionado na calçada e isso teria sido o estopim para as agressões. Antes, porém, havia pedido para que acabassem com a festa, que estava lotada, sem ter sido atendida. A Polícia Civil já identificou que o dono do veiculo é um policial militar.

Em uma postagem feita em uma rede social, Ticyana afirma que o PM, que estava na festa, lhe pediu R$ 6,8 mil reais para consertar o carro e para que “tudo ficasse por aquilo mesmo”.

“Foi errado. Foi impensado. Foi estúpido. Mas sou humana e fiz uma besteira contra um bem material de outra pessoa. Não foi um ato contra nenhum outro ser humano, isso eu sou incapaz de fazer. 5 marmanjos (me lembro de uns 5) saíram, e obviamente, bêbados e drogados, típicos ‘cidadãos de bem’, não estavam para conversa. Apavorada, vi o potencial da besteira que fiz e saí correndo. Me agarraram em frente ao Hospital Italiano. Me enforcaram até desmaiar. Me jogaram no chão e me chutaram. Quando retornei à consciência, gritava por Socorro! Isso aconteceu no dia 30 de Maio por volta de 17h, em plena luz do dia”, relatou a médica numa postagem em rede social.

Ticyana acrescentou que desceu para tentar que a festa terminasse porque havia trabalhado em um plantão no dia anterior e assumiria outro na mesma noite, por isso precisava descansar. Ela vem atuando na linha de frente no combate ao novo coronavírus.

Falta de apoio

Ticyana lamentou a falta de apoio das pessoas que presenciaram a agressão. Só três pessoas a apoiaram. Um deles, um vizinho saiu em sua defesa e levou um soco na boca. Um dos agressores teria mandado trazer um carro e ameaçado dar um “sumiço” na vítima que, nesse momento, chegou a ter certeza que fosse morrer. Ela disse que foi arrastada até a altura de uma unidade do Corpo de Bombeiros, aos quais implorou ajuda e que garantissem sua integridade física até a chegada da polícia, mas eles não teria sido atendida. Uma viatura da PM apareceu em seguida e depois mais duas.

“Estou muito chorosa, triste, e sem fé na Humanidade. A impunidade vai reinar mais uma vez nesse caso. Mas o que mais me doeu, foi ter clamado por ajuda, e dezenas, talvez uma centena de pessoas viram o que aconteceu e 3, somente 3 se dignificaram a socorrer uma pessoa em perigo. Sempre fui atuante na comunidade do Grajaú, e quando precisei de socorro, fui abandonada aos chutes e gritos de “Mata mesmo!”. O que me dói mais não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons. Se as festas acabarem na casa da marechal jofre, lembrem-se que custou meu trabalho de médica e meu joelho”, escreveu na rede social.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que foi acionada por volta das 17h de sábado, após informações de que a médica havia danificado um carro. De acordo com a nota, em consequência desse ato a mulher foi agredida por um homem. Um outro homem, que tentou defender a mulher, também foi agredido. “Vale ressaltar que, como consta do boletim de ocorrência da PM elaborado pela equipe no local, as partes entraram em comum acordo e não foi realizado o registro na delegacia”, diz nota.

Mesmo com a confusão, a festa continuou. A PM afirma que foi acionada novamente, dessa vez por causa da realização da festa, mas não deixa claro na nota se houve alguma intervenção dos policiais que foram ao local para que o evento fosse interrompido.De acordo com informações apuradas pelo GLOBO, a festa só terminou com a chegada de agentes da Polícia Civil ao local, por volta das 22h.

O que diz a PM

A Polícia Militar informou que no último sábado, PMs do 6º BPM (Tijuca) foram acionados para apurar duas ocorrências, em horários diferentes na Rua Marechal Jofre, no Grajaú:

“Na primeira, por volta das 17h, foi apurado no local que uma mulher, bastante nervosa, danificou um veículo estacionado e, em consequência desse ato, foi agredida por um homem ainda não identificado. Um outro homem, que tentou defender a mulher, também foi agredido. Vale ressaltar que, como consta do boletim de ocorrência da PM elaborado pela equipe no local, as partes entraram em comum acordo e não foi realizado o registro na delegacia. Na segunda ocorrência, comunicada um pouco mais tarde, os policiais militares do 6ºBPM foram acionados para verificar denúncia sobre realização de festa numa casa na mesma rua. Por infringir as determinações do decreto governamental de isolamento social, o evento foi encerrado”, completa a nota, acrescentando que em relação a relatos postados em redes sociais sobre o suposto envolvimento de policial militar em ato de agressão ou qualquer outro desvio de conduta, a Corregedoria da Polícia Militar está à disposição dos cidadãos para receber e apurar denúncias. O contato pode ser feito através do telefone pelo número (21) 2725-9098 ou ainda pelo e-mail denuncia@cintpm.rj.gov.br, com garantia de anonimato”.

O que diz o Corpo de Bombeiros

Em nota, o Corpo de Bombeiros do Rio diz que a corregedoria da corporação vai abrir procedimento interno para apurar o caso, “se solidariza com a vítima e reforça que não compactua com atos ilícitos ou que vão de encontro à ética, à moral e aos bons costumes”.

Facebook Comments
Facebook

Bolsonaro passeia a cavalo enquanto pandemia galopa, diz Doria

Cavalo triste

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por ter comparecido a manifestações no último final de semana e causado aglomerações.
“Qual o sentido de um presidente da República desfilar a cavalo em meio a 30 mil mortos por coronavírus? Qual a razão? O que ampara um ato desta natureza em meio a uma pandemia, com mais de 500 mil brasileiros adoentados, milhares que já perderam suas vidas. O presidente passeia à cavalo enquanto a pandemia galopa, Bolsonaro passeia a cavalo e a crise segue sem rédeas”, afirmou.

Ele pediu que Bolsonaro pare de utilizar as redes sociais, por exemplo, para hostilizar quem não o apoia e disse que o presidente governa apenas para seus apoiadores.

Facebook Comments
Facebook

‘Tive medo de morrer’, diz entregador que ficou sob mira de fuzil de PM em protesto contra racismo

Há um ano e meio, Jorge Hudson Alves da Silva, de 27, tira seu sustento trabalhando como entregador de aplicativos. O que ganha é usado para ajudar a criar a filha, de 4 anos, e custear as despesas de parte do aluguel da casa onde mora, em uma comunidade do Rio. Há um mês, sua situação piorou. A bicicleta usada nas entregas, que fora emprestada por um tio, foi levada por alguém que estourou um cadeado em frente à  9ª DP (Catete). Ele passou a fazer entregas a pé, e, com menos pedidos, viu sua renda despencar de R$ 50 para R$ 20 por dia. E foi justamente após uma entrega que Jorge teve um fuzil apontado para sua cabeça por um policial militar, durante o protesto “Vidas Negras Importam”, no último domingo, em frente ao Palácio Guanabara, no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

A cena foi flagrada por um câmera da Globo News que participava da cobertura do protesto. Mesmo sem reagir, e colocando as mãos para o alto, o entregador foi empurrado e levado para delegacia sob acusação de resistência. Como estava com a ponta de um cigarro de maconha, responderá ainda por porte de drogas. PMs chegaram suspeitar que o rapaz pudesse ser o responsável pela quebra do vidro de uma viatura, atingido por uma pedrada, mas a hipótese foi descartada. Depois de permanecer quatro horas na delegacia, Jorge foi liberado após assinar um termo circunstanciado, já que o caso, de menor potencial ofensivo, será avaliado pelo Juizado .

Vinte e quatro horas após o tumulto, Jorge ainda foi vítima do ódio nas redes sociais. Ao postar fotos do episódio, recebeu comentários com ataques. Num deles, um internauta dizia que Jorge deveria ter morrido. Em um outro comentário, uma pessoa dizia que ele mereceu tudo o que havia acontecido. Integrante de um grupo de rap, Jorge Hudson também faz vídeos e projetos sociais na comunidade onde mora. Mesmo sendo ficha limpa, e sem jamais ter se metido em problemas com a polícia e a Justiça, o entregador disse que teve medo de morrer quando ficou sob a mira do fuzil de um PM, no domingo.

— Quando uma bomba explodiu perto de mim, minha reação foi de correr. Os PMs vieram. Em momento algum ofereci resistência. Só pedi calma e pedi para baixar a arma. Cheguei a pensar que iria morrer. Um tiro ali seria fatal. Fui levado para delegacia e só saí de lá após umas quatro horas — disse.

Acostumado a sofrer com o racismo, Jorge disse que resolveu ir ao protesto onde iria encontrar amigos que lutavam pela causa. Ele disse que pensa em processar o estado por conta de tudo o que aconteceu.

— Às vezes, por conta da aparência, a gente sofre racismo. Já entrei em um supermercado e um segurança veio atrás para olhar se eu iria roubar algo. Acho que depois disso tudo vou entrar com uma ação contra o estado — concluiu.

Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra Jorge sendo preso por policiais militares logo após um dos agentes ter apontado-lhe o fuzil. Uma mulher protesta e acusa a polícia de deter o rapaz por estar na manifestação contra o racismo em ações da corporação. Um PM retruca e diz que está detendo o rapaz por fumar maconha. Jorge acata as ordens e se senta em frente à viatura, algemado, dizendo:

— Só fica assim [algemado, no chão] da minha cor. Só morre assim quem é da minha cor. Se for branco, morador de prédio, não fica. Essa é a minha revolta. Todo mundo morrendo nessa guerra inútil — indigna-se.

Procurador da comissão de direitos humanos da Ordem dos Advogados (OAB-RJ), Rodrigo Mondego, que acompanhou o entregador na delegacia, disse que um PM estar portando um fuzil numa manifestação é uma situação absurda.

— Em nenhum país democrático do mundo se porta fuzil num protesto. O que aconteceu foi um absurdo — disse o advogado.

Procurada, a Polícia Militar reconheceu que o PM feriu o protocolo ao apontar a arma para um homem desarmado. O policial atuava no bloqueio do trânsito e responderá administrativamente pelo ato. Abaixo, a íntegra da nota da corporação.

“A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, neste domingo (31/5), policiais do 2º BPM (Botafogo) e do RECOM (Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão) acompanharam uma manifestação em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras. O protesto estava transcorrendo de forma pacífica, quando um homem começou a arremessar objetos nos policiais, ele ainda fez uma tentativa de invasão ao local, o criminoso foi preso. Durante a dispersão, policiais militares tiveram a necessidade de fazer o uso de instrumento de menor potencial ofensivo para conter os manifestantes mais exaltados começaram a arremessar pedras no Palácio Guanabara e nos policiais militares.

A Corporação esclarece que o policial das imagens responderá administrativamente por ter ferido o protocolo interno ao apontar seu fuzil para um homem desarmado. O policial atuava no bloqueio do trânsito e na segurança da tropa.”

Facebook Comments
Facebook

Justiça de MT veta lojas Havan de estender horário de abertura


A Justiça de Mato Grosso negou o pedido do empresário Luciano Hang para que a rede de lojas Havan funcione em Cuiabá em horário estendido. Cabe recurso.
A empresa buscava na Justiça autorização para funcionar das 6h às 21h, conforme estabelecido pelo prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) aos supermercados e hipermercados, em decreto para o combate e prevenção da Covid-19.
As Lojas Havan passaram a incluir alimentos como arroz, feijão, macarrão e óleo em suas prateleiras com o objetivo de ser considerada atividade essencial durante a pandemia.

A rede também teve revés nos municípios de Rio Branco (AC) e Vitória da Conquista (BA), em decisões judiciais e administrativas.

Na decisão, do último dia 25, o juiz João Thiago de França Guerra, da 3ª Vara Especializada de Fazenda Pública de Cuiabá afirma que, embora a rede tenha anexado na ação imagens de produtos alimentícios nas prateleiras como justificativa ao pedido, “não se pode ignorar o fato de que a venda de gêneros alimentícios essenciais para a subsistência humana não é, tradicionalmente, o foco de sua atividade comercial”.

Em Cuiabá, as lojas de atividades comerciais e industriais não essenciais funcionam das 10h às 16h, conforme o decreto da prefeitura, onde se enquadra as lojas de Hang. No entanto, elas começaram a funcionar no mesmo horário dos supermercados, alegando o fato de também vender produtos alimentícios. Diante da ilegalidade, a fiscalização da prefeitura autuou o local.

O magistrado ainda cita uma recente entrevista de Luciano Hang, em que afirma que, durante a pandemia, “achamos que a melhor forma de atender os clientes é colocar esses produtos à disposição”.

Ainda segundo a sentença, não é possível afirmar que a atividade empresarial consiste, de fato, em atividade atacadista e varejista de gêneros alimentícios (supermercados e hipermercados). “Mais ainda, não é possível afirmar, diante da não apresentação dos documentos necessários a tal juízo de valor, que tal atividade corresponde a atividade principal autorizada em sua licença originária obtida junto ao entre municipal”.

Apesar do revés no Acre e Bahia, em duas cidades do interior de São Paulo, Araçatuba e Lorena, a Havan conseguiu uma liminar e reabriu as portas a despeito dos decretos que determinaram o fechamento do comércio.

Em Parauapebas, no Pará, onde a loja tem funcionado em horário restrito e também incluiu itens da cesta básica em suas prateleiras, o Ministério Público Federal questionou operação da unidade alegando que esta atua na venda de produtos não essenciais.

Procurada, a assessoria da Havan não havia se manifestado até o início da noite desta sexta-feira (29).

Facebook Comments
Facebook

Investigação da Fake News chegou à antessala dos Bolsonaros

O inquérito do Supremo sobre a difusão de informações falsas chegou à antessala da Presidência da República. Na investigação constam três integrantes da Assessoria Especial da Presidência: Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz. O trio opera com um dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, vereador carioca.

Tomaz e Gomes foram pagos pela Câmara do Rio na campanha de 2018. No Planalto, suas agendas oscilam entre o lacônico “Despacho interno” e o sucinto “Sem compromisso”. Diniz ganhou um cargo de 27 palavras: “Assessor no Departamento de Relações com a Imprensa Internacional da Secretaria de Imprensa da Secretaria Especial de Comunicação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República”.

Vinícius Valfré, O Estado de S.Paulo

Facebook Comments
Facebook

Lei contra fake news é apoiada por nove em cada dez brasileiros, aponta Ibope

Tema de ao menos dois projetos de lei em discussão no Congresso — um deles deve começar a ser votado hoje no Senado —, a criação de uma legislação contra a disseminação de fake news nas redes sociais é defendida por nove em cada dez brasileiros. De acordo com pesquisa Ibope, encomendada pela rede de mobilização Avaaz, a maioria da população (90%) concorda que é preciso obrigar as empresas responsáveis pelas plataformas digitais a protegerem a sociedade contra a desinformação.

O apoio à regulamentação é maior entre os mais pobres, com renda de até dois salários mínimos (96%), moradores da Região Nordeste (94%) e por quem tem o ensino fundamental completo (94%). A lei contra fake news também tem maior adesão entre mulheres (93%), jovens (na faixa de 25 a 34 anos chega a 93%), pretos e pardos (92%) e evangélicos (92%).

A pesquisa foi feita pelo Ibope por telefone entre os dias 28 e 29 de maio de 2020, com cerca de mil pessoas acima de 16 anos, em todos os estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O Senado começa hoje a analisar um projeto de lei do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) que trata sobre o assunto. O texto estabelece normas e mecanismos de transparência para redes sociais e serviços de mensagens da internet para combater abusos. Outro texto semelhante foi apresentado na Câmara.

Checagem de fatos

Entre as medidas em discussão no Congresso questionadas pela pesquisa, a que tem maior índice de aprovação diz respeito às correções de verificadores de fatos independentes. Para 81% dos brasileiros, o Parlamento deve obrigar por lei as empresas de redes sociais a mostrarem artigos com checagem de fatos independentes para todas as pessoas expostas a conteúdo falso ou enganoso, enquanto 15% discordam da medida.

Segundo o Ibope, 76% dos entrevistados concordam com a proposta de exigir que as redes sociais rotulem contas automatizadas, os chamados perfis “robôs”. Outros 20% discordam e 4% não souberam responder. Além disso, 71% concordam que as redes sociais informem em anúncios e postagens quem pagou por eles. Para o mesmo número de entrevistados, o Congresso deve exigir que as empresas de mídia sociais removam contas falsas que tentam enganar as pessoas, e ao mesmo tempo, garantam que usuários possam usar outro nome em seus perfis por motivos de segurança ou por serem contas de humor.

Para 68%, o governo não está fazendo o suficiente para lidar com a desinformação, enquanto 24% avaliam que faz o suficiente. A confiança é ainda menor na forma como as empresas que controlam as redes sociais, como Facebook, YouTube e Twitter, tratam o tema. De acordo com a pesquisa, 72% não confiam nelas, contra 20% que confiam na ação das plataformas.

Preocupação

O levantamento aponta ainda que 76% dos eleitores estão muito preocupados ou um pouco preocupados com as notícias falsas e com a desinformação na internet e redes sociais, enquanto 22% disseram que não estão preocupados. Outros 15% discordam da medida, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

Para a coordenadora de campanhas da Avaaz, Laura Moraes, os dados apontam que os brasileiros querem combater a desinformação de forma a equilibrar a proteção de todos os seus direitos. Ela cita a crise associada ao novo coronavírus como exemplo do impacto das fake news na sociedade:

— Nossas sociedades estão sendo inundadas de fake news sobre diversos temas, histórias que podem manipular resultados de eleições, que fazem famílias se separarem e, agora, demonstramos que essas histórias têm o peso da morte. Não é exagero: mentiras matam e fatos podem salvar vidas.

O GLOBO

Facebook Comments
Facebook

Celso de Mello rejeita pedido para apreender celular de Bolsonaro e de Carlos Bolsonaro

Celso de Mello rejeitou o pedido apresentado por PDT, PSB e PV para apreender os celulares de Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro no inquérito sobre a interferência do presidente na Polícia Federal.

Na decisão, obtida por O Antagonista, o ministro afirmou que os partidos não têm legitimidade para solicitar diligências essas, que cabem exclusivamente à Procuradoria Geral da República.

O ministro acolheu o parecer contrário apresentado por Augusto Aras e adotou a mesma posição de pedidos semelhantes apresentados ao STF.

“Não se mostra lícito ao Poder Judiciário determinar ‘ex officio’ ou mediante provocação de terceiro (noticiante) a instauração de inquérito, o oferecimento de denúncia e a realização de diligências (como, p. ex., a medida cautelar de busca e apreensão de aparelhos celulares), sem o prévio requerimento do Ministério Público”, escreveu.

Mas além disso, Celso de Mello considerou que o pedido não estava bem fundamentado para uma medida tão drástica.

“Quanto a esse ponto, o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado que a quebra do sigilo telefônico ou telemático de qualquer pessoa, mediante busca e apreensão de seu aparelho celular, só pode ser legitimamente decretada, desde que seja tal ato precedido de deliberação provocada por pedido adequadamente fundamentado e no qual se indique a necessidade objetiva de adoção dessa medida extraordinária”, afirmou.

“É preciso advertir que a quebra de sigilo não pode converter-se em instrumento de devassa indiscriminada dos dados – bancários, fiscais, pessoais e/ou telefônicos – postos sob a esfera de proteção da cláusula constitucional que resguarda a intimidade, inclusive aquela de caráter financeiro, que se mostra inerente às pessoas em geral, razão pela qual a cláusula de sigilo, como regra geral e enquanto valor constitucional que é, não pode nem deve ser exposta a intervenções estatais ou a intrusões do Poder Público, quando desvestidas de causa provável ou destituídas de base jurídica idônea”, escreveu, em outro trecho.

Na notícia-crime, os partidos de oposição também queriam a apreensão dos celulares de Maurício Valeixo, Sergio Moro de Carla Zambelli.

Eles pediam que a PGR acuse formalmente Bolsonaro por falsidade ideológica, prevaricação, advocacia administrativa, coação no curso do processo e obstrução de Justiça. Quanto a isso, a decisão caberá novamente a Augusto Aras.

O ANTAGONISTA

Facebook Comments
Facebook

Deputado Girão participa de ato contra o STF em Brasília (DF); vídeo

Deputado Girão em manifestação contra o Poder Judiciário. Reação desrespeitando o isolamento social. Será que ele vai contrair o coronavírus? Tomara que não!

 

Facebook Comments
Facebook