Laurita Arruda e as lembranças de Bartô Galendo

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Nem Dona Ivone Alves vestiu tanta roupa verde

O jogo da cara de pau do acordão faz as pessoas rirem…

Laurita Arruda, fez um tremendo discurso saudando a “guerreira” ontem na festa dos “Amigos de Wilma”..

Se há 10 anos a festa fosse dos inimigos de Wilma ela certamente estaria presente..

Veja que a atual mulher de Henrique Alves disse que ” viu Wilma nascendo no terraço da casa dela”, numa referencia quando o pai dela, jornalista Cassiano Arruda foi o marqueteiro da eleição de 1985 quando foi derrotada na disputa pela prefeitura de Natal, pelo então deputado estadual, Garibaldi Filho…

A boa memória da sucessora de Priscila Gimenez, falhou porque ela não se lembrou quando a “guerreira” disse que o atual marido dela ficava no plenário da Câmara lendo revistas Play Boi …

Ela não lembrou quando Wilma foi chamada de xexeira nem muito menos quando processou seu pai…

O que este povo não faz pra chegar ao poder…

 

Garibaldi Alves queimando Dilma e Agripino queimando Aécio

Depois que o senador Garibaldi Alves disse que Marina Silva é um “fenômeno eleitoral, insinuando que ela poderá vencer a sua candidata, Dilma Rousseff, o também senador potiguar deu uma de João sem braço com relação a seu candidato Aécio Neves..

Hoje a Folha de São Paulo repercutiu a declaração do coordenador-geral da campanha de Aécio Neves (PSDB), senador José Agripino Maia, que irritou a cúpula do PSDB e o próprio candidato. José Agripino disse esperar que Aécio apoie Marina Silva (PSB) em um eventual segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff (PT). A informação ganhou às páginas da Folha de São Paulo.

Folha de Sao Paulo 98

Facebook censura post sobre gastos com canal pornô pago pela Câmara dos Deputados

Por razões até agora não esclarecidas, rede social tira do ar post sobre o caso dos deputados que tiveram pacotes de TV por assinatura com filmes adultos e futebol pagos com verba pública

 O Facebook apagou uma postagem feita pelo Congresso em Foco em nossa página naquela rede social. A postagem se referia a uma reportagem, de óbvio interesse público, sobre o uso da cota parlamentar da Câmara dos Deputados para pagamento de pacotes especiais de TV fechada que incluíam canais pornô e de esporte.

A matéria Câmara paga até canal pornô para deputados mostrou que os deputados Flaviano Melo (PMDB-AC), José Airton (PT-CE) e Renato Molling (PP-RS) pediram e obtiveram da Câmara o reembolso por despesas com os chamados canais adultos. Após a publicação neste site, a reportagem foi divulgada no Facebook com a reprodução de uma das faturas da TV a cabo e uma sinopse, além do respectivo link para os leitores acessarem a reportagem completo.

As faturas que embasam a reportagem do Congresso em Foco estão no portal da própria Câmara dos Deputados. São, portanto, documentos públicos que dizem respeito à utilização do dinheiro dos contribuintes brasileiras. A censura ocorreu na tarde da última sexta-feira (29). Imediatamente, a nossa redação entrou em contato com assessoria de imprensa do Facebook no Brasil em busca de explicações para o fato.

Henrique Alves, presidente da Câmara dos Deputados que assistem canal pornô pago com dinheiro público

Essas explicações não foram fornecidas até este momento. A assessoria de imprensa da empresa alega que o retorno é demorado porque o caso foi enviado para a matriz do Facebook, que fica nos Estados Unidos. O que, evidentemente, aumenta as inquietações deste Congresso em Foco: então, decide-se nos Estados Unidos aquilo que os cidadãos do Brasil devem ler ou não a respeito dos atos dos seus deputados federais ou dos gastos do Poder Legislativo?

No aviso sobre a exclusão, o Facebook se limitou a dizer que a publicação não seguia os “padrões da comunidade Facebook”. De acordo com a lista de “padrões”,  “violência e ameaças”, “discurso de ódio” e “nudez”, entre outros, não  são aceitáveis.

Como o caso não se enquadra em nenhuma dessas situações, o Congresso em Foco espera que o mal-entendido se desfaça e o post seja republicado, juntamente com as centenas de comentários e milhares de visualizações, compartilhamentos e likes que ele gerou.

De acordo com a legislação em vigor, a cota parlamentar deve ser usada exclusivamente para arcar com despesas relativas ao exercício da atividade parlamentar de deputados e senadores.

Foi o ativista digital Lúcio Big, também colunista do Congresso em Foco, quem descobriu o uso indevido da cota parlamentar pelos três deputados. Lúcio, que é comerciante em Brasília, criou a Operação Política Supervisionada (OPS) e mantém um canal no YouTube para fiscalizar como autoridades – sobretudo , políticos – usam os recursos financeiros recolhidos pela população.

Fonte: Congresso em Foco

O juiz Shrek no Pão de Queijo de Petrópolis

Shrek tá bestinha com a confusão

Ontem o soldado Vasco tomou um café com o juiz Shrek e sua esposa Fiona no Pão de Queijo do bairro de Petrópolis..

Shrek e Fiona estão de dieta, só comeram 16 pães de queijo cada um com uma coca cola de 2 litros..

Na longa conversa, eles disseram ao soldado Vasco que a investigação pelo MPRN que terminou na denuncia com a suspeita de venda de sentença pelo Juiz José Dantas Lira foi motivada pela delação premiada de Richardson Macedo condenado pela Justiça Federal no caso da Operação Pecado Capital..

A delação de Richadson, segundo o juiz Shrek, envolveu meio mundo, magistrados, políticos, grandes empresários e até senador…

Interessante que o processo continua em sigilo e só lasca o deputado Gilson Moura..

A coisa é tão cabeluda que se abrir o sigilo nem santo Expedito das causas impossíveis  consegue dar jeito..

Aniversário de Jorge o Grande

Aécio Neves muito interessado em conhecer a técnica desenvolvida por Jorge

O servidor público e empresário do setor imobiliário que dominou e divulgou a técnica de criar preá em cativeiro, Jorge Célio está comemorando 60 anos de profícuos e relevantes serviços prestados ao RN..

Os cumprimentos serão recebidos no salão nobre do Pé de Moleque do CCAB Sul a partir das 15:00 de hoje(02)..

Para os amigos íntimos o celular 9992-3737 estará ativado o dia todo para receber os parabéns..

 

Minha opinião sobre a mudança que Henrique com os Alves, Maias e Wilma estão pregando

Tenho alimentado diariamente nosso blog e resolvi deixar minha modesta opinião sobre a disputa eleitoral pelo governo do Estado..

Como todo potiguar, vejo o senhor candidato ao governo Henrique Eduardo Alves pregando mudança na politica e no modo de governar..

Sabemos que o eleitor quando escolhe seu candidato também está escolhendo um grupo de pessoas para governar com ele.. Ninguém governa só…

Quando votamos num candidato, votamos na sua esposa, seus filhos, irmãos, pai e mãe e agregados.. Votamos também em seus amigos, assessores e aliados políticos..

Assim, votando em Henrique Alves, votamos em José Agripino, Wilma de Faria, Garibaldi Alves, Agnelo Alves, Lavoisier Maia, Geraldo Melo e Cassiano Arruda(sogro)…  Sinceramente não vejo como esta turma possa mudar, ou saibam mudar, eles são os mesmos que há mais de 40 anos vem mandando e desmandando no RN do mesmo jeito..

São protagonistas da velha politica dos prefeitos, fazendo convênios para pavimentar ruas e fazer praças, quando o Estado precisa muito mais que isso..

Hoje o RN ainda vive economicamente dos projetos vitoriosos do ex-governador Cortez Pereira.. Tire o camarão, fruticultura, sal e o turismo da nossa economia que o RN afunda, tudo porque estes políticos do acordão nada fizeram para estruturar nosso RN com uma politica de auto-sustentabilidade econômica nos últimos 40 anos..

Nossa pecuária depende do programa do leite que é pago pelo contribuinte, se o Estado parar de financiar nosso bacia leiteira vai a bancarrota, o algodão foi dizimado sem nenhuma ação destes políticos dinossauros para impedir ou restabelecer a cadeia produtiva.. Nossa economia é muito dependente da Petrobrás que em nada deve a ações desta turma do acordão..

O que dá certo aqui são os investimentos privados que nada depende de politicas publicas dos governo tendo em vista o ambiente hostil do poder público com as empresas aqui instaladas..

O ensino público perdeu a qualidade que era melhor que o ensino privado quando todos diziam que escolas particulares era o pagou passou..

Por falta de politicas sociais emancipatórias desta turma que governa desde 1974 a violência tomou conta do nosso RN..

Com esta turma o RN continuará do mesmo jeito, os secretários serão os amigos de José Agripino, Wilma, Garibaldi e do próprio Henrique, ou seja o mesmos..

Os partidos que ficaram no poder serão os mesmos, ou seja: DEM, PMDB, PSDB, PR, PDT e PSB… Ou vocês acreditam que esta galera vai mudar depois de velhos??

Toda patota de Henrique e Garibaldi Alves participaram do desastre do governo de Rosalba…

Mesmo que Henrique Alves queira mudar, a turma dele não vai mudar..

O que mudará é o discurso de Henrique caso ele ganhe a eleição..

É o pior é o fato que sendo Robinson Faria eleito governador, também não mudará nada..  Aliais, quem não muda nunca é a maioria do eleitorado potiguar que adora votar nas dinastias politicas do RN..

Renato Dantas

 

 

PSB de Messias Targino abandonou Wilma para apoiar Fátima Bezerra

Não está nada bom pra candidata ao senado pelo acordão, Wilma de Faria..  Agora foi os membros do seu partido(PSB) no município de Messias Targino que não querem mais apoia-la..

Do jeito que a coisa vai, é capaz de Fátima ter mais votos no PSB que Wilma..

Depois de uma reunião que aconteceu no último sábado dia 30/08/2014, os partidos PSB E PSDB de Messias Targino declararam apoio as candidaturas de Fátima Bezrra  ao senado e Robinson para o governo…

rsrsrsr,,,

Quem tem um aliado deste não precisa de adversário

O ministro da Previdência do governo da presidenta e candidata a reeleição, Garibaldi Filho, além de não pedir votos para Dilma no RN em seus comícios com o seu filho Walter Alves, admitiu que à candidata Marina da Silva é um “fenômeno eleitoral” e deu entender que ela tá ameaçando a presidenta Dilma..

Na hora que um ministro tem uma postura dessa, pode ser pelo interpretado como uma sinalização de uma adesão caso Marina ganha a eleição…

O pior é que o candidato a vice-presidente é  Michel Temer do PMDB…

 

O que ele dizze pode até ser verdade, mas, um ministro não pode dar uma declaração dessa..

Confira o vídeo:

 

O blog do primo estar consultando setores para divulgar os 15 melhores advogados do RN, conheça os melhores do Brasil

TOMARA QUE OUTROS BLOGS NÃO QUEIRAM IMITAR

Se todos têm direito à defesa, logo todos têm direito a um advogado. A depender do tamanho da conta bancária do cliente, é possível ter os melhores à disposição. GQ consultou os mais tradicionais escritórios brasileiros* para saber quem são os advogados mais renomados, reconhecidos e poderosos do país, em seis áreas do direito.

(*Os escritórios consultados foram Trench, Rossi e Watanabe; Demarest; Pinheiro Neto;
Machado, Meyer, Sendacz e Opice; Levy & Salomão; Leite, Tosto e Barros; Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra; Martinelli; e Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro e Scaff.)

Thomaz Bastos

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No início dos anos 2000 Thomaz Bastos já ostentava a fama de ser um dos mais renomados criminalistas do Brasil. Já defendeu o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e o médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por ter abusado sexualmente de clientes de sua clínica de fertilização. Também acusou os assassinos do seringueiro Chico Mendes, Darly e Darcy Alves Ferreira, e o algoz de Sandra Gomide, o jornalista Antônio Pimenta Neves – atuou como assistente da promotoria em ambos. Em 2003, sua extensa biografia foi ampliada ao assumir o Ministério da Justiça. Desde então, boa parte da cúpula petista, a começar pelo ex-presidente Lula, não dá um passo sem consultá-lo. A proximidade com a política rendeu-lhe a condição de um dos advogados mais bem pagos do país. Prova disso é a aquisição da sede própria do escritório que mantém com dois sócios, um andar inteiro de um prédio de alto padrão na Avenida Faria Lima, em São Paulo, por  R$ 2,8 milhões. Especula-se que só a defesa do bicheiro Carlinhos Cachoeira tenha custado R$ 15 milhões em honorários. De homicidas a bicheiros, Bastos, hoje com 79 anos, costuma dizer que só recusa casos de acusados de crimes violentos contra crianças

Pierpaolo Cruz Bottini
Penal


Desde o fim de 2012, o jovem advogado Bottini pode exibir em seu currículo o feito de ter conseguido a absolvição de seu cliente, o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), no ruidoso processo do mensalão. Com um detalhe: foi o único dos poucos réus que escaparam da condenação com o voto favorável do implacável relator da ação e presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. Para Pierpaolo, o mensalão pode ser considerado um divisor de águas em sua carreira de criminalista. “Teve gente que assistiu à minha sustentação pela TV Justiça e me ligou para me contratar”, conta. O trabalho foi árduo. Na véspera do início do julgamento, o advogado costumava colocar o filho, de apenas 6 meses, sentado no sofá para treinar o que diria aos 11 ministros no plenário do tribunal – a ponto de muitos acreditarem que a primeira palavra do menino seria “mensalão”. Apesar do êxito de sua atuação, a carreira do criminalista de 37 anos é recente. Começou logo após sua saída do Ministério da Justiça, junto com seu mentor, Márcio Thomaz Bastos. Pelas mãos do então ministro da Justiça foi levado a integrar a equipe do primeiro mandato do governo Lula. De tão jovem, o time montado pelo ex-ministro foi apelidado de “berçário de Thomaz Bastos” na Esplanada dos Ministérios.

Francisco Müssnich
Operações financeiras


Os últimos meses na vida de Müssnich foram de muito trabalho. Seu escritório foi escolhido pelo Comitê Organizador Local da Copa, o que o colocou à frente de todas as questões jurídicas do segundo maior evento esportivo do mundo. Qualquer contrato do COL – até a compra de material de escritório – passou pelo escritório. Antes da Copa, ele já havia atuado para a CBF e seu ex-presidente, Ricardo Teixeira. Aos 59 anos, é conhecido por ser um solucionador de problemas e por ter participado de alguns dos mais ruidosos negócios ocorridos no Brasil. Um deles foi com André Esteves, o banqueiro que em 2006 vendeu o Banco Pactual para o suíço UBS por US$ 3,1 bilhões e três anos depois o recomprou por US$ 2,5 bilhões. “Não adianta ser competente, tem que ter estrela, como o Esteves”, diz. Ele também atuou na venda da Brasil Telecom, em 2008. Durante cinco dias, chegou a tomar banho no escritório do cliente e foi para
casa só duas vezes. “Me considero um workaholic, mas tento fazer disso uma coisa prazerosa.”


Arnoldo Wald
Cível

Arnoldo Wald (Foto: GQ)

Todo mundo conhece alguém que tenta recuperar parte dos rendimentos da poupança perdida durante os planos econômicos das décadas de 80 e 90 na Justiça. Afinal, são 400 mil processos em todo o país e uma conta de R$ 150 bilhões a ser paga pelos bancos, caso os poupadores saiam vitoriosos. O que poucos sabem é que, na outra ponta da maior disputa judicial em andamento no país, está Arnoldo Wald. O advogado, de 81 anos, defende a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) na ação que corre no Supremo e que dará a palavra final sobre a validade da correção das cadernetas, feita por um índice abaixo da inflação. A correção da poupança é certamente o maior caso em que Wald atua, mas ações bilionárias não são exatamente uma novidade para ele. Apenas um de seus clientes – a Varig – pleiteia no Supremo uma indenização de R$ 6 bilhões da União pelos prejuízos causados pelo congelamento de preços das passagens aéreas durante os anos 80 e 90.


Jairo Saddi
Contratos comerciais

Jairo Saddi (Foto: GQ)

Foi na década de 90, em meio à crise que levou vários bancos à falência, que Saddi recebeu o telefonema de um banqueiro perguntando se estava indo almoçar. Já no restaurante, o cliente disse que não havia jantado no dia anterior e não tinha dinheiro para o almoço. “Todos os seus bens estavam bloqueados pela Justiça.” Saddi pagou a conta do hoje ex-banqueiro, um dos muitos com quem conviveu na carreira. Pelas mãos do advogado já passaram 40 liquidações de bancos, a maior delas envolvendo R$ 2,7 bilhões. Somente no caso do falido Banco Santos, Saddi representa clientes com R$ 1 bilhão a receber. Especialista em direito bancário, autor de nove livros e presidente do conselho da escola Insper Direito, ele já atuou para todos os grandes bancos do país. Daí porque coleciona histórias curiosas como a do almoço pago ao banqueiro falido. Ou quando foi padrinho do casamento do maior credor de um banco com a filha do ex-banqueiro devedor. O relacionamento começou no auge do litígio e ainda resultou em um acordo entre credor e devedor.


Édis Milaré
Meio ambiente

Édis Milaré (Foto: GQ)

Até agora a Justiça contabiliza 23 ações civis públicas abertas contra a construção de Belo Monte, a terceira maior usina hidrelétrica do mundo. Em todas elas, o consórcio Norte Energia, responsável pela obra, conta com a experiência de Édis Milaré na defesa do projeto. Aos 70 anos, ele é um dos mais reconhecidos advogados da área de meio ambiente do Brasil – além de Belo Monte, atua para Vale,  Suzano e Camargo Corrêa. Mas nem sempre foi assim. Milaré passou boa parte de sua carreira do outro lado do balcão, como promotor do Ministério Público de São Paulo. Lá, foi o responsável pela proposição da primeira ação civil pública destinada a ressarcir, aos cofres públicos, os prejuízos causados por danos ambientais provocados por empresas, ainda em 1983. A ação, aberta contra uma empresa que asfaltava a recém-construída estrada Rio-Santos e, na explosão de uma pedreira, acabou atingindo um duto da Petrobras, espalhando óleo pelos cursos d’água e manguezais da região de Bertioga, não deu em nada. Mas inaugurou uma nova era para o Ministério Público de todo o país, que passou a atuar também na defesa do meio ambiente. Em 1995, Milaré deixou o MP e passou a advogar. “Estou em outra posição, mas sem trair meus princípios”, diz o advogado, que garante não serem poucos os trabalhos que recusou em sua carreira. “A primeira pergunta que faço é: você está disposto a resolver o problema?”


Marcelo Ferro
Cível

Marcelo Ferro (Foto: GQ)

Entre seus clientes estão nada menos do que cinco das maiores construtoras do país: Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez e Odebrecht. No caso da Odebrecht, Ferro advoga para várias empresas do grupo e frequenta a casa da família baiana – embora isso se deva mais a uma relação de parentesco (seu irmão é casado com uma irmã de Emílio Odebrecht). Não é o caso da amizade com Abílio Diniz, ex-dono do Grupo Pão de Açúcar e presidente do Conselho de Administração da Brasil Foods. Foi Ferro quem defendeu Diniz na disputa com Arthur Sendas, então dono do Grupo Sendas, que se associou ao Pão de Açúcar em 2003. Os dois ícones do varejo brasileiro se engalfinharam numa disputa societária em 2007 que culminou na venda do Sendas ao grupo paulista em 2011. Na época, Diniz achou Ferro jovem demais (hoje tem 50 anos). Depois do litígio, nunca mais largou o advogado, acionado em todas as disputas que patrocina. Entre elas, o litígio com a ex-dona do Ponto Frio, Lily Safra. “Em matéria de briga, sou advogado do Abílio.”

Antonio Carlos de Almeida Castro
Penal

Antonio Carlos de Almeida (Foto: GQ)

Ele tem fama de petista pela proximidade com o ex-todo-poderoso José Dirceu. Mas, aos 56 anos, sua contabilidade acusa a defesa de 17 ministros do governo FHC e de apenas 8 de Lula. Conhecido como Kakay, é o criminalista mais requisitado de Brasília, onde o que não falta é serviço. José Sarney e a filha Roseana, Demóstenes Torres, Marconi Perillo e Antônio Carlos Magalhães são apenas alguns dos que deixaram sua defesa nas mãos dele. Ao custo, claro, de honorários milionários que garantem o caríssimo estilo de vida do advogado, dono de uma mansão à beira do Lago Paranoá, em Brasília, cuja porta de entrada é guardada por um rinoceronte esculpido em bronze e que abriga uma adega de dois andares e 4 mil rótulos. De Paris, onde passa parte de suas férias, Kakay conta que sempre quis “viver do crime”, mas aceita advogar em outras áreas do direito se o caso é interessante. Talvez essa abertura tenha motivado um empresário paulista a procurá-lo para fazer sua defesa no processo de divórcio que travava com a ex-mulher, magoada pela descoberta de uma amante. A ex contratou Priscila Fonseca, renomada advogada de família conhecida por limpar o cofre de ex-maridos. E o empresário implorou para que Kakay o defendesse. Diante da recusa, ofereceu 20% dos R$ 3 bilhões que mantinha no exterior em caso de vitória. Mais uma resposta negativa e o empresário, desesperado com o risco de perder metade de sua fortuna, apelou: “Se você não me defender vou matá-la”. “Bem, aí é minha área”, respondeu, em tom de brincadeira. Ele não pegou o caso, mas nenhum crime aconteceu.

Sérgio Bermudes
Cível

Sérgio Bermudes (Foto: GQ)

Qual é o pior cliente que um advogado pode ter? Hoje, certamente, um deles é Eike Batista, que sonhava ser a pessoa mais rica do mundo em 2015 e, no ano passado, perdeu US$ 28,8 bilhões, tornando-se um devedor. Pois Bermudes, de 68 anos, é quem tem a árdua tarefa de auxiliar o empresário a equacionar suas dívidas e sair do buraco. O advogado é o responsável pelo pedido de recuperação judicial da OGX, empresa de petróleo de Eike Batista que em 2008 fez uma das maiores ofertas de ações da história da bolsa de valores brasileira, captando R$ 6,7 milhões, e que, em outubro do ano passado, informou ao mercado que não pagaria suas dívidas. Com isso, no entanto, o advogado não se preocupa. Ele conta que já foi pago com rapadura pela mãe de um rapaz que não tinha dinheiro para bancar a defesa e com sonhos recheados de camarão, feitos por uma cliente desalojada de sua casa. Mas diz que, de cliente abastado, nunca levou calote. “Os ricos sempre me pagaram, graças a Deus!”


José Roberto Opice
Operações financeiras

José Roberto Opice (Foto: GQ)

Se hoje a Ambev é a empresa brasileira com maior valor de mercado, superando os US$ 110 bilhões, parte desse sucesso deve-se a Opice, sócio do Machado Meyer, Sendacz e Opice Advogados, um dos maiores escritórios do país. Foi ele quem orquestrou, em 2004, a fusão da companhia com a belga Interbrew, que culminou na criação da maior fabricante de bebidas do mundo. Nada na operação foi fácil, conta o advogado responsável pela primeira união de uma gigante brasileira com uma estrangeira. O grau de dificuldade de uma operação desse porte é enorme, mas não chega a ser novidade para Opice. Ele foi um dos principais advogados do consórcio de empresas contratado pelo governo em 1997 para moldar a venda da Vale. Isso em um momento em que privatização era palavrão e gerava enorme polêmica. “Foi muito dramático”, diz. A dedicação fora do comum e o intenso ritmo de trabalho era costume. No mesmo ano, participou da venda do Bamerindus ao HSBC. “Criamos um banco em 24 horas”, conta. A última grande operação em que atuou – a venda do Grupo Ipiranga por R$ 4 bilhões – rendeu-lhe um problema na coluna. Aos 68 anos, Opice tem hoje uma rotina mais leve e já prepara sua aposentadoria, que deve ocorrer em dois anos. “O advogado de negócios tem um limite de idade.”



Paulo Valois
Infraestrutura

Paulo Valois (Foto: GQ)

Quando se preparava para escolher a profissão que seguiria, Valois ficou entre o direito e a diplomacia. Optou pela primeira carreira, mas não se esquivou da segunda. Aos 48 anos, passa metade de seu tempo viajando e apresentando o Brasil a investidores estrangeiros. Não como embaixador, mas um dos advogados do país que mais entende de petróleo e gás, setor que deve atrair R$ 458 bilhões em investimentos até 2018. A especialização de Valois ocorreu por acaso – seu primeiro estágio foi na Interbras, trading de petróleo da Petrobras. Depois passou pela Shell e estudou na França e nos Estados Unidos. Em 1997, quando a Lei do Petróleo expandiu a atuação de empresas privadas, abriu o primeiro escritório dedicado à área de recursos naturais do mercado brasileiro. Hoje é sócio do L.O. Baptista, Schmidt, Valois, Miranda, Ferreira, Agel Advogados e tem, em seu currículo, a vitória pelo livre acesso ao gasoduto Bolívia-Brasil travada entre suas clientes BG e Enron e Petrobras.

Nelson Eizirik
Contratos comerciais

Nelson Eizirik (Foto: GQ)

Menos de uma semana antes do anúncio da fusão entre o Itaú e o Unibanco, em 3 de novembro de 2008, um pequeno grupo de advogados foi chamado para redigir e revisar os contratos que criariam o maior banco do Hemisfério Sul. Entre eles estava Nelson Eizirik, hoje com 64 anos, um dos maiores especialistas brasileiros em sociedades anônimas, posição que disputa com seu sócio, Modesto Carvalhosa, ambos titulares da banca Carvalhosa e Eizirik Advogados. Ele conta que a fusão foi feita em apenas um fim de semana. Nesse período, ficou à disposição das famílias Moreira Salles e Setubal para finalizar o negócio, engendrado em completo sigilo ao longo de meses, sempre em reuniões na mansão de um dos executivos do Itaú, que ganhou o codinome de “hotel” para evitar o vazamento da operação. Autor de 20 livros e ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários, Eizirik, acostumado a lidar com as mais complexas questões societárias, diz que a união dos dois concorrentes foi tranquila. “Foi tão pacífico que não tinha quase nada para fazer.”


José Luís de Oliveira Lima
Penal

José Luís de Oliveira Lima (Foto: GQ)

Aos 47 anos, Oliveira Lima tornou-se um dos criminalistas mais requisitados do país durante o mensalão. É de Juca, como é chamado, a defesa do réu mais importante do processo: José Dirceu. O ex-chefe da Casa Civil de Lula chegou a ele por indicação de seu tio, o criminalista José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça de FHC. Em 2006, quando o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça acusando um esquema de compra de votos no Congresso, Dirceu procurou Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para se aconselhar. Diante do viés político do caso, Kakay recomendou contratar um advogado próximo aos tucanos – e indicou José Carlos Dias. Já comprometido com a defesa do Banco Rural no processo, o tio indicou Juca. Foi um salto em sua carreira, mas também sua maior derrota. “É inegável que foi uma derrota, e sofro com ela”, admite. Hoje amigo de Dirceu, Juca o visita na prisão pelo menos uma vez por semana e diz que o momento mais difícil foi ter que entregá-lo na cadeia. “Nunca tinha passado por isso.”


Carlos Ari Sundfeld
Infraestrutura

Carlos Ari Sundfeld (Foto: GQ)

Qualquer brasileiro com mais de 35 anos se lembra da patética situação de ter que entrar numa fila para comprar uma linha telefônica e aguardar anos até ser contemplado. Se hoje bastam apenas alguns dias para viabilizar isso, boa parte do mérito é de Sundfeld. O advogado é o autor da Lei Geral de Telecomunicações, em vigor desde 1997, que permitiu a privatização da Telebras, a abertura do mercado e a criação da primeira agência reguladora do país, a Anatel. A missão de reformular a lei foi dada pelo já falecido Sérgio Motta, o ministro das Comunicações de FHC, com um pedido especial para que dispensasse a Anatel de fazer licitações, o que contrariaria a Constituição. A resposta do jurista foi a criação do pregão, mecanismo inédito que, de tão eficiente, foi estendido a todo o governo pouco tempo depois. Aos 53 anos e do alto de sua sabedoria sobre o setor de telecomunicações, Sundfeld parece não usufruir de sua criação: “Não tenho celular e nem sei de cor o telefone de casa”.


Arnaldo Malheiros Filho
Penal

Arnaldo Malheiros Filho (Foto: GQ)

Se existisse um top of mind para classificar os criminalistas mais lembrados, Malheiros Filho estaria, sem dúvida, no topo da lista. Considerado um dos melhores do país, o advogado já defendeu Paulo Maluf, Orestes Quércia e Fernando Henrique Cardoso, além do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, para quem advoga no processo do mensalão. Como advogar para personagens tão diversos e controversos? “Tendo uma atitude profissional e nenhum envolvimento com a política”, diz ele. Apesar da quantidade de políticos no portfólio de clientes, é no meio empresarial e financeiro que o advogado se sobressai. Defendeu a já falecida Eliana Tranchesi, a ex-dona da butique de luxo Daslu, presa em 2005 por sonegação fiscal na ruidosa Operação Narciso, realizada pela Polícia Federal, e o banqueiro Edemar Cid Ferreira, o ex-dono do falido Banco Santos. Hoje Malheiros tem seu ganha-pão defendendo clientes abastados, mas nem sempre foi assim. Ele conta que certa vez recebeu indicação por um juiz para defender um réu que, abordado por quatro policiais, atirou em todos e acabou preso com 30 quilos de maconha. Ao visitá-lo no Carandiru, o cliente disse que na verdade tinha 60 quilos da droga, e que a outra metade, escondida, seria do advogado se ele o tirasse da prisão. Malheiros acabou saindo do caso.

É isto que Marina e Aécio querem mudar: desviar nosso eixo comercial para EUA e Europa

Com suas importações gigantescas, chineses garantiram crescimento, emprego e superávits

LUIZ GUILHERME GERBELLI – O ESTADO DE S. PAULO

Nos próximos anos, o desempenho econômico Brasil estará associado ao da China. Essa relação pode ser explicada pelos laços econômicos cada vez mais fortes entre os dois países, sobretudo desde a década passada, quando a economia asiática superou os Estados Unidos e se tornou a principal compradora de produtos brasileiros.

O crescimento da participação chinesa na pauta de exportação brasileira impressiona. Em 2000, a China importava 2% de tudo o que o Brasil exportava. Em 2013, essa fatia chegou a 19%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior compilados pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). Até julho, a participação chinesa nas exportações brasileiras foi de 20,98%.

A China se tornou a principal compradora do Brasil por causa da sua crescente demanda por produtos básicos. O país viveu forte crescimento nos últimos anos – seu Produto Interno Bruto (PIB) chegou a passar de dois dígitos – e passou a importar commodities, como minério de ferro e soja, para sustentar a elevada taxa de expansão da economia. “Ao longo desses anos, houve um aumento da demanda por minério de ferro pela China por causa do avanço da construção civil e do investimento em infraestrutura”, afirma Daiane Santos, economista da Funcex.

O enorme apetite chinês fez subirem os preços das principais commodities exportadas pelo Brasil. Em 2001, o valor da tonelada da soja era de US$ 174. Em 2013, de US$ 533. Nesse período, a tonelada do minério de ferro passou de US$ 19 para US$ 98.

Superávits. Ao mesmo tempo em que se valorizaram os preços, a quantidade exportada também cresceu. Diante dessa dinâmica positiva, o Brasil acumulou altas reservas nos anos 2000. “Com os superávits acumulados ao longo da década, o Brasil pagou a dívida externa e acumulou excedentes em reservas cambiais”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

O aumento da demanda por produtos básicos pela economia chinesa influenciou o mundo inteiro. Mesmo os produtos não exportados pelo Brasil para a China subiram de preço – sua movimentação provocou uma valorização das commodities nas bolsas de valores do planeta. “Esse movimento da China fez com que todos os países emergentes e exportadores de commodities garantissem recursos e pagassem a sua dívida externa, exceto a Argentina”, afirma Castro.

A ascensão da China trouxe uma acomodação para o Brasil. O comércio exterior do País ficou dependente da economia chinesa. Em 2000, a participação dos básicos nas exportações brasileiras era de 22,79%, e os manufaturados respondiam por 59,07%. De lá para cá, essa relação mudou. No ano passado, os básicos responderam por 46,67% e os manufaturados por 38,44%. “O problema não é exportar commodities, mas o fato de o Brasil não ter nenhum controle sobre preços e quantidades (dos produtos). Ficamos ao sabor da China”, acrescenta Castro.

A perda de participação dos manufaturados é explicada pelos já conhecidos problemas de baixa competitividade da indústria. A balança comercial de manufaturados foi superavitária pela última vez em 2006, quando as exportações superaram as importações em US$ 5,1 bilhões.

No ano passado, o déficit dos manufaturados na balança comercial foi de US$ 105 bilhões, o maior da história. “Para sair dessa situação, o País precisa de reformas tributária e trabalhista e investimento maciço em infraestrutura e menos burocracia”, diz o presidente da AEB.

Como qualquer movimentação chinesa traz impactos para a economia mundial, o Brasil vê com atenção os novos passos traçados pela China. O gigante asiático está hoje em processo de transição. A base da expansão econômica sairá da combinação de investimento e exportação e migrará para o consumo. Esse novo ciclo vai implicar em um crescimento mais baixo que o dos últimos anos. A previsão do FMI é que o PIB chinês avance 7,5% neste ano e desacelere um pouco nos seguintes. Em 2019, a previsão do Fundo é que o PIB cresça 6,5%.

Limite. “Já havia uma percepção de que o modelo bem-sucedido de crescimento com a redução da pobreza e o aumento da renda per capita estava no limite. O ritmo milagroso prolongado (do aumento do PIB) foi impulsionado pela transferência de excedentes da mão de obra de atividades pouco produtivas na área rural para atividades industriais não muito sofisticadas nas cidades, mas com um volume maior de capital empregado. Essa mudança gerou um processo no qual a produtividade total dos fatores e dos trabalhadores subiu de forma sustentável por vários anos”, afirma Otaviano Canuto, conselheiro sênior sobre Brics do Banco Mundial. “Todo mundo sabe aonde a China quer chegar e tem de ir. O que está em aberto é a velocidade e a suavidade desse processo de transição”, acrescenta.

Por causa de toda essa mudança estrutural, Canuto prevê que a fatia do setor de serviços na China deverá aumentar nos próximos anos. “Essa evolução vai abrir o mercado para a exportação de serviços da China para o resto do mundo”, afirma o conselheiro sênior sobre Brics do Banco Mundial.

Na avaliação de Canuto, o reequilíbrio da economia chinesa deve alterar o perfil das commodities mais compradas pelo país, com queda na demanda de produtos direcionados para a construção civil, e aumento na demanda por alimentos por causa da continuidade da expansão da renda. “Pode-se imaginar que, nos próximos anos, haverá um crescimento menor do setor de construção, mas, por outro lado, a expansão da renda nas regiões ainda mais atrasadas da China deve fazer com que demanda por alimentos continue forte.