Dilma admite reduzir corte de benefício trabalhista

Segundo o Estadão, presidenta avisou o ex-presidente Lula e a direção do PT que vai aceitar mudanças nas MPs 664 e 665, que restringem acesso a benefícios como o auxílio-doença, o seguro-desemprego e a pensão

 

Após as manifestações e a divulgação de pesquisas que mostram queda acentuada na aprovação ao governo, a presidenta Dilma avisou ao PT e ao ex-presidente Lula que está disposta a rever as medidas provisórias (MPs 664 e 665) que dificultam o acesso a benefícios trabalhistas e fazem parte do pacote de ajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo o Estadão, Dilma não detalhou que pontos admite alterar nas MPs que alteram as regras sobre pensão, auxílio-doença e seguro-desemprego, entre outros benefícios. Mas reconheceu que as medidas causaram forte impacto negativo sobre sua popularidade, a ponto de serem chamadas de “estelionato eleitoral” até por aliados. De acordo com a reportagem, o ex-presidente Lula interveio para evitar debandada no partido de quadros ligados ao movimento sindical, como o senador Paulo Paim (PT-RS), que ameaçou deixar a legenda, da qual é um dos fundadores, por discordar das propostas em discussão no Congresso.

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