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Veja ranking de carros e suas principais falhas, segundo “mecânico virtual”

Alessandro Reis

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

22/10/2018 04h00

Aplicativo que monitora dados do carro lista 10 modelos com mais alertas entre base de usuários

Lançado no fim de 2017, o aplicativo Engie chegou ao Brasil com a proposta de ser um “mecânico virtual”, apontando e identificando falhas no motor e indicando uma relação de oficinas credenciadas para realizar o reparo necessário. Desde então, já soma mais de 30 mil usuários no país, base consistente de clientes para a empresa passar a um novo serviço: um ranking dos 10 veículos que mais apresentaram falhas nesse período e qual o defeito mais recorrente, entre os usuários.

Os relatórios de erros são possíveis graças ao dispositivo OBD2 vendido pela própria empresa administradora do Engie, que é acoplado à porta de mesmo nome no carro (geralmente posicionada abaixo do painel). Assim como equipamentos de oficinas mecânicas e concessionárias, o dispositivo lê os dados gerados pela central eletrônica de controle do motor, que também aciona avisos, luzes do painel e os chamados logs de advertência em caso de falha.

Com isso, o Engie exibe informações bem mais específicas e ganha um uso muito mais amplo, que permite que mesmo modelos mais simples tenham as mesmas funcionalidades de alerta ao motorista que modelos de luxo já oferecem de fábrica. Vamos ao ranking, que foi obtido com exclusividade por UOL Carros.

Ranking de falhas

1. Chevrolet Spin
59% das unidades conectadas apresentaram falhas
Falha mais comum: catalisador com insuficiência na conversão de gases nocivos emitidos pelo motor

2. Volkswagen Jetta
51% das unidades conectadas apresentaram falhas
Falha mais comum: filtro do sistema de evaporação de combustível

3. Renault Duster
41% das unidades conectadas apresentaram falhas
Falha mais comum: falha em um ou mais dos cilindros do motor

Chevrolet Agile
41% das unidades conectadas apresentaram falhas
Falha mais comum: catalisador com insuficiência na conversão de gases nocivos emitidos pelo motor

5. Volkswagen Saveiro
40% das unidades conectadas apresentaram falhas
Falha mais comum: catalisador com insuficiência na conversão de gases nocivos emitidos pelo motor

6. Chevrolet Cobalt
37% das unidades conectadas apresentaram falhas
Falha mais comum: catalisador com insuficiência na conversão de gases nocivos emitidos pelo motor

7. Nissan Sentra
36% das unidades conectadas apresentaram falhas
Falha mais comum: falha em um ou mais dos cilindros do motor

8. Peugeot 207
35% das unidades conectadas apresentaram falhas
Falha mais comum: falha no corpo de borboleta

9. Citroën C4
34% das unidades conectadas apresentaram falhas
Falha mais comum: câmbio

10. Mitsubishi Pajero
34% das unidades conectadas apresentaram falhas
Falha mais comum: eixo de comando do motor

Formado com dados gerados por 26 mil veículos, o ranking de falhas segue estes critérios: cada modelo da lista tem pelo menos 200 usuários cadastrados no aplicativo e ativos com o dispositivo, com veículos que rodaram de quatro e oito anos. Para evitar distorções, o ordenamento se dá pelo percentual de unidades do mesmo veículo com defeito — não pelo total absoluto. Ao todo, o sistema consegue monitorar mais de 10 mil tipos de avisos e falhas.

No caso da minivan produzida pela General Motors, primeiro na listagem, a falha mais frequente no Spin é o aviso de catalisador com queima insuficiente de gases, informa o aplicativo.

De acordo com Ariel Sacerdoti, CEO do Engie, os dados coletados são gerais e preservam a privacidade dos usuários. “Não identificamos as características de um carro em particular na formação do ranking e não comercializamos esses dados, para evitar conflito de interesses. Somos uma plataforma para informar de forma clara e transparente o defeito do veículo, dizer se o reparo é urgente ou compromete a segurança e, por fim, viabilizar uma solução, indicando oficinas próximas, informando sua avaliação por outros usuários e comparando preços”, afirmou o executivo.

O Engie não cobra mensalidade, apenas vende o dispositivo OBD2 por R$ 99 para aparelhos Android e R$ 135 para dispositivos iOS, a “preço de custo”, de acordo com a empresa. A remuneração do Engie vem mesmo dos mecânicos cadastrados no aplicativo, para os quais os clientes são direcionados — a base hoje no país é de mais de 300 oficinas no país, de acordo com a empresa.

André Deliberato/UOL
App já tem 100 mil downloads e mais de 30 mil usuários que compraram também o dispositivoImagem: André Deliberato/UOL

Alerta de serviços

Sacerdoti conta que há muitos usuários interessados nas informações dos relatórios de erros gerados pelo programa, bem como dados de consumo de combustível, para decidir a compra do veículo — há a possibilidade de comparar diferentes modelos nesses quesitos.

Também há interesse também parte de fabricantes, concessionários e até empresas de seguros. Nessa linha, a companhia lançou o aplicativo “Engie Connect”, que cria uma interface de comunicação entre o usuário e a oficina. Se o cliente permitir, um mecânico ou concessionária pode ter acesso ao relatório de erros, histórico de alertas do veículo e prazos de revisões para, por exemplo, alertá-lo sobre a aproximação da data recomendada para troca de óleo ou das pastilhas de freio.

“As montadoras já têm uma relação forte com os clientes durante a vigência da garantia de fábrica, que geralmente tem duração de três anos, por conta do plano obrigatório de revisões na concessionária. Depois desse período, quando o carro já muda de dono e os reparos passam a ser feitos fora da rede autorizada, as fabricantes perdem esse contato. O Engie aparece como uma forma de prover comunicação com esses clientes”, explicou o CEO.

A empresa mantém conversas com montadoras e concessionários interessados, mas atualmente o “EngieConnect” é disponibilizado apenas em oficinas multimarcas parceiras.

Um concorrente brasileiro do Engie, o VAI, tem estratégia semelhante e já firmou parceria com concessionárias.

“Estamos estudando a oferta de novas funcionalidades, como oferecer alerta de recall e um canal de contato da montadora com o atual proprietário do veículo, o que vamos disponibilizar no país em até dois anos”, adiantou Sacerdoti.

Boletos vencidos a partir de R$ 100 podem ser pagos em qualquer banco

A partir de amanhã (13), os boletos com valor a partir de R$ 100, mesmo vencidos, poderão ser pagos em qualquer banco. A medida faz parte da nova plataforma de cobrança da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que começou a ser implementada em julho do ano passado.

Para serem aceitos pela rede bancária, em qualquer canal de atendimento, os dados do boleto precisam estar registrados na plataforma. Segundo a Febraban, os clientes que tiverem boletos não registrados na Nova Plataforma, rejeitados pelos bancos, devem procurar o beneficiário, que é o emissor do boleto, para quitar o débito.

O novo sistema permite o pagamento em qualquer banco, independentemente do canal de atendimento usado pelo consumidor, inclusive após o vencimento, sem risco de erros nos cálculos de multas e encargos. Além disso, segundo a Febraban, o sistema traz mais segurança para a compensação de boletos, identificando tentativas de fraude, e evita o pagamento, por engano, de algum boleto já pago.

As mudanças estão sendo feitas de forma escalonada, tendo sido iniciada com a permissão para quitação de boletos acima de R$ 50 mil. Entretanto, em junho deste ano, após dificuldades de clientes para pagar boletos, a Febraban alterou o cronograma.

A previsão inicial era que a partir de 21 de julho deste ano fossem incluídos os boletos com valores a partir de R$ 0,01. A expectativa era de que em 22 de setembro o processo tivesse sido concluído, com a inclusão dos boletos de cartão de crédito e de doações, entre outros. Pelo novo cronograma, os boletos a partir de R$ 0,01 serão incluídos a partir do próximo dia 27 e os boletos de cartões de crédito, doações, entre outros, no dia 10 de novembro de 2018.

Segundo a Febraban, apesar de o sistema passar a processar documentos de menor valor, com volume maior, os bancos não preveem dificuldade na realização dos pagamentos, com base nos testes feitos nas fases anteriores. Com a inclusão e processamento desses boletos no sistema, a Nova Plataforma terá incorporado cerca de 3 bilhões de documentos – aproximadamente 75% do total emitido anualmente no país. Nas próximas fases, serão incorporados 1 bilhão de boletos de pagamento.

A Febraban lembra que a nova plataforma é resultado de uma exigência do Banco Central, com incorporação de dados obrigatórios, como CPF ou CNPJ do emissor, data de vencimento, valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador.

Número de empregos formais no Rio Grande do Norte atinge 588.373 em 2017

Rio Grande do Norte teve crescimento do estoque de empregos formais e chegou a 588.373 vínculos em 2017, aponta a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho.

Foram 2.404 novas vagas, o que representa um aumento de 0,41%, em comparação com 2016.

Os setores com mais postos de trabalho foram o de Serviços, que fechou o ano com 188.893 vínculos; Administração Pública, com 173.454 empregos; e Comércio (114.049).

A Rais é a base de dados mais completa sobre empregadores e trabalhadores formais no Brasil.

Quer produzir energia solar em casa, mas falta dinheiro? Bancos financiam

Natalia Gómez

Colaboração para o UOL, em Maringá (PR)

Quer produzir sua própria energia solar, para reduzir a conta de luz, mas não tem dinheiro para o equipamento? Há vários bancos com financiamento específico para isso.

Em média, um sistema de geração de energia solar residencial custa de R$ 15 mil a R$ 25 mil, já incluindo todos os custos de instalação, mas o preço pode chegar a R$ 60 mil no caso de uma mansão, afirmou o presidente do site Portal Solar, Rodolfo Botelho Meyer, que é parceiro do Banco Votorantim nessa área.

A economia na conta de luz pode ser de até 95% com a produção de energia solar residencial, o que possibilita um retorno do investimento em três a seis anos, a depender da incidência solar e da tarifa de energia de cada estado.

Hoje, o Brasil possui 33 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Os consumidores residenciais representam 76,9% do total dos sistemas de energia solar, de acordo com a entidade.

Confira algumas opções de financiamento disponíveis:

Banco Votorantim

Os financiamentos de energia solar para pessoas físicas do Banco Votorantim são feitos por meio do Portal Solar. As taxas de juros cobradas variam de 1,48% a 1,78% ao mês, e os prazos vão de 12 a 60 meses. Existe uma carência de 60 dias para o cliente realizar o primeiro pagamento.

O crédito concedido pelo banco é de R$ 5.000 a R$ 500 mil, mas a maior parte é voltada para atender a demanda de clientes que compram equipamentos de R$ 15 mil a R$ 25 mil, de acordo com Meyer. O cliente pode fazer uma simulação do financiamento no Portal Solar.

Mais informações – https://www.portalsolar.com.br/

Banco do Brasil

Começou a oferecer em julho deste ano um consórcio para a compra e instalação de placas solares em residências. Não cobra juros, mas há uma taxa de administração, que soma 15% no período do consórcio. Para um consórcio de 72 meses, por exemplo, a taxa totaliza 0,21% ao mês.

É possível dar um lance para receber o crédito depois de pagar 30% a 40% do valor do financiamento. Existe também a possibilidade de o cliente ser sorteado antecipadamente.

O consórcio atende demandas de crédito de até R$ 500 mil, mas a maior parte dos pedidos fica entre R$ 30 mil e R$ 50 mil. A operação pode ser simulada e contratada por meio do aplicativo do Banco do Brasil no celular e é acessível a correntistas e não correntistas.

Mais informações aqui.

Bradesco

Trabalha com financiamento para sistemas de energia solar residenciais há um ano, tanto para pessoa física quanto jurídica, mas apenas para correntistas. Os juros ficam entre 1,8% e 1,86% ao mês, conforme o prazo, que pode ser de até 60 meses.

Para contratar o financiamento, o cliente deve levar à agência o orçamento com a descrição dos equipamentos e da mão de obra necessária para a instalação, um documento de identificação e o comprovante de renda mais recente. O banco oferece carência de até 59 dias para o primeiro pagamento.

Mais informações aqui.

Santander

Anunciou em agosto o financiamento de equipamentos de energia solar, com juros a partir de 0,99% ao mês. Serão oferecidos R$ 400 milhões em crédito.

O crédito está disponível para pessoas físicas, empresas e produtores rurais. Até então, o crédito era oferecido por meio da financeira do banco ou por intermédio de fabricantes e instaladores dos equipamentos. Em comunicando, o banco afirmou que pretende ampliar sua participação de 11% para 16% no total de unidades geradoras de energia solar instaladas no Brasil nos próximos três anos.

O crédito pode ser solicitado pelo cliente diretamente na agência ou no momento da compra do equipamento em estabelecimentos parceiros do Santander. A taxa de 0,99% ao mês é válida para parcelamentos em até 36 vezes. Para prazos superiores (de até 48 vezes para pessoas físicas), os juros são de 1,08% ao mês. Caso o cliente opte por oferecer um investimento como garantia adicional, os juros passam para 0,97% ao mês, com prazo de financiamento de até 60 meses.

Mais informações aqui.

Banco da Amazônia

O Banco da Amazônia vai começar neste mês a oferecer crédito para pessoas físicas instalarem energia solar em residências da região Norte, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) Energia Verde, segundo o gerente executivo de pessoas físicas, Misael Moren. No momento, o banco já oferece essa alternativa para empresas e também para o setor rural.

Segundo o executivo, o produto terá prazo de até 96 meses para pagamento e, durante os primeiros seis meses, terá incidência apenas dos juros, sem necessidade de pagar a parcela.

O financiamento terá o limite de R$ 170 mil e vai cobrir até 70% da compra e instalação dos equipamentos. Os juros variam de 1,14% ao ano + IPCA até 3,27% ao ano + IPCA, a depender da renda bruta do contratante.

Mais informações aqui.

Banco do Nordeste

Assim como o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste também vai entrar neste segmento neste mês. As taxas de juros e as condições de carência são idênticas às oferecidas pelo Banco da Amazônia: os juros variam de 1,14% ao ano + IPCA até 3,27% ao ano + IPCA. A carência será de seis meses para o pagamento da primeira parcela. O prazo também será de oito anos.

Segundo o superintendente de Negócios de Atacado e Governo do BNB, Helton Chagas Mendes, os recursos serão provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e estarão disponíveis para toda a área de atuação do banco, que inclui os nove estados nordestinos e parte do Espírito Santo e de Minas Gerais.

Até então, os recursos para investimento em energia solar estavam disponíveis apenas para pessoas jurídicas e para produtores rurais. O financiamento será de até 70% do valor da compra e instalação dos equipamentos, mas pode chegar a 100% para os clientes que apresentarem garantias adicionais para o banco.

Mais informações aqui.

BNDES

O BNDES aprovou em junho uma mudança no Programa Fundo Clima para permitir o financiamento a pessoas físicas para a instalação de energia solar. No entanto, apenas 45 dias depois do lançamento do crédito, os recursos do programa se esgotaram. Segundo o BNDES, o programa tem orçamento federal, limitado por lei, e a demanda excedeu as expectativas.

No momento, novos pedidos estão “temporariamente suspensos”, e o banco estuda solicitar ao governo mais recursos para atender à demanda, segundo informou o banco por meio de sua assessoria de imprensa.

Em entrevista recente, o diretor de Infraestrutura do BNDES, Marcos Ferrari, afirmou que o banco negocia a liberação de mais R$ 208 milhões do Fundo Clima para pessoas físicas.

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Mercado de bitcoin quer regulação, mas criação de 2 associações racha setor

Téo Takar

Do UOL, em São Paulo

O sucesso alcançado pelo bitcoin no ano passado atraiu mais de 1 milhão de investidores e despertou o interesse de diversas empresas para o mercado de moedas virtuais, até então incipiente no Brasil. O problema é que, embora recente, o segmento já enfrenta um “racha” no país.

As “exchanges”, como são conhecidas as corretoras que oferecem moedas virtuais, e outras companhias que utilizam a tecnologia blockchain estão se organizando para criar regras para o setor e tornar o ambiente de negócios mais seguro, de olho no potencial das chamadas criptomoedas.

Em menos de seis meses, duas associações foram criadas com objetivos aparentemente semelhantes, mas com participantes bem distintos. De um lado estão as grandes corretoras do setor. Do outro, empresas novatas que buscam oportunidades com a nova tecnologia. Saiba quais são as entidades e o que defendem.

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Combustível de avião sobe e deve afetar preço de passagens

Joana Cunha
SÃO PAULO

Assim como ocorre com o diesel para os caminhões e com a gasolina para os automóveis, a valorização do dólar e a alta nas cotações internacionais do petróleo pressionam o querosene de aviação —e vai bater no preço das passagens aéreas.

O querosene de aviação, conhecido como QAV, superou os R$ 3,30 por litro no fim de agosto, já acrescido de impostos, segundo dados da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas).

É o maior patamar pago pelas companhias aéreas desde 2002, quando a liberdade tarifária estava começando no Brasil. O reajuste do querosene é mensal.

Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor de energia eólica no Brasil

Nos sete primeiros meses de 2018, a geração de energia elétrica proveniente de geração eólica cresceu 17,8%, informou nesta sexta-feira, 14, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Segundo boletim da CCEE, as usinas que utilizam os ventos como insumo para a produção de eletricidade somaram 4.470 megawatts (MW) médios entregues entre janeiro e julho, frente aos 3.793,9 MW médios gerados no mesmo período de 2017.

“A representatividade eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7% em 2018. Já a fonte hidráulica foi responsável por 74,5% do total e as usinas térmicas responderam por 18,1%”, diz o boletim.

Segundo a Câmara, atualmente 520 usinas eólicas estão em operação comercial no país. Até o final de julho, a capacidade instalada dessas usinas somou 13.240,10 MW, incremento de 17% frente aos 11.313,50 MW de capacidade das 446 unidades geradoras existentes em julho de 2017.

A Região Nordeste domina a produção de energia movida por ventos. Dos dez maiores produtores, oito estão no Nordeste. O Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor de energia eólica no Brasil, com 1.244,8 MW médios de energia entregues nos primeiros sete meses de 2018. Na sequência, aparecem a Bahia com 1.094,8 MW médios produzidos, o Piauí com 576,9 MW médios, o Rio Grande do Sul com 569,9 MW médios, o Ceará, com 553,4 MW médios.

Guru de Bolsonaro é apontado como beneficiário de fraude milionária na Bolsa

Paulo Guedes - Divulgação

Apresentado pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL) como seu ministro da Fazenda no caso de eleição, o economista Paulo Guedes é citado em um processo recém-julgado pela Justiça Federal como beneficiário de um esquema fraudulento que provocou perdas milionárias na Bolsa de Valores à Fapes, fundo de pensão dos funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As informações são da revista digital Crusoé, que teve acesso aos autos e à sentença proferida em 3 de julho pelo juiz Tiago Pereira, da 5ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Segundo a reportagem de Filipe Coutinho, os documentos reunidos no processo apontam que a GPG Participações, do economista e de seu irmão, faturou R$ 600 mil em apenas dois dias de operação na Bolsa por meio de uma ação fraudulenta, conduzida pela corretora Dimarco. No período investigado, o fundo de pensão, também sob a batuta da corretora carioca, amargou prejuízo de R$ 12 milhões. Os clientes citados como beneficiários do esquema, incluído aí Guedes, ganharam R$ 5 milhões.

No início de julho, Tiago Pereira condenou três dirigentes da Dimarco a quatro anos e oito meses de prisão por gestão fraudulenta. A corretora fechou as portas em 2008, mas já havia sido autuada nesse caso pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Embora não tenha sido processado, Paulo Guedes tem seu nome mencionado quatro vezes na sentença. Já a sua empresa, a GPG, aparece 27 vezes, de acordo com a Crusoé.

Segundo a revista, como o foco estava na conduta da corretora, a investigação não avançou sobre o economista. Mas, ainda conforme a publicação, o magistrado é categórico ao concluir que as fraudes cometidas pela corretora beneficiaram o mentor econômico de Jair Bolsonaro e outros investidores. Ele teve sucesso em todas as 17 operações que fez.

De acordo com a reportagem, a corretora – como responsável pelas opções de investimento do fundo de pensão e de outros clientes, como a empresa de Paulo Guedes – jogava alto na Bolsa e, a depender dos resultados, escolhia quem ganharia com suas apostas em 2004. Conforme as investigações, as operações eram registradas manualmente, os lucros eram destinados a alguns poucos investidores e os prejuízos ficavam sempre com a Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES (Fape) e seus 3,4 mil associados à época.

“Como prova da atribuição ilícita de contratos em favor de clientes escolhidos pelos réus, é a constatação de que dois dos comitentes investigados, Franklin Delano Lehner e GPG Participações LTDA, que apuraram ótimos resultados no mercado futuro de Ibovespa quando operaram pela Dimarco, em pregões com a participação da Fapes, tiveram, ao mesmo tempo, péssimos resultados quando realizaram transações análogas em outras corretoras, o que demonstra que o sucesso de suas transações não se poderia explicar, unicamente, por seu conhecimento e por sua capacidade de mercado”, diz trecho da sentença do juiz Tiago Pereira.

Em outro trecho da decisão, destaca a revista, o magistrado diz, sem citar nomes, que os clientes também participaram das fraudes. “Os beneficiados nas transações espúrias, sem dúvida alguma, participaram dolosamente do planejamento da ação criminosa e locupletaram-se de seus resultados.”

Operações anotadas à mão

Os primeiros indícios contra a Dimarco surgiram após sucessivas auditorias da Bolsa de Valores de São Paulo terem apontado “impressionante desorganização” da corretora. As operações eram anotadas manualmente, num caderno, sem seguir regras básicas da Bolsa. Havia documentos rasurados e solicitações de investimentos sem ordem cronológica definida, relata a Crusoé.

A suspeita inicial evoluiu para a descoberta de uma fraude, de acordo com a revista. Na prática, segundo a denúncia, a Fapes era usada para testar o potencial de lucro das transações. Se a operação fosse lucrativa, as ordens eram direcionadas para os escolhidos pela corretora. Quando havia prejuízo, as perdas ficavam com o próprio fundo de pensão.

Antes da sentença judicial, uma apuração da CVM já havia incluído Paulo Guedes como um dos beneficiários das transações suspeitas. Mas a comissão concluiu que não era possível confirmar, de “forma concreta”, a participação dele e de outros investidores nas irregularidades.

Para o juiz Tiago Pereira, o processo administrativo poderia ter sido mais rigoroso. “O conjunto de provas indiciárias reunido pela acusação é tão contundente que realmente impressiona o excesso de cautela adotada no processo administrativo sancionador”, aponta o magistrado em sua decisão.

“Nunca causei prejuízo”

Em entrevista à Crusoé, Paulo Guedes disse que seus operadores tinham autonomia para distribuir as ordens de investimento entre diversas corretoras e que é normal ter lucros e perdas expressivas em diferentes corretoras. O economista afirmou que não tem relação com a Dimarco e que desconhecia o processo em que é citado.

“Não tenho a menor ideia do que se trata. Tenho certeza absoluta de que nunca agi em prejuízo de qualquer contraparte em alguma operação de day-trade em empresas em que tenho participação. Nunca causei nenhum prejuízo a ninguém que fosse contraparte. Quando se faz operações de day-trade, não se sabe nem quem é a contraparte”, declarou. Operações na modalidade day-trade são aquelas de curtíssimo prazo, que podem ser feitas em horas ou minutos.

Guedes afirmou que vai buscar informações sobre o caso e o associou ao período eleitoral. “Se tem 30 dias que fui citado, vou tomar conhecimento de que citação é essa. Eu sei que assim que comecei a ajudar numa campanha começaram a aparecer citações. E vou lidar com elas, cada uma por vez”, declarou à revista digital.

Congresso em Foco tentou, de diversas maneiras, contato com Paulo Guedes. Até o momento o economista não deu retorno à reportagem.

 

Veja a reportagem da revista na íntegra (acesso exclusivo a assinantes)

Grupo diz que Anac deve regular cobrança de taxas de armazenagem em aeroportos

Movimentacao no saguao de embarque do aeroporto de CumbicaMônica Bergamo

O Ministério dos Transportes criou um grupo de trabalho para analisar o modelo de cobrança de taxas de armazenagem pelas concessionárias de aeroportos com a participação do Ministério da Cultura.

BOM SENSO

“O cálculo da cobrança pelo valor da obra, e não por peso, como vem sendo feito pelos aeroportos, inviabiliza a realização de exposições e concertos, trazendo prejuízo incalculável para a cultura do país”, diz o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

DESDE SEMPRE

O grupo decidiu que cabe à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) regular a questão. Ainda assim, afirma que é importante considerar que o conceito de cívico-cultural vem sendo aplicado para obras de arte e instrumentos musicais há 35 anos.

Salário mínimo em agosto deveria ser de R$ 3.636,04, diz Dieese

Do UOL, em São Paulo

Em agosto, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 3.636,04. O valor é 3,81 vezes o salário mínimo em vigor, de R$ 954. A estimativa é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) e foi divulgada nesta quarta-feira (5).

O departamento divulga mensalmente uma estimativa de quanto deveria ser o salário mínimo para atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, como estabelecido na Constituição: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social.

Esse valor é calculado com base na cesta básica mais cara entre as 20 capitais pesquisadas. Em julho, o maior valor foi registrado em São Paulo (R$ 432,81).

A diferença entre o salário mínimo real e o necessário caiu de julho para agosto. No mês anterior, o ideal era que ele fosse de R$ 3.674,77 (3,85 vezes o salário mínimo).

Mínimo reajustado abaixo da inflação em 2018

Desde janeiro, está em vigor no país o salário mínimo de R$ 954. O valor é 1,81% (ou R$ 17) maior que o mínimo de 2017, de R$ 937.

Esse reajuste ficou abaixo da inflação acumulada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no ano passado, de 2,07%, o que significa que o salário perdeu poder de compra de 2017 para 2018.

O decreto do salário mínimo estabelece, ainda, o valor diário de R$ 31,80, e o valor por hora de R$ 4,34.