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Confira quem são os donos dos dez jatinhos mais caros financiados pelo BNDES

Doria e Flávio Roda da Riachuelo, ambos com jatinhos que custaram R$ 100 milhões

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, está cumprindo a promessa de abrir a caixa-preta das gestões petistas. O primeiro ato é a divulgação, ainda hoje, da lista de 134 empresários que compraram jatinhos a juros subsidiados pelo contribuinte.

O Antagonista obteve em primeira mão a relação de beneficiários, entre eles artistas, banqueiros e empresários – vários deles enrolados na Lava Jato ou em outras investigações.

Ao todo, o BNDES emprestou via bancos privados um total superior a R$ 1,9 bilhão para a compra de jatinhos da Embraer. A área técnica do banco calculou em R$ 700 milhões – em valores corrigidos – os subsídios para essas operações.

Entre os proprietários dos dez jatinhos mais caros financiados pelo banco público, estão o governador de São Paulo, João Doria (R$ 44 milhões), e os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS (R$ 39,8 milhões).

No topo da lista está o empresário Michael Klein (Casas Bahia), que pagou R$ 77,8 milhões por um jato executivo da Embraer – o modelo não é informado. O financiamento foi feito em 2013 por meio do banco ABC para a CB Air (hoje Icon Aviation).

A família Moreira Salles (Itaú-Unibanco) também usufruiu da linha de financiamento do BNDES, pagando apenas 4,5% ao ano de juros sobre empréstimo de R$ 75,5 milhões para adquirir uma aeronave em nome da Brasil Warrant Administradora de Bens.

Confira a relação dos proprietários das dez aeronaves mais caras bancadas pelo BNDES:

Doria Administração de Bens Ltda – R$ 44,03 milhões (2010)

JBS S/A – R$ 39,78 milhões (2009)

Neo Táxi Aéreo – R$ 44,97 milhões (2011)

Construtora Estrutural – R$ 64,01 milhões (2012)

Brasil Warrant Adm de Bens – R$ 75,46 milhões (2013)

Lojas Riachuelo – R$ 55,52 milhões (2013)

Sumatera Participações – R$ 65,96 milhões (2013)

Industrial e Comercial Brasileira – R$ 59,11 milhões (2013)

CB Air Taxi Aéreo – R$ 77,78 milhões (2013)

Eurofarma Laboratórios – R$ 43,99 milhões (2014)

Bolsa Família começa a pagar R$ 2,6 bilhões para beneficiários

Mais de 13,8 milhões famílias começam a receber o benefício do Bolsa Família relativo ao mês de agosto. De acordo com informações do Ministério da Cidadania, no total, mais de R$ 2,6 milhões estão sendo transferidos para as famílias pobres. O pagamento segue até o dia 30.

Estão aptas a receber o benefício famílias inscritas no Cadastro Único com uma renda mensal, por pessoa, de até oitenta e nove reais; ou de até cento e setenta e oito reais, no caso de núcleos familiares com crianças ou adolescentes de até dezessete anos.

Preços dos combustíveis sofrem redução em Natal

Uma pesquisa realizada pelo Procon Natal constatou a redução nos preços dos combustíveis na capital potiguar. O Instituto foi em 70 postos da cidade no dia 12 de agosto e fez o levantamento dos preços.

Segundo o estudo, a gasolina comum teve a maior queda entre os itens analisados, com redução de 2,62%. Em agosto, o preço médio do combustível em Natal ficou em R$ 4,245. Em julho, nas duas pesquisas realizadas, os preços médios registrados foram R$ 4,561 e R$ 4,359.

‘Se Kirchner quiser fechar, a gente sai do Mercosul’, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, cogitou nesta quinta-feira, a saída do Brasil do Mercosul caso o candidato da ex-presidente Cristina Kirchner vença as eleições e queira fechar o bloco, atrapalhando o acordo com a União Europeia. “E se a Kirchner quiser fechar (o Mercosul para acordos externos)? Se quiser fechar, a gente sai do Mercosul. E se quiser abrir? Então vou dizer ‘bem-vinda moça, senta aí’”, afirmou o ministro, em evento do banco Santander em São Paulo.

Guedes minimizou um agravamento da crise no país vizinho e seu impacto para o Brasil. Segundo ele, a indústria automotiva só é tão afetada porque a economia brasileira é muito fechada. “Nosso foco é recuperar a nossa dinâmica de crescimento. Desde quando o país, para crescer, precisou da Argentina? Quem disse que esse é o modelo que a gente quer, queremos ter indústria competitiva”, disse.

O ministro afirmou que a guerra comercial entre Estados Unidos e China não vai afetar o PIB brasileiro e poderia, no máximo causar, alterações cambiais, que foram minimizadas por ele. Na sua avaliação, há muito espaço para a disputa entre os dois gigantes econômicos se estender porque as duas potências medem forças para mostrar qual “tem o chifre mais comprido”. Para ele, os EUA vencem esta guerra porque a economia ocidental é mais descentralizada que a oriental.

Estadão Conteúdo

Receita paga restituições do 3º lote do IR 2019 nesta quinta-feira

A Receita Federal paga nesta quinta-feira (15) as restituições do terceiro lote do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF) de 2019, além de lotes residuais de anos anteriores.

De acordo com o Fisco, serão pagos R$ 3,8 bilhões a 2,978.614 contribuintes. Destes, R$ 3,63 bilhões correspondem a declarações do IR 2019, ano-base 2018. Os depósitos serão corrigidos em 2,58%, de acordo com a remuneração da Selic. Segundo a Receita, esse lote contempla quem transmitiu a declaração até 06 de abril.

Como a MP da Liberdade Econômica muda vida de empresa e trabalhador

Aprovada na Câmara dos Deputados, a MP (medida provisória) da Liberdade Econômica traz dispositivos que podem simplificar a abertura de empresas, diminuir a burocracia no dia a dia das companhias.

A medida foi apelidada de minirreforma trabalhista, por ter incorporado na Câmara uma série de mudanças relativas  ao direito do trabalho.

Em seu texto, também há a previsão de que negócios de baixo risco não precisem de autorizações para começar a funcionar, o fim da necessidade de arquivamento de documentos (especialmente guias de recolhimento de imposto) em papel e maior proteção para o patrimônio de sócios de empresas e cotistas de fundos de investimento.

Veja as mudanças que devem ocorrer se o texto for aprovado pelo Senado sem alterações:

Continue lendo Como a MP da Liberdade Econômica muda vida de empresa e trabalhador

Câmara aprova texto-base de MP que reduz burocracia e fixa regras para trabalho aos domingos

Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 13, o texto-base da Medida Provisória da Liberdade Econômica, que reduz burocracias. Os destaques, sugestões de mudanças que podem modificar o texto final, serão votadas nesta quarta-feira, 14.

O texto foi aprovado por volta de 23h, depois de muitas negociações ao longo do dia, por 345 a favor e 76 contra. A medida perde a validade no dia 27 de agosto. Depois de encontrar resistência entre parlamentares, principalmente por causa de alterações nas regras trabalhistas, o governo e o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), relator da MP, enxugaram o texto para levá-lo a votação.

A retirada de vários artigos foi feita depois de o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) intervir. Ele se reuniu com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, e chegou a conversar com líderes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) antes da votação.

“O que importa é o que ficou, estamos salvando a MP”, afirmou o relator da proposta, deputado Jeronimo Goergen (PP-RS).

O texto aprovado manteve a permissão de trabalho aos domingos e feriados, mas estabeleceu que os empregadores terão que permitir o descanso dos trabalhadores aos domingos pelo menos uma vez a cada quatro semanas. Esse prazo foi reduzido após  o Estadão/Broadcast mostrar, na última sexta-feira, que uma versão anterior da MP havia previsto o descanso neste dia obrigatoriamente apenas a cada sete semanas.

“Embora não tenha mexido em direito nenhum, houve um erro de comunicação do governo que incluiu esse ponto e não explicou direito. Não tem como isso prosseguir e ser aceito pela sociedade”, disse Goergen.

A MP saiu com 53 artigos da Comissão Especial e o texto aprovado ficou com 20 artigos. Entre os pontos que foram retirados está a anistia de multas da tabela do frete e a criação de um documento único de transporte de cargas. Segundo Goergen, as duas alterações serão reenviadas em um projeto de lei pelo governo na semana que vem. “Retiramos os pontos que tinham risco de ser declarados inconstitucionais ou que criavam debates paralelos”.

A versão final também deixou de fora previsão de que os contratos de quem ganha mais de 30 salários mínimos (R$ 29.940) seriam regidos pelo direito civil e não estariam protegidos pelas normas da CLT. Também saiu a determinação de que fiscais só poderiam aplicar multas a partir da segunda visita a um estabelecimento. Continue lendo Câmara aprova texto-base de MP que reduz burocracia e fixa regras para trabalho aos domingos

Bancos leiloam imóveis com até 78% de desconto

Duas plataformas online de leilões vão negociar 1.400 imóveis dos bancos Itaú, Santander, Bradesco, Pan, Inter, Daycoval e Safra em agosto por preços abaixo do valor de mercado.

As propriedades oferecidas são casas, apartamentos, terrenos e prédios comerciais, ocupados e desocupados, de alienação fiduciária e de patrimônio das instituições, e estão disponíveis na plataforma daZukerman Leilões e do Santander e abertas para lances dos interessados.

As mais de 400 ofertas da Zukerman Leilões estão disponíveis em 21 estados brasileiros: Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Os valores dos imóveis vão de R$ 17 mil (casa de 90 m² em Taboleiro Grande/RN) a R$ 8,6 milhões (terreno em Cotia SP, 58.965 m²).

O pagamento pode ser à vista ou parcelado, dependendo do imóvel escolhido.

As informações sobre os imóveis leiloados pela Zukerman estão disponíveis aqui.

Quem arrematar um dos lotes e pagar com crédito imobiliário ganha um refrigerador da varejista Magazine Luiza.

Os imóveis poderão ser financiados com taxas a partir de 7,99% em até 35 anos para pagar, podendo utilizar o FGTS também para pagamento do sinal das residências desocupadas.

Também há desconto de 10% para compras à vista e a possibilidade de utilização do próprio imóvel como parte de pagamento. Os débitos de condomínio e IPTU serão pagos até a data do leilão.

VALOR INVESTE

Complexo turístico no Estado de Anzoátegui, no centro-norte venezuelano, abriga casas que podem valer mais de um milhão de dólares e têm iates ancorados em canais.
Guillermo D. Olmo – @BBCgolmo – Da BBC News Mundo em Anzoátegui, Venezuela

Ele foi projetado para se parecer com Veneza, embora lembre mais as ilhas privadas de Miami onde moram muitos famosos.

No centro comercial Plaza Mayor, que já teve dias mais agitados no passado, avistam-se os canais que abrigam iates. Moradores têm se queixado da falta de segurança.
No centro comercial Plaza Mayor, que já teve dias mais agitados no passado, avistam-se os canais que abrigam iates. Moradores têm se queixado da falta de segurança.

Foto: G. D. Olmo. / BBC News Brasil

Mas El Morro está na Venezuela, no município de Lechería, no Estado de Anzoátegui, entre as cidades de Barcelona e Puerto La Cruz, no centro-norte do país.

O Complexo Turístico de El Morro abriga uma coleção de casas enormes e vistosas, com embarcações luxuosas estacionadas numa sinuosa rede de canais.

“Na Venezuela atual, seria impossível construir um projeto assim, pelos custos de dragagem e as obras de engenharia”, diz Ysbelsy Hernández, presidente da Câmara Municipal de Lechería.

Para acessar o local, deve-se passar por controles de segurança onde vigilantes comprovam a identidade do visitante e barram quem não tiver sido convidado por um morador.

São pequenas cidades fechadas ao exterior, nas quais nota-se de imediato a riqueza dos habitantes.

Pouca gente caminha pelas ruas ajardinadas que correm paralelamente aos canais. Caminhonetes potentes transitam no local.

Casas luxuosas são vistas a partir dos canais em El Morro
Casas luxuosas são vistas a partir dos canais em El Morro
Foto: G. D. Olmo / BBC News Brasil

Embora fiquem na Venezuela, hoje assolada por uma crise econômica e política, algumas casas custam mais do que um milhão de dólares.

Em volta dali, na aglomeração urbana formada por Barcelona, Puerto La Cruz e Guanta, a chamada Grande Barcelona, a deterioração das ruas e o aspecto sofrido das pessoas lembram que esta é a Venezuela – um país que, segundo o Banco Central, perdeu quase a metade de sua riqueza nacional em só seis anos.

Petróleo e turismo

No passado, o litoral do Estado de Anzoátegui foi um dos grandes centros de produção de petróleo no país e um concorrido destino turístico que se beneficiava do trânsito de trabalhadores estrangeiros que atuavam nas refinarias da região. Hoje as coisas parecem ter mudado radicalmente.

“Ninguém mais vem para cá”, lamenta um manobrista em uma das principais avenidas de Puerto La Cruz.

Mesmo assim, El Morro se mantém – nas palavras do manobrista – como “uma bolha”.

Em sua casa de 186 metros quadrados, Luis Azócar confirma as qualidades de El Morro. “Aqui se vive bem e há segurança. Lechería é uma das poucas cidades nas quais se pode viver tranquilo e o crime não ataca tanto.”

Luis Azócar costumava navegar seu barco, o Guamachín, embora agora não possa por não ter peças para a manutenção do veículo
Luis Azócar costumava navegar seu barco, o Guamachín, embora agora não possa por não ter peças para a manutenção do veículo
Foto: G. D. Olmo. / BBC News Brasil

Azócar, de 72 anos, vive entre sua casa em El Morro e as que mantém em Caracas e Miami. Ele diz viver de sua poupança.

Ele já teve uma empresa lucrativa dedicada à produção de asfalto, mas diz que teve de abandoná-la por causa de dificuldades impostas pelo governo após a revolução socialista de Hugo Chávez.

Hoje ele passa as tardes contemplando seus dois barcos amarrados junto à sua casa e passeando pelo pier que separa as águas do mar do Caribe e a silhueta das ilhas que formam o Parque Nacional Mochima, uma das joias do litoral venezuelano, a poucos quilômetros dali.

“Aqui só preciso ir ao jardim para estar na praia”, afirma.

Azócar recorda a ideia que inspirou o lugar. “Queriam que esta fosse a Veneza da Venezuela e que fosse o ponto de partida para a exploração turística da região.”

Foi o arquiteto Daniel Camejo quem, na década de 1970, projetou a urbanização de terrenos salinos nos quais se pretendia erguer um complexo de casas e canais que atraísse venezuelanos e estrangeiros.

A realidade de Lechería contrasta com a da vizinha Puerto La Cruz, antigo centro de produção petrolífera e destino turístico, bastante atingida pela crise na Venezuela.
A realidade de Lechería contrasta com a da vizinha Puerto La Cruz, antigo centro de produção petrolífera e destino turístico, bastante atingida pela crise na Venezuela.
Foto: G. D. Olmo / BBC News Brasil

Eram os anos do primeiro governo de Carlos Andrés Pérez (1974-1979), quando a nacionalização da indústria petrolífera propiciou um período de expansão econômica na Venezuela e projetos ambiciosos foram postos em marcha.

Moradores de Caracas que buscavam uma segunda residência, empregados de companhias estrangeiras que trabalhavam na exploração de petróleo e pessoas da Grande Barcelona que podiam fugir da degradação e da violência começaram a se instalar no novo condomínio.

A maioria das casas têm à frente um barco de seu dono
A maioria das casas têm à frente um barco de seu dono

Foto: G. D. Olmo / BBC News Brasil

O engenheiro Glenn Sardi foi um dos responsáveis por levar serviços ao condomínio – projeto pelo qual se apaixonou tanto que ele segue morando na casa em que construiu na região.

São 1.350 metros quadrados construídos e seis quartos, um jardim e uma piscina.

No início, ele alugou a casa a um americano funcionário de uma petrolífera, mas finalmente decidiu se instalar com a família na residência, num lugar que define como “único, irrepetível”.

Agora vê com preocupação que alguns dos problemas que afligem o resto do país tabém afetem o condomínio, como as falhas no abastecimento de água e eletricidade, com as quais milhões de venezuelanos tiveram de se acostumar.

“O governo não faz o que tem de fazer e nós estamos ficando sem serviços”, queixa-se Sardi, que guarda desenhos com os projetos originais de El Morro.

Glenn Sardi foi um dos engenheiros que participaram do projeto inicial desse exclusivo complexo turístico
Glenn Sardi foi um dos engenheiros que participaram do projeto inicial desse exclusivo complexo turístico
Foto: G. D. Olmo / BBC News Brasil
A crise chegou

A crise, embora não atinja de forma tão forte, não poupou El Morro.

Azócar lamenta que a falta de peças o impeça de navegar o Guamachín, o maior de seus barcos.

“Agora há muitas casas vazias porque muita gente foi embora do país”, diz Ysbelsy Hernández, impressão confirmada pelas placas de “vende-se” fincadas em muitas propriedades.

Alguns se foram por causa da crise, como os irmãos Urbano Fermín, cuja casa em El Morro foi revistada por forças de segurança em 2017, após eles serem acusados de irregularidades em contratos com a petrolífera estatal no Orinoco, onde ocorre grande parte da extração de petróleo na Venezuela.

Barcos e caminhonetes são parte da paisagem em Lechería, embora muitas casas estejam hoje vazias
Barcos e caminhonetes são parte da paisagem em Lechería, embora muitas casas estejam hoje vazias

Foto: G. D Olmo. / BBC News Brasil

Segundo a imprensa local, dois dos três irmãos fugiram do país para não responder os processos nos tribunais.

A insegurança também começou a se infiltrar na “bolha”.

Talvez por isso uma mulher tenha parado sua caminhonete e pedido ao jornalista da BBC que se identificasse ao fotografar os barcos.

O centro comercial Plaza Mayor, onde antes muitos chegavam de barco, já não exibe a atividade de outrora.

Os roubos em suas instalações são uma das razões pelas quais muitos restaurantes e comércios que permanecem abertos estejam agora quase vazios.

Como muitos de seus vizinhos, Sardi tem um charmoso jardim com piscina.
Como muitos de seus vizinhos, Sardi tem um charmoso jardim com piscina.
Foto: G. D. Olmo / BBC News Brasil

E nos últimos tempos, segundo a presidente da Câmara Municipal, aumentaram grupos de crianças vindas de outros lugares e que cometem delitos em Lechería.

“Hoje são meninos, mas em algum dia deixarão de ser”, ela diz, preocupada.

Porém, por enquanto, quem vive em El Morro segue vendo mais luzes que sombras.

“Não sairia daqui nem louco”, diz Sardi.

“Aqui ainda se pode viver bem, se tiver dinheiro”, conclui Ysbelsy Hernández.

Alemanha vai suspender investimento de R$ 156 milhões na Amazônia por causa da política de Bolsonaro

A Alemanha decidiu suspender o apoio financeiro dado a projetos de conservação florestal e biodiversidade na Amazônia, disse a ministra do meio ambiente alemã, Svenja Schulze. Em entrevista concedida ao jornal Tagesspiegel e publicado neste sábado, ela afirmou: “A política do governo brasileiro na Amazônia levanta dúvidas sobre se uma redução consistente das taxas de desmatamento ainda está sendo perseguida”. A suspensão afetará repasses de 35 milhões de euros (cerca de R$ 156 milhões) a projetos na região.

Segundo o jornal, apenas quando os passos rumo ao combate do desmatamento na região amazônica se tornarem mais claros é que a cooperação deve voltar a acontecer. De acordo com o jornal, de 2008 até o final do ano passado, a Alemanha já repassou cerca de 95 milhões de euros para esse tipo de projeto. Para o Fundo Amazônia, criado para recompensar esforços na redução de desmatamento, houve repasse de 55 milhões de euros. O país é um dos principais doadores do fundo, junto da Noruega.

Na reportagem, a publicação destacou que desde a criação do fundo, em 2008, o desmatamento estava recuando de forma considerável. Sob o governo de Jair Bolsonaro, entretanto, houve uma mudança nesta rota, mas o presidente estaria se recusando a combater tal prática. A reportagem destaca ainda que um dos maiores defensores de Bolsonaro é o lobby do agronegócio. “A região amazônica é amplamente utilizada para o cultivo de soja para ração animal e gado”, reporta o texto.

ESTADÃO CONTEÚDO