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Vai comprar um usado 4×4? Veja no que você mais precisa se ligar

Imagem relacionadaFelipe Carvalho

Colaboração para o UOL

Caçador de carros conta quais são os principais pontos de atenção dos veículos feitos para encarar o off-road

Inúmeras estradas cortam nosso país e muitas delas não são pavimentadas. Enfrentá-las com carros de passeio exige maior atenção por parte do motorista, pois esse tipo de veículo não foi desenvolvido para suportar esse tipo de terreno.

Pneus, suspensão e até a estrutura terão vida mais curta nesse uso severo, além do risco de que a falta de aptidão off-road culmine em acidente.

Senti isso na pele no primeiro dia de 2016, quando passei o réveillon na casa de um cunhado que mora em Tuiuti, interior de São Paulo. Na ocasião, estava dirigindo seu Toyota Etios na estradinha de terra que liga o bairro até a rodovia principal. Havia chovido muito no dia anterior e a estrada estava bem ruim para o coitado enfrentar. Mesmo assim, achei que daria conta do recado até que, em uma curva com ponto cego, me deparei com outro carro vindo no sentido contrário.

No momento que tentei desviar, perdi totalmente o controle e o carro foi deslizando na lama até bater na lateral da estrada. A sensação de não ter controle de volante, acelerador e freio foi terrível, pois me tornei passageiro. Pior que isso foi ter batido o carro dos outros, algo que estragou definitivamente aquela entrada de ano novo.

Hoje meu cunhado tem um Corolla, ou seja, ainda não considerou a compra de um modelo voltado ao off-road, mesmo tendo que enfrentar essa estrada todos os dias e já ter relatado que, às vezes, ele e sua família ficam “presos” em casa por conta das condições da estrada em dias de muita chuva. Ao contrário de muitos que compram veículos off-road sem nunca ter enfrentado uma estrada de terra.

Ou seja: para alguns, a racionalidade passa longe na compra de um carro. Entretanto, para quem precisa de fato precisa de um “jipão” com tração nas quem rodas e está cogitando a compra de um usado ao invés de um zero-quilômetro, vou listar alguns pontos que devem ser observados na avaliação do pretendido.

O que inspecionar

Para a compra valer a pena, é importante saber o histórico de uso e dar preferência por veículos que foram pouco usados em condições fora de estrada. São veículos com peças de reposição caras e, portanto, quanto menos o novo dono tiver que intervir na mecânica, melhor.

Se não houver como levantar o histórico, procure por cantos e frestas de difícil acesso em uma lavagem, tanto na parte externa quanto interna do veículo. Se encontrar sinais de terra, pode ter certeza que esse foi o uso comum desse carro e ele deve ser evitado.

Quanto à estrutura, procure por sinais de corrosão, trincas ou soldas fora do padrão de fábrica. Se atende às condições do assoalho que, mesmo em um carro com maior distância em relação ao solo, pode ter sofrido em situações extremas. Esse são pontos que, na minha visão, descartam a compra por completo.

Os pneus desse tipo de veículo são bem mais caros que o normal, por conta do tamanho e da própria construção dele, sendo mais robustos para enfrentarem irregularidades de uma estrada de terra. Sabendo disso, eles precisam ter um bom tempo de uso pela frente para que você não tenha esse alto custo no curto prazo.

Também recomendo que se atente à aparência, pois podem ter bastante banda de rodagem, mas estarem com a borracha ressecada por conta de pouco uso. Esse ressecamento deixa os pneus inseguros e também devem ser descartados.

As suspensões devem ser analisadas com muita atenção, pois são as que mais sofrem nesses carros. Procure por vazamentos nos amortecedores, folgas em buchas e trincas em bandejas e barras estabilizadoras.

Dê uma geral no visual externo para verificar se o carro está torto, pendendo mais para um dos lados, o que indica fadiga da suspensão. Aproveite para ver se existe vazamento no diferencial. Nesse caso é até bom que o veículo não tenha sido lavado por baixo, o que pode estar maquiando um possível vazamento.

Não são raros os casos de suspensões redimensionadas, algo que pode ser bom em alguns casos extremos. Mas para isso valer a pena, é preciso ter um bom conhecimento para entender se tudo foi feito da maneira correta. Na maioria dos casos, recomendo buscar pelo máximo de originalidade.

Para finalizar a avaliação, faça um test drive e verifique o funcionamento de todos os recursos off-road. Procure por barulhos de folgas em suspensão, algo que pode não ter sido detectado visualmente.

Qual 4×4 comprar

Quanto à escolha dos modelos, felizmente temos em nosso país uma variedade muito grande que possa atender os mais variados bolsos e gostos. Ao longo dos anos como Caçador de Carros, tive a oportunidade de avaliar diversos deles e tenho alguns favoritos.

Para aquele trilheiro raiz, que precisa de algo simples, robusto e compacto, o Suzuki Jimny é imbatível. Se no mercado de novos o preço bate de frente com veículos mais luxuosos e refinados, no de usados é possível comprá-lo por uma fração desse valor, sendo que ele é basicamente o mesmo nos últimos 20 anos.

Se a necessidade for parecida, mas é preciso de mais espaço interno, o Suzuki Grand Vitara ou o Mitsubishi Pajero TR4 são os meus indicados. O primeiro é ainda maior e tem opções com motor V6, porém é mais desconfortável no uso urbano que o TR4. Ambos têm opções de câmbio automático, indicado apenas para quem vai usar a maior parte do tempo no trânsito lento das grandes cidades.

Quem pode partir para veículos maiores e ainda mais robustos, encontra nos grandalhões Mitsubishi Pajero e Toyota Hilux SW4 boas opções. Esses são veículos aptos a enfrentar terrenos ruins sem deixar de lado o conforto dos passageiros. As versões a diesel são as mais indicadas e procuradas, mas dependendo do uso não faz sentido o investimento maior e as versões flex ou à gasolina podem ser mais racionais.

No topo da lista, alguns fabricantes disponibilizam veículos extremamente refinados e bem construídos, com dinâmica de carros esportivos, mas com capacidade off-road invejável. Nesse campo, a inglesa Land Rover domina, mas a bem da verdade é que é cada vez mais raro ver os caros modelos das famílias Discovery e Range Rover na lama.

Porém, ainda existe um forte mercado daqueles jipões mais antigos, insuportáveis no dia a dia, mas que são eficientes nas trilhas de quem busca apenas diversão. O famoso Willys é o mais indicado para isso, mas é bom que você tenha outro veículo mais moderno para usar no cotidiano e não cansar logo.

Sob pressão, Heineken ameaça fechar fábricas

VALOR

DE SÃO PAULO E DO RECIFE  –  Quando comprou no ano passado a Brasil Kirin, dona da Schin, a Heineken, que fabrica uma das cervejas mais vendidas no país, dobrou de tamanho. E pagou um preço atrativo — 65% menos do que os japoneses da Kirin haviam pago seis anos antes. Mas, junto com as 12 fábricas, que elevaram a capacidade de produção de 20 milhões de hectolitros para 50 milhões, os holandeses herdaram processos judiciais complexos, que se arrastam há anos, e levam o comando da Heineken a avaliar a possibilidade de fechar fábricas no Nordeste.

“Estamos estudando fechar as duas fábricas de Pernambuco. Já comunicamos isso ao governo. A operação no Estado, no último ano, acumula prejuízo de R$ 90 milhões”, diz a vice-presidente de assuntos corporativos da Heineken, Nelcina Tropardi.

O governo do Estado não comentou o assunto. Fechar fábricas é medida extrema que a companhia prefere não tomar, mas poria fim a uma perda de R$ 10 milhões por mês. Atualmente, as outras fábricas da Heineken — são 15 no país — não teriam condições de suprir a produção dessas duas unidades.

Em Pernambuco, a Heineken diz que está amarrada a uma decisão judicial que tabelou seus preços a níveis “absurdamente baixos”, que sequer cobrem os gastos com tributos. Na Bahia, a empresa herdou uma dor de cabeça. Trata-se de um processo judicial que dura mais de 20 anos em área contígua à da maior fábrica da Heineken no Nordeste

Fabricantes chinesas de smartphone enfrentam Apple e Samsung

Modelo apresenta o novo smartphone Huawei Ascend P6 durante seu lançamento em CingapuraPor Bloomberg

O domínio da Apple e da Samsung no mundo dos smartphones nunca foi tão desafiado quanto agora, já que empresas chinesas estão entrando no páreo com aparelhos mais baratos e igualmente inovadores.

Em um sinal nefasto para os titãs da tecnologia – cujos aparelhos iPhone e Galaxy dominaram o mercado de quase US$ 500 bilhões durante anos, a chinesa Huawei Technologies desbancou a Apple e se tornou a segunda maior fabricante de smartphones do mundo. Agora, a companhia está de olho na Samsung, a número 1, que registrou lucros decepcionantes em um momento em que os telefones chineses ganham participação em um mercado que parece ter chegado ao pico.

E outras fabricantes não ficam muito atrás. A seguir, nomes — e telefones — para levar em conta:

Huawei: a grande ameaça

Com sede no centro tecnológico de Shenzhen, no sul da China, a Huawei está investindo dinheiro para fortalecer os recursos de câmera de seus celulares com o objetivo de dominar esse campo. Seu carro-chefe, o modelo P20 Pro tem uma câmera de três lentes que foi projetada com a fabricante alemã de câmeras Leica, de 104 anos. A Huawei também oferece um acabamento brilhante que tem um efeito arco-íris conhecido como Twilight, o que diferencia seu produto de muitos smartphones monótonos do mercado.

Xiaomi: a opção dos caçadores de pechinchas

Xiaomi, com sede em Pequim, não tem sido tímida em imitar a Apple em tudo, do visual de seus telefones ao visual de suas principais lojas. Assim como a Apple, a Xiaomi tentou criar um ecossistema próprio, com lojas de aplicativos próprias e seus próprios aplicativos de streaming de música. Nos últimos anos, no entanto, a Apple ficou atrás da empresa chinesa em alguns aspectos do design, porque a Xiaomi adotou a tela inteira muito antes que o titã dos smartphones. Os telefones Xiaomi também são muito mais baratos que os dos grandes nomes.

Transsion/Tecno: o telefone da África

Nos EUA, na Europa e até na China é questão de sorte ver um telefone da Transsion. Na África, no entanto, a fabricante com sede em Shenzhen é rainha. Fundada em 2006, a empresa fez uma aposta antecipada no incipiente mercado de smartphones do continente ao estabelecer sua primeira linha de montagem na Etiópia. Desde então, a companhia se tornou uma das principais fabricantes de aparelhos móveis da África, onde três em cada dez telefones vendidos são da marca Tecno Mobile, da Transsion.

Oppo: o rei da tela

Depois de fazer seu nome na China e na Índia com aparelhos mais baratos para usuários iniciantes de smartphones, a Oppo apostou no segmento de luxo para sua estreia na Europa e lançou o Find X, por 999 euros (US$ 1.154), em Paris, em junho. O que se destaca nesse telefone é a tela, que ocupa 93,8 por cento do corpo, em comparação com 81,5 por cento no caso do iPhone X. As câmeras do telefone Oppo também são muito elogiadas e suas câmeras frontais nítidas são populares entre os millennials, que adoram tirar selfies.

Receita abre consulta ao terceiro lote de restituição do IR 2018

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil  Brasília

A Receita Federal abre hoje (8), a partir das 9h, consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2018. O crédito será feito no dia 15 de agosto para mais de 2,8 milhões de contribuintes e o lote inclui restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2017.
Leita também no Blog do Primo: Carlos Eduardo Alves é um Alves da gema que tira onde de independente, mas até sua filha trabalha no gabinete de Garibaldi no Senado
Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone, número 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível verificar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora

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Bolsa cai com boatos de delação premiada

Anaïs Fernandes
FOLHA DE SÃO PAULO

Rumores de que um dos presidenciáveis poderia ser citado em delação premiada reviraram o mercado brasileiro na tarde desta terça-feira (7).

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa, operava praticamente estável pela manhã, alcançando os 81.742,39 pontos.

Por volta das 14h30 (horário de Brasília), no entanto, começou a cair, chegou a perder 1,2%, e fechou em baixa de 0,87%, a 80.346,52 pontos.

O dólar, que abriu a R$ 3,717, chegou a cair para R$ 3,704, mas fechou em alta de 0,93%, cotado a R$ 3,767.

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Amazon vai vender roupas no Brasil

Por Mariana Desidério

São Paulo – A Amazon passará a vender roupas no Brasil. A entrada no setor de moda deve ocorrer a partir de 15 de agosto, segundo uma fonte do setor. A Amazon não comentou.

Maior empresa de comércio eletrônico do mundo, a varejista já oferece livros, eletrônicos e artigos de cozinha por aqui. Com a nova investida, a companhia passa a competir com lojas como Dafiti, Zattini e Passarela.

A Amazon costuma abalar os setores em que decide atuar. A companhia está há seis anos no Brasil, mas nos quatro primeiros anos focou sua atuação apenas na venda de livros. No segundo semestre de 2017, anunciou que venderia também eletrônicos e, cerca de um mês depois, entrou no segmento de casa e cozinha.

O modelo de marketplace – no qual outros vendedores oferecem produtos na plataforma da marca – tem trazido vantagens para quem opera no varejo online, segundo um relatório do JP Morgan. Dentre os ganhos do modelo estão altos retornos, maior sortimento de produtos e maior tráfego na página. Além da Amazon, Magazine Luiza, B2W e Via Varejo atuam dessa forma

Câmara dos Deputados discute 100% de capital estrangeiro para empresas aéreas

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O Plenário da Câmara dos Deputados deverá deliberar sobre o Projeto de Lei 7425/17, do Poder Executivo, que permite o controle acionário total de empresas aéreas nacionais por capital estrangeiro se a sede for no País. Atualmente, o máximo permitido pelo Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86) é de 20%.

O governo argumenta que a ampliação do capital estrangeiro no setor aéreo aumentará a competição, a desconcentração do mercado doméstico e o aumento da quantidade de cidades e rotas atendidas.

Na América do Sul, o Chile, a Colômbia e a Bolívia já autorizam o controle acionário de empresas locais por estrangeiros.

Debate em 2016

Essa não é a primeira vez, em período recente, que a Câmara dos Deputados analisa a questão. Em março de 2016, a ex-presidente Dilma Rousseff assinou medida provisória que, entre outros pontos, elevava o capital estrangeiro nas empresas aéreas para 49% (MP 714/16). Durante discussão na Casa, o percentual subiu para 100%.

Diante de risco de derrota no Senado, onde a ampliação não foi bem recebida, o presidente Michel Temer fez um acordo com os partidos da base aliada para aprovar a MP, com o compromisso de vetar a parte sobre a elevação do capital estrangeiro, que seria reenviada por meio de projeto de lei. A solução foi uma alternativa para salvar a medida, que continha outros pontos importantes para o governo, como o perdão de dívidas da Infraero com a União.