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Exportações potiguares crescem 41% em 2019

Com uma soma de US$ 393,17 milhões entre janeiro a dezembro, o Rio Grande do Norte registrou crescimento de 41,8% nas exportações ao longo de 2019, na comparação com o ano anterior. Os dados são da plataforma Comex, do Ministério da Economia. Com importações de US$ 167,82 milhões, o estado encerrou o ano com balança positiva e saldo de US$ 225,35 milhões. As informações são do portal G1.

O produto mais exportado foi o melão, que representou 30% das vendas potiguares para outros países. Ao todo, as frutas representaram resultaram em vendas de US$ 116,95 milhões – um crescimento de 65% em relação ao ano anterior. Entre janeiro e dezembro de 2018, o estado havia exportado US$ 70,79 milhões.

Usina volta a exportar açúcar pelo Porto de Natal após quase 10 anos

Começando a semana com intensa movimentação, o Porto de Natal recebeu, na manhã desta segunda-feira (20), o Navio “ITHAKI”, de bandeira das Ilhas Marshall, que será carregado com 12 mil toneladas de açúcar refinado para Mauritânia, na África, marcando um projeto-piloto da Usina Estivas.

Desde outubro de 2010, essa usina não exportava pelo Porto de Natal, e pretende reinserir o açúcar potiguar entre os produtos exportados por este terminal, se somando às frutas, minérios, entre outros.

Também estão atracados no Porto de Natal, o Navio CMA CGM “Brasil” e o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”, da Marinha do Brasil

Gastos da Petrobras com patrocínio chegaram a quase R$2 bilhões, em dez anos

A Petrobras distribuiu mais de R$1,77 bilhão em generosos patrocínios na última década. A maior parte, R$1,05 bilhão, foi entregue em apenas dois anos: 2013, início oficial da crise política e dos protestos de rua, e 2014, auge duo esquema de corrupção revelado pela Lava Jato, e ano da reeleição da petista Dilma. Na meia década de Dilma foram realizados 76% dos gastos. Procurada, a Petrobras se recusou a comentar a redução atual e os gastos recordes durante governo do PT. A informação é de Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

Só as escolas de samba do Rio ganharam R$24 milhões para desfiles de 2014 e 2015. No GP Brasil de 2014, foram mais R$ 21,8 milhões.

No primeiro ano completo de governo Temer (2017), a estatal gastou R$169,2 milhões, menos de um terço dos anos de esbanjamento do PT.

Em 2019, de crise econômica e troca de governo, a Petrobras pagou R$48,6 milhões em 41 patrocínios. Mais de R$1 milhão por contrato.

Foram 1.890 contratos de patrocínios desde 2009 ao custo de R$1,772 bilhão. O recorde é de 2013, quando foram gastos R$505 milhões.

DIÁRIO DO PODER

Caixa paga abono salarial para os nascidos em janeiro e fevereiro

Por Karla Mamona/Exame

São Paulo – A Caixa inicia nesta quinta-feira, dia 16, o pagamento do abono salarial do PIS/Pasep 2019/2020, para beneficiários nascidos em janeiro e fevereiro no valor de até um salário mínimo de (R$ 1.039).

Têm direito ao benefício aqueles que trabalharam formalmente por pelo menos 30 dias em 2018, recebendo salário médio no valor máximo de dois salários mínimos (até 2.186 reais por mês). O trabalhador também precisa estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e os dados informados pelo empregador ao sistema precisam estar corretos.

O valor a ser recebido é proporcional ao tempo de serviço ao longo do ano, indo de 1/12 o valor da salário mínimo (87 reais) para quem completou um mês de serviços até o máximo de 1.039 reais para quem trabalhou o ano inteiro.

Os trabalhadores da inciativa privada, inscritos no PIS (Programa de Integração Social), recebem o abono por meio da Caixa, e o calendário é escalonado de acordo com o mês de nascimento: os primeiros que receberam foram os nascido em julho, que já receberam no mesmo mês do ano passado. O prazo final para o saque do abono salarial do calendário de pagamentos 2019/2020 é 30 de junho de 2020.

O saque pode ser feito em qualquer agência da Caixa com apresentação de documento oficial. Quem possui Cartão do Cidadão ativo, pode ainda retirar o dinheiro no caixa eletrônico da Caixa, em uma casa lotérica ou em um ponto de atendimento Caixa Aqui. Correntistas ativos da Caixa recebem o crédito automático antecipado.

Já para os funcionários públicos, ligados ao Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), os pagamentos são feitos pelo Banco do Brasil, e o calendário de saques segue o número de inscrição no Pasep. Os primeiros a receber são aqueles com número de inscrição de final 0.

Os saques devem ser feitos nas agências do Banco do Brasil, com apresentação de documento oficial de identidade. Correntistas e poupadores do BB recebem o crédito em conta com até três dias úteis de antecedência em relação ao calendário oficial.

Os valores do abono do PIS/Pasep referentes a 2018 ficam disponíveis até 30 de junho de 2020. Todos os trabalhadores que tiverem direito e não sacarem o pagamento até esta data perdem o benefício.

Apoio de Trump não é suficiente para o Brasil na OCDE, dizem especialistas

Por Fernando Martines/CONJUR

O apoio dos Estados Unidos à entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é importante, mas não suficiente. Por outro lado, o ingresso do país no bloco é apenas uma questão de tempo e empenho. É a avaliação de especialistas que analisaram o gesto do governo americano, que divulgou nesta terça-feira (15/1) uma nota defendendo a adesão do Brasil à entidade.

Com a ação, o Brasil passa a ocupar a vaga que era da Argentina na preferência de Washington entre os postulantes a fazer parte do clube dos países ricos.

Na opinião de Maristela Basso, professora de Direito Internacional e comparado da USP, é inegável a importância do apoio americano, mas isso não é suficiente, nem mesmo definidor.

“A entrada na OCDE depende do consenso dos demais países membros da organização, especialmente França, Alemanha, Inglaterra e Canadá. Países que não veem a política do governo Bolsonaro com bons olhos. Desenvolvimento econômico deve estar atrelado a políticas ambientais sustentáveis, assim como à proteção dos direitos humanos. Temas que estão submetidos à grande tensão hoje no Brasil”, lembra Basso.

A especialista destaca ainda a oposição de países ao presidente Donald Trump. “Esses fatores vão pesar consideravelmente na entrada ou não do Brasil na OCDE. Os EUA podem, sim, ajudar, mas não fazem milagre. E ser apadrinhado por Trump pode não ser uma boa credencial”, conclui.

Saulo Stefanone Alle, especialista em Direito Internacional do Peixoto & Cury Advogados, critica o viés político adotado pelos EUA em relação à OCDE. “A OCDE é uma organização muito séria, reconhecida por sua metodologia de produção e difusão de conhecimentos e estratégias. A OCDE tem um projeto muito bem estruturado, com normas bem definidas há mais de uma década, para a ampliação de seus membros. Os critérios para ingresso estão fundamentalmente relacionados ao atendimento de padrões técnicos, de forma que há uma superexploração política incompatível com o espírito da organização, por parte do governo americano”, opina.

O advogado acredita que o ingresso do Brasil na organização deverá acontecer naturalmente. “O Brasil tem um relacionamento de quase 30 anos com a OCDE, e durante esse tempo tem se empenhado para atender as condições para se tornar membro. O Brasil já integra diversos importantes comitês da OCDE e o seu ingresso é apenas uma questão de tempo e de empenho”, diz.

Dedução de empregado doméstico no Imposto de Renda é extinta

A dedução de gastos com empregados domésticos não será mais aceita pela Receita Federal nas declarações do Imposto de Renda feitas a partir deste ano. A norma que trazia essa permissão perdeu a validade e não foi renovada pelo governo.

A legislação definia que, na apuração do imposto, poderiam ser abatidas as contribuições patronais pagas à Previdência de empregados domésticos.

O benefício teve validade até as declarações de 2019 e só poderia ser mantido neste ano se o Congresso aprovasse uma alteração na lei, seja por iniciativa própria ou por pedido do governo.

A equipe econômica, no entanto, é contra as deduções no Imposto de Renda. Auxiliares do Ministro Paulo Guedes (Economia) argumentam que o mecanismo beneficia famílias mais ricas e que as isenções acabam sendo compensadas por cobranças mais elevadas sobre o restante dos contribuintes.

Nos planos do governo para a reforma tributária, que ainda não foi apresentada, a ala econômica defende a extinção de todas as deduções do Imposto de Renda. Em troca, justificam que seria possível amenizar as cobranças do imposto.

No ano passado, cada contribuinte foi autorizado a compensar até R$ 1.200 em gastos com empregado doméstico no ajuste anual do Imposto de Renda.

De acordo com a Receita, a renúncia fiscal provocada por essa dedução em 2019 foi de R$ 674 milhões. Para este ano, a economia aos cofres públicos com o fim do benefício é estimada em R$ 700 milhões.

No fim de 2019, o Senado aprovou projeto para prorrogar a permissão do abatimento por mais cinco anos. O texto, entretanto, ainda não foi votado pela Câmara.

Folha de SP

Na batalha das cervejas, Ambev esmaga Heineken nas periferias

Analistas do banco Credit Suisse visitaram 115 bares paulistanos e mostram que 97% deles vendem cervejas da dona de marcas como Skol, Brahma e Stella Artois

São Paulo — Para os analistas do banco Credit Suisse, visitar bares é coisa séria. O banco divulgou nesta terça-feira a segunda versão de um relatório divulgado pela primeira vez em janeiro de 2019, com o objetivo de medir a força das cervejarias em bairros nobres e sobretudo em regiões mais afastadas de São Paulo.

A equipe visitou 115 bares de 40 bairros — é uma pequena mostra dentro dos 15.000 bares paulistanos, mas que reproduz a distribuição populacional e de renda da maior cidade do país. E descobriu que a maior cervejaria do país, a Ambev, segue imbatível na distribuição, sobretudo entre os bares mais populares. Assim como em 2019, a Skol é a marca mais vendida em bares de 10 das 11 regiões de São Paulo — a exceção é o abonado Itaim, onde a Heinekenlidera.

As cervejas da Ambev foram encontradas em 97% dos bares, ante 84% do ano passado, com 100% de penetração na periferia. As cervejas de sua maior concorrente no Brasil, a holandesa Heineken, por sua vez, foram encontradas em 85% dos estabelecimentos (mas apenas 66% destes são atendidos diretamente pela Heineken, ante 60% de 2019). O Grupo Petrópolis, dono da Itaipava, também ganhou volume — atende 68% dos bares, ante 55% do ano passado.

A Heineken travou recentemente disputa judicial com a Coca-Cola, historicamente responsável pela distribuição de suas cervejas no Brasil. Os holandeses anunciaram em 2017 o rompimento do contrato, mas uma decisão judicial do fim do ano passado determinou que o contrato seguirá em vigor até 2022. Hoje, a Coca é responsável por distribuir as marcas Heineken, Amstel, Kaiser e Bavaria, enquanto a rede própria distribui Schin, Devassa e Eisenbahn. A salada traz dificuldades na ponta.

Além disso, a Heineken sofre com um excesso de demanda. No fim de 2019 a companhia anunciou investimentos para dobrar sua capacidade de produção no Brasil. Como medida emergencial, segundo EXAME apurou, a companhia parou de fabricar algumas linhas de sua marca Eisenbahn, para focar as categorias de maior volume.

Nos últimos 12 meses o Brasil passou de quarto para maior mercado em volume da marca Heineken no mundo, o que acentuou falhas logísticas — uma oportunidade que, como mostra o Credit Suisse, pode ser explorada pela Ambev.

Segundo o relatório, 19% dos bares pesquisados compram as cervejas da Heineken de outros distribuidores que não a Coca, e 39% deles têm problemas de distribuição com a marca Heineken.

BMW bate recorde de vendas de motocicletas no Brasil

Por Juliana Estigarribia

São Paulo – A BMW Motorrad, braço de motocicletas do grupo alemão, bateu recorde de vendas em 2019, no Brasil. No período, a montadora emplacou 10 558 unidades no país, um avanço de 42% sobre o ano anterior.

A companhia atua no segmento premium e, recentemente, passou a ofertar modelos de média cilindrada no país. O portfólio vai de 310 a 1 600 cilindradas e os produtos custam a partir de 22.250 reais.

“O recorde de vendas decorre de uma combinação de fatores. Passamos a oferecer uma gama maior de modelos, opções de taxa zero [no financiamento],  realizamos mais eventos para o cliente conhecer o produto  e reforçamos a equipe de vendas, que é altamente profissional”, diz Julian Mallea, diretor de vendas e marketing da BMW Motorrad, em entrevista exclusiva a EXAME.

Em 2019, as vendas de motos no varejo cresceram cerca de 13% no país, para pouco mais de um milhão de unidades, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

No entanto, o desempenho não se aproxima do recorde do mercado em 2010, de mais de dois milhões de unidades. De lá para cá, com o aperto do crédito para motos de baixa cilindrada – que correspondem a mais de 80% das vendas da indústria brasileira – o setor chegou a amargar uma ociosidade acima de 50%. As vendas só voltaram a melhorar há cerca de dois anos, com a recuperação gradual da economia.

O mercado premium, entretanto, sofre menos oscilações. Em 2019, a BMW figurou como líder no segmento de luxo, com 18,4% de market share, alta de 3 pontos percentuais sobre o ano anterior.

Agronegócio brasileiro exportou US$ 96,8 bilhões em 2019

Foto: Ilustração/Getty

As exportações do setor do agronegócio somaram US$ 96,8 bilhões no ano passado. Esse valor representa 43,2% do total exportado pelo Brasil, segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os dados mostram leve crescimento do setor nas exportações totais do país. Em 2018, essa participação havia sido de 42,3%.

O destaque foi o comércio de milho, carnes e algodão. O milho registrou volume recorde de exportação, com 43,25 milhões de toneladas. O recorde anterior foi registrado em 2017, com 29,25 milhões de toneladas do cereal exportadas.

Ainda de acordo com o ministério, a China se tornou o principal cliente da carne bovina brasileira. O país asiático é responsável por 26,8% do volume total exportado. Com isso, ultrapassou Hong Kong, que ficou na segundo posição, com 18,6%.

Milho

A produção de milho na safra 2018/2019 também foi recorde, somando 100 milhões de toneladas, gerando um excedente exportável de milho de praticamente 20 milhões de toneladas em relação à quantidade exportada em 2018.

Já a soja teve redução de quase 10 milhões de toneladas nos embarques, queda que foi compensada em parte pelas vendas de carnes (bovina, suína e de frango), milho e algodão.

Carnes

As vendas externas das carnes passaram de US$ 14,68 bilhões em 2018 para US$ 16,52 bilhões em 2019, alta de 12,5%. O impacto da peste suína africana em diversos países, principalmente no rebanho chinês, ajudou no incremento das exportações brasileiras de carnes.

A carne bovina foi a principal carne exportada pelo Brasil, com US$ 7,57 bilhões em vendas externas no ano de 2019 (+15,6%). Este valor é recorde para toda a série histórica. O volume exportado de carne bovina também foi recorde, atingindo 1,85 milhão de toneladas.

Algodão

O destaque do setor de fibras e produtos têxteis foi para o aumento das vendas de algodão não cardado nem penteado, que subiram de US$ 1,69 bilhão em 2018 para US$ 2,64 bilhões em 2019 (+56,5%).

Agência Brasil

Governo retira 1,3 milhão de beneficiários do programa Bolsa Família

Até novembro do ano passado, o governo federal retirou 1,3 milhão de beneficiários do programa Bolsa Família devido a irregularidades no cadastro. De acordo com Ministério da Cidadania, o cancelamento de benefícios gerou economia de R$ 1,3 bilhão para os cofres públicos.

Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o governo está com estudos adiantados para reformular o programa. No entanto, ainda não há prazo para que a reformulação seja lançada.

O porta-voz ainda confirmou à Agência Brasil que a mudança de nome do Bolsa Família está sendo analisada. “É uma das propostas, mas ainda não está fechada. Tudo indica [que sim]”.