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Petrobras perde R$ 32 bilhões de valor de mercado após Bolsonaro intervir em reajuste

SÃO PAULO – Com uma queda não vista desde a demissão de Pedro Parente, no auge da greve dos caminhoneiros, a Petrobras (PETR3; PETR4) perdeu R$ 32,399 bilhões de valor de mercado nesta sexta-feira (12) em meio a intervenção do presidente Jair Bolsonaro na política de preços da companhia.

As ações ordinárias da estatal caíram 8,54%, fechando cotadas a R$ 29,13, ao passo que os papéis preferenciais recuaram 7,75%, para R$ 25,83, marcando seu pior pregão desde 1 de junho de 2018, quando os ativos desabaram quase 15% em um dia.

O movimento da Petrobras também pesou para outras estatais, que acabam pressionadas pelo temor de que o atual governo queira intervir nas políticas internas das empresas.

Entre os destaques, a Eletrobras (ELET3; ELET6) também ficou entre as maiores quedas do dia, além da BR Distribuidora (BRDT3), que fechou próxima da mínima do dia.

“Será fundamental monitorar nos próximos dias se a Petrobras conseguirá elevar os preços do diesel”, disse Vicente Falanga, analista do Bradesco BBI, em relatório aos clientes, acrescentando que os preços de mercado são fundamentais para uma visão positiva sobre a Petrobras.

Entenda o caso
Na noite de quinta-feira, a Petrobras voltou atrás horas depois de anunciar um aumento do preço do diesel, após o presidente Jair Bolsonaro intervir e vetar o reajuste. Em nota, a companhia disse ontem apenas que manterá “por mais alguns dias” o preço praticado desde 26 de março, quando mudou sua política de reajustes.

Exatos 15 dias úteis depois do anúncio, a Petrobras anunciou na quinta um reajuste de 5,7%. O litro passaria de R$ 2,1432 para R$ 2,2662.

No mês passado, diante do risco de nova greve dos caminhoneiros, a empresa anunciou que os preços do diesel nas refinarias, que correspondem a cerca de 54% do total pago pelo consumidor, passarão a ser reajustados “por períodos não inferiores a 15 dias”.

Nesta manhã, em meio ao caos do mercado com esta notícia, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou em entrevista à Rádio CBN que esta atitude foi um “caso isolado”.

Mourão disse crer em bom senso e que Bolsonaro não irá repetir a política de preços adotada do governo Dilma Rousseff. Durante o governo da petista, as ações da Petrobras eram negociadas com um grande desconto com relação aos seus pares devido à intervenção governamental, que gerou perdas materiais no segmento de refino.

Na entrevista, o vice-presidente disse ainda que Bolsonaro busca uma maneira de “equacionar o problema” e tomou a decisão visando um “bem maior”.

“Julgo que é um fato isolado, justamente pelo momento que estamos vivendo. Acredito que o presidente está buscando a melhor solução para equacionar o problema”, afirmou.

Esta fala do vice-presidente até trouxe certo alívio, que acabou não sustentado conforme o conselho de administração e a diretora da estatal convocou uma reunião no início da tarde de hoje.

Em seguida, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou sobre a suspensão do reajuste do diesel e azedou o mercado novamente. Ele afirmou que não vai ser intervencionista e nem vai praticar as políticas que fizeram no passado.

Contudo, Bolsonaro disse que se surpreendeu com o reajuste de 5,74% e ligou para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e convocou todos da empresa para esclarecer o reajuste.

Ele afirmou que a Petrobras terá que convencê-lo do reajuste se a inflação projetada é inferior a 5%. “Se me convencerem (Petrobras), tudo bem; se não, daremos resposta adequada a vocês”.

O presidente ainda afirmou ter convocado funcionários da petroleira para conversar na próxima terça-feira de forma a esclarecer a política de preços adotadas.

InfoMoney

Bolsonaro cria órgão para perdoar multas ambientais

presidente Jair Bolsonaro criou um órgão regulatório com o poder de perdoar ou revisar multas ambientais, em uma medida para combater o que ele tem descrito como uma “indústria das multas” que ameaça a subsistência de agricultores e pecuaristas.

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
05/04/2019 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto 05/04/2019 REUTERS/Adriano Machado

Ambientalistas alertam que a medida pode prejudicar o cumprimento de leis contra o desmatamento em biomas sensíveis, como a floresta amazônica.

No mês passado, o ministro do Meio Ambiente,  Ricardo Salles, disse que o governo estava considerando criar o órgão para acelerar o processo de julgamento de multas e aprimorar um sistema no qual poucas multas são realmente coletadas.

Mas, o sistema também pode acabar prejudicando o Ibama, atual órgão de fiscalização ambiental, que usa multas como uma de suas principais ferramentas para garantir o cumprimento da lei.

“O decreto das multas cria uma espécie de balcão da impunidade”, disse Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace.

“Quem foi flagrado cometendo crime ambiental ganha a possibilidade de recorrer eternamente e nunca ser efetivamente julgado”, acrescentou.

Durante a campanha eleitoral no ano passado, Bolsonaro criticou multas ambientais enfrentadas por agricultores, uma importante base de apoio que o ajudou a obter uma vitória decisiva na votação de outubro.

O órgão de conciliação será responsável por validar infrações ambientais, realizar audiências com os réus, nas quais pode apresentar possíveis soluções legais para encerrar a disputa, e tomar decisões sobre o caso.

Governo anuncia leilão dos royalties para quitação dos salários atrasados

A governadora Fátima Bezerra, durante o ato público pelos 100 dias de gestai, anunciou que publicará amanhã o edital para a licitação, na modalidade pregão eletrônico, para antecipação dos royalties. O objetivo da medida é arrecadar recursos para quitação dos salários atrasados dos servidores públicos.

A governadora também informou que data do pregão está marcada para o próximo dia 26 de abril. Ele vai acontecer às 8h, na Secretaria de Planejamento (Seplan).

“Vou assinar o edital e, portanto, a partir de amanhã o edital que trata do pregão com vistas à operação da venda antecipada dos royalties já estará no ar. Operação essa que foi muito bem formulada pela nossa equipe da área econômica”, disse durante a coletiva.

Governadora Fátima Bezerra discute operação do Projeto do São Francisco

ASSECOM/RN

A governadora Fátima Bezerra reforçou a necessidade de agilidade do Governo Federal para concluir o projeto de integração das bacias do Rio São Francisco. “Tão importante quanto implantarmos e participarmos deste espaço, é termos um cronograma de quando essas águas chegarão ao Rio Grande do Norte, que será o último estado a receber a transposição”, enfatizou durante reunião de instalação da Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal (CCAF).

O encontro, realizado nesta terça-feira (9), teve a participação do advogado-geral da União, André Mendonça, do ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e dos quatro governadores dos estados beneficiados para discutirem as tratativas de conciliação para o início da operação comercial do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).

Fátima afirmou que o Governo do RN está disposto a colaborar com esta discussão para que haja viabilidade do ponto de vista financeiro e operacional do projeto. “Esse debate é muito importante para que tenhamos segurança hídrica em nossa região, mas devemos observar o uso sustentável dessas águas para que o custo seja compatível com as pessoas beneficiadas”, disse. Ela reforçou também, junto ao ministro, a importância de conclusão das obras complementares como o Complexo de Oiticica, o Projeto Seridó e a inclusão do ramal Apodi-Mossoró no Plano Nacional de Recursos Hídricos. Continue lendo Governadora Fátima Bezerra discute operação do Projeto do São Francisco

Petrobras eleva em 5,61% preço médio da gasolina nas refinarias, para R$ 1,9354

A Petrobras anunciou alta de 5,61% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para sexta-feira, 5, para R$ 1,9354. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,1432, conforme tabela disponível no site da empresa.

Em março de 2019, a Petrobras informou que os preços do diesel nas refinarias da companhia, que correspondem a cerca de 54% dos preços ao consumidor final, serão reajustados por períodos não inferiores a 15 dias. Anteriormente, a empresa adotava uma política de mantê-los estáveis por curtos períodos de tempo de até sete dias.

Segundo a petroleira, ela continuará a utilizar mecanismos de proteção, como o hedge com o emprego de derivativos, cujo objetivo é preservar a rentabilidade de suas operações de refino. Já o hedge da gasolina, que passou a ser adotado em setembro de 2018, permite à empresa manter os valores estáveis nas refinarias por também até 15 dias.

Estadão Conteúdo

Guedes é chamado de ‘tchutchuca’ e sessão da CCJ é encerrada

BRASÍLIA – Acabou em briga e troca de palavrões o primeiro teste do ministro da Economia, Paulo Guedes, na audiência pública na Comissão de Constituição de Constituição e Justiça (CCJ) sobre a reforma da Previdência.

Depois de seis horas e meia de sessão com sucessivos bate-bocas com a tropa da oposição, o ministro caiu na provocação do deputado Zeca Dirceu (PT-PR) que o acusou de ser “tigrão” com os aposentados, idosos de baixa renda e agricultores, mas “tchutchuca” com privilegiados do Brasil.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados para discutir a reforma da Previdência
O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados para discutir a reforma da Previdência

Foto: André Coelho / Estadão

O ataque do petista, filho do ex-ministro, José Dirceu, levou à explosão final de Guedes que reagiu com destempero fora do microfone. “Eu não vim aqui para ser desrespeitado, não. (…) Tchutchuca é a mãe, é a avó, respeita as pessoas. (…) Isso é ofensa. Eu respeito quem me respeita. Se você não me respeita, não merece meu respeito”, afirmou.

Zeca começou as críticas perguntando a razão pela qual Guedes começou as reformas com a da Previdência e não alterações que afetassem os banqueiros. Continue lendo Guedes é chamado de ‘tchutchuca’ e sessão da CCJ é encerrada

Tem que internar quem acha que reforma da Previdência não é necessária, diz Guedes

O ministro Paulo Guedes (Economia) travou, mais uma vez, um embate com deputados durante audiência pública no Congresso, nesta quarta-feira (3).

Ao dizer que quem é contrário à reforma da Previdência tem que ser internado, Guedes protagonizou mais uma discussão com oposicionistas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, que deve votar até meados de abril a proposta que endurece as regras de aposentadorias e pensões.

“Quem acha que [a reforma da Previdência] não é necessária é um problema sério. É caso de internamento. Tem que internar”, disse.

Folhapress

Governo tentará animar mercado com novo pacote econômico

O ministro Paulo Guedes, chefe da equipe econômica
O ministro Paulo Guedes, chefe da equipe econômica

Foto: Myke Sena / Fotoarena / Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – Com as projeções de crescimento do PIB em queda, o Ministério da Economia prepara um pacote de medidas para aumentar a produtividade, o emprego e tentar destravar a atividade econômica. Previstas para acontecer em 90, 180 e 360 dias, as ações foram formuladas em quatro grandes planos que serão anunciados ao longo de abril: Simplifica, Emprega Mais, Brasil 4.0 e Pro-mercado.

O primeiro a sair do forno será o Simplifica, conjunto de 50 medidas para desburocratizar a vida do setor produtivo. Em entrevista ao Estado, o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, antecipa que o plano foi feito com base na demanda das associações representativas do setor produtivo, ouvidas nesses primeiros 100 dias de governo.

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Governo do RN “abraça” Cecafes e destaca empenho para fortalecer a agricultura familiar

“Esse espaço é lindo e a população precisa conhecer que aqui são comercializados alimentos saudáveis, produzidos por agricultores e agricultoras familiares de várias cidades do nosso Estado”, declarou a governadora Fátima Bezerra durante o café da manhã comemorativo aos dois anos de funcionamento da Central de Abastecimento de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Cecafes), realizado na manhã deste sábado (30).

O evento foi organizado pela Coofarn (Central de Cooperativas da Agricultura Familiar), entidade que administra o espaço em co-gestão em com a Seara (Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária), representada no evento pelo secretário Alexandre Lima.

Situada na esquina das avenidas Capitão Mor-Gouveia e Jaguarari, no bairro de Lagoa Nova, a Cecafes funciona de segunda a sábado, das 6h às 14h, e reúne 60 permissionários.

A Coofarn, dirigida pela pedagoga Fátima Torres, representa dez associações e cooperativas formadas por famílias que ocupam as barracas da feira de alimentos in natura, que oferece produtos fresquinhos, naturais e sem agrotóxicos, colhidos de hortas, pomares e roçados de agricultores familiares, e os boxes de produtos processados de pequenos criadores, apicultores e artesãos que comercializam mel, queijos, manteiga da terra, ovos caipira, biscoitos, sequilhos, polpa de fruta etc, e utensílios decorativos. Visite a loja virtual e desfrute também do serviço de entregas. http://loja.cecafes.net.br.

A governadora destacou que conhece as dificuldades do setor, que vão desde a produção até a comercialização, e reiterou seu empenho e da equipe técnica do governo para desenvolver ações que visam fortalecer a agricultura familiar. “Lembro do papel que tive para garantir recursos para construção desse espaço”, disse, referindo-se a sua atuação enquanto parlamentar. O prédio da Cecafes foi construído com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Governo do Estado, através da Sape (Agricultura e Pesca), com participação do Governo Cidadão, financiado via Banco Mundial. Atualmente, a Central é ligada à Seara, que está em processo de transição para Sedraf (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) justamente por coadunar com as diretrizes do governo.

“Abraçar a Cecafes, nossa principal vitrine da agricultura familiar, é fortalecer essa rede de pessoas que são responsáveis por gerar mais de 70% dos alimentos saudáveis que chegam à mesa da população. A Central beneficia pelo menos duas mil famílias diretamente”, reiterou Lima. Dentre as dificuldades que o setor enfrenta, com certeza a comercialização é uma das principais. Manter a Cecafes em funcionamento é uma ação primordial e tem sido um divisor de águas para garantir o sustento de muitas famílias, que inclusive já aumentaram o número de pessoas que aderiram à cadeia produtiva.

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