Coronavírus: Brasil tem 35.026 mortes e 646.006 casos confirmados


O Ministério da Saúde atualizou para 35.026 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil nesta sexta-feira (5). Ao todo, também foram confirmados 646.006 casos da Covid-19 no país.

Pelo quarto dia consecutivo, o Brasil registrou mais de 1.000 mortes contabilizadas nas últimas 24 horas, desta vez com 1.005.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA), o Brasil continua sendo o segundo país com mais casos da doença. Em números absolutos, fica atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 1,6 milhão de casos. Em número de mortes, o Brasil é o quarto país mais afetado, atrás somente dos EUA (106 mil), Reino Unido (39 mil) e Itália (33 mil).

O ministério – agora sob o comando interino do general Eduardo Pazuello -, porém, tem informado que o número real de casos tende a ser maior, já que são testados apenas os casos graves, de pacientes internados em hospitais, e há casos represados à espera de confirmação.

O Brasil confirmou o primeiro caso de Covid-19 em 26 de fevereiro. Um homem de 61 anos de São Paulo contraiu o coronavírus em viagem à Itália, que tem alta taxa de casos da doença.

A primeira morte foi confirmada 20 dias depois, em 17 de março. O paciente era um homem de 62 anos que tinha diabetes e hipertensão. Ele estava internado na UTI do Hospital Sancta Maggiore Paraíso desde o dia 14 e morreu no dia 16. Ele não tinha histórico de viagem para o exterior.

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Decreto de Bolsonaro inclui volta de avião para Exército

Até então, norma de 1986 permitia que Força operasse apenas helicópteros; Oficiais da aeronáutica criticam momento da medida.

Marcelo Godoy e Roberto Godoy

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de permitir ao Exército voltar a ter aviões provocou reação de integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB). Brigadeiros ouvidos pelo Estadão criticam “a oportunidade da medida”, um período de crise econômica, em que as verbas para a Defesa são escassas. Também alegam que a medida pode afetar a operação conjunta das duas Forças.

Foi por meio do decreto 10.386, publicado no dia 2, que Bolsonaro e o ministro da defesa, o general Fernando Azevedo e Silva, concederam ao Exército, após 79 anos, o direito de voltar a ter aeronaves de asa fixa. Até então, decreto de 1986 permitia ao Exército operar apenas helicópteros. “O problema não é o Exército ter sua aviação, mas o momento da decisão, que não é oportuno”, afirmou o tenente-brigadeiro-do-ar Sérgio Xavier Ferolla, ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM).

Das três Forças, os integrantes da FAB são os que têm se mostrado mais distantes das polêmicas do governo. Em um ministério repleto de generais e almirantes, nenhum brigadeiro ocupa cargo na Esplanada. Apenas um coronel da Aeronáutica – o astronauta Marcos Pontes – é ministro (Ciência e Tecnologia). E vê seu cargo em risco diante das negociações de Bolsonaro com partidos do Centrão. Dos presidentes de clubes militares, só o da Aeronáutica, o brigadeiro Marco Carballo Perez, não se manifestou em apoio ao presidente contra recentes ações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um coronel da FAB, que pediu anonimato, reclamou dos termos abrangentes do decreto presidencial, que permitiram no futuro o Exército e ter qualquer tipo de aeronave, não só as de transporte de tropa. Ferolla afirmou que não se opor à ideia de o Exército ter aviação de asa fixa. O brigadeiro, hoje na reserva, esteve entre os oficiais responsáveis por ajudar o Exército a montar sua base de helicópteros, na sede da Aviação do Exército, em Taubaté (SP). O episódio encerrou então uma disputa de quase vinte anos, desde que o Exército buscara em 1969 pela primeira vez comprar helicópteros Bell H-1H.

Prazo

Com a decisão de criar a tropa aeromóvel, o Exército foi autorizado em 1986 por decreto a ter helicóptero – decreto que Bolsonaro alterou. ” Hoje, o Exército é o maior operador do País de aeronaves de asas rotativa”, disse o deputado federal, general Roberto Peternelli (PSL-SP), que comandou a Aviação do Exército. Segundo ele, a intenção da Força – que contaria com a concordância dos comandos da Marinha e da Aeronáutica – é usar aeronaves em apoio logístico na Amazônia. “Muitas vezes a FAB tem prioridade distintas. E pode ser necessário o Exército fazer evacuação aeromédica.

Não é a curto prazo que a aviação do Exército vai operar aeronaves de asa fixa, seus próprios cargueiros leves, para cumprir missões na linha de fronteira, da Amazônia principalmente. A primeira reunião do grupo técnico que cuida do programa está prevista para a segunda metade de julho. Só depois começará o processo de definições. Segundo um general ouvido pelo Estadão, todas as especificações devem ser revistas. O decreto que permite à Força Terrestre empregar aviões determina também que a Aeronáutica e a Marinha cooperem com a reestruturação. Recentemente, o tema passou pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, quando o general Alberto Santos Cruz era assessor especial da pasta. O plano foi exposto em uma reunião no Comando da Aeronáutica. A demanda do Exército era por maior autonomia e pronta resposta nas tarefas que exigem transporte aéreo.

“A FAB argumentou que bastava que fosse feito um aporte de dinheiro na sua infraestrutura logística para aumentar a disponibilidade dos meios”, lembra um brigadeiro, ex-integrante do Alto Comando. Em 2018, foi anunciada a intenção de compra de oito aviões Sherpa Short C-23, bimotores modernizados. Podem transportar 3,5 toneladas de carga ou 30 passageiros. Desmobilizados do Exército americano, seriam financiados por meio de operação de crédito do governo dos EUA de valor não revelado. O Exército não confirma o cronograma de entregas. O Estadão procurou o Ministério da Defesa, mas a pasta não se manifestou

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“Generais viram que proposta é a guerra civil”, diz Gabeira

Wilson Tosta

Um ano atrás, o jornalista Fernando Gabeira tinha críticas ao presidente Jair Bolsonaro, mas avaliava que as instituições eram suficientes para contê-lo, como expressou em junho de 2019 em entrevista ao Estadão, onde é colunista. Não pensa mais assim. A pregação em favor de armar a população, seus movimentos para atrair as Forças Armadas e sua aproximação das polícias militares foram decisivos para o jornalista mudar de ideia.

Para ele, a ação do presidente sugere o espectro de uma guerra civil ou um golpe de Estado, sem, necessariamente, participação direta das Forças.”Muito possivelmente ele pode estar articulando um golpe usando polícias militares e neutralizando as Forças Armadas”, disse Gabeira, em nova conversa com o Estadão, anteontem.

O primeiro aspecto da minha confiança eram os contrapesos democráticos, que estavam baseados no Congresso e no Supremo. Esses contrapesos continuam tentando fazer frente a esse processo. Mas há sobre eles, hoje, uma carga muito intensa, a partir do bolsonarismo. As manifestações foram claramente dirigidas ao fechamento do Congresso e do Supremo. Então, o que alterou é que Bolsonaro não está aceitando muito bem a presença desses contrapesos, pelo contrário, está tentando neutralizar alguns deles. Esse é um fato. Outro é a relação com as Forças Armadas, que sempre (desde a redemocratização) tiveram, aparentemente, um papel democrático, e funcionaram. E as Forças Armadas foram muito envolvidas pelo Bolsonaro. Não só pelo trabalho orçamentário, mas pela visão da reforma da Previdência dos militares, pela entrada de 3 mil militares no governo, entende? E sobretudo agora pela aliança que fizeram na Saúde.

Praticamente, (as Forças) estão atraindo, participando ou partilhando uma política que pode trazer para elas uma repercussão nefasta. Então, isso tudo alterou muito o quadro.

Recentemente, algum fato acelerou a mudança de opinião?

Aquela reunião (de 22 de abril) apresentou fatos alarmantes. O mais importante foi a defesa pelo Bolsonaro do uso de armas. Se você lembrar a campanha, Bolsonaro tinha como proposta de armamento da população a necessidade de se defender da violência urbana. Mas naquela reunião ficou evidente que ele tem uma visão de armas para a expressão da sua visão política.

A pessoa armada teria condições de se expressar politicamente através das armas. Inclusive, sugeriu que isso fosse feito contra a quarentena. Quatro generais do Exército estavam presentes e não moveram uma palha, nem houve expressão de surpresa. Isso é absolutamente novo: os generais ouvindo a ideia de armar a população para a sua expressão política, sem terem algum tipo de reação.

Na campanha de 2018, muita gente dizia “Bolsonaro só fala essas coisas horríveis para ganhar voto”. Ou: “Ele já pensou assim, não pensa mais…”

Bolsonaro, na Câmara dos Deputados, tinha um tática de popularização. Ele utilizava vários temas, como direitos humanos, como a questão das mulheres, da homossexualidade…

Ele usava isso para se popularizar. A tática era pegar algumas pessoas conhecidas, por exemplo Maria do Rosário, Jean Wyllys, e fazer diante das câmeras alguns debates que sustentariam o seu público. Mas ele não tinha muito ideia de uma proposta para o Brasil. Tinha um saudosismo do governo militar, mas que não tinha correspondência naquele momento com a própria situação das Forças Armadas. Ao chegar ao governo, ele faz uma política de sedução das Forças Armadas. Ele está usando as Forças Armadas, de forma bem clara, como um elemento de intimidação. E as Forças Armadas, pura e simplesmente, estão se deixando usar.

E isso não é o único perigo dele. Ele tem uma boa penetração nas polícias militares. Então, muito possivelmente, ele pode estar articulando um golpe usando polícias militares e neutralizando as Forças Armadas. Ele pode estar até em um ponto em que não precise usar as Forças Armadas. Basta que elas fiquem neutras e deixem a Polícia Militar atuar.

Quando começou o governo, havia expectativa de que os militares seriam um fator moderador dos impulsos do Bolsonaro.

Olha, aconteceu o seguinte: ao invés de os militares se tornarem moderadores do Bolsonaro, ele se tornou um fator de radicalização dos militares. O general Augusto Heleno tem se tornado um radical, cada vez maior, dentro do governo. É claro que, no caso dele, pesou aquela prisão, na Espanha, de um oficial (na verdade, o sargento Manoel Silva Rodrigues) da Aeronáutica com cocaína. E ele, como o homem do GSI, foi considerado responsável pelo furo de segurança pelo Carlos Bolsonaro. Depois disso ele ficou assustado e começou a se unir a este grupo ideológico. Outros generais, por exemplo, o Braga Netto (chefe da Casa Civil) tem até uma capacidade de organização boa, mas não tem condições de segurar o Bolsonaro.

Da mesma maneira, o (vice-presidente Hamilton) Mourão não tem esse papel. O Mourão sempre foi considerado pelos próximos ao Bolsonaro como um adversário em potencial. Então, ele se recolheu. O general (Luiz Eduardo) Ramos (chefe da Secretaria de Governo), que deu entrevista dizendo que são todos democratas e que é uma ofensa às Forças Armadas pensar que elas podem estar sendo cúmplices de um golpe, ele também é o cara que está fazendo a política do Bolsonaro. Então, esses generais viram que a proposta do Bolsonaro é a guerra civil. Eles sabem muito bem que Bolsonaro é um homem que ganha as eleições e denuncia as eleições como fraudadas. Então, com as armas na mão, o que vai querer fazer? Vai querer se rebelar. Eles sabem disso.

O que explica a reação de Bolsonaro à pandemia?

O Bolsonaro pensa muito curto. Ele pensou: ‘O que isso pode fazer comigo? O que isso pode representar para o meu governo? Então, uma crise econômica, o desemprego, vão atrapalhar minha gestão. Então, vou negar essa epidemia’. Ele negou a epidemia porque achava que era contrária a ele.

Como o senhor avalia a participação de Bolsonaro nas manifestações que pedem o fechamento do Supremo e do Congresso?

Qualquer democrata, diante de uma manifestação desse tipo, passa longe. Ele (Bolsonaro) vai lá saudar os manifestantes. Meio que demonstra, com isso, que tem uma simpatia pela causa deles. Ele tem alguma simpatia pela causa do fechamento do Congresso e do fechamento do Supremo.

Bolsonaro pode ser levado a respeitar as leis?

Acho que é evidente agora que Bolsonaro está querendo armar o povo para uma expressão política, para que o povo tome uma posição política que eles querem. Está querendo criar milícias armadas. E um homem que quer armar parte da população está preparando uma guerra civil. Naquele momento, ficou bastante claro para mim qual é o desígnio dele, qual é a posição. Então, acho que tem que trabalhar para, ou neutralizá-lo visando ir até 2022, ou afastá-lo antes disso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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STF condena Paulinho da Força a 10 anos de prisão por desvios no BNDES

Os potiguares mais próximos de deputado Paulinho da Força 

O deputado Paulinho da Força (SP) foi condenado nesta sexta (5), em sessão virtual da Primeira Turma do STF, a 10 anos e 2 meses de prisão – com início do cumprimento de pena em regime fechado — pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Paulinho também foi enquadrado na chamada “lei do colarinho branco”.

Paulinho foi denunciado ao STF em 2012 por suposta prática de crime contra o Sistema Financeiro Nacional, consistente no desvio de recursos concedidos por instituição financeira, em concurso material com crimes de lavagem de dinheiro.

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Bolsonaro sobre divulgação de números de Covid-19 às 22h: ‘Acabou matéria no Jornal Nacional’

Ao ser perguntado sobre a mudança do horário para a divulgação do número de casos e óbitos por causa do novo coronavírus nesta sexta (5), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que “acabou a matéria no Jornal Nacional”, em referência ao principal jornal da TV Globo.
“Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse Bolsonaro. “O Jornal Nacional gosta de dizer que o Brasil é recordista em mortes”, acrescentou.
O presidente justificou a medida afirmando que é necessário consolidar os números antes da divulgação e ainda citou o Fantástico, outro programa jornalístico da TV Globo.

“Nos números de ontem, parece que dois terços dos mortos eram de outros dias, os mais variados possíveis. Tem que divulgar o do dia, o resto consolida para trás”, disse. “Se quiser fazer um programa do Fantástico todinho sobre os números na última semana, tudo bem.”

Inicialmente, ainda sob a conduta de Luiz Henrique Mandetta, o Ministério da Saúde divulgava os números por volta de 17h. Já na gestão de Nelson Teich, os dados eram apresentados às 19h. Depois que o general Eduardo Pazuello assumiu o comando, a divulgação acontecia 20h.

Na última quarta (3), alegando um problema técnico, o Ministério da Saúde fez a primeira divulgação dos dados às 22h. O horário foi repetido na quinta sem explicações. E após o jornal Correio Braziliense afirmar que a ordem para o novo horário teria partido de Bolsonaro, o ministério enviou mensagens a jornalistas afirmando que os números seriam mostrados apenas as 22 hs.

Mais cedo nesta sexta, o novo horário da divulgação foi criticado por Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que classificou a alteração como “sonegação de informações”.

“Há um dever de publicidade, as autoridades têm de informar o quadro. Enquanto gastamos essa energia imensa com querela política, atingimos um número trágico e mórbido de 35 mil mortes no país, 1,5 mil mortes por dia”, disse o ministro. “Quando se começa a fazer esse movimento político, de sonegar informações, a própria confiabilidade dos números passa a ser também colocada em xeque”.

O magistrado também fez referência a uma cortina de fumaça nas disputas políticas protagonizadas entre Palácio do Planalto, STF e Congresso para tirar o foco no combate à Covid-19.

“Chamo de querela política essas manifestações, esse aparente conflito entre Supremo, militares e presidência, entre os poderes executivos nos estados, municípios e União. E não estamos cuidando dessa questão central. Muitas dessas manobras, desses conflitos, são conflitos diversionistas para que não dedicarmos atenção àquilo que de fato é o problema central, a Covid”, completou Gilmar Mendes.

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Ataques a ‘antifas’ e STF dominam redes bolsonaristas e tiram foco da Covid-19

 

João Conrado Kneipp
Yahoo Notícias

Os grupos de WhatsApp e redes de apoio ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elegeram, nesta semana, novos alvos para ataques. Em 5 dias, as críticas aos manifestantes antifascistas – chamados popularmente de “antifas” – e a ministros membros do STF (Supremo Tribunal Federal)tomaram o lugar das notícias negacionistas a respeito da pandemia do novo coronavírus.

“Em 4 ou 5 dias, esse discurso de negação e minimização da Covid-19, que estava dominando desde março, foi substituído pelos ataques aos ‘antifas’ e contra o inquérito das fake news que está sendo conduzido pelo STF”, analisa Pablo Ortellado, professor doutor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP (Universidade de São Paulo).

Desde o início da pandemia da Covid-19 no país, os grupos bolsonaristas vigiados compartilhavam predominantemente imagens e vídeos com informações – verdadeiras, falsas ou distorcidas – sobre fatos negando ou relativizando a situação do Brasil no enfrentamento da doença.

“Você tinha a disseminação de informações sobre críticas aos governadores, denúncias de covas e caixões vazios em diferentes lugares do país. Vídeos e áudios de supostos médios e profissionais de saúde falando de hospitais vazios e leitos sem ninguém. Esses temas e mídias ficavam circulando por vários dias, e tomaram as redes nos últimos 2 meses”, explica Ortellado, que também é integrante do Monitor do Debate Político no Meio Digital, projeto de pesquisa do Laboratório de Políticas Públicas, Processo e Informação da USP.

No entanto, o foco dos grupos passou a ser o STF, com um destaque específico para o ministro Alexandre de Moraes, a partir da operação da PF (Polícia Federal) realizada no dia 27 de maio, quando aliados e apoiadores do presidente foram alvos de mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito que apura ataques e notícias falsas contra ministros do Supremo.

Entre os alvos da operação, determinada por Moraes, estavam o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson; o empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan; o blogueiro Allan dos Santos, do site Terça Livre; Sara Winter, do grupo 300 Pelo Brasil.

Moraes, na ocasião, também havia determinado a oitiva de deputados federais e estaduais bolsonaristas do PSL como Bia Kicis (DF), Carla Zambelli (SP), Daniel Silveira (RJ), Filipe Barros (PR), Junio Amaral (MG) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), além dos deputados estaduais paulistas Douglas Garcia e Gil Diniz.

“Na quinta mesmo começaram a surgir os ataques ao STF, sobre da ação da fake news. As mídias mais compartilhadas sugeriam que existiria uma articulação, de que essa operação e esse inquérito seriam um ataque coordenado entre mídia, STF e antigas forças políticas”, detalha o professor.

OS ‘ANTIFAS’

No domingo (31), a ofensiva bolsonarista ganhou mais um alvo: os “antifas”.

Após o confronto entre grupos pró e contra o governo Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, e posteriormente a repressão da PM (Polícia Militar) ao ato crítico ao presidente, cresceu nas redes sociais o uso e disseminação de imagens dos símbolos dos antifascistas.

Somados aos atos pró-democracia, os antifascistas também saíram às ruas no país por pautas anti-racismo e contra a truculência da polícia, motivados pelo assassinato de George Floyd, um homem negro morto por um policial branco que manteve o joelho sob seu pescoço por 8 minutos, em Minneapolis, nos Estados Unidos.

Desde então, os “antifas” têm sido alvo dos ataques e não somente nas redes bolsonaristas. “A partir do domingo foram muitas e muitas imagens dos protestos ‘antifas’, em São Paulo, Porto Alegre, Curitiba. Vídeos de depoimentos de pessoas que estavam no protesto pró-Bolsonaro na Paulista. Imagens do confronto que aconteceu no Sul”, conta o pesquisador.

“Não é só que esses assuntos mudaram o foco, eles dominaram. Desapareceu dessas redes qualquer outro tema. Sempre havia uma ou outra imagem ou vídeo anti-Covid, mas agora não tinha mais nada nada. Uma semana atrás, só tinha coronavírus e agora desapareceu”, completa Ortellado.

O próprio presidente tem chamado os manifestantes de “terroristas”, “maconheiros”, “marginais” e “desocupados”. Bolsonaro também cobrou que a PM “faça seu trabalho” e sugeriu o uso de segurança federal – como Força Nacional ou Forças Armadas – contra os grupos.

No Twitter, Bolsonaro também tem feito suas acusações, bem como seus três filhos políticos. O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ); o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP); e o vereador Carlos Bolsonaro(Republicanos-RJ), postaram vídeos e críticas aos movimentos antifascistas em suas redes sociais.

‘AÇÃO COORDENADA E REPENTINA’

A mudança brusca e repentina entre os alvos dos ataques chamou a atenção do pesquisador, que sugere a existência de uma coordenação por trás.

“Essa vinda de ondas temáticas de assuntos me dá indícios de que existe uma coordenação. O debate público e os noticiários puxam novos temas, mas essa mudança brusca que registramos agora não foi um processo espontâneo, é uma mudança artificial”, afirma.

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Bolsonaro volta a criticar manifestantes pró-democracia: “Marginais, terroristas, maconheiros”

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou a visita ao hospital de campanha de Águas Lindas, em Goiás, para criticar as manifestações pró-democracia. Os atos aconteceram na última semana e devem se repetir no próximo domingo.
“Estamos assistindo agora grupos de marginais terroristas querendo se movimentar para quebrar o Brasil. Esses marginais fizeram uma ação em São Paulo. Esses terroristas voltaram logo depois para alguma ação em Curitiba”, afirmou Jair Bolsonaro.

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Números alarmantes fecham o bico de Bolsonaro

Bolsonaro e Rogério Marinho

O parlapatão Bolsonaro parece que rendeu-se  aos números do Ministério da Saúde que atualizou em 34.021 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil . Ao todo, também foram confirmados 584.016 casos da Covid-19 no país.

Pelo terceiro dia consecutivo, o Brasil registrou um recorde de mortes contabilizadas nas últimas 24 horas, desta vez com 1.473, 124 a mais que o número de quarta.

Também foram acrescidos outros 30.925 casos nas últimas 24 horas, a segunda maior marca até o momento. O dia com mais casos foi 30 de maio, com 33.274.

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Não foi por falta de aviso

Tanto a governadora Fátima Bezerra como o prefeito de Natal alertaram para o isolamento social, mas alguns lojistas irresponsáveis e políticos demagogos infamaram parte de população para desconsiderar as orientações das autoridades sanitárias.
O número de óbitos acelerou.. Agora está faltando controle. Quem são os irresponsáveis que desafiaram à pandemia?
Será que eles serão punidos?
Até um vereador bolsonaristas e eloquente foi discursar num camelódromo desafiando os termos do Decreto. Esse Cícero Martins é exemplo  de agente público que desorienta o povo com discurso demagogo. Além de propor vergonhosamente um título de cidadão natalense ao filho de Bolsonaro que sequer teve a dignidade de vir à Natal receber, ontem ele estava parecido ao personagem Pinguim do seriado Batman insuflando o povo no camelódromo doAlecrim.

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Morrendo de rir com uma figura como Tatiana que agora quer dá aula de gestão, ela que incompetentemente destruiu à carreira política de uma pessoa boa como Robinson Faria

Conhecida como protagonista do desmantelo governamental que levou o ex-governador aos níveis injustamente mais baixos de rejeição, a tal da Tatiana vem agora querer dá aula de gestão pública. Usuária do camburão do amor, casada com um juiz bang-bang que descarregou uma arma de fogo em Apodi depois que supostamente encontrou um penetra despido em seu quarto
Tatiana Mendes Cunha que todos sabem como entrou na Assembleia numa ação fúnebre depois que seu pai faleceu, como se o Poder Legislativo do RN fosse um sistema de Previdência para amparar familiares de deputados falecidos. Essa senhora quer ser arauto da moralidade, mas é casada, apesar do camburão do amor, com um juiz que condenou inocentes e soltou, numa decisão suspeita em audiência de custódia soltou um casal de traficantes com 150 quilos de drogas.

Confira o que ela diz sem nunca ter feito quando destruiu à carreira política de Robinson Faria:

Por Tatiana Mendes Cunha

A partir dessa quinta-feira, dia 4, o plano “Pacto pela Vida”, proposto pelo Executivo Estadual, começa a valer e com ele a fiscalização e rondas no comércio, em feiras públicas e até na zona rural. Além disso, será proibido circular nas praias.

Pergunto-me como serão essas ações de fiscalização para cumprir as medidas impostas por Fátima sem prejuízos à segurança pública. Com um efetivo muito reduzido, os policiais agora vão correr atrás dos banhistas, surfistas e atletas nas praias quando deveriam cuidar da segurança, que tende a se agravar com o aumento da pobreza da população, por conta do desemprego.

Enquanto isso, continuo sentindo falta de ações que extrapolem medidas para reforçar o distanciamento social, como bem destacou o Prefeito de Natal, Álvaro Dias, em entrevista publicada ontem pela Tribuna do Norte. Com muita lucidez, ele falou sobre a responsabilidade nas decisões e avaliou as consequências das providências adotadas.

Não venceremos o Covid-19 apenas com decretos. Necessitamos de reforço nas unidades hospitalares, testes em massa, termômetros infravermelhos para examinar pessoas em estabelecimentos bancários, supermercados, medicamentos disponíveis para tratamento domiciliar na fase inicial da virose, distribuição de máscaras, dentre outras medidas.

Viver num Estado como o nosso onde uma incapaz quer dá aula de gestão, é o fim do mundo… Cadê o camburão do amor??
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