Coronavírus continua matando no Brasil; Nas últimas 24 horas, foram registradas 831óbitos

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De acordo com atualização feita pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), nesta quinta-feira (24/9), o Brasil registra 139.808 óbitos provocados pela Covid-19 e 4.657.702 pessoas já foram diagnosticadas com a doença desde que a pandemia chegou ao país.

Nas últimas 24 horas, foram registradas 831 mortes e 32.817 novos diagnósticos. Apesar de os números que retratam a pandemia estarem diminuindo há algumas semanas, especialistas consideram que eles ainda são muito elevados e aconselham as pessoas a não descuidarem em relação às medidas de proteção.

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Prefeito Álvaro Dias anuncia pagamento de benefícios funcionais aos professores

O prefeito Álvaro Dias recebeu, na noite desta quinta (24), no salão nobre do Palácio Felipe Camarão, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte/RN), para discutirem assuntos relacionados à política salarial da categoria.

O prefeito anunciou o pagamento de direitos que estavam represados, como progressão funcional e quinquênios, em folha suplementar no próximo dia 15 de outubro. “Com isso, mais de 4.000 professores serão beneficiados através de promoções horizontais, verticais e quinquênios. Nós procuramos atender sempre as solicitações dos sindicatos, dentro que estabelece a legislação e os princípios de responsabilidade fiscal”, disse Álvaro Dias.

Composto por membros da direção do sindicato, os representantes compareceram para escutar as propostas da prefeitura e reivindicar um reajuste salarial. A Prefeitura já paga ao magistério público municipal um piso salarial de valor 25% superior ao piso nacional.

A Procuradoria Geral do Município vai avaliar este item, averiguando se a medida tem amparo jurídico e não viola as leis eleitoral e de responsabilidade fiscal. “Vamos fazer um estudo mais profundo e, se necessário, uma consulta ao Tribunal de Contas do Estado para que possamos fazer tudo dentro da legalidade e assim, todos tenhamos uma segurança jurídica, tanto a Prefeitura quanto  a classe que está solicitando”, explica o procurador-geral Fernando Benevides.

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Mandetta acusa em livro Bolsonaro de “ser desleal e tê-lo ameaçado e diz que ele nunca aceitou sentar para ver a realidade”

Era 27 de março. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, apresentava aos ministros Walter Braga Netto, da Casa Civil, e Sérgio Moro, então à frente da Justiça, projeções que previam, no pior cenário, até 180 mil mortes pelo novo coronavírus.

Aquele era um dos primeiros encontros com o restante do governo sobre a epidemia que já assolava o país. Braga ficou espantado. Moro comparou a situação a “quatro Boeings caindo por dia”. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se mantinha alheio das discussões.

“Ele nunca aceitou sentar comigo para ver a realidade que o seu governo estava para enfrentar”, diz o ex-ministro.

Cena e relato são descritos no livro “Um Paciente Chamado Brasil”, que Mandetta lança nesta sexta-feira (25) pela editora Objetiva, do grupo Companhia das Letras.

Na obra, escrita por Wálter Nunes, repórter da Folha, o ex-ministro narra os 90 dias em que, à frente da Saúde, estruturou ações de combate ao novo coronavírus, seguido de processo de fritura até sua saída.

O livro aponta que o presidente ignorou alertas da pasta, mesmo com os números mostrados em tela em reunião convocada às pressas em 28 de março no Palácio do Alvorada, logo após o encontro com Braga Netto e Moro.

Na época, as projeções da equipe da Saúde apontavam de 30 mil mortes (cenário tido como “otimista demais” por Mandetta) a até 180 mil caso não fossem adotadas medidas de isolamento.

Hoje o país atinge 4,6 milhões de casos da Covid, com quase 140 mil óbitos.

Apesar do alerta, a preocupação de Bolsonaro no fim da mesma reunião era outra. “Você vai elogiar o [governador de SP, João] Doria?”, disse o presidente, segundo o livro.

“Vou elogiar São Paulo”, disse Mandetta, citando que o chefe ficaria ao lado de Nicolás Maduro, da Venezuela, se continuasse a negar a gravidade da epidemia.

Em outros trechos, o livro busca mostrar como Bolsonaro passou a contrapor a Saúde em discursos contra o isolamento e a pressionar pela cloroquina, mesmo sem eficácia comprovada contra a Covid-19.

Em uma das ocasiões, relata, o presidente sugeriu que fossem feitas mudanças na bula do remédio por decreto, para ampliar a oferta. A medida foi contestada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“Esse livro vem para mostrar que você pode ter um técnico, mas a política no entorno tem papel preponderante”, diz o ex-ministro em entrevista à Folha, sobre a opção por retratar mais desses bastidores e menos da epidemia em si.

No depoimento que fez a Wálter Nunes, transformado no livro, Mandetta cita episódios que considera “traições” por aliados políticos, casos de bate-boca com o ministro Paulo Guedes (descrito como economista “afeito aos números, mas que não conhece gente”), e a série de reuniões nas quais achava que sua demissão ocorreria ali —mas demorou.

Parte desses encontros já havia sido revelada pela imprensa, mas agora aparece com impressões do ex-ministro.

Um deles ocorreu após Bolsonaro declarar, no Palácio do Alvorada, que ameaçava “usar a caneta” contra ministros que “viraram estrelas”. À época, a gestão da Saúde aparecia como bem avaliada em pesquisas —mais que Bolsonaro.

Mandetta então acusou o presidente de ser desleal e tê-lo ameaçado. “Disse a ele que, no meu estado, se uma pessoa diz ‘sua hora vai chegar’, significa ameaça de morte.”

Bolsonaro, segundo ele, se calou, e militares tentaram colocar panos quentes na tentativa de mantê-lo no cargo.

Os dias seguintes, conta, foram marcados por tentativas de aproximação e recados —diretos e indiretos.

Diretos: Mandetta conta que, ao chegar, para uma reunião, ao gabinete do presidente, o assessor especial da Presidência, Arthur Weintraub, bateu a porta em sua cara antes que pudesse entrar. Indiretos: minutos depois, aponta, a conversa ocorreu tranquila, e Bolsonaro contou que iria gravar pronunciamento à nação.

O ex-ministro perguntou se precisava de ajuda. Negou. “Vou passar na padaria e comer um sonho”, continuou Bolsonaro, segundo Mandetta.

Ele conta que descobriu só depois que não era uma padaria qualquer, mas o mesmo lugar aonde havia ido no domingo anterior. “Aquilo foi um recado para me dizer que ele sabia dos meus passos, da minha vida.”

Apesar dos atritos, o ex-ministro mostra no livro que nem sempre ele e o restante do governo estiveram desalinhados e que, nesse tempo, fez concessões.

Um exemplo foi quando militares e ele atuaram para desviar a atenção de possível caso suspeito de Covid ligado à comitiva que resgatou brasileiros em Wuhan, na China.

Tudo começou quando um piloto, dispensado do que Mandetta chama de “quarentena à brasileira” em Anápolis (GO), apresentou sintomas após retornar da viagem.

Para evitar críticas, o caso foi colocado na lista só horas depois do primeiro alerta, quando o piloto já havia passado por exames que descartavam a Covid.

Questionado, o ex-ministro minimiza o episódio. “O militar tinha claramente uma gastroenterite. Eu falei para testar, e ao rodar a placa [viral de testes] já veio como negativo”, afirma.

Segundo ele, divergências com o Planalto também afetaram outras iniciativas, caso de campanha de comunicação com dados básicos (como lavar as mãos e isolamento), que acabou virando uma peça ufanista nunca lançada, afirma.

A solução, diz, foi investir em coletivas de imprensa. Mandetta cita ali o contato diário com jornalistas, incluindo os da Folha. Foi por meio das redes sociais e de uma coletiva, aliás, que o ministro confirmou a saída do cargo, em 16 de abril.

Ela ocorreu dias após dar entrevista à Globo em que citou que a população não sabia se seguia o ministro ou o presidente. “A partir dali, não era mais se iria sair, mas quando.”

FOLHAPRESS

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Ricardo Salles diz que “perseguição a pecuaristas” contribuiu para fogo no Pantanal

O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) participou nesta 5ª feira (24.set.2020) da live semanal do presidente Jair Bolsonaro. O ministro afirmou que a “perseguição aos pecuaristas” no Mato Grosso tem relação com o aumento do fogo no Pantanal. Segundo Salles, outro motivo para os incêndios acentuados foi a redução da “queima controlada”, chamada de “fogo frio”.

“Tem uma série de políticas que foram adotadas lá [no Mato Grosso] e que estão equivocadas. […] Quando você, fora do período seco, fora do período quente, coloca fogo de propósito, de maneira controlada, para diminuir a quantidade de matéria orgânica […]. Se você não faz isso durante 2 anos, que é o que vem acontecendo lá, aquele material vai se acumulando e secando de tal forma que quando pega fogo, pega fogo numa proporção que é muito difícil controlar, porque não tomou a medida preventiva no momento correto.”

Salles acrescentou: “O pantaneiro, o pecuarista, ele é 1 colaborador. E a pecuária ajuda também a diminuir a matéria orgânica porque o gado come o capim, come o pasto. E, com isso, não deixa acumular. E vem havendo naquela região, ao contrario do Mato Grosso do Sul, que controlou esse assunto, no Mato Grosso [há] uma perseguição muito grande contra os pecuaristas. Resultado: diminuiu o gado, aumenta a quantidade de capim e de mato. Quando pega fogo, pega fogo num monte, num volume gigantesco”.

Já Bolsonaro afirmou que a esquerda “se aproveita” dos incêndios e o acusa de estar tocando fogo no Pantanal ou de não estar tomando providências para apagar as chamas. “Pantanal: uma área enorme. Maior do que 4 Estados juntos. Você pega aí Sergipe, você pega aí Alagoas, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Imaginou o tamanho da área? E nós fazemos o trabalho de conter os focos de incêndio”.

Sobre a devastação na Amazônia, Ricardo Salles endossou fala de Bolsonaro de que a floresta é úmida e dificilmente pega fogo. “O núcleo da floresta, que é úmido na parte que não é seca, não pega. O que pega fogo é no entorno, onde houve diminuição da vegetação porque houve intervenção humana, intervenção essa ao longo de 500 anos. 84% da Amazônia é preservada de maneira primária, ou seja, igualzinha quando os portugueses chegaram aqui”, disse o ministro.

O presidente da República e o ministro do Meio Ambiente fizeram a transmissão a partir de São Paulo, já que nesta 6ª feira (25.set) Bolsonaro passará por cirurgia no hospital Albert Einstein para remover 1 cálculo da bexiga. De acordo com a assessoria do Planalto, o procedimento será realizado de 10h30 a 11h.

PODER 360

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Paulinho Freire quer criar Lei de Incentivo ao esporte natalense

Pensando em contribuir para democratização do acesso à prática esportiva o Vereador Paulinho Freire aprovou hoje, na Câmara Municipal de Natal, o projeto de lei de sua autoria que quer captar e canalizar recursos para o setor de esportes, através da concessão de incentivos fiscais às pessoas físicas ou jurídicas que patrocinem projetos de caráter esportivo. O Projeto de Lei nº 143/2020 é voltado para projetos que tratem de esportes e qualidade de vida e quer criar o Programa Municipal de Apoio e Promoção ao Esporte (PROMAPE) para fomentar a prática esportiva em Natal.

De acordo com o PL, a matéria amplia e democratiza o acesso à prática esportiva, individual ou coletiva, além de estimular e promover a revelação de atletas locais, proteger a memória das expressões esportivas, garantir a requalificação urbanística por meio da recuperação ou instalação de equipamentos para a prática esportiva e incentivar a adoção de clubes e entidades desportivas das comunidades.

“Apoiar o esporte na capital potiguar e, consequentemente, os atletas locais e a manutenção de equipamentos esportivos. Ter acesso ao esporte é um direito constitucional do cidadão e sempre acreditei que pode ser o futuro de crianças, adolescentes e jovens. Esta Lei visa estimular a participação dos jovens no esporte. Já existem vários projetos em comunidades de Natal, principalmente em bairros mais periféricos, que são conduzidos com muita dificuldade por pessoas abnegadas. O PROMAPE vai dar a chance para que estas pessoas possam captar junto às empresas através da Lei de Incentivo, para que eles possam tocar seus projetos”, disse Paulinho Freire.

Paulinho Freire também destacou a vinculação do PROMAPE com melhorias na saúde e qualidade de vida dos jovens. “O Brasil é o quinto país mais sedentário do mundo e precisamos continuar investindo com muita dedicação e esforço para aprovar leis e programas que estimulem as práticas esportivas e promovam a qualidade de vida. Há projetos muito interessantes dentro das comunidades que evitam a garotada ir para às drogas, bebidas e podem salvar vidas e desviar para o caminho do bem. Este é o intuito: dar possibilidade de melhorar e ter novos projetos nos bairros de Natal”, finalizou. O PL agora segue para apreciação e sanção do executivo municipal.

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Não poderia ser diferente, depoimento de Bolsonaro será escrito

Não sei se o Presidente Bolsonaro vai redigir, mas o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu seu voto a favor de que o presidente Jair Bolsonaro preste depoimento por escrito no inquérito que apura se houve tentativa de interferência na Polícia Federal.

Marco Aurélio é o relator substituto do recurso em que a Advocacia-Geral da União pede para o depoimento do presidente ser feito por escrito. Na quarta-feira (23), Marco Aurélio liberou o caso para análise no plenário virtual (onde todos os ministros votam remotamente) e inseriu seu voto no sistema interno do STF. A TV Globo teve acesso ao documento.

O relator original do caso, ministro Celso de Mello, havia ordenado o depoimento presencial. Como Celso de Mello está de licença médica até o fim desta semana, Marco Aurélio assumiu, como preveem as regras regimentais.

Celso de Mello havia argumentado que as explicações por escrito são permitidas aos chefes dos três poderes da República que figurem como testemunhas ou vítimas, não quando na condição de investigados ou réus. Nesse caso, Bolsonaro é investigado.

Segundo o documento obtido pela TV Globo, Marco Aurélio vai defender que o presidente tem a prerrogativa de depor por escrito mesmo quando figura como investigado num inquérito.

Na sua argumentação, Marco Aurélio, ressaltou que um testemunha, quando é convocada a depor, precisa se comprometer a falar a verdade. Se mentir, pode responder criminalmente. Já o investigado não é nem mesmo obrigado a falar, podendo se reservar ao direito de permanecer em silêncio. Por isso, segundo o ministro, o depoimento do investigado pode ser por escrito.

“O sistema não fecha. Como testemunha, é possível o depoimento, por escrito. Como envolvido não o é. A paixão é traiçoeira e, no campo jurídico, reflete a mentira, sendo merecedora da excomunhão maior, já que processo não tem capa, tem conteúdo. Indaga-se, sob o ângulo até do bom senso – e direito, instrumental ou substancial, é bom senso”, afirmou.

Marco Aurélio cita que os colegas Luís Roberto Barroso e Edson Fachin já tiveram esse mesmo entendimento.

O recurso da AGU vai ser analisado pelo plenário virtual do STF entre os dias 2 e 9 de outubro.

O ministro ressaltou que não cassou a decisão de Celso de Mello que determinou o depoimento presencial do presidente. Marco Aurélio disse que atuou “por cautela”, uma vez que a Polícia Federal havia intimado o presidente a prestar esclarecimentos entre os dias 21 e 23 deste mês.

Marco Aurélio argumentou que, diante da dúvida se o depoimento deve ser presencial ou por escrito, o melhor é esperar uma definição do plenário da Corte. Para ele, o “colegiado está acima dos integrantes, pouco importando antiguidade”.

O ministro também criticou indiretamente a inclusão do ex-ministro Sergio Moro como investigado, como requereu o procurador-geral da República, Augusto Aras.

“Na visão geral, este inquérito fez-se voltado a objetivo discrepante da finalidade – aplainar campo a certa responsabilidade por denunciação caluniosa [eventual implicação a Moro]. Recuso-me a acreditar nessa premissa. O Ministério Público atua em defesa e proteção da sociedade, tendo a primazia da ação penal pública incondicionada. Assim o vejo. Assim deve parecer. Assim o é”, concluiu.

G1

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Ministro “Saco Preto” e suas milacrias tentando enganar o povo

O verdadeiro açude de Currais Novos que recebeu serviços de manutenção..

Incrível como o ministro Rogério Marinho tenta fazer fumaça para iludir o povo potiguar nas redes sociais.
Sem trazer nada de grandioso para o RN, o ministro “Saco Preto” aproveita ações corriqueiras e inexpressivas dos órgãos vinculados ao seu Ministério para soltar à franga midiática.
Se não bastasse ele trazer o Presidente Bolsonaro para ligar uma bomba em poço perfurado há três anos, Marinho ainda foi tirar onda com uma entrega de 250 unidades habitacionais da Caixa Econômica em Natal como sendo ele o responsável pela construção. No lembrar que o programa habitacional é apenas financiado pela CEF e os mutuários pagam pelos imóveis.
Agora a melhor piada é  “Saco Preto” comemorar uma obra corriqueira de manutenção de um açude de pequeno porte, construído há 40 anos que estava com sua parede desgastada pela erosão e formigueiros. Para fazer firula com a grande obra alardeada por Rogério foram gastos apenas R$ 370 mil, que já estavam previstos no orçamento do DNOCS desde 2018.

Sem nenhuma obra que justifique uma ação efetiva para o RN, o primo “Saco Preto” vai espalhando cheirinho de competência com sua perfumaria.
O mais engraçado é o fato dele anunciar o serviço de manutenção no seu Instagram com foto da uma barragem de grande porte do Ceará com o Presidente Bolsonaro..

Será que Rogério Marinho acha que nós potiguares somos bestas?
Aqui tem Blog independente ..

Confira a cretinice (foto abaixo)do ministro Rogério Marinho publicando uma foto de uma barragem no Ceará com Presidente Bolsonaro tentando iludir o povo Como se tivesse executado uma grande obra no RN:

 

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Witzel acusa deputados de omissão e desafia: “Renunciamos todos”


Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

O governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), desafiou os deputados das Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) dizendo não ser o único responsável caso seja comprovado que organizações criminosas operaram esquemas de corrupção em seu governo. Para ele, os deputados foram “omissos”.

“Se as máfias continuaram atuando no estado do Rio de Janeiro, não é só a minha omissão que deve ser considerada, mas de todos nós. Por aí dizem: ‘Governador, renuncie’. Então vamos fazer o seguinte: renunciamos todos e fazemos eleição para deputado e para governador”, sugeriu Witzel. Durante uma hora, ele fez um discurso inflamado antes da votação que aprovou por unanimidade o relatório do impeachment que pode levar a seu afastamento definitivo do cargo.

Witzel se defendeu de acusações de supostas irregularidades praticadas na Secretaria da Saúde no combate à pandemia. A revogação por Witzel da desqualificação do contrato do Instituto Unir Saúde —que teria como sócio oculto o empresário Mário Peixoto, preso em maio— e supostos superfaturamentos em compras para combate à pandemia são mencionados no relatório aprovado.

“Todos somos omissos, todos aqui temos responsabilidade. Não queiram colocar só nos meus ombros a responsabilidade porque os senhores a as senhoras também foram omissos. Infelizmente, até o presente momento, só eu estou sofrendo linchamento moral”, declarou.

Após o discurso de Witzel, deputados de diferentes partidos reagiram à acusação de omissão em discursos no plenário.
‘Raposa no galinheiro’

Witzel argumentou que não tinha conhecimento de qualquer possível esquema de corrupção e tentou combater desvios em OSs (organizações sociais) que gerem unidades de saúde no estado, mas colocou “uma raposa para tomar conta do galinheiro”. Ele se referia ao ex-secretário de Saúde Edmar Santos, que foi preso e depois se tornou colaborar da investigação da PGR (Procuradoria-Geral da República) que mira Witzel.

Ele questionou o papel de fiscalização dos deputados a quem se referiu como “engenheiros de obra pronta.”

“Só eu não vi isso? Os senhores, as senhoras [deputados] foram a algum hospital? Foram lá contar quantos médicos estavam de serviço? Foram checar os contratos? O senhor foi lá, seu Renan Ferreirinha? Pegou o contrato das OSs? O senhor, como deputado, era seu papel”, afirmou o governador.

O deputado Renan Ferreirinha (PSB) disse ter ido a hospitais de campanha e encontrado apenas obras inacabadas.

Witzel argumentou ainda que não foi encontrado “nenhum centavo” na sua conta e em nenhuma das duas buscas e apreensões “midiáticas e políticas” em sua casa.

“Nada, absolutamente nada foi encontrado. E não encontrarão porque não tenho milhões. Eu tenho minha casa no Grajaú [bairro da zona norte carioca], que é meu único patrimônio”, afirmou Witzel.

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Por 69 a 0, Alerj aprova continuidade do impeachment de Witzel e autoriza processo por crime de responsabilidade

Deputado coronel Azevedo batendo continência para o suspeito governador

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deu nesta quarta-feira (23) mais um passo no processo que pede o impeachment Wilson Witzel (PSC). Os deputados aprovaram, por unanimidade (69 a 0), o projeto que autoriza a abertura de um processo de crime de responsabilidade contra o governador afastado.

Agora, o caso vai para um Tribunal Misto formado por cinco deputados e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça, onde será julgado.

Num primeiro momento, o tribunal define se Witzel deve ser afastado do cargo. Depois, se ele cometeu crime de responsabilidade e se deve perder os direitos políticos.

Independentemente da decisão do Tribunal Misto, Witzel já está afastado do cargo por decisão do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Sabendo que perde no voto, o desgastado Túlio Lemos tenta ganhar no tapetão

Segundo o primo Xerife Robson Pires, está na boca do povo, a candidatura a prefeito de Macau do Médico José Antônio Menezes (DEM) que  segue dando dor de cabeça aos seus opositores, que apostavam em vê-lo fora do pleito se socorrendo do famoso “tapetão”, impetrando recursos na justiça.

Uma decisão nesta quarta-feira, 23, do desembargador Ibanez Monteiro fez cair por terra um Agravo do prefeito Túlio Lemos, representante do município salineiro contra uma decisão da justiça que já havia reconhecido o direito de Zé Antônio disputar as eleições nas urnas em 2020. O advogado e empresário Rodrigo Aladim (PSDB) é o vice-prefeito de Zé Antônio.
A gestão de Túlio Lemos é a mais desastrada de todos os tempos, sua situação eleitoral é tão ruim que ele perdeu até o apoios de pessoas da família.
Túlio Lemos está sendo chamado em Macau de “Túlio Borboleta”, numa referência à desastrada ex-prefeita de Natal Micarla de Sousa.
O Blog do Xerife ainda fez uma ressalva que aponta uma “herança maldita” da gestão da “Borboleta” para Macau.

Deu no Blog do Xerife

Afastado pelo Ministério Público da gestão da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), no apagar das luzes do governo Micarla de Souza, em Natal, sendo acusado pelo MP de participar de  “um arranjo corruptivo”, o jornalista Bosco Afonso, tio do prefeito de Macau, Tulio Lemos é visto por setores da oposição como indutor do desmantelo administrativo. Segundo fontes do Blog do Primo a gestão de prefeito Túlio Borboleta não paga fornecedores e prestadores de serviços apesar dos credores emitirem notas fiscais. Certamente Túlio ficará inelegível por descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

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