Restaurante em Brasília cria ‘mesa pet’ e serve ração e cerveja para cães

Gustavo, com o rotweiller Ornion; o casal Felipe e Mariana, com o buldogue francês Chiva
Gustavo, com o rotweiller Ornion; o casal Felipe e Mariana, com o buldogue francês Chiva

Enquanto os donos apreciam uma massa e um bom vinho, o cachorro come sua ração e bebe uma cervejinha. Todos podem curtir juntos a refeição, sem incomodar os outros clientes.

A cena é comum em um restaurante italiano que funciona dentro de um shopping de Águas Claras, na região administrativa do Distrito Federal.

O restaurante chama-se Piccolo Emporium. A dona, Julieta Maron, 41, conta que sentiu na pele a dificuldade de encontrar lugares onde pudesse levar seus dois cachorros, um vira-lata e um springer spaniel. Por isso, decidiu liberar a entrada de bichos no estabelecimento, inaugurado em outubro do ano passado.

“Hoje, o animal faz parte da família. O que queremos é aproximá-los cada dia mais de nós”, diz.

Segundo ela, o local recebe cerca de 15 animais por semana.

Produtos de R$ 4 a R$ 14

Os clientes que levam os bichos são acomodados na “mesa pet”, que fica na área externa do restaurante.

Para os animais, são vendidos produtos como ração, petiscos, sorvete e cerveja (especiais para cães), servidos em recipientes descartáveis. Os produtos custam entre R$ 4 e R$ 14.

Família completa e novas amizades

Um dos clientes é o veterinário Gustavo Fedosseeff, 35, dono de oito cachorros, entre eles o rottweiler Ornion, de 5 anos. “Achei a iniciativa maravilhosa, com certeza à empresa saiu na frente das outras”, diz.

Gustavo conta que ficou surpreso ao saber que poderia jantar “com a família completa” no restaurante. “Só podíamos fazer trilhas com ele. Aqui em Brasília, há apenas um shopping em que é permitido a entrada de cães, mas tem que ser de raça pequena”, conta.

O casal Felipe Mamare e Mariana Nogueira, 33, são donos do Chivas, um buldogue francês de 3 meses.

Eles contam que já fizeram muitas amizades com outros donos de bichos por causa do restaurante. “É uma interação muito boa entre nós e também com eles. Sempre buscamos locais que aceitem a presença de animais”.DSCN5109

 

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