EUA ultrapassam China em número de casos de coronavírus

O país tem 82.404 casos; a China, 81.782, de acordo com o levantamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins

Os Estados Unidos ultrapassaram a Chinanesta quinta-feira, 26, como o país com o maior número de casos de coronavírus confirmados no mundo. O país tem 82.404 casos e a China tem 81.782, de acordo com o levantamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins. No mundo, já são mais de 520.000 infectados.

No levantamento de casos da Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, a China ainda tem o maior número de casos. As duas instituições costumam ter discrepâncias na contabilidade dos casos porque usam sistemas diferentes de monitoramento.

A China perdeu a primeira posição principalmente devido à estabilização de novas infecções. Nesta semana, a província de Hubei — epicentro da pandemia — começou a ter sua rotina normalizada após mais de um mês de isolamento.

O crescimento acelerado no número de novos casos nos Estados Unidos já tinha sido destacado pela OMS como um sinal de que o país se tornaria o novo foco da pandemia. A porta-voz da OMS, Margaret Harris, disse nesta semana que a intensidade das contaminações no país estava acelerando.

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“Brasileiro pula no esgoto e não pega nada”, diz Bolsonaro

Segundo ele, ministro da Saúde concordou em mudar formato de isolamento
Julia Lindner

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já concordou com a mudança no formato do isolamento horizontal para vertical como medida de combate ao novo coronavírus no País, mas ainda estuda como implementar a medida. O modelo defendido pelo presidente considera apenas isolamento para pessoas do grupo de risco, idosos e aqueles com doenças crônicas. Bolsonaro disse que não há prazo para que a transição ocorra, e que poderia até começar nesta sexta-feira (27).
Ele voltou a dizer que “alguns governadores e prefeitos erraram na dose” das medidas de contenção, que incluiu fechamento de comércio e escolas, e que “o povo quer trabalhar”. De acordo com Bolsonaro, alguns deles já reavaliam as medidas restritivas.
“A gente consegue aguentar dois, três meses com o plano que está aí? Não sei quanto vai chegar a nossa despesa, centenas de bilhões de reais. Tem que voltar quase tudo (setores da economia). E fazer uma campanha fique em casa. Não deixa o vovô sair de casa, deixa em um cantinho. Quando voltar toma banho, lava as mãos, passa álcool na orelha. É isso daí”, declarou.

Sobre a situação crítica em países como Estados Unidos e Itália, Bolsonaro considera que o Brasil não chegará na mesma situação porque os brasileiros possuem algum tipo de diferenciação. “Acho que não vai chegar a esse ponto, até porque o brasileiro tem que ser estudado, não pega nada. Vê o cara pulando em esgoto, sai, mergulha e não acontece nada.”

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Caiado chama quem vê coronavírus como ‘gripezinha’ para trabalhar de graça em hospitais

Termo foi usadodivrsas vezes pelo presidente Jair Bolsonaro para se referir à doença


BRASÍLIA O governador de Goiás,Ronaldo Caiado (DEM), convidou nesta quinta-feira pessoas que classificam o novo coronavírus como uma “gripezinha” para que se apresentem como voluntários no sistema de saúde do estado. O convite acontece um dia depois de ele romper politicamente com o presidente JairBolsonaro (sem partido), que já se referiu à doença como uma “gripezinha” por diversas vezes.
Bolsonaro (sem partido), que já se referiu à doença como uma “gripezinha” por diversas vezes.

—  Todos aqueles que, muitas vezes, estão considerando isso aqui como gripezinha, eles podem ser candidatar como voluntários. Nós os prepararemos. Estamos precisando de voluntários e nós, em uma semana, vamos prepará-lo para higienizar paciente e auxiliar as pessoas aqui – afirmou Caiado.

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Considerada por Bolsonaro como uma “gripezinha”, o coronavírus atinge marca de meio milhão de casos no mundo

Vítimas fatais da covid-19 passam de 22 mil, com taxa de letalidade global na casa dos 4,5%
Guilherme Bianchini

O número de infectados pelo novo coronavírus em todo o mundo já passa de 500 mil. A contagem rompeu a barreira do meio milhão na tarde desta quinta-feira, segundo dados atualizados em tempo real pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. São 22.993 vítimas fatais da covid-19 entre 510.108 pacientes, com uma taxa de letalidade global de 4,5%.

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Por que não a TV, o rádio e a internet para fazerem a escola continuar?

Por Cláudia Santa Rosa *

A crise decorrente da propagação da Covid -19 instalou-se, no último mês, em escala de pandemia. Há pouco mais de uma semana, as autoridades brasileiras, de maneira sensata, vêm adotando um protocolo que impõe isolamento social à população com um objetivo claro: diminuir o número de pessoas infectadas.

Ainda não se sabe o tempo que crianças e jovens ficarão distantes das escolas. Caso a suspensão das atividades letivas se estendam por semanas ou meses, a frágil educação básica pública, que é ofertada a 85% da população, sofrerá, indiscutivelmente, mais um tombo no sonho da qualidade, isso sem falar nas consequências para milhares de crianças e adolescentes que precisam do apoio nutricional e social encontrado nas instituições de ensino.

Trabalho em uma escola estadual que oferta os anos iniciais do ensino fundamental. Tão logo as aulas foram suspensas, iniciamos um trabalho de mediação pedagógica por grupos de WhatsApp, atingindo 97% das crianças. Com o horário das aulas definido, seguindo um planejamento e em sintonia com as famílias, recorremos à tecnologia mais acessível ao público de baixa renda: o smartphone. Deu certo!

A divulgação nas redes sociais do trabalho da Escola Estadual de Tempo Integral Dr. Manoel Dantas gerou repercussão em alguns portais de notícias, blogs, rádio e TVs do Rio Grande do Norte. Muitos professores passaram a interagir comigo sobre o tema e alguns relataram práticas semelhantes, mas com algumas dificuldades: problemas de famílias que dispõem do telefone celular, mas sem o acesso à internet; problemas daquelas que têm, mas a memória do aparelho ou o pacote de dados não suporta rodar vídeos, baixar documentos e etc. Que desafio! Um terceiro grupo me tocou, sensivelmente: crianças e jovens que residem em áreas onde não há acesso, sequer, ao sinal do celular, imagine ter sinal de internet. O que fazer?

Percebi que tudo que li e ouvi até o momento sobre soluções para a continuidade dos estudos, em tempos de pandemia, parecem centradas, apenas, pela via da internet, inacessível para muitos, portanto, são soluções excludentes.

Como não é papel de uma escola ou de uma pequena equipe, tampouco de uma professora garantir a solução de problemas que transcendem suas competências, restrinjo-me a indagar: por que o Estado brasileiro não utiliza a TV, o rádio e a internet para fazer a “escola” continuar? Por que centrar as atenções apenas na internet?

Os canais de TVs públicas e comerciais podiam abrir espaços em suas grades para a transmissão de conteúdos do currículo escolar. Para o ensino médio, por exemplo, há muito material produzido, inclusive por grupos de comunicação e por TVs educativas, que poderia ser reprisado. Há também video-aulas decorrentes de projetos de secretarias de educação de algumas unidades da federação que poderiam ser exibidos. Isso é o ideal? Não, mas pode ser melhor do que nada.

Adotados os mesmos cuidados destinados aos profissionais da área de saúde, equipes de professores poderiam ser acionadas para produzirem teleaulas e não penso que seriam por ano ou série, mas por blocos de habilidades, priorizando conteúdos essenciais. As rádios também podem exercer o mesmo papel. Indiscutivelmente, os sinais de TVs e rádios chegam a lugares a que a internet ainda levará muito tempo.

Pensemos de forma ampliada: não é raro verificarmos que as residências mais simples, por exemplo, da zona rural do nordeste brasileiro podem até não dispor de uma geladeira, mas o rádio e a televisão com a antena parabólica parecem ser um kit de primeira necessidade.

Talvez tenha chegado o momento de aprendermos com a experiência de sucesso que foi o projeto de alfabetização pelo rádio, implantado, no Brasil, logo após a Segunda Guerra Mundial, e que teve como público-alvo as populações da zona rural.

Tudo isso para refletirmos: só a internet é suficiente? Não. Outras soluções são, portanto, necessárias e possíveis.

* Professora, pós-graduada em Educação e ex-secretária de Educação e Cultura do RN

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SP tem aumento de internados em estado grave por coronavírus

Governador João Doria afirmou que a quarentena está mantida em todo o Estado

O número de pessoas internadas em estado grave em São Paulo com infecção pelo novo coronavírus teve um aumento de 42% nas últimas 24 horas. Eram 61 pacientes no boletim divulgado na quarta-feira e já são 84 no balanço divulgado nesta quinta-feira 26. O Estado tem 862 casos confirmados da covid-19, segundo balanço divulgado no período da tarde pelo secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann.

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Bolsonaro leva remédio em fase de testes à reunião do G-20

Mesmo sem a eficácia comprovada para tratamento do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro levou uma caixa de hidroxicloroquina para a reunião
Julia Lindner

Mesmo sem a eficácia comprovada para tratamento do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro levou uma caixa de hidroxicloroquina para a reunião do G20 que ocorreu nesta quinta-feira, 26, por videoconferência, para falar sobre a pandemia. Em imagens divulgadas pelo Palácio do Planalto, Bolsonaro aparece segurando uma caixa de Reuquinol. Ele estava ao lado do chanceler Ernesto Araújo.

Ontem, através das redes sociais, Bolsonaro voltou a dizer que o tratamento com fármacos como a hidroxicloroquina tem mostrado eficácia e pode trazer tranquilidade à população. O primeiro estudo clínico do País a testar o uso do medicamento para tratamento de infecção pelo coronavírus, no entanto, só terá seus resultados divulgados em dois ou três meses. O estudo envolverá 1,3 mil pacientes e 70 hospitais.

Nas redes sociais, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou o anúncio de que a pasta vai distribuir 3,4 milhões de unidades dos medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina para uso em pacientes internados de forma grave. Ele ponderou que a automedicação não deve ocorrer “em hipótese alguma”. Em alguns países, como Estados Unidos e Nigéria, de pessoas que se intoxicaram após se automedicarem com o fármaco.

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Quais contas os consumidores devem requerer a liberação do pagamento diante da crise do Covid-19 ?

Por Cyrus Benavides

A primeira grande resposta é que deve existir bom senso entre quem paga e quem recebe, em um momento de pandemia que está desestabilizando financeiramente todos os envolvidos nas relações de consumo.

​No que diz respeito às escolas, as respostas são várias. A lei de diretrizes e bases da educação em seu artigo 32, permite a suspensão das aulas em razão do que estamos vivenciando, com a possibilidade de antecipação das férias, ou criação de mecanismos de ensino a distância, e ainda que a mesma possa repor posteriormente a carga horária não cumprida. Então não podemos pelo simples fato da suspensão das aulas, deixarmos de pagar as mensalidades.

Mas de início, já há de se compreender que mensalidades extracurriculares como esporte, arte e cultura, já devem ser suspensas por questão de bom senso e em razão da não prestação do serviço. Temos como exemplo a rede de colégio Marista que já anunciou a suspensão da referida cobrança dessas atividades extras e devolução daqueles que já tenham efetuado esse pagamento.

Na mesmo entendimento devem ser negociados com desconto ou suspensão temporária da mensalidade das crianças do ensino infantil, e nos casos de berçário que seja rescindido o contrato sem cobrança de multa. São casos atípicos em que não há possibilidade de mecanismo de aula a distância.

Alguém já parou para pensar que diversos gastos como por exemplo energia elétrica estão sendo suportados pelos pais em suas residências nesse período de confinamento?

Que por mais que a escola seja vítima desse colapso, vários dos seus serviços não estão sendo ofertados conforme contrato de prestação educacional assinado pela escola e pelos pais e mães contratantes?

As escolas e universidades devem recorrer ao bom senso e se antecipar nas providências de suspensão ou desconto no valor de mensalidades. Caso contrário, serão demandadas numa infinidade de ações judiciais, que só abarrotam o judiciário e causam desgaste as partes.

As taxas condominiais devem ser pagas normalmente, mesmo com as proibições de uso das áreas comuns, como exemplo: academia, piscina, quadra, brinquedoteca? Entendemos que devem ser cobradas normalmente, pois os custos se mantem e no futuro pode vir a existir algumas compensações em favor dos condôminos.

Quanto aos bancos, estes já começaram a seguir soluções para a crise econômica do Covid-19. Há poucos dias em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou que bancos podem suspender até duas prestações de financiamento de imóveis e veículos por 60 dias, além da negociação de outras dívidas.

Dentre as instituições estão os bancos: Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. A Caixa permite que financiamentos com até duas parcelas em atraso sejam congelados. Já para os outros bancos, os cidadãos devem estar com todas as prestações pagas até o momento.

Vale frisar ainda que os consumidores precisam requerer formalmente o pleito de tal suspensão, pois os que não solicitarem serão considerados inadimplentes em caso de não pagarem as referidas parcelas. E ainda fica a dica que tal requerimento seja feito pelos canais de aplicativos ou telefônicos, afim de se evitar a presença nas agências bancárias.

A conclusão é que mesmo que nenhum de nós consiga sair ileso dos prejuízos do Coronavírus, o consumidor precisa ficar ainda mais atento ao exercício dos seus direitos, nesse período de crise. Talvez o termo “negociar” nunca esteve tão em alta e seja o segredo para atravessarmos essa tempestade nebulosa.

Cyrus Benavides/Advogado e Especialista.

Professor Universitário e ex-coordenador Geral do Procon Estadual do Rio Grande do Norte.

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Pacote ‘de guerra’ do governo para manter empregos vai custar R$ 36 bilhões


Por Ana Flor

Jornalista, comentarista da GloboNews.

A equipe econômica finaliza os detalhes de um pacote para ajudar na manutenção de empregos no país durante a crise do coronavírus. O valor será de pelo menos R$ 36 bilhões ao longo dos próximos três meses.

Segundo informaram ao blog fontes da equipe econômica, o pacote cria faixas para que o governo subsidie progressivamente o pagamento dos salários, de forma a manter a renda dos empregados e permitir que as empresas não quebrem, em especial micro e pequenos estabelecimentos.

O plano é subsidiar até 80% dos empregos formais no país. Os valores seriam uma espécie de antecipação do seguro-desemprego, mas não iriam ser descontados dos valores a que o empregado teria direito no futuro, caso perca o emprego.

Para os trabalhadores informais, o governo criou uma espécie de voucher, que aguarda aprovação do Congresso. O valor inicial de R$ 200 reais deve ser aumentado para pelo menos R$ 300 para cada trabalhador sem renda formal.

O novo pacote será enviado ao Congresso por meio de medida provisória, para passar a valer imediatamente e servir para as empresas poderem arcar com encargos trabalhistas já no início de abril.

Empresas menores, dos setores mais fragilizados, que estiverem fechadas e não tiverem condições de manter empregos, poderão ter 100% dos salários bancados pelo governo.

Para outras, a redução de jornada será compensada pelo fundo federal, de acordo com o valor de hora-salário do trabalhador.

Nenhum trabalhador receberá menos que um salário mínimo, afirmou uma das fontes.

A estratégia, chamada dentro do governo de um plano de “pré e pós-guerra”, é acalmar os setores produtivos e evitar demissões em massa já na próxima semana.

‘Invisíveis’

Em uma teleconferência com uma instituição financeira na manhã desta quinta-feira (26), o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, afirmou que o governo se preocupa em melhorar o atendimento aos trabalhadores informais e pessoas que recebem benefícios de programas sociais.

Segundo ele, o foco prioritário no momento é melhorar a eficiência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para que os benefícios sejam concedidos com agilidade e não haja a necessidade de que beneficiários se dirijam fisicamente até as agências.

“O INSS é um dos maiores pagadores de benefícios do mundo, mas atende as pessoas mais vulneráveis do país. Preocupa muito a ida das pessoas até as agências, então é preciso lembrar que todos os serviços são virtuais hoje”, afirmou.

Bianco disse que há 10 milhões de pessoas “invisíveis” atualmente, que são aquelas que nunca deram entrada em programas do governo e, por isso, não fazem parte de cadastros. Atingir essas pessoas, muitas sem contas bancárias, é um desafio para a equipe do governo.

O Bianco ouviu de gestores e empresários que já na próxima semana podem ocorrer demissões em massa, porque as empresas não terão recursos para pagar salários.

O secretário afirmou que ainda nesta semana o governo deverá enviar ao Congresso a medida provisória com ações para defender empregados e empregadores. “Não demitam, confiem no governo”, pediu Bianco.

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“Vamos acabar com o Brasil”, diz Marcelo de Carvalho sobre quarentena


Muitos famosos estão usando as redes sociais para falar sobre o isolamento social que o Brasil está vivendo por conta do coronavírus. Ontem (25), Marcelo de Carvalho, que é um dos sócios da RedeTV!, compartilhou um vídeo em seu perfil no Twitter em que falou sobre a quarentena e aproveitou para criticar as decisões de governadores.

Em sua visão, ele acredita que a pandemia pode colapsar a economia brasileira e deveria ser encerrada. “A gripe comum não mata 20 mil, os dados da Organização Mundial da Saúde, dizem que a cada ano, a gripe mata entre 300 e 650 mil pessoas por ano, não é 20 mil, são 650 mil e nunca vocês ouviram falar que cidades inteiras, que estados inteiros, que países inteiros param por causa da gripe, repito 650, 500, 400, 650 mil pessoas todo ano. E não é uma gripe especial não, são as gripes chamadas de sazonais, as famosas gripes de inverno”, disse Marcelo de Carvalho.

O vice-presidente da RedeTV! ainda ainda informou que a atitude pode quebrar o Brasil. “Você sabe o que vai acontecer? Vai começar a mandar gente embora, nós corremos o risco de entrar num colapso, numa destruição, numa depressão como foi a grande depressão de 1929 nos EUA. Eles, por exemplo, agora estão com um pacote de R$ 2 trilhões para ajudar a economia. Nós estamos no Brasil e nossa economia vinha de mal a pior, agora que tinha começado a levantar Gente, vai acabar com o país”, continuou.

IstoÉ

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Coronavírus: Putin fecha comércio e escolas e adia reforma da Constituição

Medidas são anunciadas no dia em que a Rússia registra 182 novos casos de Covid-19, elevando o total no país a 840, e as duas primeiras mortes


Revista Veja

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, decretou o fechamento de fábricas, escolas, bares, lojas, parques e voos internacionais e adiou a votação final da reforma Constitucional para combater a propagação da Covid-19a doença causada pelo novo coronavírus. Moscou registrou um aumento de 182 casos diagnosticados nas últimas 24 horas.

Os hospitais, farmácias, bancos, supermercados, transportes públicos e restaurantes que entregam comida em casa continuarão funcionando normalmente. A medida para o comércio e as escolas é válida por uma semana. Os voos internacionais e o pleito sobre a reforma Constitucional não receberam uma nova data. “Vocês sabem que isso (a reforma) é um assunto muito importante para mim (…) Mas, como eu já disse antes, nossa prioridade absoluta é a segurança da população”, disse Putin, referindo-se à mudança que permitirá ao líder russo se manter no poder até 2036.

O governo russo estava sendo contestado pela oposição, que alegava que Moscou estava encobrindo os casos de coronavírus no país. Mas, na terça-feira 24, as autoridades reconheceram não ter uma “percepção clara” do avanço da doença no país. Na quarta, a Rússia registrou as duas primeiras mortes por coronavírus.

O presidente pediu disciplina aos russos e aconselhou a população a ficar em casa. “O que está acontecendo em inúmeros países ocidentais, tanto na Europa como no exterior, pode ser o nosso futuro imediato”, alertou.

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Decreto de Bolsonaro não gerou eficácia, igrejas continuam fechadas

O presidente Jair Bolsonaro autorizou que atividades religiosas e atendimento em casas lotéricas sejam realizados. A determinação veio após Bolsonaro editar um decreto nesta quinta-feira (25), passando a considerar os serviços como essenciais, mas até agora o Decreto Presidencial não gerou efeitos.

A decisão vai contra diversos estados e o Distrito Federal. No DF, por exemplo, o governador Ibaneis Rocha já havia determinado na semana passada que templos religiosos não deveriam funcionar. Apesar da medida de Bolsonaro, a decisão na capital continua valendo e as igrejas devem permanecer fechadas, a princípio. A informação é do próprio GDF.

Quanto às casas lotéricas, o governo e a Caixa Econômica Federal afirmam que a decisão de abrir ou não vai de cada casa. No DF, a maioria delas não estão funcionando.

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O dízimo da morte deve ser uma invenção do Satanás

O presidente Jair Bolsonaro passou todos os limites da irresponsabilidade ao incluir as igrejas na lista de atividades consideradas essenciais que estão autorizadas a funcionar durante o estado de calamidade em vigor pela epidemia de coronavírus. Permitir que as igrejas que funcionam em recinto fechado num estado declarado de pandemia é um atentado à saúde dos brasileiros.

A mudança, feita por alteração no decreto que trata dos serviços essenciais, foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União. Na noite anterior, no entanto, o presidente já havia anunciado que atenderia o pedido do deputado Mauro Pereira (MDB-RS), com quem esteve no Palácio do Planalto, mas não mencionou as igrejas.

“Agora isso veio para nós e vocês vão poder trabalhar em paz”, disse em vídeo postado nas redes sociais.

O Blog do Primo transcreve o lúcido, pertinente e corajoso artigo da jornalista Thaísa Galvão parabenizando pelo seu texto.

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Witzel: Se suspender isolamentos, União deve assumir mortes

Governador do Rio prevê ainda ‘caos financeiro pela letargia do governo federal em fazer o que tem que ser feito’
Daniela Amorim

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel(PSC), defendeu que, se o governo federal quer suspender o isolamento das pessoas em meio à pandemia de coronavírus, que o faça pelas vias oficiais – como um decreto ou uma determinação do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) aos secretários estaduais de Saúde, por exemplo – e assuma, assim, a responsabilidade pelas mortes que serão provocadas pela doença no País. A declaração foi feita por Witzel nesta quinta-feira, 26, em entrevista à rádio CBN.

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Situação é muito grave, além do descontrole da pandemia estamos vivendo uma crise política que poderá afastar o Presidente da República

O momento em Brasília está muito nervoso. Além do coronavírus o Brasil está atravessando uma crise política que poderá culminar com a deposição do Presidente Bolsonaro.
Completamente isolado, Bolsonaro perdeu sua sustentação política com o Congresso Nacional e institucional com  Supremo Tribunal Federal.
Líderes dos grandes partidos já não frequenta o Palácio da Alvorada e do Planalto.

Militares do Alto Comando das Forças Armadas estão tentando encaminhar uma solução. Hoje já se fala em Brasília numa licença do Presidente Bolsonaro. O que está sustentando Bolsonaro é o bom senso e maturidade do generalato que trabalha no Palácio do Planalto.
O general Mourão foi aconselhado a ficar numa posição de total descrição.

Todos os esforços estão sendo feitos para que a solução tenha amparo na Constituição.
A solução política que está sendo defendida e negociada é que o Presidente Bolsonaro continue na Presidência sem governar.

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‘Gabinete do ódio’ vira o Conselho da República

Presidente Jair Bolsonaro se isolou ainda mais na crise do coronavírus
Vera Rosa

O presidente Jair Bolsonaro se isolou ainda mais na crise do coronavírus. Desde que a calamidade pública começou a assombrar o dia a dia da população, Bolsonaro deu mais poder ao “gabinete do ódio”, núcleo ideológico que o incentiva a adotar um estilo mais beligerante, atacou governadores e a imprensa e desautorizou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Uma foto que circula nas redes sociais sob o título “Modelo de Comunicação Institucional” mostra Bolsonaro de bermuda nos jardins do Palácio da Alvorada, em posição de “pronunciamento”, na frente dos três filhos parlamentares.
Sem camisa, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), uma espécie de gerente do “gabinete do ódio”, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também de bermuda, gravam o pai pelo celular. Com as mãos no bolso, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho “zero um”, acompanha a cena, mas não participa da filmagem.

Bunker

Na prática, o núcleo que ficou conhecido como “gabinete do ódio” virou o Conselho da República de Bolsonaro. O bunker ideológico, que já deixou digitais na queda de popularidade do presidente, é composto por seguidores do escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, e vive em confronto com generais do governo.

Defensores da pauta de costumes e de uma estratégia de guerra, integrantes desse grupo trabalham no terceiro andar do Planalto, a poucos metros de Bolsonaro. Produzem “artilharia pesada” para mídias digitais, além de conteúdos para pronunciamentos do presidente, como o da noite de anteontem, quando ele criticou o fechamento de escolas para combater a pandemia e o confinamento em massa. Seus alvos preferenciais são o Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e a imprensa.

Enquanto isso, o Conselho da República, previsto na Constituição, continua esquecido. O colegiado de consulta do presidente já foi acionado por outros chefes do Executivo em situações de crise. O então presidente Michel Temer convocou o Conselho da República, em 2018, para discutir a intervenção federal na segurança pública do Rio.

As atribuições desse núcleo de assessoramento do chefe do Executivo incluem manifestações sobre casos de intervenção federal, estado de defesa e de sítio e temas considerados relevantes para a estabilidade das instituições democráticas. Compõem o colegiado o vice-presidente da República, os presidentes da Câmara e do Senado, os líderes da Maioria e da Minoria das duas Casas e o ministro da Justiça. Além disso, pela lei, seis brasileiros natos, com mais de 35 anos, devem fazer parte do Conselho da República.

Bolsonaro, no entanto, nunca gostou desses grupos de aconselhamento do governo. “Como regra, a gente não pode ter conselho que não decide nada. Dada a quantidade de pessoas envolvidas, a decisão é quase impossível de ser tomada”, disse ele, em julho do ano passado, ao anunciar que pretendia enxugar vários conselhos de políticas públicas, como o de combate a drogas.

Ex-presidentes

Em um passado não muito distante, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, então presidentes, recebiam no Alvorada ministros do Supremo para trocar ideias, quando enfrentavam turbulências e crises agudas. Fernando Henrique gostava de tomar diariamente a temperatura política em reuniões com o comando do Congresso.

Na noite de terça-feira, em mensagem no Twitter, FHC afirmou que Bolsonaro passou dos limites ao fazer um pronunciamento na contramão das recomendações de infectologistas e até do ministro da Saúde. “O momento é grave, não cabe politizar (…). Se não calar estará preparando o fim. E é melhor o dele que de todo o povo. Melhor é que se emende e cale”, escreveu o ex-presidente. Foi uma referência indireta à pergunta “Por que não te calas?”, feita em 2007 pelo rei Juan Carlos, da Espanha, ao então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morto seis anos depois.

Até aliados de primeira hora do Planalto, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do DEM, mesmo partido do ministro Mandetta, avaliam agora que Bolsonaro está perdido. Depois do pronunciamento e de suas últimas declarações, sugerindo que apenas idosos fiquem fora do convívio social porque, se o desemprego se agravar, o País pode “sair da normalidade democrática”, as cúpulas do Congresso e do Poder Judiciário não esconderam a perplexidade.

Há, nos bastidores, muitas conversas entre os Poderes, na tentativa de encontrar soluções. “As agruras da crise, por mais árduas que sejam, não sustentam o luxo da insensatez”, afirmou no Twitter o ministro do Supremo Gilmar Mendes. As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo

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Washington determina que empresas não essenciais sejam fechadas

Medida começou a vigorar nessa quarta-feira (25) à noite

O governo municipal de Washington determinou que todas as empresas não essenciais da capital norte-americana fechem por um mês, devido ao surto do novo coronavírus. A medida entrou em vigor nessa quarta-feira (25) à noite.

“O decreto requer o fechamento temporário da operação no local de todas as empresas não essenciais e proíbe reuniões de 10 ou mais pessoas”, informou o gabinete da prefeita Muriel Bowser em comunicado.

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Coronavírus mata 18.440 em todo o mundo, diz OMS

Total de infectados no planeta passa de 400 mil

O número de pessoas infectadas com o novo coronavírus ultrapassou 400 mil em todo o mundo, com a maior quantidade de mortes na Europa.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até a última quarta-feira (25) , o total de infecções havia aumentado em 40.712 em relação ao dia anterior, atingindo 414.179 em 199 países e territórios.

Já o total de mortes teve um crescimento de 2.202, chegando a 18.440.

A Itália registrou a maior quantidade de mortes. O número do governo – 7.503 – é quase o dobro da China.

Líderes de governos locais na Itália têm utilizado a internet para exortar moradores a permanecerem em casa, porque muitas pessoas estão ignorando o confinamento vigente em todo o país, o que agrava a situação.
Agência Brasil

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Coronavírus atrai oportunismo e impõe desafios à democracia no mundo

Da América do Sul à Europa, políticos tomam decisões mal explicadas que extrapolam o combate à pandemia – e isso pode ser perigoso

A especialista, que fez um estudo pioneiro sobre a relação do direito internacional na pandemia da gripe A (H1N1) em 2013, destaca a necessidade de se avaliar a proporcionalidade das medidas sob a ótica das evidências científicas e, fundamentalmente, pela perspectiva da saúde pública.

Nessa direção, é possível compreender a necessidade, por exemplo, de adiar eleições para evitar aglomerações, como fez a Bolívia na semana passada. Depois de meses de preparação por conta de um pleito eleitoral que foi acusado de ser fraudado e culminou na renúncia de Evo Morales, o país iria às urnas em 3 de maio. Agora, o Tribunal Supremo Eleitoral vai negociar com os partidos uma nova data.

Do lado oposto, no entanto, há uma outra movimentação de políticos populistas, que se aproveitam de brechas institucionais, em um momento de crise, para se promover ou ampliar seus poderes políticos. “Alguns de forma mais aberta outros menos, mas é simplesmente oportunismo”, afirma Ventura.

Essa lógica pode ser atribuída ao pronunciamento em cadeia nacional do presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 24, no qual questionou medidas de isolamento social impostas por governadores em algumas das regiões mais afetadas pela doença. As medidas foram impostas, principalmente, por João Doria (PSDB), em São Paulo, e Wilson Witzel (PSC), no Rio de Janeiro — estados com as duas principais aglomerações urbanas do país.

Desde o ano passado, o presidente tem travado embates públicos com ambos, que ora foram seus apoiadores, por os considerar adversários para as eleições presidenciais de 2022. Mas até agora, a quarentena tem se mostrado uma das medidas mais eficientes para evitar uma sobrecarga dos sistemas de saúde.

“O discurso do presidente confunde a sociedade, atrapalha o trabalho nos estados e municípios, menospreza os efeitos da pandemia. Mostra que estamos sem direção”, afirmou o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

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