Arquivo diários:03/04/2018

Jungmann diz que manifestações devem ocorrer com “espírito ordeiro”

Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse hoje (3), no Rio, que as manifestações convocadas para ocorrer amanhã, durante a apreciação do pedido de habeas corpus em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal, devem ser feitas “dentro de um espírito ordeiro”. O ministro disse esperar que seja uma manifestação normal do regime democrático.

“O regime democrático não é regime do consenso, é o do dissenso, mas ele é regulado, e é regulado exatamente pelas normas e pelas leis que são votadas pelos representantes populares do povo que vai se manifestar. Aquele que queira, se manifeste amanhã, mas sempre dentro de um espírito ordeiro. Um espírito de respeitar as instituições, as leis e patrimônio publico, que afinal é de todo o povo brasileiro”, apontou. “Pelas informações que nós temos, acho que dá para manter sob controle”, completou.

Grupos antipetistas fazem atos por prisão de Lula em SP e Brasília

Por Cristiane Agostine | Valor

SÃO PAULO  –  Atualizada às 21h40 – Grupos antipetistas fazem um protesto na noite desta terça-feira na avenida Paulista para pedir a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com um público muito menor do que nos atos em defesa do impeachment de Dilma Rousseff, o ato é marcado por críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), na véspera do julgamento do habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de Lula para evitar a prisão do ex-presidente. Depois de duas horas e meia, a manifestação perde força, com a chuva ajudando a dispersar o público.

A maior parte dos antipetistas se concentra em volta dos carros de som do Vem Pra Rua e do Movimento Brasil Livre (MBL), que atuaram nos protestos contra Dilma. Nos locais onde esses dois carros de som estão estacionados, cerca de meia quadra está lotada. O Vem Pra Rua liberou o acesso dos jornalistas ao carro de som e as fotos tiradas no local dão a impressão de que o público era grande. Porém, quem circula pela Paulista percebe que   nos outros quatro carros de som espalhados pela Paulista o público está escasso e é fácil caminhar. Apesar do público menor do que em outros atos, havia um forte esquema de segurança da Polícia Militar.

Brasil sob alerta de um levante militar

Nas redes sociais o comandante do Exército, general Vilas Boas surpreende o Brasil publicando mensagens na  do julgamento do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no STF (Supremo Tribunal Federal).

Depois da publicação que recebeu apoio de outros generais, a situação em Brasília ficou tensa..

Analistas políticos afirmam que o STF nunca foi tão pressionado..

Confira mensagens:

 

 

Editorial do Estado de São Paulo – O reino do arbítrio

Sem qualquer pudor, a prisão temporária foi convertida por um ministro do Supremo Tribunal Federal em substitutivo da condução coercitiva

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2018

O Estado tem o indeclinável dever de investigar as suspeitas de práticas criminosas. Omissões nessa seara são especialmente danosas, pois deixam a população indefesa, premiam eventuais criminosos e são um estímulo para novos crimes. Como é natural, essa obrigação do poder público deve ser cumprida dentro da lei. Quando a investigação extrapola os limites do Direito, ela se torna uma afronta à sociedade, que fica refém do arbítrio de agentes públicos, o que é tão ou mais grave que a sujeição aos criminosos comuns. O poder estatal fora da lei é de atroz perversidade, já que justamente aquele que deveria proteger os cidadãos torna-se fonte de barbárie.

Não se fala aqui de um perigo remoto. Essa inversão de papéis tem sido vista no País com espantosa frequência, tão habitual que já não provoca reação. Assume-se como coisa normal, o que confere mais gravidade ao assunto. Foi o que se viu na semana passada com as prisões no âmbito da Operação Skala, decretadas com o objetivo de colher o depoimento de pessoas investigadas no inquérito dos Portos.

A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu 13 mandados de prisão temporária de envolvidos no caso dos Portos. Na operação, foram presos o advogado José Yunes, o presidente da empresa Rodrimar, Antonio Celso Grecco, o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi e o coronel da PM reserva João Batista de Lima Filho.

Dois dias depois de cumpridos os mandados de prisão, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requereu a revogação da medida, sob o fundamento de que as prisões já tinham cumprido o seu objetivo. Os depoimentos de investigados haviam sido colhidos.

Fossem os tempos menos esquisitos, seria causa de escândalo o fato de um ministro da Suprema Corte dar aval a esse modo de proceder. Sem qualquer pudor, a prisão temporária foi convertida em substitutivo da condução coercitiva.

O Código de Processo Penal define quando o juiz pode obrigar a condução de uma pessoa a um interrogatório. “Se o acusado não atender à intimação para o interrogatório, reconhecimento ou qualquer outro ato que, sem ele, não possa ser realizado, a autoridade poderá mandar conduzi-lo à sua presença”, diz o art. 260 do Decreto-Lei 3.689/1941. A regra não deixa margens a dúvidas nem dá pé a interpretações alternativas. Se o acusado não tiver faltado a um interrogatório, ao qual tenha sido devidamente intimado, o juiz não pode determinar a condução coercitiva. Neste caso, tal medida, como meio primário de obter um depoimento, é manifestamente ilegal.

No âmbito da Operação Skala, foi dado um passo a mais no atropelo da lei. Expediu-se uma medida restritiva de liberdade ainda mais forte que a condução coercitiva – os investigados foram presos – com o objetivo de obter o seu depoimento. Se não era cabível determinar a condução coercitiva, menos ainda podia ser decretada a prisão temporária para mesma finalidade.

O abuso ficou explícito nas palavras do ministro Luís Roberto Barroso, quando rejeitou o requerimento das defesas dos presos. “Quanto aos pedidos de revogação das prisões temporárias, serão apreciados tão logo tenha sido concluída a tomada de depoimentos pelo delegado encarregado e pelos procuradores da República designados, ouvida a senhora procuradora-geral da República”, afirmou o ministro na sexta-feira. A finalidade da prisão era tão somente colher depoimentos.

A necessidade de que as investigações sejam feitas dentro da lei não representa qualquer tolerância com o crime. É antes o oposto. Não há verdadeiro combate ao crime quando as autoridades são coniventes com ilegalidades. A força da lei está justamente no fato de que ela vale para todos, e não apenas para um dos lados. Não está, portanto, na alçada da autoridade suspender a vigência da lei quando lhe apetece. O reino do arbítrio é o oposto da república.

Flávio Rocha defende prisão de Lula em universidade de São Paulo

Flávio Rocha, pré-candidato pelo PRB em palestra oferecida pela Universidade Metodista iG São Paulo , por Gabriel Batistella e Luchelle Furtado

Em palestra na Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo, na noite desta segunda-feira (2), o empresário e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Republicando Brasileiro (PRB), Flávio Rocha afirmou que o caso STF ( Supremo Tribunal Federal)  conceda o habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Supremo ficaria desmoralizando, uma vez que ,na opinião dele, há provas claras contra o petista: “ Ficou muito claro os malfeitos que foram julgados em duas instâncias. Com a condenação de mais de doze anos, eu acho que o não impedimento [da prisão] seria uma desmoralização de todo o sistema judicial brasileiro”, avaliou o executivo que presidia o conselho da rede de lojas Riachuelo.

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Flávio Rocha com Aécio Neves, José Agripino, Rogério Marinho, Felipe Maia e Nevaldo Rocha

Condenado na Operação Impacto faz pacto de silêncio entre Carlos Eduardo Alves e Raniere Barbosa

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Júlio Protásio ´condenado em segundo grau na Operação impacto e Raniere Barbosa acusado desviar recursos públicos da Prefeitura de Natal

O prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves e o seu ex-assessor e atual presidente da Câmara Municipal de Natal, Raniere Barbosa fizeram um pacto do silêncio.

Segundo nossa fonte, o pacto foi promovido pelo ex-vereador condenado na Operação Impacto e hoje assessor de Raniere, Júlio Protásio que é amigo de ambos..  O pacto de não agressão é para não desgastar mais os dois ex-amigos..

No pacto proposto e acertado, os três envolvidos, Júlio Protásio, Raniere e Carlos Eduardo Alves tem problemas com a Justiça, então ficar calados é bem melhor..

 

Temer diz que “gestos irresponsáveis” desestabilizam o país

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Em discurso na tarde de ontem (2) em São Paulo, no Fórum Econômico Brasil e Países Árabes, o presidente da República, Michel Temer, disse que há pessoas tentando desestabilizar o seu governo mas que, apesar disso, o Brasil está voltando a crescer.

“Nesses quase dois anos de governo não foram poucos os embaraços e as oposições que sofremos. Até de gente disposta a desestabilizar o país com gestos extremamente irresponsáveis que têm, naturalmente, repercussão internacional. As pessoas que agem dessa maneira não sentem brasilidade em seu coração e sabem que gestos dessa natureza comprometem e criam problemas nos aspectos internacionais. Mas, apesar de tudo isso, vencemos todas as dificuldades e chegamos onde estamos. Com coragem e responsabilidade, implementamos uma agenda de reformas que recolocou o país de volta nos trilhos”, disse o presidente, sem citar exatamente quem seriam essas pessoas. O evento foi promovido pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.